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quarta-feira, 3 de março de 2010

Para o Knicks, nada

T-Mac acabou de chegar ao Kicks mas
entendeu: o reforço não está chegando


Toda vez que o Cavs enfrenta o Knicks, não se fala em outra coisa além da possibilidade do LeBron jogar pela equipe de New York na temporada que vem. Seu contrato termina nessa temporada e ele será uma das trocentas estrelas disponíveis em 2010 para as quais o Knicks se preparou por anos - foram trocas, acordos e muito dinheiro gasto para se livrar de jogadores, tudo para consegur espaço salarial para oferecer dois contratos máximos e devolver à equipe algumas estrelas. Todo esse trabalho para arrumar as cagadas feitas por Isiah Thomas, que no entanto ainda se fará sentir na temporada que vem: Eddy Curry, o pivô que é tão gordo que não consegue passar pela porta do ginásio e agora dorme no vestiário do Knicks, tem a opção de continuar na equipe e receber 11 milhões de dólares pra não fazer absolutamente nada. Nenhum gordo do planeta recusaria essa oportunidade, então o time praticamente não terá jogadores para a temporada que vem, já que foi tudo programado para os contratos se encerrarem a tempo de contratar LeBron, mas Eddy Curry estará lá desviando o eixo de rotação da Terra.

Quando LeBron foi jogar contra o Knicks no começo da temporada, os engravatados da equipe cuidaram para que fosse um espetáculo de recrutamento: esconderam o Eddy Curry no porão, colocaram pôsteres gigantes do LeBron por toda a cidade, chamaram toda a equipe de baseball da cidade (de que o LeBron, fã do esporte, é torcedor), colocaram quinhentas celebridades no ginásio e trataram o jogador do Cavs como rei. "Sim, senhor, é claro que você pode dar essa enterrada". Se ele matasse alguém em alguma jogada, provavelmente o pessoal do Knicks pediria para ele autografar o cadáver.

É claro que o LeBron chutou o traseiro gordo do Knicks, com 33 pontos (só errou 5 dos seus 17 arremessos), 8 rebotes, 9 assistências e 3 roubos de bola. Saiu de quadra com uma vitória fácil, se sentiu mais desejado do que capa da Playboy, e para o Knicks pareceu uma vitória: estavam mais perto de ter convencido LeBron a jogar lá na temporada seguinte. Em fevereiro, os times se encontraram de novo, dessa vez em Cleveland. Parece que o LeBron tem um prazer mórbido em chutar a bunda de quem o idolatra, cuspir na cara do Knicks só porque sabe que eles vão beber sua saliva com um sorriso. É um estranho prazer de garota idolatrada no ginásio que ama pisar nos nerds coitados que se masturbam pensando nela enquanto escrevem poeminhas de amor. Não consigo pensar em melhor explicação para os 47 pontos, 8 rebotes, 8 assistências, 5 roubos e 6 bolas de três pontos que o LeBron enfiou no Knicks em outra vitória fácil. Mas nem isso se compara com a última partida entre as duas equipes na temporada, que aconteceu nessa segunda-feira: ao fim do primeiro tempo, o Cavs vencia por 42 pontos (segundo a matemática bizarra de alguns analistas esportivos, a equipe de Cleveland poderia ter acabado o jogo ganhando por 84.)

LeBron quase nem precisou jogar, saiu de quadra com modestos 22 pontos, 7 rebotes, 7 assistências, 2 roubos e 2 tocos. Coisa pouca. Mas o mais importante do jogo, e o maior motivo pelo qual LeBron vai continuar chutando o traseiro do Knicks ao invés de ir jogar na equipe na temporada que vem, foi o resto do elenco que permitiu essa vitória mamata. Durante a partida, Shaquille O'Neal operava o dedo que ele deslocou alguns dias atrás (aliás, muito engraçado como o dedo dele, que é do tamanho de um tronco de árvore, virou farofa no meio de uma jogada e o Shaq saiu de quadra mascando chiclete como se nada tivesse acontecido), ou seja, o garrafão do Cavs está subitamente desfalcado. E quem se importa? Uma das aquisições mais esquecidas dessa temporada foi o Leon Powe, que o Cavs roubou do Celtics, e que é um milhão de vezes melhor do que o Rasheed Wallace no momento, até porque não lhe falta intensidade enquanto o time de Boston está tropeçando no próprio desânimo. A rotação do garrafão do Cavs sem Shaq, então, teve Leon Powe, que é um trator; JJ Hickson, que joga cada dia melhor; Antawn Jamison, dominando nos rebotes e sendo menos hostilizado em Cleveland desde que o Ilgauskas falou que volta logo; além de Anderson Varejão, que começa a ser cogitado como um dos melhores reservas da NBA. É um garrafão bom o bastante para que todos nós façamos um minuto de silêncio em homenagem à aposentadoria do Shaq.

Os tempos do pivô ainda não acabaram, ele teve alguns grandes jogos ofensivos recentemente, mostra que consegue pontuar quando acionado, e se sai bem na defesa contra os melhores pivôs da NBA, mesmo que aos trancos e barrancos. Como o próprio Shaq fez questão de lembrar, o Dwight Howard recebeu ajuda para dobrar a marcação no O'Neal em todos os jogos, enquanto o Shaq marca o Howard no mano-a-mano. Shaq pode não ter tido os melhores resultados do planeta marcando o Dwght, mas o fato de que ele consegue quebrar um galho contra ele sem a necessidade de uma marcação dupla torna a defesa do Cavs muito melhor por poder se focar em outros jogadores. Mas Shaq deve ter minutos limitados para desempenhar essas funções, seu time não precisa dele em quadra por muito tempo. JJ Hickson e Varejão tornam o time mais rápido, versátil e atlético, e o Cavs pode jogar em alto nível com qualquer um deles em quadra a qualquer momento de uma partida. É bom que o Shaq vá conseguir voltar a tempo dos playoffs, mas se não conseguisse não seria um grande problema. O Cavs é atualmente o time mais versátil da NBA, e um dos mais profundos também.

Sem patriotismo, já que não ligamos para linhas imaginárias desenhadas no chão, o Varejão é um dos grandes responsáveis pela profundidade do elenco. Antes seu contrato parecia gordinho para um jogador limitado que só era capaz de se focar na defesa (e ainda com certa dificuldade), mas agora parece preço de banana porque o Varejão cada vez mais se mostra uma arma confiável no ataque. Eu sei lá o que aconteceu, mas ele voltou da seleção brasileira com uma nova confiança embaixo do aro e uma coleção de movimentos muito lapidados e sutis. Antes o LeBron fazia uma imensidão de pick-and-rolls com o Varejão mas tinha receio de colocar a bola em suas mãos porque ele partia estabanado para a cesta em velocidade, mas agora ele tem ganchos bonitos, reverses eficientes e não tenta mais colocar a bola no chão como fazia antes. Mesmo sem ser um defensor excelente, sempre soube como ser um defensor eficiente, e agora o mesmo acontece no ataque. Cada vez mais Varejão se mostra eficiente, fazendo as coisas que sabe fazer, mesmo as menores como deslocar levemente um adversário no momento certo, e camuflando as coisas que não sabe fazer por não forçar o jogo em cima delas. Não dá pra ser Melhor Sexto Homem da NBA porque ele não transforma jogos, não é uma estrela vindo do banco, mas é indispensável para a equipe. É exatamente o que um time como o Cavs precisa: jogadores eficientes e especializados que possam complementar uma estrela como LeBron James. Não adianta cercá-lo de estrelas se ele não puder ter a bola em suas mãos, o que interessa é um time que possa receber a bola nos lugares certos e ser eficiente com ela nas poucas oportunidades que surgirem. O Cavs tem um ataque limitado, se foca muito na defesa e durante muito tempo parecia fazer trocas apenas por fazê-las, pra ver se mudava um pouco os ares da equipe. Mas agora temos um elenco perfeitamente montado em volta de LeBron que levou anos para ficar pronto e permite que ele faça tudo aquilo que sabe fazer de melhor, inclusive passar a bola ao invés de dominar o jogo sozinho. Esse é o time com que LeBron James será campeão.

Isso é justamente o que o Knicks não pode oferecer. Dinheiro para contratar duas estrelas garantiria LeBron e mais alguém, e absolutamente nada ao redor deles. O Warriors e o Clippers nos ensinaram que um time de basquete não é uma junção aleatória de estrelas para ver se dá certo, mas sim um esquema tático específico com jogadores que possam desempenhar bem cada função pretendida. O LeBron estará melhor num elenco mais-ou-menos mas bem construído do que num time com outras estrelas juntadas ao acaso. Levaria anos até que o Knicks juntasse os jogadores necessários para formar uma equipe coesa capaz de desempenhar bem um esquema vencedor (ou seja, que defenda), e o LeBron não vai perder esse tempo.

Se não fosse o suficiente, ainda há mais um problema para os planos do Knicks - e, pra falar a verdade, para os planos de todos os times que se destruíram para poder contratar estrelas para a temporada que vem. De tempos em tempos, um conjunto de regras decididas coletivamente na NBA expira, então todas as criancinhas vestem suas gravatas, sentam numa mesa enorme e decidem quais vão ser as novas regras da brincadeira. O último acordo, de 2005, aumentou o teto salarial das equipes, diminuiu as multas por ultrapassar o teto, aumentou a participação dos jogadores nos lucros dos times, diminuiu a duração máxima dos contratos dos jogadores, diminuiu o aumento anual dos salários, aumentou o número de testes anti-doping e obrigou os jogadores a terem 19 anos para poder participar do draft. O acordo vence em 2010, então outro terá que ser feito para 2011. Mas David Stern, o homem-entediado, agora parece ter razão em alguma coisa (toda vez que isso acontece, algum terremoto abala a Terra): as equipes da NBA somaram prejuízos de 400 milhões de dólares esse ano fiscal, mais da metade das equipes estão na merda financeira nessa temporada, a crise engoliu todo mundo e alguma coisa precisa mudar. Boatos dizem que as propostas incluem uma diminuição drástica no teto salarial das equipes, redução das bonificações dos contratos dos jogadores, menos garantias contratuais, taxas mais severas. Tudo para mudar a mentalidade da liga e trazer os salários de volta à realidade, ao invés de achar que no mundo lá fora tá todo mundo enfiando ouro nas orelhas. Da última vez que esse acordo ameaçou diminuir os salários, em 1998, os jogadores entraram em greve. Dessa vez, no entanto, os jogadores estão participando das discussões, LeBron, Carmelo e Wade participaram da reunião preliminar, e está todo mundo ciente de que mudanças são necessárias. Uma greve é possível mas improvável, mas de todo modo os salários e contratos serão menores em 2011.

Isso significa que em 2010 todos os jogadores tentarão assinar os maiores, mais gordos e mais longos contratos que conseguirem, porque aí seus contratos ainda valerão pelas regras antigas. Nessa hora, vale lembrar que os times que podem oferecer os contratos mais longos são, pelas regras, justamente os times que já possuem o jogador, então provavelmente veremos um monte de gente reassinando com suas equipes. O mais provável é que jogadores como LeBron, Bosh e até o Wade fiquem onde estão e garantam seus contratos gigantes enquanto ainda podem. Até mesmo Kobe Bryant, que tem um contrato que vai até 2011 mas pode encerrar nessa temporada se ele quiser, deve optar por terminar o contrato só pra poder fazer um novo e se aproveitar das regras atuais. Mas é óbvio que ele vai assinar de novo com o Lakers, não tem nem o que discutir. Com elencos melhores já montados, a possibilidade de contratos maiores antes de uma crise que cortará custos, e a chance de lutar por um anel de campeão mais cedo, é bem provável que as grandes estrelas fiquem onde estão. O Knicks vai ter trabalho para caçar alguém, mas certamente não conseguirá abocanhar LeBron ou Kobe. Resta sonhar, desde já, com algum prêmio de consolação.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Filtro Bola Presa - Um resumo semanal

Ninguém sabe que fim levaram as sobrancelhas de Mike Woodson

Pra quem perdeu o Filtro da semana passada, uma breve explicação: o Filtro Bola Presa é uma seção semanal que será postada toda segunda-feira até que a gente canse e comece a adiar para sempre. Ela trata de assuntos pequenos, tudo o que não passou no nosso filtro e, portanto, não virou um post gigante. As sobrancelhas do técnico Mike Woodson, por exemplo, eventualmente serão comentadas nessa seção. Aproveitem nossos restos!
...

- O Marbury voltou! Depois de enlouquecer, comer vaselina e passar dias a fio chorando e cantando na frente de uma webcam, ele resolveu voltar a jogar basquete. Como a NBA só aceita loucos que façam seus times vencer jogos, ele teve que se virar na China. Assinou com o penúltimo colocado da liga amarela e estreou com derrota. Foram 15 pontos, 8 assistências e 4 roubos no seu primeiro jogo. O time perdeu na posse de bola final, com chance de arremessar para a vitória o Starbury resolveu que sua época fominha passou e tocou para o Maurice Taylor errar o arremesso final. Lembram do Mo Taylor? Eu tinha que aguentar o Danilo xingando ele todo dia quando o desgraçado jogava no Rockets e só saiu de lá quando o Isiah Thomas o levou para o Knicks em uma daquelas trocas inexplicáveis por jogadores ruins. É os EUA usando a China como depósito de lixo.

- Será que o Marbury está tentando aprender chinês? Ou está obrigando os caras a se arriscar num engrish? Se ele quiser ajudar os chinas a aprenderem a língua do Tio Sam ele pode mostrar pra eles esse vídeo do Marc Gasol. English, Baby! Mostra como se faz, Medvedenko!


- Depois que o Raptors conseguiu a façanha de tomar 130 pontos do lixo do Pacers, todo mundo queria uma explicação. O sábio Jarret Jack parou, pensou, leu um livro do Roberto Justus e disparou: "A razão para termos jogado como jogamos foi... não sei exatamente o que foi". Tem certas coisas que é melhor não tentar explicar mesmo.

- Devia ter esperado um dia a mais para o meu post sobre o Celtics. Se tivesse escrito ele hoje cedo ao invés de ontem à tarde teria tempo de ter falado sobre mais uma derrota, para o Magic de novo, e sobre a frase do Doc Rivers. Falaram que no vestiário um dos jogadores do Celtics disse "Nós somos melhores que o Orlando!" e o técnico respondeu "Não, vocês não são melhores. Eles nos tiraram dos playoffs no ano passado. Orlando é melhor que a gente agora, Atlanta é melhor que a gente agora, LA é melhor que a gente hoje". Agora isso foi para colocar o pé dos jogadores no chão ou só pura e bela sinceridade?

- Vai visitar Houston? Não deixe de passar no restaurante chinês do Yao Ming. Se bem que tem sushi bar. Sushi não é coisa de japonês? Ou é dos dois? Sei lá, vamos deixar de fingir que a gente entende a diferença entre eles e só comer o diabo do peixe cru.

- Talvez o Rudy Gay pudesse pedir os óculos do Amar'e emprestado. Ou talvez ter companheiros de time que gritassem o famosos "Calmou, calmou!" quando é pra ele parar e não sair por aí arremessando bolas do seu campo de defesa quando ainda se tem 8 segundos no relógio. Ou poderia fazer suas cagadas quando o Kobe não estivesse no outro time pra fazer ele sonhar com seus erros.


- Mike Dunleavy não é mais técnico do Los Angeles Clippers. Ele já não fazia um trabalho bom há tempos e o time cansou de perder jogos apertados por decisões duvidosas suas nos minutos finais. Talvez a demissão tenha demorado porque o Dunleavy também é o General Manager da equipe! Ele se despediu da função de técnico mas em uma reunião consigo mesmo decidiu continuar como manager, coisas de Clippers.

Porém, com o Clippers tudo pode piorar. O assunto agora nos EUA é que eles estariam atrás do Isiah Thomas para ser o novo técnico da equipe! Sério, é Thomas e Clippers juntos! Só falta assinar o contrato numa sexta-feira 13 em cima de um espelho quebrado.
Mas piora ainda mais: Cogita-se que ele não vá só para treinar a equipe, mas também para roubar toda a vaga do Dunleavy e se tornar o novo manager da franquia!!!! Sério, o cara não fez tanta bobagem assim como técnico do Knicks, perdeu a mão depois de um tempo, mas não foi tão desastroso, sua maior desgraça foi na direção da equipe. E aí aparece o time mais amaldiçoado da liga e quer contratar ele para fazer as duas coisas? Foge, Blake Griffin, foge!

- E quem achou que não tinham Kakázetes na NBA? Outro dia duas mulheres conseguiram driblar a segurança do Rose Garden e entraram na quadra durante um pedido de tempo para abraçar o Rudy Fernandez. Segundo o Rudy elas o pegaram de surpresa e disseram "Amo você, Rudy. Um prazer te conhecer. Bom jogo". E segundo o Jerryd Bayless "Elas estavam claramente bêbadas. Eu até estava perto do Rudy quando elas estavam chegando mas quando eu vi eu pulei fora". Pô, Bayless! Ou você não gosta de mulher ou estava com medinho, sob qualquer interpretação essa história não ficou boa pra você.

Momento Ego
Enterradas na cara e tocos sempre acontecem para machucar ou inflar o ego de alguém. Nessa semana tivemos dois confrontos de ego com resultados diferentes:

Nate Robinson 1 x 1 Shaquille O'Neal
Primeiro Shaq deu um toco seguido de ippon no pequeno Nate, mas logo depois o Diesel sentiu o peso dos seus 37 anos. Pelo menos agora ele e o Yao Ming tem mais alguma coisa em comum para conversar.


JJ Hickson 2 x 0 Dwyane Wade
O Wade teve uma atitude nobre. Enquanto a maioria das estrelas deixam enterradas passar em branco só para não correr o risco de serem humilhados, o Wade vai em todas para tentar dar o toco. Como nem sempre dá certo, ele foi humilhado. No segundo tempo teve a chance de dar o troco justamente sobre quem havia enterrada nele na primeira etapa, JJ Hickson, mas não deu certo. Bora dormir sem assistir o SportsCenter, Dwyane.


8 ou 80 - O cantinho das estatísticas
- "Talvez janeiro não tenha sido o meu mês". A frase foi uma observação muito bem feita pelo Vince Carter. Ele acabou o primeiro mês do ano com média de 8,7 pontos por jogo, 28% de aproveitamento dos arremessos, 22% dos arremessos de três, 2,2 rebotes e 2,7 assistências por jogo. Se o Magic tivesse jogado com o Sasha Vujacic no lugar dele os números não teriam sido muito diferentes. Quando perguntado se tinha uma razão pra ele ter jogado tão mal, Carter disse: "Bola". Mentira, não disse.

- Nos últimos 30 jogos o Pistons conseguiu várias coisas: conseguiu vencer um punhadinho de partidas, conseguiu se salvar por pouco de derrotas seguidas para o Nets, conseguiu ver Rip Hamilton e Tayshaun Prince de volta de contusões, mas não conseguiu uma coisa, marcar 100 pontos em um jogo. A última vez que isso aconteceu foi no dia 12 de dezembro contra o Warriors! E foi contra o Warriors, nem deveria valer.

- Pra completar, o Pistons conseguiu a façanha de ter um aproveitamento de menos de 50% em 25 jogos seguidos! É oficialmente o pior ataque da NBA. Foi-se o tempo em que eles faziam 65 pontos e ganhavam jogos segurando o adversário a 64.

- Não é algo exatamente numérico, de estatísticas. Mas é nerd o bastante para ficar dentro do cantinho das estatísticas. Quer saber como o seu time foi montado, jogador por jogador? Quem veio via troca, via Free Agent, via draft? É só acessar essa pequena maravilha, escolher seu time e ver tudo num formato gráfico, separados por ano.

- E já que o assunto é ser nerd, que tal o Marvin Williams resolvendo um cubo mágico em menos de 2 minutos? Agora sabemos porque o Hawks escolheu ele antes do Chris Paul e do Deron Williams. Um talento como esse não se joga fora.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

De volta para o futuro

Brian Cardinal mostra o ano em que ele vai dormir na rua: 2010


A temporada da NBA está prestes a começar, dia 27 de outubro, mas antes mesmo do início da primeira partida já tem gente olhando desesperado para o futuro, para a temporada que começa lá em outubro de 2010. Tudo porque vamos acompanhar agora o último ano de contrato de uma série de estrelas que assinarão novos contratos para a temporada 2010. Ou seja, tudo quanto é time mequetrefe já está sonhando em poder contratar jogadores como Joe Johnson, Rajon Rondo, Paul Pierce, Ray Allen, LeBron James, Shaquille O'Neal, Dirk Nowitzki, Kobe Bryant (se não assinar uma extensão com o Lakers), Rudy Gay, Dwyane Wade, Michael Redd, Amar'e Stoudemire, Manu Ginóbili, Richard Jefferson, Chris Bosh e Carlos Boozer (isso sem falar nos jogadores mais-ou-menos cotados, como Iverson, LaMarcus Aldridge, David Lee, Al Harrington, Udonis Haslem, Yao Ming bichado, Tracy McGrady bichado, Luis Scola, Josh Howard, Kenyon Martin e Tyson Chandler, por exemplo).

É tanto nome importante que, se todos eles assinarem com novos times, a NBA vai parecer uma liga completamente nova. É quase como gibi de super-herói quando zera a numeração, tem várias mudanças, é legal pra quem é pirralho começar a acompanhar, mas no fundo continua a mesma coisa. Algumas equipes, no entanto, dependem dessa safra de 2010 para renascerem. O caso mais evidente é o Knicks, que planejou tudo para que os contratos de quase todo o elenco terminem em 2010 para que possam usar essa grana para contratar novas estrelas e começar a equipe de novo. Muito se fala dos jogadores que poderão ser assinados, das possibilidades do LeBron assinar com o Knicks, e a gente também vai falar muito disso porque está no nosso contrato de dono de blog de basquete começado com a letra "B". Mas agora vamos tentar uma coisa um pouquinho diferente: de volta a falar no futuro, vamos dar uma olhada nos maiores contratos que acabam nessa temporada e não vão fazer falta, liberando um monte de dinheiro para suas equipes gastarem como quiserem em 2010. Esses contratos antes eram grandes cagadas, burrisses, "no que diabos eu estava pensando pra pagar trocentos milhões pra esse babaca?", mas agora eles são espaço salarial esperando pra acontecer e vários times vão brigar por eles. É tipo ver gente se estapeando por cocô, é bizarro mas tem seu charme.


Quentin Richardson ($9.352.500)
Tem uns velhos por aí que dizem com orgulho que são da época do Wilt Chamberlain. Eu sou outro tipo de velho, sou um velho da época em que o Quentin Richardson era um bom jogador e tinha o apelido carinhoso de "Quentinho", excelente nome para personagem de um musical gay. Antigamente ele era um bom arremessador, reboteiro e parte essencial do Suns que jogava na correria. Agora, foi trocado mais vezes desde a temporada passada do que horário de programa do SBT: passou por Clippers, Grizzlies, Wolves e foi parar no Heat. Deram uma mentidinha por lá dizendo que ele será útil para a equipe de Miami com seus arremessos de fora, mas a verdade é que o contrato dele vira farofa e permite à equipe contratar uma estrela para jogar ao lado do Wade (ou então contratar duas estrelas caso o Wade vá embora).

Larry Hughes ($13.655.268)
Quando jogava ao lado do Arenas, o Hughes era incrível. Jogava bem na defesa, pegava muitos rebotes, interceptava linhas de passe e atacava a cesta com agressividade. Era perfeito pro Wizards, enquanto ele se ocupava de infernizar o garrafão, o Arenas ficava arremessando como maluco. O salário de estrela não foi tão absurdo, mas era um daqueles casos de jogador que só funciona num esquema de jogo único. No Cavs, em que era essencial ter arremessadores, o Hughes provou que nunca tinha tacado uma bola para cima. Lesões na mão também comprometeram suas infiltrações, e aí o desastre estava feito: ficou rico e ruim. Tem gente tentando descobrir se o técnico D'Antoni vai dar minutos para o Hughes no Knicks, mas a verdade é que ninguém se importa, ele está lá apenas para depois ir embora e deixar o dinheiro para contratar o LeBron. Quase todo o elenco do Knicks é composto por jogadores que a equipe não quer, apenas está esperando o contrato expirar. É sempre legal de assistir jogadores que sabem como são queridos e que têm futuro na equipe, com isso o Knicks tem tudo pra dar certo - na série B do Brasileirão.

Bobby Simmons ($10.560.000)
Ele fedia, mas aí no último ano de contrato jogou bem pelo Clippers, e todos nós sabemos como é difícil jogar bem numa equipe tão amaldiçoada. Com isso, ganhou o prêmio de jogador que mais evoluiu na temporada e um contrato gordo com o Bucks, que descobriu que gordo era o próprio Simmons também. Nunca mais jogou porcaria nenhuma, teve atuações horrendas pelo Nets nos últimos anos, e ainda assim embolsa dez milhões de verdinhas pra enfiar nas orelhas. Podemos esperar muito do novato Terrence Williams nessa temporada, porque não há qualquer intenção de colocar o Simmons pra jogar sendo que ele está lá só para ir embora mesmo.

Jerome James ($6.600.000)
Mais um caso de jogador que produziu só no último ano de contrato, mas esse é mais ridículo porque o Jerome era uma droga e só produziu num par de jogos de playoffs, quando se saiu bem marcando o Duncan. Com isso, o ganhador do Prêmio Nobel da Física, senhor Isiah Thomas, ofereceu um contrato enorme para o pivô - que aparentemente gastou tudo em comida. Se apresentou ao time obeso, se contundiu em todas as pré-temporadas porque o único movimento seguro para ele é telefonar pro disk-pizza, e nunca entrou em quadra. Legal hoje em dia é reler o Isiah dizendo que o Jerome era o melhor pivô defensivo da NBA - e pensar que o Bulls, que trocou por ele só pra se livrar do contrato, vai ganhar uma grana pra investir ano que vem.

Mark Blount ($7.962.500)
Era pra ser o pivô do futuro do Celtics, tiveram paciência, investiram, treinaram, aceitaram, e até que ele começou a mostrar que talvez um dia desse certo. Mas aí surgiu o Kendrick Perkins e, antes que qualquer um pudesse imaginar do que o Perkins seria capaz, o Blount foi perdendo espaço até ser mandado para o Wolves, que acreditou que ele seria o pivô que complementaria Garnett. Não é que não tenha dado certo, é que deu tão errado que o Garnett até saiu da equipe depois pra jogar no Celtics - ou seja, o Blount foi uma das melhores coisas que aconteceram para o time de Boston, e tudo isso porque ele fede. Agora, é o Heat quem tem a bomba na mão apenas esperando o contrato acabar.

Jermaine O'Neal ($22.995.000)

O coitado do Jermaine já foi um dos alas de força mais legais da NBA, um dos mais talentosos e certamente o que tem mais cara de bebê. Era pra estar por aí dominando a liga como Duncan, Garnett e o resto da elite, mas os joelhos e a porcaria do Pacers não deixaram. O contrato dele é de estrela que carrega o time todo nas costas, e por um tempo foi até verdade, mas agora é uma vitória quando ele ao menos consegue entrar em quadra. Ainda é um bom jogador, quebra um baita de um galho, principalmente para o Heat que não tem um pivô desde que o Shaq debandou. Mas por 23 milhões o Jermaine teria que ser o melhor pivô do Universo e ainda descobrir a cura do câncer! Com o fim do contrato do Jermaine, do Quentinho e do Blount, o Heat pode reconstruir o time por completo - se o Wade sair, aí dá até pra pegar toda essa grana, desistir da NBA e comprar a Alinne Moraes.

Darko Milicic ($7.500.000)
Já escrevemos aqui que essa temporada é a última chance do Darko, se não der certo agora com o Knicks, jogando de frente pra cesta e na correria como ele sempre sonhou, então é melhor ele ir ver o filme do Pelé mesmo. Mas no fundo o Knicks nem se importa: se ele jogar bem e topar renovar por uma miséria, ótimo, tão no lucro; mas se ele jogar mal e não der certo, o salário do Darko soma-se com o do Hughes para garantir a vinda de um LeBron da vida.

Tracy McGrady ($23.239.561)
Como torcedor do Houston, sou o primeiro a dizer que o T-Mac chuta traseiros, domina partidas, é excelente mesmo quando decide armar o jogo e merece um salário de estrela. Mas ele nunca jogou uma temporada completa na vida dele, graças às lesões, e só participou de 35 partidas na temporada passada - e todas elas sentindo dores e tendo que se poupar. Nessa temporada o Houston está sem o Yao Ming, que também virou farofa, e precisa de alguém pra segurar as pontas. Que tal o McGrady? Nada feito: apesar de estar treinando pesado e prometer voltar com a melhor forma física da carreira, seu retorno só está previsto para o meio da temporada. Até lá o astro do time é o Trevor Ariza, que nessa pré-temporada não acertou nem o nome da mãe, enquanto o T-Mac leva 23 milhões pra casa. O Houston quase deu certo, mas não deu, é tipo o Sérgio Mallandro - parecia que ia engrenar e aí foi apresentar pegadinha e sumiu. Tá na hora de usar essa grana pra reconstruir e criar um time que, no mínimo, consiga ficar de pé pra entrar em quadra.

Brian Cardinal ($6.750.000)
Deixei meu favorito pro final. O Cardinal sempre foi um jogador qualquer, desses que está aí só para ser mandado em pacotões de troca de jogadores. Problemas pra conseguir um time, teve que ir jogar um pouco na Europa, mas aí teve uma temporada mais-ou-menos com o Warriors e um par de jogos realmente bons. Era o último ano de contrato e ele seguiu os passos do Jerome James e do Bobby Simmons, impressionando alguém só quando a água bate na bunda. Mas o Grizzlies foi burro o bastante para dar 7 milhões para um jogador que teve DOIS jogos bons - e que, pior ainda, é branco e careca! Essa contratação leva o famoso "selo Isiah Thomas de qualidade", mas pelo menos o contrato dele acaba esse ano e o Wolves economiza uma graninha pra dar pro Ricky Rubio quando ele deixar de frescura e quiser ser milionário na NBA.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Última chance

Darko se segura como pode, mas ainda fede


A pior coisa que poderia ter acontecido para o Darko Milicic era ter sido draftado pelo Detroit Pistons. O time já chutava traseiros, linha laços muito fortes entre os jogadores e não estava nem um pouco interessado em dar minutos para um pirralho bem cru que precisava amadurecer em quadra. Mofando no banco, Darko foi campeão com média de uns 5 minutos por partida - e isso porque só entrou num terço dos jogos. Não dá pra saber como teria sido se o Pistons tivesse draftado Carmelo Anthony, talvez por já ter chegado na NBA como um jogador mais preparado ele tivesse conquistado mais minutos em quadra, mas é bem possível que por não defender bulhufas ele acabasse mofando no banco. O problema é que o Darko precisava aprender a jogar, seu ataque sempre foi limitadíssimo, e sem minutos ele estava fadado a desaparecer do mundo do basquete.

Quando fugiu para o Magic, passou a ter mais minutos e mostrar uma produção consistente. Dava pra ver o potencial que explicava uma segunda escolha do draft, mas ainda tão cru que até se desenvolver o mundo já teria terminado com o colapso decorrente da morte do Silvio Santos. Mas como potencial é o que liga, o Grizzlies acreditou e contratou, só não decidiu o que ia fazer com o pobre Darko. Titular ou reserva? Atacar ou defender? Desenvolver ou mandar embora? Pra agora ou pro futuro? Pra comer aqui ou pra viagem? Sem saber o que fazer, o Darko escolheu aquilo que faz melhor: feder.

Assinado agora pelo Knicks, Darko tem um esquema que encaixa com seu estilo de jogo, fazendo com que ele corra, use seu físico e jogue de frente para a cesta. Tem um técnico louco que se finge de desesperado porque "alguém tem que defender no time", e que está disposto a bancar o Darko nessa função. Tem um time sem pretenções de coisa alguma mas que receberá a atenção de todo mundo. E a promessa de um lugar numa equipe que irá se transformar na temporada que vem, assinando grandes estrelas. Ou seja, a situação é a melhor possível para o Darko, o mais distante que ele já chegou daquele Detroit Pistons em que nem peidar ele podia. Ele ainda fede, a gente sabe, mas é a última chance que ele terá na NBA. Se der errado, o próximo time que assiná-lo é a mulher do padre.

Existe outro jogador exatamente nessa mesma situação no Knicks. Inicialmente acreditava-se ser uma lua pequena, presa pela gravidade da Terra, causando alguns eclipses solares. Depois, cogitou-se a possibilidade de ser apenas um meteoro, vagando lentamente pelo Universo e colidindo com a Terra sem muito estardalhaço. No entanto, conforme o tamanho do meteoro foi crescendo em nossa atmosfera, mais estudos mostraram-se necessários. Pesquisas recentes apontam que trata-se apenas de um jogador de basquete chamado Eddy Curry.

Daftado com uma quarta escolha, o Curry recebeu toda a paciência e apoio do Bulls. Era a época em que os fãs estavam enchendo o saco de saudade do Jordan, e o Bulls só empilhava pirralhos para tentar reconstruir uma equipe antes dos anos três mil. Os fãs não tinham paciência, mas o Curry foi se transformando num pivô respeitável, embora incapaz de levantar os braços para pegar um rebote. Quando acabou seu contrato, meio queimado com os torcedores, arrumou uma troca com o Knicks (vamos todos tirar um momento de nossas vidas para rir do que o Bulls recebeu naquela troca: Tim Thomas, o homem que não gosta de jogar basquete; Jermaine Jackson, o homem que foi demitido em seguida e tem o nome do irmão do Michael Jackson; e Michael Sweetney, o gordo que rolou sua vida pra fora da NBA).

Quando as coisas começaram a dar certo para o Curry, sua forma física foi pro saco. Apareceu para a pré-temporada gordo, lento e com dores nos joelhos. Com o D'Antoni assumindo a equipe, o único jeito do Curry jogar obeso assim seria se ele aprendesse a rolar muito rápido, ou se ele ficasse apenas no ataque, versão basquetebolística do Romário. Quando apareceu pelo segundo ano seguido fora de forma no ínicio de temporada, Curry foi parar no fim do banco de reservas e, sabe como é, gordo deprimido só fica ainda mais gordo. Na temporada passada, se não bastasse ele não ter minutos de jogo, sentir o joelho e estar obeso, ainda teve que lidar com o assassinato de sua ex-namorada e de seu filho, a perda de sua casa graças a dívidas (casa que havia sido assaltada um ano antes) e um processo por assédio sexual, aberto pelo seu motorista particular. Não é bolinho não, embora certamente o Curry tenha comido muitos bolinhos pra esquecer. Foi um ano lastimável para ele e o surpreendente seria que fosse capaz de jogar basquete com tanta coisa acontecendo na vida. Só de pensar já dá desânimo de viver num mundo tão deprimente.

Mas o Eddy Curry está de volta, perdeu vinte quilos e tem planos de perder mais dez até a temporada começar. Mesmo que ele não consiga um lugar no ataque velocidade-da-luz do D'antoni (o Curry é, no máximo, um Cavaleiro de Prata), se ele conseguir entrar um pouco que seja em quadra, com certa regularidade, já será o bastante para que ele tenha chances de ser trocado e comece de novo em outra equipe, novos ares, novas expectativas. Do jeito que está, a carreira do Curry acabou. Com uns minutinhos aqui, outros ali, ele pode ganhar a oportunidade de um recomeço. Darko e Curry são dois pivôs no Knicks, ou seja, posições meio ingratas para um técnico que prefere usar um anão de cuecas dentro do garrafão, mas os dois estão jogando pelas suas carreiras. Será uma temporada bacana de acompanhar.

Curiosamente, existe um outro pivô ligado ao Knicks que também tem em jogo suas últimas chances de ter uma carreira na NBA. Channing Frye foi draftado pelo Knicks com a oitava escolha e foi uma enorme surpresa. Mostrou ter um jogo muito refinado, com arremessos de média e longa distância e muita graça perto da cesta (graça de bailarina, não graça Ari Toledo, por favor). Foi titular um bom tempo e todo mundo considerava o jogador uma das grandes sacadas do Isiah Thomas, que draftou o moço e bancou sua presença em quadra ao lado do Eddy Curry. Funcionava bem, um jogava bem dentro do garrafão e o outro fora, eles se complementavam. Mas o mais interessante é como os dois se complementavam para formar a pior dupla de garrafão defensiva de todos os tempos, perdendo até para Nenê e Juwan Howard naquele finado Nuggets que tinha nosso brasileiro ainda novato - e ainda magro.

Mas o Frye teve uma ótima temporada e começou a ser alvo de propostas de troca. O Isiah Thomas deixou bem claro que o Frye era intocável, uma das estrelas jovens da equipe e em volta da qual o time seria construído. Nenhuma troca seria boa o bastante. Só que o Channing Frye se contundiu na primeira temporada e voltou lento e fora de forma para a segunda. Piorou em todos os quesitos, começou a mostrar que era apenas um novato assustado, e a torcida do Knicks caiu matando porque não tinha mais paciência com o burro do Isiah Thomas. A torcida queria jogadores de verdade, experientes, comprovados, não um novato que caía de produção de uma temporada para a outra. Foi assim que o Frye foi trocado pelo Zach Randolph, naquela famosa troca em que o Blazers melhorou muitíssimo ao perder seu maior cestinha. O Blazers é um time esperto, com planejamento, e não havia espaço para o Frye - o objetivo era só se livrar do Randolph, que é bom pra burro mas afunda qualquer equipe. A equipe é profunda demais e o Frye nunca teve chances por lá, relegado ao banco. De intocável, estrela do futuro, caiu para ser eleito o melhor décimo cara num banco de reservas de uma equipe que começa com "B" e acaba com "lazers" (famoso troféu, esse).

Até que o Suns sem Shaq resolveu apostar no garoto. Qualquer um que consiga trocar uma lâmpada serve, altura é o que pega. O único pivô da equipe é o Amar'e, que não é um pivô, então a gente sabe que o negócio tá feio. O Robin Lopez, que é tão secundário que seu nome é até Robin, pode conseguir uns minutinhos mas não apenas tem reserva tatuado na testa como também se contundiu e deve passar as próximas 6 semanas fora das quadras. O Channing Frye chega na equipe, então, não para ser um reserva com vários minutos. Ele chega para ser titular.

O técnico do Suns, Alvin Gentry, avisou que o Frye destruiu nos treinos, impressionou todo mundo e vai ser o pivô titular. Mas só no papel, porque o pivô de verdade vai ser o Amar'e Stoudemire, com o Frye jogando de ala. Segundo o Gentry, no boxscore vai aparecer o Amar'e de ala e o Frye de pivô só para o mala do Amar'e não reclamar o tempo inteiro de ter que ser pivô. Ou seja, o Stoudemire é um porre.

Assim como Darko e Curry, o Frye tem uma situação que pode salvar sua carreira. Seria triste que qualquer um dos três virasse farofa porque têm muito potencial e sabem jogar basquete, só precisam de um pouco de sorte (e de um pouco de regime, né, Curry?). Todos vamos acompanhar o Knicks de perto nessa temporada, em que está em jogo a chance da equipe de contratar LeBron James. Mas talvez o mais legal de ver seja o Suns e seu novo pivô titular, tentando provar que o Isiah Thomas não é um burro completo, apenas um tanto imbecil e incompetente. E burro, claro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Quer pagar quanto?

Quanto você pagaria para aprender a treinar com Isiah Thomas?

Durante a minha pesquisa por coisas interessantes que resultou no post de ontem sobre o documentário do Seattle Sonics, achei algumas outras que não eram tão interessantes assim, mas que na falta de assunto e pela bizarrice da coisa, merecem um comentário.

Olhem só esse site, o CharityBuzz. É uma página que leiloa qualquer coisa desde que todo o dinheiro seja revertido para a caridade. Várias celebridades e esportistas contribuem com prêmios, como uma partida de golfe com o Samuel L. Jackson (atualmente em 5.000 dólares), uma participação como figurante na série Damages (atualmente em 3.000 dólares) e um almoço com o ex-prefeito de NY Rudolph Giuliani (1,300 dólares). Tudo coisa pra rico realizar sonhos idiotas enquanto paga de bonzinho.

A NBA também está nessa. Preço parecido com o do almoço com o ex-prefeito está uma aula de arremesso com o Ray Allen! Por 1.300 dólares tem alguém levando uma aula de arremessos de 30 minutos com um dos melhores arremessadores da história. A única exigência do anúncio é que o vencedor tenha paciência para conseguir se encaixar na agenda cheia do jogador. Não sei se dá pra aprender muita coisa nessa meia hora, mas acompanhar o Ray Allen arremessando de perto deve ser uma baita experiência pra quem gosta de basquete. Pena que gastei meus últimos 1.500 dólares com, nessa ordem, mulheres, drogas e gibis.

Procurando por mais coisas da NBA por lá achamos algumas coisas no mínimo excêntricas. No ano passado o Celtics leiloou uma chance de viajar no avião particular da equipe junto com todos os jogadores para algum jogo fora de casa . Lá não tem o valor final do leilão mas tem um "valor estimado" de 50.000 dólares!

Tem coisas mais baratas para caso você não tenha 50 mil sobrando: uma bola autografada e um vinho (!!!) do Larry Bird (700 dólares), uma bola autografada pelo Adam Morrison (500 dólares) , um tênis (o pé direito) do Kobe Bryant (500 dólares) e ainda uma camiseta, extra-grande provavelmente, do Eddy Curry (200 dólares).

Mas se você não quer uma aulinha de arremesso qualquer com o Ray Allen, não quer vinho do Bird e nem nada com uma assinatura de um jogador da NBA, mas sim algo que possa fazê-lo crescer como pessoa, crescer como fã e entendedor de basquete, e quer gastar 10.000 dólares e sentir que valeu cada centavo, eu recomendo isso aqui.

Acredite, em 19 de junho de 2007 algum ser humano pagou 10.000 dólares para ter um mini curso de uma hora sobre como treinar um time de basquete com o Isiah Thomas! Eu prefiro acreditar que quem pagou isso é um cara rico de Detroit que queria tirar uma foto com o Isiah Thomas jogador e nem ouvir ele falar sobre como treinar um time. Que pelo menos a instituição de caridade saiba investir melhor seu dinheiro do que o Knicks.

E que coisas da NBA você gostaria de ver em leilão? Eu gostaria de um jantar a luz de velas com o Marko Jaric e a Adriana Lima, de preferência no mesmo dia e hora de um jogo do Grizzlies. Mas o que iria bombar mesmo seria um curso de medicina caseira com o Stephon Marbury. Ia ter gente pagando os tufos por isso. Por que? Veja como o Dr. Marbury nos ensina a comer vaselina quando tivermos dor de garganta.


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Contos do vigário

Kwame Brown ainda vai manter toda sua graciosidade em quadra por mais alguns anos


Como bom são paulino, sempre fiquei muito intrigado com o caso do Gustavo Nery. Nunca jogou porcaria nenhuma pelo São Paulo e, em geral, comprometia terrivelmente a equipe. Seus erros eram grosseiros, constantes e desestabilizavam o time. No entanto, muitas pessoas elogiavam seu jogo. Foi com grande estranheza (e alegria de me ver livre da praga) que recebi a notícia de que Gustavo Nery foi jogar na Alemanha, onde não foi bem recebido, e depois foi contratado pelo Corinthians. Levou apenas alguns dias para a torcida corinthiana perceber o que já era óbvio para qualquer são paulino: o Gustavo Nery fede. Saiu do time ameaçado de morte, levando pedrada de todo lado, mas mesmo assim conseguiu um contrato na espanha. Assim que perceberam por lá que ele fedia, voltou para o Corinthians, único time burro o suficiente para cair no conto do vigário duas vezes. Ao perceber a cagada, Gustavo Nery deu o fora de novo, indo jogar no Fluminense, em que obviamente não deu certo, e agora conseguindo um contrato com o Internacional. Até a mãe do sujeito sabe que ele é perna de pau, mas por algum motivo místico sempre tem algum time por aí acreditando nele. Sempre tem alguém que cai no conto do vigário.

O que isso tudo tem a ver com basquete? O fato de que lá na NBA também não faltam trouxas para acreditar em qualquer coisa. Basta uma boa edição de vídeo e até o gordo do Jerome James se torna um grande jogador, todo mundo sabe disso na era do YouTube, mas ainda tem um monte de gente que realmente acredita no que vê.

A notícia de hoje é que Kwame Brown recebeu uma oferta de 8 milhões de doletas por 2 anos no Pistons. O mesmo Kwame que jogava embaixo de vaias em Washington, que foi humilhado pela torcida de Los Angeles, e que foi afundado no banco de um Grizzlies completamente desprovido de jogadores. Foram três chances, dois contratos gordos, três fracassos retumbantes. E quando a gente finalmente estava pronto pra aceitar que seu futuro seria o mesmo de outra primeira escolha de draft fracassada, Michael Olowokandi (ou seja, a aposentadoria) eis que Kwame me aparece com mais um contrato milionário na manga. Qualquer semelhança com o Gustavo Nery, crianças, não é mera coincidência.

Não preciso sequer me esforçar para saber o que o Pistons está pensando. "Kwame é um jogador de muito potencial e acreditamos que possa evoluir muito e contribuir para nossa equipe." Assina o nome de qualquer dirigente do Detroit e pronto, eu deveria ser Relações Públicas na NBA. Eu nem vou entrar nos méritos do Kwame Brown de fato ter potencial, apesar da incapacidade de lidar com pressão e das mãos pequenas de donzela aflita. Eu só não consigo aceitar que, depois de tanto tempo, ainda queiram investir tão pesado no moço. Eu não quero viver em um mundo em que o Kwame ganha um contrato de 4 milhões e o Matt Barnes assina pelo mínimo, 900 mil mangos. Produção e dedicação parecem sempre vir atrás de potencial, o que uma hora acaba enchendo o saco. Ele pode até se dar bem no Pistons, tendo menos pressão de produzir atrás de grandes estrelas, mas ele pode quebrar em segundos frente à torcida de Detroit e à intensidade e tranquilidade que o Pistons mostra nos jogos. Mais uma vez Kwame é um jogador de risco que engordará seus bolsos (e sua pancinha).

Mas não pensem que cair numa enganação dessas é privilégio do Pistons. O time mais amaldiçoado da NBA, o Los Angeles Clippers, acaba de efetuar uma contratação polêmica: Ricky Davis agora faz parte da equipe. Até parece uma boa contratação, trata-se de um pontuador nato, um cara que venderia a própria mãe pela chance de fazer umas cestas, e que vai cobrir a falta de poder ofensivo surgida com a ida de Elton Brand para o Sixers. Além do mais, é uma figura experiente e permitirá ao calouro Eric Gordon não ter que assumir tanta responsabilidade, principalmente levando em conta que outro futuro titular, Al Thornton, estará apenas em seu segundo ano. "Um armador pontuador e experiente, é tudo que o Clippers precisava", você diz. Pois eu digo que essa foi a aquisição mais imbecil e desconjuntada que eu já vi na NBA nos últimos anos!

Colocar Baron Davis e Ricky Davis ao lado um do outro só pode ser um experimento social! É um projeto de pesquisa acadêmica, ou então um reality show brega apresentado pelo Sílvio Santos! A última vez em que eu vi o Ricky Davis passando uma bola, resolvi maneirar na bebida. Acho mais provável ele arremessar uma bola de costas do meio da quadra (algo que ele faria naturalmente num jogo de playoff, por exemplo) do que passar conscientemente para um companheiro livre. Ele sabe pontuar, não me entendam errado, mas não se importa com mais nada no planeta. "Aquecimento global? Foda-se isso, me passa essa maldita bola!" Sim, a dupla de Davis (Baron e Ricky) pode ser um dos duetos ofensivos mais poderosos da Liga, mas também vai ser um dos mais retardados e imprevisíveis. A impressão que tenho é de que o Clippers está querendo juntar o maior número possível de peças que não se encaixam entre si: Baron Davis, Ricky Davis, Chris Kaman, Marcus Camby. Isso não é um time, é um show dos horrores! Ninguém combina com ninguém, nenhum jogador parece fazer sentido com o outro, é tipo um zoológico! Como próximas aquisições, o Clippers anunciará Michael Jackson, Sérgio Mallandro e um gorila treinado no circo, só pra fechar o grupo.

Eu tenho dó do Clippers. Eles parece sempre estar fazendo tudo que podem, adquirindo novos jogadores e lutando para manter os antigos. O único problema é que eles frequentemente caem nuns contos do vigário, e dessa vez foi o Ricky Davis. Todo mundo sabe que ele torna qualquer time imediatamente pior, que ele rompe com qualquer química presente e torna a situação insustentável. O que dessa vez é até engraçado, porque um time com Baron Davis, dois pirralhos, Kaman e Camby, já parecia não ter chances de ter química alguma. Vai ver a idéia é essa mesmo, química é coisa de professora gorda de colegial ou de time fracassado, tipo Pistons e Spurs. Eu entendo que o Clippers está conseguindo uns jogadores praticamente de graça (o Camby veio em troca de uma escolha de segunda rodada de draft, o Ricky Davis assinou por 2 anos e menos de 5 milhões) mas é preciso ser seletivo, parece que eles topam a primeira baranguinha que se atirar no colo deles numa balada.

Aliás, outra lorota famosa na NBA e que muita gente compra é o Isiah Thomas. Não, ele não assinou com ninguém, as lembranças de suas cagadas ainda estão muito recentes, mas não me assustaria vê-lo à frente de algum time em um ano ou dois. Isos porque, em sua defesa, sempre tem alguns gatos pingados que gostam de alegar que o Isiah é genial na hora de draftar jogadores.

Vamos voltar alguns anos no passado, para a noite do draft de 2006. Com a vigésima escolha, Isiah Thomas escolheu o ala Renaldo Balkman para fazer parte do Knicks. Toda a torcida de New York, presente no ginásio, vaiou até cuspirem os pulmões para fora. "Renaldo quem? Renaldo nem sequer é um nome de verdade, parece mais um erro de digitação! Ele poderia ter sido escolhido na vigésima nona escolha, que também era do Knicks!" Mas Isiah explicou-se, alegando que Renaldo era um ótimo jogador e que o Suns alegadamente draftaria o jogador com a vigésima sétima escolha da primeira rodada. Sei. Naquela mesma noite, o Suns, como sempre, vendeu sua escolha de draft para o Blazers, no que veio a ser o armador Sergio Rodriguez. Algo me diz que o time de Phoenix não poderia estar se importando menos com o draft e com o tal do Renaldo (força nominal zero!), que acabou esquentando banco para o Knicks nos anos que se seguiram. No mesmo draft, Isiah Thomas poderia ter escolhido versões melhoradas do Balkman, saídas diretamente da máquina de fazer Maxiells: eram Leon Powe, Craig Smith e Paul Millsap, todas opções muito superiores.

Hoje, o Knicks-sem-Isiah trocou Renaldo Balkman por um dedal e um botão de camisa (na verdade, por Bobby Jones e Taurean Green, além de uma escolha de segunda rodada). Na verdade foi apenas um modo de liberar espaço na folha salarial. Com isso, quase todas as "geniais" escolhas de draft de Isiah viraram farofa: Trevor Ariza, escolhido em 2004, foi trocado por um Steve Francis em decadência; Channing Frye, oitava escolha de 2005, teve uma temporada impressionante mas depois caiu vertiginosamente e foi trocado pelo Zach Randolph; por fim, Renaldo Balkman foi dado de graça em troca de teto salarial. Sobraram apenas David Lee, Nate Robinson e Wilson Chandler, sendo os dois últimos, aliás, estrelas de Summer Leagues. Só que liga de verão não é mundo real, então acho que já é hora desse mito de "bons drafts" cair.

Resumindo, Isiah Thomas não é genial em drafts. Kwame Brown não vai evoluir e começar a contribuir para equipe alguma. Ricky Davis não vai fazer qualquer time no mundo vencer um jogo sequer. E, pelamordedeus, o Gustavo Nery não faz a menor idéia do que é jogar bola. Mas sempre tem alguém que ainda acredita.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

"Both Teams Played Hard"

"O que você quer dizer com 'falta'?"


Faz mais de um mês desde o último "Both Teams Played Hard", a coluna semanal de perguntas e respostas do Bola Presa que aparece uma vez na vida, outra na morte. Pode falar a verdade, você achava que só responderíamos as últimas perguntas quando a Sandy tivesse bisnetos, né? Durante os playoffs, achamos de bom grado manter a coluna de escanteio um pouco, mas agora que a pós-temporada deu uma respirada, aguardando o jogo de quinta-feira, é a hora ideal para a coluna-do-Rasheed voltar em grande estilo.

Para quem ainda não conhece, aqui é o lugar em que os leitores do Bola Presa podem perguntar qualquer coisa na caixa de comentários, de dúvidas acadêmicas a sentimentais, de receitas culinárias a dicas de jardinagem, de doenças venéreas a métodos contraceptivos, e volta e meia sempre tem alguém que pergunta até sobre basquete, quem diria.

As respostas sempre aparecem na semana seguinte, mas por "sempre", é claro que queremos dizer "nunca". Então se você tem uma pergunta de vida ou morte, faça a gentileza de consultar o Bola Presa com antecedência. Não venha me mandar um "transei sem camisinha, o que eu faço" porque quando respondermos, você já vai estar esquentando mamadeira.

Nessa edição, temos uma infinidade de trocas absurdas e infundadas, o caso do Ronaldo e seus travecos, Fifa 94 e alguns palpites sobre o próximo draft. Pode ler com calma que o clima é de tranquilidade até o Celtics e Lakers! Divirtam-se!

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artur14:
mas ei BRASIL COM P, eh do Gog, nao do racionais... no cd Tarja Preta, tem uma segunda versao dela ;) mt bom o cd do kra, ele eh otimo

Denis:
Eu disse que "Brasil com P" era do GOG? Ou foi outro leitor? Se fui eu, tava bem louco da cabeça, até porque nunca ouvi "Brasil com P". Vou atrás e depois falo o que eu achei! Valeu.


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Sbub:
Preciso comentar duas coisas

1) O Rico Salazar não era melhor que o Janco Tianno. Ele tinha um passe melhor, mas o Janco Tianno tinha faro de gol.

2) A resposta correta à pergunta do Pedro Henrick é "Força nominal".

3) Pra contribuir para a próxima coluna: se o Heat ganhar a primeira escolha do draft, quem se encaixa melhor no time: Beasley ou Mayo?


Danilo: 1) Já vi muita gente elogiando o "faro de gol" do Janco Tianno, mas isso é porque ele sempre ficava na banheira. O Rico Salazar fazia gol de todo lugar do campo, até quase do meio campo usando aquele bug bacanudo em que você chutava num ângulo de 45 graus e a bola meio que atravessava o goleiro. Ah, bons tempos aqueles de 1994, a gente brincava de pião na rua e o Parreira não fazia substituições mas a gente pelo menos ganhava a Copa do Mundo!

2) Tô querendo fazer uma tese de doutorado sobre "Força nominal", topa me vender os direitos?


Denis:

3) Os boatos (que são seres vivos dotados de inteligência e polegar opositor) dizem que o Heat, se tiver a primeira escolha, está mais interessado em pegar o Derrick Rose, ou seja, eles buscam um armador. Mas entre Mayo e Beasley é um pouco diferente porque muita gente compara o Mayo ao Wade, ou seja, alguém que até tem talento pra jogar de armador principal mas que joga melhor na posição 2. E tem um problema, que eu acho que teria também com o Rose: tanto ele quanto o Wade precisam da bola na mão pra produzir, não sei se iriam se encaixar bem.

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Ralph:
Ahh parem por aí. A Marjorie Estiano é mó gatinha, tudo bem que os tempos de vagabanda e cabelo black-power a comprometem, mas nada que a fama não resolva.
Marjorie Estiano > Alline Morais


1- Caso os Pistons percam para os Sixers, seria motivo para uma reformulação geral no roster?

2- Vocês pensam com eu que Tayshaun Prince é um talento desperdiçado na mão de Flip Saunders, que privilegia Hamilton e Billups no ataque o reduzindo a defensive stopper?

3- Por que times medianos como Bucks e Hawks fazem contratos gigantescos com jogadores que não podem levar um time nas costas como Redd e Joe Johnson? Burrice, ou medo de perder o pouco valor que têm?

4- O que levou o Dallas a pensar que Jason Kidd com 98 anos de idade resolveria os seus problemas? É óbvio que ainda não é a sua última temporada da carreira, porém é inegável que seu jogo (no que diz respeito a defesa) está indo por água abaixo.


Denis:
Só você e o Marcônio Ferraço acham a Marjorie mais bonita que a Alinne. E ela chama Marjorie, Força Nominal ZERO.

1- O Pistons não perdeu para o Sixers. Mas se perdesse, acho que não era hora de reformulação não. Talvez seria uma boa desculpa pra trocar de técnico, muita gente diz que os jogadores lá não gostam e nem confiam muito no Flip Saunders. Alguns caras lá dos EUA dizem que eles várias vezes resolvem tudo entre os jogadores mesmo e executam.

2- Eu acho que o Prince poderia ser mais utilizado no ataque também. Mas tem dia que parece que o próprio Prince fica meio apagado, só passando de lado. Talvez ele pudesse tomar a iniciativa e participar mais do ataque por conta própria. Isso provaria a tese dita acima de que os jogadores que mandam na bagaça.

3- Imagina o Bucks com o Michael Redd, é ruim, né? Agora imagina sem o Michael Redd. E imagina perder o Redd quando ele é Free Agent, ou seja, sem receber nada em troca. Ia ser um desastre. Os managers pensam não só no time, mas no seus empregos também. Imagina o Magic, por exemplo, se tivesse espaço no teto salarial e não fizesse nada só porque achava que o Rashard Lewis tava pedindo muito dinheiro. Seria sensato, mas o time não chegaria a lugar nenhum. Espertos (ou malandros) são os jogadores e seus agentes que forçam a barra nessas situações pra ganhar rios de dinheiro.

4- O Dallas estava sentindo escorrer pelos dedos a chance de serem campeões. Podem ter pensado que o que faltava para o time que ficou no quase dois anos seguidos fosse um armador que, apesar da idade, foi um dos melhores da história e é sedento por um anel. Foi arriscado, claro, mas dá pra respeitar.

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Rodrigo Lakers:
1. Já que tá na moda falar disso... O que vocês acham do Hack-A-Shaq? Sujo, legal, ilegal? Desnecessário?
2. Afinal, quando é que o Andrew Bynum volta? Tô achando que vão adiar até o ano que vem...


Denis:
1- É legal, na regra não tem nada contra isso. Mas eu acho sujo e deixa o jogo desinteressante e feio. Assim como acho apelativo aquelas faltas intencionais que usam pra parar contra-ataques e enterradas embaixo da cesta. Tudo isso deveria ser punido com a falta e mais a posse de bola.

2- O Bynum volta no mesmo dia da inauguração do estádio do Corinthians. Que por coincidência, é no mesmo dia em que sai o Album "Chinese Democracy", do Gun'n'Roses.

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Renzo:
1. Com certeza, Roberto Favaro é o melhor da geração FIFA 94. Num patamar inferior, mas com menção honrosa, estão Joe Della Savia, Rico Salamar e Janco Tianno.

2. Ainda sobre FIFA 94, mais legal ainda do que fugir do juiz na hora do cartão e/ou embarreirar o tiro de meta era jogar contra o Qatar e fazer gol só do meio de campo. hahahha


3. Quando perguntei sobre o jogador "mais tático" da NBA, me refiro ao jogador que mais contribui para o time em todos os aspectos do jogo. Ou seja, um jogador versátil, com números bem distribuídos, capaz de executar mais de um papel relevante em quadra e capaz de fazer seu time render mais coletivamente.
Talvez o nome seja Kevin Garnett ou Chris Paul.

4. Vocês acharam a primeira rodada dos playoffs "decepcionante"? Não concordo com essa rotulação, muito em voga precipuamente por causa das rápidas eliminações de Suns e Mavs.
Ambos fizeram apostas arriscadas, porém necessárias diante da mesmice e estagnação em que se encontravam. Pagaram pelo pouco tempo de adaptação e agora se expõem ao risco de que, devido à nova frustração ocorrida, haja desmanche nas duas equipes. Não chega a ser surpresa que tenham caído no primeiro round, pois prevaleceram os favoritos. Se foi "fácil demais", méritos absolutos para os entrosados Spurs e Hornets. As demais séries refletiram as espectativas, mas ainda tivemos as gratas surpresas Hawks e Sixers crescendo bastante. A partir da próxima rodada, aí sim, os confrontos deverão ser bem parelhos e os espetáculos ainda melhores. Vai engrenar.

Denis:
1 - Boa Renzo! Eu só jogava com a Itália no Fifa 94, além da dupla Favaro e Della-Savia, não dá pra esquecer do toque de classe de Mark Ciancone no meio de campo, que jogador!

2 - Eu preferia disputar campeonatos do Fifa 94 ao invés de amistosos contra o Qatar. Contabilizo 12 títulos com a Itália, 1 com o Brasil e 1 com a Bulgária.

3 - Acho que o jogador mais versátil da NBA no momento não é Garnett e nem Chris Paul. Eles têm talento acima da média e estão jogando muito, mas fazem o que fazem e pronto, quem está cada hora em uma situação diferente e tem jogado muito é o Lamar Odom. Na temporada regular ele já jogou nas duas posições de ala, marcando os mais diferentes tipos de jogadores e, nos jogos contra o Warriors com o Gasol machucado, jogou até de pivô, quando conseguiu mais de 20 rebotes em dois jogos seguidos. Ele joga no garrafão, arremessa de longe, bate pra dentro, puxa contra-ataque, faz tudo mesmo, o sonho de qualquer técnico.

4 - Eu achei decepcionante a primeira rodada dos playoffs, sim. Não todas as séries, mas principalmente no Oeste esperava séries mais disputadas. Mesmo sabendo das apostas arriscadas do Suns e do Mavs, não achava que iam se traduzir em derrotas tão feias, talvez em derrotas, tudo bem, mas em pelo menos 6 jogos pra não passar vergonha. Já o Leste foi mais legal do que o esperado, com boas atuações do Sixers e do Hawks.

...

Batata:
Eu axo o Renzo o leitor mais desocupado do blog...e mais nerd o texto todo certinho cheio de . e , e frases dificeis tipo ''rotulaçao muito em voga precipuante''...Haaa!!
Mas enfim minhas perguntas.

1)O que esperar de D.Stern na temporada 2009 ? sera q ele vai inventa alguma coisa ?

2)Voces nao axam q essa onda de jogador malandrão do gueto q existe a algum tempo na NBA prejudica alguns times?

3)Quem tu axa q eh o jogador mais Overrated ateh agora(tah na moda fala overrated!!!)...?



Denis:
1) O David Stern já deu depoimentos sobre duas coisas. Uma é que vai haver pelo menos uma discussão sobre o hack-a-shaq e todas as faltas intencionais, não disse que haverá mudanças, mas vão discutir o assunto. E a outra coisa que ele disse é que todos aqueles fogos de artifício, luzes e fumaça antes dos jogos são bem chatos, se um dia ele acordar mal-humorado não duvide que apareça uma regra restringindo os shows pré-jogo.

Danilo:
1) Fora que agora vai haver uma multa para o "flop", a encenação para cavar faltas, o que é uma baita cagada porque vai ser impossível chegar num concenso sobre quem está "floppando" ou não. Talvez eles só multem as coisas mais grotescas, tipo o sujeito tomando uma trombada no ombro e levando a mão ao rosto, rolando no chão, como já vi o Ginobili fazer mais de uma vez. Mas não deixa de ser mais uma intromissão do Stern, o gênio mais entediado do mundo.

Denis:
2) Eu não acredito nessa lenda de que jogador malandrão atrapalha o time. Pra mim, quem atrapalha o time é quem joga mal ou quem não sabe jogar em equipe. E o cara pode se encaixar em qualquer um desses casos sendo malandrão do gueto ou não. Deixa o cara ser rapper, usar diamante e pegar puta de luxo, se jogar bem depois tá sussa, mano.

3) "Overrated" ou "Superestimado" ou "Falam muito mas o nego não é nada disso". Pra mim é o Marcus Camby. Ele é muito bom mas não é o defensor fora de série que muita gente acredita só porque ele dá toco.

...

Guilherme "Tedizz":
Continuando na linha de comentários sobre os lances-livres mais "bonitos" da NBA que começou nesse post, o que acham desse lance do Kaman contra o Knicks? Não exatamente o arremesso, mas a situação em que ele coloca o árbitro, por causa do arremesso. E de brinde no mesmo vídeo, o Knicks simplesmente sendo o Knicks... Agora uma perguntinha simples...

- Como fã do Lakers, me lembro nos playoffs de 2002 que o Phil Jackson usava como titular na posição de ala de força o Samaki Walker. Vcs têm idéia do motivo que fazia o PJax, um dos melhores técnicos da história, usar o Samaki Walker como titular, sendo que pelo que eu me lembre o bicho era ruim que dava até raiva? E tendo Robert Horry no banco?


Danilo:
Guilherme, o vídeo é genial, o Knicks simplesmente sendo o Knicks já vale o dia. Sobre o Phil Jackson usar o Samaki Walker, isso mostra bem a política do tio Phil. Talento às vezes é até secundário para ele, o que interessa é jogador inteligente que saiba cumprir o papel tático e compreenda o esquema dos triângulos. O Walker era ruim mas era bom na defesa, sabia o que estava fazendo em quadra e não comprometia. O Horry é um jogador decisivo mas que não pode estar em quadra o tempo todo, e o Phil Jackson sabia exatamente quando usá-lo. Vários jogadores são assim e muito técnico não sabe quando colocar o sujeito em quadra e quando sentar seu traseiro no banco.

...

Igor Lima:
Hey, eu gosto da Mallu, eu não entendi a piada mas tudo bem :P

1-Quando vcs responderem isso aqui, meu Lakers já vai ta nas semi chutando alguns traseiros. Finalmente quem é melhor Boston ou Lakers?
2-O Renzo é o codinome de alguma namorada de vocês?Porra vai comentar assim no blog na casa do Fat Curry
3-Quantos Big Macs Curry+Randolph comeriam em 1 hora?

4-Oq vocês acham da ideia de que a Igreja Católica é apenas uma reprodução das Religiões pagãs só que com outra roupagem? Ou isso é sindrome de quem lê Anjos e Demonios?

5-Alguém por favor me explica como é o Triangulo do P-Jax, eu sei que envolve o Kobe-Odom-Gasol, mas como ele funciona?


Danilo:
Mas eu nem sequer fiz uma crítica à Mallu Magalhães, foi só uma citação pra mostrar que eu sou cult e estou interado com a onda do momento. Mas já que você quer falar sobre ela, eu até gosto da guria, acho assustador ver quanto talento ela tem com tão pouca idade, é meio macabro, inclusive. Mas quando ela não está cantando e bate um papo, ela é tão tímida que parece até ter algum tipo de retardo mental, me irrita um pouco.

1 - Que ingenuidade, você achava que responderíamos isso quando o Lakers estivesse nas semi-finais? Pois bem, está nas Finais depois de ser campeão da Conferência Oeste e, na minha opinião, é superior ao Celtics. Mas isso não significa que irá levar o anel para casa, veja bem. O Boston simplesmente tem talento demais por centímetro quadrado.

2 - Até parece que uma namorada nossa ia perder tempo comentando no Bola Presa ao invés de mandar a gente parar de perder tempo com essa merda. Você não manja nada de mulher mesmo, né?

3 - Comeriam quanto o fast-food produzisse em 1 hora, mesmo se o pessoal da linha de montagem de hambúrgueres chamasse reforços.

4 - Eu nem cheguei perto do sucessor do "Código Da Vinci" e nem pretendo, mas acredito que todas as religiões têm suas origens em práticas pagãs e, por isso, acabam seguindo os mesmos padrões com abordagens e dogmas diferentes. Mas no fundo, bem no fundo, é tudo a mesma coisa.

5 - Aguarde uma matéria ultra-hiper-detalhada sobre os triângulos do Phil Jackson em breve.

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Turiaf:
1- Vocês não acham que a NBA vai perder um pouco da graça sem o Isiah Thomas como técnico?
2- Quem vocês acham que, além do Josh Howard, fuma maconha na NBA?


Denis:
1- Eu acho que o Isiah Thomas foi uma piada por muito tempo e no humor não dá pra insistir sempre na mesma piada. Tava na hora de inovar mesmo. Arranjaremos outra coisa pra rir, talvez ainda no Knicks, nunca se sabe.

2- O Duncan com aquela cara de nada dele parece que tá sempre curtindo uma erva, o cara tá sempre de boa, sussa, na dele. Também acho que o Wade tem cara de que fuma uma na praia em Miami com o Ricky Davis. Também acho que o Smush Parker, o Corey Maggette e o Brent Barry fumam. Ou talvez esteja falando nomes de jogadores aleatórios. Mas a verdade é que segundo o Josh Howard quase todo jogador fuma, então a lista é bem maior.

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Lucas:
1) Quando o kobe se aposentar, é claro q ele vai ter sua camisa aposentada pelo lakers. Qual nº deveria ser aposentado? 8 ou 24?
2) Que tal essa troca envolvendo 3 time:

Dallas - envia josh howard e jason teryy - recebe wilcox e maggette

Clippers - envia maggette - recebe josh howard

seattle - envia wilcox - recebe jason terry( assim durant jogaria na 3)


ai u dallas poderia joagr assim:

kidd

maggette
dirk

wilcox

bass ( dampier)

ficava bem melho :D

Denis:
1 - Se o Kobe ganhar algum título com a 24, deveriam aposentar as duas de uma vez!

2 -Eu acho que esse time do Dallas ia ser o time mais lento e mais alto da história. O Dirk na posição 3 ia livrar ele de jogar no garrafão, mas não sei se isso é muito bom. Ia criar problemas pra defesa adversária mas pra própria defesa do Dallas também. E com o Maggete na posição 2 eles só tem o Kidd no time como alguém realmente capaz de conduzir a bola. Além disso, nem Bass e nem Wilcox são capazes de criar seu próprio arremesso, eles dependem de passes dos outros, de espaço aberto pelos outros, ambos se dariam melhor jogando no garrafão junto com o Dirk. Eu não faria essa troca de jeito nenhum, se fosse o Dallas.

Pro Clippers seria perfeito, o Josh Howard é um baita jogador. E pro Sonics não faz muito sentido porque eles estão atrás de caras jovens e precisam mais de um armador nato na posição 1 do que um 1-e-meio como o Jason Terry.

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Pedro Henrick:
1)O Howard é só usuário ou é traficante também?
2)Se o Isiah ainda estivesse no Knicks,será que ele draftaria um travesti que deu em cima (em baixo,de lado...)do Ronaldo?

3)Sou partidário da vertente anti-Spurs e ganhei uma camisa do Duncan. Rasgo,queimo ou dou para um mendigo?


Denis:
1- Pode ter certeza de que ele não precisa da grana. Se ele trafica é pelo prazer do tráfico-arte.

Danilo:
2 - Não draftaria não, o asno do Isiah iria achar que o traveco é mulher, tipo nosso compatriota rechonchudo e míope.

Guilherme "Tedizz":

3) Pedro Henrick, se quiser pode me dar a camisa do Duncan! Hahahahah
eu só encontro a do Manu pra vender!

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Zagalo:
1. kem vcs axam que é melhor eu dar uns pega: byanca ou lorena?
2. quem veio primeiro, ovo ou a galinha?

3. quais são os numeros que mais aparecem nos resultados da mega sena?
estou querendo jogar pra ganhar uma grana e enfim fazer uma doação pro bolapresa co.

Danilo:
1 - Amigo, Byanca com "y" é nome de traveco! Nesses tempos do "caso Ronaldinho", acho melhor você abrir o olho!

2 - Segundo as produções neo-darwinistas, o ovo.

Denis:
3- Se eu soubesse que números iriam cair na mega-sena eu mesmo ia jogar e aí o Bola Presa não ia precisar de doação nenhuma! Mas como não sei, podem doar dinheiro à vontade!

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Marcelo:
Como seria a Seleção Brasileira jogando na NBA? Um time formado por Huertas, Leandrinho, Marquinhos, Nenê, Splitter, Varejão, Baby & Cia. conseguiria ganhar alguma coisa, jogando no Leste, lógico?

Denis:
Seria um elenco com muitos jogadores bons em todas as posições mas sem nenhuma super estrela. Iria depender muito do técnico e de como o entrosamento iria se desenvolver. Poderia acabar sendo um time péssimo ou um daqueles que são razoáveis e perdem na primeira rodada dos playoffs todo o ano (falei essa olhando pro Canadá).


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brito_207:
qual o jogador com mais tattos da NBA?

tamiris:
epa... esse brito_207 aí de cima sou eu..

Danilo:
Sabia, ter uma garota lendo o blog era esquisito demais mesmo... agora ficou claro que Tamiris é um nome falso!

Denis:
Tamiris-Brito, não sei ao certo, mas sei que com Carmelo, Iverson, Kenyon Martin e JR Smith, o Nuggets é, de longe, o time com mais tattoos. Fora do Denver, quem eu lembro logo de cara é o Delonte West, mas talvez seja só a impressão que ele causa por ser branquelo e ter uma tatuagem no pescoço.

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ronaldo_catador_de_travestis:
será que eu corto meu cabelo agora ou espero o fim do ano?

Denis:
Espera o fim do ano. Corta na noite de reveillon, dá tanta sorte quanto comer lentilha.


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Lu & Lu:
Queria que vcs passassem o link no qual vcs falaram no post sobre o Melo, que ele lidera a liga em jogadas nos momentos decisivos.... desde jah obrigado!!
1 - Sera que existe algum rumor sobre George Karl sair do Nuggets?

2 - Alguem tem a resposta pra mim poder tirar a minha irmã do computador, e assistir os playoffs em paz?

3 - E sobre a troca de Camby?

4 - Surgiu o rumor que se o MIami escolher a 1ª ou 2ª escolha no draft, irah trocar por um pivo?

5 - Vc como torcedor do Rockets, queria que Yao Ming e Tracy Macgrady continuassem na equipe?

6 - Qual a melhor posição pra se tornar um geógrfo??
Ser físico ou humano?

Danilo:
É esse post aqui, mas é só uma menção mesmo.

Denis:
O Carmelo LIDERAVA a liga em bolas nos momentos decisivos. A estatística que eu achei é de algumas temporadas atrás, do site 82games.com, e pode ser vista AQUI.

Danilo:
1 - Rumor sempre existe, de tudo. Volta e meia surge por aí um "Spurs pretende trocar Duncan por Zach Randolph e um panda macho procriador". Se não tem nenhum rumor sobre o George Karl, eu crio: "Fonte não-oficial afirma que o técnico do Nuggets, George Karl, deverá ser retirado do cargo num futuro próximo". Pronto, agora vão começar a achar a gente no Google e o rumor vai se espalhar. E nunca duvide do poder do Google, tem gente que acha o Bola Presa digitando "fotos da Sandy pelada" até hoje.

2 - Tua irmã tem que entender o que são os playoffs, você tem que deixar bem claro que sua vida gira em torno de basquete e que os playoffs são o ápice, o ponto mais elevado da sua existência, e que de resto, é daí pra baixo. Pergunta pra tua irmã se ela está interessada em te ver com os pulsos cortados na frente do quarto dela, fumando crack, sem nenhum motivo para viver. Se não funcionar, me passa o e-mail dela. Eu resolvo.

3 - Também existem rumores sobre trocas do Camby, mas se você acreditar é mais ingênuo do que o Ronaldinho.

4 - Como eu disse, rumor sempre existe, mas trocar a segunda escolha do draft por um pivô? Faça-me uma garapa!

5 - Como torcedor do Houston, eu quero que T-Mac e Yao Ming continuem na equipe, mas também tenho consciência de que o estilo deles não necessariamente se completa e que o Yao estaria melhor com um jogador tipo o Michael Redd, que de preferência conseguisse ficar saudável. Mas, no atual estado das coisas, o mais importante é arrumar o elenco de apoio.

6 - Pra se tornar um geógrafo, é melhor ser humano, dizem que há muito preconceito com alienígenas que tentam trabalhar nessa área.

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Marcos:
Os salários da NBA são dados durante todo o ano ou somente durante a temporada ? Por exemplo, o Garnett ganha uns 23 milhões por ano. No caso ele vai ganhar esses 23 milhões durante novembro e junho (a temporada da NBA) ou ele vai ganhar em um ano mesmo, seja de novembro á novembro (onde as temporadas da liga se iniciam) seja de janeiro à dezembro. Valeu.

Danilo: Os salários são pagos de duas em duas semanas, apenas durante o período da temporada, ou seja, de novembro a abril ou de novembro a junho para os times que se classificam e avançam nos playoffs. Então você pega o salário anual do sujeito (23 milhões, por exemplo), divide em SEIS MESES para aqueles fracassados que não vão pra pós-temporada, e divide isso em cheques de duas em duas semanas. Dá pra imaginar a bolada que o cara recebe no banco de cada vez? O suficiente para o cara nem perceber que passa 6 meses do ano sem receber um centavo. E tudo isso sem contar o dinheiro que os jogadores ganham para "existir" quando estão jogando fora de casa, que dizem ser mais de 100 dólares por dia. Coisa pouca.

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lucas1885:
jermaine oneal em dallas?? daria certo?

Danilo:
Tão certo quanto o Jason Kidd em Dallas. Mas, como ele, tudo depende do técnico e vale dizer que o Jermaine ainda é um baita jogador que simplesmente não consegue ficar saudável. Eu boto muita fé nele, acho ele um jogador dominante tanto no ataque quanto na defesa, e ele deve sair do Pacers em breve. Caso ele vá para o Suns, vai ficar com a saúde tinindo porque lá as benzedeiras são poderosas, e vai provar que pode jogar por muito tempo ainda.

...

JG:
1-Agora todo mundo no Knicks só fala nesse tal de run-and-gun. Vocês não acham que nesse Knicks, de Curry e Randolph, a melhor estratégia seria o run to the refrigerator-and-eat? 2-Sobre o boato da troca q levaria Carmelo para o Nets, quem sairia ganhando, o Nets? (por recber Melo e Camby) Ou o Nuggets? (por receber Jefferson, um punhado de muleques, escolha no draft e uma garrafa de Convenção Cola).
3-Na opinião de vocês, qual é o melhor jogador vindo da universidade esse ano? Rose? Beasley? ou outro?
qm deveria ser trocado por ele? dampier + terry ou howard??

Danilo:
1 - Eu acho uma boa idéia, o Mike D'Antoni pode usar geladeiras cheias de guloseimas embaixo de cada aro durante os treinos, obrigando os jogadores do Knicks a correrem de um lado para o outro da quadra para ir de uma geladeira vazia para uma cheia. Outra estratégia seria o run-and-roll, estimulando Randolph e Curry a rolarem pela quadra o mais velozmente possível. O que nos prova que, mesmo sem Isiah Thomas, o Knicks continua sendo o time mais aloprável da NBA.

2 - Essa troca parece tão real quanto um Yakult de 2 litros, mas se rolasse, seria uma porcaria para todos os lados. No entanto, eu pagaria para ver um reality show com Devin Harris, Vince Carter e Carmelo Anthony na mesma quadra, ia ser no mínimo divertido. Eu até acho que o Richard Jefferson ia se dar bem atacando a cesta no Nuggets, mas não mudaria em nada os reais problemas da equipe e trocar por escolha de draft é coisa de quem quer começar a equipe de novo. Se for o caso, acho que o Iverson corta os pulsos e pula da ponte!

3 - Por mais que o Rose seja monstruoso e provavelmente o maior talento do draft, eu vou de Beasley. Acho ele o melhor jogador no momento, um daqueles caras que transformam completamente um time, mas eu também acho o mesmo do Carmelo Anthony, por exemplo, enquanto muita gente acha que ele fede. Então sou meio suspeito pra falar.

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Edson:
tem como assistir a reprise dos jogos nos playoffs como acontecia com o LP? Vcs sabem o valor da trade exception do Nuggets? Fiquem de olho em Kyle Weaver (31ª pick) na proxima season.... o link do Melo era uma boa msmo...

Danilo:
Ter, tem, mas dá um pouco mais de trabalho. Quando colocamos aqui ao vivo links para assistir aos jogos através de canais da Justin TV, é possível voltar nos mesmos canais nos dias seguintes e assistir aos jogos gravados. O problema é que vários desses canais vão sendo proibidos de um dia para o outro, as gravações desaparecem, e tudo se torna uma questão de paciência e esforço para conseguir assistir aos jogos velhos. Mas para essas Finais, finalmente surgiu uma solução! A NBA vai transmitir oficialmente os jogos entre Lakers e Celtics pela internet, com qualidade de League Pass. Supostamente é só para o Reino Unido, mas por enquanto funciona para a gente também. Além disso, os jogos ficam arquivados lá durante 24 horas, então dá pra assistir no dia seguinte se você perdeu ou acabou pegando no sono. O link é esse AQUI, pode clicar e aproveitar as Finais da NBA! Sobre a trade exception, eu não manjo nada dessas coisas, vou mandar o estagiário pesquisar e depois te aviso.

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Pedro Henrick:
Acabaram os "Both Teams Played Hard"? Será o fim do mundo?

Danilo:
Olha o Both Teams Played Hard aqui de volta! Mas com isso encerramos mais essa coluna e só voltamos quando formos necessários para impedir o Apocalipse de novo. Abraços!