quarta-feira, 30 de abril de 2008

O jogo do Atlanta

Os autores de todos os 32 pontos do Atlanta no quarto período do jogo 4


Eu já tinha pensado uma coisa comigo e ontem no chat aqui do blog uma pessoa (infelizmente não lembro quem) disse a mesma coisa: amanhã não é dia de jogo do Boston, é dia de jogo do Atlanta.

Isso foi dito ontem, claro, porque o esperado jogo do Atlanta é hoje. Lembro de ter usado o primeiro jogo do Celtics como o jogo que eu teria que perder para agradar a namorada, aquele jogo que você não assiste pra sair com sua mina e fazer ela pensar que você gosta mais dela do que de basquete.

E senti que tinha feito certo, afinal os dois primeiros jogos seguiram a lógica e a defesa do Boston esmagou o (até então) limitado ataque do Hawks, foram 81 pontos no jogo 1 e apenas 77 no jogo 2 para o Atlanta. Até que então veio o jogo 3, que seria legal apenas porque Atlanta não recebia um jogo de playoff desde 99. Era o jogo pra você ver a torcida, dizer como é raro ver o ginásio de Atlanta cheio e falar como foi legal eles terem chegado até aí, só. Mas foi então que os moleques do Hawks se empolgaram mais que o normal com a torcida presente e resolveram jogar basquete de verdade.

Eu vou confessar que não assisti lá muitos jogos do Atlanta durante a temporada, não conheço tanto o time quanto conheço o Lakers por exemplo, mas deu pra ver jogos o bastante pra saber algumas coisas e fazer uma comparação do time antes e depois da troca de Mike Bibby:

Antes da troca:


- O ataque do Atlanta na era pré-Bibby era uma das coisas mais desorganizadas já vistas e o time simplesmente não tinha uma opção de 3 pontos além de Salim Stoudemire. Joe Johnson tem arremesso de 3 mas suas oportunidades ficavam limitadas porque ele também atuava muito como armador principal, tentando envolver outros jogadores.

- Tirando Joe Johnson, todos os jogadores pecavam pela irregularidade. Josh Smith sempre dava seus tocos mas era capaz de fazer 20 pontos com bolas de 3 ou fazer só 10 com apenas lances livres. Childress, Horford e Marvin Williams também eram irregulares na defesa e no ataque.

- O garrafão ou tinha o fraco Zaza Pachulia na defesa ou o ainda inexperiente Al Horford, que foi uma máquina de rebotes desde o começo mas que sentia claras dificuldades marcando pivôs de verdade.

Depois da troca


- Bibby não chegou destruindo com tudo e jogando como nos tempos de Kings, mas ele foi importante para organizar o ataque e principalmente para dar liberdade para Joe Johnson jogar o que sabe e na posição que sabe.

- Na segunda metade da temporada, quando Bibby chegou, Horford já tinha pegado algumas manhas. Apesar de sua altura não ajudar muito, ele já não parecia mais perdido como pivô e tirava muito proveito da posição em quadra para pegar muitos rebotes ofensivos.

- O time começou a ter mais identidade, se destacando pelos contra-ataques. Foi o quinto time com mais pontos vindos de contra-ataque na NBA. Atrás apenas de Nuggets, Suns, Warriors e Sixers.

O que não mudou muito entre uma fase e outra da temporada foi a irregularidade. O time mostrava alguns talentos em um jogo e no outro as coisas simplesmente não davam certo. Muito disso acontecia pela irregularidade dos próprios jogadores, Marvin Williams e Josh Childress, em especial, eram mais imprevisíveis que resultado de Mega Sena. A sorte do time foi que o Indiana Pacers, o New Jersey Nets e o Chicago Bulls, seus concorrentes à oitava vaga do Leste nos playoffs, não eram irregulares, eram só ruins mesmo, invariavelmente perdiam e com isso o Atlanta chegou aos playoffs com pífeas 37 vitórias. A lógica era uma varrida do Celtics, que ganhou 29 jogos a mais.

Mas o Altanta resolveu jogar nos dois jogos em casa os seus dois melhores jogos na temporada. Foi uma das poucas vezes na temporada que Childress, Smith, Joe Johnson, Bibby e Horford, todos, jogaram bem juntos no mesmo jogo. Até o Acie Law, uma decepção em sua temporada de novato, fez um bom jogo 4. O resultado foi que, com todos jogando bem, o Hawks se mostrou um time dos mais perigosos de se enfrentar.

Você pode achar que eu estou exagerando, que não é por causa de duas vitórias em casa que o Atlanta de repente é um time perigoso, mas a verdade é que se tem um estilo de time que é sempre perigoso de enfrentar é um que tem uma forte defesa e que sabe sair no contra-ataque. Foi possível ver nos olhos e nas atitudes do Celtics durante os jogos que eles pensavam mil vezes antes de dar um passe ou arremesso, tudo causado pelo medo do contra-atque. Qualquer rebote, toco ou roubo virava correria e era tudo o que o Celtics não queria. Para se ter uma idéia, a única sequência de 3 derrotas seguidas do Boston na temporada foi quando pegou em sequência Phoenix, Denver e Golden State, ou seja, eles odeiam correr.

No jogo 2, o Boston entrou muito melhor, abrindo 16 a 3 logo no começo do primeiro quarto. Aí eu, e acho que muita gente, pensei que já era, que o jovem time do Atlanta não ia ser capaz de lidar com isso e ia perder o jogo. A impressão durou pouco tempo e a pivetada virou o jogo ainda no mesmo primeiro quarto. Depois disso eles ainda sobreviveram a um jogo disputado, a uma diferença de 11 pontos contra eles no fim do terceiro quarto e passaram no teste de um jogo disputado de playoff contra um time experiente. Joe Johnson fez 20 pontos só no último período com jogadas dignas de Kobe e LeBron, mostrou porque é um All-Star e empatou a série.

Aqui um vídeo de como o Joe Johnson dominou o jogo 4:



Agora a série será definida por duas coisas, uma envolvendo cada time. O Boston precisa manter a cabeça no lugar e não deixar a confiança ser abalada, já o Atlanta precisa manter o nível defensivo dos dois jogos em casa. Apostar mesmo, eu ainda aposto no Boston, claro, mas essa já é a melhor série da primeira rodada dos playoffs até agora. Devia ter agradado a namorada no jogo do Suns mesmo, viu...


Notas: Josh Smith

Alguns dados interessantes sobre o Josh Smith que li hoje no site da revista Dime:

- Ele é o jogador com mais tocos em sua carreira antes do aniversário de 22 anos (768, contra 709 do Shaq)

- Ele foi o primeiro jogador da história a ter pelo menos 200 tocos e 25 bolas de 3 pontos na mesma temporada. É raro ver jogadores versáteis como ele.

- Somente 3 jogadores tiveram pelo menos 20 pontos e 3 tocos em suas médias por 48 minutos nessa temporada. Os outros foram Jermaine O'Neal e Chris Kaman.

- Um dos únicos 3 jogadores na história a ter pelo menos 17 pontos, 8 rebotes, 3 assistências, 2,8 tocos e 1,5 roubos por jogo em uma temporada. Os outros foram Hakeen Olajuwon e David Robinson.

- Somente Josh Smith, Ben Wallace e Andrei Kirilenko tiveram temporadas com mais de 200 tocos e 100 roubos na última década.


Nota divertida:

- 97 faltas flagrante nos 1230 jogos da temporada regular = 1 falta flagrante a cada 14 jogos.
- 12 faltas flagrante nos primeiros 37 jogos dos playoffs = 1 falta flagrante a cada 3 jogos.

7 segundos ou menos

Em menos de 7 segundos, D'Antoni foi para o olho da rua


Se a chegada de Shaq apontava o fim da era run 'n' gun no Suns (ou seja, o basquete do "corra pela sua vida e arremesse o mais rápido que puder"), a demissão relâmpago de Mike D'Antoni é o atestado de óbito definitivo. Alguns meses atrás, pouco se comentava sobre D'Antoni perigar ter a mesma profissão de ex-participantes de Big Brother (leia-se "nenhuma"). Como comentei num post há um bom tempo atrás, o técnico do Suns se saíra bem em adequar o estilo de seu time ao Shaq, sabendo moderar a velocidade e utilizar eventualmente um basquete de meia quadra. Seus méritos quanto a isso eram inegáveis, ao contrário do Avery Johnson que simplesmente colocou Jason Kidd no lugar do Devin Harris, trocado, sem se preocupar em utilizar as características de Kidd e em nada alterando o jogo da equipe. Mas o fato de que D'Antoni teve o talento para saber mudar sua filosofia de jogo - uma que carrega consigo há anos e anos - não quer dizer que isso acabou dando certo.

O Suns ficou famoso pelo conceito dos "7 segundos ou menos", pois D'Antoni dizia que seu time era muito mais eficiente no aproveitamento dos arremessos quando chutava com menos de 7 segundos passados no cronômetro de posse de bola. Essa idéia era um chute nos bagos do Spurs, era como uma magrela ver a Mari Alexandre posar nua 70 vezes e mesmo assim se negar a colocar silicone. Esses caras são campeões defendendo, com um basquete cadenciado e lento? Então vamos correr como uns retardados! O legal é que toda essa filosofia funciona que é uma maravilha. Quer dizer, menos contra o Spurs. A vinda de Shaq já me arrancou uma lágrima porque o lance dos 7 segundos estava indo por água abaixo numa declaração implícita de que era impossível vencer o Spurs daquele modo. Com o pivô novo, D'Antoni tentou, repensou, matutou, gritou, mas no fim não deu.

Por mais que eu quisesse ver D'Antoni ainda no comando do Phoenix Suns, isso simplesmente não faria sentido. Quanto mais o Suns foge de sua premissa inicial, quanto mais precisa de um basquete lento, quanto mais foca o jogo em Shaq e Amaré, menos é utilizado o ponto forte de Mike D'Antoni. Se é pra ter um cara e não utilizar todo seu potencial (estou olhando para o Dallas e Jason Kidd) é melhor tentar outra coisa. Jogar em velocidade desenfreada é coisa do passado? Então que o Suns arrume um técnico que ensine o elenco a jogar na defesa e veremos o que um time com Shaq, Amaré, Nash e quatrocentos arremessadores de 3 pontos pode fazer num basquete lento e milimetrado. Por mais que eu esteja triste com o fim desse Suns que era um emblema de velocidade, diversão e alegria na NBA nos últimos anos, também fico ansioso para ver como esse elenco se sairá com a mudança de filosofia nos vestiários. Será que um jogo cadenciado não tornaria Amaré Stoudemire o MVP da liga? Será que também não tornaria Steve Nash apenas um armador comum? São perguntas que vamos engavetar para a temporada que vem.

Assim como o Suns, a equipe do Dallas Mavericks precisa repensar o sentido da vida, de onde viemos e para onde vamos. Kidd ainda é gênio e sua idade não estaria tão evidente se não estivesse enfrentando justamente Chris Paul, que tem 12 anos e chuta uns traseiros. Eu gosto muito do técnico do Dallas, Avery Johnson, mas se ele acha que o papel que deu para o Kidd é bom o bastante, merece mesmo ser eliminado no primeiro round outra vez. Quando assimiu o Mavs, Avery manteve o ataque engrenado dos tempos de Don Nelson mas também conseguiu (para o espanto do Universo) ensinar o elenco a jogar na defesa. Eles nunca foram o Pistons, claro, mas a diferença era nítida e pelo equilíbrio que deu ao seu time em quadra, Avery Johnson merece todo nosso respeito. Mas agora basta, tem que saber quando pendurar as chuteiras. É preciso repensar o estilo de jogo e usar Kidd, Josh Howard e Nowitzki de modo a utilizar todo seu potencial e a encobrir suas falhas mais evidentes. Mike D'Antoni já está olhando os classificados, Avery Johnson deve ser o próximo. O dono do Dallas, Mark Cuban, é estourado, fanático e endinheirado. Em breve deve estar contratando um novo técnico para a equipe. Isso se ele não decidir virar o técnico ele mesmo. Ou dar o cargo de técnico pro Nowitzki. Deixar uma franquia nas mãos de um bilionário entediado tem desses inconvenientes.

Sei que os rumores indicam que D'Antoni deve estar indo para o Raptors, o clone do Suns lá no Canadá. O ex-GM do Suns, Bryan Colangelo, foi contratado pelo Raptors para criar uma cópia carbono do Phoenix, com jogadores gringos, correria e armadores mais rápidos que a luz (e que portanto sabem usar o Sétimo Sentido), então o D'Antoni assumir aquela budega faria todo sentido do mundo, até porque o TJ Ford por natureza já arremessa em 7 segundos ou menos. Mas mesmo assim eu adoraria ver uma simples troca de técnicos: D'Antoni pro Mavs, Avery Johnson pro Suns. Que tal? Avery poderia ensinar o Suns a jogar na defesa nem que fosse um pouquinho, ainda mantendo o ataque como foco principal, e o D'Antoni poderia colocar Kidd e seus amiguinhos para correr sem pensar em mais nada, no maior estilo Forrest Gump. É claro que estou sonhando, mas que seria divertido, seria. Provavelmente mais divertido do que ver o Raptors correndo pra cima do Leste. Afinal, apesar dos Hakws e Sixers da vida, o Leste não tem graça.

terça-feira, 29 de abril de 2008

"Both Teams Played Hard"

Rasheed Wallace cantando o novo sucesso da Malu Magalhães


Foto do Rasheed Wallace! Hora de avisar todos os homens, mulheres e a Elke Maravilha, que não é nenhuma das anteriores! Tirem as crianças da sala (ou então tragam elas mais para perto!). Não vamos falar de Pistons e Sixers, uma das séries mais bacanudas dos playoffs até o momento, agora é hora de dar uma pausa na pós-temporada para o "Both Teams Played Hard"!

Bem-vindo de novo à coluna semana-quinze-mensal em que respondemos a todas as suas perguntas, pertinentes ou não, idiotas ou não, referentes a basquete ou não! Mais legal do que perguntar de sexo para o seu pai e menos constrangedor do que ter que perguntar para a Penélope ao vivo na MTV! Mande todas as suas dúvidas e os gurus do Bola Presa dirão o que você precisa saber. Ligue djá!

Nessa semana, conselhos vocacionais, literatura, Boston Celtics, videogames, lances livres e um bocado de música. Vamos lá!

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Tamiris:

Agradeço a vocês por responderem minha pegunta, esse blog já virou uma de minhas leituras diárias assim que ligo o pc, gosto muito de NBA e como os brasileiros (exceto uma pequena parcela) são idiotas para aprenderem esportes com muitas regras com o basquete e o beisebol, é dificil encontrar notícias sobre isso em português, assim frequento muitos sites americanos.

Sobre os arremessos mais feios, olha esses dois vídeos, o primeiro do Chuck Hayes e o segundo do Desmond Mason:
Repara o Iverson falando "travel, that's travel"

Agora, o Soulja Boy é ruim? pode ser, mais esse vídeo do Lebron dançando Crank That, q é a música q geralmente toca durante os pedidos de tempo na Q arena, é de morrer de rir:

O Lebron ja quebrou ou machucou o nariz certo? Quando e como foi? Vocês tem algum vídeo que mostre aí?


Danilo:
Sobre os brasileiros serem idiotas demais para aprender esportes com muitas regras, acho que você nunca parou pra pensar no número de regras que existem no nosso futebol, né? Vale lembrar que durante a Copa de 94, nos Estados Unidos, quando a bola saiu pela lateral na primeira partida da Copa e um jogador foi cobrar o lateral com as mãos, a torcida americana (ou estadounidense, como diz minha namorada) começou a aplaudir sem parar! Eles achavam que colocar as mãos na bola era um momento muito importante da partida! Ou seja, não aprender as regras dos esportes que não fazem parte da nossa cultura não é prática só nossa. Aliás, você conhece as regras do críquete indiano?

Sobre os vídeos, para mim que sou torcedor do Houston, os lances livres do Chuck Hayes já são naturais. São tipo aquela verdade inconveniente que você finge que não está lá. É como aquele seu amigo com uma sujeira no dente, ninguém tem coragem de chegar nele e dizer "olha, teu dente tá sujo". Então a sujeirinha vira uma marca registrada e se você convive com o cara, até começa a gostar dela...

O LeBron não quebrou o nariz, ele quebrou algum osso do maxilar. Foi em 2004, contra o Houston Rockets. LeBron foi a milionésima vítima dos cotovelos de Dikembe Mutombo, a arma mais letal de todo o Velho Oeste. Esse videozinho aqui, além de outras coisas, mostra o lance. Vale dar uma olhada também numa listinha de jogadores que tiveram que usar máscaras protetoras, a última moda em Paris.

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Marcelo:
Pô Danilo, te mandei no email a foto do LeBron "catando" a Gisele e você disse que ia colocar meu nome nos créditos. A foto apareceu, e o nome desse humilde leitor cadê? hehehe
Bobagens à parte: vamos pras perguntas:
1) Qual é a pintura de quadra mais ridícula de toda NBA?
2) O que ta sendo dado pro Stephen Jackson que ele nunca mais se envolveu em brigas? Drogas (ou falta de)? Abdução? Presença da Jessica Alba na arquibancada?
3) Quanto à lista dos raps do Denis, pra mim faltou Brasil com P, dos Racionais. Abraço e parabéns pelo blog. Leitura obrigatória.

Danilo:
Foi mal, Marcelo, eu realmente na pressa não te dei os devidos créditos, mas como já te disse, já mudei o post. Continue me mandando fotos de beldades, só não conte pra ninguém aqui em casa.

1 - Servem quadras antigas? Acho que a briga era boa entre a quadra rosa do Spurs e aquela do Houston que tinha um foguete com rosto gigante adentrando os limites da quadra... patético. País que não tem carnaval remedia como pode!

Denis:

2- Talvez seja medo de suspensão ou ele tá sussa fumando sua maconha com o Josh Howard, o mais novo drogadão do pedaço.

3- Marcelo, faltou coisa na minha lista mesmo, foi feita às pressas. "Fim de semana no parque" e "Fórmula Mágica da Paz" dos Racionais também mereciam ter entrado, assim como "Senhor tempo bom" do Thaide e DJ Hum.

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EU:
1.vcs axam q esses serao ou foram(denpendedo d qndo for postada a prox. coluna) os playofs mais equilibrados da historia, principalmente na conf. oeste?

2.axo q vcs n conhecem a mulher melancia. pq c conhecesem n ia nem saber qm e aline morais, assim como eu.

Danilo:
1 - Então, com certeza a temporada regular no Oeste foi a mais equilibrada da história, nunca tão poucas vitórias separaram os oito classificados. Mas agora que os playoffs começaram não está tão disputado assim, no fim das contas parece que está dando a lógica, ao menos por enquanto. Tirando o Hawks, claro.

2 - Se você não sabe quem é a Alinne Moraes, é por isso que consegue se dar por contente em conhecer a Mulher Melancia, que vem de uma série B de gostosinhas genéricas feitas em linha de montagem sem nenhuma graça. Aconselho que você dê uma googlada no ensaio da Alinne para o The Girl quando era mais nova, ou para a Revista VIP mais recentemente. Talvez assim você entenda do que estamos falando. Quem não achar o ensaio, eu posso até mandar por e-mail. É por uma boa causa.

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gusp na kra:
free throw pode PULAR ou não?
ou onde pode(nba, fiba)e onde não?

Danilo:
Lances livres não podem pular. Mas as pessoas que cobram os lances livres podem, tanto na FIBA quanto na NBA. Só não pode ultrapassar a linha e nem fingir que vai arremessar e desistir, no maior estilo "a-há, te enganei", embora como vimos no vídeo que a Tamiris mandou, o Chuck Hayes faça isso. No vídeo abaixo, dá pra perceber que funciona, olha como todo mundo invade a quadra:



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CaioJF:
1.ja ouviu dj alpiste?
2.e um grande pecado vc fazer uma lista de rap e esquecer de por "Roleta Russa" no topo dela.
3.Disseram q a temporada 06-07 seria o ano do leandrinho.Ano passado ao começar de novembro disseram q seria essa a temporada em q ele iria estourar,ja estamos no final dela e isso nao aconteceu.Afinal o problema do leandrinho e o suns?
4.se o suns NAO ganharem o titulo esse ano(o q provavelmente nao vai acontecer)eles nao ganham mais?
5.o q aconteceu com o Papaloukas?depois daquele torneio europeu de eliminatorias pra olimpiada eu tinha visto uma noticia q o heat o tinha contratado.
6.e o jasikevicius pq ele deu errado na nba?

Denis:
1. Não e nem pretendo, estou satisfeito com minha vida musical.

2. Fiz minha lista na humildade, véio, não quis ofender ninguém.

3. O Leandrinho não tem nem espaço para crescer mais no Suns, ele é um dos melhores reservas da NBA e vai continuar assim até o Suns mudar de elenco. E enquanto isso, o Leandrinho precisa melhorar seu jogo em geral, principalmente a defesa e o ataque em meia-quadra, pra merecer ser titular.

4. O Shaq está velho e o Nash está ficando velho também. Esse ano não é a última chance deles, mas o fim está próximo...

5. O Papaloukas está no CSKA Moscou e vai disputar em breve o Final Four europeu contra o Tau Ceramica do Tiago Splitter. Mas nunca ouvi mais nada dele ir pra NBA. Talvez se jogar bem de novo nas Olimpiadas chame a atenção da liga. Pro Heat era uma boa ter um armador que, sem dúvida, é melhor que o Chris Quinn.

Danilo:

6 - Porque na língua do país dele, não existe a palavra "defesa". Acho que na língua do Papaloukas também não existe. O Vassilis Spanoulis, também da Grécia e que jogou uns tempos no Houston, achava que defesa era coisa de advogado.

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Rodrigo Lakers:
1. Provavelmente os playoffs já terão começado na próxima coluna Both Teams Played Hard. Mas vcs acreditam na possibilidade do Hawks pipocar monstruosamente e perder a vaga pro Pacers? Afinal, até que se prove o contrário o time de Atlanta nasceu pra perder.

2. Já que vcs jogavam FIFA 94, quem é melhor? Janco Tianno ou Cristiano Ronaldo?

3. A Xuxa é responsável pela epidemia de dengue no Rio de Janeiro?

Danilo:
1 - Eu não acredito que o Hawks vá perder a vaga para os Pacers. Se você quiser posso apostar dinheiro nisso, topa? Aposto até que o Hawks ganha PELO MENOS dois jogos do Celtics nos playoffs!

2 - Janco Tianno é muito melhor do que o Cristiano Ronaldo, que aliás eu odeio. Mas o Rico Salamar era melhor que o Janco Tianno.

Denis:
2- O Roberto Favaro da Itália era melhor que o Rico Salamar, essa é a verdade que ninguém quer adimitir!

Danilo:
3 - Sim. E a Sasha é responsável pela epidemia de leishmaniose.

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Vítor:
1- O que vocês acham da promessa para o draft de 2009, Brandon Jannings? Este ano ele está indo para o Arizona Wild Cats (é eu to precipitado mesmo :D)

2- O meu timinho chamado Washington venceu 3 vezes seguidas o Celtics. O que vocês acham que isso pode ajudar nos playoffs?

Denis:
1- Só tinha ouvido falar dele, nunca tinha visto vídeos. Pelo vídeo que você mandou parece que ele tem um ótimo arremesso, que geralmente é o defeito desses jovens fenômenos colegiais que são mais físicos. Mas mesmo assim é muito cedo ainda, muitos caras jogam bem no colegial e depois não dão em nada, seja porque não evoluem o jogo ou porque não tem cabeça pra aguentar a pressão.

Danilo:

2 - Não vai ajudar em nada nos playoffs porque o Wizards não tem muitas chances de enfrentar o Celtics, não. Se não souber os motivos, pergunte para o Delonte West.

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Nobody Go:
Ei, Danilo!

A resposta pro seu post anti-spurs

Roubado de lá, esqueci qm escreveu... e bora comentar!

1-Filosofia é melhor que Letras?
2-Qm você prefere Kant ou, sei lá, Descartes?
3-Ql autor brasileiro é seu favorito?
4-E o poeta?

E atualizem o outro blog!

Danilo:
Acho que esse texto nem é uma resposta, o cara não deve ter lido o meu e no fundo ele está até dizendo a mesma coisa...

1 - Achei que fosse senso comum que qualquer coisa é melhor que Letras, até mesmo enfiar pregos na cara.

2 - Kant é incompreensível, Descartes achou que dava pra provar matematicamente a existência de Deus. Ou seja, prefiro pregos na cara.

3 - Muito cliché responder Machado de Assis, né? Mas gosto muito também do Dalton Trevisan.

4 - Brazuca, Carlos Drummond. Gringo, o Charles Bukowski. Bola Presa também é cultura, recomendouma lida no Bukowski, aliás, mas só quando os playoffs terminarem, por favor.

O outro blog está atualizado, criança, só porque você pediu!

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Juliano:
Aqui é o Juliano que quer uma vaga no fantasy e prometeu a foto da irmã em troca. Segue conforme publicado, podem publicar se quiserem!

Denis:
Uma gostosa com a cara do Zach Randolph. Nunca achei que ia viver pra ver algo tão bisonho. Mas eu comia...

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Renzo:
Proseguindo na série dos "mais mais"
Quem é o jogador MAIS TÁTICO da NBA???

Denis:
Pergunta difícil porque "mais tático" é algo bem vago. Se você considerar que o "Run and Gun" do Suns é uma tática, então o Nash é o mais tático. Se ser o mais tático é só seguir o que o técnico diz e nada mais, pode ser o Bruce Bowen, que só defende, passa a bola de lado e chuta de 3.

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Diego:
1- o hornets entra como franco favorito na disputa do oeste ???
2- esta temporada vai ser marcada mais pela disputa no oeste ou mais pela soberania do boston ???
3- todo mundo fala que o leste fede, o oeste é isso é aquilo ( até eu falo ), como vai ser quando o boston ganhar a final, ja que ele surrou todo mundo do oeste, inclusive meu lakers ???
4- vcs acham que o duncan um dia vai sair do spurs ou vai se aposentar por la ???
5- kobe bryant vai ter mais daqueles chiliques na off-seasson caso o lakers nao consiga um titulo ??
6- presto vestibular pra que ??? economia ou geologia ?? to com essa duvida e ta foda ieheiueheiuhei ou pros dois ????
7- vcs usam fake no orkut ??? ja procurei uma ligaçao de nomes denis/danilo/bola presa/nba/... e nao achei nada iuehieuheiuheieuh

Denis:
1- Entrou como favorito sim. Mas assim como entrou o Lakers, o Spurs, o Suns, o Jazz...

2- Como a temporada regular não vale nada, só vamos saber como essa temporada ficará marcada depois dos playoffs. Se o Boston vencer o título, será marcado pela sua soberania, se perder para um time que se matou em jogos difíceis pelo Oeste, ficará marcado pelo Oeste disputado e seu vencedor.

3- Dizer que o Leste fede não quer dizer que não tenham bons times por lá. Quando dizemos que a Conferência é ruim, queremos dizer que não tem times bons o bastante para só entrar gente boa nos playoffs, coisa que acontece no Oeste. Aliás, o Oeste domina a NBA há muitos anos, e isso não impediu o Pistons e o Heat de serem campeões.

4- O Duncan só sai do Spurs se ele cansar de ganhar, o que acho difícil. Mas ia ser interessante ver ele sair de lá e tentar reerguer uma equipe mais fraca, seria um belo desafio para ele tentar depois do seu décimo título da NBA.

5- Dificilmente. Mesmo se o Lakers não vencer esse ano, o time é jovem o bastante para continuar na luta por anos e anos. Se ele der chilique e acabar no Bulls, aí que ele não ganha nada mesmo.

6- Economia ou Geologia? Que horror! É tipo ficar em dúvida entre pedir uma mulher em casamento ou pizza no jantar. Economia é legal se você for seguir a área acadêmica, estudando os fenômenos que envolvem a economia, se for pra se meter em empresas e ficar usando gravata e tomando cafézinho de máquina, desista. Geologia deve ser legal de qualquer jeito e a área de pesquisa deve ser mais interessante do que a de economia. Avise o que você decidir quando a hora da inscrição do vestibular chegar!

7- Quem procura acha. Mas procurar é ridiculo. Meu perfil não tem nada de mais, usem seu tempo procurando comunidades engraçadas ou perfis de garotas sexualmente atraentes.

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Felipe Jr:
Eu tbm apelava assim no Fifa 94...
impressionante...

Danilo:
Todo mundo apelava, Felipe. Ficar na frente do goleiro na reposição de bola pra fazer gol de cabeça era padrão e em geral dava briga quando se jogava com algum amiguinho. Sempre sonhei que um Fifa novo trouxesse o antigo bug de volta, como uma homenagem aos velhos tempos. Junto com a possibilidade de sair correndo antes de tomar o cartão amarelo, lembra?

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Igor Lima:
1-PQ diabos essa fixação pelo Rasheed?
2-Pq diabos o Ferraço ta trocando a Alinne Moraes pela Marjorie Estiano se a Alinne é tããããão perfeita?
3-PQ diabos o Cavs, com um garrafão tão equilibrado ainda fede, fora o LeBron é claro.
4-Pelé ou Jordam?Magic ou Bird?Silvia Saint ou Rita Cadilac?Marquinhos ou Baby?Carlinhos Bala ou Valdivia?
5-O que vocês acham do Danny Granger? o unico que não fede no Pacers, eu gosto muito dele, grande parte por ele me dar muitos pontos no meu fantasy, enfim ele pode ser All-Star um dia?

Danilo:
1 - Porque ele é único, engraçado, desbocado, original e chuta traseiros. Dá uma lida nessa matéria sobre o Sheed e veja se você não fica amarradão nele também.

Denis:
2- Porque na novela tudo é de mentirinha. Quem troca a Alinne Moraes pela mina da Vagabanda não está bem da cabeça.

3- Porque o garrafão não é tão equilibrado assim. No papel o garrafão ficou forte, mas na prática o Varejão e o Big Ben não têm valor nenhum no ataque, o Big Ben nem na defesa às vezes. O Ilgauskas é bom mas não é perfeito porque é bem lento, e o Joe Smith é bom em um jogo e só mediano nos próximos 5.

Danilo:
4 - Depende, na grama ou na quadra? Magic magro ou gordo? Nos States ou no Carandiru? No basquete ou no xadrez? No meu time ou no inferno?

Denis:
5-Eu gosto muito do Danny Granger, ele arremessa bem, sabe fazer pontos no garrafão e é veloz mesmo sendo bem alto. Não sei se é talento pra ser All-Star, ele dificilmente tem atuações brilhantes, daquelas que te fazem saltar da cadeira, mas é o melhor jogador do Pacers.
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Pedro Henrick:
1)Pq as pessoas gostam de draftar brancos do leste europeu com nomes bizarros?
2)Uma solução de NaCl com molaridade de 0,2 mol precisa de quantos mL de água para se tornar saturada?

Danilo:
1 - Porque acham que o Dirk Nowitzki dá em árvores. Brancas. Do leste europeu.


Denis:

2- O mol é uma farsa, uma piada de mau gosto do governo.

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Joao_mavs:
1 - eu sou a unica pessoa que acompanha o milwaukee bucks no brasil?
2 - o ramon sessions eh um fenomeno? o muleke apareceu do nada e agora da 10 assistencias por jogo...
3 - o josh howard algum dia poderá se tornar MVP?
4 - quem tem mais chances contra o cletics? hawks ou pacers?
5 - se o miami jogasse no oeste, qnts vitórias eles teriam?

Danilo:
1 - Não. Na verdade, NINGUÉM acompanha o Milwaukee Bucks no Brasil. Você não existe.

Denis:
1- Acompanhar a gente até acompanha, damos uma olhada, mas se importar não. Ninguém liga pro Bucks. A não ser esses 3 caras que mantém um blog muito bacana sobre o Bucks, vale a pena visitar!

Danilo:
2 - Fenômeno é demais, mas o Denis já tinha avisado que o garoto era bom. E ele levou um Prêmio Bola Presa para casa recentemente, baita honra para o jovem armador.

Denis:
3- Ele tem que ser o melhor do time dele antes de ser o melhor da NBA inteira.

4- Entre Hawks e Pacers, quem tem mais chance contra o Celtics é o Spurs.

5- Pelo menos duas. Uma sobre o Knicks e uma sobre o Grizzlies. Mas acho que só.

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celso portiolli:
as TVs americanas e até mesmo as japoneses tem alguma importancia com esses streams descontrolados pela net? Pode ser que algum dia eles façam algo que não assistiremos mais?
ou eles tão poco se fodendo e tá bom como tá pra eles?
abraçosss

Danilo:
As TVs japonesas não tem nada a ver com isso, estão ocupadas demais passando Naruto. Acho que você quis dizer TVs chinesas, portanto. Lá na China os canais são controlados pelo governo, então o povo sempre dá um jeito de conseguir uns programas de computador que rodem transmissões de todo o mundo, mesmo que seja meio ilegal. A grande maioria dos programas que usamos para assistir os jogos, tipo o Sopcast, é chinesa. O que complica mesmo é a transmissão dos canais do Estados Unidos porque eles sim se importam com a proteção do seu próprio sinal, então volta e meia, quando um canal online fica famoso demais, é tirado do ar. Ainda assim, é difícil impedir um cara de ligar a TV dele no computador e transmitir os jogos para o resto do mundo. Sempre vai ter alguém fazendo isso caridosamente para você. Seja grato. Diga obrigado. Tire os cotovelos da mesa. Lave as orelhas.

...

Turiaf:
1- PQ no NBA Live08 um jogador marca quase todos os pontos de sua equipe? (ex:se vc jogar contra os Cavs so o Lebron faz pontos)
2- O NBA 2K8 é melhor que o Live?
3- O Lakers vai ser campeão?
4- É verdade que o cérebro de Isiah Thomas foi substituído por gelatina?
5- PQ todos odeiam os Spurs?

Danilo:
1 - No caso do Cavs, o LeBron marca todos os pontos do time porque o jogo é bem realista nesse aspecto. Quem diabos você acha que marca todos os pontos do Cavs na vida real? Mas fora isso, apenas um jogador da equipe marca pontos porque o jogo fede por completo e é uma palhaçada.

2 - Muito melhor. No PS2, comparar os dois dá até vergonha, mesmo que o NBA 2K8 também tenha vários defeitos e seja um tanto exagerado às vezes. Estranhamente, o melhor jogo de basquete para o PS2, o mais realista, balanceado e com mais recursos é o College Hoops 2K8, vai entender o porquê. Dizem que nas novas gerações a supremacia do NBA 2K8 em cima do Live é ainda mais gritante. Se você me der um X360 eu posso te dizer mais a respeito.

Denis:

3- Espero que sim, acho que não. Se precisar apostar dinheiro, aposto no Celtics.

4- Sabor framboesa.

Danilo:
5 - Bem, digamos que eu vou te dar 5 razões para as pessoas odiarem o Spurs, pode ser?

...

Lu & Lu:
1 - vcs jogam o 2k8 no PS2?
como eu faço pra pegar mais rebotes e pra bater mais tiros livres? qdo jogo, o time adversario cobra uns 20 e meu time sempre cobra menos ki 10...

2 - qual a chance em aritmetica do Hawks passar pelo Boston? 1 em 50.000?

3 - vcs a chance a Alinne Morais a mais linda do mundo msmo? na boa, a minha namorada e bem mais da hora, a Evs Mendez, a Roselyn Sanchez e a Alicia Keys tbm. Mas a Allne Morais eh linda msmo, so ki nessa novela agora ela tah mo feia....

4 - pq diabos o Carrazo troco a tchuchuca da Alinne Morais por akela mina ridicula ki fez a malhação?? parece um espantalho a mina...

5 - Quem foi melhor Magic Jonhson, Chaberlain ou Larry Bird???

6 - pq diabos o DeAndre Jordan so aparece em 10º na cotação do draft se ele eh dez vezes melhor ki o tal do Brook Lopez?? ele devia fica no minimo em 4º...

7 - Qual seus times de futebol?

8 - Serah ki eu so o unico ki tah acreditando ki o Arenas vai ferra o LeBron nos offs???

9 - Quem canta melhor? Souja Boy ou TP, hahahhahahahahah....

10 - Quem eh melhor, Usher ou Maichael Jackson???

11 - no hip hop seis saum da West Coast ou da East Coast?

Danilo:
1 - Sim, jogamos NBA 2K8 no PS2 porque o Bola Presa ainda não inflou minha conta bancária o bastante para um videogame de nova geração! Para pegar mais rebotes, você precisa fazer "box out", ou seja, controlar um jogador seu que esteja no garrafão e "empurrar" os adversários para fora, liberando assim o rebote para sua equipe. Juro que funciona. Ficar assistindo a bola pegar no aro e não fazer nada é derrota na certa, você precisa controlar alguém, pular nas bolas, fechar o garrafão... o negócio é sério! Sobre lances livres, basta você ser mais agressivo! Eu cobro uma média de 20 lances livres por partida, uns 40 quanto jogo com o Warriors. Basta você procurar infiltrar mais, bater para dentro, jogar no contra-ataque e saber "dar o corpo" na hora de fazer a bandeja.

Denis:
2- Em aritimética, a chance do Hawks passar é 0.

Danilo:
3 - Sua namorada é bem mais da hora que a Alinne Moraes? Eu sei como é, a minha também. Mas aí não vale, estar amando a pessoa é apelação.

Denis:
4- A Natasha da Vagabanda é até bonitinha, mas ele tinha a Alinne Moraes do lado. Nem a personagem dela sendo maluca é desculpa pra largar.

Danilo:
5 - Quem foi melhor? Recomendo a leitura de um post velho pra você.

Denis:
6- O DeAndre Jordan não jogou tão bem assim nos dois jogos que eu vi dele. O Brook Lopez arregaçou no único jogo que eu vi. Mas vai saber, o DeAndre tem o sobrenome certo e é negro, eu draftaria ele.

7- Eu torço pro time que se veste de roxo e o Danilo pro time que a torcida canta "Vamos São Paulo, vamos São Paulo, vamos passar batom!"

Danilo:
7 - A torcida do São Paulo precisa de uma dicção melhor, isso é fato, mas o "vamos passar batom" é culpa do Corinthians que não sabe o que a palavra "campeão" significa.

Denis:
8- Odeio quem fala "offs", custa falar "playoffs"? Não é difícil.

9- Ha-ha-ha... ai, ai... mas quem é TP?

Danilo:

10 - É claro que o Michael Jackson é melhor, ele revolucionou a música, a dança e o videoclipe. Criancinhas e narizes deformados à parte, não dá pra negar que o cara foi um gênio. Mesmo que em geral eu não dê a mínima pras músicas dele porque não é minha praia, tenho que dar o braço a torcer, o cara é foda.

...

eric:
pq a nba tá vendendo todas as fotos da pagina inicial do nba.com?
eles não tem mais cratividade pra ganhar dinheiro? pq tem esse precinho salgado pra uma foto? tem muitas pessoas que compraM?

Denis:
Eles são americanos. Se existe, quer dizer que pode ser vendido.


...

Marcos:
Danilo e Denis,

Demorou muito para surgirem alguns visitantes desde que vocês criaram o blog ? e como vocês faziam a propaganda do blog ?

Denis:
Demorou um tempo sim, as visitas foram aumentando aos poucos. Propaganda não vale muito a pena, a melhor coisa é ser citado por alguém que gosta do trabalho que você está fazendo, é melhor do que sair por aí implorando por visitas.

Danilo:
Quando o Rodrigo Alves falou da gente no Rebote, por exemplo, é que as visitas começaram de verdade. Além disso, quando você já tem muitos posts, o Google ajuda bastante. Fazer propaganda mesmo não faz diferença.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A arte de baixar jogos da NBA

Ficar sem internet nos playoffs é pior do que ser técnico do Zach Randolph


O livro "A Metamorfose", de Franz Kafka, começa com uma linha célebre: "Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso."

Bem, foi mais ou menos assim que me senti na manhã de sábado. Ao acordar de sonhos intranquilos, encontrei-me em minha cama vendo que as luzes do meu modem não mais piscavam. Era sinal do pesadelo que me aguardava em vida, algo pior do que tornar-me inseto. Cada segundo do meu dia passou a ser uma tortura em que eu me dedicava inteiramente a imaginar o que estaria acontecendo lá no longínquo mundo da NBA. Quando a noite chegou, ter um diálogo normal já era totalmente impossível:

- Danilo, você acha que eu devo usar esse vestido ou aquele outro?
- Algum deles vai mudar o fato de que nesse momento o Rafer Alston deve estar forçando um arremesso de 3 pontos?

- Danilo, o que você vai jantar?
- O de sempre, tipo o T-Mac que deve estar errando um arremesso decisivo agora mesmo...

Nem passou pela minha cabeça que o Hawks poderia estar vencendo o Celtics, assim como nem cogitei que o Nuggets estaria vencendo o Lakers. Bem, em toda minha ignorância-sem-internet, estava certo sobre metade das partidas. Taí o maior exemplo de que não se pode perder jogo algum dos playoffs, não importa o motivo.

No domingo, nada do meu modem colocar em prática uma regeneração espontânea. Continuou lá, apagado, rindo da minha dependência como um cigarro de maconha deve rir do Josh Howard durante a temporada da NBA. Estaria o Sixers surpreendendo mais uma vez o Pistons? Estaria Rasheed Wallace tomando uma falta técnica? Estaria Reggie Evans derrubando paredes do ginásio com cabeçadas ou apertando os bagos de alguém? Estaria o Phoenix Suns sendo eliminado dos playoffs com o estilo porra-louca (também conhecido como run 'n' gun para aqueles que acham "porra" palavrão) dando adeus para sempre das quadras da NBA junto com seu mentor Mike D'Antoni?

Raiou o sol de um novo dia e saindo de casa pude ver todas as respostas na internet, lendo inclusive os posts do próprio Bola Presa. O post abaixo do Denis, por exemplo, analisa todas as séries que estão 3 a 1. Me informei como pude das partidas que perdi mas nada que se compare a ver os jogos de verdade. É hora, então, de corrigir esse problema.

Através desse site aqui, é possível baixar jogos completos da NBA através de um cliente torrent. Cada jogo tem o mesmo tamanho de um filme, entre 650 e 1300 megas, nada muito exagerado para quem já está acostumado com a moda de assistir "Tropa de Elite" no próprio computador. Deixo aqui, então, a dica para aqueles que perderem algum jogo para estar com a namorada, para ir no aniversário do sobrinho, no casamento da prima de segundo grau, ou então no banheiro por mais tempo do que o esperado. Basta instalar um cliente torrent (aconselho esse aqui) e fazer a festa com uma porção de jogos. Se você acha que torrent é uma marca de torradas e quando se trata de computador tem todo o manejo e a ginga do Zach Randolph, pode mandar um e-mail para o bolapresa@gmail.com que quando estiver bem-humorado eu ensino direitinho a configurar a criança. Só não me escreva assim que o Houston for eliminado dos playoffs, me dê um tempo de luto, pelo menos.

Abaixo, deixo a lista dos últimos jogos que são essenciais para qualquer fã da NBA (e que eu pretendo baixar em breve para esquecer que toda essa "transformação em inseto" aconteceu) com links para os arquivos em torrent:

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Sexta:

Sixers X Pistons
(a lavada fenomenal do Sixers que vale tanto a pena ter que tem até uma versão lá no Rapidshare, para aqueles que preferem e tem paciência para baixar mil partes)

Suns X Spurs
(a lavada fenomenal do Spurs, ideal para quem está com vontade de ter uma úlcera gástrica, cortar os pulsos, ver a maior pontuação da carreira do Tony Parker ou então só torce pro Spurs mesmo)

Sábado:

Celtics X Hawks
(a vitória do Hawks para todo mundo que ainda acha que a palavra derrota vem com uma foto do Hawks na Wikipedia e que acha que o Al Horford é só um pirralhinho meia-boca)

Domingo:

Cavs X Wizards
(para todo mundo que se lembra do LeBron passando a bola nos segundos decisivos para um Donnyel Marshall livre que sempre errava o arremesso, vale ver como o Delonte West mudou as coisas)

Spurs X Suns
(a lavada do Suns que fez o Spurs desistir do jogo ainda no terceiro período, essencial para todos aqueles que - como eu - não conseguem mais imaginar o Suns vencendo uma partida em cima de Duncan e seus amigos)

...

Nessa lista estão faltando os jogo 4 entre Rockets e Jazz e também entre Sixers e Pistons, mas eles devem aparecer em breve, é só ficar de olho no site e não pular mais pela janela toda vez que você acabar perdendo um jogo importante. Mas é que assistir jogo velho não tem a mesma graça, nem dá pra conversar no Chat do Bola Presa ao vivo, não é mesmo?

Boa sorte com os links e aproveitem enquanto a mamata durar!

EDIT: Agora falta também a outra vitória do Hawks em cima do Celtics! Como é que eu pude perder isso?!

Tarde demais

Tarde demais pra começar a defender, Diaw


Sabemos como é difícil um time virar uma série que está 3 a 1 para seu adversário, ainda mais quando o oponente tem mando de quadra e dois dos três jogos restantes são fora de casa. Pois essa é a situação de Dallas, Toronto, Phoenix, Houston e Washington, curiosamente todos times que muitos esperavam complicar ou vencer a série contra os seus oponentes, mas que correm um risco bem real de já cairem fora no próximo jogo com um embaraçoso 4-1 na bagagem.

Mas de todos esses times, quem tem mais chance de virar a série ou, pelo menos, voltar a ter esperança e talvez até levar a série para um jogo 7?

Talento puro quem tem de sobra é o Phoenix Suns, o time tem o Steve Nash que não é mais MVP mas que ainda joga muito, tem Shaq, Amaré e o elenco que todo mundo conhece. Se tem um time capaz de fazer coisas fora do comum é um time com jogadores fora do comum como o Suns. Mas ao mesmo tempo, o adversário não poderia ser mais difícil, faz tempo que eu não vejo o Spurs perder jogos seguidos nos playoffs, ainda mais 4! A esperança está nos coadjuvantes, no jogo passado foram Bell e principalmente Boris Diaw que comandaram a vitória do Suns. O ala francês, que esteve pífeo nos jogos anteriores, até foi o responsável por marcar Tony Parker (já que Nash não passou no teste de marcar um cone no treino antes do jogo) e o resultado foi muito bom. Depois da partida, Diaw até deu uma entrevista falando sobre isso:

"Acho que ajuda o fato de ter visto muito ele jogar. Eu mais ou menos sei quando ele quer ir para a bandeja, para o arremesso ou quando ele está procurando o passe. Mas a coisa mais importante é ficar bem próximo dele para atrapalhar o passe ou o arremesso."

A entrevista faz sentido, os dois realmente se conhecem bastante, seja pelos inúmeros duelos Suns-Spurs, seja pelo convívio que têm há muito tempo na seleção francesa. Mas tem uma coisa, se ele sabe tanto sobre o Parker, por que não disse isso antes? Eles foram machucados pelo Parker no primeiro jogo, mais ainda no segundo e estraçalhados por ele no terceiro. Não custava chamar o D'Antoni de canto quando o Parker ainda tinha só uns 30 pontos e dizer "Olha, professor, eu acho que eu posso parar esse moleque melhor que o Nash, me dá uma chance!"

Com 3-0 na série ele foi lá, fez um bom trabalho, mas pode ser tarde demais. Ele tem que conseguir isso por mais três jogos seguidos, o Amaré tem que jogar melhor, o Nash, Bell e Leandrinho precisam acertar as bolas de longe e tudo isso em todos os jogos, não podem mais falhar. E justamente o que tem atrapalhado esse Suns é a irregularidade, tanto dentro dos jogos quanto entre um jogo e outro.

Em duas outras séries os problemas são parecidos: para Toronto e Washigton a situação é ruim porque os times são bem iguais a seus adversários, Orlando e Cleveland. No caso do Wizards, a série foi marcada por uma lavada de cada lado e dois jogos disputados, os dois vencidos pelo Cavs. Acho praticamente impossível o Wizards vencer três jogos com facilidade, a defesa do Cavs não vai deixar e em algum momento da série haverá um jogo decidido no final e faz três anos que o LeBron (ou o Damon Jones, ou o Delonte West) sempre vence o Wizards nos segundos ou minutos finais. Sem mais qualidade na hora de fechar as partidas, o Wizards não tem chance de bater o Cavs.

Pro lado do Canadá a coisa é parecida, porque nem Raptors e nem Magic têm muita diferença técnica. Os dois dependem muito das bolas de três, de um jogador forte de garrafão e nenhum dos dois times é muito regular, variando entre ótimos jogos e outros nem tanto. Por isso mesmo que é difícil ver o Toronto vencendo três partidas seguidas contra um Orlando que sabe que precisa de apenas mais um bom jogo para acabar com a série. O melhor aproveitamento nas bolas de 3 em casa do Orlando também deve ajudar a decidir a série. Mas se eu fosse torcedor do Toronto eu estaria mais preocupado com a temporada que vem e com o técnico que estará no banco do time, tudo por causa de uma matéria que o repórter Peter Vecsey escreveu no NY Post e que vi hoje no site da Revista Dime. Segundo Vecsey, aqui está o que o técnico do Raptors Sam Mitchell disse antes de um jogo da temporada regular contra o Lakers:

"Aparentemente Mitchell não está muito bem informado sobre o que acontece na liga. Alguns meses atrás, antes de jogar contra o Lakers, ele falou aos seus jogadores "Vamos nos preocupar com o cara que fez 81 pontos daqui a pouco, antes quero falar sobre o Andrew Bynum e como ele acabou com a gente no último jogo". Foi então que Chris Bosh interrompeu o técnico e disse "Mas treinador, Bynum está machucado há semanas!'"

Não sei o quanto disso é verdade, claro, temos que confiar no Vecsey que é um repórter que tem fama por conhecer muita gente dentro da liga e dos times, mas que ao mesmo tempo muita gente odeia. Se for 100% verdade essa história, acho que é um bom motivo para mandar um técnico embora. Não é que ele não sabia se o Chris Mihm estava machucado, era o Bynum. Sua contusão foi notícia em todo lugar que fala um pouco de NBA. Se o Sam Mitchell fosse leitor do Bola Presa, ele saberia.

No Texas, a coisa está feia. Rockets e Mavs vão para o jogo 5 de suas séries tentando evitar eliminação. O Houston parece ter uma certa vantagem por jogar em casa, mas como essa vantagem não virou vitória nos dois primeiros jogos, fico com um pé atrás. Mas se fosse pra apostar, misturando um pouco de análise dos jogos com intuição, acho que o Houston leva o jogo 5. As últimas partidas tem sido disputadas até o final e acredito que a próxima será também, o Houston ainda tem atacado mal mas parece conseguir segurar o Jazz, e com o apoio da torcida e a motivação para não ser eliminado em casa, acho que o Houston leva mas depois perde o jogo 6 em Salt Lake City. Não gosto muito de palpitar resultados, mas tenho essa sensação, ou, pra usar uma palavra que eu a-d-o-r-o e que está super IN, é um feeling que eu tenho.

E, mesmo sem querer dar palpites, a gente sempre dá e quando foi a vez da troca do Kidd no meio da temporada eu quase fiz uma coluna Bola Presa com o Danilo porque ele achava que valia qualquer esforço para ganhar um armador de ponta como o Kidd enquanto eu achava que o Dallas tinha sido forte nas duas temporadas anteriores porque Terry, Dirk, Howard e Harris se completavam e combinavam com o esquema do Avery Johnson. Mais tarde ele concordou que de nada valia ter o Kidd se não era para usar suas características, já que o time não mudou o jeito de jogar mesmo com a mudança de armadores.

Chegamos então nos playoffs e eles enfrentam justo o Chris Paul, um dos armadores mais rápidos e jovens de toda a NBA. O resultado é que Kidd sofreu pra marcar ele, começaram a falar que o Devin Harris faria melhor por também ser rápido e no fim das contas só Jason Terry foi dar um jeito na coisa defensivamente. Ontem Paul não fez uma partida fora de série como as que fez em New Orleans, mas fez o bastante e contou com o apoio do resto do time. Só que o Dallas pecou mesmo foi no ataque. Apenas três jogadores passaram dos 10 pontos, o emaconhado Josh Howard acertou apenas 2 dos seus 16 arremessos e o time como um todo acertou apenas 36% de seus chutes, culpa de um esquema que vive só de jumpers e que sem Devin Harris não tem ninguém que ataque a cesta. Pra completar o horror, o Mark Cuban, dono do time, brigou com vários torcedores que estavam à sua volta e o Jason Kidd foi expulso depois de uma falta flagrante no Jannero Pargo.

Acho que já era pro Dallas e imagino o arrependimento na cabeça do Cuban em ter trocado o Devin Harris. Afinal, já se fala em recomeçar o time do zero, em trocar o técnico Avery Johnson e o que eles tem na mão é um armador de 34 anos jogando mal e batendo no coitado do Pargo.

Ah, sabe outra coisa em comum entre os times que perdem por 3 a 1? Todos, já há alguns anos, estão cultivando a fama do "quase", dos times bons que sempre chegam perto da vitória e no fim das contas, perdem. Vamos ver se um deles muda a história.

sábado, 26 de abril de 2008

Duelos pessoais

A bengala e a boina xadrez do Kidd não aparecem na foto


O que não faltam nos playoffs são caras se enfrentando por 48 minutos por trocentos jogos em sequência. Uma escolha mal feita de marcação, um cara que conheça demais a fraqueza do outro, e tudo estará perdido. Aqui está a lista com os duelos pessoais mais interessantes desse início de playoff.


Chris Paul x Jason Terry e Jason Kidd
A disputa originalmente era entre Chris Paul e Jason Kidd. Mas os dois primeiros jogos mostraram como o Kidd não tem mais físico e velocidade para acompanhar Chris Paul. No ataque Kidd não perdeu a visão de jogo e a precisão nos passes, mas as pernas já não acompanham mais. Byron Scott, que foi praticamente expulso pelo Kidd do New Jersey Nets, sabe muito bem disso e passou o aviso para seu novo pupilo, que não pára de atacar Kidd. Na falta de uma máquina do tempo, a solução encontrada por Avery Johnson foi trocar o encarregado da marcação e colocar Jason Terry em cima de Chris Paul.

A solução funcionou na primeira tentativa e Paul não jogou tão bem como nos primeiros jogos. O problema não é perfeitamente solucionado porque do banco vem Jannero Pargo, que muitas vezes divide a quadra com Paul, aí o Kidd tem que ficar em cima de um dos dois, e os dois são rápidos como o diabo.

Thaddeus Young x Antonio McDyess
Eu sei que desligar o computador, sair do Bola Presa e ir acompanhar as novidades sobre o caso "menina-Isabela" parece mais interessante que um duelo entre Thaddeus Young e Antonio McDyess. Mas a verdade é que esse é um dos duelos pessoais mais interessantes dos playoffs até agora.

Maurice Cheeks poderia ter optado por Reggie Evans para segurar o garrafão do Pistons mas ao invés disso decidiu apostar na velocidade e na potência física de Young e seu talento para atacar a cesta, seja para a bandeja, seja para conseguir rebotes ofensivos. O resultado é uma marcação que tem incomodado McDyess ao ponto dele não conseguir se estabelecer embaixo da cesta mas que causa muitos rebotes ofensivos para o Detroit. No lado do Philadelphia eles tem mais uma opção nos contra-ataques e também estão conseguindo rebotes ofensivos. Um duelo esquisito e que abre oportunidades para os dois times.

Ironicamente, os dois tomaram porradas fortes no nariz no jogo 3 da série. Pior para McDyess, que quebrou o nariz e pode não jogar o jogo 4.


Kobe Bryant x Kenyon Martin
O Carmelo não marca ninguém nem por decreto, o Iverson é baixo demais, o Kleiza é branco e o Diawara, outrora conhecido por ser um bom defensor, nem entra em quadra. Então qual a solução para marcar Kobe Bryant?

George Karl apostou em Kenyon Martin. Ele é largo, alto, forte e até por ser baixo para sua posição, é bem ágil. No primeiro jogo pareceu uma decisão correta até o quarto período. Mas no quarto período o Kobe tomou conta do jogo e acertou jumpers, bandejas e principalmente conseguiu faltas para cobrar lances livres.
No jogo 2, a situação fugiu um pouco do controle. Nem Kenyon Martin e nem ninguém conseguiu parar o Kobe por nada nesse mundo. Até o nosso Nenê estava lá colocando a mão na cara do Kobe e nada adiantou. Foram 49 pontos pra deixar a dúvida na cabeça de Karl, quem deve marcar Kobe Bryant?


Tony Parker x Steve Nash
Na série entre Spurs e Suns do ano passado, quem tomava conta dos armadores eram os alas. Bruce Bowen marcava Steve Nash e Shawn Marion, em boa parte dos jogos, ficava em Tony Parker. Isso não fez o Suns ganhar a série, mas fazia o Parker suar bastante pra chegar na cesta.
Nesse ano, com Marion em Miami, o responsável escolhido para a tarefa foi Grant Hill. Mas acontece que a maldição voltou e Grant Hill se machucou de novo nos playoffs, ou seja, sobrou a função para Steve Nash.

Nash é bom no futebol, todos sabemos, mas acho que ele é melhor até em boliche ou boxe-xadrez do que em defesa de basquete. Ontem o duelo foi chave na lavada que o Spurs deu e no recorde da pontos na carreira de Tony Parker. Ninguém esperava que fosse na defesa de um armador baixinho que seria onde o Suns mais sentiria falta de Shawn Marion.

Shaquille O'Neal x Tim Duncan
Mas vamos ser sinceros, se o Marion ainda estivesse no Suns, o problema seria outro: marcar Tim Duncan. Obviamente Amaré não é o cara pra isso e o Suns nem Kurt Thomas tem mais para quebrar um galho. O primeiro jogo mostrou, apesar dos 40 pontos de Duncan, que Shaq era o único cara capaz de dar trabalho pro Duncan no elenco do Suns. O Spurs admitiu isso e usou uma forma bem polêmica para parar Shaq, o hack-a-Shaq.

Esse é o nome para a estratégia de fazer faltas intencionais em Shaq, mesmo que ele esteja fora da jogada para fazê-lo cobrar lances livres. Então ele erra a maioria, o Spurs não toma pontos e ainda obriga o Suns a tirá-lo da quadra. Essa é uma tática velha que já foi usada contra outros jogadores como o Ben Wallace e o Bruce Bowen, mas que ficou famosa com o Shaq mesmo. A regra permite e o objetivo é claro, Gregg Popovich deu uma entrevista bem direta dizendo "Queremos ele no banco de reservas" e pra isso foi capaz de fazer o hack-a-shaq mesmo vencendo por 12 pontos ainda no primeiro quarto. Com isso, o Spurs, de certa forma, diz que Shaq pode parar Duncan e que essa batalha foi perdida, mas com um bom contra-ataque está vencendo a guerra.

LeBron James x DeShawn Stevenson
De todos os confrontos este é o mais pessoal. Muitas provocações, mãos na cara e pouca complexidade tática. O negócio é bem simples, eu marco você, você me marca, eu provoco quando acerto, você provoca quando acerta, e é isso. LeBront tem mais talento, mas se tem duas coisas que o DeShawn sabe fazer é incomodar na defesa e arremessar de 3 no ataque.

Tracy McGrady x Andrei Kirilenko
Nesse duelo aconteceu uma coisa que nunca aconteceria no duelo acima. Um disse que o outro é bom. Uau! Inimaginável pensar no DeShawn falando isso do LeBron. Mas nesse caso o Tracy McGrady disse mesmo que o Kirilenko marcou muito bem ele e que nos dois primeiros jogos ele estava exausto no quarto período devido à marcação do russo.
Kirilenko é bom mesmo e deve continuar fazendo um ótimo trabalho em McGrady que, com seu talento, sempre acha um jeito de ser bom mesmo assim. Mas o resultado dessa série não depende de McGrady ou de Kirilenko. Está nas mãos do irregular elenco de apoio do Houston a vitória ou derrota dos Rockets.

Varridas, maconha e lavadas

22 pontos e 16 rebotes para o Dalembert em um jogo de playoff. Uau.



Todos estavam dizendo que esse seria o playoff mais disputado dos últimos tempos. E não dúvido disso, ainda pode ser mesmo. Mas o que estamos vendo nos últimos dias na verdade são times tomando um sapeca-ia-ia, umas lavadas, uns chocolates e qualquer outro termo que você queira utilizar.

Dá pra contar nos dedos as exceções até agora: teve o jogo 1 do Sixers, o jogo 1 do Spurs, o jogo 1 do Cavs, o jogo 2 do Orlando e o jogo 3 do Houston. Os outros 17 jogos ou foram lavadas excepcionais ou pelo menos um daqueles jogos que um time chega no fim com uma vantagem confortável e simplesmente a mantém. Mas isso quer dizer que as séries não estão disputadas?

Não, isso que é o estranho. O que acontece é que os times que estão jogando em casa estão realmente levando a sério o fato de ter que defender o seu território e estão jogando muito. Os resultados expressivos não variam, o que variam são os ganhadores. Faz meses que toda a imprensa e os fãs já anunciam esses playoffs disputados, definidos nos detalhes, então mais do que nunca o mando de quadra pode ser decisivo, pode ser o tal detalhe que defina uma série entre dois times que na verdade estão praticamente no mesmo nível.

A série em que isso ficou mais claro até agora foi a entre o Cavs e o Wizards. Depois de um primeiro jogo disputado, os outros dois foram lavadas humilhantes do time da casa e nessa série em especial, com as provocações entre os jogadores, ficou mais difícil ainda jogar fora de seus domínios, longe dos torcedores. Nos jogos em Cleveland o DeShawn Stevenson não podia pensar em tocar na bola que até o vendedor de pipoca tava vaiando ele, no jogo 3 até o querido rapper Soulja Boy apareceu por lá a pedido de DeShawn e com o apoio ele meteu 5 bolas de 3 pontos. E lógico que depois de todas as cestas ele fez o seu tradicional "I can't feel my face" que, não sei porque, não foi ridicularizado por LeBron e Damon Jones no jogo em Washington.

Aliás, pra quem quer ver tudo isso, aqui estão os links:

DeShawn can't feel his face

LeBron can't feel his face


Damon Jones can't feel his face


Você pode dizer que tudo isso é ridículo e que eles têm que calar a boca e jogar, pode dizer que isso só te distrai do jogo e que não leva a nada, pode até dizer que é infantil. Mas não pode dizer que não é divertido. Essas provocações são legais demais para o público!

Outro que sentiu o peso de jogar fora de casa foi o Orlando. Depois de duas atuações ótimas em casa com as bolas de 3 caindo e o Dwight Howard pegando 20 rebotes, o Orlando foi contido pelo Raptors. Foi a vez do time canadense acertar as bolas de longe e abrir uma diferença enorme. É difícil prever qualquer coisa no duelo dos dois times porque ambos dependem muito das bolas de longe. E bola de 3, como todo mundo sabe, é tipo a menstruação daquela sua namorada, não dá pra prever quando vem, às vezes vem quando não precisa e quando não vem de jeito nenhum você entra em desespero. E tem dia que o Keith Bogans acerta tudo que chuta e dia que o Jason Kapono dá airball. Se Chris Bosh e Dwight continuarem bem como estão nesses jogos, vão ser as bolas de 3 dos coadjuvantes que vão resolver a parada.

E se a quinta-feira foi a vez do Toronto mostrar que está na série, ontem foi o dia do Dallas Mavericks mostrar que consegue segurar o Chris Paul abaixo dos 35 pontos e 15 assistências. Dessa vez foram só 16 pontinhos, 10 assistências e o garoto acertou apenas 4 dos 18 arremessos que tentou. É, o Dallas ainda lembra como se defende e no ataque Dirk e Jason Terry deram conta do recado. Mas quem continuou jogando abaixo da média foi o Josh Howard que ontem ganhou o prêmio Ronaldinho-Convulsão-em-98 de pior timing da temporada. O mané esperou o dia de um jogo que eles precisavam vencer de qualquer maneira pra não ficarem a beira da eliminação em uma série que ele está jogando muito mal pra dizer que fuma maconha regularmente fora da temporada da NBA.

Durante a temporada a NBA pode fazer testes com qualquer um, e a maconha é proibida. Mas durante as férias o jogador fuma o que quer, entope o nariz, bebe tudo o que vê e faz o diabo feliz. Em 2001, o ex-jogador Charles Oakley disse que pelo menos 60% dos jogadores da NBA devem usar maconha, já em 2005 uma pesquisa com alguns jogadores fez uma estimativa de que 30% fumam o baguio regularmente. Ou seja, não é novidade que fumam maconha na NBA. Mas é novidade um jogador admitir isso em público e é novidade e burrice o cara fazer isso no dia de um jogo importante.
A mídia caiu em cima dele, virou o assunto do dia em um dia que o Dallas não poderia pensar em nada além da vitória. Nada contra o Josh Howard, por mim ele fuma o que quiser, mas ele poderia ter atrapalhado o jogo de ontem e até o clima dentro da equipe, dependendo de como os outros jogadores poderiam encarar essa saída a público dele.

Quem eu acho que poderia admitir que usa drogas, que bebe demais, que joga Doom, que é a favor do aborto ou qualquer coisa polêmica assim eram os jogadores do Pistons. Todos. Ou um só, sei lá, qualquer um. O importante é desviar a atenção do que estão todos comentando, a derrota de ontem. Se você achou a derrota do Cavs pro Wizards humilhante é porque você não viu a pior atuação do Pistons nos últimos anos. Eles acertaram 2 arremessos de quadra no terceiro período, ultrapassaram o seu recorde de bolas desperdiçadas (eram 18, cometeram 23) quando ainda tinham 20 minutos de jogo e chegaram a errar 15 arremessos seguidos. Tudo isso no ataque, na defesa eles simplesmente tomaram um vareio do Reggie Evans, precisa falar mais?

Como previsto pela gente nas análises de cada série, a grande chance do Sixers vencer o Pistons era acabar com o ataque deles e usar os erros e rebotes pra botar a garotada pra correr. E foi isso elevado à décima potência que aconteceu ontem. Parecia que os jogadores do Pistons estavam com medo de arremessar só porque sabiam que bastava a bola tocar no aro que lá vinha contra-ataque. E na correria a defesa do Pistons não era aquela que conhecemos, era desorganizada, com gente baixa marcando gente alta, com gente alta ainda voltando do ataque e todo mundo procurando a bola. Foi uma lavada que eu percebi que não tinha volta quando o Rodney Carney entrou em quadra, pegou a bola e, sem pensar, chutou de 3 e acertou. Tipo de coisa que só acontece quando o time tá inspiradíssimo e jogando em casa. Será que o Sixers abre 3 a 1? Eu acredito que sim. Nesses playoffs disputados eu só aposto em vitória fora de casa se for naquela série esquisita do Rockets com o Jazz.


Notas:
- A revista Time usou a nova campanha da NBA, a "There can only be one", aquela que tem metade do rosto de jogadores adversários, para fazer sua capa sobre os dois candidatos democratas à presidência americana, Hillary Clinton e Barack Obama. O resultado ficou legal e pode ser visto aqui.

- O texto sobre o fracasso do Suns está guardado para o dia do próximo jogo, o da varrida.

-E aqui tem um vídeo que eu achei por aí do Kobe. Pelo outro time na defesa parece que não é um jogo sério, deve ser um jogo treino que vazou por aí, vale a pena conferir.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Vingança

Chuck Hayes salvou o Houston Rockets ao cometer várias faltas e ir pro banco logo


Cheguei uma hora atrasado no trabalho hoje mas tudo bem, nada que as dicas do Denis de como aproveitar os playoffs não resolvam - no meu caso, disse que acabou a luz e o rádio-relógio não tocou. Ninguém precisa saber que não tenho um rádio-relógio, afinal de contas.

Só não poderia era chegar com a maior cara de sono, um sorriso encrustado na cara, e dizer que ontem foi a noite em que meu Houston Rockets seguiu a tendências dos outros jogos - Raptors contra Magic e Wizards contra o Cavs - e se vingou das derrotas passadas. O Utah Jazz perdeu apenas 4 jogos em casa em toda a temporada regular (uma delas para o próprio Houston, no começo da temporada) e parecia pouco provável que perdesse a quinta partida para um Rockets fora de seu estilo habitual de jogo, graças a essa estranha tendência do técnico Rick Adelman de nos playoffs se afastar da fórmula que deu certo durante toda a temporada regular, parando assim de utilizar os coadjuvantes que foram justamente os responsáveis por transformar esse elenco catastrófico do Houston em uma sequência de vitórias para contar para os filhos. Pelo menos, para os meus filhos, que já vão nascer de vermelho e vão falar "Yao Ming" antes de "papai".

Na surreal vitória em cima do Jazz na noite de ontem, você acha que o técnico Rick Adelman aprendeu com os erros do Jogo 2? Que nada. Steve Novak sequer colocou os pés em quadra, apesar dos protestos barulhentos de T-Mac a esse respeito na entrevista coletiva após a segunda derrota em Houston. E Carl Landry, o melhor pontuador do Houston no garrafão (e melhor reboteiro ofensivo!), será que recebeu mais minutos dessa vez? Sim, recebeu. Porque o Rick Adelman é um homem sensato? Não, foi porque o Chuck Hayes fede.

Não me entendam mal, eu realmente gosto do Hayes, ele é um excelente ladrão de bolas quando marca no garrafão homem-a-homem, incomoda bastante na defesa, mas na hora de atacar, é capaz de ele correr para a cesta errada. Num time sem Yao Ming e com nítidos problemas em pontuar, principalmente no final dos jogos, Hayes é um peso morto, um fardo. Já Carl Landry deita e rola quando o assunto é pontuar: digamos que ele lembra um Amaré Stoudemire que viveu uns meses no Rio e pegou dengue. Ou seja, assim como Amaré, ele não defende. Quer dizer, não defendia.

Se não bastassem os 11 rebotes que pegou (sendo 7 ofensivos) e os 7 pontos que fez, errando apenas um arremesso, Carl Landry salvou a temporada do Rockets jogando - pasmem! - na defesa. Antes de explicar, vamos recapitular. Rafer Alston voltou muito bem da contusão, acertando seus arremessos e realmente acreditando que sua ausência é o que faz a equipe perder, arremessou a torto e a direito tentando se tornar herói e acertou quatro bolas de 3 pontos. As bolas ridículas, forçadas, que ele errou no final, no entanto, mostram sua real natureza e quase colocaram o jogo a perder. Tracy McGrady, criticado por ter feito apenas 1 ponto somando os quartos períodos das partidas anteriores, também quis brincar de herói. Ele parecia estar realmente quente, tendo acertando um punhado de cestas seguidas, e nos minutos finais quis mostrar quem mandava naquela budega. Acabou não acertando nem aro num arremesso que definiria o jogo, a um minuto do fim. Então o Houston ganhava por 1 ponto e a posse de bola era do Jazz. Acompanhei o jogo aqui, no chat do Bola Presa, com vários torcedores vibrando junto comigo, foi emocionante e eu estava empolgado, mas meu grilo falante que aparece quando não tomo meus remédios já anunciava derrota: se o Houston não tinha impedido o Deron Williams de penetrar e pontuar até aquele momento, por que isso mudaria justamente naquela bola? Meu grilo falante e eu estavamos só aguardando a cesta da vitória de Deron Williams quando de repente surgiu Carl Landry - o novato, o homem, o mito, voando pelos ares tal qual Ícaro moderno - e deu um toco espetacular, humilhante, irreversível, que cravou a vitória do Houston. Sim, ainda faltavam 0.2 segundos para o fim, Scola foi pra linha de lances livres e acertou tentando errar de propósito, maior fracasso, para a indignação de T-Mac assistindo incrédulo. Mas quem se importa, meus olhos nem viram isso, meu cérebro abstraiu, tamanha a felicidade em saber que a série não acabou, quer a série vai ao menos voltar para Houston. E eu aguardo uma festa lá sem precedentes com aqueles texanos que cospem em potes, uma festa quer o Houston ganhe, quer o Houston perca: uma homenagem à altura das 22 vitórias seguidas de um elenco que não deveria ser capaz nem de ir comprar pão sozinho na esquina. De preferência com um strip da Lindsey Lohan no intervalo.

Tracy McGrady agora está sendo até mesmo elogiado pela vitória, quem diria. Olha, deve ser uma merda ser o T-Mac. Pra começar, ser o T-Mac pressupõe ser meio estrábico e ter ossos de vidro. E, como ele bem disse numa entrevista recente, tudo é sempre culpa dele: as derrotas do Houston, as falhas de todo o time, as derrotas do Suns, a fome na África e o nascimento do Gilberto Barros. Ele alegou não saber o que fazer: se resolve se guardar para o final do jogo, é acusado de ser omisso. Se joga a partida inteira carregando o time nas costas, chega ao quarto período exausto e não consegue mais produzir como lhe é exigido. Ele tem atuações idênticas em partidas com resultados diferentes e as críticas são completamente distintas, indo de gênio a chorão incapaz de decidir partidas. É muita bobagem. Parece que ninguém consegue entender que todos os jogadores do Universo conhecido têm seus desempenhos influenciados pelo resto do elenco. Será que eu já disse que o elenco do Houston fede? Ah, fede.

Falando em feder, o Wizards também se vingou do Cavs, vendo o LeBron jogar muito bem mas com o time de Washington jogando forte na defesa, como naqueles tempos em que estavam sem Arenas, e vendo contribuições de todo mundo no ataque (Roger Mason, Blatche, Haywood), como naqueles tempos em que estavam sem Arenas. Curiosamente, graças a uma pancada no joelho, o Wizards de fato jogou a maior parte do tempo sem Arenas. Ainda acho que a culpa é da atitude do time sem a sua presença, e não das atuações do próprio Gilbert, mas é cada vez mais óbvio que sem ele em quadra o time se esforça mais. Contra um time tão ridiculamente limitado como o Cavs, que fede pra burro, esforço pode ser a peça que falta para virar a série.

É com esforço que o Houston também pode avançar para a segunda rodada dos playoffs. Precisa ser um esforço coletivo, com todos jogando em alto nível. E precisa, acima de tudo, que Chuck Hayes saia rápido de quadra com 5 faltas. Ou será que alguém ainda acha que o Houston vai ganhar alguma coisa sem Carl Landry em quadra? Que Durant que nada, que Horford que nada taí o real calouro do ano pra vocês.