sábado, 29 de março de 2008

Os ganhadores da promoção

Diogo tem um DVD para consolá-lo da campanha do Pacers...

...e Diego está feliz com o prêmio, mas ficou com preguiça de pentear o cabelo.


Quando anunciamos os vencedores da nossa promoção do All-Star Game, muita gente achou que era de mentirinha, que o prêmio era apenas a honra de ter acertado mais no nosso bolão. Aqui está a prova de que mandamos as lembrancinhas prometidas para os nossos felizes (para não dizer "cagados") ganhadores, que agora têm um motivo real para achar o Bola Presa um blog muito do batuta. Esperamos que vocês tenham gostado dos DVDs e que participem de nossas próximas promoções, mas dessa vez sem ganhar, por favor, senão vão começar a achar que é armação.

Mas você, leitor atento, deve estar se perguntando onde está a foto do terceiro ganhador. Afinal, vale relembrar os sem memória de que os vencedores de nossa promoção foram três. Bem, essa é uma boa pergunta. Seu nome é Netinho e, embora tenhamos enviado o DVD normalmente, não recebemos dele nenhum sinal de que tivesse recebido ou sequer de que estivesse vivo. Pelo que sabíamos, podia ter sido sequestrado ou então ter ficado com o braço preso na caixa de correio. Foi só na última coluna "Both Teams Played Hard" ontem que ele teve a decência de aparecer! Onde já se viu sair de casa e não dizer pra onde vai, menino? A gente aqui do blog ficou preocupado, você nem pra dizer que estava ainda respirando! Já estávamos pensando em chamar a polícia, sabia? O que você fez não tem desculpa, a não ser que você seja torcedor do Knicks, porque aí o desaparecimento por depressão é bem justificável.

Ganhadores momentaneamente desaparecidos à parte, agredecemos aos vencedores e também a todos os perdedores fracassados que participaram na nossa primeira promoção, que se mostrou um grande sucesso! Esperamos que todos participem novamente das nossas futuras premiações, que prometem ser, no mínimo, inusitadas! Continuem de olho no Bola Presa e, mais uma vez, parabéns para o Diego, o Diogo, e até o Netinho, aquele irresponsável.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O legado de C-Webb

"Quase!"


Quando o Chris Webber anunciou que iria voltar a atuar nessa temporada pelo Warriors, eu fiz um texto bem otimista sobre sua volta. Mas não podia ter errado mais.

Sua volta foi um desastre, atuou em apenas 9 jogos e em todos jogou pouco tempo e mal. Parecia fora de forma e não só porque todo mundo corre no Warriors, ele parecia lento mesmo, perderia uma corrida para o Ilgauskas, até. Depois ele parou de entrar, alegaram contusões e por fim ele disse que as dores no tornozelo voltaram e que sua carreira está acabada. De certa forma esse final resume um pouco a imagem que Chris Webber deixará para trás para a maioria das pessoas, a do cara que sempre ameaçou, chegou perto, animou todo mundo com seu talento mas na hora H sempre acontecia alguma coisa para atrapalhar.

Primeiro foi o fato que mais o marcou até hoje. Estava ele na Universidade de Michigan. Melhor jogador universitário do ano, futura primeira escolha no draft e no jogo final da NCAA, o do título. Com o time perdendo por 73 a 71 e com 11 segundos faltando no relógio, Webber pediu um tempo. Tempo que não existia, todos os de Michigan já haviam sido pedidos. O resultado foi uma falta técnica que decidiu o jogo a favor de North Carolina. Isso perseguiu ele por toda a carreira. Seu nome veio à tona rapidinho nas finais de 2006, quando o Josh Howard fez a mesma coisa em um dos jogos contra o Miami Heat.



Já na NBA ele foi a primeira escolha do draft, pelo Orlando, e aí foi trocado para o Warriors, onde foi o novato do ano e, depois de ter brigado com o técnico Don Nelson, foi para o Washington Bullets. Foi uma decepção a troca dele do Warriors já que o time era muito forte e tinha tudo para engrenar, logo no primeiro ano de Webber já tinham voltado aos playoffs.
Então a missão de Webber foi a de levar dessa vez o Washington de volta aos playoffs, o que ele também conseguiu, era a primeira vez em nove anos que a equipe ia para os playoffs.

Mas o auge da carreira de Webber foi no Kings, quando liderou um dos times mais fantásticos da década, talvez o melhor, competindo com o atual Phoenix Suns e o Dallas do ano passado, a não ter ganho um título. Era um ataque hipnotizante, bons passadores em todas as posições e que jogava em uma velocidade fora do comum. Por anos foi o time mais bonito a ser assistido em toda NBA, com Webber sendo escolhido até para o primeiro time da NBA no fim da temporada 2001.
Mas mais uma vez Webber não transformou esse sucesso em título. Foram 3 anos seguidos sendo eliminados pelo Lakers de Shaq e Kobe, a rivalidade mais forte da liga na época.
Em 2002 o Kings teve sua grande chance quando levou a série para o jogo 7 em Sacramento. Uma entrevista com o Kobe antes do jogo mostrava como as coisas estavam encaminhadas para uma vitória do time de Sacramento.

Repórter: Nenhum time do Lakers já venceu um jogo 7 fora de casa, nenhum time venceu fora de casa a final de conferência ou da NBA fora de casa, por que será diferente para esse Lakers?
Kobe: É um bom desafio, não é?

E o Lakers levou o desafio a sério e ganhou a partida, o Oeste e a NBA toda. Mais uma vez, Chris Webber tinha chegado muito perto e deixado passar.

Sua última chance de ganhar um título foi no ano passado, com o Pistons, mas como todos vocês se lembram bem, eles foram destruídos pelo LeBron e pelas bolas de três do Boobie Gibson. E como fato mais negativo ainda, o técnico Flip Sauders costumava deixar McDyess, ao invés de Webber, em quadra nos minutos finais, dando ainda mais combustível para a fama de amarelão de C-Webb.

Webber é um dos seis jogadores da história da NBA a ter média na carreira de pelo menos 20 pontos, 9 rebotes e 4 assistências. Os outros são Elgin Baylor, Larry Bird, Wilt Chamberlain, Billy Cunningham e o ainda ativo Kevin Garnett. Os quatro primeiros estão no Hall da Fama do basquete e Garnett provavelmente estará. Mas e Webber?

Em uma pesquisa no site da ESPN, quase 70% das pessoas acreditam que ele não deve ir para o Hall da Fama e já ouvi gente até dizendo que ele vai acabar caindo no esquecimento pela falta de títulos. Mas será que isso é justo?

Eu sei que o esporte é um jogo que tem como objetivo a vitória, logo, a vitória pode ser vista como a coisa mais importante do jogo, mas a verdade é que já existe um prêmio para a vitória. Na NBA o prêmio é o troféu de campeão e o anel para os jogadores, o cara é um vitorioso, leva pra casa o anel e pronto. O Hall da Fama, imagino, deveria ser para homenagear grandes indivíduos que com seu talento ajudaram a tornar o esporte algo mais gostoso de assistir, algo mais espetacular, deveria se homenagear quem foi inovador, ou seja, homenagear os melhores talentos no esporte.

E Chris Webber foi um dos melhores no jogo. Se ele não ganhou títulos, isso pode ser por inúmeros motivos, talvez porque só times com Michael Jordan, Hakeen Olajuwon, Shaquille O'Neal ou Tim Duncan (tirando o Pistons de 2004) conseguriam vencer títulos desde que Webber chegou na liga, e todos esses venceram pelo menos 2 e com isso deixaram muita gente de talento sem anel nenhum.

Vamos então deixar Barkley, Malone, Stockton, Kemp, Webber, Dirk, Iverson, todos de lado só porque eles eram piores que Jordan ou que Shaq e Kobe juntos? Acho que Webber já foi punido por não vencer quando ele mesmo relembra as chances que teve e não conseguiu aproveitar, mas na hora de apenas analisar o talento bruto do jogador, Webber foi um dos melhores em sua posição e é por isso que ele deveria ser lembrado para sempre.

quinta-feira, 27 de março de 2008

"Both Teams Played Hard"

Rasheed Wallace falando coisas carinhosas para o técnico em seus tempos de Blazers


Mais um post que começa com uma foto do Rasheed. Sabem o que isso significa, meninos e meninas? É isso mesmo! Significa que, ao contrário do que pode parecer, não esquecemos de responder as perguntas dos nossos fiéis leitores, mesmo tendo outras coisas mais interessantes pra fazer, tipo assistir Knicks e Grizzlies. Intervalo de jogo a intervalo de jogo, vamos respondendo as perguntas aos pouquinhos, o que é uma bela desculpa para a demora e faz até parecer que assistimos jogos o dia inteiro. O que não é verdade, veja bem. Nós também costumamos ir ao banheiro.

Como toda semana alguém pergunta por que diabos essa coluna chama "Both Teams Played Hard", então é melhor tratar todos vocês como crianças de 3 anos e lembrar mais uma vez que esse é o espaço para vocês fazerem perguntas, pertinentes ou não, que serão respondidas pelos dois escritores desse blog, muito embora alguns psicólogos insistam em dizer que somos apenas um. Perguntas sobre basquete, relações afetivas, Spinoza ou aumento peniano serão respondidas com a mesma atenção pela equipe Bola Presa. Aqui a gente demora como telemarketing mas pelo menos responde suas dúvidas direitinho. E quando enrolamos nossos leitores, pelo menos não empurramos nenhum produto inútil pelas suas goelas. Por falar nisso, comprem camisetas do Bola Presa. Eu compraria.

Nessa semana, um cardápio variado: Cavs, Kobe, os favoritos para o prêmio de 6o homem do ano e bastante literatura portuguesa. Aproveitem que a coluna dessa semana é útil para o vestibular.

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lucas:

1-Oq vc axa da transmisao da esporte interativo? quando eu vejo os jogos da nba na e+i, tenho q ver sem som, pq nao da pra ouvir u andre henning i u paulinho vilas boas pagarem tanto pau pru cavaliers. Ainda mais quandoo varejao pega na bola. Como é q pode babarem tanto por essi time.
2- q numero o shaq calça?

3- pq u kobe mudo d numero, do 8 para o 24?


Danilo:
1 - Pra ser sincero, nunca tinha assistido a transmissão simplesmente porque não pegava aqui em casa. Agora que pega, eu preferia que não pegasse. Cinco minutos depois eu desliguei a TV e voltei a ver os jogos no computador. E olha que nem era um jogo do Cavs!

2 - O Shaq calça número 22 na gringolândia. Até fiz um esforcinho para achar uma tabela de conversão no Google para o nosso padrão, mas nenhuma tabela em sã consciência vai até o tamanho do pé monstruoso do Shaq. Então resolvi deixar pra lá. Essa é só uma coluna idiota mesmo.

3 - Cada um tem uma teoria. Uns dizem que é o número que o Kobe usava no colegial, outros que ele quis ser um acima do 23 do Jordan. Eu prefiro a corrente de pensamento que diz que o Kobe joga com a 24 porque é viado.

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Rodrigo Lakers:
Lá vão as minhas, espero ser respondido antes do próximo eclipse solar!
1. Na opinião do blog, qual foi o melhor jogador da história (e o mais zicado também) que nunca ganhou um anélzinho sequer da NBA, nem de latão.

2. Qual é o segredo pra pegar a Alinne Moraes?

3. E uma dúvida que traumatizou toda a minha adolescência: Por que diabos no NBA Live 98 do Super Nes o Michael Jordan não tinha nome e usava o número 99?

Denis:
1. Não gosto de responder essas perguntas que dizem respeito a "melhor da história" em alguma coisa porque eu não vi a história inteira. Mas desses últimos dez anos acho que os mais talentosos sem terem sido campeões (entre os já aposentados) são Malone, Stockton e Webber.

2. Se eu soubesse eu nem teria esse blog, estaria eternamente ocupado demais fazendo outras coisas.

3. E porque você se importa com isso? O Jordan é superestimado, ele nem jogava tanto assim. Tem o Luc Longley no time do Bulls? Então tá feito.

Danilo:
3 - Lembra de uns Fifas que não tinham o Ronaldinho por problemas de contrato? Eu nunca me importei, afinal podia jogar com o Cafú. É o mesmo princípio!

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Renan Ronchi:
"Pois ela nunca dirigia-lhe a palavra; abafava-se a boceta" Queria saber o que significa a "boceta" nesse contexo. Trecho tirado do livro "O primo Basílio", de Eça de queirós. Obrigado.

Danilo:
Vê-se necessário analisar a definição desse sintagma no contexto do texto que o precede. O personagem sente-se enclausurado em uma boceta, ou seja, em uma caixa estreita, cada vez mais, conforme não lhe é dirigida a palavra. Desculpe acabar com seus sonhos pornográficos, portanto. E agora jogue esse livro no lixo antes que eu o faça por você.

...

William Bonner:
1- por que se chama both times played hard?
2- por que o nome do blog é bola presa?

3- por que vocês se chamam denis e danilo?

4- por que vocês torcem pro lakers e rockets?

5- por que diabos eu estou fazendo tanta pergunta?

6- por que vcs vão querer responder estas perguntas?

Denis:
1. Leia a primeira coluna do "Both Teams Played Hard" e descubra.

2. Porque a bola presa, além de ser uma situação de um jogo de basquete que envolve duas pessoas, como o blog, deve ser a jogada esteticamente mais feia de todo o esporte.

3. Eu chamo Denis por causa do Denis, o Pimentinha.

Danilo:
3. Eu chamo Danilo por causa do Danilo, o Caymmi.

Denis:
4. Eu torço pro Lakers porque gosto de times odiados por todo mundo e com uma torcida gigantesca. Sou louco por ti Corinthians!

Danilo:
4. Eu torço pro Rockets porque gosto de times que volta e meia são campeões mas mesmo assim sempre acabam amarelando! Salve o Tricolor Paulista!

Denis:
5. Porque você está drogado. Isso é facilmente percebido quando você assinou como "William Bonner". Porque você assinaria como sendo um cara chato, certinho, que come uma mulher sem sal e ainda tem que aguentar três pivetes chatos?

6. Eu não quero, apenas respondo.


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felipe:
1- Vcs acham que com 5 vitorias seguidas (recorde da franquia) o bobcats vai pros Playoffs? 2-quem é o principal jogador do bobcats: Wallace ou J-Rich.?
3- Eu so o unico torcedor do Cats no Brasil?


Denis:
1. Hummmm... não.

2. Acho que o J-Rich é a principal arma ofensiva do Bobcats, mas o Gerald Wallace é mais completo e mais importante.

Danilo:
2. Faz uns 10 anos que eu sempre digo que esse é o ano em que o Bobcats vai pros playoffs e que o Gerald Wallace vai ser All-Star. Obviamente, a reação geral é de que eu sou biruta. Cedo ou tarde, vou ter que concordar.

Denis:
3. Não, tenho um amigo que é muito fanático e que em breve deve me zoar porque o Cats venceu meu Lakers. Basta uma olhada nas fotos do orkut dele pra ver se não é fã mesmo.
...

H20:
1. Na opinião de vocês, quem se salva no elenco Knicks?
2. Quando alguém finalmente conseguir tirar o Isiah Thomas do Knicks, o que o novo GM deve fazer pra dar um jeito no time?

3. O que um torcedor do Knicks, como eu, pode fazer até que isso aconteça?


Denis:
1. David Lee, Nate Robinson, alguns dias o Jamal Crawford, Renaldo Balkman e só.

2. Depois de tanta merda acho que o que o novo GM do Knicks pode fazer é, ou esperar os contratos horríveis acabarem e começar de novo, ou procurar uns doidos que queiram Randolph, Curry e cia.

3. Arrumar um segundo time, participar de ligas de fantasy e arranjar uma namorada gostosa acho que são as melhores coisas que um torcedor do Knicks pode fazer para se entreter até o time voltar a ser bom.

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Diogo Costa:
1 - Já tem previsão pra chegar meu DVD? uhauhahuahu
2 - Ainda sobre os Pacers (serei chato com isso), o que está acontecendo com o Tinsley? Tá machucado, foi afastado ou o quê?

Denis:

1. Já chegou e mesmo sendo do Magic Johnson (do Lakers!!!), é todo seu!

2. A última notícia, do dia 12 de março, diz que ele iria ficar fora mais 3 semanas com problema no joelho. Então acho que ele volta só no mês que vem.


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Genaro:
O Kobe mudou de numero pq ele mudou de patrocinador. O Celtics é o cavalo Paraguaio da temporada? Como o Mavs ano passado.

Denis:
1. O Kobe mudou por causa do patrocinador, mudou porque ele queria algo pra simbolizar sua nova fase na carreira, porque ele queria um número acima do Jordan, porque é o que ele usava no colegial. Depende da lenda que você acredita, são respostas diferentes.

2. O Mavs não era cavalo paraguaio, o estilo deles é que não batia com o do Warriors. Com o Celtics não vejo chance de ter um time com talento pegando eles antes da semi-final do Leste.


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Sbub:
A ESPN vai trasmitir os playoffs do Oeste e as finais da Liga este ano?

Danilo:
Vai sim, Sbub. Depois de umas temporadas sem as Finais e sem o All-Star Game, resolveram abrir o bolso e transmitir tudo bonitinho. Aliás, pra temporada que vem a ESPN anunciou um pacote bem maior de jogos a transmitir, prometendo dois jogos por semana sem falta. Mas é claro que, como o Atlanta nos playoffs, eu só acredito vendo.

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Renzo:
Quem (1 ou mais jogadores) o blog indicaria para sexto homem da temporada??? Ginobili não vale.

Denis:
Como assim o Ginobili não vale? Vai dizer que só vale gol dentro da área também porque vocês estão com goleiro-linha! Nada a ver, véio!
Mas falando sério, alguns outros bons sextos-homens (será que é o plural certo?) que mereceriam alguns votos são Leandrinho, Maxiell, Travis Outlaw, John Salmons, Carl Landry e Kyle Korver.

Danilo:
Também gosto do Josh Childress. E o que significa essa lista ter um jogador do Hawks, um do Sixers e um do Blazers? O fim dos tempos?

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eric:
1. o amigo diogo costa acreditou que tava valendo um dvd pra promoção do all star! tsc, tsc. hahahahaha
2. vcs preferem quem: flavia alessandra ou alinne moraes?

3. A pessoa nas aveias quaker é uma véia ou um véio?


1. O Diogo acreditou, venceu e está com o DVD em casa. Acho que foi a fada do dente.
2. A Alinne Moraes ganha de todo mundo. (tirando minha namorada, te amo, querida!)

Danilo:
2. Citar o nome de outra mulher na mesma frase com o nome da Alinne Moares é heresia e deveria ser punível com a morte. Mas só digo isso porque minha namorada não costuma ler o blog!

Denis:
3. É uma mensagem subliminar que diz que quem come aveia fica com aparência andrógena.

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marcelob1881:
1)Vocês acham que o San Antonio vai utilizar o Spliter na próxima temporada ou ele vai ser esnobado como fizeram com o Scola?
2)Vocês acham volei um esporte gay? Se quiserem eu posso responder: Sim, é muito gay.


Denis:
1. O Spurs tem o Kurt Thomas que é velho, o Horry que é avô e o Bonner que é o Bonner. Além disso, se arrependeram de ter mandado o Scola em troca de um pacote de Skittles. Eles vão usar o Splitter e usar bem.

Danilo:
2. Não acho que vôlei tenha nenhuma relação com a orientação sexual de cada indivíduo. E mesmo assim acho um esporte muito gay.

...

Cesar:
1)Quais são os principais personagens do livro o Auto da Barca do Inferno?
2)o qué o ciruclo de Krebs? e como acontece?

3)quem é pior Heat ou Knicks?

4)Quem voces escolheriam para MIP? e pra MVP?
5)Quem foi Parmenides?

6)Quem deve ser titular no Raptors Tj Ford ou Calderon?

7) o que voces acham do Amir johnson? Achei ele muito talentoso quando vi um partida do Pistons e ele entrou


Denis:
1. Fidalgo, Onzeneiro, Sapateiro, Parvo, Frade, alcoviteira, Corregedor, Enforcado e quatro Cavaleiros.

2. "Ciclo" e não "Círculo". O ciclo de Krebs, tricarboxílico ou do ácido cítrico, corresponde a uma série de reações químicas que ocorrem na vida da célula e seu metabolismo. Descoberto por Sir Hans Adolf Krebs (1900-1981).

3. O Knicks é melhor mas só porque o Heat está jogando com a equipe sub-17. Ontem eles venceram na prorrogação em um jogo que eu infelizmente não vi.

4. MVP: Kobe, MIP: Bynum, Jogador de defesa, Ariza e Lakers campeão. (claaaro!)

Danilo:
4. A gente ainda vai fazer um post sobre isso, defendendo nossas escolhas, mas meu MVP não é o T-Mac, o MIP não é o Yao Ming e o jogador de defesa não é o Battier. Um de nós dois precisa ter bom senso!

Denis:
5. Parmênides de Eléia (cerca de 530 a.C. - 460 a.C.) nasceu em Eléia, hoje Vélia, Itália. Foi o fundador da escola eleática. Há uma tradição que afirma ter sido Parmênides o discípulo de Xenófanes de Cólofon mas não há certeza sobre o fato, já que uma tradição distinta afirma ter sido o filósofo pitagórico Amínias (ou Ameinias) quem despertou a vocação filosófica de Parmênides.

6. Calderon, já disse isso umas mil vezes aqui.

7. Ele sempre entra bem nos jogos mas entra muito pouco. Antes da temporada vi um cara que cobre o Pistons dizer que nessa temporada ele iria estourar, ainda não foi dessa vez mas parece que é questão de tempo.

...

CaioJF:
1.Gostaria de saber o q acontece com o time do cleveland no terceiro quarto,Chega a ser ridiculo a forma como eles caem de produçao,erram praticamente tudo!
2.Bem agora q vcs estao mais conhecidos ainda,graças a publicidade feita para o blog,se precisarem de alguem pra guardar dinhero ou abrir uma conta nas ilhas cayman conte comigo!

3.pistões de detroit,esporas de san antonio,sóis(sóis?)de phoenix.Por que sera q os nomes em ingles ficam sempre mais legais?

Danilo:
1. Bem, teorias todo mundo tem. Como o LeBron é o jogador da NBA com maior número de pontos marcados no quarto período nessa temporada, isso tende a centralizar o jogo, corta a confiança dos outros jogadores, reduz a produção do resto da equipe. Mas numa clássica questão "quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?", dá pra argumentar que o LeBron força o negócio no quarto período justamente porque seus companheiros fedem e o time desaba no final do jogo. Em todo caso, a resposta para qualquer problema com o Cavs é sempre a mesma: técnico novo. Porque esse aí, vou te contar, fede demais.

2. O máximo que eu ganhei pelo Bola Presa foi um aperto de mão. Se algum dia ganhar algum centavo, pode deixar que eu guardo embaixo do colchão.

3. Essa é uma regra comum a várias coisas e os puristas da língua portuguesa sempre caem matando em cima. Ninguém torceria para os Esporas de Santo Antônio, ninguém compraria um CD da Donzela de Ferro ou do rapper 50 Centavos, e ninguém veria 24 Horas se o personagem principal chamasse José do Boteco. Algumas coisas funcionam melhor em inglês, é cultural. Provavelmente porque não estamos acostumados à tradição de acrescentar o nome da cidade ao time de futebol. No máximo, o que se faz aqui é acrescentar o nome do patrocinador ao da cidade, tipo Bauru Tilibra ou Apucarana Sempre-Livre, essas coisas. Hmmm. Pensando bem, torcer para os Esporas não é tão ruim afinal.


...

eric:
oq é esse ''vai chover!!''? comeram muito chocolate nessa pascoa? se vcs só pudessem escolher entre qualquer nba live e o magnifico jogo lakers vs celtics, qual vcs escolheriam?

Denis:
1. O "Vai Chover!!!" é o segundo melhor blog da história da internet, perdendo apenas para o grandioso, espetacular e bem dotado Bola Presa.

Danilo:
1. Blogueiros de basquete também tem cultura, viu só? Também sabemos ser chatos e acadêmicos!

Denis:
2. Sim, comi, estou comendo e quando enjoar vou derreter tudo e fazer mousse de chocolate (que é muito coisa de quem joga vôlei!)

Danilo:
2. Comi moderadamente porque tenho uma gastrite braba causada pelas contusões do Houston e o Spurs, como um todo.

Denis:
3. Lakers x Celtics sem pensar duas vezes!


...

Renzo:
Uma sugestão: O que acham de o blog fazer alguns posts destinados a comentários das pessoas que assistem aos jogos pelo computador? Vocês poderiam fazer uma "propaganda" do tipo: "Hoje vamos assistir a Lakers vs Celtics, que vai passar no canal X no software Sopcast. A caixa de comentários está aberta para debate durante o jogo". Que tal?

Denis:
Caro RENZO, sua sugestão foi recebida pelos nossos atendentes e vai ser analisada com muito carinho por nossa equipe. Obrigado pela preocupação e continue visitando o Bola Presa todos os dias.

(Sério, podemos fazer um teste qualquer dia desses pra ver se fica legal. Boa sugestão!)

terça-feira, 25 de março de 2008

Apelando no draft

Chris Quinn, atual cestinha do Heat, tem cara de quem é preso dentro do armário pelos coleguinhas


Eu gosto pacas do sistema que a NBA utiliza para formar os elencos, com tetos salariais para as equipes e as escolhas de draft todo ano. Se eu pudesse ser mais radical, arrancaria a regra que permite aos times pagar multas para cada dólar acima do teto salarial, obrigando todo mundo a pagar exatamente a mesma grana para compor o elenco, sem tirar nem por. De todo modo, é um jeito interessante de igualar as chances de todas as equipes e, tirando as mutretas por aí (multas, jogadores que aceitam ganhar um pacote de bolachas e mais o dinheiro do busão só para ter chances de título, e jogadores que recebem "por fora" pra não contar na folha salarial) é uma idéia bacanuda para evitar apelações. Se a NBA vigiasse o Street Fighter, por exemplo, hadouken seria mais difícil de dar e o E. Honda não poderia andar enquanto dá "tapinha".

Nesse esquema, coisas ridículas que acontecem no futebol são evitadas. Jogadores não são vendidos por milhões de dólares para outras equipes, deixando o time desfalcado e enriquecendo dirigentes. Times mais pobres não são obrigados a ter o Túlio em fim de carreira, e fica difícil montar um time só de estrelas só porque você tem poder financeiro. Na NBA você tem que trocar jogadores, igualar salários, analisar bem quanta grana você quer mesmo oferecer praquele sujeito que está prestes a ser contratado. É mais intelectual do que jogar dominó!

Além disso, os times que mais fedem na Liga são agraciados com as primeiras escolhas de draft. Eu adoro essa idéia mas algumas coisas nela são um tanto engraçadas. Por exemplo, acho que os americanos jogaram "Banco Imobiliário" demais e são muito apaixonados pela idéia de dados, sorte e revés. Por que o time com pior campanha não tem a primeira escolha do draft e pronto? Não, não, tem que ter um sorteio, tem que ter sorte e azar envolvidos, e sempre tem aquele time azarado que, com a pior campanha, acaba saindo só com a quarta escolha na noite do draft. Vai dizer que não dá um pouco de dó?

Eu também adoro o fato de que, em geral, o time com pior campanha é favorecido com uma boa colocação na hora de escolher seus novatos mas depende dele próprio para conseguir fazer a escolha certa. Tem que estudar cada jogador, analisar a fundo, ver como eles se saíriam em cada esquema de jogo. Se você achou que o Kwame Brown um dia ia ser bom, azar o seu. Se você resolveu apostar naquele tal de MVP da Euroliga ("Euroliga é um país, é?") que, por algum motivo, ninguém mais quer, então parabéns por ter em seu elenco Manu Ginobili. Por isso, analisar cada jogador do draft é uma das coisas mais divertidas da NBA e lição de casa de todas as equipes. (E de todos os blogueiros desocupados por aí. Aliás, já adiantando, não percam daqui a trocentos meses nossa já genial cobertura do draft!)

Isiah Thomas, por exemplo, conseguiu certa fama como um cara que sabe draftar muito bem. Apesar de ser um técnico mequetrefe, feder ao se relacionar com os atletas e transformar o Knicks numa piada de mau gosto, até mesmo suas escolhas de draft questionáveis (David Lee, Renaldo Balkman) são realmente interessantes. Mas li dia desses na DimeMag que, quando estava em Indiana, Isiah cismou que queria draftar o Fred Jones. Enquanto isso, todos os olheiros eram unânimes no interesse por um rapaz com potencial chamado Tayshaun Prince. Na última hora, Isiah recebeu carta branca para escolher quem ele bem entendesse e acabou pegando mesmo o Fred Jones, que foi campeão de enterradas e nada mais. Enquanto isso, Prince acertava arremessos decisivos e históricos pelo Detroit em sua temporada de novato e hoje é um dos jogadores mais completos (e esquisitos!) de toda a Liga. Oras, bem feito, mais uma pro titio Isiah levar na orelha!

São essas coisas que tornam a NBA tão divertida. Já pensou que loucura seria o pior time do Brasileirão podendo escolher a novo promessa que surgiu em alguma categoria de base? Já pensou dirigentes estúpidos escolhendo o Carlos Alberto ao invés do Ronaldinho Gaúcho? Ah, teríamos mais motivos para odiar os dirigentes e times mais equilibrados. Diversão pura! Quer dizer, isso até algum fanfarrão querer estragar a brincadeira. Não adianta olhar pro lado, fingir que não é com você. É com você sim, senhor Miami Heat! Com quem mais seria, mocinho?

Eu me lembro muito bem da temporada em que o Cavs fedia horrores e placas dos torcedores de Cleveland diziam, humoradas: "Percam pelo LeBron". Na época já era certeza que o LeBron seria a primeira escolha, mas ainda assim não consigo me lembrar do Cavs perdendo de propósito, abandonando a temporada no meio para agarrar o rapaz. Pode ser que eu tenha uma visão romântica, porque naquela época a gente podia brincar de pião na rua, não tinha assalto, dengue, essas coisas, mas eu juro que não lembro do time ter abandonado a temporada de vez pra se sair melhor no draft. Eles perdiam porque eram surrealmente ruins, assim como aquele Nuggets que tinha Nenê novato e Juwan Howard cestinha do time. Irch! Se eu contar isso no futuro, meus filhos não dormirão de noite.

Já o Miami Heat dessa temporada chutou o balde. Quando Wade e Marion não jogaram a mesma partida, desconfiei de que algo estava errado. Fui atrás de anúncios de contusão mas sempre com um pé atrás. Aí o Wade ficou fora para o resto da temporada, o Marion joga dia sim, dia não, o Heat chamou uma dúzia de manés da Liga de Desenvolvimento para serem titulares e o Pat Riley, técnico da equipe, foi embora para "analisar os jogadores que estarão no próximo draft". Voltou só ontem, conheceu pela primeira vez os jogadores vindos da Liga de Desenvolvimento, e viu o zé-ninguém branquelo e magrelo Chris Quinn ser o cestinha da equipe depois de, dias atrás, o mesmo Quinn ter jogado todos os minutos de uma partida, sem sentar um segundinho sequer. Aliás, o Heat ganhou ontem, mas só porque era contra o Bucks, e provavelmente foi muito sem querer.

Resumindo, o Miami só não colocou cinco gorilas adestrados de circo para jogar porque as regras não permitem. E só não colocou cinco cachorros para jogar porque, caso um deles viesse a ser parente do Bud, o cão amigo, era capaz do time vencer uns jogos.

As regras de teto salarial são legais, o draft é uma sacada genial, mas sempre tem uns manés pra avacalhar com tudo. Abandonar a temporada nesse nível não dá. Ter 4 caras da D-League compondo o seu time? Vergonhoso. A NBA deveria dar um jeito de dar a primeira escolha do draft para o Miami mas obrigar o time a draftar o Kwame Brown. Se isso não for possível, é preciso pensar em outra coisa para que o final da longa temporada, que é justamente quando o negócio esquenta, não seja comprometido porque um time que precisa de uma vitória enfrente o Heat com o Chris Quinn como cestinha. Mas acho que estou sonhando, não dá pra evitar que os jogadores digam que estão contundidos, sentem no banco, e o técnico vá viajar a negócios para a praia de Miami. Se alguém tiver uma idéia a respeito, sou todo ouvidos. Já o David Stern, por sua vez, não se importa. Como um leitor do Bola Presa certa vez afirmou, ele está ocupado demais assinando as bolas que levam a marca da NBA.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Falta!

A única falta de verdade de todo esse texto


Na longínqua (pelo menos para os torcedores do Heat) final de 2006, Dwyane Wade ganhou um anel de campeão, um troféu de MVP das finais, fama, contratos publicitários e um apelido nada agradável: ao invés de D-Wade, D-Whistle.

Para quem mata a aula de inglês do cursinho pra ir bater uma ficha no fliperama, "Whistle" é apito, tipo o famoso "apito amigo" do Milton Neves. Não estou aqui pra dizer que ele jogou mal naquelas finais, ele jogou muito, muito mesmo, mas a quantidade de vezes que ele foi para a linha de lances livres beirava o patético. E fuçando ontem no YouTube eu achei alguns vídeos do Dwyane sendo ajudado pelos juízes naquele série.

Aqui ele bate no Dirk e o juiz dá falta do alemão no Wade.



Aqui tem uma em que o Wade mostra todo o seu talento, acerta um belo arremesso e de repente cai sem ninguém enconstar nele. E marcam a falta.

Mas acho que a mais impressionante é a que ele bate pra dentro, acerta um "tear drop" no maior estilo Tony Parker, mas com a diferença de que ele ganha um apito junto, essa merece o vídeo aqui:



Mas porque eu estou falando do Wade se o coitado tá machucado e joga no pior time da NBA inteira? Por que eu não tenho piedade e deixo o cara em paz? Será que o Denis é um dos que gostam da teoria da conspiração de que a NBA fez o Heat ser campeão porque o Wade vende melhor imagem pra liga que o Dirk?

Não, não é isso. Acho que o Dallas vacilou grandão naquelas finais mesmo com as faltas absurdas marcadas a favor do Wade, e acho que isso também não é privilégio do armador do Miami. O que acontece é que quando um cara começa a se destacar por causa de seu próprio talento, ele cria uma imagem pra ele e os juízes, mesmo que seja de maneira inconsciente, compram essa idéia.

Então a coisa mais comum é ver o Wade, o Ginobili ou o LeBron recebendo apitos de falta quando batem pra dentro, isso é tão comum que o juiz já vê acontencendo antes mesmo de acontecer. A mesma coisa com o nosso Anderson Varejão cavando faltas. Ele tem o talento pra coisa, faz muito bem e faz tão bem, mas tão bem, que mesmo quando faz mal os juízes costumam marcar a seu favor, como se tivesse feito certo.

Um exemplo claro aconteceu no excelente jogo de ontem entre Phoenix Suns e Detroit Pistons. Já na prorrogação, o Shaq pegou um rebote ofensivo e a excelente defesa do Detroit tirou da mão dele, ou melhor, tirou a mão do Shaq fora. Foi uma falta grosseira que eu ouvi o tapa na mão do Diesel aqui do outro hemisfério. Na jogada seguinte foi a vez do Billups fazer uma falta de ataque no Nash, que com sua fama (justificável) de horrendo marcador, não levou o juiz, deram a cesta e mais o lance livre para o Detroit.

Claro que se o Suns ficar reclamando desses lances, vão falar que eles são chorões, que são os Valdívias e Botafogo da NBA e que não sabem perder. Tudo bem, podem até reclamar demais, mas têm o seu fundo de verdade. O Suns tem fama de pegar leve, de ser "finesse" e quando pegam mais pesado os juízes naturalmente marcam faltas; quando Pistons, Celtics ou Spurs pegam pesado, não é nada, é normal. E até acho que os juízes estão certos com esses times, tem que deixar o jogo rolar mesmo, tem que deixar os jogadores decidirem na quadra e não na linha do lance livre, mas que a regra seja as mesmas pra todo mundo. Para todos os times e todos os jogadores.

Falando em jogadores, que tal a dupla que briga pelo troféu de MVP?

Primeiro uma "falta" hilária no LeBron James. Se você assistir e não rir você não tem senso de humor algum!



E aqui o juiz não marca uma andada do LeBron James só porque queria ver ele enterrando depois. Pior que essa andanda só a do Dan Majerle.



E o Kobe, odiado por tantos, não é odiado pelos juízes. Aqui um vídeo no mesmo lugar da mesma quadra da falta fantasma no LeBron James.



Quem também concorda que você precisa ser uma estrela para ganhar uma ajuda dos juízes às vezes são os novatos. No jogo de domingo entre Lakers e Warriors o jogo foi decidido a favor do Warriors pelas bolas de 3 do Stephen Jackson e antes disso por muitos lances livres cobrados pelo Baron Davis e pelo Monta Ellis. Todas faltas marcadas corretamente, algumas eram uns tapões, outros apenas um pequeno contato, mas faltas. Em compensação, no final do segundo quarto, aconteceu a falta mais grosseira de toda a temporada. O Fisher quase decepou a mão do Brendan Wright quando ele tentava um gancho. E sabe o que está marcado nos números do jogo? Toco do Fisher. Pobres novatos. E se reclamam até os técnicos mandam eles pararem.

Só para ficar claro, esse não é um texto para chamar o Suns de coitadinho ou pra dizer que um time é mais favorecido que outro. É apenas uma constatação, recheada de vídeos para ilustrar, de algo que muita gente sabe mas que alguns ainda querem negar. Os juízes são influenciados pela fama do jogador, sim!

Ninguém tem fama sem talento, o Kwame Brown não ganhou os juízes por ser uma primeira escolha de draft, você tem que ir na quadra e mostrar que sabe bater pra dentro, que sabe cavar faltas e tudo mais, mas depois que prova isso pode ter certeza de que sua vida ficará bem mais fácil.

Acho que esse é o post do Bola Presa com mais vídeos em toda nossa curta história, mas acho que vale a pena assistir a todos. Mesmo que você ache que eu só estou falando bobagem aqui, os vídeos são engraçados. Pra terminar, mais um vídeo, este com uma das jogadas mais lindas de toda a temporada, uma jogada em que marcaram uma falta que não aconteceu nem a pau.

domingo, 23 de março de 2008

Opostos no Oeste

Mark Cuban, dono do Mavericks, deveria dar o time para eu cuidar


No Oeste as coisas são mais inconstantes do que mulher com TPM. Perca duas ou três partidas seguidas e você é um total fracasso, motivo de piedade, se segurando com as pontas dos dedos para não cair fora do grupo de oito classificados para os playoffs. Ganhe três seguidas e seu time é sensacional, uma máquina, no topo da Conferência, com mando de quadra e um dos favoritos para a hora do mata-mata.

Trata-se, então, de uma questão de consistência. O meu Houston experimentou 22 seguidas, depois tomou duas surras de bambu, e agora está ali no meio da tabela, no quinto lugar mas com mais vitórias que o quarto, mando de quadra nos playoffs e, portanto, na prática, em quarto mesmo. Enquanto isso, o Spurs perdeu 3 partidas seguidas, o continuum do espaço-tempo quase se rompeu, e agora após 3 vitórias seguidas eles amargam uma sexta posição, flertando tanto com o topo quanto com o fim da tabela.

Nesse sobe e desce infindável, dois times parecem estar em sentidos opostos. Justamente os dois que brincaram com trocas polêmicas recentemente. Quem adivinhou que estou falando de Suns e Mavs deu a resposta certa e vai ganhar 1 milhão de reais em barras de ouro, que segundo o Silvio Santos valem mais do que dinheiro.

O Suns conseguiu o que queria, vencendo o Spurs com um jogo mais cadenciado de meia-quadra, e desde então não perdeu mais. Chutou uns traseiros de times ruins mas isso a gente releva, o que mais impressiona é a versatilidade adquirida pela equipe, a capacidade de mudar o estilo de jogo. Exatamente algo que eles nunca puderam fazer. Agora eles são capazes de jogar no garrafão contra o Spurs e alguns dias depois correr como birutas em quadra, com seu ataque leve, livre e solto de sempre, contra times como Warriors, Kings e Sonics. O Shaq passa mais minutos sentado no banco, comendo pipoca, assistindo o show, e quando o jogo exige um pivô ele está lá para trucidar, matar e destruir. Palmas para o técnico Mike D'Antoni que, quem diria, sabe variar seu esquema tático, sabe alterar suas idéias de acordo com o time adversário, e soube encaixar o Shaq perfeitamente na equipe. Sei muito bem porque, depois de ver o Suns jogar uma pelada com o Sonics só atacando sem parar, eles chutaram meu Houston com uma defesa empenhada e Shaq e Amaré fazendo obcenidades com o garrafão do Rockets. Algum mané aí na platéia ainda acha que o Houston não sente falta do Yao? Ou que o Shaq deveria estar no bingo?

Vendo a maestria com que o Shaq é utilizado ou não em cada partida, permitindo diferentes esquemas de jogo, fui pensando no prêmio de melhor técnico do ano. O Doc Rivers está sendo considerado para ganhar o prêmio graças ao seu trabalho no Celtics que, para mim, é a mesma merda que era na temporada passada mas dessa vez com jogadores de talento em quadra. Nâo há mudança tática aparente, não há nada comparado ao que o D'Antonni fez em um punhado de semanas com o Shaq no Suns. Dar o prêmio de técnico do ano só porque o time tem 40 milhões de vitórias é mais uma daquelas besteiras que só as votações da NBA podem dar pra gente.

Enquanto isso, o Dallas parece estar se afundando com o Kidd no elenco. Quanto mais vejo o Mavs jogar, mais fico indignado em ver como o Kidd é mal utilizado. Nada foi mudado na equipe pensando nele, apenas colocaram um dos melhores armadores de todos os tempos no buraco do Devin Harris, como se ele fosse um cara qualquer. Suas qualidades não são exploradas, suas potencialidades são ignoradas. As jogadas do Mavs ainda são as mesmas de antes, e uma imensa quantidade delas consiste no Kidd ter que passar a bola para o lado e ver outros jogadores atuarem. O Kidd passa pouco tempo com a bola na mão e se ele ainda assim consegue ter boas partidas, é culpa do talento, não da tática. O Avery Johnson pra mim é o D'Antoni do mundo bizarro: enfiou defesa no Mavs, diminuindo o poder ofensivo, e não soube fazer as alterações devidas com o jogador novo que veio da troca. Os dois são perfeitos opostos, com algumas coisas em comum. Eu bem que queria ver os dois saindo na mão no pay-per-view.

O Suns tá lá em terceiro lugar no Oeste, graças a uma sequência de 7 vitórias seguidas. Já o Mavs perdeu as últimas três partidas e está em sétimo lugar, apenas um jogo na frente do oitavo colocado Warriors e dois jogos na frente do nono colocado Nuggets. Com a água batendo na bunda, o clima em Dallas esquentou e Avery Johnson e o dono mais sem noção de um time da NBA, Mark Cuban, tiveram uma discussão acalorada recentemente, segundo a revista Contigo do Texas. Para amenizar os ânimos, Mark Cuban assistiu a partida de sua equipe contra o Spurs hoje utilizando uma camiseta com os dizeres "Time do Avery". Classudo.

O problema é que o time do Avery perdeu e, pior, viu Dirk Nowitzki sair contundido com uma lesão na perna que vai saber por quanto tempo vai deixá-lo de fora das quadras. Aliás, a fase é tão ruim que, se me permitem, vou jogar um palpite aqui. O Nuggets, que tinha tudo pra ficar de fora dos playoffs, deve conseguir se classifcar. Junto com o Warriors. E um time que ninguém nunca iria imaginar deve ficar fora da brincadeira. Estou falando do tal do "Time do Avery". Alguém concorda? Não acho difícil que eles não se classifiquem e, caso a equipe não vá pros playoffs, será q o fanático do Mark Cuban ainda vai deixar sua franquia nas mãos de um cara que parece não saber usar o Jason Kidd? Algo me diz que a camiseta usada hoje não deve durar por muito tempo...

sábado, 22 de março de 2008

Desconhecido do mês

Bonner, na frente dos trens de Toronto em que andava nos tempos de Raptor


O desconhecido desse mês já marcou 25 pontos e pegou 17 rebotes em um jogo. Já meteu 5 bolas de 3 em um jogo. Já foi o jogador favorito de uma cidade inteira. Já irritou um adversário ao ponto do cara sair do sério e o ameaçar de morte, já brigou com Kevin Garnett, já derrubou um adversário no chão com um drible e ainda é formado em administração. Sabe quem é capaz disso tudo?

Matt Bonner.

Falamos que nesse mês não teríamos nenhum especialista em defesa na lista de desconhecidos, então pegamos um cara que é simplesmente fantástico no ataque. O quê? Não acredita? Estamos falando de um cara que tem média, na carreira, de 40% de aproveitamento de 3 pontos, e seu aproveitamento geral de arremessos já foi, em um ano, de 53%, um dos mais altos de toda a NBA.

Esse primeiro ano foi no Toronto Raptors. O Bulls o selecionou no draft de 2003 e logo depois o trocou para o Toronto. O time do Canadá fez um acordo verbal com o Bonner e ele então foi passar um ano na Europa com a promessa de ter uma chance real no time na temporada seguinte. Bonner então foi para o Sicilia Messina da Itália passar um ano. Mas não foi nada fácil. No meio da temporada ele ficou muito doente, chegou a ficar com 40 graus de febre (igual à música do Twister) e passou muito, muito mal. Quem teve que tratá-lo foi o dentista do time, já que não tinha um médico disponível, e depois foi descoberto que a causa tinha sido salmonella e que a origem poderia ter sido a falta de água quente em seu apartamento.

Seu apartamento não tinha água quente porque a situação lá era tão bisonha que o time foi à falência no meio da temporada e parou de pagar os jogadores. Bonner teve seu aquecimento e eletricidade cortados e recebeu duas ordens de despejo. Como um bom profissional, ele continuou jogando e finalizou a temporada com uma ótima média de 19,2 pontos e 9,3 rebotes.

Pelo menos essa situação demorou apenas um ano e na temporada seguinte o Raptors cumpriu sua parte no acordo e chamou Bonner para testes em que ele se deu bem e ganhou a vaga na equipe. O time do Raptors na época não era lá grande coisa mas também não era um lixo, então ter uma vaga naquele time não era tão fácil assim, não era como ter uma vaga naquele time do Nuggets do ano de novato do Nenê quando o Rodney White era o melhor da equipe.

O seu primeiro ano foi o melhor da carreira de Bonner na coisa em que ele mais se destaca até hoje, ou seja, sua pontaria. Ele é ainda um ótimo arremessador de média e longa distância e, pela falta de marcação, costuma marcar seus pontinhos em arremessos livres. Na sua primeira temporada ele teve um aproveitamento de 53% e garantiu vaga na rotação do time, até sendo um dos jogadores favoritos dos torcedores canadenses.

Mas como ele virou o favorito é o que é engraçado. Primeiro veio o apelido, Red Rocket. O apelido nasceu porque sempre viam ele nos trens públicos de Toronto, cujo slogan é "ride the rocket" e como o cabelo do Bonner é ruivo, ele virou o "Red Rocket". Se você estava em Toronto em 2003 e viu um ruivo de 2,10m no trem, sim, era o Matt Bonner. E além dele ser visto pela cidade no transporte público e não em um mega carro de luxo, em um jogo contra o Timberwolves ele fez uma falta flagrante em cima do Kevin Garnett, que levantou com tudo querendo ir pra briga! Depois de uma boa confusão e discussão, a torcida foi ao delírio gritando "Bonner, Bonner, Bonner" e como fãs de hóquei, sabemos que os canadenses adoram uma boa briga dentro de uma quadra. E foi assim que ele virou herói em Toronto.

O vídeo da briga é esse aqui:



Mas não só herói, como rambém estrela de TV, ele virou. Ele fez uma ponta na série "Instant Star", no episódio "The Jean Genie".

Mas a alegria de ser o herói canadense não durou muito. Em 2006 ele foi trocado para o San Antonio Spurs junto com Eric Williams pelo Nesterovic. Para os fãs do Toronto, uma pena; para o Bonner, a melhor chance da vida dele de ser campeão, o que acabou acontencendo no ano passado. Sim, Bonner tem um anel de campeão e o Karl Malone não tem. Que ala de força você queria no seu time?

Imagino que no começo não tenha sido fácil para Bonner, mudar de cidade nunca é fácil, você tem que se adaptar ao clima, aos hábitos, tem que fazer amigos. E é por isso que ele tem uma página no MySpace! Dizendo que quer conhecer pessoas de San Antonio, ele fez sua página pessoal e você pode ir lá ser amigo dele e dar apoio para o cara quando o Spurs, se deus quiser, for eliminado dos playoffs! O link é esse aqui.

No Spurs, além de um anel de campeão, ele aprendeu muitas outras coisas. Como por exemplo a não ficar três segundos parado no garrafão sem estar marcando ninguém. Lição do Gregg Popovich:



Sobre a vida em San Antonio, o melhor ruivo da NBA (desculpe, Robert Swift) respondeu uma série de e-mails. Aqui estão algumas respostas:

"Já que sou só um role player na NBA, o meu sucesso pessoal depende do sucesso do time, então ser campeão é o auge pra mim. Mas eu não costumo usar meu anel de campeão não, tenho medo de que ele caia do meu dedo. Talvez quando eu me aposente e vá a algum banquete eu use."

"Quando eu era mais novo não costumavam me zoar porque eu era ruivo como costumam fazer com outras crianças como eu. Mas é que eu sempre fui o mais alto da turma, aí ninguém mexia comigo."

Mas uma coisa que não tem em San Antonio e que tinha em Toronto é o trem. Sem seu transporte público, como Bonner iria andar pela cidade? Foi obrigado a comprar um carro. Comprou um Pontiac Grand Prix porque, segundo ele, tem espaço para as pernas e ao mesmo tempo gasta pouca gasolina, é econômico. E ele falou que não é pelo dinheiro, ele sabe que não ganha mais o salário mínimo dos novatos, mas ele gosta de carros econômicos porque pensa no meio-ambiente. É isso aí, Bonner, o Capitão Planeta da NBA. Vai Planeta!

No próximo texto falaremos do dia em que Bonner deu um drible que fez um adversário quase cair no chão e do dia em que ele fez um jogador o ameaçar de morte. Imperdível.

sexta-feira, 21 de março de 2008

22 vitórias seguidas é muito semana passada...

Um clássico dos jogos de PC e da NBA também


Começamos a semana com dois recordes históricos: a sequência de 22 vitórias seguidas do Houston e a sequência de 19 vitórias seguidas do Jazz em casa. E as duas marcas foram quebradas em poucos dias.

Primeiro foi o Boston Celtics que esmagou o Houston Rockets e acabou com o sonho das 23 vitórias seguidas do time do Danilo. O jogo foi um massacre, o primeiro tempo até que ficou disputado graças à empolgação do time do Houston com Chuck Hayes e a surpresa Mike Harris como destaques, mas não durou muito. No segundo tempo eu juro lembrar que passei uns 10 minutos sem ver uma cesta do Houston, a defesa do Celtics estava destruidora e o Rockets não teve chance. Um dos jogos mais esperados da semana de repente era uma lavada sem volta.

Mas isso não foi a maior surpresa, todo mundo sabia que o Celtics tinha time pra isso. O que a gente não sabia era que eles conseguiriam fazer isso menos de 24 horas depois de terem virado um jogo em que perdiam por 22 para o Spurs em San Antonio. E depois de dois dias eles ainda foram capazes de ganhar do Dallas Mavericks em Dallas! Sim, o Celtics foi ao famoso "Texas Triangle" e bateu os 3 times do estado em 4 dias, sendo que em dois jogos estavam sem Ray Allen!

E não é só isso, em três duelos contra o Pistons na temporada foram duas vitórias. Contra o Lakers, líder do Oeste, foram duas vitórias e as duas por lavada. E, pra completar, o Celtics não pode ser considerado time só de temporada regular, já que todo seu elenco tem tudo o que os especialistas dizem ser essencial para um time se dar bem nos playoffs. Eles tem mais de uma estrela, tem bons arremessadores, uma defesa forte (a melhor da NBA nos números), tem jogadores experientes e bons jogadores nos minutos finais. No jogo do San Antonio, foi Cassell quem decidiu, contra o Houston não foi nem necessário e contra o Dallas foi a vez de Ray Allen meter a bola decisiva. Sério, esse Boston tá mais impressionante que o célebre Corinthians de 98 com Edílson Capetinha, Marcelinho Carioca e Rincón, mete mais medo que o ataque dos 100 gols do Palmeiras e sua defesa é mais forte que aquela do Once Caldas.

E o Celitcs dominar todo mundo assim deixa uma questão perturbadora: será que, no ano do Oeste mais forte da história, será um time do Leste o campeão?

Acho que é o que tudo indica. O Celtics deve ter dificuldades contra as outras forças do Leste como Cavs, Orlando e principalmente o Detroit, mas em todos os casos o Boston tem o melhor elenco, entra como favorito e vai ter mando de quadra, então a lógica é vermos os verdes de volta às finais. Depois contra qualquer time do Oeste também vai ter o mando de quadra porque tem a melhor campanha no geral. O que pode dificultar a vida do Celtics são duas coisas: uma é o azar, que sempre pode aparecer e causar uma contusão, a outra é o que decide todos os playoffs, que é achar pelo caminho bem aquele time que você tem mais dificuldade em enfrentar. Já falamos nessa temporada do Utah, que sempre se ferra contra o Blazers, do Pistons, que tem muita dificuldade com o Bulls (foram duas derrotas para o Chicago e na vitória do Detroit eles tomaram 106 pontos, o segundo pior número do Detroit), do Mavs, que não pode ver o Warriors pela frente, e por aí vai. Ainda não sabemos quem é essa pedra no sapato do Boston, mas, como na final entre Lakers e Pistons em 2004, podemos só descobrir nas finais.

A outra marca que caiu foi a do Jazz. Eram 19 vitórias seguidas em casa e ontem tudo acabou porque o Kobe estava nervosinho. No fim do jogo com a vitória garantida, Kobe começou a olhar pra torcida, a mostrar pra eles a camiseta do Lakers e a gritar. Perguntado depois sobre o que tinha sido aquilo, ele respondeu: "Da última vez em que viemos aqui eles vaiaram o Derek Fisher sem razão nenhuma, então hoje o negócio era pessoal".

E era mesmo. Pra se ter uma idéia do que aconteceu no jogo, o Jazz venceu o segundo, terceiro e quarto períodos, mas não com diferença o bastante pra superar o 38 a 18 que o Lakers enfiou no primeiro. Lavada! Kobe jogou como deve jogar, envolvendo todo mundo e deixando o jogo chegar até ele, sem forçar demais, sem querer ser o herói como tentou contra o Houston.

O que impressiona ainda mais na vitória do Lakers foi que ela aconteceu logo depois de uma vitória sobre o Dallas fora de casa. Jazz e Mavericks são os dois times com menor número de vitórias em casa e os dois perderam na mesma semana para o Lakers sem Andrew Bynum e sem Gasol. Com certeza a mensagem foi dada, o Lakers é pra valer! Não é fogo de palha tipo o Guaratinguetá no Paulistão.

Sei com o que vocês estão sonhando agora, uma final de NBA entre Lakers e Celtics como nos bons tempos, ainda mais agora que os anos 80 estão tão na moda. Mas ainda é cedo. Tem muita coisa pra rolar, muitos times com chance e não duvidem se daqui alguns meses estivermos comentando mais uma final entre Pistons e Spurs.

Notas:

- Começou o torneio da NCAA, o mata-mata universitário americano. Eu até assisto mas não vou comentar muito por aqui porque não é minha praia. Quem acompanha de perto é o Texano, que escreve no Rebote e no DraftBrasil. Pelo o que ele escreve por aí, ele odeia tudo o que é feito aqui no Bola Presa, mas como é um fim de semana religioso e estamos de bom coração, recomendamos que quem goste acompanhe o torneio por esses dois sites.

- Em inglês vocês podem acompanhar nos sites de sempre como ESPN, NCAA e até no InsideHoops, que é bom porque tem apenas notas rápidas, ideal para quem quer apenas estar informado sem muitos detalhes.

- Tem entrevista do Leandrinho no site da NBA. É em português-com-sotaque (espanhol) mas dá pra entender tudo. Pra ler é só clicar aqui.

- Foi só eu comentar que o Miami ganhou e no dia seguinte eles vão lá e conseguem a terceira pior marca da história da NBA desde que o cronômetro de 24 segundo existe. Marcaram 54 pontos no jogo todo contra o Toronto. Tá bom que estavam sem Wade, Marion, Banks e Haslem e o Chris Quinn jogou todos os 48 minutos por falta de armador reserva, mas mesmo assim foi vergonhoso.

- Para baixar o jogo da imagem do começo do post é só clicar aqui. Mas cuidado, são enormes 193kb de arquivo e é capaz que você precise de um emulador do DOS.

- Já ultrapassamos o número ideal de candidatos para a liga de fantasy, mas vamos continuar aceitando inscrições pelo email até o fim do domingo. Depois disso começaremos uma seleção para definir os participantes. Se você não sabe do que estou falando, clique aqui e descubra.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Para não falar do Houston

Iguodala, agora, já anda até de bicicleta sem rodinhas


Eu não vou falar do fim da sequência de vitórias do Houston. Não, não vou. Vamos ver, com que outra coisa posso ocupar minha mente hoje? A bolsa caiu, a economia dos Estados Unidos está em crise, as manifestações pela liberdade do Tibet ficam cada vez mais violentas, a poluição de Pequim vai impedir quebra de recordes nas Olimpíadas, qual a melhor receita de bolinho de chuva? Mas pensar no fim da sequência de vitórias do Houston, não.

Bem, para parar de pensar no meu time e na bizarramente difícil disputa no Oeste, preciso pensar em algo que seja completamente diferente. Dominó, física quântica, Paulo Coelho? Não, não, nada é diferente o bastante. Vamos, então, olhar para a conferência Leste da NBA. Nada poderia ser mais diferente do Oeste do que isso.

Olha lá o Sixers em sétimo lugar! Hoje em dia as chances de estar entre os oito melhores na conferência Leste são as mesmas de sair na Playboy caso você seja uma participante de Big Brother. Ainda assim, não posso deixar de demonstrar meu espanto. Eles deveriam estar perdendo! Eles deveriam estar se reconstruindo!

O Knicks, por exemplo, montou um elenco para vencer imediatamente. Tem salários bilionários, trocou por Zach Randolph, queria ir para os playoffs nessa temporada sem falta e surpreender por lá. Nos mesmos moldes, o Miami Heat acreditava em voltar às finais da NBA e, uns tropeços depois, resolveu jogar tudo pro alto, no maior esquema "pisou na merda, abre os dedos". As duas equipes, Knicks e Heat, agora pensam única e exclusivamente no próximo draft.

O Pacers também vale uma menção por ser um time montado para vencer já há anos, se firmando em volta de Jermaine O'Neil, e que fez trocentas trocas para tentar conseguir o elenco ideal. O plano também deu terrivelmente errado, o time fede demais, mas ainda assim estão apenas 3 jogos atrás do Hawks, atual dono da oitava vaga. Culpa desse Leste asqueroso.

E o Sixers? O time da Philadelphia assusta porque é justamente o oposto. Assim que trocaram Allen Iverson, a intenção ficou óbvia: reconstruir o time, começar de novo, apostar em escolhas de draft, reduzir a folha salarial e então contratar outras estrelas em temporadas futuras. O único problema é que não deu tempo de colocar o plano em prática porque, ué, o time começou a ganhar agora mesmo! O Andre Miller é um dos casos mais interessantes dessa bizarrisse. Quando veio do Nuggets na troca do Iverson, muito se falou sobre uma futura troca para se livrar do armador "vovôzinho", mandando-o embora por escolhas de draft ou jovens talentos. Passou-se uma semana, duas, uma temporada inteira, e agora ficou claro que Andre Miller não vai a lugar algum. Aquele lance de reconstrução foi para as cucuias e manter a estrutura da equipe virou o mais lógico a se fazer. Sorte do Sixers, que se tivesse mandando o Dre embora, teria feito uma baita cagada. Você consegue pensar em dez armadores melhores do que ele nessa temporada? Eu não consigo, e enfio ele sem muito trabalho no meu Top 10, com gosto.

Tendo assistido a poucos jogos do Sixers, me sinto incapaz de explicar como esse elenco um tanto suspeito conseguiu vitórias (categóricas) em cima de Spurs e Pistons na mesma semana. Uma das razões tem que ser Thadeous Young, o novato de que ninguém nunca ouviu falar mas que de repente passou a ser titular da equipe. Com apenas 2,03 de altura, vem jogando de ala de força e só começa no banco contra times muito altos, dando lugar para Reggie Evans. O Evans, aliás, é o único cara na NBA capaz de pegar 20 rebotes num jogo e não fazer uma cesta sequer, achando tudo tremendamente natural. O novato Young (trocadilhos linguísticos à parte) ora é titular, ora vem do banco, está produzindo bastante no último mês e é o símbolo de um Sixers mais baixo, mais rápido e mais desconhecido. Trata-se de um time sem estrelas, sem carisma, sem liderança, completamente subestimado. O Andre Miller chuta traseiros e nem sequer é lembrado, o Iguodala é o Pippen sem o Jordan, e todo o resto do elenco é limitado, com papéis bem definidos. Fora que todo mundo é comportado e não coloca os cotovelos na mesa, sem as polêmicas da época de Iverson.

Talvez essa seja a última moda em sucesso na NBA. Deu certo por uns tempos com o Blazers, e foi o jogo coletivo e desprovido de estrelismo que levou o Houston a 22 vitórias seguidas (merda, eu jurei não ia falar deles!). Um monte de gente, com isso em mente, adora apontar os dedos para Iverson e Yao Ming e dizer que seus times jogam melhor sem eles. Em alguns casos pode até ser verdade, mas os motivos são complexos demais. Sem as estrelas o jogo precisa ser mais dividido, exige mais esforço coletivo, mais comprometimento com a defesa e com os planos de jogo, menos ego. Com Iverson, os outros jogadores podem assistir mais, deixá-lo isolado e portanto não se comprometer tanto com o jogo. Mas aí a culpa é do Iverson ou dos outros jogadores que, quando ele está em quadra, acham que podem relaxar e jogar Game Boy? A melhora da defesa do Houston sem Yao é porque ele atrapalhava tudo ou porque seus companheiros não se esforçavam tanto em marcar quando ele estava em quadra? Jamison respondeu a essa pergunta quando disse que o Wizards estava se esforçando mais na defesa sem o Arenas em quadra. Então a culpa é do Arenas, de ser uma grande estrela e portanto deixar os outros jogadores tranquilos e preguiçosos?

É sempre necessário pensar nisso antes de apontar times que melhoram sem seus grandes astros. E, além disso, vale uma dúvida pertinente: como será que o Iverson estaria se saindo nessa Conferência Leste tão patética nessa temporada? Será que o Sixers não poderia estar ainda melhor? Na noite de hoje, o Nuggets de Iverson enfrentará o Sixers e sua falta de estrelas. Espero que algumas dúvidas sobre as duas equipes sejam respondidas, e também que o Iverson seja muito aplaudido na Philadelphia. Se for vaiado, deveria pegar a faixa de campeão do Leste pendurada no ginásio, colocar debaixo do braço, e ir embora pra casa.

Como me recuso a falar de ontem (stress pós-traumático), o Denis deixou algumas notas sobre as partidas de ontem à noite:

- Na semana passada, o Pistons deixou um time fazer mais de 105 pontos neles pela primeira vez na temporada e mesmo assim venceram, foi no jogo em que fizeram 116-109 no Bulls. Ontem, eles tomaram mais de 105 de novo, foram 120 do fulminante ataque do Nuggets. Mas a defesa do Nuggets é tão ruim, mas tão ruim, que eles levaram 136. Run and Gun em Detroit não é todo dia, aproveitem!

- O Heat venceu!!! Sem Wade, sem Haslem, com 8 pontos do Marion, e venceram! Parabéns ao Milwaukee Bucks pela façanha de se deixar ser dominado por Chris Quinn e Earl Barron, a nova versão de Stockton e Malone.
O Miami, aliás, é o único time a conseguir passar uma temporada inteira sem deixar ninguém fazer mais de 105 pontos neles, foi na temporada do seu único título.

- No jogo do Blazers contra o Suns aconteceu um duelo épico. Ou pelo menos foi o que pareceu às duas da manhã. Foi entre Shaquille O'Neal e Joel Pryzbilla. O jogo estava morno, o Suns estava abrindo uma boa diferença e aí os dois começaram a discutir, a falar merda um para o outro e o resultado foi o Shaq motivadíssimo dando tocos, partindo pra cima do Pryzbilla em ganchos, cumprimentando pessoas nas arquibancadas, errando lances livres e tudo isso que ele faz tão bem! Abaixo vai o vídeo da discussão:

terça-feira, 18 de março de 2008

Prova incontestável

O Kevin Garnett às vezes faz xixi na cama


Lembra quando você achou a Roberta Close gatinha e aquele amigo estraga prazeres te trouxe uma foto, prova incontestável, de que ela era homem? Lembra quando você achava aquela menininha dos Hanson até que bonitinha e aí se deu de frente com a prova incontestável de que a banda é formada por três irmãos homens? Lembra quando você gostava da Vovó Mafalda e, ao ver suas pernas peludas, viu a prova incontestável de que ela era homem (ou então um gorila)?

Pois bem. O jogo de ontem entre Celtics e Spurs foi tipo isso: uma prova incontestável de que o time de Boston foi montado direitinho pra levar o anel de campeão da temporada para casa. Eu alopro o Spurs, eu digo que eles comem meleca, mas também admito que é nesses grandes confrontos que o Spurs se supera e joga pra valer. Não importa que agora, de repente, eles estejam lá embaixo na tabela surreal do Oeste. Contra o Celtics, eles iriam dar tudo de si para provar o que poderiam fazer numa futura Final da NBA. Eles realmente deram tudo e, ao contrário do já monotono e chato pra burro final convencional em que o Spurs ganha no finalzinho o jogo disputado e nem sequer sorri, dessa vez simplesmente não foi o suficiente.

O Celtics jogando no Leste é como ser a Dona Florinda e enfrentar o Seu Madruga todo dia. É covarde e não prova nenhuma competência fora do normal. Mas ontem foi diferente. O Boston tava tomando um pau, conseguiu correr atrás, tomou a liderança no final e acertou as jogadas que importavam nas horas mais decisivas. Tudo contra uma das maiores potências do Oeste. Só uma coisinha: por acaso eu citei que o Ray Allen nem jogou? A vitória em sua ausência é tão gritante quanto a perna peluda da Vovó Mafalda, não dá pra ignorar, e se olhar demais vai acabar até queimando tua retina.

Ninguém sentiu falta do Raio do Além justamente porque o time agora é ridículamente profundo e todo mundo tem três bolas no saco. O Celtics nada mais é do que um bando de gente que ama dar arremessos decisivos no último segundo (Pierce, Cassell, Rondo, até o Eddie House, meu deus!) e mais o Garnett, que não faz parte do grupo anterior nem um tiquinho sequer.

Os leitores mais "das antigas" do Bola Presa sabem que sou muito fã do Garnett (já fui acusado de ser puxa-saco dele aqui no blog com uso de palavras que não posso repetir antes das 22 horas). Se eu fosse o David Stern, criaria uma regra para o Garnett ser eleito o MVP todo ano só porque eu quero. Mas é que o Kevin Garnett faz de tudo, arremessa de longe, de perto, dá assistências, pega rebotes, joga uma monstruosidade na defesa e passa até aquele rodo esquisito para tirar o suor da quadra se for necessário, e tudo ao mesmo tempo. Mas, digamos assim, ele não é lá um grande fã de assumir a responsa no final dos jogos. E eu não vejo porque criticá-lo por causa disso. É apenas uma hora em que ele prefere passar para o lado e deixar alguém sair com a honra. É só uma característica sua. É só um caso de humildade! (cof, cof!)

Ontem, contra o Spurs, o Garnett quase colocou tudo a perder errando arremessos fáceis, todos completamente livre, em momentos cruciais do último período. Comecei a achar que o San Antonio estava deixando o KG desmarcado de propósito, e pode até ser verdade, vai saber o que se passa naquela mente insana do Gregg Popovich. Mas tudo bem, Sam Cassell é a nova adição do Boston justamente para essas horas. Ele nasceu para jogar em times bons, nasceu para ir para os playoffs, para brilhar no quarto período. E foi justamente o que ele fez na primeira oportunidade, no primeiro jogo importante em que ganhou minutos. No entanto, seu coleguinha de armação, Rajon Rondo, não foi para o banco deixar Cassell jogar. Ficou em quadra junto porque estava jogando bem demais. O Rondo é tão rápido, pensa tão depressa, que o corpo nem sequer acompanha, ele está sempre tropeçando nas próprias pernas. É o preço a se pagar pela velocidade sobre-humana que ele tem. Isso ou então o Denis tinha razão quando comentou ontem comigo, durante o jogo, que o Rondo deveria trocar as travas da chuteira. De todo modo, foi um rebote ofensivo de Rondo que selou a vitória. Um rebote lindo, pra deixar até o Jason Kidd com inveja. Impossível deixar de pensar que esse moleque vai ser grande um dia. Principalmente se parar de enroscar a perna direita na perna esquerda.

Agora, com uma moral destruidora, o Celtics enfrenta o Houston e seu recorde de 22 vitórias seguidas. Caso o Houston ganhe, será também uma prova irrefutável de que o Rockets pode ser campeão da NBA nessa temporada? Ou será apenas a prova de que o Houston tem sorte demais em enfrentar adversários desfalcados, afinal Ray Allen não deve jogar essa noite? Seja qual for sua resposta, o jogo de hoje é imperdível. E uma vitória vermelha vai, já aviso, certamente acordar os meus vizinhos.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Opostos de emoção

Nem minha mãe aponta o dedo assim pra mim

...

por Denis


Ontem eu perdi.

Meu Lakers foi derrotado e o Houston não só conseguiu sua VIGÉSIMA SEGUNDA vitória seguida como ainda é o líder do Oeste. Vamos começar a falar do jogo diminuindo a moral do adversário, pra ele não ficar se achando muito.

Nesses 22 jogos o Rockets só pegou 9 times com mais vitórias do que derrotas, o resto era tudo fracassado. Quando pegou os times fortes, deu sorte. Pegou Dallas sem Dirk, Hornets sem West e Lakers sem Bynum e Gasol. Mas acho que as críticas acabam por aqui, a verdade é que eles estão jogando muito.

Afinal, se o Lakers estava sem Bynum e Gasol, que pelo jeito ficará duas longas semanas fora, o Houston está sem Carl Landry e Yao Ming, deixando o confronto igualado em contusões e igualmente sem pivôs. O Lakers começou com o Turiaf como seu jogador mais alto e o Rockets começou com o Mutombo, mas não levou muito tempo até o homem de 90 anos sair e o Scola se tornar o único cara de garrafão, assim como depois o Turiaf saiu e o Lakers jogou uns bons minutos com o Odom como jogador mais alto. Foi um típico "small ball" digno de um Suns e Warriors, mas forçado por contusões.

O começo do jogo foi feio para ambos os times mas o Rockets pulou na frente com arremessos de três. Muitos deles do Rafer Alston, que eu gostava quando era "Skip To My Lou" na And1 e odeio desde ontem. O Lakers ficou no jogo graças ao Kobe, que estava concentrando o jogo nele e acertando boas bolas.

Mas tudo mudou no segundo quarto e eu resumo tudo em uma palavra e alguns tópicos: confiança.

1 - A confiança do banco do Houston. Todo mundo entrou com sangue nos olhos e batia pra cima da defesa do Lakers sem dó. Todo mundo jogou bem, começando por Bobby Jackson e indo até o recém-contratado Mike Harris. A quantidade de rebotes ofensivos foi de dar vergonha pro Lakers.

2 - A confiança da torcida do Houston. Depois de 21 vitórias seguidas eles acostumaram e parecia que sabiam que a vitória, cedo ou tarde, chegaria.

3 - A confiança nos companheiros. Enquanto o Houston trocava passes sem parar, realmente lembrando o Kings do Rick Adelman do começo da década, o Lakers era o oposto. Eram quatro caras sem movimentação alguma olhando o Kobe forçar arremessos como um demente.

E fazia tempo que eu não ficava tão bravo com o Kobe. Tava mais bravo com o Kobe do que os torcedores do São Paulo com o juiz depois dos três pênaltis ontem. O Kobe simplesmente estava ignorando os seus companheiros e, como resposta, eles estavam parando de se movimentar e de executar as jogadas. E não é a primeira vez que isso acontece nesse ano, não. Em geral, o Kobe tem jogado muito bem e chamado o jogo só quando necessário, mas no jogo contra o Celtics e no de ontem, dois jogos contra os "times do momento", em rede nacional, o Kobe quis dar uma de fodão e tentou resolver tudo sozinho desde o primeiro quarto. O resultado foram 24 pontos em 33 arremessos. Péssimo.

O Lakers voltou pro jogo no terceiro período quando o time jogou como um time mesmo. Com muita defesa e ótimas trocas de bola que envolveram principalmente Odom e Fisher, o time voltou pro jogo. Mas na hora que era pra virar, entraram as bolas de 3 do Rafer Alston de novo. E no quarto e decisivo período foi a vez de Tracy McGrady, que passou quase 30 minutos do jogo zerado, chamar a responsabilidade e decidir o jogo, seja com pontos, seja com assistências. Mais uma vez, assim como no jogo contra Hawks e Bobcats, o Rockets não fez grande atuação mas fez o que devia na hora em que devia. Era só o Lakers ameaçar que o Rockets metia bolas de três, bandejas, rebotes ofensivos. Jogaram como um time vencedor, que mesmo nos piores momentos estão focados em vencer.

Agora o Houston tem uma sequência de jogos terrível! Pega o Celtics em casa e depois pega fora Hornets, Suns e Warriors. Acho que em algum momento desses jogos a sequência de vitórias acaba, mas também acho que eles têm time e confiança para se manter nas primeiras posições do Oeste por um bom tempo. Quem deve cair é o Lakers, que sem pivô não tá jogando nada, e como o Spurs sabe bem, é fácil cair de primeiro para sexto no Oeste em menos de uma semana.

Mas se o Lakers e Rockets foi um jogo emocionante e divertido, apesar de nenhum dos dois times estarem lá muito inspirados, teve um outro jogo em que um time estava inspirado até demais...

...

por Danilo


... trata-se da partida entre Nuggets e Sonics. Extasiado com a vitória do meu Houston, assisti a esse outro jogo histórico, mas que foi o exato oposto: rápido, fluido, mas também completamente sem emoção.

Todo o ritmo do jogo, que acabou com o placar de 168 a 116 para o Denver, pode ser resumido na atuação do Marcus Camby. O pivô do Nuggets pegava um rebote defensivo e, ao invés de passar para um companheiro de equipe (em geral o armador) levar a bola para o ataque, resolveu que tudo isso era muita frescura e que ele podia cuidar de tudo sozinho. Camby pegava o rebote, saia correndo para o ataque como um participante de BBB no cio, e então arremessava ou passava para alguém embaixo da cesta. O resultado? Foram 13 pontos, 15 rebotes e 10 assistências em apenas 26 minutos para o primeiro "point center" (ao invés de point guard) que eu já vi jogar.

Se a impressão era de que o Camby estava brincando, desrespeitando o Sonics (principalmente quando, tentando puxar contra-ataques, perdeu duas bolas seguidas e nem se importou), isso não era nada perto do clima geral da partida. Foi como se os dois times tivessem se encontrado antes do jogo e concordado com algumas regras:

"Vamos fazer assim, não vale defender, tá bom? Não poder ter ninguém grande embaixo do garrafão de defesa! Quem tomar cesta tem que repor a bola em jogo imediatamente tacando pro meio da quadra, e quem pegar a bola tem que correr. Se algum time levar mais de 10 segundos pra arremessar, perde o jogo. Que tal? Vai ser divertido, não vai? Não vai?"

Bem, divertido até que foi. Os dois times correram demais, atacaram demais, o placar parece piada de estagiário do site da NBA.com, e ninguém parecia estar se importando com absolutamente nada. Foi só quando o Nuggets parecia perto de quebrar recordes (tanto Celtics quanto o Suns já fizeram 173 pontos no tempo regulamentar há decadas atrás) que o negócio até ficou emocionante, com os reservas jogando para entrar no livro de história. Foi um espetáculo ofensivo, foi divertido, mas foi um pouco demais para o meu gosto. É tipo comer tanto chocolate que sua língua parece que vai cair e você tem vontade de vomitar. Lá pela quinta ponte-aérea completada do Nuggets, ainda no primeiro quarto, eu já estava começando a ficar irritado. Quando o Atkins errou uma bola de três pontos no estouro do cronômetro que poderia ter deixado o Nuggets com 51 pontos ao fim do PRIMEIRO QUARTO, eu já estava com saudades de assistir um Pistons e Spurs.

Espero que o fato de o Sonics ter o pior garrafão defensivo da NBA não faça todo mundo esquecer que a defesa do Nuggets também foi uma piada. Os dois times jogaram com as mesmas regras, com a mesma defesa risível e esburacada, e se o placar teve 52 pontos de vantagem para o time de Denver ao final do jogo, foi só por simples questão de talento ofensivo: Iverson e Carmelo são potências no ataque, e o Johan Petro do Sonics tem talvez o arremesso mais feio que eu já vi numa quadra de basquete.

Quando o Nuggets fica quente (sem trocadilhos culinários), não tem como segurar o time. Eles passam por cima, atropelam, porque fazem mais pontos do que o placar pode computar e quando um dia eventualmente chegarem a quatro dígitos, vai dar um bug e o universo vai implodir. O problema é que basta a noite não ser tão boa assim para que sua defesa seja incapaz de garantir o jogo. Como o Houston provou nos três últimos jogos, você pode estar em dias ruins, pode jogar mal, pode não acertar nem o pé dentro da meia, mas a defesa vai garantir o resultado. Aí, quando o dia é bom e as bolas caem, você ganha sem maiores dores de cabeça. Do jeito que está, o Nuggets pode ter médias de 163 pontos por jogo e vai continuar como se encontra: fora dos playoffs.

domingo, 16 de março de 2008

Basquete Fantasia

Onde só os números importam, não há ninguém melhor que o rei


Antes de tudo, desculpem-me pela falta de posts meus na última semana. Acho que o Danilo até falou, mas foi um problema no meu computador que me fez ficar sem escrever aqui e sem minha coluna semanal no Basketbrasil, mas agora parece estar tudo resolvido e, felizmente, logo antes do Lakers enfrentar o Rockets do Danilo no jogo que eu chamo de "Bola Presa Classic" ou "Bola Presa Bowl", e aposto que o Kobe chama o jogo do mesmo jeito.

Mas não estou aqui pra falar desse jogo, disso vamos falar amanhã, depois. Hoje é hora de falar de um jogo de mentirinha, um que não acontece exatamente nas quadras. Hora de falar de Fantasy Basketball.

No começo da temporada eu fiz uma enquete perguntando quem, entre os leitores do blog, tinha o hábito de jogar fantasy basketball. O resultado foi desanimador, algumas pessoas jogavam, um número um pouco maior não jogava e um maior ainda não sabia nem o que era. Então vou explicar o que é e fazer uma proposta para vocês depois.

Os jogos de Fantasy são uma febre nos EUA em todos os esportes, começou com o baseball muito tempo atrás e depois veio o basquete, então outros esportes e com a internet isso virou fênomeno; são inúmeros sites que oferecem os mais diferentes tipos de ligas. O princípio de todas elas, em todos os esportes, é o mesmo: você monta um time usando jogadores de diferenetes times, os junta e enfrenta outros times montados da mesma forma, ganha quem faz mais pontos e os pontos são definidos pela performance dos jogadores reais na quadra.

Por exemplo, você monta um time de Fantasy Basketball assim:
PG- Steve Blake
SG- Jamal Crawford
SF- Corey Maggette
PF- Ronny Turiaf
C- Dwight Howard

O time é montado via draft, que, dependendo de que site oferece, o draft pode ser via e-mail, ao vivo ou com listas pré-determinadas. E aí seus resultados virão dos resultados que esses cinco jogadores tiverem em seus respectivos jogos.

As estatísticas contadas variam de liga pra liga, o que é uma coisa legal porque dá pra agradar todo mundo. Pode-se contar pontos, rebotes, assistências, roubos, tocos, porcentagem de arremessos, bolas de 3, lances-livres, turnovers (como ponto negativo), faltas (também) e também há quem dê valores a cada item, então tocos podem valer mais do que pontos por serem mais raros. Ou seja, você escolhe as estatísticas que prefere e monta a liga do seu jeito.

O jeito que eu mais gosto é o mais simples possível, você simplesmente soma os pontos, rebotes, assistências, roubos e tocos. Então nosso time, na última rodada da NBA, seria assim:

PG- Steve Blake - 6pts, 3rebs, 7assts, 0roubos, 0tocos = 17 pontos de fantasy

SG- Jamal Crawford - 23pts, 3rebs, 5assts, 3robos, 1toco = 35 pontos de fantasy

SF- Corey Maggette - 24pts, 5 rebs, 3assts, 0roubos, 0tocos = 32 pontos de fantasy

PF - Ronny Turiaf - 1pt, 6rebs, 4assts, 0roubos, 0tocos = 11 pontos de fantasy

C - Dwight Howard - 18pts, 12rebs, 1asst, 0roubos, 3tocos = 34 pontos de fantasy

No tipo de liga que eu jogo, você somaria todos os pontos de fantasy de todos os cinco jogadores e teria os pontos de fantasy do time, que no caso seriam 129 pontos. Aí era só ver o que o time adversário fez e ver quem ganha. Antes da temporada começar se define quando os times irão se enfrentar e em geral existem ligas de 10 até 30 times.

Mas pode-se usar os números de outro jeito também, pode-se contar por categorias. Funciona assim: são definidas algumas categorias a serem consideradas e ganha quem teve mais categorias vencedoras. Por exemplo, escolhe-se sete categorias (é bom ser número ímpar para não dar empate), como pontos, rebotes, assistências, roubos, tocos, porcentagem de arremessos e turnovers, sendo que turnovers ganha quem tem menos. Então ao invés de somar todos os pontos, somam-se só os pontos, depois só as assistências e assim por diante, e depois é só comparar com os do time adversário. Quem fez mais pontos ganha um ponto, quem deu mais assistências ganha outro e assim por diante, até serem distribuídos os sete pontos das sete categorias.

Resumindo, existem infinitas formas de se jogar Fantasy Basketball, é só escolher e achar sua favorita e aí usar os jogadores adequados pra cada uma delas, o que é bem legal de fazer. Se você joga por categorias é bom escolher um especialista em tocos ou em roubos na hora de montar sua equipe; se for somente somando tudo, é importante pegar jogadores pontuadores, já que simples 15 pontos valem tanto quanto ótimos 15 rebotes. O que todas tem em comum é só o fato de todas usarem os resultados, as estatísticas do que acontece em quadra, para resolver os jogos virtuais.

O convite que eu queria fazer para vocês é para participar de uma liga de Fantasy do Bola Presa. Queremos fazer nossa própria liga, com nosso site, só entre leitores do Bola Presa. A idéia inicial é fazer uma liga simples, das que simplesmente se somam todos os números, mas isso pode ser discutido. Outra idéia é fazer algo que se chama "Keeper League", que é um termo usado para quando você tem seu time e o utiliza por várias temporadas seguidas. Nos jogos normais, da maioria dos sites, quando você acaba sua temporada o time acaba também e na temporada seguinte você faz o draft de novo, em uma "keeper" você mantém seu time para a temporada seguinte, dando importância então para o ato de ter jogadores jovens no seu time.

Outra idéia é, para deixar a liga mais complexa, levar em consideração os salários dos jogadores. Então você terá que montar o seu time pensando no melhor resultado mas sem se descuidar do futuro da equipe, já que você a manterá por anos, e sem tirar o olho dos salários dos jogadores, para não ultrapassar o teto salarial da liga.

Quem estiver interessado em participar dessa liga que planejamos começar logo para a temporada que vem, utilizando essa intertemporada para montar o site, as equipes e discutir as regras, é só mandar um e-mail para o nosso email bolapresa@gmail.com com o assunto "Fantasy". A idéia inicial é fazer uma liga que tenha entre 24 e 30 times, contando com o meu time e o do Danilo, claro. Se muita gente quiser participar faremos uma seleção, conversaremos com quem está interessado, se não, quem se inscrever está dentro. É só mandar o seu e-mail se dizendo interessado e começaremos a discutir tudo para que na temporada que vem o Bola Presa tenha uma liga de Fantasy Basketball.

Podem usar também os comentários ou o próprio e-mail para tirar dúvidas sobre Fantasy Basketball e sobre a liga. Espero ter ajudado quem não sabia o que era Fantasy. E participem!