segunda-feira, 30 de junho de 2008

Análise do Draft 2008 - Parte 2

Se você não leu a parte 1 da nossa análise do Draft 2008, você é um bundão e deve ler lá agora mesmo, afinal a parte 1 é a mais importante, foi lá que analisamos as escolhas dos 10 primeiros times a selecionar na noite do draft. Hoje analisaremos aqueles times que em geral não são nem tão bons e nem tão ruins, os meio-termo que escolheram da posição 11 até a 20.

Se mesmo chamado de bundão você não clicou no link acima e leu a parte 1 da análise do Draft 2008, aqui está uma explicação do que significam os Selos de Qualidade Bola Presa:





Alinne Moraes - Melhor impossível.


Paola Oliveira - A Scarlett Johansson brasileira não é a Scarlett Johansson, mas mesmo assim ainda tá bom.

Kelly Key - Tem seus defeitos, dá pra tirar sarro. Mas ninguém aqui recusava.

Aquela mina da balada - Nada de mais, mas na situação era o melhor disponível.

Mulher Melancia - Bom por um lado, ruim por outro.

Traveco do Ronaldo - Chuta que é macumba. Não poderia ser pior.



...

11. Indiana Pacers
Jerryd Bayless, PG/SG


Em trocas:
adicionaram:
TJ Ford, PG
Maceon Baston, SF
Rasho Nesterovic, C
Nathan Jawai, PF/C
Roy Hibbert, C
Brandon Rush, SG/SF
Jarret Jack, PG/SG

perderam:
Jerryd Bayless, PG/SG
Jermaine O'Neal, PF/C

Um dia bem movimentado para o Indiana Pacers.
Começaram com a notícia de que trocaram Jermaine O'Neal por TJ Ford e mais um bando de lixo industrial. Já comentei nesse post aqui essa troca e repito, foi ótima para os dois lados. O Pacers ganhou um armador rápido, talentoso e que pode se encaixar bem no esquema ofensivo e veloz de Jim O'Brien. Mas daí pra frente o dia não foi tão bom assim.

No draft eles tiveram o rabo grande de pegar o Jerryd Bayless. Muita gente achava o Bayless o melhor armador do draft, contando as duas posições de armação, depois de Derrick Rose e OJ Mayo. Não é à toa que era quase certeza que ele ia parar no Sonics. Mas como bem alertou o jornalista Chad Ford da ESPN, se o Bayless não fosse pego por Sonics ou Clippers, era bem possível que ele caísse nas mãos do Pacers ou do Kings, ele botava mais fé no Kings justamente por causa da troca do TJ Ford.

Mas eu fiquei feliz com a escolha do Bayless mesmo com o TJ Ford já no time. Muitos dos que assistiram ao Bayless jogar afirmam que ele é o tipo de jogador que sabe jogar de armador principal mas se daria muito bem como segundo armador, tipo o Monta Ellis. Isso daria uma dupla de armação com TJ Ford e Bayless, que ao lado de Granger e Dunleavy poderiam formar um time bem competitivo e que contaria com a evolução de Bayless e Granger pra ver até onde iriam chegar.

Mas não foi assim que acabaram as coisas, surpreendentemente eles trocaram o Bayless com o Blazers pelo recém-draftado Brandon Rush (irmão do Kareen Rush, também no Pacers) e pelo Jarret Jack. O Brandon Rush tem tudo pra se adaptar ao Pacers também, é ótimo arremessador e jogador maduro, não é um erro ter trocado por ele. Assim como Jarret Jack é muito bom e será ótimo reserva para o TJ Ford, liberando o Tinsley para uma troca. Só que eu acho que sempre devemos tentar sair com o melhor jogador da troca. O Pacers nesse caso optou por ter dois bons jogadores em um bom elenco do que ter um cara que tinha tudo pra ser excepcional. Foi o oposto do que o Grizzlies fez trocando Kevin Love e Mike Miller só pra ter o talento extraordinário do OJ Mayo na sua equipe.

Para compensar, as outras duas escolhas foram boas. Usando escolhas ganhas do Raptors na troca do Jermaine O'Neal o Pacers tenta ocupar o garrafão, principalmente com Roy Hibbert. O Hibbert não é nenhum fenômeno mas aprendeu muito depois de passar 4 anos na faculdade, algo raro hoje em dia nos jogadores da NBA, e é bem alto, bom reboteiro e excelente nos lances livres (acerta 80%). Tendo como competidores David Harrison, Jeff Foster e Rasho Nesterovic, não se surpreenda se Hibbert for titular já no meio da próxima temporada.

Você pode questionar as escolhas do Pacers porque no futuro o Bayless pode ser bem melhor que o Brandon Rush, mas o Pacers sai sim com bons jogadores. Selo Kelly Key pra eles.


12. Sacramento Kings
Jason Thompson, PF
Sean Singletary, PG
Patrick Ewing Jr, PF


A escolha do Westbrook pelo Sonics foi a primeira escolha inesperada. A do DJ Augustin pelo Bobcats a primeira que ninguém entendeu direito. Mas a do Kings com Jason Thompson foi a primeira "Que porra é essa, viado?" do draft 2008.

O cara nunca foi julgado como mal jogador por ninguém que cobria o draft 2008, mas as projeções mais otimistas pro garoto colocavam ele pra lá da 15° escolha. Eu, pessoalmente, coloquei ele na 29° posição na minha previsão. Os jornalistas da ESPN, ainda durante a transmissão do Draft, foram falar com Reggie Theus, técnico do Kings, para entender a escolha, e o técnico foi bem claro:

"Chamamos ele duas vezes para treinar conosco e assistimos mais um treino dele com o Warriors em Oakland. E ele foi o melhor homem de garrafão que vimos treinar em toda a preparação para o draft."

É, quem sou eu pra julgar daqui de São Paulo sendo que o cara viu os treinos dele? Além disso, já faz um tempo que o Kings busca jogadores bons para o seu garrafão, afinal Brad Miller está cada vez mais velho, Kenny Thomas e Shareef Abdur-Rahim não jogam mais metade do que já jogaram e o draft do ano passado, Spencer Hawes, ainda tem muito o que evoluir. Pra falar a verdade, o melhor jogador de garrafão (talvez, para alguns, tirando o Brad Miller) do Kings no ano passado foi o Mikki Moore, que não é lá essas coisas. Um draft arriscado perante os fãs, já que escolheram um cara relativamente desconhecido, mas que parece ter sido feito com muita consciência.

Na segunda rodada o time atacou os dois problemas da equipe. Um deles é a armação, já que o titular do ano passado, Beno Udrih, ainda não disse se volta com o time ou se vai para outro lugar, o amaldiçoado Clippers é uma opção.

O outro problema é o já citado garrafão. Já que tem gente velha, gente ruim e gente que eles querem trocar de qualquer jeito, o negócio é apostar na garotada. E nada melhor do que um cara que já chega com nome, como Patrick Ewing Jr. Ele só ganharia um 21 do pai se o velho Ewing deixasse o garoto vencer, ele não tem 1/10 do talento do papai, mas sabe defender, é grande, pula muito alto e sabe pegar rebotes, às vezes é só disso que você precisa pra ter um espaço na rotação de um time, né, Reggie Evans?

Selo Paola de Oliveira porque eles draftaram um cara da posição certa e com talento. Talvez não aquele talento que eles realmente precisem pra ser um novo time, mas tentaram, vai.


13. Portland Trail Blazers
Brandon Rush, SG/SF
Darrell Arthur, PF
Omer Asik, C
Joey Dorsey, PF


Em trocas:
adicionaram:
Jerryd Bayless, PG/SG
Nicolas Batum, SF

perderam:
Omer Asik, C
Joey Dorsey, PF
Darrell Arthur, PF
Brandon Rush, SG/SF
Jarret Jack, PG

A primeira vista o Portland perdeu mais jogadores do que ganhou, mas analisando mais a fundo você vê que talvez o Blazers tenha saído com os dois melhores jogadores de todos os negócios. Claro que Brandon Rush e até o Darrell Arthur podem ser melhores que o Nicolas Batum, mas o francês parece ser bom mesmo. Além disso, é melhor não duvidar do time que dá show pelo terceiro ano seguido em drafts.

Em 2006 eles deram um rolo em todo mundo e sairam com os dois melhores jogadores daquele ano, LaMarcus Aldridge e Brandon Roy. No ano passado eles conseguiram a façanha de achar alguém que queria o Zach Randolph e pegaram o Greg Oden. Por fim, em 2008, passam de time que tinha uma distante 13° posição, para ser o time que pegou o Jerryd Bayless, que um dia antes do draft era certeza de 4° escolha e de talento inegável. E não é como se o Blazers tivess gastado muito para ter ele, custou apenas sua própria 13° escolha e Jarret Jack, talentoso mas dispensável armador.

Com essas trocas o Blazers tem um dos elencos mais completos e jovens de toda a NBA. O garrafão tem Oden, Pryzbilla, Aldridge e Frye. Nas alas os precisos arremessadores Webster e James Jones, além de um dos líderes da NBA em pontos no quarto período, Travis Outlaw e do recém-chegado Rudy Fernandez, espetacular espanhol, um dos melhores jogadores em atividade na Europa. E na armação eles tem o também espanhol Sergio Rodriguez, o "Steve Nash dos pobres" Steve Blake, o All-Star Brandon Roy e o draftado Jerryd Bayless, que pode fazer dupla com Roy de titular ou vir do banco para qualquer uma das posições de armador.

Garanto que muito torcedor aí queria ser torcedor do Blazers numa hora dessas.


14. Golden State Warriors
Anthony Randolph, SF
Richard Hendrix, PF

Parabéns para o Warriors por draftar nosso querido Richard "Foxxy Lady" Hendrix. Vou torcer pra eles nessa temporada!

A escolha de Hendrix, aliás, foi bem parecida com a da primeira rodada, a de Anthony Randolph. Os dois são jogadores de físico impressionante, os dois são reboteiros, agressivos e vem cobrir a necessidade do Warriors de jogadores que possam jogar no garrafão, marcar os gigantes do outro time e mesmo assim não fazer o time perder sua característica de velocidade. A única diferença entre os dois é o talento mesmo, Anthony Randolph parece mais completo e mais dotado fisicamente (não me entendam mal!) do que Hendrix. Mas nada que a força nominal não compense.

Se bem que, pensando bem, quem vai resolver esses problemas para o Warriors é o Brandan Wright, draft do ano passado. Isso porque o Don Nelson prometeu pra mãe dele em seu leito de morte que nunca colocaria novatos para jogar. Então esperaremos um ano até ver os dois em ação, enquanto isso aproveitamos Brandan Wright e Marco Belinelli.

Draft discreto mas bem feito do melhor time de todos os tempos a não ir para os playoffs.


15. Phoenix Suns
Robin Lopez, C
Goran Dragic, PG


Como disse o Danilo no dia do draft: "O Phoenix terá um pivô reserva? É o fim dos tempos!".

Na era Steve Nash o Suns chegou a ter o Boris Diaw como pivô titular, então ter um pivô reserva sempre foi algo estranho no Suns, o máximo que eles tiveram foram antigos alas de força improvisados, como o Kurt Thomas e o Brian Skinner.

Mas agora, sem D'Antoni no time, o Suns precisa de pivôs e no draft eles conseguiram um bom jogador que pode ajudar o time nos rebotes, nos tocos e em deixar o Shaq no banco o máximo de tempo possível, para ele chegar aos playoffs saudável. O time não está completo, ainda não tem um reserva para o Nash, ainda faltam mais opções de banco em outras posições, como na de ala, onde o time ficou perdidinho nos playoffs na série contra o Spurs quando Grant Hill estava machucado e Amaré Stoudemire estava com problemas de falta.

Selo Paola de Oliveira porque o Suns pegou um jogador da posição que queria, embora não seja um cara que realmente possa fazer tanta diferença no elenco.


16. Philadelphia 76ers
Mareese Speights, PF



Escolha simples, básica e fashion pelo Philadelphia 76ers. A posição mais carente do time era a de ala de força e eles pegaram um ala de força. Além disso, Mareese Speights, além de ter um nome bacana, tem como características tudo o que o Samuel Dalembert não tem, deixando o Sixers com um garrafão mais completo.

Quem conhece o jogador afirma que ele tem um bom arremesso de meia distância, é ótimo no pick-and-roll e até bom passe ele tem. Seu defeito é não ser talentoso o bastante para criar seu próprio arremesso, mas pedir isso na 16° escolha talvez fosse demais mesmo, nada que Andre Miller na armação não resolva.

Na pior das hipóteses é um promissor reserva para Reggie Evans e Sam Dalembert, boa escolha do Sixers.


17. Washington Wizards
JeVale McGee, C



Era óbvio que o Wizards ia escolher um cara para seu garrafão, a dúvida era quem. E optaram por JeVale McGee, um dos melhores nomes de todo draft 2008.

Não que a concorrência de Brendan Haywood seja uma das coisas mais difíceis de se superar, mas não vejo um pivô novato começando tão bem assim, o Wizards terá que pelo menos esperar alguns anos para ver no que dá. O que pode dar, segundo o nbadraft.net, é meio assustador. Segundo eles o McGee pode ser o novo Andrew Bynum ou o novo Patrick O'Bryant, ou seja, eles não tem a menor idéia se o que o cara mostra hoje em dia é o máximo de talento dele, o que não é o bastante para jogar na NBA, ou se ele ainda não começou a se desenvolver e tem um futuro brilhante pela frente.

Já que fica difícil julgar um cara que nem os especialistas sabem no que pode dar, posso apenas dizer que no lugar deles draftaria o Kosta Koufos, que pelo menos parece mais pronto para contribuir na NBA. O Wizards perde há 3 anos na primeira rodada dos playoffs, não podem se dar ao luxo de ficar esperando um manézinho se desenvolver, eles precisam de gente que possa contribuir agora.


18. Cleveland Cavaliers
J.J. Hickson, PF



Linguagem de sites de draft:
Jogador forte, atlético, que corre muito bem para um jogador de sua altura e força. Seu repertório de jogadas de garrafão é decente para um jogador da sua idade. É perigoso quando recebe a bola de frente para a cesta por causa de sua velocidade e de ótimo primeiro passo nas infiltrações.

Linguagem popular:
O mané é um mamute de tão forte mas só enterra, não faz mais nada.

Não resolve os problemas do Cavs mas também não parece ser um cara fadado ao fracasso. Pode ser um meio termo entre os melhores e piores jogadores com essas características de jogo, Kenyon Martin e Stromile Swift.


19. Orlando Magic
Courtney Lee, SG



Depende de quem analisa o Magic, eles têm problemas diferentes. Alguns acham que eles deveriam se focar no garrafão, já que não se sabe como Tony Battie voltará de contusão e porque o único reserva de Dwight Howard é o patético mais bem pago do mundo, Adonal Foyle. Além disso, usar Rashard Lewis na ala-de-força causava problemas de marcação para os times adversários no ataque, mas na hora de defender era o Magic que tinha dificuldades.

Já outros acham que o grande problema do time era na posição 2, já que Keith Bogans não é o cara que você imagina como titular em um time campeão da NBA. O Magic escolheu Courtney Lee e acho que foi uma escolha perfeita. Keith Bogans, além de Keyon Dooling e Carlos Arroyo, é Free Agent e todos eles podem dar o fora do Magic. Além disso, Courtney Lee é bom justamente no que faz o JJ Redick nem ser cogitado como titular nesse time: defesa. Após o draft, o próprio técnico Stan Vun Gundy disse que eles estavam encantados com a defesa de Lee.

Para o problema de garrafão o Magic pode apostar nos Free Agents, essa temporada está cheia de pivôs e alas de força em busca de time e alguns, apesar de não terem lá muito nome, podem se dar bem como reservas de Dwight Howard, jogando alguns minutos por jogo. Na lista desse ano alguns dos nomes que poderiam agradar o Magic são: DeSagana Diop, PJ Brown, Theo Ratliff, Kwame Brown, David Harrison e Francisco Elson.


20. Utah Jazz
Kosta Koufos, C
Amte Tomic, C
Tradija Dragicevic, PF


Comentaram aqui no blog que o Utah Jazz vai ser o time com nomes mais legais na NBA, e não dá pra discordar, afinal eles draftaram o Kosta Koufos, que foi nosso eleito como o melhor nome de todo o Draft 2008.

O pivô veio da mesma faculdade que Greg Oden e, apesar de não parecer tão bom quanto o seu antecessor, parece bom jogador. Tem arremesso de meia-distância, bons movimentos de garrafão e defende muito bem. A maior crítica a seu jogo era o que as pessoas por aí chamam de "Síndrome de Gasol", que significa que seu jogo fica menos eficiente quando ele enfrenta jogadores mais fortes que ficam trombando com ele o tempo todo. Ter um cara desses no Jazz parece heresia, mas é bom ter jogadores assim num time, jogadores mais finesse. Os torcedores do Jazz podem ficar tranquilos que o Matt Harpring e o Carlos Boozer trombam por eles e pelo time todo.

Ótima escolha do Jazz, pode ser o pivô reserva que eles queriam que o Baby fosse. Com Boozer, Okur, Millsap e Koufos, o garrafão do Jazz, que já era um dos melhores da NBA, fica ainda mais forte.

...


Você deve estar se perguntando "como assim o Jazz está com um '20' do lado se eles tiveram a 23° escolha?".

É o seguinte, estou analisando todas as escolhas do time. Então pulei a 17°, do Pacers, porque já tinha falado deles antes, mesma coisa com o Bobcats e sua 20° escolha. Explicado? Então até a próxima análise em que falaremos sobre o resto dos times e suas ações (ou falta de ações, né, Lakers?) no Draft 2008.

domingo, 29 de junho de 2008

O vencedor da promoção Mock Draft 2008

Olá, galerinha irada!

Esse fim de semana foi ocupado e não deu pra editar e publicar a continuação da análise do draft. Mas teremos nessa segunda-feira a segunda parte da análise, na terça-feira a terceira parte e depois, na quarta ou na quinta, depende de como nossos trabalhos contribuirem, responderemos à última coluna "Both Teams Played Hard", sim, a próxima coluna do BTPH será antes da vinda do próximo Messias!

É pra vocês verem, não é porque a temporada acabou que o Bola Presa irá ficar parado. Essa e todas as próximas semanas ainda terão muitas coisas para vocês matarem tempo do seu trabalho ou para lerem enquanto baixam a última versão do Championship Manager.

Mas quem não vai ter tanto tempo para jogar computador é o grande vencedor da nossa promoção do Draft 2008, afinal ele tem um DVD novinho do filme "O Grande Desafio". O documentário mostra o primeiro ano da carreira de Yao Ming na NBA e seus problemas e desafios se adaptando à cultura americana, filmaço.

O vencedor, com 9 acertos (assim como eu no meu mock draft) foi:

Vítor Deriquehem de Araujo Silva

O Vítor foi muito bem nos palpites e acertou as seguintes escolhas:

1. Derrick Rose
2. Michael Beasley
3. OJ Mayo
5. Kevin Love
6. Danilo Gallinari
7. Eric Gordon
13. Brandon Rush
17. Roy Hibbert
20. Alex Ajinca

Sejamos sinceros, ele merecia ganhar só por ter acertado o Alex Ajinca. Nem o Jordan acertaria que o Bobcats iria atrás dele.

Alguns manés tentaram copiar a lista inteira de sites como o NBAdraft.net mas não deu muito certo, em geral eles acertaram 7 escolhas, o que não foi o bastante para derrotar o Vítor.

Agora entraremos em contato com o Vítor para conseguir o endereço dele e quando ele receber o DVD colocaremos aqui uma imagem dele com o filme para o pessoal saber que promoção do Bola Presa não é fajuta não, amiga!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Análise do Draft 2008 - Parte 1

Ah, o draft! Pra mim é o que Natal é para as crianças, um dia mágico em que tudo muda e eu só me divirto. Mas o draft acabou e é hora de ver quem foi bem, quem fez cagada e quem foi básico-porém-fashion.

Hoje vamos analisar a fundo as 10 primeiras escolhas, mas ao invés de só comentar ou só dizer se foi bom ou ruim, criamos selos de qualidade para distribuir para as equipes de acordo com o que cada uma dela fez na noite passada.

Aqui estão os selos de qualidade Bola Presa:




Alinne Moraes - Melhor impossível.


Paola Oliveira - A Scarlett Johansson brasileira não é a Scarlett Johansson, mas mesmo assim ainda tá bom.

Kelly Key - Tem seus defeitos, dá pra tirar sarro. Mas ninguém aqui recusava.

Aquela mina da balada - Nada de mais, mas na situação era o melhor disponível.

Mulher Melancia - Bom por um lado, ruim por outro.

Traveco do Ronaldo - Chuta que é macumba. Não poderia ser pior.


Também listaremos aqui a posição de cada um dos draftados e dos jogadores adquiridos e perdidos em trocas, para que quem andou dormindo nos últimos tempos entenda:

PG - Armador principal, posição 1
SG- Segundo armador, posição 2
SF- Ala-armador, ala-menor, posição 3
PF - Ala-de-força, ala-pivô, posição 4
C- Pivô, pivô central, aquele-gigante-lá-no-meio, posição 5


DRAFT 2008


1. Chicago Bulls
Derrick Rose, PG
Omer Asik, C

Não tinha como dar um selo diferente para o draft do Bulls. Derrick Rose tem tudo para ser o líder desse Bulls, que tem muitos jogadores de talento mas que sente falta de alguém que os faça jogar como um time de novo, e nada melhor que um belo armador principal pra isso. Esperem mais mudanças no Bulls. Pelo menos um dentre Hinrich, Gordon e Hughes deve sair da equipe.

Omer Asik, conseguido via trocas de 2° rodada (o Bulls mandou Sonny Weems para o Portland) é um pivô turco que ainda não está pronto para a NBA mas, dizem os que o observam, está em constante evolução no basquete europeu. Não deve ir agora para a NBA.

Selo Alinne Moraes para um time que fez o que tinha que fazer e pegou o melhor jogador do draft.


2. Miami Heat
Michael Beasley, SF/PF
Mario Chalmers, PG

Depois de tanta especulação que eles não queriam o Beasley, parece que queriam sim. Ainda bem! O Beasley tem tudo pra ser um grande jogador e pra fazer uma das duplas de ala mais poderosas fisicamente na NBA junto com Shawn Marion. O Heat tem buracos no elenco ainda, mas começou bem a preenchê-los.

Mario Chalmers, conseguido via troca de 2° round, foi uma ótima escolha. Chalmers foi o armador titular do campeão da NCAA, Kansas, e o cara que acertou aquele arremesso de 3 impossível nos últimos segundos da final universitária. Além disso, em Kansas, ele quebrou o recorde de roubos de bola em uma só temporada, é ótimo defensor e no mínimo é um bom reserva.

Para quem esperava uma noite ocupada do Miami, eles foram bem discretos mas bem eficientes, selo Alinne Moraes pra eles.


3. Minnesota Timberwolves
OJ Mayo, SG
Nikola Pekovic, C

Em trocas
adicionaram:
Kevin Love, PF
Mike Miller, SG
Brian Cardinal, SF
Jason Collins, C
Nikola Pekovic, C

perderam:
OJ Mayo, SG
Marko Jaric, PG
Antoine Walker, SF
Greg Buckner, SG

Eu acho que o que eles queriam mesmo era o Michael Beasley e estavam torcendo para rolar uma troca para o Heat. Mas na falta de Beasley, ficaram com o segundo melhor ala de força do draft, Kevin Love, por isso selo Paola de Oliveria pro T-Wolves. Na terceira escolha eles pegaram o OJ Mayo, mas logo após o final do draft trocaram pelo Kevin Love. A era Love-Gay no Memphis não durou muito.

Os dirigentes do Wolves falaram que a troca iria ser feita antes do draft mas que o Grizzlies não queria colocar o Mike Miller no esquema, aí, de repente, depois do draft, o Grizzlies voltou atrás e resolveu adicionar o ala. Muita gente elogiou muito essa decisão mas eu tenho um pé atrás. Se tem uma posição que o Wolves não precisa é de ala de força, em que tem Al Jefferson. Com o Love por lá, o Jefferson vai ter que continuar jogando de pivô, o que não é bom negócio. Bom mesmo foi ter conseguido o Mike Miller, que ou vai fazer suas bolas de 3 por lá ou vai ser uma valiosa isca para trocas.

Jason Collins chega para eles terem algum reserva de pivô e Brian Cardinal chega para ganhar sete milhões de dólares por ano para parecer que é avô dos atletas mais novos.

Uma pergunta. Há alguns anos atrás o Wolves tinha uma escolha nas mãos e escolheu um certo Brandon Roy. Logo depois o trocou por um jogador escolhido logo depois, Randy Foye. Será que acontecerá um novo arrependimento na troca de OJ Mayo?


4. Seattle Supersonics
Russell Westbrook, PG
Serge Ibaka, PF
DJ White, PF

DeVon Hardin, PF
Sasha Kaun, C



O selo Paola Oliveira vai para a escolha de Russell Westbrook. O Sonics era outro que queria muito Beasley, que até é amigo de Durant, mas não deu e ficaram com o Russell Westbrook. Não é o Beasley mas tá ótimo, o Sonics precisa de um armador, precisa de alguém que saiba pontuar além do Durant e precisa de um bom defensor, Westbrook traz tudo isso e libera Luke Ridnour para uma possível troca.

O selo Mulher Melancia vai para as outras quatro escolhas. Elas são boas escolhas porque os quatro são jogadores de garrafão, necessidade do Sonics, mas são ruins porque o mais talentoso deles, Ibaka, vai ficar na Europa até 2011, Hardin e Kaun dificilmente vão ter impacto na NBA e DJ White, bom, White é o que faz o selo ser Mulher Melancia e não um traveco do Ronaldo. Para melhorar o selo, o Sonics tinha que ter deixado o Ibaka passar (ele deveria sobrar na escolha 33, que era do Sonics) e ter pego o talentoso Darrell Arthur, que ficou dando sopa até a 27° escolha.


5. Memphis Grizzlies
Kevin Love, SG
Donte Greene, PF


Em trocas
adicionaram:
OJ Mayo, SG
Marko Jaric, PG
Antoine Walker, SF
Greg Buckner, SG
Darrell Arthur, PF

perderam:
Kevin Love, PF
Mike Miller, SG
Brian Cardinal, SF
Jason Collins, C
Donte Greene, SF

O Grizzlies se mexeu na noite do draft e tomou uma atitude muito arriscada. Antes não queria colocar Mike Miller na troca por OJ Mayo mas depois aceitou e o motivo é bem simples: eles acreditam que o Mayo pode levar esse time muito longe.

Com Kevin Love o Grizzlies tinha um time bem sólido. Lowry ou Conley como promissores armadores, Mike Miller, um dos melhores arremessadores da NBA, na posição 2, Rudy Gay liderando o time na ala e o sempre contestado mas bom defensor Darko Milicic de pivô. Tinha um buraco na posição de ala de força que Kevin Love completaria com seus rebotes, defesa, arremesso e visão de jogo. Mas um time médio não chega a lugar algum e o Grizzlies resolveu perder o bom Kevin Love e a segurança de Mike Miller para ter o melhor jogador depois de Beasley e Rose e começar a mudança a partir da dupla OJ Mayo e Rudy Gay.

E foi uma atitude recompensada depois com outra troca. Eles envolveram sua escolha 28, Donta Greene, com Portland e Houston em uma troca de três times em que Darrell Arthur sobrou para o Memphis. Arthur foi um dos grandes personagens do draft de ontem.

O ala de força foi campeão universitário por Kansas e foi convidado pela NBA para ficar na área nobre do draft, o "Green Room", em que ficam os jogadores mais prestigiados e que devem ser pegos nas primeiras 15 escolhas. Porém, Arthur ficou lá até a 28ª sem ser chamado. Os jornalistas começaram a correr atrás pra saber o motivo e descobriram que era um problema de saúde do ala que estava assustando os times. Ele tinha um problema nos rins e seus exames não estavam sendo liberados para as equipes analisarem, dando a entender que o resultado não tinha sido nada bom. Mas o jogador diz que foi um mal entendido e que ele está ótimo de saúde. Se estiver mesmo, foi ótimo para o Grizzlies conseguir um jogador de tamanho talento sem precisar gastar muito.

O problema dessa troca e desse novo Grizzlies que se desenha é que um time com Mile Conley, OJ Mayo, Rudy Gay, Darrell Arthur e Darko Milicic pode ter muito talento e até ser bom no papel, mas a verdade é que nenhum deles tem nem um jumper de meia distância confiável, muito menos uma bola de 3. Todos são conhecidos pelos pontos que fazem dentro do garrafão, seja de costas pra cesta ou em infiltrações. Acho que ainda veremos mais mudanças nesse time.


6. New York Knicks
Danilo Gallinari, SF



Muita gente esperava muito do Knicks nesse draft, que eles iam trocar bastante, que alguns dos medalhões de lá iriam dar o fora, que ia chegar gente nova e tudo mais. Mas no fim das contas o primeiro draft da era Walsh-D'Antoni foi bem simples.

Eles foram com o ala Danilo Gallinari. Muita gente está olhando torto para essa escolha porque D'Antoni jogou junto com o pai de Gallinari na Itália e acham que é por causa disso que o Knicks fez essa escolha. Eu acho ridícula essa teoria. Todos na nova diretoria do Knicks e o técnico D'Antoni sabem a difícil situação da equipe e sabem que vão rodar se não mudarem isso rápido, sem chance deles escolherem um mané só para agradar um amiguinho, nem no Knicks isso acontece!

Eles escolherem Gallinari por dois motivos: O primeiro é que ele pode ser, desde já, o melhor arremessador da equipe, e se o D'Antoni for usar um esquema parecido com o que usou no Suns, ele precisa muito de arremessadores. O segundo motivo foi o que eles deram logo depois do draft, em entrevista à ESPN, dizendo que o time não queria confiar a armação do time a um novato. Então sem chance para Bayless, Gordon ou o favorito da torcida local segundo quem estava lá, DJ Augustin.

D'Antoni prefere tentar reerguer a carreira de Marbury e dar uns minutos na armação para Jamal Crawford a tentar ensinar tudo a um novato. Escolha questionável, mas, pelo menos pra mim, compreensível, já que tirando casos como o de Chris Paul, todo armador demora um pouco pra embalar na NBA.

O selo Paola Oliveira vai porque eu acho que eles queriam um armador mas na falta de um talentoso o bastante para dominar o jogo logo de cara, pegaram o Gallinari, que também tá bom.

Detalhe. Ontem a torcida de Nova York vaiou Gallinari quando ele foi escolhido. Antes disso já tinham vaiado o David Stern. Depois vaiaram o Donnie Walsh, novo presidente de operações do time e o técnico Mike D'Antoni. Depois vaiaram o palco, o garoto da pipoca e por fim, a existência humana como um todo.
O único aplauso do dia foi para o coitadinho Darrell Arthur, que estava quase chorando quando foi a 27° escolha.


7. Los Angeles Clippers
Eric Gordon, SG
DeAndre Jordan, C


O Clippers quase fez uma troca com o Seattle Sonics para pegar o quarto lugar no draft. O motivo? Eles queriam Eric Gordon.
Por sorte não precisaram de troca nenhuma e pegaram quem eles queriam na sua própria escolha. Com a provável saída de Maggette, a velhice de Cuttino Mobley, a interrogação sobre a volta e saúde de Shaun Livingston e a existência do Smush Parker, o Clippers precisava de qualquer jogador de talento nas posições 1, 2 e 3.

Eric Gordon diz que ele pode jogar de armador principal, mas não acredite nele, a característica do garoto é marcar muitos pontos, de qualquer jeito. Infiltrando, driblando, chutando, de qualquer jeito ele marca pontos. Com as características defensivas de Brand e Kaman, é ótimo para eles terem um cara assim pra recomeçar a equipe. Ainda falta muito para eles voltarem aos playoffs mas não dá pra arrumar em um draft um time que está se esfacelando há alguns anos.

A escolha de DeAndre Jordan na segunda rodada foi boa. O pivô ainda está muito cru para jogar na NBA, seus testes antes do draft mostraram que ele ainda tinha muito para aprender e com isso ele caiu de uma projeção de Top 15 para a segunda rodada no draft. Mas o Clippers, como time ruim e tendo que gastar só uma escolha de segunda rodada, resolveu assumir o risco e ensinar o garoto a jogar basquete.


8. Milwuakee Bucks
Joe Alexander, SF/PF
LR Mbah a Moute, SF


Em trocas
Adicionaram:
Richard Jefferson, SF

perderam:
Yi Jianlian, PF
Bobby Simmons, SF

O draft de Joe Alexander era previsto há tempos por muita gente, a grande surpresa ontem foi quando o Bucks anunciou que tinha trocado Yi Jianlian e Bobby Simmons por Richard Jefferson. Foi uma troca ótima para eles, ótima mesmo. Yi é talentoso mas Villanueva também é e o Bucks não ficará com um buraco na posição do chinês. E ao invés de pagar uma bolada para o lixo do Bobby Simmons, eles vão pagar uma bolada para o espetacular Richard Jefferson.

No papel, a equipe tem Mo Williams, Michael Redd, Richard Jefferson, Charlie Villanueva e Andrew Bogut. São jogadores muito bons em todas as posições, falta só o técnico Scott Skiles juntar tudo e fazer deles um time.

O banco, que era fraco na temporada passada, pode ficar forte caso Joe Alexander prove que é talentoso como dizem. Ele pode jogar nas duas posições de ala e ser um bom reserva para Jefferson e Villanueva.
Luc Mbah a Moute é um especialista em defesa que fez ótima carreira em UCLA e também pode ser muito bom vindo do banco. Só foi chato ele ir pro Bucks porque ele é um princípe de uma tribo ou sei lá o quê no seu país natal, Camarões, e renderia muito mais piadas se tivesse ido jogar no Kings ou junto com outro Prince, o Tayshaun.

O selo é o da garota da balada porque o selo é só para o draft, se contasse a troca que não envolveu nenhuma escolha de draft, a do Jefferson, merecia uma Alinne Moraes.


9. Charlotte Bobcats
DJ Augustin, PG
Kyle Weaver, PG/SG


A escolha de Westbrrok na 4° posição já gerou uma discussão razoável, mas a primeira grande discussão da noite veio quando o Bobcats escolheu o pequeno armador DJ Augustin ao invés do pivô Brook Lopez.

Todo mundo sabia que o Bobcats precisava de um pivô para deixar o Okafor na posição 4 e muita gente achava o Lopez bom o bastante para merecer ser Top 5 no draft. Mas não o Bobcats. Mesmo com Ray Felton no elenco eles escolheram Augustin, que para muitos era o melhor armador puro do draft depois de Derrick Rose.

Um nanossegundo depois da escolha já começaram especulações sobre trocas envolvendo o Raymond Felton. Afinal, o novo técnico Larry Brown sempre foi muito exigente com seus armadores e Felton, pra muita gente, deveria ser um segundo armador. Mas se Felton é segundo armador no Bobcats, teriam que empurrar o J-Rich pra posição 3, o Gerald Wallace para a 4 e o Okafor pra 5. É muita gente fora do lugar para um time dar certo.

Selo Kelly Key porque eu acho que com o Brook Lopez eles teriam um quinteto titular ótimo para entrar na briga dos playoffs, mas não foi tão ruim escolher o Augustin, o moleque parece ser um ótimo armador mesmo.

Na segunda rodada escolheram o especialista em defesa e armador Kyle Weaver. Acho que as mudanças do Bobcats para o ano que vem ainda não acabaram, uma notícia que li alguns dias atrás dizia que o Bobcats só não queria trocar Jason Richardson, de resto qualquer um poderia ser trocado.


10. New Jersey Nets
Brook Lopez, C
Ryan Andersen, PF
Chris Douglas-Roberts, SG


adicionaram:
Brook Lopez, C
Ryan Andersen, PF
Chris Douglas-Roberts, SG
Yi Jianlian, PF
Bobby Simmons, SF

perderam:
Richard Jefferson, SF

Não foi lá muito mérito do Nets, mas eles foram bons o bastante para não vacilar. Antes deles nove times deixaram o Brook Lopez passar, dando ao Nets o pivô de que eles tanto precisavam. O Nets está lotado de jogadores de garrafão agora, Diop disse que deve sair mas ainda sobram Sean Williams, Yi Jianlian, Josh Boone, Nenad Kristic e Stromile Swift. O detalhe é que a maioria é especialista em defesa e Nenad, o melhor no ataque, vem de uma temporada horrível. Brook Lopez pode ser o cara que marca pontos no garrafão do Nets e uma dupla com Sean Williams ou Yi pode render muito por anos a fio.

Achei engraçado o comentário que a revista Dime fez sobre a escolha de Ryan Andersen na 21° escolha pelo Nets. Eles disseram que o Nets queria tanto o Gallinari que acabaram draftando o clone americano dele depois. Andersen é um ótimo arremessador e pode ser daqueles caras que vem do banco para abrir o garrafão e se posicionar na linha dos 3 como opção, tipo um Radmanovic, ou um Donyell Marshall dos bons tempos em que suas bolas de 3 caiam.

Se 9 times deixaram passar o Lopez, que tal 39 escolhas passarem até chegar a vez de Chris Douglas-Roberts? O ala-armador foi vice-campeão por Memphis e, juro, foi mais decisivo que o Derrick Rose em várias partidas da equipe. Ele é um jogador espetacular, sabe marcar seus pontos das mais diferentes formas e não tenho dúvida que ele dará certo na NBA, ainda mais no Nets sem Jefferson, em que ele terá espaço para crescer.

A troca do Jefferson pelo Yi e Simmons pode ser vista como mandar um ótimo jogador por um bem ruim e outro que só disputou uma temporada, que começou bem e acabou mal, mas tem mais coisa envolvida. O Nets está em reconstrução, o Jefferson era o último jogador que sobrava dos anos de Finais do Nets, eles tentaram trocar ele por Carmelo, Odom e mais um monte de gente top de linha e não conseguiram, sobrou então trocar com o Bucks. Na troca eles recebem o Yi Jianlian, que apesar do final de temporada ruim é um jogador de imenso talento e que deve crescer e render bilhões de dólares para o Nets em negócios na China.

O Simmons é um lixo que ganha rios de dinheiro. Mas foi por causa do dinheiro que pegaram ele. Ao invés de acabar em 2011 como o contrato do Jefferson, o contrato do Simmons acaba em 2010, ano em que LeBron James vira Free Agent. Há muito tempo que dizem que o Nets quer muito levar o LeBron para lá e que existe a chance real, já que o Cavs não parece muito próximo de voltar a uma final da NBA e porque Jay-Z, rapper e grande amigo do LeBron, é dono de parte da equipe de New Jersey. Além disso, tem a história do público da região de New York e New Jersey render muito mais para LeBron do que rende em Cleveland. São só boatos e muita coisa pode rolar até 2010, mas o Nets se colocou em posição para pelo menos estar na briga por LeBron.

...

No final de semana voltaremos com uma análise mais detalhada das escolhas de todos os outros 20 times da NBA e com o resultado da nossa super-mega-promoção! Aguardem!

Draft 2008

Na noite de ontem acompanhamos em nosso chat, ao vivo, a grande noite do Draft 2008!

Em breve, anunciaremos o vencedor de nossa Promoção Draft 2008, que levará para casa o DVD "O Grande Desafio", que mostra a trajetória do Yao Ming quando ele chega nos Estados Unidos para jogar na NBA.

Em breve, teremos no Bola Presa uma análise com todas as escolhas, as trocas e também como fomos em nossos palpites. Se você quer dar uma olhada no que arriscamos na noite de ontem e tirar um sarro, basta clicar nos links abaixo.

Mock Draft - DENIS

Mock Draft - DANILO


Não temam, mortais! Antes que vocês possam dizer "Szczerbiak", o Bola Presa te deixará por dentro da troca que levou Richard Jefferson para o Bucks e Yi Jianlian (meu segundo chinês preferido) para o Nets, e também a troca de OJ Mayo para o Grizzlies por Kevin Love e Mike Miller!

Segurem as periquitas que já já tem mais!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A primeira de muitas

De volta para os EUA, baby!


Noite de draft é noite de muitas trocas. Muits times querem posições melhores no draft e usam as escolhas também como iscas para mandar caras que eles já querem trocar faz tempo. E tinham dois que queriam tanto sair de onde estavam que a troca nem pôde esperar até a noite.

O Pacers e o Raptors concordaram em trocar Jermaine O'Neal e a 41° escolha do draft por TJ Ford, Rasho Nesterovic, Maceo Baston e a 17° escolha do draft.
Embora muita gente tenha garantido que essa é praticamente uma troca feita, pelo contrato do TJ Ford ele não pode ser trocado até o dia 9 de julho, então até lá a troca fica na promessa e algum imprevisto pode melar tudo. Mas como tem gente de confiança de toda mídia americana confirmando, creio que o mais provável seja que nada deva impedir essa troca.

Outro motivo é que a troca é boa para os dois lados.

O Pacers foi um time muito ruim nessa temporada quando não tinha Jamaal Tinsley mas foi um time decente quando tinha o garoto na armação. O elenco não é dos piores e com um armador comandando tudo, o time deve mostrar uma evolução. TJ Ford é esse armador. Nesterovic chega para completar elenco e a 17° escolha pode render até um pivô, como Robin Lopez ou Kosta Koufos, que já poderiam ajudar no buraco deixado pela saída de Jermaine O'Neal.

Para o Raptors foi bom mas foi caro. Perderam um pivô reserva, um ótimo armador e uma até-que-valiosa escolha de draft, mas pode valer muito a pena. Jermaine já jogou muitas vezes de pivô na carreira, é reconhecidamente um bom defensor e formará uma dupla magricela mas muito talentosa no garrafão do Raptors junto com Chris Bosh. O Toronto parou dois anos na primeira rodada dos playoffs e realmente precisava de uma atitude de risco para tentar dar o próximo passo.

O que Jermaine O'Neal e TJ Ford têm em comum é o histórico de contusões. O armador já perdeu uma temporada inteira machucado com problemas nas costas e no pescoço e nessa última temporada voltou a ter alguns problemas, já Jermaine tem, faz tempo, problemas no joelho. As equipes trocaram bons jogadores e bons riscos, mas como já diria Jean-Paul Sartre, "Quem não arrisca não petisca".

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Força Nominal

Kosta Koufos, o melhor nome do draft


O Bola Presa convidou o ilustríssimo Sr.Sbub, do blog Sbub, para escrever aqui no nosso espaço sobre a Força Nominal. Já falamos muitas vezes da Força Nominal aqui no blog e algumas pessoas não entenderam ou queriam saber mais sobre o assunto, então chamamos o criador da teoria para escrever aqui sobra o tema e dar o palpite dele no Draft 2008, baseando-se na Teoria Suprema da Força Nominal Bruta volume 2.

...

Força Nominal
Por Sbub*

O Denis já citou um par de vezes aqui, nos textos ou comentários, a Teoria da Força Nominal. O que poucos sabem, e menos ainda se interessam, é que este é um conceito altamente utilizado nas altas instâncias decisórias do esporte.

Conceitua-se força nominal como o poder que o nome de um jogador exerce sobre seu jogo e sobre o jogo coletivo de seu time. Para compreender melhor, vamos às suas origens históricas.

Nos esportes americanos, a emergência dos estudos sobre força nominal se deu no começo dos anos 90. Nelson Emerson ingressou na equipe do St. Louis Blues e teve um impacto muito maior que seu talento poderia fazer supor. Os americanos, aficionados por estatísticas, não encontravam explicações para o ganho em desempenho, até que surgiu a revolucionária Teoria da Força Nominal. A teoria valorizou o jogador, que ainda passou por quatro times antes de se aposentar.

Na NBA, os exemplos são muitos. Sempre que chega a época do draft, começam a falar nas maiores furadas de todos os tempos. A Teoria da Força Nominal ajuda a explicá-las. Que outra explicação seria possível para draftar Nikoloz Tskitishvili à frente de Caron Butler e Amare
Stoudemire? Ou Michael Olowankadi, antes de Vince Carter e Paul Pierce?

Quando os sobrenomes eslavos se tornaram comuns, os dirigentes passaram a olhar também para os nomes. E a atração irresistível da combinação dos nomes Darko + Milicic, levou Dumars a cometer a maior falha de sua carreira, draftando o inútil pivô em detrimento apenas de
Carmelo Anthony e Dwayne Wade. Claro que Wade também possuía grande apelo, mas o time precisava de um pivô e a outra opção era o sem-graça nominal Chris Bosh.

Há, claro, casos em que a Força Nominal do jogador, além de colocá-lo em uma boa posição no draft, ainda trouxe benefícios para o time. É o caso de Dirk Nowitzki e Joe Johnson (Grite comigo! Joe Johnson! Joe Johnson!)

O draft deste ano tem sido apontado como um dos mais talentosos dos últimos anos. Não por acaso, é também um dos mais poderosos do ponto de vista nominal.

Já no topo, vemos OJ Mayo como grande força nominal. Há articulistas viajando que talvez o Beasley caia pro terceiro pick de tão legal que o nome do OJ Mayo é. Eu aposto que não. Beasley será o nº1, só porque Derrick Rose é um nome besta e que lembra Malik Rose (más lembranças
chicaguenses).

Porém, é mais abaixo no primeiro round que os nomes entram num confronto incrível. Kevin Love é uma piada pronta, mas um nome fácil. DeAndre Jordan, além de se chamar "De André", tem o nome sagrado do Deus do basquetebol. Kosta Koufos tem a sigla KK e um grande grito
pra torcida (Grite comigo! Kos-tá Koufôs! Kos-tá Koufôs!). Além deles há outros, como DJ Augustin, Alex Ajinca e Chase Budinger, que exercem grandes poderes sobre a mente dos General Managers da NBA.

Tenho certeza que o Kevin McHale, GM do Timberwolves, em algum momento disse "Poderíamos olhar com mais cautela esse menino, o JaVale McGee". Foi vaiado, tacaram pretzels nele e ele ouviu alguém gritar "Garnett trade". Afundou-se na cadeira e disse que era só uma idéia. Mas como não ficar fascinado com um nome desses?

Ainda há jogadores que dependendo do mock estão no primeiro ou no segundo round. Mas na Teoria da Força Nominal, jamais serão preteridos em troca de números ou desempenho no universitário. São eles o Richard Hendrix (apontado pelo BolaPresa), Mareese Speights, Mario
"Superintendente" Chalmers e DeVon Hardin.

Em qualquer site chulé você pode achar um Mock Draft. Mas só no BolaPresa você encontra as melhores possibilidades nominais deste draft. Veja abaixo o inacreditável...

"Nominal Power Mock Draft"

1- Chicago – Kosta Koufos
Melhor nome do Draft

2 - Miami – OJ Mayo

Lembra o grande jogador de futebol americano, ator de excelentes
comédias e assassino OJ Simpson e remete à colônia mexicano com Mayo

3 - Minesotta – DeAndre Jordan

Leia novamente o nome e você entenderá

4 - Seattle - JaVale McGee

Parece o nome inventado em uma música dos Beatles e possui piadas
prontas para humoristas amadores como JaVale Transporte, JaVale
Refeição, JaVale das almas...

5 - Memphis - DJ Augustin
DJs sempre são ótimos, como o grande DJ MBenga e o inigualável DJ Strawberry

6 - New York – Russel Westbrook

Tente falar três vezes "Russel Westbrook" em sete segundos ou menos.

7 - LA Clippers - Alex Ajinca
Ótimo nome, vai confundir os narradores dos jogos.

8 - Milwaukee – Marreese Speights
Dois Rs, dois Es, e quatro consoantes seguidas num nome Americano. Vai
se juntar ao Yi e chutar traseiros

9 - Charlotte - Chase Budinger

Nome maneiríssimo para roqueiros, cervejas e cachorros de cinema.
Agora no basquete.

10 - New Jersey - Chris Douglas Roberts
Chris é péssimo, mas Douglas-Roberts lembra, sei lá, Buster Douglas.

11 - Indiana - Richard Hendrix

Rick Hendrix for three… Purple haze all in my brain/Lately things
just dont seem the same/Actin funny, but I dont know why…

12 - Sacramento - Nicolas Batum
Mesmo Nicolas sendo um nome sem força, Batum o torna um grande jogador

13 - Portland - DeVon Hardin
Nome de general alemão.

14 - Golden State – Luc Mbah a Moute
Todos sabem que achar um grande jogador na 14ª escolha é cagada. Então
nos concentramos apenas neste nome maravilhoso.

15. Phoenix – Mario Chalmers
Formará com Skinner a melhor dupla de Diretor e Superintendente que o
basquete já viu! No próximo draft, Steve Kerr buscará um jogador
chamado Willie ou Simpson.


*Sbub torce pro Detroit, votou várias vezes no Zaza Pachulia para o All Star game e tem um blog bacana: sbubs.zip.net

Jack Bauer é o novo McGyver

Dirk e o novo Dirk?


Não é todo mundo que assiste a NCAA e nem todo mundo que assiste o basquete europeu. Tem gente que não assiste nada, tem gente que acompanha por cima e tem os que olham a fundo só quando seus torneios estão em fase decisiva. Então como saber como os jogadores que vão participar do draft jogam?

Com o YouTube, muita coisa já ficou mais fácil. Às vezes você até acompanha o basquete universitário mais de perto mas o cara que está na lista do draft joga em uma universidade pequena e você não tem nem onde ver ele jogando, a solução é apelar para os vídeos no YouTube, aqueles famosos mixes de jogadas. Não dá pra falar que um cara é bom ou ruim só por uma edição de vídeo, qualquer um que pense um pouco no assunto sabe que qualquer jogador pode ter um vídeo fazendo ele parecer bom, basta uma boa música de fundo e meia dúzia de boas jogadas, não importa quantos anos demoraram e quantos erros se passaram até ele fazer essas tais boas jogadas. Um bom exemplo disso são esses milhares de jogadores de futebol brasileiros que vão para a Europa depois que seus empresários saem daqui com um bom DVD debaixo do braço. O Taddei não foi para a Roma a toa (embora ele até esteja jogando bem hoje em dia, vai entender!).

Ver esses vídeos é divertido, dá pra conhecer um pouco do estilo do jogador até, mas legal mesmo é fazer o que todo mundo fazia antes da era YouTube, que é fuçar os sites que analisam o draft e, além de ler os textos com qualidades e defeitos de cada jogador, ver com que jogador da NBA os especialistas comparam cada um.

Até uns anos atrás era legal ver como comparavam todo jogador alto que arremessava com o Dirk Nowitzki, era a grande moda. Agora a nova moda (além dessas botas de cano alto por cima da calça que eu acho um escândalo!) é comparar todo cara alto e que é grosso-mas-raçudo como o Anderson Varejão. Nesse ano o cara comparado ao Varejão é o Robin Lopez, irmão gêmeo do pivô Brook Lopez. Também tinham os sites que faziam uma coisa muito engraçada, que é dizer o "best case scenario" e o "worst case scenario", ou seja, "se der tudo certo ele será..." e "se der tudo errado ele será...". Nesses casos os grandões que arremessavam poderiam virar o Nowitzki ou o Vlad Radmanovic, os armadores baixinhos poderiam ser o Iverson ou o Boykins. Não ajudava muito.

Vamos ver então com quem comparam os principais jogadores desse ano do draft e lembrar de comparações de anos passados.

Derrick Rose - Dwyane Wade/Jason Kidd
A primeira vez que eu vi ele jogar eu pensei "Brandon Roy". Tinha certeza que iam comparar ele com o Brandon Roy porque ele tem aquele estilo que é rápido mas sem ser explosivo e monstruosamente físico como o Wade, além do fato dele criar do próprio drible as assistências que dá. Mas pelo jeito fui só eu que pensei assim. Outro dia vi uns vídeos dele com um amigo e ele disse que lembrava o Dwyane Wade, no nosso chat já falaram que ele é o novo Kidd. Ano que vem assistam aos jogos do Bulls (ou do Heat, vai saber...) e me digam quem vocês acham que o Derrick Rose lembra em quadra.

Michael Beasley - Carmelo Anthony
Sério? O nbadraft.net diz que ele parece o Anthony e eu não entendi. O Beasley é chamado de monstruoso, tamanha a força que ele tem, e dizem que ele domina o jogo fisicamente e que nem tem problema ele jogar de ala de força, mesmo sendo baixo, de tão forte que ele é, além da técnica apurada com ambas as mãos.
Mas aí li um texto no HoopsHype que iluminou um pouco minha mente e me fez entender a comparação:

"Consegue chutar de longa distância ou criar seu próprio arremesso no perímetro e infiltrar em direção à cesta com ambas as mãos. Ótimo nos rebotes ofensivos graças à velocidade com que sai do chão. Mas é um jogador que defende mal e às vezes não é maduro e falta concentração. Tem a tendência de escolher mal seus arremessos, principalmente do perímetro."

É ou não é pra comparar o cara com o Melo?

OJ Mayo - Chauncey Billups/Ben Gordon
Bom, Billups e Gordon? Então podemos prever que o OJ Mayo é um cara de extremo talento e que vai passar uns bons anos da carreira tentando descobrir se ele vai jogar na posição um ou dois. Depois de anos de briga, o Billups acabou virando um ótimo armador principal enquanto o Ben Gordon virou um bom segundo armador. Torço para que o Mayo sofra menos para descobrir seu lugar na NBA. Menos trocas de times como o Billups ou de técnico como o Gordon podem ajudar.

Russell Westbrook - Rajon Rondo/Monta Ellis/Leandrinho Barbosa
O que os três citados tem em comum é uma velocidade alucinante, então podemos pegar que todo mundo tenha visto isso quando o assistiu jogar, agora as outras coisas ficam no ar. Quem comparou ele com o Rondo quis dizer que ele não sabe chutar de fora? Se sim, o cara que o comparou com o Leandrinho discorda. A comparação com Ellis e Leandrinho dá a entender que ele é um armador rápido mas que não é realmente um cara que lidera o time, que é o armador que joga melhor na posição dois, mas pensar na primeira comparação com Rondo anula isso. Ou seja, sei lá o que quiseram dizer com o Westbrook, mas o bicho deve ser rápido como o Mirandinha.

Jerryd Bayless - Gilbert Arenas
Essa eu achei perfeita. Dá só uma olhada no que dizem sobre o garotão:

"É incrível em contra-ataques e tem um primeiro passo na infiltração que é muito difícil de se defender. Tem ótima capacidade de infiltração e é capaz de fazer bandejas sobre jogadores bem mais altos. Tem um ótimo arremesso mesmo de bem longe da linha de 3 da NBA, seu arremesso também é rápido e ele parece ser capaz de arremessar quando ele quer, de onde ele quer e sobre quem ele quer."

Na parte dos defeitos tem isso aqui:
"Mesmo que sinta muito bem o jogo, falta um pouco de habilidade na hora de construir as jogadas e precisa melhorar para ser um jogador que possa jogar o tempo inteiro na posição um."

Se é realmente tudo isso, então não tem uma comparação melhor que o Arenas. E pra completar, o irmão do Bayless disse que o caçula é simplesmente obcecado por basquete e que quando ele bota uma coisa na cabeça ninguém tira isso dele e que está sempre tentando provar que quem não acredita no talento dele está errado. So falta ter blog.


Mas isso são algumas coisas desse ano, é legal ver mas só saberemos se estão certos ou errados mesmo quando eles tiverem pelo menos um ano de carreira na liga. Mas podemos ver como foram algumas análises dos últimos dois anos.


Kevin Durant - Tracy McGrady/Dirk Nowitzki
Se você pensar que o Durant jogou a temporada inteira como "Shooting Guard", na posição dois, compará-lo com o Dirk parece bem ridículo. Mas é que os dois têm em comum o fato de serem jogadores muito altos, que jogam no perímetro no ataque mas que na defesa atacam o aro para os rebotes defensivos, pelo menos era assim na Universidade do Texas, onde Durant teve até jogos de 20 rebotes. A comparação com Tracy McGrady é mais feliz, mas ainda precisa de uma evolução de Durant na área de armação de bolas para os companheiros de time e ele precisa infiltrar melhor. Também falta ir para os playoffs e perder na primeira rodada, claro.

Al Horford - Carlos Boozer
Acho que o pessoal tava afiado no ano passado, ótima comparação. Ótimos reboteiros, nem são tão altos assim e não são de dar muitos tocos. Falta só para o Horford evoluir um pouco mais o seu arremesso de média distância, que funciona mas ainda não é como o de Boozer. Falta pro Horford ter uma barbichinha estilosa como a do Boozer e também largar o Hawks por uma proposta milionária de outra equipe, fazendo o Hawks se sentir traído.

Tiago Splitter - PJ Brown
É, não é muito excitante pensar que temos o PJ Brown na nossa seleção. Mas a comparação vem porque os dois são jogadores muito técnicos, bons defensores, com movimentos de garrafão refinados, mas não tem aquele talento fora do normal e nem um físico excepcional para dominar um jogo da NBA.

Andrea Bargnani - Dirk Nowitzki
Grande, branco, gringo e chuta de 3. Essa era fácil.

LaMarcus Aldridge - Channing Frye
Essa é engraçada porque os dois jogam juntos agora e é óbvio que eles não tem nada a ver. O Frye tem alergia a garrafão, coisa que o Aldridge não tem, o Frye não pega rebote, o Aldridge pega, o Frye é um reserva mediano e o Aldridge é um baita jogador, o Frye não dá toco, o Aldridge dá. De comum eles tem a nacionalidade americana e uma casa em Portland.

Adam Morrison - Larry Bird
Essa acho que é a melhor de todas! Como alguém que é especialista e escreve no maior site sobre draft na NBA se sente hoje em dia, escrevendo seus textos, ao lembrar que um dia já disse que o Adam Morrison tinha o talento do Larry Bird? Vai ver que ele nem prefira lembrar, como eu não gosto de lembrar que disse que o Bulls ia ganhar o Leste nesse ano.
Em comum, acho que os dois tem apenas três coisas: fizeram boa carreira universitária, são brancos e já usaram um bigodinho mais feio que a Amy Winehouse sem dente.
Mas sério, torço para que o Adam Morrison supere o primeiro ano difícil, a contusão no segundo ano e volte a jogar bem e com a mesma paixão que jogou em Gonzaga.

Lembrando que as comparações foram achadas nos sites NBADraft.net e HoopsHype. Qualquer bobagem, é culpa deles.

Amanhã voltamos com os meus palpites para o draft, os do Danilo, e com os nossos combinados, quando tentaremos acertar mais escolhas que alguns sites especializados. Não que a gente seja melhor, mas queremos mostrar que conseguimos para conseguir pegar mais mulheres do que já pegamos.