Lembra do último título do Spurs em 2007? Não faz tanto tempo, mas tanta coisa mudou na NBA que até parece que faz. Lembram que naquele saudoso playoff o último time do Oeste a ser batido por Duncan e sua gangue foi o Utah Jazz? Se eu me lembro bem aquele time do Jazz tinha Deron Williams, Carlos Boozer, Andrei Kirilenko, Mehmet Okur, CJ Miles, Ronnie Brewer. Todos esses, eu disse TODOS, ainda estão no time.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O fim do Jazz
Lembra do último título do Spurs em 2007? Não faz tanto tempo, mas tanta coisa mudou na NBA que até parece que faz. Lembram que naquele saudoso playoff o último time do Oeste a ser batido por Duncan e sua gangue foi o Utah Jazz? Se eu me lembro bem aquele time do Jazz tinha Deron Williams, Carlos Boozer, Andrei Kirilenko, Mehmet Okur, CJ Miles, Ronnie Brewer. Todos esses, eu disse TODOS, ainda estão no time.
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domingo, 8 de março de 2009
O time mais legal é o da torcida mais chata
E aí pessoal, gostaram do layout novo com a Alinne Moraes? Acharam que a opção dela na enquete era brincadeira mas não era não, ela ganhou e levou. Ela agora só precisa ficar sabendo e vir me agradecer pessoalmente aqui em casa. E já respondendo a um comentário, é impossível mudar o layout toda semana, o nosso amigo que faz isso para gente, o Felipe, tem uma vida própria e não ganha nada pra isso. Mas pagando ele faz um diferente por dia, tudo é negociável.
Mas por mais interessante que esteja o layout, não estamos aqui para falar da Alinne Moraes, estamos aqui para falar dos nossos mórmons favoritos, o Utah Jazz!
Depois de uma sequência de 4 derrotas no final de janeiro, eles pegaram o jeito, embalaram e venceram então 13 dos últimos 15 jogos, sendo dez vitórias seguidas.
Praticamente todos os times da NBA tem, durante uma temporada, sequências de muitas vitórias ou derrotas. Alguns mais frequentes, outros uma vez só, normal em uma temporada que consegue ser mais longa que o último filme do Senhor dos Anéis. Então, para enxergar um pouco mais profundamente essa boa fase, entender o que mudou para ela acontecer justamente agora, temos que responder a algumas perguntas:
1- O elenco ou a rotação do time mudou durante esses jogos?
Sim e não. O Carlos Boozer voltou nos últimos 5 dos 10 jogos vencidos, mas só jogou bem e bastante tempo nos últimos 3. Ele ajuda muito e como disse em outro post, é bem mais completo que o Millsap, mas dar essa sequência de vitórias só à volta do Boozer seria demais. Podemos dar a ele o mérito pela nona vitória, a contra o Houston, em que ele foi o melhor jogador em quadra. Mas nada além disso.
As outras mudanças na rotação do time foram temporárias e no fundo só deveriam atrapalhar, já que perderam Kirilenko e Okur durante alguns jogos.
2- Algum jogador jogou muito acima da média?
Claramente sim! No complicado sub-mundo dos armadores da NBA, o Deron Williams é um quadrinho do Watchmen cercado por filmes do Watchmen, a diferença é brutal. Tirando o Chris Paul, que tá sempre jogando bem, o resto da NBA não chega perto ao que o Deron está fazendo nos últimos jogos.
Em números é impressionante, como quando deu 20 assistências contra o Warriors, mas em quadra a diferença é maior ainda. A combinação de bom arremesso de meia distância, ótimo drible e companheiros se movimentando o tempo inteiro prontos para o passe é fatal. O arremesso é para quem o marca à distância, o drible pra quem tenta grudar nele e mesmo se o marcam bem o resto do time se movimenta muito bem e a visão de jogo do Deron está sempre em dia.
3- Enfrentaram adversários muito fracos?
Não. Pegaram, nessa sequência de 13 vitórias em 15 jogos, times como Lakers, Celtics, Rockets, Mavericks, Hornets e Nuggets. E contra os times fracos que venceram- Kings, Wolves, Warriors, Grizzlies, Thunder- a diferença mínima de pontos na vitória foi de 8 contra o Warriors, de resto sempre beirou os 20.
4- Jogaram muitos jogos em casa?
Sim. Das dez vitórias em sequência, 8 foram em casa. Fora, foram só os jogos contra Wolves e Warriors, duas mamatas. Isso não desvaloriza o fato, apenas reforça a idéia que temos desde o ano passado de que o Jazz é um dos melhores times da NBA quando joga em casa e um time um pouco mais comum, embora ainda muito bom, quando joga fora.
5- O time se superou em alguma categoria em que antes fedia?
Comparando os últimos 15 jogos com os números do resto da temporada, vemos números:
Melhores em: rebotes ofensivos, roubos, assistências e pontos.
Números praticamente iguais em: pontos dos oponentes, rebotes defensivos, aproveitamento dos arremessos.
Números piores em: faltas, turnovers e tocos.
Todos aí têm sua explicação. Número maior de faltas e turnovers mostram que o time está mais agressivo tanto no ataque quanto na defesa. No ataque deu certo porque o número de assistências cresceu junto, na defesa nem tanto já que os tocos diminuíram e o número de pontos dos oponentes continuou o mesmo. A diminuição de tocos também pode ser explicada pela volta do Boozer, que é um Zach Randolph em termos de toco, bem pior que o Paul Millsap.
As melhoras ocorreram em rebotes ofensivos, em que o Boozer ajudou bastante, e em quesitos em que o Deron Williams é líder do time, ou seja, em boa fase os números crescem mesmo.
As mudanças podem ser explicadas basicamente pela boa fase do Deron, pela volta do Boozer e pela maior agressividade do time na defesa e no ataque, agressividade essa que é marca registrada desse time do Jerry Sloan.
Depois de entender melhor o que aconteceu, o que eu e todo mundo pergunta é: Tá, mas e aí, tudo isso vai continuar acontecendo ou é só passageiro?
A sequência de vitórias obviamente uma hora acaba. Tem grandes chances de acabar dia 15 contra o Magic, em Orlando, um dia depois do Jazz ter pego o Miami. Mas o importante é se eles vão continuar jogando nesse nível. Eu acho que sim, mas para o título deveriam melhorar ainda mais.
No começo da temporada, pensava no Jazz como aquele time quase perfeito. Quase. E que iria passar anos chegando em finais e semi-finais de conferência, sempre dando trabalho mas nunca levando o caneco. Ainda acho isso, mas o time tem funcionado tão bem, mas tão bem, que já coloco eles como terceiro melhor time do Oeste hoje, atrás apenas de Lakers e Spurs, e podendo vencer eles a qualquer momento.
Para o Jazz ser um time com chance de título, eles teriam que ou se tornar o Magic e jogar melhor fora de casa do que dentro ou chegar aos playoffs com mando de quadra contra todo mundo. Eles até têm chance de mando de quadra contra muita gente, já que com 39 vitórias, contra 40 de Houston e Denver e 41 do Spurs, ainda há tempo de talvez chegar em segundo no Oeste. E é inegável como eles teriam muita chance de ficar em segundo ou até brigar pela primeira vaga se não fossem as contusões do Deron e depois do Boozer.
Podemos tirar a dúvida no ano que vem talvez, mas no ano que vem o Boozer pode não estar ainda lá. Se não estiver, aí a minha previsão deles serem para sempre um time "quase" vai se confirmar.
Mas existe um conforto para os torcedores do Jazz. Ou melhor, dois. O primeiro é que eu estou errando previsões o tempo inteiro (embora vá acertar que o Bobcats vai aos playoffs, aguardem!). A outra coisa é a compensação que os torcedores do Suns tinham nos anos anteriores: o seu time não vai ganhar mas é o com basquete mais bonito na NBA.
Quem não tem visto o Jazz jogar pode estar surpreso. Quem sabe como eu sou apaixonado pelos triângulos do Lakers funcionando à perfeição também, mas hoje o Jazz é o time com jogo mais bonito na liga inteira. Prestem atenção no jogo de meia quadra, como todo jogador não só sabe onde fazer o corta-luz como também sabe fazer o corta, com muita força, impedindo o defensor de passar. E todo mundo sabe como cortar para a cesta depois do corta-luz, é o desespero de qualquer time que não sabe proteger o garrafão. A execução é perfeita, ninguém fica parado nunca e é um tesão para quem gosta da parte tática do jogo.
Pra quem tá pouco se fodendo pra tática e só quer ver show, o Jazz também serve. Até ano passado não servia, mas nesse ano os contra-ataques liderados por Deron Williams, CJ Miles e Ronnie Brewer não ficam devendo nada pra ninguém, é junto com Lakers e Sixers os melhores times jogando na transição. Falando sério, mesmo que seja para torcer contra, assista o Utah Jazz jogar, você não vai se arrepender.
Como dançarinos não deixam nada a desejar também:
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Denis
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sexta-feira, 25 de julho de 2008
O cabelo mais bonito da Grécia
A notícia da semana na NBA, como todos vocês já devem estar sabendo, é a ida do ala Josh Childress do Atlanta Hawks para o Olympiacos da Grécia. O contrato é bem gordo, 20 milhões de dólares, sem desconto de imposto, para disputar 3 temporadas, sendo que Childress pode optar por voltar para a NBA depois de qualquer uma das 3 temporadas de acordo com o seu contrato (engraçado é que se ele voltar para a NBA, o Atlanta Hawks ainda tem o direito de igualar qualquer oferta, Childress volta ainda como Free Agent restrito). Essa transferência está dando o que falar, tem gente que acha que é o começo da decadência da NBA diante da força do basquete europeu, tem gente que acha que é um caso isolado, tem gente que acha o cabelo do Childress engraçado e tem os que acham que é um pouco de tudo, como eu. E vai dizer que o cabelo do Childress não é engraçado.
Primeiro vamos falar do caso Childress apenas, de maneira isolada. Por que diabos ele foi pra lá? O primeiro motivo é que ele não queria continuar no Hawks. A cidade de Atlanta não parece odiada como Milwuakee mas o técnico parece ser uma pessoa tão legal quanto o Galvão Bueno. Tanto Josh Smith quanto o Josh Childress disseram que não queriam continuar no Hawks e a principal razão, dizem, é o técnico da equipe. Quem poderia prever que depois de ser a surpresa dos playoffs, eles seriam o grande fracasso da offseason?
Então o primeiro motivo é esse, ele não queria ficar no time em que jogava. Então vem outra questão, por que não mudou de time e continuou na NBA? Bom, como qualquer jogador (até o Tyronn Lue), o Josh Childress terminou seu contrato de novato e agora queria um contrato Faustão (grande, gordo e que só de ver dá vontade de rir) para se estabilizar financeiramente. Porém, não eram muitos times que tinham espaço na folha salarial nesse ano, sendo que muitos times estão se preparando para 2010, quando LeBron, Wade, Joe Johnson, Ginobili e mais uma caralhada de caras poderão assinar com qualquer time. Com isso, ninguém se preparou para esse ano e no fim das contas apenas Sixers, Warriors, Grizzlies e Clippers tinham reais chances de oferecer uma boa graninha pelo Childress. Mas convenhamos que nenhum desses times é uma daquelas potências da liga em que se dá gosto de jogar, talvez apenas o Sixers tenha um bom futuro próximo e o time até mostrou interesse pelo Childress, mas depois de oferecer aquela bolada pelo Elton Brand eles ficaram fora da jogada. O tempo foi passando, o Warriors pegou o Maggete, o Clippers usou o espaço que tinha para pegar o Marcus Camby, o Grizzlies disse que não deve contratar mais ninguém. Se você pensar bem, o Josh Childress não tinha muitas opções senão aceitar a milionária proposta grega ou topar um contrato magrinho na NBA para voltar ao mercado dos Free Agents no ano que vem. Lembrando que essa estratégia de esperar um ano não deu nada certo para caras como Andre Iguodala, Luol Deng e Ben Gordon.
Se o especial caso do Childress não preocupa, o que dizer de Boki Nachbar, Carlos Delfino e Jorge Garbajosa indo para a Rússia? Ou Primoz Brezec indo para a Itália e Juan Carlos Navarro voltando para a Espanha depois de uma temporada de relativo sucesso na NBA? A liga deveria se preocupar com isso?
O principal motivo dessa saída não é culpa do David Stern. E olha que poucas coisas no mundo não são culpas do David Stern - o aquecimento global, como todos sabemos, é. A principal causa é a desvalorização do dólar contra o Euro cada vez mais forte. O que não falta agora é artista pedindo pra ganhar em Euro, lembro de ler uma notícia há pouco tempo dizendo que a Gisele Bündchen só ia negociar contratos em Euro agora, ninguém mais quer ganhar em uma moeda que vale menos a cada dia.
O outro motivo, por incrível que pareça, é que a NBA é boa demais. Vamos pegar o exemplo do Navarro. Por melhor que ele seja, nunca iria chegar ao ponto de liderar um time na NBA. Se ele pegasse muito o jeito da liga, no máximo ia virar o que o Stojakovic é hoje, mas não com o mesmo salário porque todo mundo acha que o Hornets fez uma burrada em pagar tanto pelo sérvio. Já na Europa, o Navarro é o tipo de cara que quando chega faz um time deixar de ser mediano e virar candidato a título. E ganha para isso também. Lá ele assinou um contrato de 20 milhões de dólares por 4 anos, bem mais do que ele ganharia na NBA, onde provavelmente seria apenas um reserva de luxo.
E isso pode-se dizer de todo mundo. Imagina o Nachbar sendo reserva do Jarvis Hayes no Nets, o Garbajosa sendo o novo cara-que-dança-no-banco no lugar do Turiaf caso tivesse aceitado a proposta do Lakers, ou o Brezec afundando no banco do Raptors esperando o Jermaine O'Neal se machucar de novo. Não há o que a NBA possa fazer a respeito, os clubes europeus têm cada vez mais dinheiro e os jogadores vão sempre escolher o lugar em que vão ganhar mais dinheiro para ter uma função mais importante.
E esse negócio de função mais importante vai ainda mais longe do que só ser titular e ter minutos em quadra, tem a ver com prestígio também. E esse prestígio dos europeus dentro da NBA tem uma história interessante e que é bastante importante para entender o motivo que está fazendo os jogadores, principalmente europeus, a voltarem para a Europa ao invés de continuarem na NBA.
Há uns bons anos atrás, lá nos anos 90 ainda, os drafts eram lotados de americanos. As exceções eram raras, alguns poucos europeus e alguns africanos, sendo que esses em geral tinham feito faculdade nos EUA. Entre os europeus, vários fizeram sucesso, como Toni Kukoc, Arvydas Sabonis e Drazen Petrovic, ou seja, eram bons mas eram poucos. Foi só nesse começo de século que começou realmente um boom de gringos na liga. Dirk Nowitzki, que tinha sido draftado ainda pivete no final dos anos 90, estourou. Aí apareceram Kirilenko, Peja Stojakovic, Pau Gasol, Mehmet Okur, Hedo Turkoglu, Tony Parker, e até um que não era europeu mas que apareceu para o mundo jogando por lá, Manu Ginobili. Logo depois disso os EUA começaram a perder sua hegemonia no basquete internacional. Foram derrotas para a Argentina de Ginobili, para a Espanha de Gasol, para a Lituânia de Jasikevicius. Que conclusão tomar disso? O mundo estava alcançando os EUA e tinham dezenas de futuras estrelas da NBA espalhadas pelo basquete europeu.
De repente o draft estava recheado de nomes acabados em "ic", "ov" e "icius" ao invés dos bons e velhos "Johnson" e "Jackson". Foi a época em que se draftou Darko Milicic, Nikoloz Tsitishvili, Fran Vasquez, Andrea Bargnani, Yaroslav Korolev, todos como escolhas de topo do draft. Acontece que nenhum deles vingou na NBA, Darko e Bargnani nem chegaram a fracassar, mas não são nem de longe o que prometiam. Já Fran Vasquez foi o primeiro a não ir para a NBA para ganhar mais grana na Europa e fez, com isso, o Orlando jogar uma 11° escolha na lata de lixo. O nosso Tiago Splitter é a mesma coisa, não vai nunca para o Spurs porque ainda está ganhando uma bolada no Tau Ceramica, mas ainda acho que os dois vão para a NBA um dia.
Foi então que a moral dos gringos na liga americana começou a baixar. Antes eram novos recordes de quantidade de estrangeiros na NBA num jogo, no mesmo time, em um All-Star Game, depois os números foram baixando cada vez mais. Os erros no draft começaram a assustar cada vez mais os times da NBA e junto disso os próprios europeus dentro da NBA começaram a ser mal vistos. Com o passar dos anos, virou consenso o fato que todos os europeus, menos o Kirilenko, não sabiam jogar na defesa e que todos os gringos da liga inteira, menos o Ginobili, amarelavam no final dos jogos (com destaque para o Stojakovic e o Nowitzki). Talvez o auge dessa coisa toda tenha sido a final da NBA nesse ano. De um lado um time que dependia do Gasol, que não conseguiu render seu melhor jogo nas finais; de outro um time que não tinha nenhum europeu e que se destacava justamente por jogar bem na defesa, jogar duro. Além disso, antes da temporada, o manager do Celtics, Danny Ainge, disse que a Europa estava cheia de talento, mas não talento para serem estrelas, talento para ser "role-players", aqueles jogadores que só compõe elenco, com uma ou duas funções mais específicas.
Depois de anos do boom europeu, os times agora não estão dando valor para esses jogadores. Com poucas exceções, estão sendo vistos como o Danny Ainge os vê, como jogadores que só ajudam um pouco e estão recebendo propostas salariais que vão de acordo com essa função, logo, não é tão difícil para os times europeus, que, dizem, estão recebendo apoio de bilionários da mesma maneira que acontece no futebol europeu (e na MSI), igualarem ou superarem as ofertas.
Existe então uma chance da NBA um dia perder uma de suas grandes estrelas para um time da Europa? Eu acho pouco provável. Os times europeus ainda não tem bala na agulha pra pagar 15 milhões de dólares em um único ano para um só jogador. Além disso, as estrelas são tratadas como estrelas na NBA, fora o prestígio e os contratos publicitários que eles só ganham por terem uma evidência na mídia que não teriam em nenhuma outra liga do mundo. O que pode acontecer são estrelas já em fim de carreira irem para lá. Alguém se surpreenderia de ver um time com Michael Finley como cestinha na Euroliga?
Outra coisa que pode acontecer, e seria engraçado, foi sugerido por um cara no fórum do InsideHoops. Ele dizia que, se os jogadores medianos como esses europeus que estão voltando e caras como Josh Childress e até o Anthony Parker do Raptors (que foi MVP da Euroliga) forem para a Europa ganhar milhões, então a NBA iria virar uma liga de super-estrelas e lixo. Só iam ter os caras que são bons demais para sair da NBA e os ruins demais para conseguir vaga na Euroliga. Não creio que isso vá acontecer mas seria engraçado, já imagino meu Lakers voltando a usar o Smush Parker e o Kwame Brown junto do Kobe Bryant.
Uma das soluções que a NBA poderia adotar é a mesma que a WNBA adotou para atrair mais jogadoras do mundo todo: aumentar o teto salarial de cada equipe. Assim as equipes poderiam pagar, sem multas, cada vez mais dinheiro para os seus atletas. Mas existe um risco de inflacionar demais os salários, é só ver o que acontece na liga de baseball que (corrijam-me se estiver falando bobagem, fãs da MLB) não tem teto salarial como o da NBA e com isso pagam os salários mais altos e absurdos do esporte americano.
Um lugar em que o crescimento do mercado europeu deve influenciar ainda mais que a NBA é o basquete universitário. Primeiro vimos o fenômeno do colegial Brendon Jennings não conseguir ir para a faculdade e então optar por ganhar uma boa graninha indo jogar na Itália. Agora foi a vez do pivô da Universidade de Georgia Tech, Ra'Sean Dickey, que ao invés de ir para o seu último ano de faculdade decidiu ir jogar na Ucrânia. Claro que Dickey não é um nome de peso como Brendon Jennings, mas pode sugerir um novo caminho para a pivetada americana. Ao invés de fazer universidade sem ganhar dinheiro algum, podem ir para a Europa e fazer um bom pé de meia por lá antes de tentar a sorte na NBA.
Não sei se a NBA está se preocupando com isso agora, imagino que sim, já que o David Stern quer dominar o mundo e fazer toda a raça humana escrava das transmissões diárias da NBA como nós já somos, mas eu acho que eles nem precisam se preocupar tanto assim, o que está acontecendo é mais sinal de um crescimento europeu do que de uma decadência da NBA. Mesmo fazendo as coisas certas, não tem como impedir que os concorrentes cresçam, é normal de qualquer negócio. Além disso, a NBA tem a seu favor algo que nenhuma outra liga tem, o sonho. Todo mundo sonha em jogar na NBA, quando se pensa em basquete, no mundo inteiro, se pensa nos grandes momentos da liga americana. O ídolo de todo mundo é o Magic Johnson, Michael Jordan, e hoje Kobe Bryant e LeBron James, todos na NBA; todos que jogam basquete querem viver isso. A maior prova disso é a nova contratação do Portland TraiBlazers, o draftado no ano passado Rudy Fernandez.
Rudy foi a grande estrela do basquete na Espanha no ano passado. Ele foi campeão e MVP da liga Catalã, da Copa do Rei e da ULEB, uma espécie de Copa da UEFA do basquete europeu. Mas ao invés de ficar na Europa, em que todos os times o queriam e pagariam milhões por ele, Rudy Fernandez decidiu ir ganhar seu salário de novato no Blazers, onde ele pode até acabar sendo reserva de Brandon Roy. Quando assinou com o Blazers, expressou tudo isso o que eu disse agora, vejam:
"O Portland mostrou muito interesse em mim e garantiram que eu serei importante para o time. O time é jovem e eu quero ajudá-los a chegar nos playoffs e, por que não, no título. Não foi fácil escolher o que fazer mas acho que chegou o momento de encarar novos desafios. Agora tenho a chance de realizar meu sonho de ser parte da NBA."
Simples assim. O cara sentiu que será útil para o time e irá realizar um sonho. Para alguns, isso vale mais do que o valor do euro sobre o dólar.
Se a NBA perdeu o simpático e bom Josh Childress para a Europa, a Europa perdeu o espetacular Rudy Fernandez para a NBA. Não que não haja nada para se preocupar, mas a NBA ainda está no lucro.
Defenestrado por
Denis
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09:23
7
Jogadores frustrados já comentaram
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sábado, 17 de maio de 2008
Bem na cara deles!
...
Não morremos e nem esquecemos do Lakers, só tiramos um dia de folga, o primeiro sem jogo de playoff desde seu início, para fazer uma média com as namoradas, mas já estamos de volta!
...
"O amor de Deus, que se derrama no coração dos filhos dos homens; é, portanto, a mais desejável de todas as coisas."( 1 Néfi 11:22).
Essa é uma frase encontrada no Livro dos Mórmons, livro do movimento religioso Santos dos Últimos Dias. Segundo a nossa boa e velha Wikipedia, a história do movimento é a seguinte:
"Joseph Smith recebeu uma visão na qual Deus e Jesus Cristo lhe ordenaram que não se filiasse a nenhuma das igrejas existentes, pois todas estavam erradas e errôneas, mas que restaurasse a verdadeira igreja de Jesus Cristo. Esta narrativa é conhecida como a Primeira Visão.
A tradição desta igreja diz que um anjo do Senhor apareceu para Joseph Smith e lhe entregou uma coleção de placas de ouro gravadas com a lâmina da sabedoria, e traduziu-as para o inglês, dando origem ao chamado Livro de Mórmon, que juntamente com a Bíblia constitui a base de fé da Igreja. O termo mórmon, geralmente usado para referir-se aos Santos dos Últimos Dias, deriva do nome do profeta Mórmon, que teria sido um dos autores e compiladores das escrituras que formaram o Livro."
Não sei se quem escreveu isso tava querendo zoar os mórmons mas pareceu, a história é muito engraçada! Deus desceu pra um cara e falou "Olha filho, as igrejas daí não tão com nada, vou estar mandando um anjo que vai estar te entregando umas placas de ouro que eu mandei fazer em alguma língua bizarra, mas aí você traduz pro inglês que é a língua do futuro, beleza?"Bom, ceticismos à parte, vemos que os mórmons são um grupo de pessoas que vieram para restaurar a palavra de deus. E vemos na frase que eu coloquei pra começar esse texto que o livro escrito pelo Joseph Smith prega o amor e todas essas coisas melosas e idiotas que toda religião fala e nenhuma leva a sério.
Tá, está achando o meu texto um pouco preconceituoso e faltando com respeito para toda a comunidade mórmon? Tem toda razão, forcei a barra mesmo sem conhecer os mórmons, mas se você quer saber, poderia ser bem pior, a falta de respeito poderia ser maior e as brincadeiras de mais mau gosto ainda. Dúvida?
Vamos então à terra dos mórmons, o Estado americano de Utah. Lá os mórmons e não-mórmons, tanto faz, se reúnem no EnergySolutions Arena, que além de ter o pior nome de quadra da NBA, é a mais barulhenta arena da liga americana, para torcer pelo Utah Jazz. E aí todo amor, respeito e palavra de deus, ou educação mesmo, são esquecidos pelos presentes. Querem 3 exemplos?
1. Racismo
Vamos começar pelo ano passado. A série de semi-final de playoff era entre Utah Jazz e a surpresa Golden State Warriors, foi a série daquele jogo dramático do Fisher. Durante os jogos em casa, a gente só ouvia uma barulheira que os microfones pegavam, mas lá na quadra os jogadores ouviam outras coisas.
"O melhor de jogar em casa, em Oakland, ao invés de jogar em Utah, é que em casa não ouvimos insultos racistas, xingamentos e pessoas torcendo para eu ir para a cadeia. Essa é a diferença."
A frase é do Stephen Jackson, que ouviu poucas e boas devido à sua fama de bad boy que vem de longa data. Mas o Jason Richardson, que nunca teve caso nenhum com a polícia, diz:
"Foi uma coisa que chocou a todos nós. Não estávamos esperando isso. Eu sei que eles tentam entrar na nossa cabeça apenas pra nos atrapalhar, mas não sabia que eles seriam capazes de ser tão baixos, simplesmente não faz sentido!"
E o povo lá é racista mesmo. Não é coincidência que o time é um com o maior número de brancos na NBA inteira. E não é por acaso também que o Korver, branquinho e religioso, tenha virado favorito da torcida em pouco tempo.
2. Vandalismo
Como se fosse campeonato estadual aqui no Brasil, os torcedores do Jazz não se aguentam e precisam atirar coisas no time adversário, por algum motivo eles acham que se o Kobe Bryant receber um copo plástico na cabeça ele vai jogar como o Sasha Vujacic. Não rola.
Eles jogaram lixo na cabeça do banco do Lakers nessa temporada mas não foi a primeira vez. No último jogo da série contra o Spurs na temporada passada, o jogo da eliminação, os torcedores, revoltados com a derrota, atiraram tudo o que eles tinha direito na cabeça do Gregg Poppovich e companhia. Na hora foi legal, porque eu tava torcendo contra o Spurs, mas a verdade é que uma atitude das mais patéticas.
3. Golpes baixos
Zoar o Kobe pela acusação de estupro dele virou até moda na época dos processos. Mas depois de anos e anos e com a inocência dele provada, a piada ficou pra trás. Menos para a torcida do Jazz. Como a foto do post mostra, eles chegaram ao ponto de levar bonecas infláveis com menções ao caso do hotel em que a guria que deu pro Kobe o acusou de estupro.
Como o Kobe é odiado, muita gente pode deixar passar essa, mas eles conseguiram ir além, foram ao ponto de tirar sarro do Derek Fisher e da filha dele, sim, aquela filha que está com câncer no olho. Toda vez que o Fisher pegava a bola na mão, a torcida começava a gritar "câncer, câncer, câncer" e olhem na foto abaixo o que fizeram pro Fisher na hora do lance livre:

Tapar o olho e gritar é demais! Nem eu, que adoro uma piada de mal gosto, ri dessa! E isso foi depois dos gritos de "câncer". E não podemos esquecer que tudo o que o Fisher fez no ano passado foi pelo Jazz!!! Ele saiu logo depois de uma cirurgia delicada da filha e viajou metade dos EUA só pra salvar o Jazz das mãos do Baron Davis em um jogo em que o Dee Brown estava machucado e o Deron Williams em problema de faltas. E ele só saiu do time porque precisava morar em uma cidade que tivesse tratamento pra filha dele, não teve nada de briga ou coisa assim. Simplesmente não entendo essa torcida.
Depois de tantos motivos, espero que todos estejam felizes com a vitória do Lakers sobre o Jazz na sexta-feira, apenas a segunda de um time fora de casa em 22 jogos das semi-finais de conferência. Mas a verdade é que o Jazz, apesar da pior torcida da NBA, tem um time bem bacana, não entendo como alguém pode não gostar do Deron Williams e do Boozer, por exemplo. Mas isso não era sobre eles, era sobre a torcida, e para o bem do jogo, do Kobe e principalmente do Fisher, o Lakers tinha que fechar essa série lá em Salt Lake City.Na temporada regular, quando o Lakers já tinha sido um dos 4 únicos times (Portland, Houston, Boston os outros) a bater o Jazz em casa, o Kobe tinha dito que a motivação principal tinha sido as vaias em cima do Fisher. Então o negócio não é novo, os caras são filhas da mãe faz tempo e o Lakers tava engasgado com eles na garganta. Mas o que foi decisivo para a vitória foi o Lakers ter usado a motivação para a sua melhor atuação defensiva em toda série, principalmente no primeiro tempo.
O Lakers não deu chance para os rebotes ofensivos, limitou as idas do Jazz ao lance livre e soube usar o domínio nos rebotes para puxar os contra-ataques e jogar no seu ritmo. No final, o Jazz ainda teve chance de empatar mas não dá pra culpar o Lakers por isso, nos minutos finais o Jazz simplesmente entrou em um estado maluco onde eles não paravam de acertar bolas de 3. Foram do Okur, do Deron Williams e duas seguidas do Kirilenko, que não tinha metido nenhuma na série inteira. Para dar uma última emoção, o Fisher ainda errou um lance livre nos segundos finais que deixou a diferença em apenas três e deu uma chance para o Jazz empatar o jogo. As tentativas do Okur e a do Deron no estouro do cronômetro foram as únicas que o time errou nos últimos minutos de jogo. Como torcedor do Lakers, só não morri do coração porque sou Corinthiano e estou acostumado a vitórias só aparecerem depois de muito, muito sofrimento!
Agora, passada altitude de Denver e os mórmons doidos de Utah, falta pro Lakers saber se pegam os conservadores texanos de San Antonio ou a comunidade negra, pobre e excluída de New Orleans. De qualquer maneira, sabemos que vai ser difícil e que eu vou sofrer muito em todos jogos. "Haja Coração!", já diria um grande narrador narigudo.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Banco de talentos
Há alguns posts atrás, o Charles comentou sobre o Jarvis Hayes, que em seus 15, 16 minutos por jogo sempre marca muitos pontos e se destaca no Pistons. Logo depois, o Sbub comentou sobre o Mohammed, recém trocado pelo Pistons para o Bobcats, que virou uma máquina de rebotes em Charlotte. E associando as duas coisas resolvi falar sobre o banco de reservas do Detroit Pistons, o maior desperdiçador de talentos de toda NBA.
Talvez usar o termos "desperdiçar" possa parecer forte demais, vamos apenas dizer que eles são tão bons que não se dão ao trabalho de usar o banco. A base titular com Billups, Hamilton e cia. é tão bem entrosada e funciona tão bem que eles jogam muitos e muitos minutos sem dar muita chance aos reservas. E a estratégia (em grego 'strateegia', em latim 'strategi'...) tem dado muito certo. O Detroit é um time vencedor, chegou em duas finais da NBA, seu estilo de jogo não cansa em excesso os jogadores (por isso o Suns PRECISA de um banco de reservas melhor) e com isso os jogadores não ficam com a língua no chão depois de jogar muito. Mas acontece também deles muitas vezes não precisarem jogar muito já que o Pistons é o segundo, apenas atrás do Celtics, na margem de pontos em relação aos adversários, ou seja, é muito garbage time pra gente ver Amir Johnson e Arron Afflalo enfrentando os reservas dos outros times.
Mas pera aí! Então os reservas têm pouco ou muito tempo? Eles têm um bom tempo. Mas nunca quando a coisa interessa! O ponto é esse, quando o jogo é importante, quando o jogo tá pau a pau, os reservas nem encostam na bola. Entram um por vez pra dar descanso rápido a um dos titulares e já era. Jogar mesmo, pegar ritmo, só quando o jogo tá decidido.
Com essa forma de pensar, o time tem ido longe na NBA, não se pode criticar, mas ao mesmo tempo eles assistiram incríveis talentos sair do time em busca de mais espaço, e viram muitos jogadores desconhecidos por lá virarem grandes jogadores. Vamos conhecer alguns:
Mike James: Alguém lembra dele no Pistons? Eu demorei muito pra lembrar. Ele jogou metade da temporada 2003-04 por lá e teve média de apenas 19 minutos por jogo. Não sou grande fã do Mike James, ele mesmo já disse ser obcecado por suas estatísticas e parece se importar mais com elas do que com o time, mas o cara tem talento e o Pistons poderia tê-lo usado melhor para descansar o Billups.
Nazr Mohammed: Esse foi bem recente. Chegou como o substituto de Ben Wallace e meia temporada depois estava atochado no banco de reservas brincando de Darko. Entrava só para mostrar pro outro time que o jogo tava ganho. Foi trocado há algumas semanas para Charlotte Bobcats e em pouco mais de 24 minutos de jogo já está com média de quase 9 rebotes por jogo e fez vários double-doubles. Ele não é um all-star mas já mostrou no Atlanta e até no Knicks que tem talento, acho que ele tem o perfil do Pistons e poderia ter médias incríveis de rebotes por lá se dada a chance, mas não deram, colocaram o Webber no lugar dele e ele afundou.

Carlos Arroyo: Se o Mike James não teve muita chance de ser reserva do Billups por meia temporada, o Arroyo não teve por duas. Acho que o Billups tem no seu contrato algo que diz que só o Lindsay Hunter pode entrar no lugar dele e mais ninguém. O Arroyo, o mesmo que destruiu os americanos nas Olimpíadas de 2004 e que é titular merecido do Orlando agora, teve uma incrível média de 12 minutos por jogo na sua última temporada em Detroit.
Darko Milicic: Se Mohammed era usado para mostrar para os adversários que o jogo estava ganho, Darko era usado para mostrar que o jogo havia sido ganho, tinha sido uma lavada, tinha sido bem fácil e eles estavam rindo da sua cara. Nas finais de 2004 eu me revoltava, já que sou torcedor do Lakers, quando o Darko entrava. Aquilo era humilhação demais! Mas o fato é que muitas vezes o Darko tinha um bom garbage time, dava seus tocos, pegava uns rebotes, acertava umas cestas e... ué, é isso o que ele ainda faz hoje, não é? Ele nunca vai justificar ser uma segunda escolha, mas é bom jogador e quando tem seus minutos no Grizz (e quando tinha em Orlando) sempre se mostrou útil, com boa média de tocos e rebotes. No Pistons acho que nunca jogou um jogo com diferença menor de 10 pontos entre os dois times em disputa.
Carlos Delfino: Eu não gostava muito do Delfino. Quando ele chegou na NBA eu vi gente dizendo que ele ia ser melhor que o Ginobili e isso me faz lembrar de quando o Arinélson era o próximo grande jogador do Santos. O Delfino nunca chegou perto das expectativas mas ao mesmo tempo você via que ele era mal aproveitado no Pistons, o coitado entrava, dava dois arremessos e saia, parecia que ele tinha pressa em jogar porque sabia que ia sair logo e isso atrapalhava muito. Nesse ano, no Raptors, ele é outro cara. Muito mais calmo e se sentindo parte do time ele até jogou vários minutos como armador principal do time quando o Calderon senta e o TJ Ford vê o jogo do hospital. E ele arma bem, até! Com vários jogos muito bons já na temporada, ele é peça importante no Raptors e você fica imaginando como ele seria útil dando um tempo de descanso para Hamilton e Prince.
Mehmet Okur: Provavelmente o melhor jogador a não jogar pelo Pistons. Ele estava lá, ficava no banco e volta e meia tinha um jogo em que ele acabava sendo mais bem utilizado. Lembro de um jogo em que ele simplesmente matou o Lakers só porque o Shaq se recusava a sair do garrafão para marcar as bolas de 3 pontos dele. Mesmo assim, o máximo de média que teve foi de 22 minutos por jogo, e muito por causa dos 33 jogos em que foi titular ainda na era pré-Sheed. Depois que o Sheed chegou, ele afundou no banco e de lá foi para o Utah, onde, de repente, estava com médias de quase 20 pontos por jogo.Com o Jarvis Hayes, que nosso amigo Charles citou, a situação é igual mas é diferente. É igual porque ele é um cara de talento e que tem poucas oportunidades, mas é diferente porque ele que era free agent e topou ir para lá mesmo sabendo desse histórico todo do banco do Pistons. Não quero chamar o Hayes de burro com isso também, ele não estava numa situação fácil, nos seus anos de Wizards, além de provar que tinha certo talento para marcar pontos, mostrou mais ainda que tinha talento para se machucar, e fez uma fama de ser de vidro. Muitos times não ofereceram coisas boas pra ele e quando o Pistons apareceu com uma proposta ele abraçou, mas não dúvido que no fim do contrato ele busque uma vaga em um time em que seja mais participativo. Outro que tem talento, embora seja meio Mike James no fato de só querer fazer pontos e nada mais, é o Flip Murray. Esse tá encostadão no Pistons e dizem que uma troca deve acontecer em breve para tirá-lo de Detroit.
Agora é a hora que o espertalhão aparece e diz: "Ei, Denis, seu torcedor do Lakers cabeçudo! E o Maxiell? Ele é reserva e joga, seu bundão!". Pois é, o Maxiell é um caso que deu certo, assim como o McDyess. Ano passado o McDyess era reserva do Webber e mesmo assim jogava sempre no quarto período só porque o Webber é mais amarelão que o Stojakovic e o Dirk juntos. Com isso ele tinha minutos, e minutos importantes. Nesse ano o McDyess é titular, tem seu tempo em quadra, mas em vários dias o Maxiell entra, entra bem e fica no jogo. Não vou dizer que ele é a exceção que confirma a regra porque isso é brega. Mas é verdade, ele é a exceção que confirma a regra, pronto, falei!
Notas:
- A relação entre os titulares e os reservas do Pistons, apesar da briga por minutos, é boa, como vemos na bela canção interpretada pelo titular Sheed e os reservas Jason Maxiell, Amir Johson e Will Blalock. Ouça e veja AQUI.
- A prorrogação do jogo de ontem do Suns foi feia. De um lado, o Suns parecia bem perdido sem o Nash doente, o Leandrinho provou mais uma vez que ao mesmo tempo em que faz pontos com a mesma facilidade com que corre quando fez 16 pontos só no terceiro quarto, também tem muita dificuldade em ser o armador principal, com alguns turnovers feios. Mas pior que ele de armador foi o Tinsley, que durante a prorrogação não passou a bola uma vez sequer. E não é jeito de falar! Ele partiu pra cima e arremessou todas as bolas, podem até conferir o play-by-play se vocês quiserem. A única cesta que não foi dele na prorrogação foi um rebote ofensivo que o Mike Dunleavy Jr. pegou. Rebote de um chute do Tinsley, claro. Vitória merecida do Suns.
- Ontem o Lakers detruiu o Hornets e Kobe depois do jogo disse que o papel dele no time não é mais o de fazer 35 pontos por jogo, é apenas de estar lá para quando o time estiver em dificuldade e precisar de um empurrão. Quem diria que um dia ele falaria isso? E pior que não é da boca pra fora, vendo o jogo é o que acontece mesmo!
- Lembra do post com a foto da mina firmeza do Garnett? Que tal a mina do Okur? Eu pegava fáaaacil.
- Bem no dia em que o Danilo falou que o Yao Ming deixou de ser "soft" para enterrar na cabeça das pessoas, o china fez isso aqui com o Malik Rose. Uau!
Defenestrado por
Denis
por volta das
13:44
14
Jogadores frustrados já comentaram
Labels: Arroyo, darko, delfino, jarvis hayes, kobe, Leandrinho, malik rose, maxiell, mike james, nazr mohammed, okur, pistons, tinsley, yao




