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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Miami Heat e o suco de limão

"Hahaha, eles achavam que eu era um ala!"

O Chaves, aquele do SBT, sem querer querendo nos apresenta a uma questão filosófica quando resolve vender refrescos na rua. Oferece aos seus clientes sempre três sucos diferentes: groselha, limão e tamarindo. Mas quando o Seu Madruga escolhe o suco de limão, Chaves faz uma pergunta genial:

"O que parece limão, o que é de limão, ou o que tem sabor de limão?"



A dúvida nos apresenta a diferença entre aparência e essência, e agora você já pode dizer que aprendeu Filosofia com o Chaves. Definimos as coisas pelo que elas parecem ser ou pelo que elas de fato são? E como podemos saber se uma coisa é algo que não parece ser?

Na NBA, isso se aplica bastante às posições dos jogadores. Por exemplo, o Chris Bosh sempre jogou de pivô durante toda sua carreira no Toronto Raptors, então ele sempre pareceu um pivô. No entanto, sempre fomos capazes de olhar para ele e, como se sua essência nos aparecesse revelada, saber claramente que ele não era pivô coisa nenhuma, era apenas um ala de força improvisado.

O Amar'e Stoudemire é um caso mais complicado. Todos sabemos que, em essência, ele é um ala de força. Mas após jogar toda a carreira no Suns como pivô, e ter um sucesso fantástico na posição contra outros pivôs, não deveríamos passar a considerá-lo um pivô legítimo? O próprio Amar'e se desesperava com a possibilidade de ser considerado um pivô e o técnico do Suns, Alvin Gentry, chegava a escalar o Channing Frye como pivô apenas para acalmar os ânimos, porque na prática o Amar'e ficava embaixo da cesta e o Frye nunca se atrevia a pisar no garrafão. E agora que o Amar'e está no Knicks, como devemos considerar sua posição? Pior: qual devemos considerar sua posição natural?

Essas questões me atingiram no exato momento em que LeBron James deu 14 assistências na derrota para o Jazz e a transmissão gringa afirmou que ele havia quebrado o recorde de assistências para um ala jogando pelo Heat. Um ala? Sim, porque todos nós sabemos que o LeBron James é, em sua essência, um ala. E esse conhecimento está impedindo muita gente esperta de perceber que LeBron é, desde que chegou a Miami, o armador principal da equipe.

Não se deixe enganar pelo boxscore, que escala LeBron como ala (SF) e Carlos Arroyo como armador principal (PG). O Arroyo só está lá porque o Heat tem uma falta brutal de bons arremessadores, não é nunca ele o responsável por armar as jogadas. É LeBron quem traz a bola para o ataque, quem chama a jogada e quem a faz acontecer. Quando está no banco, a função passa para Dwyane Wade. Arroyo só é o armador em uma ou outra posse de bola, ou em emergência caso LeBron e Wade não estejam em quadra (embora eu tenha visto até o Eddie House armando mais do que ele). LeBron James joga de armador em tempo integral, mais até do que em seu ano de novato com o Cavs, em que tinha essa função. É uma volta aos seus tempos de colegial, em que atuava como armador.

É estranho ver tanta gente dizer que falta ao Heat um armador, alguém para iniciar as jogadas, porque o Arroyo fede. De fato, o Arroyo fede, quem sou eu para negar. Mas o problema é outro: quando LeBron está armando o jogo e atraindo a marcação, sobra muito espaço no perímetro. Como Wade e LeBron são conhecidos pelas infiltrações e Bosh está mais perto do aro, as defesas estão se focando no garrafão. Wade é então obrigado a usar o espaço livre na linha de três pontos, e quando a marcação adversária corre para ele, é LeBron quem fica livre para o arremesso de três. Para os adversários tá ótimo, porque nenhum dos dois é um grande arremessador - aliás, o Wade não dava um arremesso de três sequer uns dois anos atrás, e o LeBron também começou a explorar mais o arremesso faz pouco tempo, desde que jogou com a seleção americana.

É por isso que o Heat precisa ter na escalação o Eddie House, o Carlos Arroyo, o James Jones. Os arremessadores ficam constantemente livres e a equipe de Miami precisa usar as bolas de três. Mike Miller, que deve ser o melhor arremessador do Heat, só deve voltar no final de dezembro ou começo de janeiro, então até lá o cargo de melhor arremessador vai para um jogador inusitado: Udonis Haslem.

O Haslem não arremessa de três, é verdade, mas seu arremesso da cabeça do garrafão e de dois passos à frente da zona morta é simplesmente mortal. Quando as defesas adversárias estão lá se amontoando no garrafão, o único arremesso confiável do elenco inteiro é do Haslem, e LeBron tem constantemente achado o companheiro livre. Só é uma droga que quando você precisa muito de uma bola de segurança ou arremesso decisivo, tem que passar para o Haslem ou para o Eddie House na linha de três. Bizarramente, é melhor do que deixar Wade ou LeBron arremessarem.

O Heat não precisa de um armador. Apesar de acharmos que LeBron é essencialmente um ala, ele é e sempre foi um armador - mas com tamanho para tapar o buraco na ala, e até no garrafão, de elencos menores. Pode não parecer de limão, e a maioria acha que ele não é de limão, mas basta ver um jogo para perceber que ele tem sabor de limão. O babaca que afirmou que o LeBron bateu o recorde de assistências de um ala tem cocô na cabeça. Por isso, o que o Heat precisa mesmo é de arremessadores que, preferencialmente, não comprometam na defesa como Arroyo, Eddie House e - futuramente - Mike Miller comprometem.

A defesa do Heat é a maior decepção desde a Playboy 3D da Larissa Riquelme (que apenas me lembrou aquelas revistas 3D com dinossauros da minha infância). Quando ela funciona, gera contra-ataques mortais e o Heat parece imbatível, mas a defesa só é realmente sufocante contra os times mais fracos. Contra equipes com garrafões fortes, a defesa do Heat não consegue acompanhar, não sabe quando dobrar, erra as coberturas de marcação, não sabe rodar atrás do arremessador livre e - o que é pior ainda - começa a se desesperar e tentar roubar bolas para iniciar o contra-ataque. Contra o Celtics, a frustração com o garrafão verde era tanta que todo mundo do Heat tentava interceptar os passes, não conseguia, e aí o adversário já estava com o caminho livre para a cesta. É o que os gringos chamam de "gamble", ou "aposta": se você intercepta o passe tem um contra-ataque mortal nas mãos, mas se não intercepta então você está batido na jogada e o cara que você deveria estar marcando é que tem uma cesta fácil. Nenhum time que se presa permite esse tipo de coisa e o Heat faz isso o tempo inteiro porque estão desesperados com a desorganização defensiva e com a falta de tamanho no garrafão. O Celtics, por exemplo, é um time fantástico e o ataque funciona cada vez melhor nas mãos do Rajon Rondo, mas a defesa do Heat fez com que eles parecessem o melhor ataque da NBA, coisa que eles estão longe de ser. Fora que contra o Jazz eles fizeram o limitado Paul Millsap ter uma partida de Karl Malone (tirando as bolas de três pontos, que foram simplesmente uma falha na Matrix). Essa defesa ainda vai se arrumar com o tempo, mas quanto mais tempo levar para isso, mais o time vai ficar com a água batendo na bunda e passará a se desesperar mais e mais, perdendo mais jogos. É capaz que isso vire uma baita bola de neve.

O ridículo é que todo mundo imaginava um ataque demorando para se encontrar mas uma defesa fantástica, nos moldes do Celtics. Todo o esforço nas férias foi para que a defesa do Heat ganhasse jogos sozinha. Realmente o ataque vai levar um tempo para funcionar e a falta de arremessadores sólidos vai exigir uma ou outra gambiarra, mas a defesa é que tem perdido jogos para eles. Pra mim, é uma decepção tão grande que até esconde um pouco a decepção que é o Chris Bosh.

Voltando ao suco de limão do Chaves, o Bosh é um ala de força em essência que rendia bem como pivô mas que sempre soubemos que estava jogando ali improvisado, contra a própria vontade. Mas a surpresa é que Bosh rende muito mais como pivô do que jamais renderá como ala. Defendendo mais longe da cesta, Bosh não pode utilizar seu bom tempo de bola nos tocos, não usa sua velocidade para cobrir os dois lados do garrafão, e sofre ainda mais com o contato físico dos jogadores que estão infiltrando rumo à cesta. No ataque, seu jogo de pernas perde valor quando ele não está próximo à cesta porque está sendo marcado por jogadores mais leves e rápidos e ele acaba utilizando demais o seu arremesso - pelo qual ele é apaixonado, e que é bem razoável, mas que não se compara com seus movimentos debaixo do aro. Acho que no caso do Bosh, todos nós (e até mesmo ele próprio) confundiram imagem e essência. O Bosh não parece ser pivô, é magro demais, rápido demais. Mas é como pivô que essas características tornam-se qualidades. Bosh não parece ser de limão, mas é de limão. Se o Heat quer estabelecer um jogo legítimo de garrafão, o primeiro passo é cortar o chororô do Bosh e colocá-lo como pivô imediatamente. Udonis Haslem, que merece ser titular, agradece.

domingo, 17 de outubro de 2010

Preview - 2010-11 / Miami Heat

Wade tem dor de barriga só de pensar no elenco do ano passado


Objetivo máximo: Ganhar um título e descobrir a cura para o câncer
Não seria estranho: Perder na final do Leste ou bater o recorde de 72 vitórias
Desastre: Não chegar à final de Conferência

Forças: Três carinhas lá que dizem que são bons e um técnico capaz de montar defesas monstruosas
Fraquezas: Um elenco de apoio limitado que parece ter sido escolhido em fim de feira e sofre de falta de entrosamento

Elenco: Se Odin existisse ele deixaria eu colar as planilhas aqui como fizemos nos primeiros previews. Mas pelo jeito estamos sem deuses nórdicos nesse mundo e vocês terão que clicar aqui para conferir a rotação do Miami Heat. Maldito Blogger instável!

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Técnico: Erik Spoelstra

O Spoelstra é uma ninfetinha entre os vovôs. Com apenas 39 anos, é o técnico mais novo da NBA e também o mais descolado. Antes mesmo de assumir o time, já era famoso pelo seu trabalho inovador com tecnologias para análise de estatísticas e era o responsável por juntar dados e vídeos sobre as equipes adversárias. O ex-técnico do Heat, Pat Riley, sempre gostou do jovem nerd e foi cada vez mais aproximando o pirralho das quadras. O maior sucesso do Spoelstra foi no trabalho individual com os novatos, ensinando as movimentações ofensivas e defensivas, e sua fama de bom professor foi lhe rendendo cada vez mais espaço na comissão técnica - até que Pat Riley decidiu que seu jovem padawan estava pronto. Quando Spoelstra assumiu o Heat na temporada 2008-09, tudo que sabíamos sobre ele era que havia disponilizado todas as jogadas da equipe para seus jogadores num programinha para iPod. Era o modo dele de garantir que todos os jogadores teriam a lista de jogadas sempre à mão, e provou imediatamente que o jovem treinador sabia falar a mesma língua dos seus jogadores. Rapidamente tornou-se respeitado e compreendido por todo o elenco e levou um time limitadíssimo, beirando o ridículo, duas vezes aos playoffs. O segredo é um só: defesa.

Spoelstra é excelente treinador de pirralhos e desenha muito bem jogadas decisivas, mas a defesa que ele montou com aquele elenco de zé-ruelas é puro milagre. Na temporada passada, quando o Heat sofria com um ataque terrivelmente inconsistente e estava fora da zona dos playoffs, emplacou de repente uma série de vitórias depois do All-Star Game ganhando 18 de suas 22 últimas partidas e se classificando em quinto lugar no Leste, tudo com o discurso de que é a defesa que ganha jogos. No geral, o Heat foi o segundo melhor time em limitar os pontos do oponente (94.2 por jogo), o melhor em limitar o aproveitamento de arremessos do oponente (43.9% por jogo), e o quinto melhor em limitar o aproveitamento do perímetro (34.2% da linha de três pontos por jogo). O Spoelstra foca tanto na defesa que nunca teve medo de limitar os minutos de Michael Beasley só porque ele fede defendendo e sempre deu preferência ao seu quinteto defensivo (com Joel Anthony e Mario Chalmers) mesmo quando o ataque sofria por falta de talento. Por isso, desde que LeBron, Bosh e Wade se reuniram, em Miami só se fala em defesa (e em garotas de biquíni, mas isso é outra história).

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Se tem uma coisa que aprendemos com o Celtics é que, ao juntar três grandes estrelas, não é necessário se preocupar com o resto do elenco. Ao contrário do que acontece com times com uma estrela isolada, jogadores veteranos são capazes de arrancar um braço pela oportunidade de jogar com três estrelas ao mesmo tempo, topando salários menores e papéis limitados na esperança de ganhar um anel de campeão. O Heat desmontou inteiramente seu time para tentar contratar LeBron, Bosh e Wade, um risco absurdo - que se tivesse dado errado seria uma baita burrice, mas já que deu certo é chamado "jogada de gênio" - que agora traz resultados. O elenco foi criado do zero apenas com gente louca pela chance de ser campeão em Miami: o Udonis Haslem recebeu ofertas mais lucrativas e com mais minutos, mas aceitou voltar para o Heat mesmo indo parar no banco em nome de "sua amizade com Wade"; Ilgauskas poderia continuar no Cavs onde é amado e idolatrado e os moradores de Cleveland lhe oferecem suas filhas para casar com ele, mas preferiu dividir o garrafão com o Bosh; Mike Miller foi um dos jogadores mais cobiçados da offseason mas rapidamente ficou claro que ele iria reforçar o perímetro do Heat; e o Eddie House, que já foi campeão com o Celtics e é um oportunista safado e sem vergonha, também pulou no barco. Mario Chalmers e Dwyane Wade vão ter trabalho para conhecer todos os rostos novos no vestiário de um time que, até a chegada de LeBron e Bosh, não tinha sequer 5 jogadores contratados.

O problema é que essa gente nova precisa aprender as movimentações ofensivas, os padrões defensivos, como cada jogador se comporta em quadra, qual a filosofia do técnico. É por isso que, desde o primeiro dia de treinamentos, o foco tem sido integralmente na defesa. Novamente, é uma lição tirada diretamente do livro do Boston Celtics: com tantos jogadores talentosos no ataque, dá pra jogar improvisando desde que a defesa seja impecável. Wade e LeBron estão dispostos a provar que são dois dos melhores defensores da NBA e, com isso, passar uma forte mentalidade defensiva ao resto do time. Nos jogos de pré-temporada a defesa do Heat errou muito, ainda existem muitos desentendimentos e falhas de marcação, mas dá pra perceber que o foco do Erik Spoelstra é, como sempre, marcação muito forte. Com o tempo, quando os jogadores estiverem acostumados ao estilo e uns com os outros, esse Heat tem tudo para ser uma das três defesas mais fortes da liga.

Se a defesa funcionar, o Heat será um excelente time em contra-ataques, área em que LeBron realmente brilha e na qual Dwyane Wade se sai tão bem. No contra-ataque não é preciso ter jogadas ensaiadas, dá pra contar com a velocidade e o talento dos jogadores, com a visão de jogo de LeBron James, e não se preocupar com o treinamento ofensivo. Quando o contra-ataque não funcionar e o Heat precisar de um jogo de meia-quadra, mais lento, podemos esperar - assim como acontece com o Celtics - muitas isolações e improviso. Mas quem deve chamar as jogadas na imensa maioria das vezes é mesmo LeBron James. Como abordamos em nosso texto sobre a ida de LeBron ao Heat, o jogador sempre preferiu jogar, desde seus tempos de colegial, como um passador. Nos jogos de pré-temporada tem passado bastante tempo na posição, com Mario Chalmers jogando como armador apenas na defesa e Carlos Arroyo, quando entra na posição, agindo mais como um segundo armador e se focando nos arremessos. Quando Dwyane jogar, deve assumir um pouco a posição, de modo que Chalmers e Arroyo possam se focar naquilo que sabem ao invés de terem que jogar como armadores puros, coisa que não são. Acredito que aos poucos LeBron firme-se cada vez mais como o armador da equipe e é capaz que Mike Miller entre como titular para melhorar os arremessos de perímetro. Se vier do banco, Miller também pode armar o jogo com bastante eficiência, de modo que não prevejo Chalmers e Arroyo carregando muito a bola na próxima temporada.

A defesa será o foco da equipe, o ataque deve funcionar nos contra-ataques, nas isolações e na armação de LeBron e Wade. Mas é no garrafão que o Heat sentirá mais dificuldade. Bosh tem horror à ideia de ter que jogar de pivô novamente, e o Erik Spoelstra já disse que usará ele na posição o mínimo possível, com moderação. Para ser parceiro de garrafão do Bosh não sobra muita gente: Udonis Haslem, que é muito bom, não tem altura para marcar os pivôs adversários e prefere jogar de ala; Ilgauskas é o melhor pivô puro do elenco mas se movimenta como se estivesse debaixo d'água e terá dificudades no estilo de contra-ataques do Heat; e Joel Anthony quebra um bom galho na defesa mas no ataque parece que sofreu um derrame cerebral. Tem mais gente pra função, tipo o Jamal Magloire, mas eu prefiro me focar em analisar os jogadores de basquete, não qualquer mamífero bípede que sentar no banco. O mais provável, principalmente em caso de contusão, é que Erik Spoelstra opte por escalações mais baixas, com LeBron de ala de força (mesmo armando o jogo), Udonis Haslem jogando bastante de pivô, e é claro que com isso vai acabar sobrando constantemente para o Bosh a tal posição que ele tanto odeia. Se estiverem ganhando, é bem capaz de que ele não se importe, mas enquanto a armação está tão bem servida, a defesa tem as peças necessárias e os arremessos de três estão tão bem garantidos (até o James Jones, que eu acho tão bom arremessador, topou voltar ao Heat), o garrafão é a parte frágil. O Bosh, repito, é melhor do que a maioria das pessoas pensa e vai ganhar vários jogos sozinho, mas na defesa embaixo do aro o negócio vai ser feio quando enfrentarem Lakers e Celtics, por exemplo. Pode ser uma missão dura demais para o coitado do Joel Anthony, que mal consegue amarrar os próprios cadarços.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O resto do Heat


Anthony, Joel Anthony



Nós já analisamos a decisão do LeBron James, e depois o Danilo fez um especial analisando o ponto de vista de todas as estrelas do Miami Heat: Dwyane Wade, Chris Bosh e, claro, LeBron. Mas era natural perguntar sobre o resto do time. Afinal, o Miami Heat se livrou de todo mundo para poder abrigar as três estrelas, deixou apenas Mario Chalmers e Michael Beasley, e logo trocou Beasley por uma escolha de draft com o Wolves. Como eles iriam conseguir montar um time? Quem eles iriam conseguir? Bom, eles acabaram de montar, hora de ver se fizeram direito.

O começo do time está na única peça que nunca ameaçou sair de Miami, o Superintendente Mario Chalmers. O armador foi uma grata surpresa na temporada retrasada. Depois de ser campeão universitário acertando o arremesso mais importante do jogo do título, pensou-se que aquele seria seu grande momento, que era muito fraco para ser grande coisa na NBA, tanto que foi apenas a 34ª escolha no Draft!

Mas em pouco tempo provou o contrário e com bons treinos (e falta de concorrência, é verdade), foi titular em todos os jogos da sua campanha de novato. Suas bolas de três (aproveitamento de 42%), poucos erros (2 turnovers por jogo em mais de 30 minutos por jogo) e principalmente sua defesa e roubos de bola o tornaram um favorito do técnico Eric Spoelstra. Chalmers, como novato, foi o quarto maior ladrão de bolas da NBA com 2 por jogo e é um dos 48 jogadores da história da NBA a conseguir pelo menos 9 roubos de bola em uma partida.

O que parecia uma carreira promissora deu um enorme passo para trás na temporada passada. Ninguém sabe explicar bem o porquê, mas Mario Chalmers parecia não defender com a mesma eficiência e sua limitação no ataque cada vez incomodava mais. Ele se tornou apenas um arremessador (que acertava menos do que no seu primeiro ano) e não livrava o Dwyane Wade da responsabilidade de armar as jogadas. Por isso Eric Spoelstra tirou Chalmers do time titular, colocou Carlos Arroyo ou Rafer Alston e Chalmers despencou para meros 20 minutos por partida ou menos.

O desempenho de Carlos Arroyo, que ganhou um novo contrato, foi discreto. Ele não defende tão bem quanto Chalmers, mas não é batido com facilidade e compensa com bom controle de bola e de ritmo de jogo no ataque. O número de assistências do porto-riquenho não é alto, mas ele é o responsável por ditar a velocidade e o caminho do ataque, liberando D-Wade para se movimentar e achar a melhor posição para atacar.

O melhor jogador entre os dois é o Chalmers, por isso imagino que ele volte para essa temporada como titular, mas vai ser uma briga longa. Se o Chalmers não estiver calibrado de longa distância quando sobrar livre (o que vai acontecer bastante) e se não for bom o bastante para segurar a armação, deverá perder lugar. O negócio é que ele poderá perder a vaga para outro cara que não é o Arroyo. O carequinha deve ter sua chance, óbvio, mas existe uma boa e real possibilidade do armador titular ser outro dos contratados dessa offseason, Mike Miller.

O MM, além de força capilar fora de série, tem um exímio arremesso de longa distância. Com Bosh, Wade e LeBron agredindo a cesta, é de se esperar que os adversários organizem uma defesa com três zagueiros, quatro volantes e os atacantes voltando pra ajudar. Até porque embora tenham melhorado, nem LeBron e nem Wade são conhecidos pelos arremessos de longe. Para desafogar essa defesa eles foram atrás de arremessadores. James Jones será a opção do banco de reservas, um cara limitado mas com o talento que eles precisam, e o outro é o Mike Miller. O que faz a loirinha ter chances de ser titular é que ele já quebrou o galho na armação durante vários períodos da carreira. Às vezes por alguns jogos, outras vezes apenas durante uns pedaços do jogo, mas o importante é que tem experiência em conduzir a bola, driblar e passar. Sem contar que a responsabilidade poderia ser dividida com Dwyane Wade e LeBron James, que já têm mais horas de experiência armando o jogo do que a Hebe tem de televisão.

Todo mundo lembra do LeBron carregando a bola da defesa pro ataque e comandando o Cavs, como o Wade sempre fez no Heat, principalmente em quartos períodos. Os dois casos não são o ideal, mas podem ser feitos e liberariam o Mike Miller para ser um armador de ocasião que está lá para arremessar. Na defesa não haveria problema também porque o próprio Wade é veloz o bastante para marcar os armadores adversários, deixando o Mike Miller com os mais altos.

Como o Eric Spoelstra não foi muito de inventar mesmo quando tinha um elenco capenga e cheio de falhas, imagino que o Chalmers seja a primeira opção e o Arroyo a segunda, mas eventualmente Mike Miller vai jogar com o time titular e dependendo do resultado pode virar a formação ideal do Heat.

O outro buraco no time titular estava na posição de pivô. Para essa vaga eles renovaram o contrato do Joel Anthony e tiraram mais um jogador do Cavs, Zydrunas Ilgauskas, que por ter voltado ao Cavs no ano passado após ter sido trocado, pela forma que anunciou sua saída e pela carta que publicou agradecendo o povo de Cleveland, deve estar sendo um pouco menos odiado que LeBron.

No final da temporada passada o Joel Anthony foi titular absoluto. Foi naquele período de dois meses em que o Heat ganhou de todo mundo e ficou entre as três melhores defesas da NBA e entre os três com mais vitórias. O Anthony é tão útil para o ataque do Heat quanto eu sou para a questão da paz no Oriente Médio, mas foi uma fortaleza defensiva. Nos 16 jogos em que foi titular teve média de 5 rebotes e 2 tocos por jogo, além de ser muito bom no homem-a-homem.

Já o Ilgauskas todo mundo conhece, não é grande coisa na defesa porque é muito lento, mas compensa atrapalhando na altura, dando uns tocos e garantindo uns rebotes. O negócio do Big Z é no ataque, onde ele abre a defesa adversária com seu bom arremesso de meia distância e até eventuais bolas de três, como naquele jogo épico contra o Sacramento Kings quando acertou três bolas de 3 pontos só na prorrogação. Os arremessos do Ilgauskas são bons para forçar os pivôs a sairem do garrafão. Seria útil por exemplo para forçar o Dwight Howard a não ficar lá embaixo da cesta atrapalhando as infiltrações de Bosh, Wade e LeBron.

Claramente o Ilgauskas é a melhor opção ofensiva e o Joel Anthony a defensiva, saber quem vai ser o titular e depois quem vai ter mais tempo de quadra será importante para saber que tipo de time o Spoelstra está pensando em montar.

Assim como na armação há também a opção do improviso. Ao invés de Anthony, pura defesa, ou Ilgauskas, ataque, podem usar o Udonis Haslem. O jogador com mais tempo de Miami nesse elenco, junto com o Wade, sempre foi um líder dentro do vestiário da equipe e quase uma exigência do D-Wade para essa temporada. Haslem teve propostas mais lucrativas (dizem que do Jazz), mas não quis deixar seu time bem quando ele estaria mais forte do que nunca.

Com a presença do Bosh ele nunca vai ser titular na ala de força, e é pouco provável que arrisquem usá-lo como pivô sendo que tem apenas 2,03m de altura. Seria possível improvisar o Bosh, mas ele teria um ataque de choro e pediria para ser trocado na hora. Mas não duvide que Bosh e Haslem dividam minutos em quadra durante os jogos. O Haslem é um excelente defensor, mesmo quando enfrenta caras muito mais altos, mais ou menos como o Chuck Hayes faz no Houston Rockets. Se o pivô adversário não for nenhum monstro é possível que o Haslem entre em quadra na posição 5 mesmo sendo muito baixo. Além da boa defesa, ele tem um arremesso de meia distância que é automático, certeiro desde seu primeiro ano na NBA.

Tirando a altura, Haslem seria o cara ideal para jogar como pivô, por isso considero a chance do improviso, mas talvez apenas para alguns momentos do jogo. Meu palpite, hoje, seria que o Heat começa os jogos com Chalmers, Wade, LeBron, Bosh e Ilgauskas. Mas apostaria que eles terminam as partidas mais complicadas com Mike Miller, Wade, LeBron, Bosh e Haslem.

Além dos que brigam por vagas no time titular, o Heat foi buscar mais gente para completar o elenco. Eles tem agora o Eddie House, que pelo menos umas duas ou três vezes na temporada ou nos playoffs vai ganhar jogos sozinho com arremessos de três consecutivos, o Shavlik Randolph, um ala de força branquelo que é um bom reboteiro e deverá quebrar um galho de vez em quando e, ainda no grupo de estrelas do garbage time, que vão fazer a festa sempre que o time titular abrir 20 pontos de vantagem antes do quarto período, Kenny Hasbrouck, um armador que fez história por ser o primeiro a sair da Universidade de Sienna para a NBA e que eu nunca vi jogar na vida.

Como terceiro pivô eles contrataram o Jamaal Magloire, que eu acho um pedaço de carne desforme e imprestável. Em 11 anos de NBA ele foi bom em apenas duas temporadas, a 2002-03 e 03-04, ambas pelo New Orleans Hornets. Na segunda ele até conseguiu a proeza de ser um All-Star, tamanha era a falta de bons pivôs no Leste naquele ano (o Hornets foi do Leste até a entrada do Charlotte Bobcats na liga em 2004-05). E pior, ele ainda foi o cestinha do Leste com 19 pontos naquele All-Star Game! No vídeo abaixo ele aparece com uma enterrada, sofrendo um toco (que foi na descendente) do Shaq e fazendo uma falta grosseira no mesmo Shaq, que resultou em pontos para o Oeste e piada em frente às câmeras.



(nota sobre o vídeo: o passe de esquerda do Kidd para o Kenyon Martin no primeiro tempo é uma das assistências mais lindas que eu já vi na vida. É bom relembrar como T-Mac, Vince Carter e Allen Iverson eram bons)

Depois dessa boa (mas não de All-Star!) campanha, ele foi ganhando um contrato atrás do outro apenas vivendo do passado, nunca fez mais nada de útil na NBA. Tá bom que terceiros pivôs não costumam ser grande coisa, o Lakers foi campeão com o DJ Mbenga, mas o Heat poderia ter ido atrás de um que enganasse melhor.

Eu esperava que o Heat fosse conseguir mais jogadores de nome e experiência na busca para fechar o elenco, ao invés disso pegaram muita gente que pouco viu a cara dos playoffs. Mas assim como Rondo e Perkins encararam a novidade da pós-temporada em 2008 com naturalidade, no embalo do trio de líderes, acho que o Heat não terá problemas se LeBron, Wade e Bosh exercerem bem a liderança da equipe.

A liderança passa pelos treinos, discurso pré-jogo, atitude em quadra, toques e broncas nos momentos difíceis e em palavras de confiança e calma na hora certa. O Celtics tinha Garnett e Doc Rivers muito bem nesse papel de líder e assim o bom elenco não se perdeu. O Heat conseguiu as estrelas e agora as boas peças de apoio, falta testar a liderança.

...
Coloquei ontem no ar uma planilha com os elencos dos 30 times da NBA. Está separado por divisão e as equipes entre titulares, reservas e o resto que compõe o elenco. Talvez ainda faltem alguns jogadores e os times titulares são, por enquanto, palpites. Mas com o passar do tempo e da temporada vamos sempre atualizar com os ajustes necessários. Espero que seja útil para quem é curioso, pra consultar ou só para arrumar os elencos no seu NBA 2k10.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tá ruim mas tá bom

O técnico Moncho ameaça um golpe de caratê


Nível mequetrefe na Copa América, feriadão, offseason na NBA, gripe suína, sensação de missão cumprida quando a Alinne Moraes deixou mensagem pra gente no Twitter, preguiça e até um troço chamado "vida" acabaram deixando a gente um bocado longe do blog nos últimos tempos. Agora estamos de volta pra valer, com uma série de posts e novidades engatilhadas, tudo saindo do forno. E é com gosto que, ao voltar ao Bola Presa, posso dizer que o Brasil foi campeão da Copa América.

Vamos admitir que a qualidade técnica do torneio não foi lá essas coisas, mas de qualquer modo a importância da vitória para o Brasil era enorme. Para o time desfalcadíssimo e capengando da Argentina, conseguir a vaga para o Mundial do ano que vem já estava de bom tamanho, bastava a sensação de alívio, de não passar vergonha, e de poder concertar o erro mais tarde. Para a seleção brasileira, simplesmente conseguir a vaga não bastaria. Quando as coisas começam a ser colocadas na direção certa, qualquer tipo de resultado negativo pode servir para abortar o processo. Nem sempre resultados ruins são causados por uma preparação ruim, e dessa vez que a preparação foi a contento só podíamos torcer para os resultados também serem, sob o risco de qualquer deslize virar desculpa para jogar fora os pequenos avanços que conseguimos.

A seleção brasileira jogou um basquete mais coletivo, focado na defesa e ao menos tentando - lutando contra velhos vícios como o Bozo luta contra a cocaína - depender menos das bolas de três pontos e jogar mais no garrafão. Meu pânico era justamente perder de Porto Rico na final e começar a ouvir uns birutas dizendo que, se eles ganharam seus jogos apenas chutando bolas de três, nós deveríamos voltar à nossa política de só arremessar de fora também. Pior ainda seria ter que aguentar gente criticando a vinda do técnico estrangeiro, pedindo a volta de gente como o Lula ou o Hélio Rubens, por exemplo.

Além disso, a modalidade precisava do pequeno barulho que surge com a conquista. Com nova admnistração na CBB, um campeonato nacional minimamente organizado (que até chegou ao final, quem diria, e com ginásios lotados!) e exposição na televisão, nosso basquete não poderia se dar ao luxo de perder a Copa América e deixar o público achar que essas alterações não serviram pra nada. É preciso que exista essa sensação de que as coisas estão melhorando para que um mamífero bípede qualquer seja capaz de se interessar pelo esporte. Estamos dando passos pequenos na direção certa, e é muito importante que os resultados tenham vindo porque não acho que, frágil como o basquete anda por essas bandas, seríamos capazes de lidar com mais um fracasso.

Dito isso, devo permitir que aquele técnico de futebol frustrado que mora dentro de cada um dos brasileiros venha à tona agora. O técnico frustrado que vive dentro de mim desde os tempos da Copa de 94 ("Muda, Parreira!") está louco para sair e criticar um pouco nossa seleção - mesmo que seja de basquete. Ganhamos a Copa América e isso é enorme e essencial para o novo basquete brasileiro, para coroar a mudança de direção na nossa modalidade e garantir que os avanços continuarão sendo feitos ao invés de abandonados porque "não deram certo". Mas a verdade é que ganhamos a Copa América graças a um bocado de sorte e apesar de uma série de problemas e limitações que ainda afligem nossa seleção.

Acho que o Huertas é subestimado. O rapaz sabe correr, bater para dentro como um maluco e dar arremessos ridículos, mas ficou até com cãimbra na mão de tanto pedir calma para os companheiros. É ele quem controla o ritmo do jogo, quem decide a velocidade do ataque e quem arma todas as jogadas. Com ele em quadra, Leandrinho recebe bolas em velocidade apenas para finalizar em movimento. Quando o Huertas senta, o time desanda mais do que o nariz do Michael Jackson, não dá nem coragem de olhar. A bola fica parada nas mãos do Leandrinho, que perde seu poder ofensivo e tem dificuldades terríveis de infiltrar, ou então vai parar nas mãos do Marcelinho Machado, que seria um excelente jogador se tivesse qualquer traço de cérebro na caixa craniana. Do mesmo modo, quando o Varejão vai para o banco de reservas, o Brasil não tem um defensor no garrafão e passa a ser comido vivo, cedendo lances livres e infiltrações fáceis. Quando o Tiago Splitter senta, o Brasil não consegue colocar a bola perto da cesta e acaba dando arremessos forçados e voltando aos tempos dos arremessos de três. Isso porque o reserva tanto do Varejão quanto do Splitter costuma ser o Guilherme, que não defende nem ponto de vista e só deixa de feder um pouco quando joga atrás da linha dos três pontos, esvaziando o garrafão tipo o Rashard Lewis (mas sem um Dwight Howard lá no meio).

Ou seja, a seleção finalmente joga como um conjunto, mas não tem elenco. São sete jogadores e dois deles fedem, fica difícil competir assim em alto nível principalmente numa competição com jogos em dias seguidos, que exige tanto do físico de todos os jogadores. O técnico Moncho até levou outros jogadores, dos quais uns torcedores gostam mais e outros gostam menos, mas a verdade é que todos nós sabemos que eles não têm nível pra participar da brincadeira. Talvez com o tempo, se abraçarem perfeitamente bem a mentalidade coletiva instaurada na equipe, possam entrar sem comprometer muito.

Mas é preciso aproveitar para reclamar também de um velho problema da seleção que permanece intocado (e nem é os lances livres, em que a gente fede e nem tenho mais esperanças de melhora): são os momentos decisivos dos jogos. Há muito tempo não temos uma estrela capaz de colocar o time nas costas e o jogo no bolso, simplesmente porque o Leandrinho não é assim. Contra uma defesa montada, as infiltrações do Barbosa são muito ineficientes, motivo pelo qual ele sempre rendeu melhor quando joga um basquete de contra-ataque e velocidade. O resultado é que, na hora de acalmar o jogo e colocar a bola nas mãos de quem resolve a parada, não existe ninguém capaz de cumprir a função. Na final contra Porto Rico, dominamos o jogo. Mas aí o Huertas foi sentar e a diferença de pontos começou a diminuir. Nos dois minutos finais, quando Porto Rico apertava e a seleção só precisava deixar o cronômetro rodar e deixar a bola com quem entende, o escolhido foi o Leandrinho. Arremessos forçados, desperdícios de bola e passes para o lado: com isso, Porto Rico ficou a um ponto de nós e só perdeu porque o Arroyo errou a bola decisiva (destaque para a excelente marcação do Alex nesse arremesso final).

Eu ficava torcendo para a bola ficar nas mãos do Huertas, mas não, sempre deixam o Leandrinho decidir o que fazer no final do jogo. Pra mim o negócio é simples: ou o Leandrinho decide mesmo o jogo e passa a incorporar isso em seu estilo, ou escolhemos outra estrela para finalizar jogadas (Splitter, Huertas, minha mãe), ou então deixamos essa besteira de jogador para decidir de lado e mantemos o basquete coletivo. Sei que o psicológico atrapalha no final, mas se a seleção brasileira tivesse tentado manter o mesmo padrão de jogo, ainda que fazendo xixi nas calças, o resultado teria sido melhor.

Cabe ao Moncho resolver o que o Brasil fará na hora da pressão, em especial porque os adversários no Mundial vão ser infinitamente superiores e a gente não estará com 30 pontos de vantagem no último período. Cabe a ele ampliar a rotação de jogadores na equipe e garantir que o nível não caia tanto com as substituições. E, o mais importante, cabe aos responsáveis na CBB manter o Moncho na seleção. As desculpas que poderiam ser dadas foram pro lixo, porque o Brasil venceu, mostrou outra postura, outro estilo de jogo, jogou um basquete moderno e deixou os jogadores importantes (Leandrinho, Varejão, Splitter) felizes da vida, satisfeitos, confiantes. O Nenê vai ouvir isso, vai saber que agora há um trabalho sério, com resultado e visibilidade. Assim, fica difícil não aparecer para jogar. Quando o trabalho é uma merda e ninguém fica nem sabendo, pra quê o jogador vai se dar ao trabalho de jogar de graça e arriscar seu ganha-pão na NBA? Não rola. Mas com o trabalho desempenhado agora, o Nenê deve aparecer, todos os outros jogadores devem voltar, e portanto não negociar o retorno do Moncho seria uma vergonha. Agora, queridos engravatados-que-assinam-cheques, a torcida brasileira está assistindo. Não tão de perto quanto seria o ideal, mas perto o suficiente para fazer barulho e reclamar de qualquer tropeço, o que é um baita avanço se comparado com o basquete invisível de um par de anos atrás.

Ganhamos no sufoco, na sorte, graças a um erro no último arremesso de Porto Rico. Mas os acertos na seleção são evidentes e levantam um basquete que precisava agora justamente desse apoio, desse carinho. Para o Mundial, no entanto, tudo muda de figura: precisamos nos preocupar em não passar vergonha. Seria lucro simplesmente manter o belo trabalho, a evolução gradual. Ficamos como sempre aguardando, torcendo pela permanência do Moncho, e molhando nossas calças de preocupação: por favor, por favor não estrague tudo de novo, senhora CBB - e senhor Carlos Nunes, claro, que já avisou que, se o Moncho não continuar, vai dar as rédeas para um treinador brasileiro. Legal, nem estamos tecnicamente defasados mesmo, não é?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"Both Teams Played Hard"

O Rasheed Wallace sabe que jogar basquete é coisa de criança perto
de ter que responder trocentas perguntas num blog
a troco de nada


Sentiram nossa falta, crianças? Eu sei, dois dias sem post seria punido com cadeira elétrica em alguns países por aí. Acontece que nosso estagiário imaginário ficou com diarréia e aí deu preguiça de postar. O que esses dois eventos aleatórios têm a ver em comum ainda é um mistério.

Para compensar e parecer que somos moços trabalhadores e direitos que poderiam casar com sua filha, aqui está mais uma coluna "Both Teams Played Hard", a maior coluna do hemisfério ocidental. Para quem não conhece, esse é o espaço outrora semanal, hoje quando-der-na-telhal em que respondemos todas as dúvidas dos leitores sobre basquete, vida afetiva, poesia barroca ou pagodes-modinha. Só não respondemos nada sobre a crise da bolsa porque não dá pra entender nada a respeito, pra mim crise é o que acontece quando sua namorada fica brava com você e que se resolve depois de 7 dias.

Se você está se perguntando quem é o idiota que vai querer perguntar alguma coisa pra gente, nós te entendemos e perguntamos a mesma coisa todos os dias. No entanto, toda hora aparece um maluco com uma pergunta mais estranha do que a outra, gerando milhões de respostas e uma coluna maior do que o número de capas da Mari Alexandre em revistas de putaria. No começo a gente respondia meia dúzia de perguntas em 5 minutos, mas agora responder essa coluna é um projeto de vida. Como a maioria dos nossos leitores gostam da coluna no tamanho exagerado em que se encontra atualmente (basta ver a enquete ao lado), a gente uma hora vai ser obrigado a responder só uma vez por ano, no Natal, ou então contratar um estagiário de verdade - que, de preferência, não tenha crises de diarréia. Pensando bem, ficar dois dias sem postar para responder isso aqui é mais do que justo. A gente merecia mesmo era umas férias remuneradas.

Dito isso, é hora de começar a ler a coluna o mais rápido possível porque senão você não acaba até amanhã. Dessa vez, temos perguntas sobre o Pistons, Watchmen, NBA Live e NBA 2K, muita música, poligamia e futebol. Divirtam-se!

...

Artur #14 - Floripa Waves:
1- pq jasikevicius e arroyo definitivamente nao deram certo na NBA? Td bem q eles podem nao se encaixar no nivel de jogo/defesa, mas nao tem como ser pior do que Smush Parker, Antony Johnson, Damon Jones, Eric Snow, C. Quinn, e otras merdas que SEMPRE arranjam times pra jogar... inclusive no meu dallas, q nao tem um santo PG reserva (barea tem tanto de armador qto o dampier ¬¬)
2- qual a sua opiniao sobre o incidente com o monta ellis, dentro de casa?

3- Noah e T.Thomas soh jogarão alguma coisa qdo sairem do bulls, como foi com o Chandler? (eu ia dizer do curry, mas ele parou de jogar faz 2 anos)

4- Basqueteiro frustrado eh tudo tão fraco com mulher q vive pedindo ajuda aki na coluna?!?!?!

5- Mavs: passou de vez do tempo de poder conquistar algo, ow ainda resta uma ponta de esperança? ( q Josh nao leia o 'resta uma ponta')



Denis:
1- Eu considero fracassadas as passagens do Jasikevicius e do Arroyo na NBA porque sei que eles podem jogar mais do que isso. Se você joga menos da metade do que sabe, é um fracasso. Se ano que vem o Kobe tem média de 15 pontos por jogo, embora seja o auge de muita gente, pra ele será um fracasso.

2- Pelo jeito não foi dentro de casa, foi andando com uma daquelas bicicletas motorizadas, algo bem idiota. Eu acho que o Monta Ellis estava vivendo a vida dele e deu azar. Se ele estivesse esquiando em montanhas perigosas ou nadando com tubarões seria mais imprudente, mas pareceu azar mesmo.

3- Sei não, o Tyrus Thomas parece bem limitado. Se duvidar, nem saindo do Bulls ele joga bem. Boto mais fé no Noah.

4- Não é que os basqueteiros são frustrados,nossos conselhos amorosos é que são muito bons! Dá pra pegar qualquer mulher que você quiser, menos a Alinne Moraes.

5- O novo técnico do Mavs disse que quer fazer os jogadores ficarem mais bravos, nervosos e que comecem a odiar os outros times pra jogar com mais vontade. Talvez ajude, mas acho que 2006 e 2007 foram os anos do Mavs, agora já era.

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Genaro:
1- O GSW sem o Monta Ellis vai feder?
2- Quem vai ter mais bolinhas no sorteio desse ano, na opinião de vcs?

3- Qual banda é melhor Guns N Roses ou Motley Crue?

4- Qm é o melhor levantador Marcelinho ou Bruninho?

5- Pro aniversario da namorada [Falta 1 mes e pouco] Bombom,flores ou urso de pelúcia?

6- Há quanto tempo vcs acompanham NBA?
7- Vcs assistem Hermes e Renato ou algum programa feito por eles [tela class,sinha boça...]?
Partiu.

Denis:
1- Eu tenho uma pontinha de esperança que o Marcus Williams vá jogar bem na ausência do Monta Ellis e dar conta da armação. O que não vai impedir o Warriors de feder muito no Oeste, claro.

2- Acho que o Thunder caminha forte em direção ao título de pior time dessa temporada. Os times fracos do Leste estão mais reforçados, o Wolves e o Grizzlies estão com um bom elenco e o Thunder ainda depende muito da dupla Durant e Green. E quero que o Thunder seja zicado também!

3- Que tipo de pergunta é essa? Miley Cyrus aka Hanna Montana é muito melhor que Guns n' Roses e Motley Crue.

4- O Bruninho é filho do dono, nunca vou levar ele a sério mesmo ele sendo bom. É como o Helinho só jogar nos times do Hélio Rubens, ele não é ruim aqui no Brasil mas, como só joga no time do pai, eu fico com birra.

5- Ixi, do jeito que a gente enrola com essa seção, o aniversário da namorada já deve ter passado faz teeeempo. Mas vamos às dicas mesmo assim. Bicho de pelúcia é legal, mas tome cuidado. Não dê um daqueles muito grandes que só servem pra acumular poeira, dê um pequeno e fofo. E não vá no óbvio ursinho segurando um coração com os dizeres "eu te amo". Isso é mais brega que camisa de manga curta e gravata! Dê um bichinho diferente, um de que ela goste, pode ser leão, girafa, macaco. No campo dos fofinhos, um presente infalível são pantufas. Ela vai adorar e talvez até te convide pra dormir na casa dela.

Flores são legais também, mas guarde para o dia dos namorados ou aniversário de namoro. E compre um arranjo bonito em uma floricultura, não invente de pegar flores do seu jardim que não vai ficar bonito.

Bombons são para dias especiais. Especiais não no sentido de aniversário ou festa, eles são bons para aqueles dias em que sua fêmea está prestes a despejar sangue pela você sabe o que. O humor dela fica alterado e nesses casos só o chocolate salva.

E por último: não dê um vale-CD. Isso não é um amigo-secreto nos anos 90.

6- Acompanho NBA desde o tempo em que vale-CD era um presente bacana.

7- Sinhá Boça é um clássico da teledramaturgia nacional. Tela Class é bom também, mas eu gosto mais daqueles quadros que o Hermes e Renato fazem normalmente, com muita coisa trash. A simulação de programa do João Kléber deles era perfeita.

...

Diw:
Como eu sei que voces adoram Ragnarok, gostaria de informa-los que Lighthalzen é o nome de uma cidade dessa merda de jogo. O muleque deve ser um nerdizinho viciado, colocou o nome e ficou com vergonha de dizer de onde vem.
1) Já pensaram em ignorar algumas perguntas que aparecem aqui? tem nego que é bizarro demais.

2) Rubio > Magic Johnson?

3) Rudy titular?

4) Ai em são paulo é caro pra comer em restaurante? terei que ir ai quando for tirar o J1

5) Eu sou o cara mais legal que comenta aqui. Adeus.
6) O que significa "I.R." na
camisa do time do Irã?

Denis:
Sério, colocar o nome de Ragnarok em um time de fantasy é levar o termo "fantasy" longe demais. Deveríamos ter um limite.

1- A enquete ao lado é justamente para saber se as pessoas gostam ou não gostam de ler tanta babaquice e pergunta idiota. Mas pelo jeito a maioria gosta! Vai entender! Eu votaria no "É bom mas é grande demais". Acho que a Leila Lopes votaria na mesma opção se fosse uma enquete sobre o Kid Bengala.

2- Hoje em dia, com o Magic Johnson sendo o único soropositivo a pesar mais de 300kg, sim, o Rubio é melhor.

3- Acho que o Blazers começa a temporada com a dupla de armação sendo Blake e Roy. Mas talvez durante o ano o Rudy ganhe suas chances no quinteto titular. Tudo depende se o McMillan irá querer usar ele ou o Roy como armador principal, como alguns cogitam.

4- Quando for tirar o que? Que diabos é J1?
Dependendo do lugar é caro. Em bons restaurantes é bem caro, em botecos ou no bandejão da USP a coisa fica mais acessível. E mais gosmenta.

5- Eu sou o cara mais legal que reponde aqui. Adeus.

6- Significa "Islamic Republic". Como eles usam aquele alfabeto bizarro, quando usam o nosso eles escrevem as coisas em inglês, então IR Iran significa "República Islâmica do Irã".

...

Victor Moraes:
1- Prestes a fazer 18 anos e prestes a tirar carta, com carro eu vou pegar o dobro de mulher?
2- Com o fim da olimpiada, como eu faço para voltar o fuso horário normal?

3- Pq o SBT compra dezenas de seriados americanos mas nunca compra as temporadas seguintes dos mesmos?

4- Das emissoras de tv aberta quem foi melhor na cobertura da Olimpiada, Globo ou Band?

5- Eu sei q falta muito tempo, mas o que vocês esperam da Record (Recópia) em Londres 2012? Vão fazer sessão do descarrego no Phelps?


Danilo:
1 - Você vai pegar o dobro, o triplo, lembrando que o dobro de zero continua sendo zero. O carro não vai te fazer pegar mulher, sinto muito, mas se você já pegava antes, o carro ajuda a pegar mais: cabe mais delas no banco traseiro.

2 - Se você não voltou para o fuso horário normal até agora, então arrumou um emprego de guarda noturno ou porteiro de boate.

3 - Como ninguém assiste aos seriados americanos dublados naqueles horários malucos que o SBT inventa, o canal acaba tendo prejuízo e descobre que não vale a pena comprar as outras temporadas. Lembro do Silvio Santos uma vez dizendo que não valia a pena investir em telejornalismo, por exemplo, sendo que o Chaves acaba dando mais audiência. Mas mesmo assim ele sempre insiste, tanto em jornais quanto nas séries gringas.

4 - A Band passou as Olimpíadas?

5 - A Record vai dominar o mundo, mas acho que grande parte desse plano de dominação é saber não misturar religião e televisão na cara larga. Então eu imagino uma cobertura olímpica competente e laica, sem falar de Deus ou religião, deixando isso para os programas ridículos da madrugada. Do ponto de vista financeiro, relegar a ofensiva religiosa para a madrugada já basta, enquanto um certo moralismo vai se apossando aos poucos da programação diurna para que o canal vire o único "permitido" para os crentes do país.

...

Charles:
1- Tirando os e-mails de vocês dois, e do Vinicius, tem algum que se aproveita pra leitura na liga do Fantasy ? Já não leio os dos cara do RJ, e do Artur só as primeiras palavras ;P ...
(...)

Danilo:
Nossa Liga de Fantasy é o maior legal, a gente se diverte à beça e todo mamífero bípede desse hemisfério deveria querer participar e cometer suicídio se não conseguir, vamos fazer uns posts a respeito no Bola Presa durante a temporada e tudo o mais, mas fazer piadinhas sobre nossa Liga por aqui é como gente que acha que o planeta tem a obrigação de entender aquela piada interna familiar sobre a sobrinha de 3o grau que fez xixi na calça, simplesmente não funciona.

...

Dudson - Deep Step Ballers:
1- pq paulista odeia tanto time do sul ? (no caso o gremio) e vcs acham MESMO que o gremio nao leva esse brasileiro ? só não vale responder depois do gremio ja ter erguido o caneco.
2 - ja q ta na moda ... como ta meu time de fantasy? viajei em draftar o haslem ja que ele vai mofar no banco de miami ou posso depositar minhas esperanças que ele será trocado ?

4 - vcs curtem pizza de pepperoni ? se sim ... pq algumas pizzarias ainda teimam em botar no cardápio q a pizza é de pepperone e quando vc pede é de calabresa ... isso é sacanagem !!!

5 - é bom de se viver em são paulo ou vcs passam realmente 23 horas do dia presos no transito e respirando nuvens negras de fumaça ???

Denis:
1- Esperamos o Grêmio perder a liderança pra responder. O Grêmio tomou um sapeca-iá-iá feio do Inter e acho que não leva o troféu. Acho que por falta de time melhor, quem leva é o Palmeiras mesmo.

2- O Haslem tem duas chances de ser titular. Uma é o técnico trazer o Beasley do banco, o que pode acontecer no começo da temporada. A outra é usar o Haslem como pivô, já que qualquer bípede que segure um rebote é melhor que o Blount.

4- Sem dúvida a melhor pergunta já feita até hoje no Both Teams Played Hard. Pepperoni é pepperoni, calabresa é calabresa, e se o restaurante te engana você tem que chamar o Procon na hora!

5- Eu odeio morar em São Paulo. Acho a cidade fedida, cheia de fumaça, feia e com um trânsito insuportável. Mas tem gente que diz amar esse lugar porque tem teatro, cinema e balada. Veja do que você gosta mais e decida onde morar. Eu não sentiria falta de nada.

Danilo:
5 - Dizer que São Paulo fede não é só tradução ruim, tipo dizer que o Clippers fede - é literal mesmo. Merda de cidade idiota.

...

Junior:
Kid Bengala esta concorrendo para vereador em SP, alem do querido Sergio Mallandro é rapaz é... e o que vcs acham do Bulls ir pra temporada com Noah e Thomas de garrafão?

Denis:
Sérgio Mallandro perdeu, Kid Bengala perdeu e todos os ex-BBBs que concorreram no país inteiro não conseguiram se eleger (todos concorreram pelo DEM, aliás). Uma derrota do mundo das celebridades B.

Acho que o Bulls com esse garrafão continua com os mesmos defeitos (e qualidades) da temporada passada. Então não dá pra esperar resultados muito melhores a não ser que um deles tenha aprendido a fazer pontos.

...

Manguxi:
Gosto muito da NBA, já acompanho à alguns anos, mas é verdade também, que vibro muito com meu basket in.
1- Sinto um distanciamento muito grande entre o brasileiro e o seu basketball interno. À que se deve?
2- Sei que é chato para cahorro o basket feminino, mas o desenvolvimento dele,depende um pouco de cada um de nôs (divulgação). Qual foi o motivo de não terem escrito umas linhaszinhas que fossem, sobre o vosso basket feminino nas olímpiadas? Se é basket e brasileirissímo.

3- Sou da opnião q as pessoas só resolvem os seu problemas, quando reconhecem q o Têm. Dizer que os USA é o todo poderoso do Basket mundial, é válido para o Brasil no futebol mundial?

4- Quais são as razões da rivalidade Brasil Vs Argentina ( Em todos os campos)? Vocês não acham que se esses dois paises fossem mais unidos, saíriam a ganhar em potencial?

5- Não assisti à nenhum jogo da Rússia. A menos de um ano da conquista do Euro, qual foi o motivo do mal cheiro deles?


Denis: 1- O campeonato brasileiro, nos últimos tempos, tem cada ano um formato diferente e times diferentes. É difícil para o torcedor criar vínculos com um time porque ele nasce de repente e do nada pode ser fechado. Também é difícil ter ídolos porque todos os jogadores realmente bons, daqueles de encher os olhos, vão para o exterior. Sem identificação com clubes, jogadores e com uma administração horrível, cheia de brigas políticas e conflitos de interesses que nada têm a ver com basquete, fica difícil levar o basquete interno a sério.

2- Eu gosto de basquete feminino. Não chega nem perto do masculino, mas é divertido. Porém, aqui no Bola Presa o nosso foco sempre foi a NBA, falar de seleções já foi demais, falar do basquete feminino seria sair muito da nossa linha. Deixamos isso para quem entende do assunto, quem gosta pode ir no Rebote ou no Painel do Basquete Feminino.

3- O Brasil tem o melhor futebol do mundo, sabemos disso e não devemos negar. Só precisamos saber que isso não quer dizer que podemos nos dar ao luxo de jogar só um pouco do que sabemos ou de entrar relaxados demais. Tem que entrar e jogar pra valer, como os americanos fizeram nas Olimpíadas. Um pouco de salto alto e aquela final contra a Espanha tinha ido para o saco.

4- Não tem nada de mais entre nós brasileiros e os argentinos. Mas é que eles são todos safados %$#%$%#. Mas tirando isso, nada de mais... A verdade é que somos grandes parceiros comerciais, quando é a grana que fala não temos rivalidade alguma. É mais dentro do esporte mesmo, então acho que nenhum país perde nada com isso.

5- A Rússia foi outro time nas Olimpíadas. Não acertavam bolas de 3, defendiam como o Nuggets e o ataque parecia pebolim (totó, fla-flu), um monte de gente parada esperando a bola bater neles. Um time sem movimentação, sem aproveitamento e sem defesa não chega a lugar nenhum.

...

André:
1)Vcs não acham que o problema de contusão do oden não é por causa que um jogador de 45 anos não tem a mesma capacidade fisica de um de 22?
2)Esse ano vamos ter mais um show de artest puto no Energy Solutions Arena quando o Houston perder mais uma vez para o meu Jazz nos playoffs?

3)Ganhei um ps3 e vou esperar até outubro pra comprar alguns jogos mas tou em duvida no nba live 09, nba2k09. w11 12 OU FIFA 2009?

4)O Lebron falou que a medalha de ouro era mais importante que um anel, será uma desculpa esfarrapada ja que ele está com medo de nunca consefuir o anel?

5)8 miles ou get rich or die tryin'?

6)Foi só eu ou todos ficaram bastante chateado quando souberam que a Juliana Paes vai casar?


Danilo:
1 - Se a certidão de nascimento do Oden diz uma coisa, a cara de vovô dele e a saúde dizem outra completamente diferente. O fato é que ele não consegue ficar saudável há muito tempo, o que nunca o impediu de dominar o colegial e o basquete universitário do mesmo modo. Só que na NBA as coisas vão ser mais cruéis se ele não acabar com essa zica.

2 - Se tem uma temporada em que meu Houston pode deixar de ser saco de pancadas do teu Jazz porcaria, é justamente essa. O Artest vai ser demais para o Jazz, meu único medo é que ele seja demais para o Houston também.

3 - Se você comprar um NBA Live e um Fifa, eu vou pessoalmente aí e te dou uma surra. Tanto Winning Eleven quanto a série 2K são jogos voltados para a simulação, para o mais próximo possível da realidade, enquanto suas séries rivais seguem um estilo mais "arcade", mais acessível e mais cheio de coisas idiotas, insuportáveis para quem gosta dos esportes de verdade. Ou você quer que todas as jogadas acabem com uma enterrada de costas?

4 - Se tem uma coisa que não deve passar pela cabeça do LeBron James é a possibilidade dele não ganhar um anel, então acho que ele não estava pensando nisso. A afirmação, se não foi sincera, tem mais cara de ser o discurso pré-programado de todo o elenco, um blá-blá-blá vazio e motivador para o grupo conquistar a medalha.

5 - Confesso que não assisti ao "Get Rich", mas definitivamente não sou um fã do 50 Cent, o estilo "pimp" não é comigo. Já do "8 Miles" eu gostei bastante, até.

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Sbub:
Por que todo ano os futurólogos prevêem que será o ano do Bulls e que agora sim o Detroit vai cair de produção? Esse é o ano do Bulls? O Detroit vai cair de produção?

Danilo:
Pelo mesmo motivo que todo mundo previa a morte do Papa ou da Dercy Gonçalves, ou seja, porque uma hora ia ter que acontecer. O Bulls é novo e uma hora vai dar certo, o Pistons é velho e uma hora vai acabar. Mas é que se você disser que o Spurs vai cair de produção, por exemplo, um monte de torcedor chato vai cair matando porque, todos sabemos, torcedor do Spurs não tem senso de humor. As apostas anuais contra o Detroit são, para mim, um atestado de que a torcida do Pistons é mansa ou bem humorada. Ou não existe.

Não querendo cair no lugar comum, mas tendo que dar uma de futurólogo afinal é uma das cláusulas contratuais para se ter um blog de basquete, vou prever que esse é o ano do Detroit, e que o Bulls vai cair de produção.


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Chris Douglas-Roberts:
Vcs conhecem a piada do fotografo??

Denis:
É um fotógrafo português, judeu ou papagaio?

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Netinho:
1 - devo comer a senhora Caixão no The Sims?
2 - Como devo proceder para matar o marido dela(da senhora Caixão) na piscina?

3 - Why so serious?

4 - Essa é a mistura do Brasil com o Egito?

5 - Faz mto tempo que ninguem pergunta isso, então lá vai: pq a coluna chama Both Teams Played Hard?

24 - Richarlyson e Ricky Rubio fariam um belo casal?

Danilo:
1 e 2 - Naquela época em que não existia internet, havia toda uma técnica para ter acesso ao mundo da pornografia leve: assistir desfiles de carnaval até de madrugada para ver uma fantasia cair, aguentar firme na Bandeirantes para ver pessoas fingindo fazer sexo no Cine Privê, ficar de olho na janela da vizinha. Hoje em dia, no universo da banda larga, não há nada no mundo da sexualidade que não seja conhecível ou alcançável nuns vídeos rápidos de baixar. Ou seja, você não precisa se rebaixar ao ponto de assistir ao sexo do The Sims, ok?

3 - Estou tão sério porque achei o filme superestimado, só isso.

4 - "Olha o quibe", já diria o poeta Cumpadi Washington.

5 - Como sempre tem uns novatos preguiçosos, aqui está a explicação para o nome da coluna, naquele tempo em que só tinham 5 perguntas por post e não gastávamos a vida nisso. Ai, ai.

24 - Sou São Paulino e não gostei da brincadeira! Afinal, o Ricky Rubio não é gay!

...

Marcelo:
Questões um tanto quanto olímpicas, ainda:
a) quem é mais macho, Edinanci ou Diego Hypolito?

b) se a Record tivesse transmitido os jogos, ela interromperia uma sessão de descarrego na madrugada para transmitir um jogo de basquete entre EUA e China, por exemplo?

c) ta certo que o Bryant destruiu no último quarto da final contra a Espanha, mas vcs viram a babação que o Oscar fez pra ele na transmissão? Tava pegando até mal pro mão-santa.

d) mudando o enfoque, vcs viram que o Leandrinho ta pegando a Samara Felipo? Não é nenhuma Alinne Moraes, mas dá pro gasto.


Danilo:
a - Nunca conheci um cara que não tomaria um cacete da Edinanci.

b - Por que essa súbita fascinação pela Record nesse "BTPH"? Mas eu acredito que as sessões de descarrego, embora fundamentais para a identidade da Record, sempre vão funcionar de tapa-buraco e não vão ficar na frente da programação. Não porque eles sejam bonzinhos, vejam bem, mas é uma simples questão de lucro.

c - O Oscar beija os pés do Kobe Bryant simplesmente porque o Kobe fala bem do Oscar. Se não falasse, o Oscar não ia direcionar uma palavra ao Kobe, ele é um narcisista ufanista e uma razão para nunca assistir basquete na Globo.

d - Não é a Alinne Moares mas tá ótimo, o que não falta é guria com fetiche por esportista rico, famoso e sarado. Digamos que as garotas com fetiche por blogueiros fracassados não são tão comuns assim. Mas se existirem, façam uma comunidade no Orkut, por favor.

...

Igor Lima:
Só pra comentar, já peguei a menina muito antes dessa coluna sair, se fosse depender de vocês e.e
1-Pq o Danilo não tem perfil na comunidade do fantasy?

2-Isso prova que vocês são 1 em vez de 2? ixee
3-Marco Jaric e aquela gostosa brasileira é mais bizarro que Leandrinho e Samara Felipo?
4-Quem é a mais gostosa da Olimpíadas: Alicia Sacramone, Alison Stoke, A goleira dos EUA, Lauren Jackson ou simplesmente a beleza exótica de Maicon?

5-O CDR pode ser considerado o maior "steal" do draft desse ano?


Danilo:
A gente demorou a coluna de propósito só para você tentar conquistá-la com seu próprio talento e usar o Bola Presa só em caso de fracasso total e absoluto.
1 - Não gosto de misturar minha vida pessoal com minha vida esquizofrênica.
2 - Não, isso prova que você é um derrotado por não saber procurar meu perfil no Orkut.
3 - O Jaric com a Adriana Lima é muito mais bizarro, o Jaric é o cara que entrou em quadra com a camiseta do avesso, lembra?
4 - Você ter citado a Maicon tirou meu apetite.
5 - Por enquanto o Chris Douglas-Roberts não é a maior barbada do draft, tudo vai depender de quanto tempo de quadra ele terá. Vale ficar de olho também no Goran Dragic, que foi escolhido no segundo round mas o Suns disse que, dentre os armadores, só perdia para o Derrick Rose, e o Darrel Arthur, que foi draftado bem depois do que merecia por causa de uns boatos sobre sua saúde.

...

Caíque Ferreira:
1 - Qual foi a mina mais gata das Olimpíadas? Pra mim foi a safada da Sthepanie Rice..hahahah
2 - vcs não acham que o Rockets devia poupar o Yao de jogos fáceis?Aí ele não se desgastaria tanto..

3 - O que vcs acham de eu fazer tiro com arco pra entrar na Olimpíadas e catar várias minas do Leste Europeu lá na vila olímpica? Ouvi falar que elas curtem brasileiros
Tiro com arco é um esporte que não requer esforço físico(não sou gordo)e não é nada praticado aqui, portanto tenho chances de ir para as Olimpíadas!!! hahahahah

Denis:
1- A Sthepanie Rice é a narigudinha mais firmeza do mundo esportivo. Eu comia. Mas a mais gata das Olimpíadas foi a Piccinini, a italiana do vôlei. Mulherão.

2- E será que os jogos continuam fáceis mesmo sem o Yao jogar? Acho melhor ele jogar sempre mas ter minutos mais controlados.

3- Será que você ainda vai ter chance de pegar as mulheres quando disser que faz tiro com arco?! Esporte brochante. Acho que elas preferem um bom basqueteiro alto e bombado.

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Felipe Jr.:
1) Como um cara que tem vizinhos do tipo militante do Hezzbollar(axo q eh assim) e uma esposa q usa veu vai se adaptar num lugar cheio de rappers "dirty south" "Chopped n' Screwed" etc... tipo Memphis ?
2)Quando o iraniano pisa em Utah sera ele mto zoado ?

3)se ele for...voces prometem fazer um post polemico tipo aquele do Jazz x Lakers dos playoffs ?

4)Ossetia do Sul ou Georgia ?


Denis:
1- Garanto que o Hamed Hadadi não vai ser amigo desses rappers. Vai ser amigo do Darko, do Brian Cardinal e tá tudo certo. Se adaptar ao estilo de vida americano não é difícil, é só comer no McDonalds e esbanjar dinheiro.

2- Por mais cruel que seja o público de Utah, só vão pegar no pé do iraniano se ele jogar bem. Se for ruim eles deixam passar. Se ele estiver com 30 pontos no jogo e o Grizzlies estiver vencendo, vão parar o jogo dizendo que ele colocou uma bomba no ginásio.

3- Posts polêmicos não saem sempre, quando sair o próximo não pode ser sobre o mesmo assunto. Estamos pensando em falar mal de judeus ou de canadenses. Mas aceitamos sugestões.

4- Não sei, faz tempo que não jogo War. Mas ataco 3 contra 2 em Vladvostok.

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Vovó Mafalda:
1- Dos times q mais se "mexeram" nesta offseason qual tem chance de evoluir mais na próxima temporada, Warriors? Clippers? Bucks? Grizzlies? Sixers? ou outro?
2- Ultraje a Rigor ou Mamonas Assassinas?

3- Dercy Gonçalves, Preta Gil ou Ronaldinho Gaúcho?

4- Será q existe alguma vovó q goste de basquete além de mim?

Denis:
1- Clippers e Warriors fizeram um troca-troca e como resultado acho que vão manter o resultado do ano passado, os dois fora dos playoffs. De todos os que mexeram, eu acho que o Sixers com o Elton Brand é o que mais evoluiu e tem tudo pra ser semi-finalista do Leste.

2- Músico morto é sempre melhor. Se fica vivo muito tempo provavelmente é ruim. Lennon, Hendrix e Morrison estão aí pra provar.

3- Pra quê? Pra jogar bola, pra morrer ou pra ser filha de ex-ministro?

4- Cria uma comunidade no Orkut e descobre. Se não tiver lá é porque não existe.

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Silvano Vianna:
Realmente eu não fiz uma pergunta, mas uma afirmação que resultou em elogio. Mas agora falando de basquete e esperando bravamente pelo próximo BTPH vamos a elas: 1 - Quais esportes mais vocês acompanham além de basquete?! [No futebol pra que times torcem?!]
2 - Qual o melhor jogo de basquete para PS2 NBA Live ou NBA 2k?!

3 - Que outros blogs [fora os que tratam de basquete], vocês lêem ou acompanham?!
4 - Tem tempos que eu não acompanho NBA como eu já falei antes, mas essas offseason não esta muito morna não?! Poucas trocas importantes [estou desconsiderando jogadores que saíram de contrato e mudaram de equipe, acho isso normal], poucas aquisições, vocês concorda?!

5 - Falando em movimentação das equipes e contratos, vocês não acham que cada vez mais o jogadores ganham salários enormes sem merecer?! Tipo eu concordo que os pontos devam até contar, mas o rendimento da equipe parece que não entra na cabeça dos caras. Acho que eles pensam mais em ganhar 5 milhões a mais por ano [o que já é um absurdo], do que ganhar títulos ou formar uma equipe mais competitiva. Cito isso usando o meu Bulls por exemplo [o Knicks eu nem comento].

6 - Vocês fazem faculdade?! Se sim de que?!


Denis:
1- De muito perto eu acompanho basquete. De perto mas não da mesma forma eu acompanho futebol (brasileiro, espanhol, inglês e alemão) e acompanho também tênis e Fórmula 1. Eu torço para o Corinthians e o Danilo é Bambi.

2- É que você é novato, eu entendo, mas se acompanhasse o blog desde o começo veria como somos defensores ferrenhos do 2K sobre o Live. O Live é um lixo completo! Jogar peteca com seu primo mais novo é melhor que jogar NBA Live.

3- O melhor blog de todos os tempos é o Vai Trabalhar Vagabundo! do genial Chico Barney, o melhor blogueiro do Brasil. Eu recomendo o post sobre a Mulher Morango. Obra-prima.
Sobre tênis eu leio o blog da Tênis Brasil, de F1 eu gosto do Blog do Capelli e pra futebol eu leio o blog da revista Trivela e o do Todo-Poderoso PVC.

4- Era esperada essa offseason mais parada do que o de costume porque a temporada passada foi muito movimentada. Tiveram muitas trocas no meio da temporada e é normal que os times fiquem mais na deles. O Dallas por exemplo, estava mais preocupado em achar um técnico para encaixar com o Kidd do que em mudar o elenco do time.

5- Os jogadores em geral vêm de família pobre e sabem que a carreira pode ser curta, seja por contusão ou simplesmente porque não deram certo, então a maioria se preocupa em garantir primeiro uma grana para viver bem e depois, mais no fim da carreira, buscam um time em que podem ganhar um título. Eu prefiro os que querem vencer, mas não dá pra culpar os que querem, de uma vez por todas, viver bem depois de passar a vida se ferrando.

6- Não falemos de mim, vamos falar de você, gato! Abraços!

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Cel. Phoenix:
1- O Bobcats tem chances de se sagrar campeão no quarto milênio da era cristâ?
2- Qual o paradeiro de Latrel Spreewel, será que entrou para o gangsta world para alimentar as "pobres bocas" de sua família?

3- Será que Barack Obama tem reais chances de se sagrar o primeiro negro a ascender à Casa Branca?

4- Paulo Maluf ainda consegue convencer alguém de que ele tem condições para a prefeitura de sampa?
Perguntas universais:
5- A vida é difícil porque o ser humano é rude ou é rude porque o ser humano é dificil?
6- A classe média é a meretriz dos ricos porque seus herdeiros são playboys acéfalos ou porque a civilização "judaico/cristã/ocidental" está mergulhada no fundo do poço da discórdia e da miséria intelectuais?


Danilo:
1 - O Larry Brown não parou de criticar o time, eles não estão produzindo porcaria nenhuma e tudo está cheirando a "Knicks" desde o começo. Acho que eles podem ganhar alguma coisa quando não vivermos mais na Era Cristã.

2 - O Sprewell nunca tentou voltar para a NBA desde que não lhe ofereceram um contrato após a famosa afirmação de que "ele tinha que alimentar as crianças" e aquela oferta milionária era muito pouco. As últimas notícias sobre ele sempre tem a ver com falência: ele perdeu seu iate no começo do ano e mais recentemente perdeu uma mansão. Sua empresa deve milhares de dólares e pode apostar que o Sprewell vai entrar para a lista dos jogadores que vão à falência poucos anos após parar de jogar.

3 - Chances ele tem. Embora os conservadores protestantes sulistas ainda tenham sonhos eróticos com o Bush enquanto cospem dentro de potes e usam botas com esporas, seu segundo governo foi ruim o bastante para que o resto da população considere a chance de tentar o "outro lado", mesmo que, no fundo, eles não sejam assim tão diferentes.

4 - Uma porcentagem considerável da população de São Paulo votou no Paulo Maluf e vários ainda se dizem "malufistas" como se isso fosse uma religião ou um time de futebol. O que é que brasileiro não tinha, mesmo? Memória?

5 - Quem falou que o ser humano é rude, caralho?! Se lascar, viu?

6 - A classe média não é composta por acéfalos, mas o atual estado de nossa civilização judaico-cristã-ocidental não permite muitas saídas que não o "acefalismo". De fato, nossa cultura do esclarecimento, do estudo, das universidades, na verdade trabalha apenas para que sejamos marionetes capazes de olhar as cordinhas, manipulados pela indústria cultural. E enquanto reclamo disso, assisto NBA no meu PC e tomo Coca-Cola. Às vezes, Pepsi, para variar.

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Heverton Elias:
Queria saber qual a expectativa de vocês em torno da adaptação da HQ mais inadaptável da história, Watchmen.Vai ficar Bom? Vai ficar uma vergonha? E o Alan Moore, vai escomungar o Zack Snider, ou vai finalmente assistir uma adaptação de uma de suas revistas?
Sobre basket, de quanto o Time dos Sonhos ganharia do Time da Redenção.

Danilo:
Aqui no Bola Presa somos completamente malucos pelo Watchmen, engraçado você ter feito essa pergunta. Pessoalmente, sou muito chato com adaptações - simplesmente acredito que elas não deveriam acontecer. É impossível separar o conteúdo de sua forma e, ao tentar separar um do outro, o resultado é uma obra completamente diferente que deturpa a original. O gênio Alan Moore provou, com Watchmen, que os quadrinhos eram uma forma única de linguagem capaz de fazer algo que outras mídias não fariam, ou seja, o que você lê em Watchmen não seria possível num livro, música, filme ou jogo. Basta dar uma folheada, ver como o Alan Moore brinca com os quadros simétricos, repetição de quadros, textos de um lugar que coincidem com um ambiente diferente, referências aos ponteiros do relógio em 15 para meia noite e muito mais. É uma obra feita para ser lida em quadrinhos, para voltar as páginas, comparar, analisar, brincar. Como ele mesmo disse, pra quê ir ao cinema assistir um Watchmen bizarro se você pode sentar no sofá de casa, abrir um bom vinho e ler a obra original na íntegra? O Alan Moore já assinou os papéis para tirar seu nome do filme, toda a grana dos direitos vai para o desenhista Dave Giggons (que anda precisando de uma graninha) e o Alan Moore já avisou que não vai nem tentar ver o filme. Eu também não deveria mas vou, tacar umas pipocas na tela e xingar pelo resto da minha vida.

Eu acho que o Time da Redenção daria uma briga boa contra o dos Sonhos, de verdade. Não penso que seria uma moleza. Mas no fim daria Magic Johnson e seus amigos. ("No fim? Nada termina, Adrian. Nada nunca termina.")

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Rodrigo Lakers:
Falaí Denis e Danilo!
1 - A pré-temporada da NBA já deve ter começado na próxima coluna BTPH. Vale a pena acompanhar ou é mais interessante assistir o superpop?

2 - O que esperar do Lakers pra essa temporada? Será que o Kobe ganha um anel sem o Shaq?
3 - Quem ganha as eleições pra prefeito de Cabaçeiras? E em Ponta Grossa?


Danilo:
1 - Depende de quem está desfilando de lingerie hoje. Em geral, pré-temporada é bem chato de assistir mas vale para dar uma olhada nos novatos, principalmente para quem estava pensando em suicídio sem basquete ou joga fantasy.

2 - Vamos falar muito do Lakers nessa temporada, principalmente com toda a polêmica do Odom vindo do banco e do Gasol não conseguindo jogar ao lado do Bynum. Um anel para o Kobe é possível, claro, mas o Oeste pode ser ainda mais difícil esse ano.

3 - Ganha quem for mais votado, pelo menos é o que eu acho. Mas isso aí não é nome de cidade, é nome de filme do Brasileirinhas!

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Nathan D'Paula:

Fala galerinha GLS!
1 - Vcs gostam de Kanye West?

2 - E The Game?

3 - Ja Rule ou 50 Cent?

4 - Aconteceu um boato de q em alguns momentos do jogo o Detroit Pistons iria jogar com Bill e Stuck na armação, RIP e Prince como alas e Sheed de center, essa formação daria mais tempo de jogo para Stuck e aproveitaria os 5 melhores jogadores do time. Mas acho q essa formação jah compromteria os rebotes, q jah sao o maior problema do time.


Danilo:
1, 2 e 3 - Para acabar com esse cliché de que fãs de basquete precisam escutar hip-hop e rap, não vou responder a essas perguntas e ao invés disso vou cantarolar uma música da Kelly Key bem ridícula. Lálá lá lálálá. Pronto.

4 - Tá bom. Ah, você quer saber o que eu acho disso? Acho esse "small ball" do Pistons muito esquisito, e não porque ele compromete os rebotes, mas sim porque o Sheed não gosta de jogar dentro do garrafão e o Hamilton não tem a menor condição de marcar a imensa maioria dos alas da Liga. Vejo o Stuckey roubando minutos tanto do Billups quanto do Hamilton e permitindo que os dois descansem mais durante a temporada regular, que é sempre chata e desnecessária mesmo, afinal o Pistons domina.

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paraiba e ta aki meu cartão!:
como é o nome aki no brasil do 'pick and roll' e do 'pick and pop?'

Danilo:
Tem uns loucos que chamam o "pick and roll" de "dá e segue" e o "pick and pop" de "dá e sobe", mas eu nunca entendi o que significa esse "dá". Afinal, em inglês o "pick" é fazer um corta-luz, então o dar seria "dar um corta luz"? Não faz sentido. Qualquer técnico que usasse esses termos em português seria humilhado, tacado no lixo e preso no armário, todo mundo usa o original em inglês em todos os países do planeta.

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Beto Richa:
É impressão minha ou o Howard nao gostade gente branca???

Danilo:
Quê? De onde diabos você tirou isso?

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enriquefsd:
Se ilgauskas tivesse ido pras olimpiadas, ia te alguma diferença na campanha da lituania? Digo, poderia surpreender a argentina ou ate prejudicar a lituania??

Danilo:
Eu gosto do Ilgauskas e acho ele um pivô ideal para o basquete internacional, com um bom arremesso e mais do que competente nos rebotes ofensivos. No entanto, pivôs costumam não ser muito decisivos no basquete da FIBA porque ele tende a ser muito voltado para o perímetro. Ou seja, não acho que ele teria tido um impacto grande o suficiente para mudar a campanha da Lituânia.

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E-Hadadi:
tenho um grande amigo q ta namorando uma grande amiga minha e sempre xove de mulher pra ele.Ele sempre pede conselhos pra mim e eu sempre digo pra nao pega nenhuma e fica só com a namorada dele.Oq eu faço? Do conselhos pra ele pega todas ou preservo minha amiga?Ja peguei umas 2 afim dele pra ajuda.

Danilo:
Você parece estar se beneficiando da situação, tem certeza de que quer um conselho a respeito? Bom, pra mim relacionamentos são contratos sociais. Ou seja, teu amigo pode ficar com quantas garotas ele quiser desde que isso esteja no contrato com a namorada dele. Se ele quer mesmo aproveitar a chuva de mulheres, que seja sincero com sua namorada e proponha um novo acordo - ou fique solteiro. Outra opção é virar mórmon, mas desde um post polêmico aqui no Bola Presa sobre o Jazz, jurei não fazer piadas com mórmons. Eles tem várias mulheres mas nenhum senso de humor.

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Igor Martins:
Bom resolvi agora comentar como Igor martins pra me diferenciar do outro Igor que comentou no ultimo Both Teams Played Hard
1 - Gostam de Hendrix?
2- Aline Moraes é humana ou ela é perfeita demais pra ter nascido igual a gente?

3- Super mario world foi o melhor jogo da historia?
e é so isso mesmo

Danilo:
1 - Comecei a ouvir o cara recentemente e estou muito impressionado com o álbum "Are You Experienced?". Ele chuta uns traseiros.

2 - Só acredito que ela é humana quando eu beliscar e ela fizer "ai". Se ela estiver interessada, estou disposto a fazer o teste.

3 - Super Mario World não foi o melhor jogo da história mas foi um dos mais importantes. O problema é que ele definiu para sempre um formato (o "side-scroll") que foi abandonado alguns anos mais tarde, com as placas 3D. Ironicamente, quando ninguém sabia como passar todo o conceito de um side-scroller para o mundo das três dimensões, Shigero Miyamoto apareceu e novamente definiu um gênero, dessa vez com o Mario 64. Em matéria de influência e importância (e, por que não, diversão), o Mario 64 é um dos melhores jogos da história e, nesses quesitos, superior ao próprio Super Mario World. Aliás, se eu tivesse um blog de videogames, você visitaria?

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eric:
oq estão achando da 4ª temp de prison ?

Danilo:
Chegou na quarta temporada? Não ia ser só uma fuga da prisão e pronto? Tem que saber quando parar, poxa, tá pior que o Romário!

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Pedro Laguna:
"My basketball career will be over in 735 days, and being an educated man, I've always had things to fall back on. So one of my options is law enforcement. But if Jerry Demings is going to be the sheriff I would love to work for him," O'Neal said.
Baseado nessa declaração, eu (e mais uma galera) fiz um contador de quanto tempo falta pra ele se aposentar e liberar 20 milhãozinho no cap do Suns.

1) O que vocês acham de fazer um post sobre jogadores que jogam até os seus geriatras falarem para eles parar?

2) Quem ganha as eleições de Pelotas - RS?


Danilo:
Você até mandou o contador pra gente e eu ia colocar aqui, mas o link acabou não funcionando, deu alguma coisa errada. A idéia é boa, no entanto, porque a
aposentadoria do Shaq é o fim de uma era.

1 - A gente pode pensar no post mas não promete porque senão surge a cobrança e aí fica pior que casamento. Mas em geral eu acho que todo jogador deve jogar até ter tesão pela coisa, mesmo que seja com 60 anos e fazendo papel de ridículo.

2 - Alguém do PT, não é tradição por lá?

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Pedro Henrick:
1)Patrick Anderson (acho que eh esse o nome do cadeirante) ou DJ Mbenga?
2)O Thiago Cunha foi inscrito irregularmente na Sul-Americana?

3)Aquela máquina muito loka lá de Hádrons vai transformar a Terra em um buraco negro?

4)Latino ou Kelly Key?

5)Pepê e Neném ou Claudinho e Buchecha?


Denis:
1- Em basquete sou mais o Pat Anderson, em história de vida o Mbenga ganha de qualquer um, disparado. Ganha do Forrest Gump, até.

2- Não vou estar tendo os documentos para estar te falando dessa parte burocrática do jogo. Mas não importa porque o Parmera não vai ganhar a sulamericana.

3- Hum... não. Mas vai fazer algo muito mais excitante! Vai nos dizer se existe o bóson de Higgs!!! Wow!!!

4- Musicalmente prefiro o Latino. "Me Leva" é uma das melhores canções brasileiras dos últimos 30 anos. Mas a Kelly Key é muito mais gostosa, saborosa, peituda e deliciosa. Como música é menos importante que sexo, escolho a Kely Key.

5- Como já disse antes, músico morto é músico bom. Claudinho e Buchecha vencem.

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joaopedro:
Caramba, o nbajumper saiu do ar, voces sabem pq ?

Danilo:
Então, uma fonte anônima me contou alguns detalhes sobre o caso. Por "fonte anônima" eu posso estar querendo dizer que inventei tudo enquanto estava sentado fazendo força no banheiro, então você vai ter que acreditar por sua conta e risco. O que acontece é que a NBA invocou com o nome NBAJumper e exigiu os direitos sobre a patente, uma burocracia do tipo. É possível que o site volte ao ar depois de resolver esses problemas legais, mas acho difícil. Ao invés disso, dá pra acompanhar a mesma equipe mantendo o mesmo trabalho no NewSport, aconselhável para quem faltou nas aulas de inglês da escola para ficar lendo o Bola Presa.