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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Playoffs!



Finalmente acabou a temporada regular! O negócio já estava arrastado há algum tempo e eu não aguentava mais! A briga entre o Bulls e o Raptors até pareceu interessante por um tempo, mas no fim era a briga entre dois times piores do que deveriam ser pra saber quem vai ser varrido pelo Cavs. E o ápice dessa briga, o duelo entre os dois times no último domingo, foi uma lavada tão humilhante do Bulls que nem o Galvão Bueno conseguiria fingir que o jogo estava interessante.

No Oeste a briga era uma briga de cegos. Todo mundo queria ganhar, melhorar sua posição, mas ninguém tinha certeza se isso era bom ou ruim. Era útil desgastar os seus jogadores ou descansá-los? Afinal todo os times estão em níveis muito próximos e os confrontos eram mais importantes do que a posição real, ou alguém duvida que foi melhor para o Suns ficar em terceiro e pegar o Blazers que pode jogar sem o Brandon Roy do que ganhar o segundo lugar do Mavs e ter que enfrentar (perder de novo para) o Spurs?

Outra coisa que vai ser bem legal de ver nesse começo de playoff, até para pensar sobre isso em outras temporadas, é quanto é importante a reta final da temporada regular. Podemos observar por exemplo como será o desempenho coletivo do Cavs, que não teve LeBron nos últimos jogos e que deve ter a votla do Shaquille O'Neal, será que o entrosamento vai estar perfeito? Eles tinham demorado meses até começar a se acertar na temporada. É possível que isso custe uma derrota ou duas nas primeiras rodadas?

Mas o caso mais interessante e emblemático desse questionamento é o embate entre o Boston Celtics e o Miami Heat. O Celtics tem o pior desempenho de todos os 16 classificados nas últimas 10 partidas da temporada, foram 3 vitórias e 7 derrotas, e só um desses jogos tiveram Paul Pierce, Ray Allen e Kevin Garnett no banco de reservas. Por outro lado o Heat é o time com melhor campanha nos últimos 10 jogos, 9 vitórias e só 1 derrota. Não à toa o time do Wade conseguiu fugir do oitavo lugar do Leste e voltou ao quinto, posição que mantinha no começo da temporada.

Nesses últimos 10 jogos o Heat tem o 4º lugar na NBA inteira em aproveitamento de arremessos (50,2%), é a segundo time que sofre menos pontos (94 pontos, apenas o Bobcats foi melhor), é o primeiro, empatado com o Magic, em permitir menos assistências do time adversário, o segundo em roubos de bola por partida e o segundo em aproveitamento de arremessos do adversário.
Não é difícil fazer a conta, né? Quarto lugar no seu aproveitamento e segundo em não permitir o acerto do adversário, pode-se dizer com tranquilidade que o Miami Heat foi o melhor time da NBA nas últimas 10 partidas da temporada regular.

O Celtics do Oeste é o Denver Nuggets. Aos poucos foi perdendo o posto que parecia certo de segunda força da conferência e acabou ficando em quarto lugar. Nem com a volta do Kenyon Martin, pilar defensivo do time, eles conseguiram voltar ao nível anterior. Como o Celtics, não é absurdo dizer que eles perdem na primeira rodada e nem que eles chegam na final de conferência. Por outro lado o Heat do Oeste é o Phoenix Suns, que venceu 8 dos seus últimos 10 jogos e conseguiu vitórias categóricas sobre adversários fortes, de playoff, como Thunder, Nuggets e Jazz. Se há algum tempo parecia que o Suns estava fadado a mais uma eliminação precoce, hoje chega voando à pós-temporada.

Esse post foi só pra falar de algumas coisas que estavam no ar e não conseguimos tratar antes. Essa semana tem sido corrida pra nós e pedimos desculpas pela falta de posts, mas estamos resolvendo tudo e os playoffs vão ter uma cobertura intensa! Hoje ou amanhã ainda deve ter um post do Danilo sobre o fim da temporada regular e teremos até sábado os Prêmios Alternativos do Bola Presa da Temporada (lembrem dos prêmios do último ano aqui), um preview (com palpite, para quebrarmos a cara!) de cada uma das oito séries de playoff de primeira rodada dos playoffs e a primeira das 4 promoções de playoff que nós e a adidas estamos organizando!

E para terminar, algumas coisas que deveriam estar no Filtro dessa semana se ele já não tivesse sido postado. É, está fora de lugar mas vocês não vão se arrepender:

Por que, Artest? Por que, Mbenga? Que diabo de aposta vocês perderam?!?!?!

Será que a Jogada Bola Presa do Ano veio na última semana da temporada? E ainda vai ser do nosso muso inspirador Rasheed Wallace? Perfeito!



E para terminar, deixamos para o último dia da temporada regular a resposta que todo mundo queria saber. A pergunta que nos recusamos a responder por anos e anos... quem é melhor, Kobe ou LeBron? A resposta está no vídeo abaixo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Incentivos fiscais

Foyle continua atrás de seu troféu de MVP


Já que estamos em época de assinar contratos na NBA, que tal falar desses contratos? Não o valor que o Lamar Odom quer, não de quanto o Blazers ofereceu pelo Paul Millsap, mas sim das bizarrices que podemos encontrar no meio das cláusulas contratuais dos jogadores da NBA.

Li um artigo nessa semana no NJ.com, um site de New Jersey, do Dave D'Alessandro em que ele fala sobre alguns dos "incentivos" mais esquisitos da NBA. O link para a matéria está aqui.

Não sei como o jornalista conseguiu essas informações, tentei muito achar outras na internet mas não tive sucesso, pelo menos as que ele disse já valem o texto. Por exemplo: o Baron Davis ganha 1 milhão de dólares de bônus se ele jogar pelo menos 70 jogos da temporada e levar o time a 30 vitórias.

Eu entendo perfeitamente que se queira dar um benefício a um jogador que já sofreu de contusões a carreira dele inteira para que ele se cuide mais, mostra que é uma preocupação do time. Mas incentivo em dinheiro? Que tal os 12 milhões por temporada que ele recebe? Não incentivam o bastante para ele no mínimo cuidar do físico? E pior, dos 70 jogos ele só precisa ganhar 30! Você vai pagar mais dinheiro para o melhor jogador do seu time se ele liderar a equipe a menos de 50% de aproveitamento? Só não digo que foi o dinheiro mais mal gasto da história porque o Baron Davis falhou e só jogou 65 jogos na temporada passada.

Enquanto alguns ganham incentivos para ficarem em forma, outros ganham para melhorar seu desempenho. O Matt Bonner, por exemplo, que tem a função básica de ser um bom arremessador no Spurs, tem seu benefício baseado no aproveitamento de seus arremessos. Até aí tudo bem, só foi bizarra a conta que eles fizeram para dar o bônus: a soma da porcentagem do seu aproveitamento dos arremesssos de quadra, de seu aproveitamento de lances livres e do seu aproveitamento na bola dos três pontos tem que dar mais de 169%. Quem teve essa idéia? A Carol?

Mas vamos lá: 49% de arremessos de quadra + 44% nas bolas de 3 + 73% nos lances livres = 166. Funhé. Se o Bonner tivesse um aproveitamento mais decente da linha do lance livre teria levado 100 mil dólares pra casa. Sério, isso parece mais gincana do Luciano Huck do que uma liga profissional de basquete.

Dei esses dois exemplos primeiro porque por mais estranhos que pareçam, eles fazem sentido. O Matt Bonner tem capacidade de somar os 169% mesmo que isso seja difícil e o Baron Davis realmente precisa jogar bastante para o Clippers ter alguma chance de ser chamado de time. Mas tem outros incentivos que são completas aberrações da natureza.

O Nick Collison, por exemplo, aquele ala de força reserva do Thunder que volta e meia é titular improvisado de pivô. Sabem quem é? Lembram? Então, ele ganhará 100 mil dólares a mais se for eleito o MVP da temporada! Ele teve média 8,2 pontos por jogo e 6,9 rebotes e tem um bônus para ser MVP no seu contrato. O Collison deveria pedir também um bônus bem gordo de jogador que mais evoluiu na temporada, já que é um prêmio garantido pra ele se vier o prêmio de MVP.

Mas na verdade o jogador não pede nada. Quem aparece com esses incentivos geralmente são os times, para exigir alguma coisa que acham essencial, ou o agente do jogador, pra ganhar uma grana extra. O agente do Collison, fui até procurar, é o Mike Higgins, um mago que conseguiu contratos de quase 7 milhões por ano para o Nazr Mohammed e 4,5 milhões para o Marcus Banks. O cara é realmente bom de lábia pra fazer passar umas coisas bizarras na NBA.

Sabe quem mais ganha dinheiro se for MVP? Adonal Foyle. Ele, que jogou um total de 63 minutos na temporada passada em Orlando e Memphis, ganharia meio milhão de dólares se fosse MVP. E deve ter ficado arrasado por não ter nem pisado na quadra nas finais do ano passado, quando já tinha voltado para o Magic, porque ganharia outros 500 mil se fosse o MVP das finais. Essa foi por pouco!

Desses incentivos listados na matéria eu conhecia só um, que ficou bastante famoso dois anos atrás, que é o do Larry Hughes. Na matéria do D'Alessandro está dito que o incentivo era de 1,6 milhão caso o seu time conseguisse 55 ou mais vitórias. Mas lembro de há 2 anos ter lido que o incentivo era de 2 milhões de dólares para 50 vitórias. De qualquer maneira, o cara ganha singelos 13 milhões de dólares para ser um jogador mediano e tem incentivos desse tamanho para fazer o mínimo que se espera de um cara com um contrato desse, vencer jogos.

Uma idéia até que boa é do Miami Heat. Seis dos seus jogadores recebem quase 20 mil dólares para aparecer para jogar nas Summer Leagues e participar do programa de condicionamento físico para a equipe. Pat Riley, conhecido por seus treinos físicos destruidores, não fica com dó de gastar dinheiro se for para ter seus jogadores em forma.

O Rafer Alston tem incentivos bacanas, mas que ele, coitado, nunca vai alcançar. 15 mil dólares para cada vez que for eleito jogador da semana, 50 mil se for o jogador do mês e 325 mil se for para um All-Star Game. Prefiro prêmios assim do que aqueles que indicam estatísticas, faz o cara tentar ser um jogador melhor e não um tarado por números à lá Ricky Davis.

Isso acontece com o Tony Battie, que ganha 100 mil verdinhas se jogar pelo menos 50 jogos e tiver média de 8 rebotes por jogo. Recebe mais 100 mil se jogar 50 jogos e tiver média de 5 lances livres por jogo. E pode levar ainda outros 100 mil se estiver na lista de jogadores ativos (os que jogam ou ficam de uniforme no banco) por pelo menos 50 jogos e o time passar para a segunda rodada dos playoffs. Em outras palavras: se você jogar deve pegar rebotes e ser agressivo no garrafão. Se não jogar, a gente só te perdoa se o time for longe.

Esses incentivos, que é um nome bem simpático e do bem para a graninha extra, fazem mais sentido quando são oferecidos para caras medianos, com salários menores. Incentivos pra quem ganha mais de 10 milhões já acho palhaçada. Caso do Carlos Boozer, que apesar dos 12 milhões por temporada ainda recebe um extra se jogar pelo menos 65 jogos, ter média de mais de 32 minutos por jogo e ficar entre os 12 melhores (de média ou total) em rebotes na temporada. Pô, mas isso não é o mínimo que você espera de um ala de força que é o cara mais bem pago da equipe?

Por último, mas não menos importante, está a premiação mais engraçada. Luke Ridnour, o cara que lutou bravamente para tentar ser titular sobre o Ramon Sessions, ganha 1,5 milhão de dólares se for eleito o jogador de defesa do ano! Sério? Eu juro vender minha alma pro diabo, correr pelado na parada gay e postar um vídeo dançando macarena se o Ridnour for o jogador de defesa do ano. Poderiam oferecer a vaga de General Manager do Bucks pra ele caso virasse o jogador de defesa do ano!

Ufa! Esses foram os exemplos dados pelo Dave D'Alessandro em sua matéria. E imagino que ainda existam muito mais que eu gostaria de saber como descobrir. E uma coisa que descobri fora da matéria é que esses incentivos podem sim acabar contando no limite do teto salarial das equipes. Todos os contratos passam pelas mãos da NBA e eles analisam esses incentivos para ver se deve valer ou não na conta do limite salarial.

Isso é bom para que não exista a maracutaia de, por exemplo, o Cavs oferecer um contrato mínimo para o LeBron e dar um bônus de 20 milhões de dólares se ele tiver média de pelo menos 10 pontos por jogo. Seria um jeito bem sacana de burlar a regra do teto salarial e a NBA está prevenida contra isso.

...
Eu aumento mas não invento
E já que o dia é de bizarrices... Ficaram sabendo que o Richard Jefferson largou a noiva quase no altar? Ligou pra todo mundo cancelando o casamento duas horas antes da cerimônia começar. E o pior era que a moreninha dele era bem firmeza.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Rick Adelman é meu amigo

Bom garoto, Adelman. Continue me obedecendo e você até ganha um biscrok


Gostei muito do conceito de "água na bunda" do post anterior em que o Denis fala sobre o Rashard Lewis e o Turkoglu. A chegada de um jogador de talento costuma realmente ter o poder de fazer outros, com medo de perder a vaga e o emprego, jogarem mais do que de costume.

Um caso interessante a respeito é o do Rafer Alston, armador do Houston. Boatos durante a temporada passada insistiam em trocas em que o Rockets conseguiria novos armadores, e lembro-me de uma entrevista indignada com o Alston em que ele reclamava: "sou o armador titular, um dos poucos da NBA preocupados em passar a bola acima de tudo, e não se fala em outra coisa além de conseguir alguém para que pontue para me substituir."

Na época ele até parecia preocupado em passar a bola mas sua seleção de arremessos continuava sendo mais questionável do que a sexualidade da Vovó Mafalda. O medo de perder a vaga por "não estar agradando" fez com que se esforçasse cada vez mais em arremessar o tempo todo. Estava ali plantada negativamente a semente que tornaria o Alston um arremessador descerebrado.

Mas os boatos não diminuíram e o Houston realmente trouxe outro armador. Na verdade, outros. Na verdade, uma bacia cheia deles, comprados em fim de feira com desconto. Francis e Mike James como free agents e depois ainda draftaram outro para completar, o Aaron Brooks. Com tanto armador, o recado para o Rafer Alston estava dado, mas infelizmente não funcionou. Mike James e Francis jogavam cada vez pior e Aaron Brooks se mantinha na Liga de Desenvolvimento. Então o Alston podia continuar lá numa boa, fedendo o quanto quisesse.

Nas minhas 5 soluções para o Houston Rockets, o Aaron Brooks era um fator fundamental. Embora seja capaz de pontuar, ele ainda tem aquele medo característico dos novatos, aquela vontade de obedecer o esquema, de passar a bola, envolver o time e deixar o técnico feliz. Pra minha sorte, o Adelman resolveu levar em consideração o meu "Curso de Técnico de Fim de Semana" que eu fiz pelo Instituto Universal Brasileiro e, reconhecendo toda minha genialidade, chamou o Brooks e o Novak de volta para o time e tirou completamente o Francis e o Mike James da rotação. O Francis deixou de jogar umas partidas gripado e depois nunca mais voltou, o que deixa a tal doença em suspeita. Mas o que importa é que isso torna o Brooks o único reserva a botar pressão no Alston.

É claro que é só botar pressão, não dá pra colocar um cérebro novo infelizmente, mas já foi o bastante para melhorar a produção. Ele ainda continua arremessando demais de trás da linha dos 3 pontos e com uma pontaria descalibrada, mas agora está com muito mais vontade, muito mais agressivo, batendo para dentro e abusando das bandejas. Contra o Boston Celtics, o Houston chegou a estar liderando o jogo no quarto período ainda que sem o T-Mac, de fora com problemas no joelho. Quem fez a cesta que empatou o jogo no minuto final foi o Rafer Alston, numa bandeja feita com maestria, resquícios de seu tempo no And 1. É, eu sei que o Garnett botou o jogo nas costas nos segundos finais e garantiu a vitória, mas fazer o Boston suar e vibrar com a vitória mesmo sem o McGrady é uma vitória moral para o Houston. Na fase em que estamos, eu fico feliz até com derrotas, acredite.

Ontem, contra o Orlando Magic, com o jogo empatado no minuto final, o Rafer Alston fez exatamente a mesma coisa e, com uma bandeja difícil, colocou o Houston na frente. O Magic ainda fez uma cesta de tapinha com o Foyle no estouro do cronômetro, bastante polêmica, e que depois de ver nos monitores os árbitros invalidaram. Olha, podem até ter errado, a bola pode até ter valido, mas eu aceito a vitória depois dos juízes insistirem em querer acabar com a carreira do Yao Ming. Me chamem de chorão, mas não é possível que ninguém esteja vendo o tipo de coisa que o Yao tem que passar com a arbitragem. O Yao reclamou publicamente, o Adelman, o Alston, a imprensa, todo mundo está alertando. Quanto mais físico o Yao fica, quanto mais agressivo ele fica (como os palpiteiros-de-banheiro sempre pedem que ele seja), mais a arbitragem esfola ele vivo. Ontem ele dominou o Dwight Howard, a ponto de tirá-lo com 6 faltas, mas o Dwight teria saído ainda antes se coisas óbvias tivessem sido apitadas. E o Yao poderia ter passado mais tempo em quadra.

O engraçado de ontem foi que na posse de bola final para o Magic, buscando o empate, quem tentou definir foi o Rashard Lewis. Conforme o Denis avisou, ele não havia tido muito sucesso anteriormente e o Turkoglu estava decidindo os jogos no final. Ontem isso não ocorreu e o Rashard, claro, errou. Acho que é o Rashard agora que está sentindo a água na bunda.

Outro bom exemplo do Denis, Jordan Farmar e Javaris Crittenton, mostraram uma boa competição sadia na noite de ontem. Com o Lakers humilhando o Sixers, oito jogadores de Los Angeles puderam jogar pelo menos 20 minutos, sete tiveram 11 pontos ou mais, e seis tiveram 15 pontos ou mais. No meio dessa festança, Farmar e Crittenton queriam provar quem era o melhor armador: Crittenton fez 19 pontos e Farmar fez 16. Nada como uma pequena competição interna para elevar o nível de todo mundo e favorecer a equipe inteira.

Enquanto isso, em New York, a situação é exatamente a contrária. Eddy Curry vem sendo criticado pela péssima temporada, sendo inclusive rebaixado ao banco de reservas. Mas bastou uma partida sem Zach Randolph, suspenso por atirar uma faixa de cabeça num árbitro, que o Curry fez 25 pontos e 12 rebotes, com 10 arremessos certos em 12 tentados. Resta alguma dúvida de que o problema do Curry é o Randolph? De que os dois exigem muitas posses de bola, muitas pizzas, muitos doces, e que não há no mundo inteiro bolas e comidas suficientes para os dois juntos na mesma quadra?

Aliás, uma coisa que tirou ontem minha noite de sono, foi justamente como diabos o Curry pegou 12 rebotes! Acho que a felicidade de estar sem o Randolph foi tanta que ele até resolveu erguer os braços e, quem diria, pular!

Agora, para finalizar, vale uma olhada nos melhores momentos da rodada de ontem apenas para poder opinar: o tapinha do Foyle, afinal de contas, deveria ou não ter valido?