Este é o clássico post da exaltação. Depois do título olhamos para trás e tecemos elogios ao time campeão como se fosse uma reunião com a mãe de todos os jogadores. Afinal, todo título é difícil e merece os elogios. Mas vou tentar fazer da maneira mais legal possível. Estou aqui pra explicar porque o Lakers ganhou e como tudo deu certo, mas sem ficar lambendo o saco de ninguém. Entende?
O título do Lakers é realmente merecido, mas algum título até hoje não foi? Vale mesmo a pena discutir tal assunto? Você pode ter preferido outro time, achar que um não ganhou porque teve um pouco mais de azar ou até que a juizada não ajudou, mas depois que um time sobrevive a uma temporada exaustiva de 82 jogos, consegue mando de quadra até as finais e vence 4 séries de 7 jogos fica difícil questionar um título.
Isso é uma das coisas legais da NBA, essas séries de 7 jogos realmente definem qual é o melhor time do confronto, é simplesmente jogo demais para um time ganhar na sorte. Zebra até acontece, mas é quando um time mais fraco se supera e vence o mais forte quatro vezes!
Mas não é porque o título é merecido que vamos retirar tudo o que dissemos sobre o Lakers. Rolou uma discussão nos comentários do post anterior sobre o Lakers ser um time limitado ou não. Eu não diria limitado, acho uma palavra forte demais, fica parecendo que o time é ruim, mas o Lakers tem seus defeitos, sempre disse isso e continuo achando. Assim como acho que o Lakers é irregular durante muitos jogos, que tem defeitos que, se bem explorados, fazem do Lakers um time derrotável e que não joga tudo o que pode sempre, facilita muito a vida do adversário em jogos fáceis e só joga pra valer mesmo contra os times mais importantes.
E esse foi o diferencial do time de LA sobre todos os outros na temporada. O Cavs defende melhor, o Magic é mais paciente, o Nuggets tem mais armas ofensivas, o Celtics tem mais talentos individuais, o Rockets tem um jogo mais físico. Mas com tantos times com suas qualidades e com um nível parecido com o do Lakers, nenhum jogou bem quando mais precisou.
O Rockets perdeu em casa para o Lakers depois de ter roubado o mando de quadra e foi ridículo no jogo 7. O Nuggets não jogou nada no jogo 6 da final do Oeste, o Magic não soube decidir nas finais, o Celitcs perdeu um jogo 7, jogando mal, em casa, e o Cavs entrou em desespero depois de perder o jogo 1 para o Orlando.
Eu sei que sempre alguém tem que perder, mas o que esses times, os mais fortes dessa temporada, tem em comum é que foram eliminados com atuações bem abaixo da sua média. Já o Lakers elevou o seu jogo quando mais foi preciso. Como o Rodrigo Alves disse no Rebote, foram 34 vitórias e 10 derrotas contra os 10 melhores times da NBA. O Lakers nunca defendeu tão bem nesses playoffs como naquele jogo 6 contra o Nuggets (melhor jogo da temporada do Lakers) e como nas duas prorrogações contra o Magic.
Outro mérito do time que não muita gente está levando em consideração é a evolução do time em relação à temporada passada. Quantos times você não lembra de ficar vendo os mesmos defeitos ano após ano? O Suns que não defende, o Dallas sem infiltração, o Bulls sem jogo de garrafão e por aí vai. Times que ficam no quase por anos a fio e não sabem dar o passo seguinte.
O Lakers não, perdeu no ano passado porque defenderam pior que o Celtics e porque no ataque não souberam lidar com uma defesa mais física
Nesse ano voltaram defendendo melhor e defenderam ainda mais nos jogos mais importantes do ano: os 4 da temporada regular contra Cavs e Celtics e nos principais jogos dos playoffs. E defender melhor não quer dizer virar um time especialista em defesa, não é abdicar do ataque, é simplesmente melhorar em um fundamento do jogo. Todo bom jogador de basquete deveria ser capaz disso.
E se tinha alguma dúvida sobre a vontade de jogar e o jogo físico que ficaram no ano passado, isso acabou agora. O Lakers passou pela pancadaria do garrafão do Jazz, pelo time mais físico dos playoffs que foi o Rockets e depois pelo Nuggets com o simpático e afetuoso trio Nenê-Martin-Birdman.
Em resumo, podemos dizer que o Lakers é o campeão porque é um time limitado que soube passar por cima das suas limitações toda vez que foi colocado contra a parede. E isso não é um demérito para o LA, é pra valorizar mais a vitória.
E acho que vocês devem concordar comigo que esses defeitos do Lakers e de todos os seus adversários deixa a NBA ainda mais legal, não é? Qualquer um que acompanhou a Era Schumacher na Fórmula 1 sabe o saco que é ver sempre o mesmo cara ou o mesmo time vencendo sempre sem ser desafiado. Claro que por um lado é legal acompanhar de perto alguém muito talentoso, mas diversão mesmo é ver o cara bom ser desafiado, é começar a ver os playoffs sem ter idéia de quem vai acabar campeão.
Então temos o Rockets, Nuggets, Cavs, Magic, Celtics, Lakers e possivelmente Spurs e Blazers para disputar o título do ano que vem. E isso é do caralho! Poder cogitar 8 times para um título é luxo que só meia dúzia de campeonatos no mundo tem. Claro que desses 8, uns tem caminhos mais longos pra percorrer, o Lakers está mais perto do título que o Blazers, por exemplo, mas no fim todos esses times tem talento, tem elenco e só precisam fazer o que o Lakers fez com perfeição nesse ano: corrigir seus defeitos e minimizar seus defeitos quando mais importa.
E já que o post é de exaltação, que tal uns parabéns? Mas não dados por nós, claro, a gente tá pouco se ferrando. Quem mandou suas congratulações aos vencedores foi o Shaquille O'Neal no seu twitter. Alguma dúvida de que ele é o cara mais engraçado da NBA?
"Parabéns, Kobe. Você merece. Jogou muito bem, aproveite o momento! E eu sei o que você está pensando agora: 'Shaq, how my ass taste?'"
(se você tem memória de Dory, é uma referência ao "Kobe, tell me how my ass taste?", um rap de improviso que o Shaq fez antes da temporada começar. "tell me how my ass taste?" pode ser traduzido como "Diga-me qual é o gosto da minha bunda?", mas se for um filme da Sessão da Tarde você troca "bunda" por "traseiro")
Ele também mandou mensagens para outros campeões e fez referência a seu querido Mestre do Pânico, Stan Van Gundy:
"Parabéns, Phil Jackson. Quando o general não entra em pânico as tropas não entram em pânico. Você é o maior agora"
"Parabéns, Fisher. Grandes arremessos no outro dia. Aproveite"
"Parabéns em espanhol, Pau Gasol, muchas gracias pappacito"
Não sei se já deu pra perceber mas eu sempre fui fanático por números dentro do basquete. Fico buscando estatísticas estranhas, números que mostrem quem é bom, ruim, especialista, útil, decisivo, bonito. E uma das brincadeiras mais legais com números é pegar os números do jogo e tentar adivinhar quem ganhou.
Vamos fingir que você não sabe quem ganhou o jogo de ontem e tentaremos adivinhar o resultado. Os números estão sempre na ordem Nuggets/Lakers.
Turnovers: 15/15 Pontos de contra-ataque: 7/7 Maior liderança: 13/4 Pontos no garrafão: 46/40 Rebotes: 34/46 Assistências: 24/25 Lances-Livres cobrados: 35/24 Tocos: 8/9 Roubos: 9/7 Aproveitamento dos arremessos de quadra: 48%/41%
Com esses dados em mãos, você diria que quem venceu? Eu apostaria todo meu dinheiro, minha casa, esposa e pé do Danilo no Nuggets. Números como turnovers, contra-ataques, assistências, tocos e roubos se anulam. O Denver teve uma liderança maior, cobrou muito mais lances livres e fez mais pontos no garrafão. O Lakers venceu a batalha dos rebotes, mas os arremessos a mais não parecem ter sido bem aproveitados com os 7% a menos de aproveitamento dos chutes.
Pois é, como sabemos não foi exatamento isso o que aconteceu. O Lakers arrancou na marra, no grito, na magia negra, uma vitória importantíssima. Mas os números dizem algumas boas verdades do jogo: o Denver jogou melhor, defendeu melhor e arremessou melhor. Estou pensando seriamente em pegar uma das reprises do jogo no League Pass pra saber como diabos o Lakers conseguiu sair com a vitória. Alguém errou no placar tipo naquele jogo do Brasil no Pan-Americano ?
Curiosamente, ontem eu iria fazer um preview do jogo dizendo o que eu achava que poderia decidir os jogos a favor dos dois times. Iria dizer que seria essencial o Fisher (ou o Vujacic) voltar a acertar as bolas de 3 para liberar um pouco o garrafão (Fisher acertou 3 bolas de 3, incluindo a da virada no quarto período), que seria congestionado, com os pivôs recebendo poucas bolas (Gasol e Bynum juntos chutaram 13 bolas). E iria dizer que o número-chave da série seriam os rebotes, quem vencesse os rebotes iria vencer a série (o único número que o Lakers venceu com sobra).
Mas diabos, eu não fiz esse post! Saí com o Danilo, ficamos jogando conversa fora, cheguei em casa na hora do sorteio do draft e não vim aqui falar tudo isso que realmente acabou acontecendo. Ainda ia falar que acreditava que o Phil Jackson iria colocar o Kobe para marcar o Billups. Era meu dia de consagração no mundo dos adivinhos e ia ficar aqui me gabando com uma cara de convencido pior que a do Kobe, mas não escrevi nada e fiquei como vidente com um dia de atraso. Go, Mãe Dinah!
De qualquer forma, não só ia comentar essa mudança do Phil Jackson porque achava ela possível, mas porque ela fazia muito sentido. O Fisher não consegue mais marcar ninguém e ninguém ele estaria marcando se ficasse encarregado do Danthay Jones, o Ariza ficaria no Carmelo e o Kobe usaria seu talento defensivo e tamanho para incomodar o Billups.
Só que não deu muito certo. O Carmelo comeu o Ariza com feijão e farofa e o Billups ameaçou colocar o Kobe em problemas de faltas algumas vezes. Os dois melhores defensores do Lakers não estavam funcionando nem um pouco. A solução veio só no segundo tempo, quando o Ariza foi marcar o Billups e o Kobe ficou encarregado do Melo.
O Ariza foi muito mais efetivo com seus longos braços atrapalhando os passes do Billups e foi o responsável pela jogada da partida ao roubar um passe de lateral no último minuto do jogo. O Kobe não conseguiu parar o Melo, ninguém iria conseguir ontem, mas pelo menos fez um melhor trabalho ao cortar as linhas de passe, fazendo o cestinha do Nuggets, que estava numa das melhores noites de sua carreira, receber bem menos bolas do que deveria. Se a bola chegasse nele era cesta na certa.
A defesa do Kobe culminou em algumas situações patéticas como o Anthony Carter e o Chris Andersen sendo responsáveis por ataques cruciais para a partida. Mesmo com Melo e o Mr.Big Shot no time, faltou para o Denver saber terminar o jogo, só isso. Os números estão lá para provar que o Denver foi um time mais completo, mas estão lá também para mostrar uma vitória por 4 pontos do Lakers no quarto período de um jogo decidido por 2.
Não é momento de desespero para o Nuggets. Pode parecer meio aterrorizante a sensação de ter jogado um jogo-chave no lixo mas eles tem que se focar no fato de que o time foi melhor no jogo 1 e que não há razão para não ser melhor mais vezes. Até porque ontem o Nuggets não contou com os pontos de seu terceiro cestinha, o JR Smith, que fez um jogo digno de Sasha Vujacic: 2 acertos em 7 chutes (5 da linha dos três) e só 8 pontos.
Aliás, o banco de reserva foi um ponto a favor do Lakers, 27 a 16. O Nuggets, por mais opções ofensivas que tenha, precisa do banco de reserva para pelo menos segurar as pontas quando os titulares estiverem descansando. A imensa liderança de 13 pontos do primeiro tempo virou farofa quando os reservas do Nuggets enfrentaram os reservas do Lakers.
Poderia passar mais um tempão falando do jogo de ontem que foi emocionante e cheio de pequenos detalhes decisivos, mas hoje uso um pouco do bom senso que me resta e paro por aqui. Fica pra quinta-feira quando teremos um jogaço de novo. Previsão feita antes da partida dessa vez!
Nota triste:DJ MBenga jogou exatos 22 segundos e tomou uma enterrada na cabeça. Agradecemos se alguém achar o vídeo. Valeu, Anônimo!
Pois bem, Deus, a Força, os duendes ou seja lá que força que rege o universo basquetebolístico ouviu as preces de seus fiéis e tirou o Bynum de ação. Mas esse ser superior não é um cara amigável e barbudo, só ver o que ele fez com o dilúvio: afundar o planeta só porque ele mesmo não ficou satisfeito com o que ele criou? Bah, isso não é SimCity 2000, colega!
Bom, mas blasfêmias à parte, o castigo para o Bynum foi irônico e cruel como todo castigo deve ser. Ele não só se machucou como se machucou no joelho, o grande medo dele e do Lakers. Por sorte o joelho dessa vez foi o esquerdo, não o mesmo direito do ano passado. E a contusão aconteceu quase que exatamente um ano depois da que o tirou da temporada passada, acho que a diferença ficou em duas semanas apenas. Pra completar o desastre, aconteceu de novo contra o Grizzlies!
A cereja no topo do bolo foi o "culpado". Quem caiu em cima do Bynum foi ninguém mais ninguém menos que Kobe Bryant, que depois de uma infiltração acabou caindo de costas no Esmagador de Pulmões (o apelido do Bynum no mundinho da luta-livre).
Dá pra acompanhar o momento da contusão no vídeo abaixo:
O vídeo é emocionante, comovente. Começa pelos gritos do Bynum, que são desesperadores como foram os do Gerald Wallace na semana passada, depois fica a apreensão de todos os jogadores do Lakers, reunidos em volta do Bynum com uma cara atônita. O Kobe com um misto de "de novo não" e "foi culpa minha mas não vou admitir", o Phil Jackson com uma cara de "que merda, esse fracote não vai levantar", o Vujacic com as mãos na cabeça e uma cara de "dei all-in e perdi" e no fim o Odom com cara de "sou titular".
Quase chorei ao ver isso. O Bynum é o Ronaldo Fenômeno da NBA sem os travestis.
Todos os torcedores do Lakers ficaram ansiosos até horas atrás quando finalmente saiu o resultado da ressonância magnética no seu joelho. O pivô sofreu um rompimento no ligamento medial colateral juvenal do seu joelho e ficará de 2 a 3 meses fora de ação.
E as ironias param por aí? Não, se você ligar agora você ainda leva mais uma! No ano passado disseram que o Bynum iria voltar a tempo para os playoffs, no começo ou no meio de abril. Hoje, ao receber a notícia, eu fiz as contas com meus dedos e entre dois e três meses dá exatamente no meio de abril, quando acaba a temporada regular. De novo! Já estou vendo de novo aquela palhaçada de falarem que ele volta um pouco antes dos playoffs, depois na primeira rodada, depois na final de conferência, depois nas finais e nada. É o mesmo filme de novo e o Grizzlies só serve pra isso mesmo, machucar jogadores.
Mas o desastre está feito, o cara lá de cima deu sua resposta à questão do Bynum merecer um tempinho no inferno. Vamos pensar no futuro. Que implicações isso traz ao Lakers?
Primeiro que não é motivo para total desespero, o Lakers não está no saco sem ele. Ano passado o time passou por séries de playoff contra Nuggets, Jazz e Spurs sem ele e sem Ariza, então a vaga no topo do Oeste está bem encaminhada. O resto é motivo para desespero mesmo, e numero pelo menos 5 coisas que atrapalham meu sono:
1. As finais:
Vamos supor que o Bynum volte e o Lakers vença o Oeste de novo, o que é bem possível. Mas depois disso provavelmente irá enfrentar Boston, Cleveland ou Orlando sem o mando de quadra, já que a luta pelo melhor recorde da NBA, que já não estava fácil, ficará ainda mais difícil sem o Bynum. E se tem duas equipes que você não quer ter a obrigação de precisar vencer na casa deles é o Boston e o Cavs.
2. O ritmo de jogo:
O Bynum é gigante e pesadão, geralmente jogadores pesados assim saem de forma facilmente e demoram um tempo para voltarem ao que eram antes. Só ver o Shaq: Ficou gordão em Miami, se motivou em Phoenix na temporada passada mas só voltou a jogar bem de verdade agora. O Bynum é mais de 10 anos mais novo, isso já ajuda, só perguntar pro seu vô, mas mesmo assim voltar em cima da hora, nos playoffs, quando o jogo é mais físico e não se pode errar é perigoso. E o pecado é que o Bynum estava na sua melhor fase na temporada e na carreira.
Foram 10 pontos por jogo em outubro, 12,8 em novembro, 12,2 em dezembro e 17,3 em janeiro, incluindo aquele jogo de 42 pontos contra o Clippers e uma média de 25 pontos por jogo nos últimos cinco jogos.
3. O entrosamento:
Se a contusão fosse no começo da temporada seria menos pior. O time estava acostumado a jogar com Odom e Gasol no garrafão, já estava tudo funcionando perfeitamente e até levou um certo tempo de adaptação para que o Gasol e o Bynum entrassem em sintonia. Mas agora quando finalmente eles já tinham se acostumado vão ter que voltar a jogar sem o Bynum.
A dupla Odom-Gasol é até comum no meio dos jogos do Lakers, eles costumam jogar juntos o final dos primeiros quartos, a segunda metade dos segundos-quartos e os finais de jogo. Mas agora vão ter que jogar mais minutos juntos, o que é bem diferente.
4. Os outros:
Embora eu seja um pouco maluco de dizer isso, confio no Odom e no Gasol. Os dois tem seus dias quando parecem que não sabem jogar basquete mas na média geral são ótimos jogadores. Jogadores que não jogam 48 minutos por jogo!
Em algum momento dos jogos o Lakers terá que usar Chris Mihm ou DJ Mbenga no garrafão e jogar com 4 jogadores em quadra nem sempre é uma boa idéia.
5. Defesa:
Isso já é um problema com o Bynum em quadra, imagina sem. Não estou falando da falta do Gerald Wallace, aquilo não acontecia todo jogo, mas o Bynum era o cara que ia pra cima para desafiar as bandejas e enterrada. Era o Bynum, em seus dias atentos na defesa, que fazia os adversários pensarem duas vezes antes de infiltrar. Quero ver domingo se o LeBron vai ter problemas para infiltrar na defesa do Lakers como teve no primeiro jogo entre os dois times.
Falando nesse jogo com o Cavs, o Bynum se machucou bem em uma semana em que o Lakers pega o Celtics na quinta e o time do BronBron no domingo. Vai ser um desastre...
Skill Challenge
Sairam os participantes do Skill Challenge: Derrick Rose, Jameer Nelson, Devin Harris e Tony Parker!!! Só a elite da velocidade. Se você tirar Jameer Nelson e no lugar colocar o Leandrinho ou o Monta Ellis, era até mais legal decidir o vencedor em uma corrida de 100 metros rasos. Só faltam agora os participantes do campeonato de 3 pontos e daquela competição bisonha que envolve mulheres e aí oficializamos nossa promoção.
O iraniano Hadadi e sua supermodelo. Já está pronto para morar nos EUA
Até um tempo atrás esses campeonatos internacionais de basquete como as Olimpíadas eram lugares para ficar discutindo quem poderia ou não jogar na NBA. A graça de assistir Turcomenistão e Singapura era saber que o armador de Singapura tinha sido, durante um dia, o provável 27° escolhido no segundo round do draft de 2009 segundo o site NBAdraft.net.
Mas hoje isso não tem a mesma graça porque a maioria dos jogadores que poderia ter jogado na NBA já está lá ou foi pra lá e não deu certo. Na Espanha, por exemplo, temos Gasol, Navarro, Calderon, Garbajosa e Raul Lopez que já jogaram na liga e Rudy Fernandez, Marc Gasol e Ricky Rubio que com certeza quase absoluta estarão na liga nesse ano ou em futuro próximo, não tem o que especular, sabemos que eles estarão lá. Além disso, todos os campeonatos mais importantes do velho continente, como a Euroliga ou o Eurobasket, tem passado regularmente no Brasil via TV a cabo, então não é com tanta surpresa que vemos seleções como a da Croácia e a da Lituânia, já conhecemos todo mundo de longa data e sabemos do talento e potencial de cada um.
Mas o velho charme de observar um desconhecido pela primeira vez e, baseado em um jogo ou dois, especular sobre o cara poder ir para a NBA, está de volta! Nessa Olimpíada o jogador em questão foi o iraniano Hamed Hadadi, pivô titular de sua seleção nacional. O time do Irã ganhou o último torneio asiático e Hadadi foi o principal destaque, principalmente na final quando fez 31 pontos e pegou 10 rebotes contra o Líbano. Ele acabou o torneio como segundo colocado em rebotes, com 9,6 e foi o líder em double-doubles, empatado com Ha Seung-Jin, o famoso "Homem mais feio do mundo".
Nessa Olimpíada de Pequim a sua grande atuação foi contra a Argentina, com 21 pontos e 16 rebotes, o que despertou muito interesse de gente da NBA, interesse que já havia começado quando o Irã foi gentilmente convidado pelo David Stern a fazer sua preparação para a Olimpíada na Summer League de Utah, em que o time mostrou que seria saco de pancada de todo mundo, já que perdeu para times de pivetes americanos que nunca vão chegar na NBA.
O pivô chegou a dizer que era seu sonho jogar na NBA mas o sonho começou mal, já que David Stern, percebendo o interesse de alguns times, conversou com o governo americano e acabou por mandar uma carta para todas as equipes da liga avisando que eles não poderiam negociar com o iraniano. Isso porque o governo nacional não permitia esse tipo de negociação com pessoas do Irã, país amigo, brother e camarada dos Estados Unidos.
Mas a gente conhece o David Stern, aquilo não ia acabar assim. Imagina a publicidade que teria um jogador iraniano na NBA, chamaria a atenção de todo mundo, seria o máximo mostrar a que ponto chega o alcance global da liga americana. Lembremos que a NBA já conseguiu fazer um jogador chinês sair da China para ir jogar lá e ganhar um salário próprio, já que na China todo atleta fica com apenas parte de seus prêmios, a maior parte vai para o governo. Isso só não acontece com o Yao, que tem um contrato especial só dele em que ele pode ficar com praticamente toda a bolada que recebe do Houston. Ou seja, Stern é bom negociador e faz de tudo para a NBA crescer cada vez mais mundialmente.
Some isso a o fato do David Stern querer ter times da NBA na Europa e uma liga afiliada à NBA na China. Some também o fato do comissário da NBA ter criado até normas de como os jogadores devem se vestir e multar qualquer um que fale demais. O resultado é um líder completamente megalomaníaco que quer dominar o mundo. Stern quer mostrar que a NBA é maior do que todo mundo pensa e que serve de ponte entre países que têm muitos problemas culturais e políticos um com o outro, como a China e agora com um país que os Estados Unidos podem começar uma guerra a qualquer momento, o Irã. Conseguir levar um iraniano para jogar nos Estados Unidos poderia servir até para a NBA ser mais bem vista até onde os Estados Unidos não são bem vistos.
E não é que o Stern conseguiu? Depois de negociar com o governo americano, os times da NBA, segundo notícia de hoje da Yahoo!Sports, podem negociar com Hamed Ehadadi e também com seu companheiro de seleção Mohammadsamad Nik Khahbahrami (força nominal de valor incalculável), mas só com eles, com mais nenhum iraniano. De qualquer forma, a NBA disse que os times devem entrar em contato com a liga antes de concluir qualquer negociação. Até o momento, o time mais cotado para assinar o iraniano é o Memphis Grizzlies, o que é uma pena, já que o cara deve estar cansado de perder depois de jogar tanto pelo Irã, seria legal ele ir para um time de verdade.
O engraçado disso tudo e que daria uma confusão enorme e engraçada de assistir é que dizem que mesmo se o governo americano continuasse a implicar com o Hadadi, ele poderia assinar com o Toronto Raptors, já que o time fica no Canadá e lá não tem essas frescuras. Se bem que o Canadá é a putinha dos Estados Unidos e acabaria fazendo o que o Tio Sam mandasse, mas seria uma situação legal de acompanhar.
Tudo bem, o cara jogou bem na Olimpíada, está autorizado a jogar na NBA, tem um time interessado nele e o David Stern é megalomaníaco, mas e aí, o pivozão de 2,18m vai dar certo na NBA? É isso que interessa, pô! Os fãs do Grizzlies, se existissem, estariam loucos pra saber.
Claro que tudo o que eu sei dele é do que vi em alguns vídeos na internet somado a um ou dois jogos do Irã que eu vi de verdade nessa Olimpíada, já que vários eu não assisti porque estava vendo outro esporte ou porque estava dormindo e babando no meu travesseiro. Mas dentro da minha ignorância acho que ele tem espaço na NBA, sim. Não será uma estrela, provavelmente nunca será titular e é capaz que nem médias altas de minutos por jogo ele acabe tendo no início de carreira americana, mas espaço por lá ele tem.
Precisamos lembrar que a NBA tem eterna falta de pivôs. Tem vários bons, mas para todo time ter um bom titular e um reserva decente, precisamos de 60 pivôs de bom nível, o que claramente não existe hoje em dia. Estamos em uma liga que teve o Kendrick Perkins como pivô titular do time campeão, o Earl Barron tinha contrato, o Magloire já foi All-Star e que cada vez mais alas de força são utilizados como pivô por falta de opção melhor. Então um cara de 2,18m que parece ser um bom reboteiro e que sabe usar a mão direita e esquerda para finalizar bem as bolas que chegam redondas em suas mãos embaixo da cesta é um jogador valioso e que poderá ser reserva em inúmeros times da NBA. Não duvido que ele faria um trabalho melhor que o DJ Mbenga no Lakers, o Johan Petro no Sonics ou que o Paul Davis no Clippers.
Para ver o cara em ação, tem esse vídeo aqui:
Não que um mísero comentário de YouTube queira dizer alguma coisa, mas destaque para um comentário desse vídeo, em que um usuário diz algo que volta e meia pode chegar ao ouvido do iraniano caso ele vá mesmo jogar na NBA: "Basicamente todo mundo no Irã é um terrorista, ou conhece alguém que é. Por isso que a NBA precisa da aprovação do governo para ele entrar na liga."
Claaaaro, ele deve ser um terrorista mesmo. Aposto que ele treinou todos esses anos para conseguir entrar em território americano, ele só não irá explodir uma bomba amarrada ao próprio corpo na final da NBA porque o Grizzlies não vai chegar na final da NBA. Espero que o cara tenha escrito isso como piada, mas o pior é que eu não duvido que tenha gente que pense assim por lá, como também não duvido que ele terá que ouvir muita merda de torcedor bêbado e nervoso nos jogos fora de casa.
Hamed Hadadi ou Hamed Ehadadi? Segundo um cara por aí que não sei se é uma fonte confiável, o sobrenome correto dele é Hadadi, não Ehadadi como alguns lugares colocam por aí. A confusão acontece porque seu nome do meio começa com E e no último torneio asiático acabaram juntando tudo e ao invés de Hamed E. Hadadi, escreveram Hamed Ehadadi. Até o iraniano ir para a NBA e dizer o contrário iremos chamá-lo de Hamed Hadadi aqui no Bola Presa (se é que vamos falar mais dele aqui no Bola Presa), até porque é como está escrito em seu uniforme.
Dar uma joelhada no saco do seu companheiro não é um bom jeito de continuar no time, Josh.
Eu juro que é o último texto da série. Depois de analisar os jogadores das posições de número um,dois e três (imagine esses números lidos como propaganda da Tele-Sena), chegamos ao último texto da nossa série de jogadores ainda desempregados para a próxima temporada. São os chamados "Big Men", os jogadores grandões, que jogam na posição 4 e 5, os alas de força e pivôs, que todo mundo olhava na escola e falava "nossa, você é alto, deveria jogar basquete", ignorando o fato do rapaz gostar ou não do esporte.
Já começo pelo melhor de todos, o Josh Smith. Conhecido por estar sempre no Top 10 da semana com suas lindas enterradas e mais lindos tocos, o Josh Smith é ainda muito jovem e tem um futuro brilhante pela frente, certamente como All-Star e em vários times de defesa da liga. Muitos times já se mostraram interessados por ele mas com o já comentado problema de espaço salarial, ninguém pode dar para o garoto a grana que ele merece. É bem provável que ele continue no Hawks mesmo, só não ficará por lá se algum time conseguir uma troca, em que o Josh Smith assina com o Hawks e logo depois é trocado, o chamado sign-and-trade. Na época da troca do Camby para o Clippers falaram que a idéia do Clippers era mandar o Chris Kaman ou o Camby para o Hawks pelo Josh Smith.
Faz sentido para as duas equipes. O Hawks precisa muito de um pivô e o Josh Smith faria uma dupla arrasadora com o Baron Davis no Clippers, mas para o Hawks seria pior porque o Josh Smith é o melhor jogador da troca, na pior das hipóteses eles teriam que receber o Kaman ao invés do Camby, porque o Kaman é melhor ofensivamente e mais novo, além de receber ainda mais alguma coisa, talvez uma escolha de draft e, por que não, um sign-and-trade com o Shaun Livingston. Se bem que para um cara de joelho estourado, sair do Clippers e ir para o Hawks não é lá muita evolução, esotéricamente falando. Mas que tal um time com Mike Bibby, Joe Johnson, Marvin Williams, Al Horford e Chris Kaman? Acho que faria algum barulho no Leste.
Eu já falei do potencial do Josh Smith, de sua juventude e vitalidade. Mas esqueçam tudo isso de agora em diante. O que tá pegando nos desempregados é a idade, a experiência, os cabelos brancos e a habilidade no nobre jogo de bocha. Quem quiser experiência na sua equipe pode tentar fazer o PJ Brown desistir da aposentadoria, pode ir atrás dos tocos do Dikembe Mutombo, dos arremessos do Robert Horry ou das contusões do Alonzo Mourning, que apesar daquela grave contusão na temporada passada, afirmou que quer continuar na liga.
O PJ Brown foi um bom reserva no Celtics, mas ele é o tipo de cara que só daria certo nesses times quase prontos que precisam de um pouco de experiência, talvez no Hornets ou no Lakers ele desse certo, mas será que ele tem motivação? Ele já tinha dito antes de ir para o Celtics que ia se aposentar e depois ganhou um título, é mais provável que ele queira acabar por cima e ir curtir a aposentadoria na Flórida, o estado americano em que todos os velhos moram.
Outro que mostrou serviço no ano passado foi o Mutombo. Apesar dos seus 76 anos de idade, ele jogou demais na ausência do Yao Ming e distribuiu tocos em todo mundo, o problema é só que ele disse que não quer mais jogar pelo salário mínimo de veteranos, algo em torno de 1 milhão e 300 mil dólares por temporada, o Mutombo disse que acha que merece mais e que ele e seu empresário ficariam (negativamente) surpresos se o Rockets oferecesse só isso. Porém o Houston já está bem acima do limite salarial e ainda tem que reassinar um outro Free Agent que está sem contrato, o meu jogador favorito do Houston, Carl Landry. A torcida do Houston espera ver os dois de volta na próxima temporada, os cartolas também dizem querer, eles só estão vendo como podem fazer isso gastando o menos de verdinhas possível.
Mas falando em salário mínimo de veteranos, acho que o Alonzo Mourning não pode pedir mais que isso, não é? O cara já passou do seu auge faz tempo, já teve problemas graves nos rins e aos 37 anos sofreu uma contusão grave no joelho. Dar uma chance a ele é quase um favor, tipo aqueles amigos que oferecem emprego para os amigos que estão se fodendo na vida. Tá, você pode ser assistente do assistente do estagiário do presidente júnior, mas veja se pára de beber, hein?! Brincadeiras à parte, queria ver ele se despedir das quadras jogando e não agonizando no chão com o joelho estourado.
E será que é favor também assinar o Robert Horry? Depois da atuação medonha dele nos playoffs do ano passado eu diria que sim, mas nunca é bom duvidar de um cara que já ganhou tanto na vida. Algum time por aí deve dar uma chance pra ele se redimir, acho que o Spurs não, li por aí que o Spurs está tentando deixar seu banco de reservas mais jovem (jovem, na língua do Spurs, é alguém com pelo menos 29 anos de idade). Uma opção para o Spurs é alguém que eu sempre achei que jogou bem no próprio Spurs mas que foi sacrificado na troca para ter o Kurt Thomas, ou seja, o Francisco Elson. O Thomas foi bem nos playoffs, acho que até valeu a troca, mas o Elson se encaixava bem no esquema do Spurs e poderia ajudar bastante.
Eu estava me segurando pra não falar dele junto dos velhos, afinal ele nasceu 8 anos depois do Alonzo e 12 anos depois do Mutombo, mas a verdade é que o Jamaal Magloire está jogando como um vovô nos últimos anos. Depois de quase ter uma média de double-double com o Bucks, são três temporadas em que ele não consegue ter médias superiores a 6 pontos e 6 rebotes. E estamos falando de um cara que, irgh, já foi um All-Star. Na temporada passada ele teve médias de 1,8 pontos e 3,4 rebotes em 10 minutos de jogo. Lixo.
Sabe quem teve números parecidos com o do Magloire? DJ Mbenga! Foram 2 pontos e 1,3 rebotes por jogo, além de várias enterradas na cabeça. Qual dos dois acha um time primeiro para a próxima temporada? Estão dizendo que o Lakers deve contiuar com Mbenga já que perderam o Turiaf para o Warriors, enquanto o Magloire tem chances de conseguir um contrato pelo nome que ainda tem, quer dizer, enquanto o Mark Blount for o pivô titular do Miami qualquer pivô tem alguma chance de conseguir um contrato. Menos o Scott Pollard, ele não tem chance alguma, a única coisa boa nele é o bom gosto nos penteados.
Os outros gigantes que podem tentar uma vaguinha no Miami são Paul Davis, ex-Clippers que já teve alguns jogos bons apesar de ser branco; Michael Doleac, que já desfilou sua falta de categoria em Miami; Melvin Ely, aquele grosso que nem o Chris Paul conseguia fazer jogar bem em New Orleans; e o meu favorito, o David Harrison, o cara que jogava no Pacers e que uma vez ameaçou o nosso querido Matt Bonner de morte. Ele é meio doido mas não é ruim não, tem jogo pra ser reserva em muito time por aí.
Pronto, agora eu prometo que acabou essa sessão de desempregados, já que o Bola Presa não é jornal de domingo. Agora é se preparar para as Olimpíadas, onde todo mundo tem time pra jogar e ninguém liga para salários.
Ramon Sessions surgiu tarde na temporada mas já leva um "Prêmio Bola Presa" para casa
Nossa cobertura dos playoffs está a toda. Se você já está tão acostumado com um post diário no Bola Presa quanto com um cafezinho pela manhã, é hora de descobrir que pode rolar a barra lateral do seu browser até o fim: estamos postando várias vezes por dia! Por enquanto, comentamos sobre os jogos que já aconteceram entre Rockets e Jazz, Cavs e Wizards, e também entre Lakers e Nuggets e Pistons e Sixers, tudo logo abaixo. Se você está sem tempo para assistir aos jogos e para ler tantos posts aqui no Bola Presa, deveria então também reservar um tempinho para ler as dicas do Denis de como aproveitar os playoffs. Se você tem uma namorada, a leitura é essencial.
Enquanto aguardamos os jogos desta noite, vamos atender um pedido. Nossos leitores Renzo e Vitor sugeriram, já faz um tempo, que fizessemos uma premiação alternativa aqui no Bola Presa ao invés dos prêmios tradicionais, ultra-manjados como o de Melhor Sexto Homem do Ano que o Ginóbili acabou de levar para casa mesmo tendo minutos de titular. Então, enquanto Wizards e Cavs não começa, vamos dar uma olhada nos Prêmios Bola Presa que daremos ao fim de cada temporada. Se você tem mais sugestões de prêmios ou discorda dos nossos ganhadores, basta usar a caixa de comentários.
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1. Jogada "Bola Presa" do ano:
Vejam como nosso grande ídolo Zach Randolph leva o prêmio, mostrando toda sua habilidade no drible, no controle de bola, na distância de arremesso, na frieza para decidir e no talento para envolver seus colegas de equipe. Randolph, o prêmio de jogada do ano vai para você:
2. Troféu Kareem Rush para melhor atuação de um jogador ruim:
Na final do Oeste de 2004, Kareem Rush acertou seis bolas de 3 e com isso deu o título do Oeste para o Lakers em cima do Wolves. Em sua homenagem, damos um troféu homônimo para a melhor atuação de jogador ruim. Com 35 pontos e 9 assistências contra o Warriors, levando nas costas um Bulls completamente desfalcado naquela partida, Chris Duhon leva o prêmio, deixando para atrás nosso desconhecido do mês passado Matt Bonner (25 pontos e 17 rebotes como titular contra o Warriors, substituindo Tim Duncan, contundido). Pensamos em deixar os 41 pontos e 9 rebotes do Linas Kleiza contra o Jazz concorrerem ao prêmio, mas a verdade é que ele é bom demais para isso, como mostrou no Jogo 1 dos playoffs contra o Lakers.
3. Troféu Lonny Baxter para jogador que só jogou na liga de verão:
O Troféu Lonny Baxter, que leva o nome do legendário jogador que sempre teve atuações geniais nas ligas de verão mas que nunca era chamado para jogar por time nenhum na temporada regular, é dado para aquele jogador que se destaca antes da temporada começar e não tem um minutinho sequer quando as coisas estão realmente valendo. Quem leva o troféu para casa é o italiano Marco Belinelli, que teve médias de 22.8 pontos por jogo nas ligas de verão e menos de 3 pontos por partida na temporada regular, passando a maior parte da temporada comendo macarrão no banco de reservas.
4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano:
Em homenagem ao homem que fez trocas genias para obter estrelas como Malik Rose, Mo Taylor, Marbury, Steve Francis, Curry e Zach Randolph, enquanto se livrava de trocentas escolhas de draft, Nazr Mohammed, Kurth Thomas, Trevor Ariza e Channing Frye, damos o prêmio que leva seu nome para a melhor troca do ano. O GM do Memphis Grizzlies, Chris Wallace, leva o troféu por mandar Pau Gasol para o Lakers em troca de Kwame Brown, Javaris Crittenton, duas escolhas de primeiro round e Marc Gasol, irmão de Pau. Na cabeça de Chris Wallace, "essa foi a melhor troca que apareceu", e ele diz ter trocado Gasol por, na prática, quatro escolhas de primeiro round e mais um contrato expirante. Uau. Incrível como ninguém percebeu isso, o Lakers foi realmente roubado nessa!
5. Troféu Grant Hill para o bixado do ano:
Grant Hill jogou 4 partidas em sua primeira temporada pelo Orlando Magic, 14 partidas na segunda temporada, 29 na terceira e nenhuma partida na quarta temporada. O troféu que leva o seu nome vai para o jogador que não fica saudável nem com reza brava. Na disputa, Yao Ming, que jogou apenas 55 jogos nessa temporada (e 48 na passada); Elton Brand, que jogou apenas 8 partidas, todas no final da temporada; e Andrew Bynum, que jogou somente 35 jogos. Por ter 20 anos de idade e ter sido anunciado para voltar em 2 meses, depois com 5 jogos antes de terminar a temporada regular, depois com apenas 2 jogos, depois no primeiro round dos playoffs, e agora só numa futura semi-final de Conferência, o prêmio vai para o jogador do Los Angeles Lakers Andrew Bynum! Parabéns!
6. Troféu Darius Miles para atuação surpresa na última semana:
Em 2005, Darius Miles jogou a última partida da temporada depois de sofrer durante todo o ano com contusões. Saiu de quadra com 47 pontos, 12 rebotes, 4 roubos, 5 tocos, apenas um turnover, tendo acertado 19 de 33 arremessos e 8 de 14 lances livres. Depois disso, praticamente nunca mais fez nada relevante, mal conseguindo voltar para a quadra e sendo finalmente liberado pelo Blazers semana passada, possivelmente na última nota de sua carreira. O prêmio baseado na última atuação de Darius Miles em 2005 vai para o novato Ramon Sessions, que chocou a todos com 20 pontos, 8 rebotes e 24 assistências. Outros concorrentes ao prêmio foram Quincy Douby, do Kings, com 32 pontos (11 de 22 arremessos certos, 3 bolas de três pontos e 7 lances livres certos em 7 tentados) além do novato do Bulls Aaron Gray, com 19 pontos, 22 rebotes e todos os 9 de seus lances livres convertidos na última partida da temporada.
7. Troféu Royal Ivey para jogador titular que jogou menos minutos na temporada:
Na temporada 2005-06, Royal Ivey foi titular em 66 jogos apesar de ter apenas 13 minutos por partida. Nessa temporada, quem leva o troféu para casa é Morris Peterson, o armador mequetrefe do Hornets, que foi titular em 76 jogos com médias de apenas 23 minutos. Outros concorrentes incluem o ala do Cavs, Sasha Pavlovic, com 45 jogos como titular em também 23 minutos por partida, e o armador do Sixers, Willie Green, que começou 74 jogos com apenas 26 minutos por partida.
8. Troféu Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça:
Se o Shawn Bradley já foi o melhor pivô para tomar enterradas na cara e viver no YouTube, o atual pivô reserva do Lakers e ex-desconhecido do mês do Bola Presa, DJ Mbenga, quer tomar esse posto para si. Ele leva o prêmio nessa temporada pelo conjunto da obra, tomando cravadas na cabeça toda vez que entra em quadra, e pode até ter seu nome no troféu um dia. Escolhemos, abaixo, a melhor enterrada que ele sofreu para celebrar a entrega do troféu, mas não deixem de ver também as cravadas que tomou de Shaq e Okafor.
9. Troféu Chris Crawford para jogador que desapareceu na temporada:
Alguém se lembra de Chris Crawford, ala do Atlanta Hawks na temporada 2003-04? Com Shareef Abdur-Rahim contundido, Crawford levou o time sozinho depois do intervalo para o All-Star Game, com médias de quase 19 pontos por jogo em 36 minutos por partida (jogava apenas 8 minutos antes do All-Star). Muitos se impressionaram com seu potencial mas na temporada seguinte ele não conseguiu assinar um novo contrato e desapareceu por completo da NBA. Nessa temporada, quem desapareceu foi Tarance Kinsey, do Grizzlies, que perdeu seu contrato e não está mais na NBA depois de ter tido excelentes atuações na segunda metade da temporada passada, incluindo dois jogos em que marcou 28 pontos.
10. Troféu Brad Miller para maior aumento de produção depois de ser escolhido All-Star:
Lembra quando o Brad Miller jogava no Pacers, fedia e todo mundo aloprou o moço quando ele foi escolhido para o All-Star Game? Depois disso ele começou a jogar demais e foi novamente All-Star, só que dessa vez no Oeste com médias absurdas em pontos, rebotes e assistências. O ganhador do troféu nessa temporada é David West, que foi zoado até pela mãe quando foi convocado para o All-Star Game mas desde então subiu todas as suas médias, fazendo quase 23 pontos por jogo com 8.5 rebotes desde que participou da brincadeira em fevereiro.
11. Troféu Ronaldo Fenômeno de volta mais frustrada:
O prêmio, auto-explicativo, vai para o retorno às quadras que deu mais errado na temporada. Os dois concorrentes são Penny Hardaway, que tentou voltar a jogar justo no Miami Heat, e Chris Webber, que tentou correr com a molecadinha do Warriors. Enquanto a do Penny foi mais ridícula porque ele não jogava basquete há anos e foi no maior estilo "não tem mais ninguém então vai você mesmo", ele até que teve umas boas partidas antes de ser mandado para a rua. Já o Chris Webber achou que tinha joelhos para jogar na equipe mais porra-louca da NBA e 15 minutos depois, cuspindo os pulmões para fora, anunciou o fim da sua carreira do modo mais patético possível. O prêmio, então, fica nas mãos do Chris Webber e sua falta de noção de realidade.
12. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde:
O gordinho favorito de 9 entre cada 10 leitores do Bola Presa tinha quase 24 pontos e 10 rebotes de média por jogo pelo Blazers na temporada passada, enquanto seu time tinha apenas 32 vitórias e exorbitantes 50 derrotas. Nessa temporada, o Blazers terminou com 41 vitórias e 41 derrotas, nada mal. O prêmio do cara-de-Quico desse ano vai para Al Jefferson, com médias de 21 pontos e 11 rebotes, enquanto o Wolves acabou com 22 vitórias e 60 derrotas, seguido por Jason Richardson, com médias de 22 pontos e 5 rebotes no Bobcats, que teve 32 vitórias e 50 derrotas.
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Chegamos ao fim da premiação para essa temporada! Voltamos com os mesmos prêmios e mais alguns novos na temporada que vem. Agora, de volta com nossa programação normal de playoffs!
O mês de dezembro já acabou mas eu tinha que esperar um momento decisivo da temporada de DJ Mbenga para fazer o último post sobre ele. O pivô do Congo tinha contrato garantido apenas até essa quinta-feira e o Warriors tinha que decidir se mantinha ele até o fim da temporada ou se o dispensava.
O dilema era duro. Mbenga vinha jogando, até foi bastante usado no jogo contra o Denver Nuggets e suas torres Camby, K-Mart e Nene, por exemplo, mas ao mesmo tempo o time sofre com a falta de um armador principal, já que Troy Hudson está fora da temporada com uma contusão e o Monta Ellis joga mais de segundo armador junto com Baron Davis no time titular do que como armador principal, deixando o pobre Baron, que já tem fama de se machucar fácill, jogando mais de 40 minutos toda noite.
Então hoje veio a resposta: DJ Mbenga foi dispensado. O manager Chris Mullin e o técnico Don Nelson disseram que não foi nada que Mbenga fez na quadra que rendeu sua dispensa, mas eles precisavam de flexibilidade no tamanho do elenco (o limite é de 15 jogadores) para adicionar novas peças.
O ideal, claro, era mandar embora o bichado do Troy Hudson. Mas o problema é que ele tinha um contrato garantido, e para mandá-lo embora o Warriors teria que desenbolsar uma grana preta, com o Mbenga, como ele não tinha o tal do contrato garantido, foi só comunicar a decisão de mandá-lo para rua. E é por isso, pessoal, que quando vocês forem jogadores da NBA, vocês têm que fazer como qualquer grande estrela faz: mande seu agente ir lá e brigar muito por um contrato bem longo e bem gordo, porque aí mesmo que você se esfole todo e nunca mais possa jogar basquete, você terá grana o bastante para que seus netos vivam numa boa em uma mansão em Miami. Claro que com isso o seu time não terá espaço nos salários para assinar um outro jogador bom, terá que mandar embora jogadores que estavam realmente ajudando e com isso nunca ganhará um título. Mas e daí, é sua grana que importa, né?
Mas o que mais me deixou revoltado nessa situação toda, devo adimitir, foi que o mais cotado para ganhar uma vaga no elenco do Warriors é o Gary Payton! Porra! Você é velho, não jogou nada no meu Lakers, já se vendeu barato pra ganhar um título no Miami e agora com 38 anos nas costas vai roubar a vaga do Mbenga?! Sacanagem! Aposto que depois de 10 minutos no ritmo do Warriors ele desmaia em quadra e vão ter que chamar os geriatras do time para socorrê-lo.
Também tinha guardado para esse último texto uma surpresa: uma entrevista exclusiva com DJ Mbenga. Conseguimos um contato no Warriors, um simpático relações públicas chamado Raymond. Ele nos tratou muito bem, aceitou receber as perguntas e entregar para o DJ. Demorou, demorou, demorou mas ele finalmente nos enviou uma resposta: que o DJ disse que não tava afim de responder na hora e que provavelmente não ia responder depois também. Broxante. Ficamos arrasados. E pra terminar, hoje ele mandou um e-mail dizendo que o Mbenga não está mais relacionado ao time então ele não pode fazer mais nada. Ficamos sem essa mas prometemos continuar tentando!
Mas se tem um lado bom nesse triste fim de nosso acompanhamento do mês de DJ Mbenga foi que ele acabou com o mito já muito espalhado por esse Brasil de meu deus que é de que nosso desconhecido do mês tinha sorte. Quer dizer, se você pensar bem, o azar do Mbenga foi no mês de janeiro, em dezembro, que era oficialmente o mês dele, ele foi muito bem, teve minutos e participou bastante dos jogos. O azar mesmo veio em janeiro, e com o nosso Desconhecido do Mês anterior a coisa foi parecida: Antoine Wright foi muito bem e teve até vários jogos como titular em novembro quando o acompanhamos e em dezembro ele se machucou e por causa disso perdeu muito espaço na rotação do Nets e já faz uns bons jogos que ele ou participa pouco ou simplesmente joga mal.
É a maldição do Bola Presa. Quem será o próximo a brilhar num mês e voltar a se apagar no outro? Aguardem.
DJ Mbenga não deslanchou em dezembro como o Antoine Wright fez em novembro. Mas não podemos dizer que foi dos piores meses do nosso herói do Congo.
Foram em média 10 minutos por jogo, com 7-14 arremessos no total. Sendo que os 10 minutos de média contam apenas os jogos em que ele entrou, não somei os zeros que ele tomou do Don Nelson em algumas partidas.
Eu esperava um pouco mais de ação do Mbenga, confesso. Em vários jogos o Don Nelson deu uma de Mike D'Antoni e só colocou dois ou três reservas em jogo. Na vitória do Warriors sobre o Cavs, por exemplo, tanto Baron Davis quanto Monta Ellis jogaram todos os 48 minutos. Não que o Mbenga fosse entrar no lugar deles exatamente, mas poderiam ser feitas formações mais altas com o Pietrus ou o Stephen Jackson jogando no lugar do Ellis de SG, o Al Harrington de SF, o Biendris de PF e o Mbenga de pivô. Ou simplesmente tirar o Biendris e colocar o Mbenga ao invés de algum cara nanico.
Não estou aqui criticando o sistema de "small ball" do Warriors, acho ele espetacular, empolgante e que acaba com vários times. Mas acho que esse esquema depende muitas vezes de jogadas defensivas. Alguns rebotes, tocos, roubos que impulsionam os contra-ataques e é bom ter um jogador capaz de fazer isso. O Mbenga nesse mês de dezembro teve 3 jogos em que deu tocos: em um deles, teve 14 minutos de jogo e deu 3 tocos; no outro em que teve 2 tocos, jogou 14 minutos também. Ou seja, dê minutos para o cara e ele vai dar tocos, é isso que levou ele pra NBA. No ataque o Mbenga não é muito efetivo, mas esses tocos podem começar bons contra-ataques. E pesa para o lado do Mbenga também o fato dele não precisar ter medo de ficar com problema de faltas: como ele não é a peça principal do time, ele pode ser bem agressivo quando entra.
Você deve estar pensando: quer dizer que você só meteu o pau dizendo o que Mbenga não tem chance e mesmo assim disse que não foi dos piores?
É isso mesmo. Ele chegou no Warriors com a temporada já começada, num time que quase não usa jogadores altos e que já tinha Patrick O'Bryant e Brendan Wright na sua frente na rotação. Em pouco tempo ele já virou o próximo cara grande, logo atrás do Biendris e, nos jogos em que ele teve chance, mostrou o que pode fazer. No jogo em que ele deu 3 tocos, contra o Bucks, também pegou 7 rebotes e ainda roubou uma bola. O negócio é assim mesmo pra quem não tem moral no time. Tem que pegar as poucas chances e aproveitar, e isso o Mbenga tem feito. Se o técnico não fosse um cara sem noção como o Don Nelson, pode ter certeza que o DJ já teria mais minutos.
Até o fim do mês ou no começo de janeiro faremos um balanço final do Mbenga no mês de dezembro. E proponho que alguém de bom humor aí crie uma comunidade no Orkut pro DJ Mbenga. Com uma história como a dele, ele merece, não merece?
O único condenado à morte no Congo a dar um toco em Kobe Bryant
Tá, enrolei um monte pra começar. Mas podem ter certeza de que mesmo só com 15 dias vai dar pra falar tudo o que devemos falar sobre o desconhecido desse mês, DJ Mbenga.
Antes de falarmos sobre sua temporada e como ele está se saindo nesse seu mês especial, acho que devemos falar da história de Mbenga, que é muito diferente das histórias tradicionais dos jogadores que chegam na liga. E prometo nenhum trocadilho com "benga" até o fim do mês!
Didier Ilunga Mbenga nasceu no Congo quando ainda era Zaire, não pegou numa bola de basquete até os 19 anos de idade e não fez isso porque sua vida era muito mais movimentada com outras coisas. Ele era de uma familia que fazia parte do governo nacional mas, depois de uma revolução, seu pai foi morto e Mbenga foi acusado de fazer parte de algum grupo que os novos líderes não gostavam nem um pouco. DJ ficou preso e foi condenado à morte, passou meses preso esperando a execução mas conseguiu sair porque seu irmão subornou um guarda para salvar a vida de Mbenga. Depois disso sua familia pegou o primeiro vôo pra fora do país e acabaram indo para a Bélgica.
Foi na Bélgica que Mbenga começou a jogar basquete mais a sério, já que nas ruas ele foi descoberto por um famoso jogador belga que, vendo o potencial físico de DJ, se ofereceu para treiná-lo. Depois de 5 temporadas na Bélgica (apenas duas na primeira divisão), conseguiu uma vaga no Dallas Mavericks de Don Nelson.
No Dallas ele nunca teve muita chance, jogou pouquíssimo tempo e seu momento de maior destaque foi na série de playoff de 2006 contra o Phoenix Suns. Em um dos jogos a esposa do técnico do Dallas, já Avery Johnson e não mais Don Nelson, estava discutindo feio com duas pessoas na platéia e Mbenga subiu lá para acalmar as coisas. A NBA, seguindo políticas criadas depois da briga entre Pacers e Pistons, suspendeu Mbenga por 6 jogos, o que criou uma grande polêmica já que ele subiu na arquibancada calmo e sem nenhuma intenção de armar confusão, muito pelo contrário, era só pra separar uma briga. Ele nem fez falta pro Mavs já que não participava da rotação, mas a polêmica foi grande na época, criticaram muito a severidade de Stern e da NBA.
Depois de dois anos jogando pelo Dallas ele virou Free Agent e reassinou com o time, mas foi dispensado faz pouco tempo quando o Dallas queria abrir uma vaga para o Juwan Howard. Mas Mbenga não ficou desempregado, semanas depois seu antigo técnico Don Nelson o chamou para fazer parte do Warriors e ele está lá, é reserva do Andris Biendris e joga mais tempo que os novinhos Patrick O'Bryant e Brendan Wright.
A história é legal, ele não virou um superstar mas não podemos dizer que ele fracassou. De ser executado no Congo ele virou um jogador da NBA, nem eu e nem vocês nunca vamos conhecer nenhuma dessas duas sensações. Mas além disso existem outras coisas que fazem ele ser um dos caras mais legais de toda a liga:
- Ele fala português - É faixa preta de judô (quem derruba um nego de 2,13 m e 115 kg?) - Tem fãs assumidos em Dallas e na Inglaterra (sei lá eu o motivo) e o Dallas começou a vender suas camisetas, que aliás venderam bem! - Já deu 5 tocos em 15 minutos contra o Knicks - Ele se importa com as criancinhas - É chamado de DJ só porque entendem "Didier" de maneira errada nos EUA - Quando ele dava um toco em Dallas, tocava a música "Go D.J." - Ele tem um site oficial - Além do site oficial, tem um blog de um moleque belga que acompanha só o Mbenga - Moleque esse que tem uma camiseta dele e foi num jogo
Depois de tudo isso, acho que vocês já viraram fãs do Mbenga como eu. Com uma história de vida como essa só falta ter um filme em Hollywood. E, pra completar o texto, um vídeo que já foi chamado de "o melhor vídeo já colocado no YouTube" com Didier Ilunga Mbenga: