segunda-feira, 30 de março de 2009
Milagre, Arenas voltou!
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Denis
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Traduzindo o Agente Zero
Como nosso leitor Vítor Sampaio pediu umas traduções das histórias do blog do Gilbert Arenas para quem não entende gringuês, resolvi (inspirado pelo comentário de outro Vitor, que me lembrou dessa história) traduzir um trecho de um post do mês passado, no blog antigo do Arenas.
Mais uma vez, fica só entre nós. O Arenas é bem-humorado e tudo mas não quero tomar uma sova. Lembrem-se: pirataria é crime, não assaltem outros navios.
Se o Arenas ficou bravo quando o Baron Davis roubou sua barba, imagina o que ele vai fazer quando souber que peguei seu texto
Com vocês, Gilbert Arenas:
"Isso me lembra uma história.
É uma história pra se sentir bem, mais ou menos. Eu tinha um amigo no colegial chamado Eddie. Nós o chamávamos de "Asa de Galinha" porque ele era mais magro do que o Tayshaun Prince quando ele entrou na NBA.
Nós éramos em cinco e tínhamos nosso próprio timinho aos 14 anos. Bem, Eddie costumava dizer sempre que ele conseguia enterrar. Toda vez que a gente aparecia no parque e ele já estava lá ele dizia "Ei gente, eu enterrei hoje! Eu enterrei hoje!" E nós ficávamos todos "éeee, claaaaaro."
Isso continuou acontecendo por anos. Começou quando tínhamos 14 anos mas então fomos pro primeiro colegial, segundo, terceiro e em nenhum desses anos ele conseguia enterrar a bola.
Então quando eu fui para a faculdade, no verão antes de eu começar, recebi um telefonema. Meu amigo estava na linha e disse, "Ei, o Eddie falaceu." E eu disse, "O quê?! O que aconteceu?"
E ele começou a gargalhar.
Então eu perguntei, "Do quê diabos você está rindo?"
Ele falou, "É engraçado, mas não é engraçado."
"OK, dá pra você explicar porque diabos você tá rindo?!"
E ele, "Bem, nós estávamos jogando cinco contra cinco."
"Sei."
"E o Eddie subiu e enterrou e ficou tão contente que teve um colapso."
E quer saber de uma coisa? Eu esqueci completamente dele ter morrido e disse, "O Eddie enterrou?! Você tem que estar brincando. Ele realmente enterrou?!"
Eles disseram que ele realmente enterrou e que ficou tão feliz de finalmente ter enterrado na frente dos seus amigos que acabou falacendo. Ele morreu ali mesmo na quadra em que nós crescemos.
Pra um garoto que joga basquete, se eu tivesse que falecer, essa seria a maneira que eu gostaria de falecer - tipo se eu tivesse ganhado um campeonato e estivesse tão feliz que eu faleceria lá mesmo.
Essa é uma memória com a qual eu sempre posso conviver.
Ele não faleceu com um tiro ou com isso ou com aquilo. Ele faleceu fazendo algo que ele amava. Não foi uma história que me fez sentir mal quando eu ouvi pela primeira vez. Eu estava tão empolgado que ele finalmente tinha provado que estávamos errados e ele enterrou, e ele estava tão feliz de ter provado que estávamos errados e ele enterrou que ele faleceu por isso.
Seu jogador favorito era o Allen Iverson então nós enterramos ele com uma camiseta do Allen Iverson e eu ia até mesmo usar o número 3 quando fui pra faculdade, mas o número já estava sendo usado e eu tive que ir com o zero."
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Danilo
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Arenas retardado
Quem acha que o mundo de Gilbert Arenas se resume a blogar, jogar Halo (ele é um dos melhores do mundo na Xbox Live), NBA Live 08 (em que ele está na capa mas o jogo fede mesmo assim) e enfrentar novatos em partidas de paintball está bastante enganado. O sujeito é completamente maluco por treinos e perfomances em um nível tal que, às vezes, acaba mais se prejudicando do que ajudando.
Arenas estava tão preocupado com a contusão que, viciado que é nos pesos e bicicleta, acabou forçando demais o joelho. Não entendo patavinas de medicina, joelhos e nem de cinema iraniano, mas mesmo assim estava achando óbvio que algo estava errado com o ritmo em que o Arenas estava sendo obrigado a ter o joelho drenado. (não importa quão leigo eu seja, uma agulha tirando líquido do seu joelho o tempo todo não tem como ser bom sinal!) Jason Kidd percebeu o problema e pediu pessoalmente que Arenas conseguisse uma segunda opinião no joelho. Como esse novo exame não deu em nada, o Agente Zero se sentiu seguro para voltar ao mundo das grandes apresentações. Teve duas partidas em alto nível, alegadamente forçando o joelho, e então a dor voltou. Resultado: menisco rompido, carburador queimado ou seja lá o que for, essas coisas que não deixam o cara funcionar direito e que a gente não entende, tudo por excesso de esforço. Agora são 3 meses fora e os médicos obrigaram ele a não treinar o joelho até lá. Tá legal, é melhor algemarem ele na cama, então.
Descansar o joelho é algo que não passou pela cabeça de Arenas na primeira contusão. Ele pode até ter bastante tempo livre, mas apenas nos intervalos de seus 3 treinos diários, algo que o joelho não aguentou.
Para se ter idéia do grau de loucura do Arenas com relação aos treinos, ele decidiu após a primeira cirurgia no joelho que, para voltar à forma, converteria 100.000 arremessos em 73 dias. Segundo suas contas, ele estava com 69.7% de aproveitamento da linha de 3 e com 79.3% da linha de 3 universitária. Em menos de 30 dias teve que interromper o plano com apenas 50.000 arremessos convertidos porque o excesso de arremessos estava lhe causando tendinite. Eu tenho tendinite de passar tempo demais no computador clicando em boxscore e brigando com o SopCast, eu sou um retardado vagabundo. O Agente Zero é só retardado.
Outro fato surreal é que o Gilbert Arenas tem em seu porão uma tenda hiperbárica (?!) que simula a altitude do Colorado. Ele dorme lá de vez em quando para se acostumar com a altitude e melhorar seu condicionamente e seu fôlego. Que tal uma dessas para acostumar nossos jogadores de futebol a jogar na altitude da Bolívia, por exemplo? Aposto que o sonho do Arenas é uma tenda que aumente a gravidade, tipo Dragon Ball Z, e ele pode até conseguir. Ele tem o dinheiro e a débil mentalzisse necessária para isso.
Lembro-me que o próprio Arenas admitiu que a primeira coisa que fez quando seu companheiro Caron Butler veio para Washington na troca do Kwame Brown foi perguntar para ele como é que o Kobe e o Dwyane Wade treinavam, já que ele havia jogado tanto no Heat quanto no Lakers. "O que eles fazem de especial? Como eles ficaram assim?" (aliás, ao ver os 39 pontos do Butler ontem, como os fãs do Lakers se sentem em ter o Kwame e suas mãos de criança de 3 anos?)
Na temporada seguinte, Arenas contratou um cara do exército para treiná-lo todos os dias. O Agente Zero disse que queria acabar com o maldito que quase o matava com tantos exercícios, mas que valeu a pena. Rá, eu não ia durar nem no Tiro de Guerra...
E você aí, jogador frustrado, se perguntando por que diabos não conseguiu chegar na NBA. "Oras, eu sou como o Arenas: tenho uma boca grande, sou engraçado, tenho um blog, jogo videogame, fiz exército e tenho um joelho bichado!" Ah, mas você já converteu 50.000 arremessos na sua vida INTEIRA? Que tal em 30 dias? Tá, foi o que eu pensei.
Enquanto o Assassino do Leste fica de fora, o Wizards vai quebrando um galho com o Antonio Daniels de titular e reserva nenhum na armação (sem contar reserva nenhum de pivô, claro). O time de Washington perdeu as 5 primeiras partidas que disputou na temporada mas, desde então, ganhou 6 jogos seguidos. Desses 6, apenas 3 jogos tinham Arenas em quadra: duas atuações de alto nível (contra Wolves e Pacers) e uma mais ou menos (contra o Hawks). Sem o Gilbert jogando, o Wizards já ganhou do Blazers, do Sixers e do Bobcats ontem na prorrogação. Tá bom que esses times são um bando de pé-rapado, mas quando você começa a vencer sem sua maior estrela, é hora de começar a repensar as coisas. É como o Blazers, na temporada passada, que só ganhava quando o Randolph machucava, apesar das médias de 20 pontos e 10 rebotes dele. Agora, veja só, o Randolph mantém as suas médias mas seu Knicks só perde. Isso significa algo, não?
Em todo caso, torço para o Wizards aguentar sem o Arenas e torço para o time melhorar ainda mais quando o Arenas voltar. Eles têm que ir para os playoffs de qualquer jeito: Cavs e Wizards na pós-temporada já virou um clássico moderno do Leste.
Para terminar, deixo com vocês um trechinho traduzido do blog do Arenas de outubro do ano passado. Pretendo fazer mais isso, mas vocês têm que me prometer que não vão dizer nada para ninguém. Não quero nenhum advogado da NBA batendo na minha porta dizendo que tradução é violação de direitos autorais. É só ninguém me dedar que, quando perguntarem pra mim, vou dizer que já estava assim quando eu cheguei!
"Não sei o que estava pensando quando comprei um quebra-cabeças de 18.000 peças. A mulher me disse que eu levaria 4 anos para montar inteiro, eu fiquei tipo "rá, tá bom, eu posso montar em uns dois meses". Acho que não encontrei duas peças que tenham se encaixado ainda."
Defenestrado por
Danilo
por volta das
13:02
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