quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O jogador mais importante

O mais importante é o do topete de mangá

Começamos por aqui nossa cobertura do Copa América de basquete. Como todo mundo sabe, o basquete internacional não é nossa especialidade e então não temos a pretensão de fazer uma cobertura melhor que a do BasketBrasil, do Draft Brasil ou do Rebote, por exemplo. Mas como às vezes é até melhor fazer as coisas meio sem responsabilidade, vamos nos divertir por aqui até o fim do torneio. Caso aconteça algo digno de revelância na NBA (Iverson no Grizzlies?) fazemos um parênteses na cobertura do torneio que dá vagas ao mundial de 2010.

A estréia foi boa, uma vitória sobre a República Dominicana. Uma seleção que nunca assustou muito nessas competições mas que num ataque súbito de patriotismo conseguiu de uma vez só chamar Al Horford, Charlie Villanueva e Francisco Garcia. O Trevor Ariza também foi chamado mas acabou não indo por contusão.

O elenco impressiona, mas a verdade é que eles não fizeram nenhuma preparação exemplar e nem jogaram juntos em anos anteriores. A minha previsão era que eles fossem para a briga com um esquema tático simples e recheado de jogadas individuais. Não foi desafiador como acertar o dia do apocalipse mas acho que acertei.

No primeiro tempo os dominicanos sobreviveram nas bolas de 3 do Francisco Garcia, o Chicão. Foi uma bola atrás da outra mesmo com o Alex tendo entrado no time titular só para marcar o ala do Kings. Só assim os dominicanos sobreviveram a um primeiro tempo fraco de Villanueva, que estava gordo e forçando um arremesso atrás do outro. Mal de jogador da NBA que joga basquete FIBA pela primeira vez achando que é uma mamata.

Esse primeiro tempo me assustou porque mesmo com só um grande jogador no time, os dominicanos sairam perdendo só por 2 pontos. O Brasil começou bem a partida, mesclando um bom jogo de meia quadra com a correria dos contra-ataques, coisa que não é fácil de fazer. Nem sempre um time sabe ler a jogada bem o bastante para saber se é hora de contra-atacar ou de esperar. Porém, essa boa execução estava acabando em muitos arremessos de 3 errados, não conseguíamos abrir diferença.

Nem todos os arremessos foram forçados, muitos eram em boa situação, mas a precisão não estava lá. E o drama aumentou quando Tiago Splitter saiu do jogo com 3 faltas. Sem o nosso pivô com topete de mangá, todo esse esquema vai pelo ralo. Os contra-ataques são mais escassos pela falta de rebotes, a defesa fica mais fraca e o jogo de garrafão some, já que o Varejão, como dito no nosso chat (que estará online em todo jogo do Brasil), tem o mesmo instinto ofensivo do Amaral.

Sim, o Leandrinho é nosso jogador mais talentoso. O Varejão é um grande reboteiro, bom defensor e líder em quadra, e o Alex foi até nosso herói do jogo de hoje com bolas de 3 certeiras nos momentos mais cruciais da partida. Mas a verdade é que esse time está todos nas costas do Tiago Splitter, ele é o pilar que sustenta todos os outros talentos e sem ele o Brasil não tem chance contra ninguém.

O primeiro motivo pra isso é que ele é nosso melhor defensor de garrafão. O segundo é que a maioria dos times do campeonato não tem um pivô bom o bastante para marcá-lo, e o terceiro e decisivo é que o Brasil não tem banco de reserva. Entraremos nesse assunto mais a fundo depois, mas a verdade é que hoje foi um jogo difícil e o Moncho Monsalve só confiou no Marcelinho Machado e no Guilherme, este último inclusive para entrar no lugar do Splitter quando ele estava com problemas de falta. A maior prova possível de que o Moncho não confia em nenhum pivô reserva.

Usar o Guilherme na posição 3 já não é grande maravilha, mas não compromete. Usar na posição 4 é pedir pra ele ser inútil, parece técnico de futebol colocando volante de lateral só pra queimar o coitado com a torcida. Com o Nenê ou qualquer outro bom pivô que soubesse jogar de costas para a cesta, o Brasil poderia descansar o Splitter e ainda ter um bom ataque que começasse jogando a bola no pivô.

Destaque também para a paciência do time do Brasil. Durante alguns instantes do terceiro quarto a República Dominicana parecia melhor e a seleção não sabia o que fazer, começou a bater o desespero e aqueles arremessos imbecis apareceram. Até o Varejão arremessou uma bola horrível de três que parecia a confirmação da derrota. Mas algumas boas defesas depois e o time retomou a calma.

Foi só o primeiro jogo e contra um time desorganizado e que perdeu Horford e Villanueva com cinco faltas no período derradeiro, é verdade. Mas deu pra ver mais coisas boas do que ruins na seleção brasileira. Com Splitter jogando bem e sem problemas de falta esse time vai longe no torneio.

Aqui tem a ficha do jogo e abaixo os melhores momentos do jogo em um vídeo do BasketBrasil:



Novos links
Dêem uma olhada na nossa barra lateral. Lá embaixo, após os links de blogs gringos de basquete, colocamos links para blogs de outros esportes. São blogs de tênis, futebol, Fórmula 1 e futebol americano. Já que sempre usamos referências a outros esportes aqui, acho que vale a divulgação, tem coisa boa por lá.

5 comentários:

netofernandez disse...

a sacada do amaral foi minha, rá!

até mais tarde!

Magal disse...

CONCORDO !!! na boa o Spliter é um monstro joga d+++++, é isso ai o Brasil ta no caminho certo, se fosse a uns tempos atras um jogo como esse que foi contra a Republica Dominicana nós perderiamos com certeza !!
Abs a Todos...

Anônimo disse...

esse blog tambem é muito bom http://grandes-ligas.blogspot.com/
fala bastante da Nfl e Mlb as vezes da nba tambem

e sim Mestre Spliter comandou as tartarugas ninjas brasileiras muito bem ontem

Paulo Torres disse...

E o Moncho ainda queria usar o Murilo na posição 4, nos torneios preparatórios. Não que ele jogue nada ao nível de Splitter ou Nenê, mas quebraria o galho como 5 melhor que o Guilherme.

(Sim, sou geraldino com força falando dos jogadores do Minas.)

Denis disse...

Legal esse blog "Grandes Ligas". Coloquei na lista também.

E Paulo, não sou nenhum grande fã do Murilo mas pelo menos ele tem as características de um jogador da posição 4, seria um reserva mais apropriado!

Abraços!