quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Conquistas e defeitos

Faz carinha de quem tá gostando

Nem deu tempo de respirar. Ontem à noite o Brasil enfrentou o México na estréia da segunda fase da Copa América e hoje de tarde já estava em quadra de novo contra o Canadá. E talvez os dois jogos em sequência, com pouco tempo de descanso, pode ser a justificativa do pior jogo da seleção até agora ter sido contra os canadenses. Um jogo ruim mas que nos rendeu a vitória que faltava para nos garantir no mundial de 2010.

A partida de ontem contra o México não deu nem pro cheiro, foi bem sem graça. O Brasil dominou o jogo de tal forma que se tivesse com instinto assassino e sem vontade de poupar jogadores poderia ter vencido por mais de 50 pontos de diferença. Parecia Jogos Escolares de São Bernardo.

O quarto período da partida serviu para descansar os titulares mas eles não pareciam tão descansados assim hoje. Desde o início da partida o time não parecia concentrado, errando passes, demorando para tomar decisões e com algumas falhas defensivas que não tinhamos visto até agora. O que nos salvou foi que o time do Canadá, formado por ursos, lenhadores, guardas florestais e a Celine Dion, não soube aproveitar os momentos mais fracos da seleção.

O primeiro quarto teria sido um desastre ainda maior se não fosse o Leandrinho, autor de 15 dos 18 pontos do time no período e de 31 no jogo todo. Hoje foi tranquilamente o melhor jogo do Barbosa na competição. Ele chamou a responsa quando viu que tava todo mundo em dia de Kwame Brown e livrou nossa cara. Ter um dia ruim e ser salvo por sua estrela é coisa normal pra qualquer time, depender todos os dias do Leandrinho é que não pode. Como o time está com crédito, vamos deixar passar.

Na transmissão da ESPN Brasil, o Wlamir Marques chamou a atenção para o fato do Brasil ser um time tão certinho e que obedece tanto ao Moncho que começou a ficar previsível e que por isso seria uma presa mais fácil daqui pra frente. Não estou convencido disso ainda, acho que o que aconteceu é que ficamos limitados devido ao mal desempenho individual da maioria dos atletas. Quando ninguém acerta as bolas que deveriam acertar, o time fica parecendo limitado, quando na verdade está apenas em um dia ruim. Vamos tirar a prova disso nos próximos jogos.

De todas as atuações individuais bem fracas eu destaco a do Marcelinho Huertas, o único, além do Leandrinho, a chegar nos 10 pontos. Hoje, mais do que nos outros jogos, a bola voltou pra mão dele depois da jogada ter sido iniciada. Dribles mal feitos, jogadores de garrafão embananados, não importa o motivo, as jogadas estavam falhando e recomeçavam na mão do nosso armador principal. E muitas vezes, pressionado pelo relógio, ele teve que partir para a decisão em infiltrações ou arremessos de longa distância. No total ele acertou 3 das 10 tentativas de arremesso, errando todos os 3 da linha dos 3 pontos.

É normal o armador ser uma espécie de desafogo das equipes já que a bola sempre volta pra eles quando a jogada não dá certo. Na NBA vemos bastante a bola acabar na mão do melhor jogador quando alguma jogada desenhada não funciona, seja lá qual for a posição desse melhor jogador, faz parte da cultura de super-valorização dos grandes jogadores e do jogo de 1-contra-1 que eles tem por lá. Porém, em outros lugares como a seleção, a bola volta pro cara da posição 1 e o Brasil tem sofrido com isso.

O Huertas é nosso melhor armador, titular absoluto e um dos grandes responsáveis por ditar nosso ritmo de jogo. Ele sabe quando correr no contra-ataque e quando parar e fazer o jogo de meia-quadra, méritos totais pra ele por isso, mas ele precisa, pelamordedeus, aprender a pontuar. Aquelas bandejas "jornada nas estrelas" como se ele fosse um Tony Parker de Itu não são confiáveis e as bolas de 3 são tão certeiras quanto as arremessadas pelo Varejão.

A maior prova de que um Huertas que sabe pontuar deixa o Brasil em outro nível foram os jogos contra Panamá e Argentina ainda na primeira fase. Foram 15 pontos contra os Panamenhos e 18 contra os Argentinos, na melhor partida do Huertas até agora. Nesse jogo o Brasil tinha dificuldades para usar o garrafão, já que o Splitter é tão amigo quanto freguês do Scola, e foi com as infiltrações do Huertas que conseguimos abrir a defesa argentina e fazer o nosso jogo funcionar.

Na nossa enquete de quem é o jogador mais importante da seleção o Huertas foi muito bem votado e com razão. Ele é nosso único armador e muita coisa depende dele, aliás muita coisa tem dado muito certo por causa dele. Mas se temos a ambição de ir mais longe, como uma semi-final de mundial por exemplo, precisamos que o Huertas não fique refugando quando a bola sobrar na mão dele para decidir.

Pior jogo da competição e falhas individuais à parte, o Brasil ainda tem o melhor time do torneio e a vaga garantida no mundial. A primeira parte da missão está concluída. Falta agora o título. Parte importante da campanha para a vitória está em observar a seleção de Porto Rico em seu primeiro grande desafio, a partida contra a República Dominicana nesta noite. Jogão!

Momento nostalgia
Como parte das homenagens ao Michael Jordan, que está na classe de 2009 do Hall da Fama do Basquete, a NBA.com fez um Top 10 com suas melhores jogadas em finais. É impressionante porque tem jogadores que não tem um Top 10 desses na carreira, o cara conseguiu isso só em finais. Assombroso!

6 comentários:

Maickel disse...

Se o Jordan quisesse poderia sair do banco e ser o sg titular do bobcats e levaria eles aos playoffs facinho facinho jogando 20 minutos por jogo ahuehaehea ;d

Anônimo disse...

Essa contra o Jazz ele fes falta de ataque no Bryon Russel claramente com a mão esquerda, só que os juízes deixaram passar. Magic Johnson era melhor que ele fácil.

Anônimo disse...

Quando King James for para NY ele vai ganhar, no mínimo 3 títulos. Não ainda ano que vem, mas quando o Knicks assinar outro All Star em 2011 vai começar a dinastia do New York Knicks. ANOTEM ISSO! LeBron e Deron bela dupla.

Felipe disse...

"Parecia Jogos Escolares de São Bernardo." Muito bem frisado!

Pudão disse...

Porra...na boa mesmo...acredito que os senhores acima que não crêem em MJ é pq não assistiram o rapaz jogar ou nem se deram ao luxo de pesquisar alguma coisa.
Sou Jazz desde criancinha, mas não há como não se render ao melhor de todos os tempos. A geração que ele estava incluído foi a melhor de todos os tempos também, ficaria citando jogadores espetaculares até amanhã, Magic chegou perto, Bird, Malone, Stockton, Clyde, Dr.J e o baralho a quatro mas MJ ainda assim sobressaiu e ficou acima, não há palavras que digam da sua capacidade.

Abraços

Gabriel disse...

"Há o resto de nós e há Michael Jordan".

Sabem quem disse isso?
Magic Johnson.

Michael Jordan não é só o Rei do Basquete como é um dos melhores atletas de todos os tempos. O resto é resto.