
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O basquete e a TV
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Como roubar doce de criança

eu não conheço olha para o horizonte
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O jogador mais importante

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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Os melhores posts
Nos mais de dois anos de vida do Bola Presa, o blog acabou acumulando um volume enorme de posts. São textos sobre os mais diversos assuntos dentro do universo do basquete e, por vezes, sem muita coisa a ver com basquete no final das contas. São inúmeras análises de partidas, times, trocas, drafts e tudo o mais em que pudemos meter o bedelho. Muitos desses posts tratam de momentos específicos e, lidos agora, são meio datados. É por isso que, depois do nosso segundo aniversário (que, na correria com nossas vidas civis e com o próprio blog, acabamos nem comemorando!), decidimos coletar os posts que, de alguma forma, não envelheceram. Em geral são posts mais sérios, abordando facetas diferentes do esporte que tanto amamos. Mas tem também uma série de listas, vídeos e alguns textos que reproduzimos aqui há um bom tempo, todos ainda pertinentes ou atuais de alguma forma. Para quem foi chegando ao Bola Presa ao longo desses dois anos e perdeu muita coisa, queríamos dar um jeito de reunir esses posts mais interessantes num único lugar.
Escolher os melhores posts, os mais importantes, os que se negam a envelhecer, foi uma tarefa um tanto difícil (já que não é bonito eu dizer que a tarefa foi um pé no saco). São mais de 600 posts ao longo dos dois anos, então com certeza deixamos alguma coisa de fora. Se você é um daqueles caras sem vida com uma memória fantástica para coisas sem importância e se lembrar de algum post que não incluímos aqui, basta avisar nos comentários e juntaremos para uma próxima coletânea.
Esperamos que esse monte de posts reunidos ainda contenha algo divertido de ler e faça a alegria dos novos e velhos leitores que estão morrendo de tédio enquanto a temporada da NBA não começa. Para facilitar a leitura, principalmente de quem está procurando algum post específico, colocamos um pequeno trecho do post para que seja possível saber do que ele trata. Além disso, tentamos separar por temas comuns, embora a maioria dos posts acabe tratando de uma infinidade de assuntos diferentes que não se encaixam, necessariamente, com o tema em que os enquadramos.
Esperamos que os novos leitores possam descobrir alguns textos interessantes nessa bagunça, e que nossos leitores de longa data relembrem de bons momentos que passamos juntos nesses dois anos. É tipo um feliz aniversário, só que muito, muito, muito atrasado! Divirtam-se!
...
Kobe Bryant
Textos sobre sua relação com o basquete, LeBron James, e as críticas que acompanham sua carreira
O caminho, não o fim
"Evoluir não é apenas fazer melhor, é também descobrir como reagimos em situações que desconhecemos, é saber como somos frente a adversidades que poderíamos ter evitado. Há muito de punição e sofrimento naquilo que compreendemos como jornadas de auto-conhecimento, do jejum cristão no deserto à privação material budista, e Kobe puniu-se com um time ruim e tentou superá-lo (não foi, também, o que Jordan fez ao tentar retornar à NBA pelo Washington Wizards?)."
Chuva de confete
"Ao invés de copiar ídolos antigos, LeBron e Kobe influenciam o estilo um do outro. Os dois são apaixonados por basquete e dispostos a aprender o tempo inteiro. Nessa relação, um ensina o outro através dos jogos, das atuações monstruosas, dos chutes no traseiro inchado do Knicks. Se um faz o outro quer tentar fazer também, é perfeitamente saudável - mais do que isso, é um espetáculo para nós, pobres mortais."
Um mundo difícil para Kobe Bryant
"No fundo, a gente gosta de ver o Kobe jogar. Mas quando a série acabar e o Celtics tiver mais um anel de campeão pra coleção, a culpa será inteira do Kobe. Por passar demais, por passar de menos, por ter um elenco muito ruim, por ter um elenco bom demais. Nós nunca deixaremos Kobe acertar, até ser tarde demais."
Aproveitem Kobe Bryant
"Não comparar o Kobe com ninguém e apenas assistir aos jogos pra ver ele jogar é um favor que você faz a si mesmo como admirador do basquete. Se quiser torcer contra o Lakers, torça, é só um time, mas não deixe de admirar o que Kobe Bryant está fazendo em quadra, aquilo tudo é raro, são poucos que fazem, são poucos que já fizeram. É simples, aproveitem para assistir enquanto vocês tem a chance, assistam ao vivo, é melhor que viver do passado."
A vingança dos nerds
"O Kobe se acha melhor porque ele entende do jogo e sabe o que ele faz melhor do que todo mundo, ele sabe que treina mais do que todo mundo. Como disse Idan Ravin, personal trainer de vários jogadores da NBA, "por que o Kobe iria passar a bola para alguém que não treina tão duro quanto ele, para alguém que não se importa tanto quanto ele?". Não dá pra negar que faz sentido."
Yao Ming
Textos sobre sua identidade cultural, seu papel na cultura chinesa e sua função nas Olimpíadas
O peso
"Yao fez a mesma coisa que a China: aos poucos, ao invés de negar os valores alheios, foi negando seus próprios. Na busca por força, vitória e aceitação, tanto Yao quanto seu país foram perdendo suas identidades. Esse contato com o "outro" é sempre muito perigoso: por comparação, pode ressaltar aquilo que nos forma e que nos faz diferentes, mas também pode aniquilar as diferenças e devorar por completo a criatividade e a autonomia."
Quando as luzes apagam
"Se as Olimpíadas de Pequim tinham algo a ensinar para esse chinês, para os americanos, para o povo do mundo todo, é que ser humano é tudo a mesma merda. Toda a postura de estufar o peito e mostrar competência em festas de abertura, encerramento, organização do evento - em igual proporção ao esforço de ocultar as falhas, os erros, a ditadura - é um esforço de mostrar o mesmo grau de humanidade dos outros povos olhando de fora. A China quer se igualar aos grandes ao mostrar, de certo modo, que é pequena como todos os outros. Humana."
Encontro de dois mundos
"Yao Ming ainda tem muito a aprender em seu mergulho cultural para dentro da América. Sua próxima lição será, graças às ironias da vida, vinda do professor Ron Artest. O encontro entre o chinês e o "bad boy" é o choque de duas abordagens muito distintas - tanto de vida quanto de basquete. O que um pode ter a aprender com o outro, aliás, vai muito além das quadras."
Ron Artest
Textos sobre sua relação com Kobe, violência velada e humanidade no basquete
Basquete de playoff
"Assim como eu, Artest também expressou seu desejo de que os árbitros tivessem coibido a agressividade antes, o contato físico excessivo. Segundo ele, Kobe passou o jogo inteiro estapeando seus braços, batendo toda vez que Artest lhe marcava. "Você não vai iniciar nada, eu não vou reagir, vou deixar os árbitros controlarem você", disse para Kobe. Também alertou os juízes. Mas aí tomou a cotovelada, a arbitagem não fez nada, e ele surtou."
Lucha Libre
"Eu me divirto quanto o basquete deixa entrever as vidas que correm por baixo dele, quando percebemos que o espetáculo acontece por cima de um outro espetáculo: o da vida. Eles são seres humanos, afinal de contas, e é natural que dois jogadores que levam a sério suas paixões discutam animadamente em quadra, principalmente quando ninguém sai com o olho roxo. Por causa do Kobe, pela sua admiração, Artest quer ser um jogador melhor."
Santíssimo basquete
"Seres humanos reais, vale sempre lembrar nessa era pós-Duncan, têm emoções. Eu sou um jogador de basquete de araque, nem um pouco competitivo, mas já tive os ânimos alterados em quadra e todo mundo passa por isso. Não digo de dar um chute no saco de alguém, mas de ficar bravo com a atitude de algum jogador e então brincar de não deixar o sujeito tocar na bola, por exemplo. Responder no jogo e se divertir com isso. Seres humanos, destaco, se divertem."
Outros temas
Dicas, biografias e questionamentos acerca do esporte e da NBA
O doping e a nobreza no esporte
"Essa nobreza do esporte ainda faz sentido hoje em dia? Ela não funciona apenas como discurso para nos emocionar e valorizar o esporte enquanto mascara como nossa sociedade realmente funciona? Afinal, hoje somos uma sociedade movida a lucro e resultados em que tomamos remédios se queremos deixar de ficar tristes para ficarmos felizes e simplesmente diminuimos o tamanho do nosso estômago se queremos ficar mais magros."
O basquete que ganha jogos
"Não deveria existir o "basquete de temporada regular" e o "basquete de playoff" na NBA. É natural que o jogo seja mais disputado, mais tenso, com os jogadores se importando mais. Mas o jogo deve ser diferente para os jogadores, não para a arbitragem. Volta e meia tem comentarista gringo comentando que tal jogada teria sido falta na temporada regular mas que nos playoffs não é nada. Como assim? Falta é falta, o que não é falta não é falta.
Estrelas ganham títulos
"Desde o fim da era Jordan, por exemplo, são 4 títulos para o Tim Duncan, talvez o melhor ala de força da história da NBA, 4 títulos para o Shaq, um dos melhores pivôs da história, e um para um time que só tinha Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Faltou alguém? Faltou o Pistons de 2004. Tem muita gente que cai na lorota de que o Pistons é uma prova de que dá pra vencer na NBA sem grandes estrelas, mas o que aquele título na verdade prova é que a gente é muito ligado a nomes, a status, ao show, e não presta atenção no que está acontecendo de verdade."
Por que ignoramos o March Madness?
"Por que alguém que até pode ir a jogos da NBA prefere ficar vendo um bando de universitário jogar? Fiquei matutando sobre o assunto um tempo e a resposta é até bem fácil da gente entender e interessante de analisar: o basquete universitário é para os americanos como o futebol nacional é para nós. Enquanto a NBA é para eles como o futebol europeu é hoje para nós."
O basquete como janela
"É por isso que sempre digo que, ao ver basquete, estou na verdade vendo uma janela para o mundo. É um recorte do mundo real, é um modo de assistir a pessoas interagindo num mundo com regras bem definidas (o que pode e não pode ser feito, quais são os objetivos, as funções, as posições, as recompensas) e um local limitado (no caso, a quadra de basquete, ao menos em geral)."
Olhando no espelho
"Brasileiros cadeirantes, num país em que é um inferno pegar um ônibus até mesmo para andantes, estão em Pequim dando sufoco para australianos em quadra. São indivíduos de países e realidades completamente distintas que se encontram sob as mesmas circunstâncias - se em cadeiras de alumínio, titânio ou diamante, isso tanto faz. São circunstâncias desfavoráveis que foram vencidas através do esporte tanto aqui quanto lá, tanto no Brasil quanto na Austrália. O encontro em quadra é o encontro de vitórias muito maiores do que podemos compreender, todas atreladas a um estranho interesse em comum: encaixar uma bola alaranjada num aro pendurado horizontalmente num lugar alto. É ao basquete (e não a um país), então, que a seleção brasileira deve o esforço que empenha dentro e fora de quadra."
O mito da idade
"O "pode ser" sempre parece ter muito mais força do que o "é" em nossa cultura, e isso não apenas no basquete ou no esporte. Qualquer coisa que possa valer milhões é melhor do que algo que já valha alguma coisinha, é nossa abordagem com o dinheiro. Nossa relação com o mundo também é mais ou menos assim, estamos cercados de objetos ao nosso redor mas estamos interessados no "pode ser", na divindidade que talvez exista por trás das coisas, em gnomos, alienígenas, no paranormal. O real, o agora, nunca é o bastante."
Escravos milionários
"Os contratos são irreais, milionários, e a abordagem é lúdica, assina-se contratos como se estivessem escolhendo personagens de videogame. O jogador é, de fato, um personagem, não um ser humano real. Por assinar um contrato de 10 milhões de dólares, deixa de ser livre, de pertencer a si mesmo, e passa a pertencer ao time."
O caminho de Brandon Jennings
"O problema de se viver em sociedade é - além de não poder fazer xixi na rua, o que às vezes faz falta - a dificuldade de lidar com o indivíduo. Se cada caso é analizado individualmente, gasta-se muito tempo e todas as decisões podem ser questionadas, por serem baseadas em critérios subjetivos, tipo aquele tal de "bom senso". Mas ao instituir uma regra que trata todos como iguais, então alguns casos especiais acabam tendo que sofrer pela maioria, criando uma injustiça. Eis o que acontece com o David Stern e sua regra de que, para entrar no draft da NBA, todos os jogadores devem esperar ao menos um ano após a formatura no colegial."
As férias de Josh Howard
"Nas férias, o executivo ou dirigente vai pra onde quer, faz o que bem entender e fala o que bem entender. O jogador não pode por qual motivo? Por que o ambiente de trabalho se extende para todo o resto da vida do jogador e ele não pode nunca estar de folga? Pra mim, é tão ridículo quanto ator de novela da Globo apanhando na rua por aí, que é uma coisa que costuma acontecer bastante."
Comparar para quê
"Ao contrário do que muitos acreditam, os jogadores não têm um nível em pontos como no videogame que torne possível uma comparação. O que me leva a outro ponto, aliás: o critério para escolher o MVP. Muita gente acha que o MVP é o melhor jogador da Liga e pronto. Mas o que acontece é que um MVP nunca foi escolhido estando num time que tenha ganhado menos de 50 vitórias. Ou seja, ele tem que estar num time vencedor."
Considerações aleatórias sobre o prêmio de MVP
"O prêmio não vai para o melhor jogador da NBA. Não é essa a intenção. A intenção é premiar sem se fazer a menor idéia do maldito critério. Existem umas leis meio implícitas, que vivem ali por baixo do pano, exemplificando a bagunça. O prêmio tem que ir para um jogador bom, espetacular, mas que faça seu time vencer. Se você está num time fracassado ou mediano, não tem nenhuma chance."
Save Our Sonics
"Embora eu ache que Oklahoma City tenha sido uma ótima cidade, com um público maravilhoso nos seus tempos de Hornets, estou bem triste com a decisão. Não que eu me importasse ou torcesse muito com o Sonics, mas o que aconteceu soa como um assalto."
Cabeça de jogador
"Muito legal ver que mesmo que eles pareçam pessoas diferentes, que enxerguem as coisas de forma bem diferente, às vezes dá pra encontrar uns caras com quem a gente se identifica, que mesmo nesse mar de dinheiro, fama e busca pela glória, consagração e imortalidade na história da liga, alguns queiram somente ir lá e jogar o máximo de basquete possível."
Ser diferente
"Eu nunca vou me esquecer da atuação puramente individual do LeBron, e eu vibro com cada enterrada do Yao Ming na cabeça dos desavisados que ainda imaginam que ele só vive de ganchinhos. Mas ao mesmo tempo em que vibro e me divirto, também fico muito triste porque traços únicos de suas personalidades e estilo de jogo foram simplesmente arrancados fora para cumprir os padrões alheios de milhões de torcedores."
Streetball pra quê?
"Dois praticantes de basquete ou futebol sempre se entenderão, em qualquer lugar do mundo, ainda que não falem a mesma língua. Falarão através do esporte, mostrarão as diferenças culturais no modo que o praticam, mas na essência estarão compartilhando da mesma prática e do mesmo interesse. O único problema é que, para que isso aconteça, o esporte precisa sofrer uma série de delimitações e restrições."
Força Nominal
"O que poucos sabem, e menos ainda se interessam, é que este é um conceito altamente utilizado nas altas instâncias decisórias do esporte. Conceitua-se força nominal como o poder que o nome de um jogador exerce sobre seu jogo e sobre o jogo coletivo de seu time. "
Como aproveitar os playoffs
"Você é um ser humano e como ser humano, tem caganeira - use isso a seu favor. Faltas acontecem. Se o Kareen Rush disse que ia faltar no treino do Pacers pra ver o irmão jogar a final da NCAA, por que você não pode faltar? Seu trabalho é bem menos importante que o Pacers."
Desconhecido do mês
"Didier Ilunga Mbenga nasceu no Congo quando ainda era Zaire, não pegou numa bola de basquete até os 19 anos de idade e não fez isso porque sua vida era muito mais movimentada com outras coisas. Ele era de uma familia que fazia parte do governo nacional mas, depois de uma revolução, seu pai foi morto e Mbenga foi acusado de fazer parte de algum grupo que os novos líderes não gostavam nem um pouco. DJ ficou preso e foi condenado à morte, passou meses preso esperando a execução mas conseguiu sair porque seu irmão subornou um guarda para salvar a vida de Mbenga."
Como se divertir vendo um jogo da NBA
"Cada vez se usa mais a defesa por zona na NBA, mas nunca é durante o jogo todo e sempre os times acabam voltando pra defesa individual e é aí que você pode escolher a dupla mais interessante que se marca e assistir de perto. O ideal é você fixar o olhar nos dois desde o começo da jogada e ignorar um pouco a bola, veja como os dois vão até o campo de ataque, se eles se pegam o tempo todo, se só chegam junto quando a bola chega na mão de um deles, como é a briga para estabelecer posições e como cada um faz para superar ou intimidar o outro. É diversão garantida."
Listas e vídeos
Posts recheados de vídeos e fotos, ideais pro seu priminho analfabeto
They travel, you decide
"Ao invés de votar para escolher entre quem enterra no campeonato de enterradas, que tal votar na melhor andada que vocês já viram um juiz não marcar?"
Armadores que me assustam
"Essa não é uma lista de quem são os melhores armadores, que fique claro, é apenas uma lista daqueles armadores que eu acho que têm mais características que enchem o saco dos adversários da mesma posição."
As melhores ou piores tatuagens da NBA
"Achei muitas tatuagens em sites chamados "As melhores tatuagens da NBA" e depois a mesma em uma página "As piores tatuagens da NBA". Parece que não é tão fácil de julgar quanto a beleza feminina."
Quem mais erra enterradas na NBA
"Ele deve ser o cara que mais erra enterrada na NBA. Não tem uma estatística sobre isso? Agora tem. Acabei de fazer."
As 10 contusões mais bizarras da NBA
"Com a ajuda do Google e de bem-humorados sites gringos e até um pouquinho da minha memória, achei uma coletânea de jogadores que merecem sim ser zoados por terem se contundido."
Apelidos
"Pesquisei mais e mais no Google, em fóruns, lembrei alguns de assistir jogos (os narradores de cada time adooooram inventar apelidos ruins) e resolvi fazer uma listinha com os melhores, piores, mais criativos e pouco conhecidos apelidos da NBA."
"Quando um cara começa a se destacar por causa de seu próprio talento, ele cria uma imagem pra ele e os juízes, mesmo que seja de maneira inconsciente, compram essa idéia. Então a coisa mais comum é ver o Wade, o Ginobili ou o LeBron recebendo apitos de falta quando batem pra dentro, isso é tão comum que o juiz já vê acontencendo antes mesmo de acontecer."
Vídeos - Tayshaun Prince
"Aqui, 5 vídeos (e mais um bônus) de momentos decisivos de Tayshaun Prince."
Prêmios Alternativos
A premiação anual do blog, com categorias inusitadas e muito Zach Randolph
Prêmios Alternativos Bola Presa 08-09
Prêmios Alternativos Bola Presa 07-08
Polêmicos
Os posts que fizeram mais barulho, causaram mais polêmica e trouxeram os leitores mais chatos
5 razões para odiar o Spurs
"A mentalidade que fica visível na equipe de San Antonio é que todos os participantes vão fazer o que for preciso para sair com a vitória, mesmo que seja contundir o adversário, fingir milhões de faltas e transformar ouvido de juíz em pinico. Muitos times fazem o que for necessário mas nenhum como o Spurs, nenhum nesse nível, nenhum de forma que deixe tão clara a falta de espírito esportivo."
Bem na cara deles
"Foi uma coisa que chocou a todos nós. Não estávamos esperando isso. Eu sei que eles tentam entrar na nossa cabeça apenas pra nos atrapalhar, mas não sabia que eles seriam capazes de ser tão baixos, simplesmente não faz sentido!" E o povo lá é racista mesmo. Não é coincidência que o time é um com o maior número de brancos na NBA inteira. E não é por acaso também que o Korver, branquinho e religioso, tenha virado favorito da torcida em pouco tempo."
A análise do draft - Parte 1
"Nesse ano, como o dia do draft será sempre conhecido como "O dia em que o Michael Jackson morreu", os selos desse ano levam a marca do cantor-dançarino-performer-pedófilo mais querido do mundo."
Traduções
Textos e vídeos que não são nossos mas receberam nossas traduções mequetrefes para quem cabula as aulas de inglês
Ouça sua cabeça, siga seu coração
"A reportagem realmente chuta uns traseiros apesar de ser um pouco longa. Aconselho a ida até o final para conhecer o Rasheed, essa figura quase folclórica que caminha pela NBA."
O jogo que significa tudo para mim
"Trata-se de um texto escrito pelo próprio Kobe Bryant para a revista Dime há dois anos atrás, e que parece mostrar aspectos do tão amado e odiado Kobe que pouca gente conhece - e que com certeza acabaram levando-o a ganhar o prêmio de MVP num time que tem tudo pra (quem diria) levar o Oeste."
Torne-se lendário
"Eu e vários leitores aqui do Bola Presa nos deparamos pela primeira vez, através da transmissão americana, com um comercial de uma nova campanha televisiva dos tênis de Michael Jordan. Prometi que iria encontrar a propaganda e colocá-la aqui, acompanhada de mais uma de minhas questionáveis traduções."
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Danilo
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Quem não tem cão
Não faz muito tempo, escrevi um post mais sério sobre a contusão de Yao Ming, que pode deixá-lo fora das quadras definitivamente. Desde então, o chinês passou pela faca numa cirurgia que foi considerada um sucesso. Foi o mesmo procedimento pelo qual o Ilgauskas passou anos atrás, então podemos concluir que Yao Ming deve ser capaz de jogar por mais alguns anos, mas com a velocidade de alguém que se movimenta debaixo d'água. No entanto, a situação de Yao não se modifica: sua missão cultural está encerrada e seu valor para a China e para o Houston Rockets começa a esvair-se. O pivô retornará às quadras com minutos limitados, importância diminuída, e é apenas questão de tempo para que o Houston tenha que começar do zero, montando um novo garrafão para compor um novo elenco. Será, então, um processo de transição em que Yao Ming vai segurando as pontas enquanto arruma-se alguém para ficar com o garrafão da equipe pelos anos seguintes.
Acontece que, para a temporada que vem, não tem transição, não tem ninguém pra ir segurando as pontas e empurrando com a barriga. O Houston precisa de pivôs imediatamente para tapar o buraco vazio e talvez ter esperança (ou fingir ter esperança, ao menos) de que um deles seja o pivô do futuro para a equipe. E tudo isso sem nenhum jogador relevante para ser trocado e nenhum espaço no orçamento para contratar um jogador de uma posição que já é mais escassa na NBA do que risadas no Zorra Total.
Levando isso em conta, devo admitir que o Houston Rockets fez um excelente trabalho. Conseguiu, sem nenhum esforço e a preço de banana, dois pivôs para tapar buraco. Os dois meio zé-ninguém, mequetrefes, mas cheios de potencial e pelo menos capazes de não passar (muita) vergonha. Pra quem achava que o pivô teria que ser o Olajuwon numa cadeira de rodas, estou quase soltando fogos.
A primeira aquisição foi o David Andersen. Ele é um pivô australiano de 2,13m que já jogou no CSKA na Rússia, foi campeão italiano trocentas vezes e acabou de ser campeão espanhol com o Barcelona. É um daqueles caras que nunca vão pra NBA, preferem ficar passeando pelo mundo, jogando pouquíssimos minutos e nunca dá pra saber se são capazes de fazer aquilo que seu potencial parece indicar. Nem na seleção australiana ele teve muitas oportunidades, o que é sempre um péssimo sinal. A NBA costuma ter um pé atrás com jogadores assim, deixando para escolher o Scola e o Ginóbili bem tarde no draft, no receio de que eles não funcionem num basquete mais físico ou, pior, nunca resolvam ir jogar nos Estados Unidos (basta pensar no Splitter, por exemplo, que parece que vai passar as próximas décadas na Europa e o Spurs daqui a pouco até esquece que ele existe). Scola e Ginóbili, no entanto, eram estrelas consagradas no basquete europeu, enquanto o David Andersen ainda é só uma aposta. Foi escolhido no draft pelo Hawks, na segunda rodada, em 2002. Sem contrato garantido, sem segurança, ganhando tufos de dinheiro na Europa, ele nunca viria brincar em Atlanta. Mas o Rockets mandou uma futura escolha de segunda rodada, uma grana, recebeu os direitos ao David Andersen e então foi negociar. Ajudou a pagar a recisão de contrato, garantiu o australiano na equipe por pelo menos dois anos (o terceiro é opcional) e colocou mais de 2 milhões nos bolsos dele por temporada. Pronto, agora o rapaz vai ser bonzinho e vir jogar na NBA.
Se a experiência der certo, Andersen foi uma grande sacada. Pelo seu tamanho, ainda permite que a defesa do Rockets afunile os jogadores adversários em sua direção. No ataque, Andersen gosta de jogar longe da cesta, arremessando de longe (e acertando cerca de 40% dos seus arremessos de três pontos!) e, portanto, não é tão diferente taticamente do que o Yao Ming gosta de fazer. Se ele for uma porcaria, também não ganha tanto dinheiro assim e depois de duas temporadas volta pra Europa continuar com a vida. Posso viver com isso.
A outra aquisição da equipe foi o Pops Mensah-Bonsu. E se você acha que esse é o nome de maior força nominal da última década, é porque não viu seu nome inteiro: Nana Papa Yaw Dwene Mensah-Bonsu. Minha nossa, é o nome mais bacanudo desde Dikembe Mutombo Mpolondo Mukamba Jean-Jacques Wamutombo! Só isso já justificaria sua contratação sem dúvida alguma, vou comprar uma camiseta agora mesmo - especialmente se eles conseguirem enfiar o nome inteiro nela, mesmo que tenha que ser frente e verso.
O Pops (eu prefiro chamar de "Nana Papa", que parece nome de banda ruim) teve uma carreira interessante no basquete universitário, atlético pra burro, cravando na cabeça de todo mundo e fazendo a festa no mundo do YouTube. Acontece que ele se machucou feio e passou um tempão fora das quadras, voltou meia-boca e acabou sequer sendo draftado na NBA (o que é meio bizarro, porque nas últimas escolhas da segunda rodada a força nominal conta muito!). Acabou tendo que se virar na Liga de Desenvolvimento da NBA, onde chutou traseiros, e também na Europa. Ganhou oportunidades com o Mavs e o Spurs, mas sempre jogando mais na D-League do que qualquer outra coisa, onde ele é atlético demais para o resto da criançada. Mas foi o Raptors quem decidiu dar para o Nana Papa uma chance de verdade, com minutos em quadra e um papel na equipe: vir do banco de reservas e trazer energia, enterradas e - por que não? - cabeçadas. Rapidinho virou um dos favoritos da torcida e o Houston percebeu que, em terra de cego, quem tem um olho é caolho. Ou seja, para um time sem pivôs, um cara que vem do banco para incendiar o jogo e dar um par de cravadas já é um baita avanço.
No fundo, o Pops é a reencarnação do Stromile Swift, embora o Swift ainda não tenha morrido (taí um caso para intrigar a mente dos budistas!). Cheio de potencial, vive em Top 10 de melhores enterradas, abarrotado de energia, mas deve morrer aos 80 anos sem ter feito muita coisa, sem evoluir seu jogo e ainda ouvindo papos, no leito de morte, de que tem muito potencial e deveria receber uma chance de algum time da NBA. O engraçado é que o Rockets já foi um dos 482 times do globo a apostarem no Swift e desistirem bem rápido. Se o Pops for minimamente superior, se ele for capaz de trazer qualquer outra faceta ao seu jogo (defesa, visão de jogo, cozinhar mariscos, costurar meias furadas), então a aposta terá dado resultado.
Com tantos times incapazes de acrescentar qualquer jogador (Heat, estou olhando pra você), é surpreendente que o Houston tenha arrumado duas apostas sei lá de onde. Pra mim está ótimo, o time vai feder uns tempos mas pelo menos tenho um par de jogadores para acompanhar de perto (e xingar pra burro, se for o caso) durante minha maratona assistindo aos jogos do Rockets na temporada (o League Pass vem aí, moçada!). Vou deixar todos vocês bem informados com o desempenho da dupla, e podem apostar em pelo menos alguns vídeos de enterradas do Pops aqui e no nosso Tumblr. Aliás, por falar em vídeos do sujeito, a Dime postou há um tempo atrás algo que me deixou um tanto sorridente (a não ser pela música, mas deixa pra lá):
Dá pra se entreter e salivar um pouco antes da Copa América, não dá?
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domingo, 23 de agosto de 2009
Chat e Miss ao vivo
O mundo do basquete anda meio morno, sem novas contratações ou trocas na NBA, e com a Copa América começando apenas na quarta-feira. Dá vontade de hibernar e acordar apenas quando a temporada voltar, eu sei, mas até lá vamos arranjando uma coisa ou outra para entreter nossas mentes intoxicadas e dependentes de basquete.
É por isso que, repetindo o feito do ano passado, vamos acompanhar ao vivo o incrível, sensacional e ridículo Miss Universo 2009!
Basta ligar seu televisor às 22h na Bandeirantes ou na TNT (se você tem TV à cabo e quer curtir os comentários da delicinha da Natália Guimarães - mas eu aconselho deixar a televisão no mudo) e aproveitar para bater um papo com um bando de fãs de basquete que não entendem nada de concurso de beleza mas manjam de mulher, igual você! É só entrar no Chat do Bola Presa na única vez no ano em que não falamos sobre homenzarrões suados! Clique agora mesmo no link abaixo:
CHAT BOLA PRESA
Para dar uma animada na brincadeira, deixo a lista das minhas favoritas para a competição. Todas as participantes podem ser vistas no site oficial, com direito a cinco fotos de cada uma para ter certeza de que você não está sendo enganado. Depois de uma tonelada de fotos e trajes típicos ridículos, aí vão minhas preferidas:
Miss Indonésia
A favorita do público e a número um no quesito "altas japinha firmeza".
Miss Venezuela
A mulher mais bonita a ter uma cara de novela mexicana.
Miss Islândia
Por essa foto, ela seria Miss Universo pelo próximo século, mas nas outras ela tem a maior cara de "mamãe". Uma incógnita.
Miss Colômbia
Linda, mas é que nas outras fotos ela lembra um pouco a Sandy, o que é sempre meio broxa.
Miss Malásia
Última na votação dos internautas e "Miss Baranga 2009" na opinião de todo mundo que acompanhou o meu processo de seleção. Devo ser o único a achar ela estonteante, então fica sendo meu azarão para o concurso de hoje. Vai, Malásia!
Aposte nas suas favoritas! Acompanhe o evento! Fale bobagem! Amanhã, prometemos, o basquete volta ao Bola Presa!
Defenestrado por
Danilo
por volta das
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Quer pagar quanto?

Defenestrado por
Denis
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Labels: Isiah Thomas, Marbury, ray allen
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Seattle Documenta
Defenestrado por
Denis
por volta das
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Mulher à caça de macho
A aposentadoria não foi muito divertida para Jason Williams. Conforme foi ficando mais velho, foi ficando também mais chato, deixou de dar passes com o cotovelo para virar um armador cada vez mais burocrático. Mas talvez ir pra casa jogar Banco Imobiliário tenha sido um pouco chato demais até mesmo para a versão sexagenária do J-Will, de modo que ele resolveu fazer um tour pela NBA tentando arrumar um emprego de volta. Dois times claramente interessados eram o Heat e o Knicks, mas pelo jeito não estavam interessados o suficiente. Após um breve treino em Orlando, Jason Williams acaba de assinar com o Magic como a cereja do bolo de uma offseason que viu a equipe acrescentar todas as peças certas.
Após a troca com o Nets para conseguir o Vince Carter, que acabou mandando o coitado do Rafer Alston embora porque ele nunca consegue receber nem um tiquinho de amor, o Magic ficou com apenas um reserva para Jameer Nelson, que volta de contusão. Trata-se do jogador de bingo e adepto do tricô Anthony Johnson, constituindo a única posição da equipe em que não há uma profundidade digna da Monica Mattos. Agora, com Jason Williams, a posição fica mais assegurada. Não dá pra ter certeza das condições físicas do J-Will, mas desconfio que ele não voltará às quadras rolando como o Eddy Curry e ao menos será um reserva sólido para um time que pode montar umas 3 equipes diferentes para competir ao mesmo tempo na NBA, se quisesse.
Mas mesmo chocado com o Magic depois de passar a temporada passada inteira dizendo que eles não tinham time pra chegar a lugar nenhum, o que me impressiona mesmo é a incapacidade do Knicks e do Heat de adicionar novos jogadores. Quando eu disse que o Heat está fedendo um pouco demais e periga não manter Dwyane Wade na equipe por conta disso, defesas vieram alegando que o time tem um núcleo que pode evoluir muito e que a franquia terá um dinheiro absurdo para assinar até a mãe do Papa em 2010. O engraçado é que, em busca dessa flexibilidade financeira, o Heat acabará a próxima temporada com apenas 3 contratos garantidos: Mario Chalmers, Michael Beasley e Daequan Cook. Os três são pirralhos com contratos pequenos e potencial (embora o Chalmers, por mais que eu goste dele, não fosse conseguir ser titular em nenhum outro time da NBA e só tenha evoluído tanto porque não tinha ninguém no Heat pra roubar minutos dele). Em todo caso, ter 3 jogadores e tentar reassinar o Wade é começar um time praticamente do zero, confiar que é possível contratar todo o resto do elenco dentro das finanças e fazer todo mundo combinar em estilo, pra não virar o zoológico que é o Clippers, por exemplo.
Não dá pra montar um time inteiro em apenas um ano recheando ele de Free Agents para todas as posições, assumindo que todo mundo vai querer jogar lá porque há dinheiro, praia e muamba da boa. A mesma coisa com o Knicks: eles tem que ter um time base interessante para atrair LeBron e outras estrelas, ao invés de tacar o time inteiro no lixo e começar de novo. No entanto, enquanto o Heat parece ter decidido por esse caminho do "não vamos adicionar ninguém e vamos reconstruir o time inteiro", o Knicks parece não ter uma opinião totalmente definida sobre isso e está empurrando suas decisões com a barriga.
Por um lado, eles precisam de grana para tentar pra valer LeBron James, e para isso se encontram quase na mesma posição do Heat, só que um pouco mais burra: só vão ter contratos garantidos dos novatos Jordan Hill e Toney Douglas, e de mais outros dois jogadores mais velhinhos. Um é o gordo do Eddy Curry, que só conseguiria jogar para o técnico D'Antoni se nascesse de novo e nunca colocasse, desde criança, as mãos num pacote de Cheetos. O outro é o Jared Jeffries, que tem um contrato ridículo dado pelo Isiah Thomas, mas que estranhamente se encaixa no jogo do D'Antoni e apesar de ser um ala-armador pode jogar até de pivô quando o objetivo for a correria. Só que esse núcleo não atrai nem mosca, e o Knicks precisa decidir basicamente se fica com dois de seus jogadores mais importantes: David Lee e Nate Robinson. O Lee está pedindo muita grana e, convenhamos, ele merece. Não apenas vem chutando traseiros nas últimas temporadas, também se dá muito bem na correria que o Knicks quer implantar. O Nate Robinson é mais questinável, por ser meio porra-louca, mas por diversas vezes segurou o fardo ofensivo sozinho na temporada passada. Mas vale comprometer o dinheiro de 2010 com eles?
Pra mim é questão de probabilidade, com o Knicks e o Heat escolhendo não adicionar jogadores e não reassinar o seu próprio elenco a chance de que um deles acabe se arrependendo feio é bem grande. Alguém não conseguirá os jogadores que queria e aí ter aberto mão de bons jogadores que estavam disponíveis vai ter sido uma cagada. O exemplo ideal para isso, do qual provavelmente riremos daqui há um ano, é Allen Iverson.
No seu Twitter, Iverson disse estar aguardando propostas de Heat, Knicks e Bobcats (e no Twitter do Bola Presa tem link para agentes do Iverson dizendo que um contrato será fechado muito em breve). Provavelmente será um contrato de apenas um ano, uma espécie de "teste" que não compromete o futuro financeiro das equipes. Só que mesmo assim o provável é que Knicks e Heat, mantendo o padrão, não assinem o rapaz.
É tudo um joguinho de acasalamento, pense nessas equipes como mulheres desesperadamente à procura de homens, seus machos. Se elas forem bonitas demais, intimidam. Se forem feias demais, ninguém se interessa porque falta estômago. É preciso parecerem razoavelmente bonitas, mas é necessário cuidado no uso de adereços: uma boa maquiagem pode enganar, esconder os defeitos, mas algo como seios postiços pode afastar porque os homens sabem que na hora do "vamo-vê" eles não estarão lá.
Passando isso pra NBA: os times não podem ser bons demais porque senão afastam as estrelas que querem brilhar e erguer franquias, e não podem ser ruins demais porque nenhum jogador quer desaparecer numa franquia arrasada. Uns jogadores que façam o time parecer bom, mesmo que na verdade não seja, enganam e ajudam a trazer estrelas. Mas adereços momentâneos como o Iverson, por exemplo, podem assustar porque ele provavelmente não estará no time na temporada seguinte e aí a estrela que vier não tem como saber se o time era bom mesmo ou se era apenas o Iverson chutando traseiros.
Nesse medo de agradar seus machos preferidos, Heat e Knicks deixaram ótimos jogadores passarem e ficam apenas parados vendo o Leste cada vez mais forte. Pelo jeito o David Lee deve até reassinar com o Knicks em breve, mas se for o caso será apenas o quinto jogador com contrato garantido em 2010, resquício de dois elencos que estão se desmaterializando pra começar do zero mesmo. Enquanto isso, o Bobcats é um time que fede mas tem potencial, um plano, um técnico com abertura para imprimir sua identidade, e jogadores que chegam prontos para desempenhar funções específicas e que combinam com o padrão de jogo e com os demais jogadores. É um time desses que pode se dar ao luxo de contratar Iverson e não ficar rezando por 2010. O técnico Larry Brown já disse que gostaria de trabalhar novamente com Iverson (ou seja, mentiu com classe) e tudo leva a crer que vai acontecer. Enquanto Heat e Knicks, mais uma vez, apenas olham, Iverson garante voltar à velha forma. É uma temporada cheia de medos e promessas, e cada um escolhe no que vai acreditar.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
"Both Teams Played Hard"
Você não está tendo alucinações! Não morreu e foi pro céu! Quando você pensou que o "Both Teams Played Hard" estava mais morto e enterrado do que ex-participante de Big Brother que não saiu na Playboy, eis que surpreendemos o mundo com uma coluna novinha em folha! Foram mais de quatro meses de espera, com fãs jejuando ao redor do mundo, na esperança de nos convencer a responder centenas de perguntas idiotas. Bem, não anda acontecendo muita coisa na NBA, fora o Marbury contar que curte um baseado (rá, e quem já não sabia?), então era a hora perfeita para atender aos pedidos desesperados de nossos leitores. Só que faz tanto tempo desde que as perguntas foram feitas que acabamos cortando algumas coisas, que não fazem mais sentido, que eram sobre palpites muito velhos, ou que eram apenas comentários que envelheceram mal. Você pode até não achar uma pergunta sua aqui, que nós cortamos, mas a verdade é que depois de 4 meses ninguém lembra mais do que perguntou.
Como o tamanho é descomunal (nível Kid Bengala), a coluna agora está escondidinha. Para ler, basta clicar no link abaixo. As perguntas podem ser feitas tanto nesse post quanto no post do link a seguir:
BOTH TEAMS PLAYED HARD
Clique aí em cima, pergunte com sabedoria, e esperamos não demorar mais 4 meses pra responder essa palhaçada!
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Ruim um pouco demais
O Quentin Richardson continua sua turnê pelos piores times da NBA. Desde o fim da temporada passada, já passou por Grizzlies, Clippers e Wolves. Mantendo a temática de seu passeio pelos Estados Unidos, imaginei que ele fosse acabar parando no Kings, mas na verdade ele acaba de ser mandado para o Heat. Não que a equipe de Miami seja tão horrível quanto as outras que Quentinho andou visitando, mas o Wolves tem potencial demais e, com uma carta aberta explicando que a pirralhada de lá vai ter minutos mesmo que isso signifique perder feio, uma troca era meio inevitável.
Nesse momento, ninguém em sã consciência quer o Quentin Richardson jogando em seu time. É verdade que ele é um bom arremessador de fora e um ótimo reboteiro para sua posição, mas sua mentalidade de "eu arremesso até minha mãe se eu puder" anda muito em baixa na NBA. Com um contrato exageradamente inflado (agradeça ao Nash por ter garantido o leitinho das crianças) e uma postura indesejada dentro das quadras, Quentinho só tem valor mesmo porque seu contrato termina ao fim da próxima temporada e gera espaço salarial para quem quiser arriscar aquisições como LeBron, Wade e Nowitzki, por exemplo.
É assim que o Quentin Richardson está mais rodado do que a Vivi Fernandes ou fita do "Lagoa Azul": vários times interessados em flexibilidade salarial em 2010 aceitam seu contrato gordo, mas trocam assim que surgir uma oportunidade melhor de economizar grana. O Wolves, por exemplo, trocou o Quentin Richardson pelo Mark Blount e, assim, conseguiu outro contrato que expira nessa temporada mas ainda economizou cerca de 2 milhões de verdinhas ainda nesse ano, porque o contrato do Blount é menor.
Isso significa que o Heat escolheu perder dinheiro para adquirir o Quentin Richardson! O espaço salarial de 2010 não foi comprometido, mas os bolsos dessa temporada acabam de ficar um pouco mais vazios para que o Heat tenha no elenco o cara que ninguém quer, aquele beijinho no meio dos brigadeiros gostosos em festa de criança (coco, como todos nós sabemos, não tem acento mas não engana: é escroto). Por que diabos o Heat se importou o bastante para fazer essa troca? A resposta acaba dedando a crise pela qual passa a equipe.
Pra começar, o elenco está tão fraco que o Quentin Richardson chega ao time com espaço garantido na rotação. O melhor arremessador daquelas bandas é o Daequan Cook, muito inconsistente e, convenhamos, longe de ser um arremessador legítimo. Diawara e Dorell Wright são bons defensores mas excessivamente limitados no ataque. Não há ninguém para substituir Shawn Marion e Jamario Moon, ninguém capaz de ser o ala titular. Se o Michael Beasley sair do garrafão e for jogar de ala pequeno, aí o Udonis Haslem é que não tem reservas. Ou seja, o elenco é um cobertor curto demais e ninguém, além do Wade, merecia ser titular. Num time sério (onde o Jamaal Magloire, clone ruim do Zach Randolph, não fosse considerado um jogador importante, por exemplo) a maioria dos membros do Heat esquentariam banco e teriam que lutar por minutos. No Heat, vão começar jogando, de modo que a chegada do Quentin Richardson traz profundidade ao time. Por "profundidade", entenda algo como a Mari Alexandre dizendo que leu "O Segredo": uma merda, mas a gente até comemora o fato dela não ser analfabeta.
Só que o buraco é mais embaixo, já diria o Mr. Magoo. Dwyane Wade não deu escândalo e nem tacou travesseiros como a gracinha do Kobe Bryant na época em que o Lakers só tinha ele, mas o Wade deixou bem claro que o elenco fede e que não há condições de que ele reassine com um time tão fraco. Pat Riley, doutorado na arte da discussão de Jardim de Infância e responsável pelas finanças, bate o pé e diz que não faz sentido gastar dinheiro agora com o time se o Wade não der certeza de que vai reassinar o seu contrato. No maior esquema do "dilema Tostines", os dois lados tem razão e portanto o time continuará parado nesse paradoxo, um estranho vórtex espaço-temporal que pode transformar o Heat no novo Cippers.
Em 2010 muitos jogadores geniais verão o fim de seus contratos e o mercado estará cheio de possibilidades para equipes que querem começar do zero. Se o Heat perder Wade, terá dinheiro para contratar jogadores de nível similar - caso, é claro, eles topem jogar em Miami. Com as estrelas contratadas, é possível comprometer-se com um plano de longo prazo e cercá-las com os jogadores mais apropriados, torrando uma grana louca neles. Agora, sem saber se Wade fica ou não fica, é complicado contratar ou trocar por jogadores porque o Pat Riley fica sem saber se está construindo um time ao redor do Wade ou do Carlos Boozer, por exemplo. Eu sei que o Clippers apenas soma jogadores aleatórios e coloca todo mundo pra rodar, mas no mundo real as contratações tentam ter um padrão e formar um todo coerente, de modo que o Wade precisa de uma decisão para que o Heat possa se preparar.
Mas o Wade seria débil mental de continuar num time tão porcaria se ele pode aceitar, na temporada que vem, propostas interessantes de times que estarão em condições muito superiores de brigar por um título. O que aconteceu é que o Heat se afundou demais na merda e perdeu aquele ponto de equilíbrio ideal: ser um time ruim, que precisa de alguns jogadores para crescer, mas que não é ruim demais a ponto de parecer um caso perdido. É isso que o Knicks quer tanto parecer ser, um time atraente, com potencial, mas que é claramente ruim porque precisa de uma grande estrela. Esse tipo de situação é tentadora para grandes jogadores que querem ressuscitar um franquia sem ficar em último lugar da NBA por uns anos. O Heat ficou em condições tão deploráveis que não dá pra levar muito a sério a ideia de que, com um par de jogadores novos, a franquia voltasse ao topo.
O Knicks caminha firme rumo a essa imagem de "eu fedo mas nem tanto, sou uma merda mas tenho esperança", meio que a garota feia dos filmes adolescentes com coque no cabelo, óculos enormes, e que a gente sabe que no final do filme vai soltar o cabelão, piscar os olhos com lentes de contato e maquiagem de primeira e ser uma delícia absurda. O Heat virou a garota obesa do fundo da sala, que pode até disfarçar o cecê passando vinagre mas não vai emagrecer o necessário nos próximos anos. Insistir na garota obesa seria um ato de fé e amor, mas acho que Wade não se encontra nessa situação. Desde o começo ele não gostou muito do draft do Beasley, alegando que a escolha deveria ter sido trocada por um jogador experiente (como o Kobe, tão puto da vida quando a franquia escolheu o Bynum), e não parece ter muitas expectativas de que essa dupla dê certo.
Sob esse aspecto, a contratação de Quentin Richardson é uma tentativa desesperada com toques de novela mexicana: mais do que melhorar um pouco o elenco mequetrefe, Quentinho é um dos melhores amigos do Wade e os dois treinam juntos ao fim de toda temporada da NBA. Foi uma tentativa de agradar o Dwyane Wade pelas beiradas, pegando no lado emocional. Pat Riley já tinha avisado que o Heat não iria contratar mais ninguém nessa temporada, que o time estava fechado, mas agora ele abriu uma exceção para trazer um amigo pessoal do Wade para jogar e, quem sabe, ser até titular. É muito golpe baixo, tipo dar flores e poeminha quando sua garota quer terminar com você. É feio, muito feio. Mas dá certo, crianças, então façam à vontade.
A vontade do Wade é de claramente dar o fora. Sua temporada passada foi surreal, depois dele dedicar toda suas férias em treinamentos insanos, específicos e exagerados que lhe permitiram ser o melhor jogador da seleção americana apesar de estar voltando de contusão (é como o treinamento que o Arenas tentou depois da primeira contusão, mas aí o joelho dele desmontou quenem Lego). Diz a lenda que o Wade está se dedicando num volume ainda maior de treinamentos, e se for verdade seus números de MVP vão estar ainda mais elevados. O problema é que ninguém falou das estatísticas débeis mentais do Wade na temporada passada, e nem levou a sério sua campanha para ser MVP, simplesmente porque seu time fede. É bem óbvio que o Wade não vai aturar isso mais uma vez: o Heat tem uma temporada, com o amiguinho Quentinho ajudando, para provar que pode ser ruim-mas-nem-tanto e colocar o Wade como concorrente real ao prêmio de MVP. Se não acontecer, o Heat provavelmente terá nova cara na temporada que vem - com uma nova estrela, se alguém aceitar jogar por lá. Talvez contratando mais amiguinhos dos jogadores famosos. Ou talvez as praias ajudem.
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Danilo
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
8 ou 80 está de volta
Ei pessoal, lembram da saudosa coluna "8 ou 80" que eu tinha no BasketBrasil? Pois ela está de volta! Eu e o pessoal lá do site decidimos voltar com um formato um pouco diferente, em forma de blog e não de coluna. Assim as postagens serão mais curtas e mais frequentes.
O assunto continua sendo o mesmo: números e estatísticas sobre a NBA. Para essa offseason começo explicando toda a confusão que são as regras do teto salarial na liga. O primeiro texto já está no ar e pode ser lido aqui.
Os comentários e sugestões para futuros textos podem ser feitos lá no BB ou aqui mesmo!
Os textos antigos podem ser lidos clicando nos links na barra lateral aqui do Bola Presa.
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Denis
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Uma carta aos fãs (se é que eles existem)

1- Eu quero que nossa franquia se torne líder em desenvolvimento de jogadores, e o desenvolvimento do jogador começa com o técnico. É seu trabalho executar essa função.
2- Nós seremos um time rápido, de velocidade. Sim, haverá momentos em que teremos que confiar no Al Jefferson e em um ataque de meia-quadra, mas nossa identidade será a de um time de velocidade e contra-ataque.
Como jogador, Kurt foi membro do Lakers dos tempos do "Showtime". Aquele time era veloz e mesmo assim sabia usar o jogo de meia-quadra quando necessário. Eles também jogavam uma defesa espetacular. Kurt está comprometido a colocar esse estilo de jogo.
3- Os minutos distribuídos entre nosso núcleo jovem nos próximos dois anos devem ser feitos pensando no futuro e não apenas no curto prazo. Isso quer dizer que o técnico deve colocar os jovens jogadores para jogar constantemente e deixá-los aprender com seus erros, mesmo que isso signifique sacrificar uma vitória ou duas no caminho.
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Denis
por volta das
21:36
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