domingo, 31 de janeiro de 2010
Finalmente pivôs
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Danilo
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Os meus reservas
Leste
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Denis
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Avaliação anual de pivetes
Exemplos: LeBron James, Kobe Bryant, Tim Duncan, Chris Paul.
2. Estrelas Light: Sem áçucar, a estrela de soja só é uma estrela dependendo do desempenho do time na temporada. O cara só é cotado para participar do All-Star Game se o time está bem. Geralmente esse atleta é mais discreto e não é unanimidade entre os fãs, apesar de serem excelentes.
Exemplos: Antawn Jamison, David West, Pau Gasol, Stephen Jackson.
3.Caolho em terra de cego: Caolho em terra de cego é rei, mas ainda é caolho e não pega mulher. Esse tipo de jogador é muito melhor que a maioria da NBA mas ainda não pode se achar tudo isso.
São os jogadores que obviamente tem muito talento mas que nunca vão ser cogitados para liderar um time a uma campanha vitoriosa como uma primeira opção, são aqueles caras que só funcionam sendo a terceira opção do time. Em geral são jogadores que sofrem um certo preconceito porque um dia acharam que eles seriam Estrelas Light, ou sofrem pressão porque são novos e acham que podem virar uma Mega Estrela.
Exemplos: Lamar Odom, Rajon Rondo, Josh Howard, Richard Jefferson, Jose Calderon.
4. Role Player Integral: Cheio de gordura mas sem ser o Zach Randolph são aqueles caras que têm um papel específico no time e que sempre fazem esse papel muito bem. Eles são os jogadores limitados mas que, o que sabem fazer, fazem com perfeição. Costumam ser o sexto-homem de um bom time.
Exemplos: Shane Battier, Eddie House, Travis Outlaw, James Posey, Roger Mason
5. Role Player Desnatado: Se não tiver integral vai desnatado mesmo. Têm a mesma função dos role players integrais mas são incompetentes demais para serem regulares e confiáveis. É o tipo de jogador que joga bem em casa e mal fora ou bem contra time ruim e mal contra time bom.(Edit: Hoje eu chamo esses jogadores simplesmente de Radmanovics.)
Exemplos: Sasha Vujacic, Jared Jeffries, DeSagana Diop, JJ Barea
6. Zé Alguém: São aqueles caras que você sabe que estão na NBA, que participam dos jogos, mas que em um jogo disputado e que vale alguma coisa nunca vão estar em quadra nos momentos finais a não ser que algo bizarro aconteça (muitas contusões, muitos jogadores eliminados por falta, chantagem atômica).
Exemplos: Hilton Armstrong, Ryan Hollins, Charlie Bell, Trenton Hassell
7. Pedaço de carne desforme e imprestável: É aquele tipo de jogador que entra ano, sai ano e por algum milagre divino o cara continua com contrato. Na prática é só um pedaço de carne desforme e imprestável que nunca entra em quadra, só esquenta banco, entrega gatorade, aplaude e depois da temporada arranja outro time pra fazer a mesma coisa. Eles estão na liga mas não jogam.
Exemplos: Sean Marks, Mark Madsen, Brian Cardinal, Lorenzen Wright
Só saberemos ao certo onde cada um dos novatos desse ano vai se encaixar daqui um tempo, mas eu como blogueiro isento da responsabilidade de falar coisa com coisa, posso dar meus palpites de como será o status dos jogadores draftados em 2008 daqui umas 5 temporadas baseado no que vi nessa de 2008-09.
1. Mega Estrelas: Derrick Rose e OJ Mayo
2. Estrelas Light: Brook Lopez, Michael Beasley, Russell Westbrook, DJ Augustin, Greg Oden
3. Caolhos em terra de cego: Kevin Love, Eric Gordon, Jason Thompson, Jerryd Bayless, Rudy Fernandez
4. Role Player integral: Danilo Gallinari, Courtney Lee, George Hill, Nicolas Batum, DeAndre Jordan, Mario Chalmers, Marc Gasol
5. Role Player desnatado: Brandon Rush, Mareese Speights, Roy Hibbert, JaValle McGee, Ryan Anderson, Darrell Arthur, Luc Mbah a Moute, Mike Taylor, Anthony Morrow
6. Zé Alguém: Joe Alexander, Robin Lopez, Anthony Randolph, Donte Greene, Chris Douglas-Roberts, Kyle Weaver
7. PCDI: Kosta Koufos, Goran Dragic
0. Estarão fora da NBA: Alex Ajinca, DJ White, JR Giddens
2. Estrelas Light: Stephen Curry
3. Caolhos em terra de cego: Ty Lawson, Jonny Flynn, Omri Casspi, James Harden
4. Role Player integral: Jordan Hill, DeMar DeRozan, Hasheem Thabeet, Terrence Williams, Chase Budinger, Jonas Jerebko, DeJuan Blair
5. Role Player desnatado: Earl Clark, Jrue Holiday, Tyler Hasnbrough, Rodrigue Beaubois, Wesley Matthews, Marcus Thornton, Darren Collison, Eric Maynor, Jeff Pendegraph
6. Zé Alguém: James Johnson, Jon Brockman
7. PCDI: Gerald Henderson, Austin Daye
0. Estarão fora da NBA: BJ Mullens
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Denis
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Astros requentados
O Nash vai para o All-Star depois de ter mostrado que consegue rir da própria cara, e o T-Mac vai ficar em casa (ou na enfermaria, o que é mais provável), por sorte. No entanto, Allen Iverson será titular porque as pessoas ainda acham que ele é o mesmo jogador de uma década atrás. Infelizmente preferiram requentar um ídolo velho e caindo pelas beiradas do que conhecer Joe Johnson, Rajon Rondo ou Derrick Rose. Pessoalmente sou um fã incondicional do Kevin Garnett, mas diabos, tenho a camiseta dele no Wolves aqui em casa, o que significa que já faz uns anos desde que ele era o melhor jogador dessa budega. Agora ele está mais velho, limitado por lesões, com pouco tempo de quadra e um estilo de jogo muito mais modesto, é hora de eu seguir com a minha vida e escolher outra pessoa para votar no All-Star Game. Que tal o Chris Bosh, que chuta traseiros (e tem um pescoço de dinossauro), ao invés de ficar insistindo num jogador que mal participou dessa temporada? Parece gente que passa uma década sem esquecer do ex-namorado e fica seguindo o sujeito pela rua. A vida continua, pessoal! Tá legal, o Duncan é o melhor ala de força de todos os tempos, mas não é hora da gente deixar de ver ele dando ganchinhos no All-Star Game quando sua produção tem caído com o passar dos anos?
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Danilo
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Ladrão que rouba ladrão
Na temporada passada, escrevi um post sobre a maldição que acometia o Thunder. Tendo roubado a franquia que pertencia a Seattle e levado para Oklahoma City, deixando incontáveis fãs órfãos de sua equipe favorita por quem torceram por décadas a fio, o Thunder acabou adquirindo uma terrível maldição pra ver se aprende a não ser ladrão. Ao invés da famosa maldição do Clippers, que contunde o time inteiro não importa quanto talento eles consigam reunir (e que, nessa temporada, contundiu o novato Blake Griffin, que tinha tudo pra chutar traseiros), a maldição do Thunder faz com que o time perca todos os jogos no final. A quantidade de partidas perdidas em arremessos de último segundo e placares apertados na temporada passada foi algo ridículo e vale uma conferida no post, ainda que velho, só para conferir. Nessa temporada o Thunder decidiu bem menos partidas no final, mas basta dar uma olhada no post do Denis com as estatísticas dos jogos decididos por pouco pra ver que, quando o placar está apertado, o ladrão de franquias desanda.
Na partida seguinte, o Thunder enfrentou o Cavs. Trechos ao vivo da partida passaram no meio do jogo que eu assistia, porque o jogo estava emocionante, então resolvi mudar de canal e ir acompanhar o time-outrora-conhecido-como-Sonics. Fui recompensado com uma partida incrível, muito disputada, o Shaq jogando como se estivessemos em 1999 e ainda estivesse na moda jogar tazos e falar "massa", e o Daniel Gibson jogando como titular depois de ser tão ignorado na temporada passada. O que me surpreendeu foi o trabalho defensivo do garoto, que supostamente não deveria saber fazer bulhufas além de arremessar de três pontos, e segurou muito bem o Russel Westbrook em jogadas decisivas. Foi então que, perdendo por um pontinho nos segundos finais de jogo, LeBron liderou um contra-ataque e deu uma assistência na medida para o Gibson converter seu arremesso de três e colocar o Cavs dois pontos na frente. Posse de bola final do jogo, bola nas mãos do Kevin Durant porque ninguém é burro, e finalmente LeBron foi marcar o pirralho depois de uma partida inteira em que os dois não se cruzaram muito. Durant cortou para dentro, LeBron não conseguiu manter a dianteira, e parecia haver um caminho simples para uma bandeja - até que LeBron alçou voo e deu o toco com a ponta dos dedos, mandando a bola para os ares e encerrando o jogo ali.
Pra começar, é um dos tocos mais incríveis que eu já vi. "Associação internacional de odiadores do LeBron James que vão dizer que eu fico babando ovo no rapaz", por favor me processem, mas esse é um dos raríssimos tocos em jogadas decisivas que saíram das mãos do jogador que fazia a marcação, e não de alguém que correu para a ajuda. Durant é mais alto, tem braços mais longos, já tinha deixado LeBron para trás com sua passada, e mesmo assim tomou o toco. Aliás, se o LeBron tivesse cortado as unhas a bola teria entrado (vai ver que é por isso que insistem tanto para que ele pare de roer as unhas em rede nacional toda hora). Foi tão bonito, tão emblemático do que é uma boa defesa mano-a-mano, que sequer consegui ficar com dó da pobre equipe amaldiçoada do Thunder. Até porque eles ainda têm bastante tempo para perder, feder, sofrer, e ainda assim a maior parte do elenco usar fraldas descartáveis. A maldição vai indo embora com o tempo, assim como aconteceu com o Grizzlies, que agora é um ladrão de franquias pronto para roubar vitórias - de times grandes, e de times ladrões de franquia também. É tudo uma questão de experiência aprender a lidar com esses jogos apertados, e ainda falta muito para o Thunder chegar lá, embora não falte talento.
O Kevin Durant está simplesmente tendo uma temporada absurda. Apenas ele, LeBron e Carmelo estão com médias de 29 pontos por jogo ou mais, o que coloca o pirralho dentro de um grupo muitíssimo restrito. Em seus primeiros anos de NBA, Durant recebeu carta branca para fazer o que quisesse, entrar em quadra pelado, arremessar de costas, até fazer piada com armas de fogo eu tenho certeza de que ele poderia. Embora essa falta de pressão, cobrança e responsabilidade tenha tornado o rapaz um tanto esfomeado, forçando demais o jogo mesmo quando não é necessário e segurando demais a bola no ataque, permitiu que ele refinasse aos poucos seu arsenal ofensivo. Se antes ele passava tempo demais no perímetro se aproveitando de sua altura, agora foi colocado para jogar mais perto da cesta, tem um excelente jogo de pés quando de costas para o garrafão, e tende a bater para dentro - e sofrer faltas - com muito mais frequência. Foi assim que ele aprendeu a ajudar seu time, foi assim que seu jogo foi amadurecendo. Às vezes, feder muito e deixar seus jogadores fazerem merda em quadra permite que eles aprendam e evoluam, desde que seus jogadores não tenham pânico de passar vergonha e desmoronem, como aconteceu com o Kwame Brown no Lakers, onde a filosofia do técnico Phil Jackson é deixar em quadra jogadores se ferrando pra ver se eles aprendem.
Agora, Durant está tentando se tornar um jogador defensivo mais completo, dando exemplo para um Thunder que aprendeu a jogar na correria temporada passada e que agora tenta aprender, na marra, a segurar os times adversários na defesa. As coisas vão devagar nesse sentido para Durant e sua equipe, mas ofensivamente parece que o time inteiro encontrou sua voz, sua identidade. Até mesmo por terem estilos opostos, é fácil ver Cavs e Thunder tendo duelos épicos nos próximos anos, com LeBron e Durant lutando cabeça a cabeça pelo posto de cestinha da NBA. O Durant é uma estrela indiscutível e não vai demorar muito para que ele receba a admiração que merece. Mas até lá, o Thunder vai continuar perdendo, se lascando e escorregando em jogos disputados, sem que ninguém fale da equipe nem perceba que Durant é um monstro. Eles são amaldiçoados, e a hora é de outras equipes. Enquanto o Thunder apodrece no anonimato, pagando o crime de ter roubado a franquia de Seattle, o Memphis Grizzlies vê sua maldição dissipando e a atenção da mídia se aproximando: é a hora deles de brilhar, com direito a vitória em cima do Magic ontem, a décima primeira seguida deles em casa. Quando chegar a hora do Thunder, vamos lembrar desses dias amaldiçoados e sorrir, porque vimos Durant começar. Talvez ele até ganhe algum tipo de pelo facial, pra não parecer que tem 4 anos de idade. Talvez.
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Danilo
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domingo, 24 de janeiro de 2010
Oh Canadá...
Na semana passada saiu uma matéria no NBA.com em que um dos analistas contratados pelo site, o Art Garcia, sugeria uma troca entre Thunder e Raptors que era basicamente Jeff Green, Serge Ibaka (ou DJ White) e duas escolhas de draft pelo Chris Bosh. Segundo Garcia, o Thunder era um dos poucos times com a as peças certas para tirar o melhor ala de força da primeira metade da temporada no Leste do time canadense.
A troca faz muito sentido para o Thunder. Eles perdem o bom Jeff Green mas ganham um super ala de força em troca, um cara para fazer o garrafão dos ladrões de franquia finalmente dar medo em alguém. O time continuaria com Russell Westbrook como ótimo armador, Nenad Krstic e Nick Collison revezando no pivô e nas posições 2 e 3 Kevin Durant, Thabo Sefolosha e o novato barbudo James Harden não fariam ninguém sentir falta do Green. Poderia ser muito bom também para o Bosh. Duvido que ele, sozinho, consiga carregar um time muito longe. Por melhor que ele seja, eu tenho minhas dúvidas sobre ele ser o líder de um time campeão como são Kobe, Wade ou Duncan, por exemplo. Acho que o Kevin Durant tem mais esse perfil e ao lado do Bosh seriam uma dupla avassaladora.
Só tem um problema nessa história toda: por que o Raptors iria querer trocar o Chris Bosh por um jogador que, por melhor que seja, nunca deverá chegar próximo de ser o que é o Bosh? A desculpa que o Art Garcia dá em seu artigo é a mesma que trocentas pessoas de dezenas de lugares diferentes dão, dizendo que é melhor o Toronto trocar o Bosh por alguma coisa agora do que perder ele em troca de nada quando a temporada acabar. Faz sentido, mas quem disse que o Bosh vai dar o fora?
O Bosh nunca disse que quer sair de Toronto. Ele já disse que quer brigar por títulos, que quer jogar em times fortes, mas nunca falou que pensa em deixar o Raptors ao fim da temporada. Pelo contrário, disse algumas vezes que gosta da organização, da cidade e do ambiente de Toronto. Seguindo essa linha de pensamento, por que ninguém sugere que o Miami troque o Wade antes do fim da temporada? Ou até indo para jogadores com menos nome, por que ninguém diz para o Spurs trocar o Ginobili antes de perdê-lo por nada? O argentino já disse que pensa em sair de San Antonio. Não falam do Dallas trocar o Dirk e nem mesmo o Josh Howard. Conseguem até falar mais do Bosh do que do Amar'e Stoudemire, outro que sempre tentam jogar pra fora do Suns.
A única explicação que eu tenho pra isso é que ninguém respeita o Toronto Raptors. Na cabeça dos torcedores e da mídia americana, nenhum jogador tem o desejo de jogar no Raptors, ninguém quer morar no Canadá e todo mundo quer se mudar para Nova York ou Los Angeles. Se forem fazer uma estatística é bem capaz que a maior parte queira ir para NY ao invés de Toronto, mas chegou a um ponto de exagero em que as declarações do Bosh, sempre a favor do Raptors, são ignoradas. Ele fez carreira em Toronto, gosta de lá e o time tem melhorado, se no começo da temporada chegou a ser uma das piores defesas da NBA, hoje já ameaça o quinto lugar do Miami Heat, não é como se o Bosh estivesse num time fadado ao fracasso.
Chegaram a comentar que o Bosh não ganhou a vaga de titular no All-Star Game porque ele joga no Canadá, que só isso poderia explicar porque o Garnett, mesmo com contusões e números baixos, o superou. Mas nesse caso achei exagero, o Vince Carter era sempre bem votado quando jogava por lá e é difícil para qualquer jogador superar o Garnett quando o assunto é apelo popular. Ele está na liga há muitos anos, todo mundo conhece ele no mundo inteiro e o cara conseguia ser incrivelmente famoso mesmo jogando no Wolves, um time com menos carisma e atenção que o próprio Raptors. Acho que o preconceito contra o Canadá até existe em certo ponto, mas não dá pra jogar a culpa de tudo nisso (lembrei agora do episódio dos Simpsons em que eles vão para o Canadá e em um momento o Bart vai jogar basquete, arremessa uma tijolada que só bate na tabela e um canadense grita "Ei, você consegue acertar a tabela, não quer ser o nosso pivô?").
Se eu fosse o manager do Raptors iria ignorar todos os boatos e todas as propostas de troca. Trocando o Bosh por um pacote como esse do Thunder, o time fica com boas peças em todas as posições mas sem um grande jogador para construir o time em volta. Mantendo ele na equipe, corre-se o risco de perdê-lo como Free Agent mas é só assim que também existe a chance de manter o seu melhor jogador no elenco. Ou seja, eles podem ser cautelosos e tentar apenas minimizar os danos ou podem se arriscar para tentar manter seu principal jogador e as chances de continuar melhorando.
Também não podemos esquecer que se o Bosh for embora, o Raptors ganha pelo menos uns 10 milhões de espaço salarial para investir em algum outro jogador, seria muito medroso da parte deles trocar o Bosh agora.
De todos os times que podem trocar jogadores importantes nesse meio de temporada, a minha maior aposta é no Suns trocando o Stoudemire. Para acreditar nisso tenho dois fatos: o primeiro foi que uma troca entre Suns e Warriors envolvendo o Amar'e esteve muito próxima de ser concretizada antes do começo da temporada; e segundo que o Suns, já em sexto lugar no Oeste depois de um começo animador de temporada, não vai longe nos playoffs. Juntando as duas coisas dá pra entender que o Amar'e não tem muito o que acrescentar ao time hoje e nem ele e nem o Suns tem muita intenção de continuar essa parceria para o ano que vem. Nesse caso sim, parece muito mais inteligente trocar o jogador e conseguir ganhar alguma coisa em troca.
Sobre a nossa promoção "Cai fora T-Mac"
Curiosidade sobre nossa promoção: na hora de pegar os endereços dos vencedores para enviar o boné, descobrimos que dois dos vencedores moravam no mesmo endereço! O Hennan e o Alfredo são irmãos!!! Entre as 100 propostas de troca enviadas escolhemos dois irmãos, os dois deveriam pensar em abrir um time de basquete.
Ainda falando sobre a promoção, eu sei que premiamos um que sugeriu a troca do Chris Bosh. Mas naquele caso além do Raptors receber um ótimo pacote em troca, foi a melhor sugestão de trocas bombásticas, envolvendo três times e estrelas, merecia um prêmio!
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Denis
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Descanso sem paz
Kobe Bryant precisa descansar. Ele é insano, workaholic, nerd e bitolado e por isso não vai tirar uns dias de folga, mas era disso que o Lakers mais precisava.
Foi até bom que o Kobe não jogasse mal contra o Cavs antes de eu escrever esse post, senão iria parecer apenas um comentário reagindo imediatamente a uma atuação ruim, mas não é o caso, ontem o Kobe fez um curativo novo no seu dedo quebrado, descansou as costas entre segunda e quinta-feira e conseguiu atuar bem e fazer um jogo disputado com o melhor time do momento na NBA.
O dedo do Kobe não me preocupa, ele já foi MVP da temporada com um dedo deslocado e campeão da NBA com um outro dedo estragado, ele não precisa de dedos. Se os Simpsons vivem bem com oito dedos e o Lula é presidente com nove, por que o Kobe não pode jogar com um a menos? Ele jogaria bem com 6 dedos e uma luva de goleiro. O que me preocupa mesmo é a dor nas costas que tem atingido nas últimas semanas. Existem contusões que exigem que um jogador mude um pouco como jogar, mas a dor nas costas incomoda até para viver, não dá pra jogar com ela. Alguém lembra do Larry Bird deitando no chão no fim da sua carreira por causa das dores nas costas? É uma dor cruel, um chute no saco por segundo.
Com a dor nas costas o Kobe teve aquela atuação horrível contra o San Antonio Spurs em que até teve que sair no meio do jogo, depois jogou muito mal contra o Orlando Magic, em que parecia mais lento não só para correr mas até nos seus já tradicionais movimentos de costas para a cesta. Não estava atrapalhando o time, isso seria demais, mas era óbvio que não era o melhor jogador em quadra.
No jogo contra o Orlando, com o Kobe não conseguindo marcar seus pontos (acabou com 11), o Lakers foi obrigado a apelar para todo o resto do elenco. O Bynum tentou atacar o Dwight Howard, o Gasol recebeu mais a bola, o Odom foi mais agressivo nas infiltrações e a dupla Jordan Farmar e Shannon Brown resolveu que a partir de agora o Lakers vai ter um banco de reservas decente. Todos eles juntos sofreram um bocado durante a sequência de pontos do Magic no terceiro quarto mas foram os mesmos jogadores que colocaram a cabeça no lugar e lideraram o time para a virada. Foi até bem divertido para a torcida ver, pela primeira vez em muito tempo, o banco de reservas garantindo uma vitória importante para o Lakers.
O que quero dizer com tudo isso é que o Kobe precisa descansar e ele tem dois momentos para isso. O primeiro é agora, o mais rápido possível antes que qualquer coisa mais grave aconteça. Ou no começo de fevereiro, logo depois que o Lakers acabar essa difícil e longa viagem com 8 jogos fora de casa que começou na última quinta contra o Cavs (e acaba num jogo amendontrador contra o Grizzlies, em Memphis. Nos últimos dois anos a combinação Bynum + Grizzlies-no-começo-do-ano resultou em um joelho estourado!).
Colocar o Kobe para descansar agora seria uma boa para a sua saúde. Durante essa sequência de jogos fora de casa acontecem 3 jogos back-to-back, que são aqueles jogos em dias consecutivos como o de ontem contra o Cavs e o de daqui a pouco (pelo menos na hora que estou escrevendo) contra o Knicks. Jogos em dias seguidos em cidades diferentes são terríveis para físico dos jogadores e as costas do Kobe podem sentir o tranco em algum momento. O risco de colocá-lo para descansar agora é a fria em que seus companheiros vão entrar. Eles vêm de derrota, de viagem desgastante, e vão ter que aprender a jogar sem o Kobe assim do nada, sem nem ter tempo para treinar. Isso poderia resultar em algumas derrotas embaraçosas e faria a confiança do time despencar.
O lado bom de um descanso para o Kobe seria justamente o contrário, uma injeção de confiança em alguns jogadores que andam meio apagados ofensivamente como o Ron Artest, Lamar Odom e Sasha Vujacic. Seria legal eles participarem mais, ganharem confiança ofensiva e continuarem rendendo assim quando o Kobe voltasse. É bem comum na NBA a contusão de algum jogador servir para revelar outros, é o que está acontecendo agora com o Blazers e o Jerryd Bayless, por exemplo, e foi o que aconteceu ano passado com o Paul Millsap aparecendo na contusão do Carlos Boozer.
A atual vantagem do Lakers para Denver Nuggets e Dallas Mavericks, empatados em segundo, é de quatro jogos, acho que o bastante para o time até perder alguns jogos e mesmo assim continuar na liderança da conferência. Perderia um pouco de terreno em relação aos líderes do Leste com quem o Lakers briga pelo mando de quadra nas finais, mas é o preço a se pagar para ter um Kobe 100% nos playoffs. Porque se tem uma coisa que ficou clara no jogo de ontem contra o Cavs e em tantos outros durante essa temporada é que o elenco do Lakers é muito bom e pode enfrentar qualquer um, mas precisam do Kobe para decidir. A grande diferença entre Lakers e Cavs no jogo de ontem foi que o Cleveland conseguiu ter a bola na mão do LeBron do jeito que ele queria quando o jogo estava para ser decidido, aí ele foi lá e fez o que sabe. O Lakers não conseguiu deixar o Kobe resolver, a bola caiu nas mãos do Gasol e ele falhou. Com o Kobe descansando, os outros jogadores seriam obrigados a decidir e poderiam, eventualmente, errar tudo também, mas é melhor correr esse risco agora do que ter um Kobe destruído nos playoffs e jogar a temporada inteira no lixo.
Já que o assunto são times que brigam pelo título e sofrem com contusão, temos que falar do Boston Celtics. Talvez eles estejam passando justamente pelo o que eu estou recomendando ao Lakers. O Kevin Garnett não tem condição de jogo e está fora há mais de 10 jogos (talvez volte hoje já!), nesse tempo o Celtics perdeu jogos fáceis, perdeu até em casa e a sua defesa caiu de produção. Mas se olharmos por outro lado, nesse tempo todo conseguiram manter o segundo lugar do Leste, fizeram o Rasheed Wallace ganhar minutos e ritmo de jogo, jogando algumas de suas melhores partidas como um Celtic e, principalmente, forçaram o Kendrick Perkins a mostrar que finalmente aprendeu a ser um jogador que é útil também no ataque. Desde que o Nemesis do Dwight Howard se tornou a única arma do Boston Celtics no garrafão (o Rasheed está com mais alergia ao garrafão do que a Andrea Bargnani), ele assumiu a responsa e agora distribui ganchos, arremessos curtos e enterradas como se fosse um Chris Kaman preto que engoliu um trator e uma lua pequena.
Agora quando o Kevin Garnett voltar ele terá ao seu lado, além dos sempre espetaculares Rondo, Pierce e Allen, o Rasheed Wallace com ritmo de jogo, o Perkins com confiança no ataque e, claro, o seu próprio joelho descansado e curado. Foram ou não foram algumas derrotas que valeram a pena? Mesmo com o Cavs jogando muita bola há mais de um mês, o Celtics ainda é, pra mim, o melhor time do Leste quando está com todo mundo em forma, assim como o Lakers é o melhor time da NBA quando tem o Kobe jogando sem dores.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Resultado da promoção "Cai fora, T-Mac"

Defenestrado por
Denis
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Em busca de uma explicação (e de um culpado!)

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Denis
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