domingo, 31 de maio de 2009
Da arte de morder a língua
Como as Finais da NBA entre Lakers e Magic só começam na quinta-feira e ninguém gosta de morder a língua e admitir que a equipe de Orlando existe de verdade (ao contrário do que diz o Padre Quevedo), deu pra se render àquela preguicinha gostosa e deixar o blog juntando moscas um pouquinho. Agora, voltamos à programação normal, retomando alguns assuntos que deixamos de lado nos últimos dias. Mas, antes de mais nada, é preciso tentar encarar uma verdade inconveniente: o Orlando Magic é o campeão do Leste.
Apesar das grandes atuações na temporada regular (e de, inclusive, ter chutado o traseiro gordo do Lakers), o Denis apostou o meu pé (que gentil) de que o Magic ia apenas ficar no "quase". Quando analisamos nossos palpites feitos durante toda a temporada, ainda batemos o pé de que o Magic não tinha muitas chances de ir longe, mesmo que fosse apenas graças à contusão do Jameer Nelson. Parecia bastante seguro que aquele time limitado, tendo a armação comandada pelo panaca do Rafer Alston, iria morrer antes do que fama de participante de Big Brother. Acontece que, pelo jeito, o Magic é a Grazi e a gente não sabia.
Ando tendo problemas todas as manhãs quando acordo e penso que vivo num mundo em que o Rafer Alston está numa final de NBA. Alguma coisa deu muito errado e eu não percebi, estava muito ocupado assistindo basquete (perda de tempo). Quando jogava no meu Houston Rockets, ele era uma máquina de tomar más decisões, burocrático em grande parte do tempo mas excessivamente agressivo nos arremessos de três pontos, sem muito critério, quando ele achava que podia mudar a história do jogo. No Magic, Jameer Nelson tinha a função essencial de contar com o drible, penetrando no garrafão, quando as coisas não estavam dando certo e o time precisava de qualquer traço de criatividade. Alston, pelo contrário, tem os pés amarrados no perímetro, tipo o Rasheed Wallace e sua fobia de garrafão. Colocar mais um arremessador de três pontos num time em que até o faxineiro arremessa de fora parece não fazer muito sentido. Se a equipe tem falhas, não seria melhor tentar saná-las ao invés de conseguir alguém para fazer algo que já é feito direito por todo mundo no elenco?
A opção foi tornar o Magic um time bitolado em uma coisa só, ao invés de tentar equilibrá-lo. De certa forma, é uma abordagem meio Phoenix Suns dos velhos tempos: "nós não sabemos defender nem ponto de vista, então ao invés de conseguir alguém para defender e treinar os fundamentos da defesa, vamos contratar jogadores que ataquem ainda melhor e nos concentrar em pontuar". O foco naquilo que o time faz de melhor dá à equipe identidade, uma arma certeira, e uma tremenda fragilidade. O Suns que o diga, não é mesmo? Parece uma coisa meio videogame, em que o personagem só dá porrada mas é lento e burro, ou o mago solta magias, é nerd, tem um iPhone, e não consegue nem levantar os próprios braços sem que o nariz comece a sangrar.
Todos nós conhecemos dois tipos diferentes de Orlando Magic: aquele quando as bolas de três estão caindo, e aquele quando as bolas de três não estão caindo. Como os arremessos de longa distância nunca são exatamente muito confiáveis, o time parece meio aleatório. Claro, vimos eles chutarem o traseiro de Cavs, Lakers, Celtics. Mas também vimos as coisas dando errado, a péssima movimentação de bola, a falta de variações ofensivas, e parece que os jogos ganhos foram apenas questão de "um dia bom". Nos playoffs, quando as séries são decididas em melhor de 7 jogos, não dá pra contar com o acaso, tem que existir regularidade.
Pelo menos é o que a gente imaginava, mas esse mito foi pelo ralo. Irregular, incapaz de manter as vantagens que abria no placar (as bolas, questão de acaso, uma hora têm que parar de cair), limitado e com fraquezas óbvias, o Orlando Magic passeou pela Final do Leste e engoliu o Cavs com azeite e sal. Passei os playoffs inteiros esperando o momento em que o Magic iria feder, dar errado, virar farofa, se transformar de novo em abóbora. Mas, ao invés disso, vi LeBron James ser eliminado de forma vexaminosa. Como diria o Nelson, "ha-ha" pra eles.
O que diabos aconteceu? Primeiramente, do mesmo modo que o Houston Rockets era um time porcaria que por sorte tinha o perfil ideal para vencer o Lakers (e, mesmo assim, fedia demais e não foi o suficiente), o Magic também tinha todos os traços certos para pisar nos calos do Cavs. O garrafão da equipe de Cleveland é forte e bom em rebotes ofensivos, mas nem um pouco atlético ou veloz. Ou seja, não tinha ninguém pra pegar o Rashard Lewis na corrida (diz a lenda que se ele chegar muito perto da cesta, um terrorista matará sua mãe) e ninguém pra pegar o Dwight Howard no muque. Até o desfalcado Boston Celtics tinha o Kendrick Perkins, ruim mas ideal para segurar o Dwight e deixar clara sua falta de habilidade ao redor da cesta. Com Ilgauskas e Varejão, Dwight só tinha que conseguir sair do chão. Nenhum dos dois sabe pular, basta que o Dwight seja agressivo para passar o dia cobrando lances livres.
Além disso, o Cavs não tem uma defesa muito forte no perímetro e o elenco não é profundo o bastante para lidar com o número de arremessadores do Magic. Para piorar, os arremessadores do Cavs são defensores terríveis, então quando a equipe de Cleveland começa a ficar atrás no placar graças às bolas de três pontos do Magic e quer devolver na mesma moeda, acaba colocando em quadra jogadores incapazes de defender. O resultado são mais bolas de três pontos do Magic, o que prova que não dá pra vencer o time de Orlando tentando ser melhor do que eles na única coisa que eles fazem bem.
Chamar o Magic de limitado é obviamente um desdém da nossa parte, é como chamar uma mulher de "siliconada" ao invés de chamar de "gostosa". O Magic é, na verdade, um time especialista. Empolgados com os outros times especialistas da NBA, como o Warriors e o Knicks, e desdenhando esse basquete focado na linha de três pontos que nos lembra do nosso basquete brasileiro e nos dá arrepios, esquecemos que estamos diante do time especialista de mais sucesso dos últimos anos. Quando a gente achava que tinha aprendido que times que não são equilibrados vão necessariamente ter seus traseiros chutados, o improvável Magic vem e carrega a tocha dos times desequilibrados. De certo modo meio bizarro, eles são os sucessores do Phoenix Suns, enquanto antítese do basquete completo e cadenciado do Spurs da última década. O Orlando Magic é mais do que um azarão, do que um time menosprezado: a equipe está remando contra a maré da NBA, e chegando mais longe do que qualquer outro time ruim chegou em muito tempo. Na Dime, lembraram do Houston Rockets campeão em 1994 com Hakeem Olajuwon no garrafão e uma tonelada de arremessadores de três pontos em volta como os únicos a terem chegado ao campeonato sendo especialistas em arremessos de fora. Esse Orlando é mais assustador porque o Dwight não é nenhum Olajuwon, e porque o time arremessou duas vezes mais bolas de três do que aquele Rockets durante a temporada. Então, estamos vendo algo único e que, talvez, mostre novas possibilidades na hora de montar elencos na NBA. Quem sabe, apesar do que o Suns nos ensinou, seja possível ser campeão fazendo algo muito bem feito e atendo-se somente a isso.
Mas é claro que o Dwight Howard tem uma importância fundamental no título do Leste, não dá pra esquecer. A ideia sempre havia sido cercar o jovem pivô com grandes arremessadores, mas virou fetiche e eles nunca souberam quando parar de colecionar. O Rashard Lewis, tido como "a peça que faltava", ganha 17 milhões de dólares e vai terminar seu contrato ganhando 23 milhões, facilmente um dos salários mais altos da NBA. Nitidamente é um preço exagerado, mas às vezes gasta-se demais numa figurinha que vai completar sua coleção. Ah, esses colecionadores - uns com selos, outros com arremessadores de três pontos. A gente sempre vai criticar o salário dele, o exagero do Magic, mas Rashard Lewis e seus amigos permitem que Dwight não tenha que ser um monstro no garrafão todas as noites, principalmente porque ele tem problemas com fundamentos e uma clara dificuldade em finalizar ao redor da cesta. Mas quando o titio Dwight Howard é, de fato, um monstro, as bolas de três pontos tornam-se apenas o golpe final. E um golpe final bastante cruel, por sinal.
No último jogo entre Cavs e Magic, toda vez que LeBron e seus amigos pareciam diminuir a diferença alcançada com o jogo de garrafão do Dwight, as bolas de três pontos começavam a entrar e a diferença voltava a crescer. Podia ter dado errado, as bolas poderiam não cair, ou elas poderiam apenas servir para tentar alcançar o Cavs. Mas quando o Magic já está na frente do placar, as bolas de três podem servir para definir por completo a partida e LeBron se vê obrigado a começar a arremessar de fora, no desespero de cortar a diferença. Ou seja, entra no jogo do Magic, onde eles não podem ser vencidos. Caiu uma bola atrás da outra de três pontos por parte do Orlando, beirou o videogame, e não foi como se o Cavs estivesse cometendo um erro muito brutal na marcação. Na verdade, optaram pela defesa individual no Dwight justamente para se focar na marcação dos arremessos de três, mas o Dwight fez estrago e os arremessos continuaram caindo mesmo assim - não dava pra vencer. É de encher os olhos de lágrimas a perfeição com que o Magic, agora, roda a bola para achar arremessadores livres. É meio obsessivo, exagerado e quando dá errado o plano B é sentar e chorar, mas ainda assim é muito bonito.
Quando o Dwight virou para o Super Mario (também conhecido entre os que não tem senso de humor como "técnico Stan Van Gundy") e disse que queria receber mais a bola, deu medo. Focar o jogo no garrafão seria fugir da principal característica do time e colocar responsabilidade nas mãos de um fedelho que não consegue dar um ganchinho com a mão esquerda. Mas é um modo de proteger, de fininho, os arremessadores da equipe. O Dwight não precisa ficar sabendo que ele é secundário, coloca a bola na mão dele, deixa ele pensar que é o foco do time, e os arremessadores continuam ganhando tudo. Seu papel principal é na defesa (embora ele seja um defensor bem meia-boca na marcação individual), mas no ataque é bacana deixar ele feliz e, nos dias em que seus lances livres estão caindo, o Magic é um time que arremessa ainda melhor de fora, porque os marcadores ganham novas coisas com as quais se preocupar.
O Cavs não teve as armas necessárias para correr atrás quando o Magic abriu vantagem no placar simplesmente porque, às vezes, todas as bolas do time de Orlando estão caindo. E, com o Dwight dominando o garrafão de um modo que raras vezes tínhamos visto, eventualmente o Cavs teve que dobrar a marcação e deixar o Magic chutar ainda mais. Um time tão limitado acabou fazendo a defesa do Cavs se tornar um cobertor curto demais, que não sabia se defendia dentro ou fora. Os dias em que não é preciso defender nem dentro nem fora ficaram em Boston, em que o Magic teve problemas sérios para vencer o Celtics. Com o perfil certo, a movimentação bem executada de quem faz isso desde o começo da temporada sempre do mesmo modo, e as bolas simplesmente caindo nas horas certas, o Magic sequer teve que depender de bolas decisivas do Turkoglu (tão confiáveis quanto as pilhas "Durabell") ou da criatividade do Jameer Nelson. O Rafer Alston, que fedeu bastante, teve um bom jogo 4 e isso bastou, de tanto que o Magic sobrou na série.
Destaque também para o Mickael Pietrus, claro, que encheu o saco do LeBron sem, no entanto, deixar a desejar na parte ofensiva. O problema do Magic na temporada passada era que ou eles usavam o Keith Bogans, que só defendia, ou o JJ Redick, que só ataca (na verdade, ataca coisa nenhuma, retiro o que eu disse). O Pietrus, que já tinha pedido para ser trocado do Warriors alegando que ele era o único lá interessado em defender (e em vencer), é uma mistura dos dois, amálgama em laboratório: arremessa de três pontos, sabe pontuar, e defende muito bem. Manteve a característica do Magic inteiro, que é chutar de fora, mas mostrou que defende melhor do que qualquer um no elenco. Manda o Pietrus passar na casa do Dwight Howard e pegar pra ele aquele troféu de "Melhor Defensor do Ano", que todo mundo sabe quem é que merece mais.
Aliás, um pensamento aleatório me veio à cabeça agora: lembra quando o Magic trocou o Trevor Ariza pelo Brian Cook porque, bem, ele era um cara alto de garrafão que arremessava de três pontos? Alguém na franquia levou o ato de colecionar longe demais e achou que o Cook era um Rashard Lewis mais barato. O problema é que o Rashard Lewis, por si, já não é grandes coisas, a versão mais barata, então, não ficou no elenco nem por duas semanas. Imagina o Trevor Ariza nesse time, defendendo e girando bem a bola. Verdade que ele se encaixa muito melhor no Lakers, onde pode usar melhor suas capacidades, mas no Magic ele seria muito útil e teria marcado o LeBron quando o Pietrus fosse sentar pra tomar suflê. Dá pra aplaudir e dizer que os engravatados de Orlando montaram o Magic muito bem, de um jeito estranho mas eficiente, mas não dá pra dizer que eles não fizeram sua cota de cagadas. Como nas bolas de três e na vida de qualquer time azarão e remando contra a maré da NBA, há uma bela fatia de sorte nesse bolo.
Agora, cabe analisar a posição do Cavs, que se mostrou um time chulé e corre o risco de perder LeBron James, e as chances do Magic enfrentando o Lakers, sem esquecer de comentar sobre a vitória da equipe do Denis em cima do Nuggets e o que esperar deles na grande Final. Teremos muito tempo para tudo isso até o primeiro jogo da Final que começa na quinta-feira, mas desde já podemos confirmar uma coisa: esses playoffs estão legais demais, mas todo mundo fede. Não há favoritos, não há dominância, e estamos vendo os melhores piores times de todos os tempos chegarem a uma final. Vai ser divertido, vai ser emocionante, mas nem sempre vai ser muito bonito: o Rafer Alston está jogando.
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Danilo
por volta das
00:57
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Último suspiro?
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Denis
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
O pior melhor jogador da NBA
Provavelmente eu fui apenas um em 100 milhões de pessoas que ontem, mais uma vez, pensou: por que diabos o Lamar Odom não joga assim todo dia? O título é uma frase do Danilo sobre o Odom que eu sou obrigado a concordar.
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Denis
por volta das
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
A vitória garantida de Mo Williams
Todo ano são as mesmas estatísticas que mesmo vendo todo ano a gente esquece. x% dos times que venceram o jogo 1 vencem a série, y% dos times que venceram os dois primeiros jogos vencem a série, nunca um time venceu uma série depois de estar perdendo por 3 a 0 e por aí vai, até chegar na que mais assusta o Cavs: em toda a história da NBA, apenas oito times viraram uma série que estava sendo perdida por 3 a 1.
"Eles merecem respeito. Eles são um bom time. Mas nós somos o melhor time da liga. Garantia de vencer a série? Claro, claro. Estamos perdendo por 2 a 1 mas ninguém no nosso time e definitivamente eu não vou dizer que não vamos vencer a série. Sim, vai ser difícil, nós sabemos disso. Mas se nós vencermos o jogo hoje (ontem), vamos para casa e teremos de volta o mando de quadra. Não nos vejo perdendo dois de três jogos em casa."
Ouch! Ai! Dor! Desprezo! Quanta bobagem! Melhor time? Garantir a vitória da série? Depois do time ter perdido o jogo de ontem que tinha garantia de vitória, falta só perder a série e perder com uma derrota em casa, seria motivo o bastante pro Mo Williams se esconder numa caverna até a próxima temporada. Como o Rodrigo Alves previu no Rebote, ele está sendo mesmo o nome da temporada: decisivo a favor na temporada regular e contra nos playoffs.
"Estamos ansiosos pelo desafio. Eu sei que eu estou, eu estou animado pelo desafio e acho que o meu jogo, minha liderança diz isso. Então estou pronto e acho que nossos jogadores também estão."
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18:56
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Tudo igual no placar
Finalmente conseguimos respirar. O jogo 4 entre Lakers e Nuggets foi o primeiro nas finais de conferências que não foi decidido no último minuto, ufa. Claro que eu estou bravo pra caralho com o Lakers, mas pelo menos não morri do coração. Vou morrer de vez na quarta-feira com o monitor dividido entre um jogo 5 decisivíssimo (se é que essa palavra existe) entre Lakers e Nugets ao mesmo tempo em que assisto o Todo-Poderoso Timão sem Fenômeno enfrentar o Vasco na Copa do Brasil. Quinta-feira apareço aqui pra dizer se estou vivo.
O Wade (dessa vez no lado bom do vídeo) enterrando sobre o Josh Smith
E por fim, um mix com uma dúzia de negos enterrando sobre o Jermaine O'Neal. Destaque para a do Kenyon Martin, a enterrada na cabeça mais forte que eu já vi alguém não chamado Shawn Kemp fazer.
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Denis
por volta das
09:55
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
O ruim e velho Cavs


"Eles estão me marcando de perto, duro. Se eu faço um arremesso eu consigo ouvir o Stan na lateral gritando 'fiquem em cima deles, marquem mais de perto, mais de perto!'. Então eles estão se esforçando bastante para que eu não tenha bons arremessos"
"Às vezes eles fazem eu apressar meu arremesso. Eu sinto que preciso de uma grande cesta para tirar a pressão do LeBron mas eles me marcam muito forte."
Sempre achei que o fator psicológico estaria a favor do Cavs, já que o LeBron é sempre super confiante e o resto da pivetada tá sempre empolgada, pulando e se achando o máximo. Enquanto o Orlando tem um técnico que o Shaq, que trabalhou com ele no Heat, chamou de "mestre do pânico". A frase do Shaq inteira, na verdade, foi:
"Eu sei que ele é um mestre do pânico e quando chegar a hora do seu time ir para a pós-temporada e precisar fazer algumas coisas ele vai desapontar seu time por causa do seu pânico."
O que está acontecendo na verdade é o oposto. Nas imagens que mostram do Vun Gundy no vestiário e nos pedidos de tempo ele está sempre pedindo calma para os jogadores dizendo que eles já passaram por situações difíceis nessa temporada e que sairam delas jogando com calma e sempre lembrando eles de não reclamar por causa de faltas porque sabem que os juízes vão marcar coisas a favor do LeBron e que vão ter que ganhar os jogos mesmo assim.
O Orlando está focado, é paciente e está na frente. O Cavs parece desesperado, tem muitos jogadores com atuações pífeas e está na incômoda posição de correr atrás. A coisa está muito, muito feia para o Cavs.
Lembram dessa enterrada do Courtney Lee no LeBron no jogo 1? Ontem o Crab James tomou outra. Como já diria o sábio Milton Leite: Que faaaaase...
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Denis
por volta das
13:46
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domingo, 24 de maio de 2009
Fazendo chover
Torcer contra o LeBron James é como protestar contra o tempo ruim: você pode gritar o quanto quiser para as nuvens, arrumar uns malucos para te acompanhar numa passeata, mas o céu vai continuar nublado e chovendo na sua cabeça.
Mas eu até entendo essa gente que critica o LeBron e gosta de diminuir seus feitos. Afinal, o sujeito nunca se deu mal na vida, nunca fedeu. Ainda no colegial, já dominava por completo as partidas e era nitidamente um gigante entre formiguinhas. Nunca houve dúvida sobre em que escolha ele seria chamado na noite do draft, com placas reais de "Percam por LeBron" tomando aos poucos o ginásio de Cleveland desde o meio da temporada de 2003. Sua primeira partida de pré-temporada foi espetacular, acima das expectativas, e saiu-se ainda melhor em sua primeira partida oficial na temporada regular. Na primeira partida dele em playoffs, saiu de quadra com um triple-double. Dois anos depois, foi campeão da Conferência Leste. Quando entrou na NBA, não tinha mão esquerda, mas hoje é ambidestro. Não decidia partidas no final, mas agora é fominha. Não tinha arremesso, e agora domina os arremessos de meia-distância, subindo no meio da passada. Não acertava lances livres, e agora tem uma mecânica confiável. Não arremessava de três pontos, e agora acerta com constância. Diabos, é como a garota linda que sai com o capitão do time de futebol americano, é eleita a rainha do baile de formatura, forma-se em Harvard, é milionária, poliglota e indicada ao Oscar. Ou seja, não adianta aquela gordinha passar a vida inteira torcendo contra, nada pode dar errado: o LeBron James é a Natalie Portman da NBA.
Fica até chato mesmo. LeBron James nunca teve que enfrentar as adversidades. Michael Jordan foi draftado com a terceira escolha, teve que provar que seus críticos estavam errados, e fedia no começo de sua carreira com o esporte. LeBron nunca passou por coisas assim - a não ser o fato de ser duramente criticado simplesmente por ser espetacular e não chamar Jordan, claro. Provavelmente dono do físico mais privilegiado para tomar parte de uma partida de basquete em toda a história da humanidade, ninguém teve tanta sorte quanto LeBron. É por isso que, desde o primeiro segundo, temos que lidar com propagandas, marcas de refrigerante com a sua cara, comerciais de camisinha, comentaristas babando sem parar, cobertura insana dos meios de comunicação. Se não é a Alinne Moraes, uma hora tanta exposição enche o saco mesmo, e muita gente odeia LeBron por isso, alegando que ele é fruto da mídia. É o tipo de gente que assiste o canal do tempo e acha que chuva não existe, mesmo quando a porcaria do telhado de casa tá com goteiras. Prefere achar que são duendes mijando lá do alto (a Xuxa, por exemplo, acredita).
Com tanta facilidade, tanto favoritismo, o melhor elenco que o Cavs já conseguiu entregar a LeBron James, uma campanha sensacional na temporada regular e invictos nos playoffs, era de se esperar um domínio total na Final de Conferência, ainda mais porque o Magic é um time um tanto limitado. Na prática, não foi o que ocorreu, com a equipe de Orlando vencendo o primeiro jogo da série. No jogo dois, mais ou menos a mesma história ocorreu: Cavs muito à frente, dominando a partida, abrindo uma larga vantagem e, então, mudando o modo de jogar e permitindo ao Magic passar à frente nos minutos finais. Foi uma das raras vezes em que pudemos ver, portanto, LeBron James lutando contra adversidades. Depois de passar pelos playoffs invicto, começar a final perdendo os dois primeiros jogos em casa seria catastrófico, inaceitável.
Graças a mais uma atuação decisiva de Hedo Turkoglu e, dessa vez, uma partida impecável de Mickael Pietrus dos dos lados da quadra (ele é "o Jordan francês", já diziam as análise da época do seu draft), o Cavs viu-se 2 pontos atrás no placar com apenas um segundo para o fim do jogo. O resultado? O YouTube virou um lugar mais feliz.
Destaque, por favor, para a cara de "fiz cocô" que o Jeff Van Gundy, sósia do Mario, faz após o arremesso. Também vale a cara do Mo Williams de "salvaram meu emprego" depois dele ter passado o jogo inteiro arremessando sem critério.
O essencial dessa jogada é que existe uma regra silenciosa que funciona na NBA na miúda: perdendo por 2 pontos na jogada final, o time atrás no placar deve
a) dar um arremesso de dois pontos, para empatar o jogo, caso esteja jogando em casa; ou
b) dar um arremesso de três pontos, para vencer o jogo, caso esteja jogando fora de casa.
A ideia, claro, é o fato de sempre ser mais vantajoso para o time que está dentro de casa jogar uma prorrogação, enquanto o time que está fora de casa não tem mesmo muito a perder e, se sair com a vitória, está no lucro. Seguindo essa regra, o plano original era colocar a bola nas mãos do LeBron no garrafão, com um passe alto em direção à cesta para que houvesse um tapinha ou algo similar. Não deu certo, o Turkoglu se posicionou muito bem, e então LeBron correu como um maluco para receber a bola e acabou vencendo a partida. Se tivesse que apostar meu pé, diria que o técnico Mike Brown não desenhou essa jogada, foi apenas o desespero do LeBron de receber a bola que tornou essa vitória possível, porque teve a maior cara de improviso e por muito pouco o Mo Williams não levou 5 segundos para repor a bola causando, desse modo, uma violação que teria perdido o jogo.
O Instituto "8 ou 80" de Estatísticas do Bola Presa (também conhecido como "o Denis quando ele tem algum tempo livre") me alertou que o arremesso certeiro de LeBron James foi a bola mais decisiva para uma série desde a bola do Horry em 2002, que empatou a série quando o Kings tinha mando de quadra e estava prestes a abrir 3 a 1. Outro dado coletado aponta que, das 6 derrotas que o Orlando Magic sofreu nesses playoffs, quatro delas foram em arremessos de último segundo: Iguodala, Thaddeous Young, Glen Davis e, agora, LeBron James.
Ou seja, o Magic é bom em perder grandes lideranças no quarto período mas é melhor ainda em perder no segundo final. Não é o tipo de coisa de que a gente se orgulha por aí, mas se o Magic chegou à Final do Leste é porque essas derrotas bizarras acontecem com menos frequência do que as vitórias. A fragilidade do time, na verdade, acaba mostrando as similaridades da equipe com o próprio Cavaliers: as duas equipes são limitadas, cercaram uma estrela com um grande conjunto de arremessadores de três pontos e gostam de jogar no contra-ataque. O Magic finaliza seus contra-ataques com bolas de três e não tem uma estrela capaz de monopolizar o jogo, o que por sua vez é ao mesmo tempo bom e ruim. O Cavs usa LeBron demais quando tudo está dando certo, mas usa em excesso quando tudo está dando errado. Ele é capaz de decidir o jogo sozinho quando marcado individualmente, mas com o colapso no garrafão e a ajuda defensiva no perímetro, LeBron é obrigado a passar a bola com frequência para os companheiros livres. A capacidade de Mickael Pietrus de segurar LeBron sozinho, cavando faltas de ataque cruciais no quarto período e incomodando com sua marcação, permitiu que a defesa do Magic se focasse mais no resto do elenco e LeBron teve que cada vez mais jogar sozinho - ao mesmo tempo em que era cada vez menos efetivo contra sua marcação. Foi uma grande surpresa para o Magic e quase trancou o Cavs numa situação impossível de sair. Quase: o LeBron, já percebemos faz tempo, não consegue perder.
O técnico Stan Van Gundy se arrependeu da marcação efetuada na última bola, provavelmente porque o homem que correu atrás de LeBron foi Turkoglu, não Pietrus. Além disso, não houve ajuda defensiva e, se bem executada, a defesa poderia ter impedido LeBron de chegar ao perímetro. Era melhor, para o Magic, correr o risco de tomar uma bola de 2 pontos ao invés de simplesmente perder o jogo. Mas o irmão do Luigi já garantiu que, caso a situação se repita ao longo da série, fará a defesa que deveria ter feito nessa partida. Ou seja, agora que ele avisou, nunca mais vai precisar usar.
LeBron James foi para os playoffs 4 vezes: na primeira, perdeu para o Pistons; na segunda, ganhou do Pistons com atuações históricas e foi campeão do Leste; na terceira, perdeu para o Celtics na Final, com momentos memoráveis. Agora, na sua quarta participação, já queimou na nossa retina esse arremesso que devolveu ao Cavs a chance de não ser uma porcaria. Trata-se de uma bela coleção de momentos decisivos para um moleque tão novo. Sem conhecer muitas adversidades, LeBron poderia ser tranquilo, desencanado ou até mesmo desencantado, ficar gordo como Eddy Curry ou ignorar os treinos como sempre fez Allen Iverson. Mas não, LeBron James é um biruta que não sossega um segundo sequer e quase teve um aneurisma cerebral de tanto comemorar o arremesso convertido.
O Magic, confesso, até pode ganhar essa série. Pode surpreender com uma defensa inteligente, a marcação de Pietrus, os arremessos certeiros contra o garrafão do Cavs que é lento e tem dificuldades de proteger a linha de três pontos. O Magic pode chutar o traseiro do Cavs se tiver um pouquinho de sorte jogando em casa e não desperdiçar as lideranças que, invariavelmente, vai conseguir. O Cavs pode até ser eliminado, voltar com as mãos abanando, e algumas pessoas poderão criticar duramente LeBron James por ser uma ilusão de óptica, exagero midiático. Mas ele, como tão bem nos mostrou, vai continuar chovendo.
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Danilo
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Terrível Simetria
Na análise do jogo 1 da série do Oeste eu coloquei aqui vários números do jogo, como número de rebotes, pontos em contra-ataque, pontos no garrafão, turnovers e o caramba. Em todos, ou houve um empate ou o Nuggets venceu. Ontem todos os números foram a favor do Lakers, e como no jogo anterior, quem teve os melhores números não levou a partida. Não é ridículo? É como você ser o cara mais bonito, mais interessante, mais rico e ter o melhor carro e mesmo assim não levar a garota.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O melhor nunca vence
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Denis
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Os números do jogo 1
Não sei se já deu pra perceber mas eu sempre fui fanático por números dentro do basquete. Fico buscando estatísticas estranhas, números que mostrem quem é bom, ruim, especialista, útil, decisivo, bonito. E uma das brincadeiras mais legais com números é pegar os números do jogo e tentar adivinhar quem ganhou.
Vamos fingir que você não sabe quem ganhou o jogo de ontem e tentaremos adivinhar o resultado. Os números estão sempre na ordem Nuggets/Lakers.
Turnovers: 15/15
Pontos de contra-ataque: 7/7
Maior liderança: 13/4
Pontos no garrafão: 46/40
Rebotes: 34/46
Assistências: 24/25
Lances-Livres cobrados: 35/24
Tocos: 8/9
Roubos: 9/7
Aproveitamento dos arremessos de quadra: 48%/41%
Com esses dados em mãos, você diria que quem venceu?
Eu apostaria todo meu dinheiro, minha casa, esposa e pé do Danilo no Nuggets. Números como turnovers, contra-ataques, assistências, tocos e roubos se anulam. O Denver teve uma liderança maior, cobrou muito mais lances livres e fez mais pontos no garrafão. O Lakers venceu a batalha dos rebotes, mas os arremessos a mais não parecem ter sido bem aproveitados com os 7% a menos de aproveitamento dos chutes.
Pois é, como sabemos não foi exatamento isso o que aconteceu. O Lakers arrancou na marra, no grito, na magia negra, uma vitória importantíssima. Mas os números dizem algumas boas verdades do jogo: o Denver jogou melhor, defendeu melhor e arremessou melhor. Estou pensando seriamente em pegar uma das reprises do jogo no League Pass pra saber como diabos o Lakers conseguiu sair com a vitória. Alguém errou no placar tipo naquele jogo do Brasil no Pan-Americano ?
Curiosamente, ontem eu iria fazer um preview do jogo dizendo o que eu achava que poderia decidir os jogos a favor dos dois times. Iria dizer que seria essencial o Fisher (ou o Vujacic) voltar a acertar as bolas de 3 para liberar um pouco o garrafão (Fisher acertou 3 bolas de 3, incluindo a da virada no quarto período), que seria congestionado, com os pivôs recebendo poucas bolas (Gasol e Bynum juntos chutaram 13 bolas). E iria dizer que o número-chave da série seriam os rebotes, quem vencesse os rebotes iria vencer a série (o único número que o Lakers venceu com sobra).
Mas diabos, eu não fiz esse post! Saí com o Danilo, ficamos jogando conversa fora, cheguei em casa na hora do sorteio do draft e não vim aqui falar tudo isso que realmente acabou acontecendo. Ainda ia falar que acreditava que o Phil Jackson iria colocar o Kobe para marcar o Billups. Era meu dia de consagração no mundo dos adivinhos e ia ficar aqui me gabando com uma cara de convencido pior que a do Kobe, mas não escrevi nada e fiquei como vidente com um dia de atraso. Go, Mãe Dinah!
De qualquer forma, não só ia comentar essa mudança do Phil Jackson porque achava ela possível, mas porque ela fazia muito sentido. O Fisher não consegue mais marcar ninguém e ninguém ele estaria marcando se ficasse encarregado do Danthay Jones, o Ariza ficaria no Carmelo e o Kobe usaria seu talento defensivo e tamanho para incomodar o Billups.
Só que não deu muito certo. O Carmelo comeu o Ariza com feijão e farofa e o Billups ameaçou colocar o Kobe em problemas de faltas algumas vezes. Os dois melhores defensores do Lakers não estavam funcionando nem um pouco. A solução veio só no segundo tempo, quando o Ariza foi marcar o Billups e o Kobe ficou encarregado do Melo.
O Ariza foi muito mais efetivo com seus longos braços atrapalhando os passes do Billups e foi o responsável pela jogada da partida ao roubar um passe de lateral no último minuto do jogo. O Kobe não conseguiu parar o Melo, ninguém iria conseguir ontem, mas pelo menos fez um melhor trabalho ao cortar as linhas de passe, fazendo o cestinha do Nuggets, que estava numa das melhores noites de sua carreira, receber bem menos bolas do que deveria. Se a bola chegasse nele era cesta na certa.
A defesa do Kobe culminou em algumas situações patéticas como o Anthony Carter e o Chris Andersen sendo responsáveis por ataques cruciais para a partida. Mesmo com Melo e o Mr.Big Shot no time, faltou para o Denver saber terminar o jogo, só isso. Os números estão lá para provar que o Denver foi um time mais completo, mas estão lá também para mostrar uma vitória por 4 pontos do Lakers no quarto período de um jogo decidido por 2.
Não é momento de desespero para o Nuggets. Pode parecer meio aterrorizante a sensação de ter jogado um jogo-chave no lixo mas eles tem que se focar no fato de que o time foi melhor no jogo 1 e que não há razão para não ser melhor mais vezes. Até porque ontem o Nuggets não contou com os pontos de seu terceiro cestinha, o JR Smith, que fez um jogo digno de Sasha Vujacic: 2 acertos em 7 chutes (5 da linha dos três) e só 8 pontos.
Aliás, o banco de reserva foi um ponto a favor do Lakers, 27 a 16. O Nuggets, por mais opções ofensivas que tenha, precisa do banco de reserva para pelo menos segurar as pontas quando os titulares estiverem descansando. A imensa liderança de 13 pontos do primeiro tempo virou farofa quando os reservas do Nuggets enfrentaram os reservas do Lakers.
Poderia passar mais um tempão falando do jogo de ontem que foi emocionante e cheio de pequenos detalhes decisivos, mas hoje uso um pouco do bom senso que me resta e paro por aqui. Fica pra quinta-feira quando teremos um jogaço de novo. Previsão feita antes da partida dessa vez!
Nota triste: DJ MBenga jogou exatos 22 segundos e tomou uma enterrada na cabeça. Agradecemos se alguém achar o vídeo. Valeu, Anônimo!
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Denis
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Time de sorte
É engraçado ver o sorteio do draft porque os representantes de cada time ficam em uma situação meio patética. Eles só ficam sentados em uma bancada em rede nacional esperando o resultado de umas bolinhas sorteadas. Aí fazem uma cara de bunda quando não conseguem o que querem e se contém para não sair pulando quando vencem.
Os times variam em quem chamam para os representar. Mas tirando algumas exceções, a brincadeira varia entre técnico, presidente, general manager ou algum jogador, geralmente alguém que acabou de acabar a temporada de novato.
Como eles não tem que fazer nada a não ser ter sorte, alguns levam pulseiras da sorte, blusa da sorte, cueca da sorte, pedaço de bife da sorte e coisas assim. Mesmo sem acreditar, dá pra entender, se lá é só acaso, o que custa levar alguma coisa?
Pois ontem o Kings e o Knicks chutaram o pau da barraca e foram para o caminho oposto. Quiseram ter azar! Os dois chamaram ex-jogadores: o Kings chamou o Chris Webber e o Knicks o Allan Houston. Um conhecido por amarelar em momentos decisivos e o outro um talento estragado por contusões. Dois representantes de Murphy, senhor do azar.
Deu no que deu. Os sonhos do Knicks de ter Ricky Rubio foram por água abaixo e o Kings, o time com mais chance de ficar com a primeira escolha, ficou só com a quarta. Que aprendam e levem amuletos da sorte no ano que vem, quando certamente estarão na mesma situação.
Por mais incrível que pareça essa frase, o time sortudo da noite foi o Clippers, que leva a primeira escolha pra casa. O Grizzlies tem a segunda e o Thunder a terceira. O Mike Dunleavy, técnico do Clippers, que estava ontem na Espanha acompanhando o Rubio de perto, disse que o time não tem dúvida de que vai escolher o ala de força Blake Griffin com a escolha número 1.
Provavelmente teremos mudanças à vista. O garrafão com Zach Randolph, Blake Griffin, Chris Kaman e Marcus Camby deve render algumas trocas, é um mar de possibilidades. E aí, na hora de escolher as trocas, provavelmente eles tomam as decisões erradas. Mesmo depois de uma noite de sorte, o Clippers é o Clippers.
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Denis
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Com sobras

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Denis
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