A NBA anunciou hoje que o Dwight Howard está suspenso para o jogo 6 contra o Sixers que acontecerá amanhã na Philadelphia. Ele será suspenso por uma tentativa de homícido contra o Samuel Dalembert. Na verdade foi uma tentativa de cotovelada, mas como é o Dwight Howard, se pega na cabeça é capaz de matar. Como diria minha vó, se pega no olho...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Jogo 7
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Denis
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Mais um clássico
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A maior sapecada da história

Ia escrever antes sobre a lavada que o Hornets levou do Nuggets mas acabei combinando de ir jogar Winning Eleven com o Danilo e aí lá se foi todo o meu tempo livre do dia. Pior que eu jogo mal pra caralho o maldito viciante jogo de futebol. Fica aqui o texto que eu já tinha começado mas não terminado, embora o assunto já esteja um dia mais velho. Vale para não jogar fora os caracteres usados.
...
Foi simplesmente a maior lavada que eu já vi. Ou melhor, a maior lavada que eu já vi pela metade. Com o Heat e o Hawks se pegando em Miami eu não ia perder meu tempo vendo o coitado do Chris Paul que eu gosto tanto passar a maior humilhação da sua vida diante do Denver Nuggets.
Os 58 (CINQUENTA E OITO) pontos de diferença foram a maior diferença numa vitória na história dos playoffs. Dá pra imaginar que mesmo se o Hornets começasse o jogo com uma vantagem de 50 a 0 eles ainda teriam perdido o jogo? É tipo começar a jogar 21 com o seu primo mais novo, dar a vantagem dele começar com 19 a o e depois ganhar do pirralho.
Eu só fiquei um pouco feliz com a lavada por causa do post que tinha escrito no mesmo dia. Afinal, o jogo confirmou minha teoria de que grandes jogadores ganham jogos, não séries de playoffs. Aconteceu em New Orleans onde o Chris Paul não conseguiu o mesmo milagre do jogo 3 e aconteceu também no jogo que eu vi até o final, em Miami, com o Dwyane Wade jogando mal e cedendo o empate na série para o Atlanta.
O Miami, aliás, mostrou como é um time muito limitado no ataque. Com o Wade jogando mal eles estavam sofrendo para atingir a marca de 30 pontos com o primeiro tempo já acabando! Só voltaram para o jogo porque o James Jones conseguiu a proeza de fazer duas jogadas de 4 pontos em ataques consecutivos.
Mas logo que voltou o terceiro quarto, o Hawks abriu mais um pouco e no quarto período matou o jogo. O Wade estava num de seus piores jogos de playoff da carreira. Ele começou o jogo com uma airball na primeira posse de bola do jogo, assim como o Al Horford já tinha feito pelo Hawks no jogo 3. Mas o Wade continuou e deu mais 3 airballs só no primeiro tempo! Porra, nem eu faço isso jogando depois de comer feijão no almoço com vento forte na quadra descoberta.
O Heat é um time bom que pode vencer quase todo mundo na NBA, mas numa série de 7 jogos é difícil demais, eles não sabem mesmo o que fazer quando o Wade não está em quadra ou está mal. Qualquer uma das duas equipes que saia dessa série não ganha mais de 1 jogo do Cavs.
De volta ao jogo do Hornets, aquilo foi uma das maiores humilhações que eu já vi na minha vida esportiva. Mais destruidor que a derrota do Lakers no jogo 6 das finais do ano passado, mais devastador que a derrota do Spurs para o Pistons no jogo 4 das finais de 2005, mais embaraçoso que quando o Timão meteu 7 a 1 no Santos, talvez no mesmo nível de vergonha alheia da final de Roland Garros do ano passado e do 5 a 0 em anos consecutivos do Cruzeiro sobre o Galo.
Não tem explicação basquetebolística para o que aconteceu. 58 pontos de vantagem (com 26 turnovers para o Hornets) é supremacia mais que absoluta em todos os quesitos possíveis e imagináveis em uma quadra de basquete, acho que até o pinto dos jogadores do Nuggets eram maiores que os do Hornets naquele jogo.
Eu fico com dó do Hornets porque eles ainda vão ter que jogar mais uma vez contra o Nuggets e dessa vez em Denver, a chance de mais uma humilhação é altíssima. Mesmo que não por 58 pontos, por 20 já seria bem doloroso. Proponho uma nova regra para prevenir situações embaraçosas como essa: se um time vence um jogo de playoff por mais de 50 pontos o outro time está automaticamente eliminado e ganha um pirulito sabor framboesa pra ir pra casa da mamãe chorando as mágoas.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Na unha
O post do Denis analisa muito bem qual o papel e a importância das estrelas num time que quer ser campeão da NBA. Na partida entre Bulls e Celtics, no domingo, era até difícil dizer quem ali não era estrela. Há pouco tempo atrás, ainda me lembro de um Boston Celtics que fedia mas começava a apontar para um futuro promissor com três pirralhos que seriam grandes jogadores: Rajon Rondo, Kendrick Perkins e Al Jefferson. Sem nenhum medo (é o famoso "pisou na merda, abre os dedos"), aquele Celtics horrível começou a se livrar de seus jogadores mais experientes e competentes para abrir espaço para a molecada que parecia ter algum potencial. A armação foi completamente entregue para o Rondo, em detrimento até mesmo de outro calouro talentoso na época, o Sebastian Telfair. No garrafão, na esperança de que se tornaria um monstro defensivo, Perkins ganhou todos os minutos que eram então de Mark Blount. Enquanto isso, Al Jefferson começava a ter jogadas planejadas para ele, dividindo a bola com a estrela de longa data que aturava aquele time cheirando a fralda, Paul Pierce. As apostas deram muito certo: Perkins se tornou um pivô competente, coisa rara nesse mundo pós-Clodovil, Al Jefferson se tornou uma estrela (e foi trocado por outra estrela, Kevin Garnett) e o Rondo, bem, o Rondo é um caso à parte.
Esse Celtics atual deveria ser a equipe de Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett, três futuros membros do hall da fama do basquete, três estrelas incontestáveis. Só que volta e meia, na temporada passada, Rajon Rondo conseguia um rebote ofensivo que acabava decidindo o jogo, em meio a caras que poderiam (e deveriam) estar colocando o jogo no bolso. Pelas beiradas, foi conquistando seu espaço, ganhando confiança, e agora quem disser que ele não é uma estrela merece uma surra bem dada. Rondo terminou o domingo com seu segundo triple-double da série contra o Bulls e sem dúvida alguma é o jogador mais importante do Celtics no momento. Ninguém no time tem vergonha de colocar a bola em suas mãos e deixar as coisas acontecerem, suas infiltrações têm precisão cirúrgica e seu jogo é completo demais. A confiança está nas alturas, vê-lo chamando jogadas dando indicações para Ray Allen ou então brigando com o vovô do Marbury chega a ser uma experiência cômica. Durante toda a partida, o Celtics foi o time de Rajon Rondo, estrela inquestionável, enfrentando o Bulls da estrela Derrick Rose, que mal tem idade para encher a cara de pinga. Os dois penetram no garrafão como se fosse filme pornô com a Vivi Fernandes, é fácil, rápido e indolor (para quem penetra, não para quem defende, deixemos claro).
Mas a quando a coisa apertou, no fim do tempo regular, a bola foi parar nas mãos de Ray Allen para uma cesta de três pontos certeira que levou a partida para a prorrogação. Aposto que todo mundo tinha até esquecido que o Ray Allen estava nesse time, não é comum um time ter tantas estrelas assim. O Doc Rivers desenhou a clássica e super-eficiente jogada que deixa o Ray livre e ele foi lá e fez o que precisa ser feito, no maior estilo Steve Seagal, Chuck Norris e Charles Bronson, doa a quem doer, custe o que custar. Sempre tem alguém dizendo que ele está velho, que ele amarela, e ele sempre vai lá e prova que a pessoa não tem internet, não viu nenhum jogo e não entende bulhufas de basquete.
Aliás, quase foi o meu caso. Estava vendo o jogo no chat do Bola Presa com um punhado de gente e então nosso link simplesmente expulsou todo mundo da transmissão, alegando que um limite de brasileiros havia sido ultrapassado (bem dizem que brasileiro dá em árvore). Não vimos a cesta do Ray Allen, acompanhamos apenas descrições na internet, batemos a cabeça contra a parede, ameaçamos pular pela janela, cortamos nossos pulsos e escrevemos frases de efeito pelo chão da sala ao som de músicas do NX Zero. Ofereci minha vida em troca de um link que funcionasse, e então ele veio, dos céus, com um link sagrado: uma alma caridosa no chat do Bola Presa ganhou minha vida e agora vai ter que arcar com as minhas responsabilidades, pagar minhas contas e postar de graça diariamente aqui no blog. Por enquanto, não passou para receber seu prêmio.
A prorrogação, então, todos pudemos acompanhar juntinhos, pra esquentar nesse inverno. A quantidade de estrelas na partida era imensa: enquanto Rondo e Derrick Rose faziam o que bem entendiam, Ben Gordon jogava como se seu salário dependesse disso (bom, acho que ele tem razão) e Ray Allen como se o Garnett fosse engolir ele com azeite e sal em caso de derrota. Foi o Allen quem acertou duas bolas de três seguidas para colocar o Celtics três pontos na frente, e foi o Ben Gordon que, sob os gritos de "sá-lá-rio", acertou a cesta mais improvável de sua carreira. A Mari Alexandre me mandou uma mensagem dizendo que o Ben Gordon ia arremessar, todo mundo sabia que ele estava forçando o jogo, que a última bola seria sua, não importava quão bem o Derrick Rose tivesse jogado nas horas anteriores. Ele foi bem marcado, pressionado, mas o Ben Gordon sempre traz aquela dúvida: ele deve ou não ser levado a sério? Ele é ou não estrela? Ele ajuda ou atrapalha o time? Ele é humano ou um anão alienígena com poderes psiônicos? Em todo caso, a bola caiu e lá estava de novo o jogo empatado. Simples mágica:
Quatro segundos para o final, bola do Celtics, dou uma bala pra quem adivinhar a jogada pedida pelo Doc Rivers. Pois é, meu amigo, perdeu uma bala - e hora que era uma das muito úteis balas 7Belo. A bola não foi para Ray Allen, e sim para Rajon Rondo, o exato oposto do que o Celtics fez na posse de bola anterior. A idéia deve ter sido simples, se o Rondo estava dominando até então, porque não deixar ele continuar seu trabalho já que dá pra ganhar numa simples bandeja ao invés de mais uma bola de três pontos? (some a isso o fato de que Ray Allen não luta pelo seu futuro salário.) Não me levem a mal, eu adoro o Rondo, acho ele o melhor reboteiro do planeta (atualmente ele é o sexto dos playoffs, com 10.8 por jogo) e um monstro batendo para dentro, mas ele não é nenhum gênio da física nuclear e também nunca será um bom arremessador. A soma desses dois fatos impediu que ele batesse para dentro do garrafão, cavando uma falta, e preferisse dar um arremesso muito do vagabundo para tentar a vitória. Quase nem deu aro, nem as estrelas podem ser perfeitas. Mais uma prorrogação, ao que eu muito agradeci já que o link sagrado que havia surgido dos céus continuava funcionando.
Foi na segunda prorrogação que, mais do que nunca, deu pra perceber que o Denis tem razão: estrelas são fundamentais para vencer jogos, com bolas de três pontos decisivas e jogos dominados do começo ao fim, mas é o resto do elenco que faz as pequenas coisas necessárias para vencer uma série. Hora de dar os méritos devidos, portanto, para dois sujeitos menores do Chicago: Kirk Hinrich e John Salmons. O primeiro foi duramente criticado na temporada passada pela queda no seu aproveitamento nos arremessos, sua tendência a fazer cagadas na hora de comandar as jogadas e sua falta de liderança na equipe, mas tem uma coisa que não dá para criticar no moço: sua defesa. Me aponte um armador principal que marque tão bem quanto ele e também de dou aquela bala 7Belo que você perdeu minutos atrás. Hinrich é esquecido porque foi apodrecer no banco, passou tempo demais contundido e porque tem cara de vendedor de seguros, mas o trabalho que ele fez em Paul Pierce durante a partida de domingo foi espetacular. Rachou o trabalho com o John Salmons, que também defende bem e vem se superando no ataque. Já faz um tempo que seu jogo atingiu o ápice, mas no Kings não havia espaço para ele. Quando o Kevin Martin se contundia (toda quarta-feira, praticamente), Salmons assumia a vaga e jogava em alto nível, mas bastava a contusão sumir e o Salmons tinha seus minutos reduzidos a zero. Revoltado, o coitado sempre exigia explicações, que nunca vinham. Não precisa ser gênio para compreender que a prioridade era deixar a pirralhada jogar, não importa quão bom o Salmons fosse. Com isso em mente, foi trocado junto com o velho do Brad Miller. Foi justamente o Salmons quem, após assistir Paul Pierce meter uma bola de três importantíssima, apertou a defesa na última posse de bola que poderia definir o jogo. O toco em Pierce no arremesso final acabou com a partida e consagrou os jogadores secundários. Não dá pra esquecer também que meu queridinho Joaquim Noah, que pra mim tem toda a técnica de um cortador de lenha, manteve as prorrogações sob controle graças a uma forte defesa, tocos precisos e rebotes salvadores com muita raça e pouco talento. Às vezes, no meio de tanto talento com Derrick Rose e Ben Gordon, e exatamente de falta de talento que o time precisa para vencer. A vitória em geral não vem no talento, mas na unha.
Foi o caso do meu Houston Rockets, que abriu 3 a 1 na série contra o Blazers. Ao fim do jogo, os comentaristas da ESPN gringa estavam dizendo que alguns jogadores do Houston só servem pra alguma coisa se jogam com vontade, e por essa razão eles jogam sempre com vontade. Se o Battier faz corpo mole, ele vira um monte imprestável e desforme de carne inútil, e ninguém quer ser inútil numa série de playoff com toda sua família assistindo. Ele sabe que não poderá contribuir com sua técnica, com sua liderança, com seus passes, sobra então fazer cara de mal e tomar pancada. Foi assim que Scola aproveitou todo o espaço que Yao lhe forneceu, Carl Landry trombou no garrafão, Shane Battier esteve em todos os lugares da quadra (inclusive para arremessos decisivos), Von "Bolacha" Wafer arremessou sem parar e Chuck Hayes usou seu corpo gordo e corajoso (suas únicas qualidades) para cavar uma falta de ataque em Brandon Roy que acabou decidindo o jogo. Basicamente, o Houston ganhou o jogo porque o time fede e todo mundo teve que suar as pitangas. O Blazers, com mais recursos, mais jogadores técnicos e menos brutamontes, simplesmente não conseguiu lidar com o nível de energia imposto na quadra. Brandon Roy é uma estrela, um dos cestinhas desses playoffs, mas sua atuação foi desperdiçada. Já Artest, que é cada vez menos estrela e teve uma partida que deixou muito a desejar, jogou com uma raça impressionante e ganhou suas poucas cestas no músculo, na trombada, com direito até a mostrar o muque pra torcida. E isso, crianças, abre espaço para que as estrelas possam realmente ser efetivas.
Depois de Scola receber bons passes para finalizar, acertar seus arremessos, de Carl Landry pegar rebotes ofensivos e atrapalhar no garrafão, e de Battier e Von Wafer arremessarem bolas que sobraram para eles quase por engano, o Blazers percebeu que a marcação dupla em cima de Yao Ming gerava espaços demais na quadra para o resto de um elenco tão animado e disposto a fazer alguma coisa. Com a marcação simples, Yao tirou de letra o Pryzbilla Gorila e nem viu a cor do Greg Oden, que não consegue parar de fazer faltas nem quando vai ao banheiro. Em suma, foram os jogadores grossos que permitiram à estrela fazer aquilo que ela deveria. Do mesmo modo que Ben Gordon teria tido mais uma atuação fenomenal seguida por derrota se não fosse pelo Hinrich e o John Salmons, jogadores mais-ou-menos. Alguém tem que decidir o jogo, mas alguém precisa segurar as pontas.
Pro Magic, aliás, o problema é sempre esse: um cara pra decidir, porque segurar as pontas todo mundo lá consegue. É possível argumentar que a equipe tem muitas estrelas (pelo menos pra quem der uma espiadinha nas contas bancárias), mas não há ninguém ali que seria merecedor de uma bola decisiva. Da última vez, coube ao Dwight Howard, que converteu seus lances livres. Dessa vez, a bola foi pro Turkoglu. Justiça seja feita, ele acertou trocentas bolas dessas na temporada passada, quando foi cotado para ser o jogador que mais evoluiu e começou a comentar por aí que queria ganhar mais grana e iria terminar seu contrato assim que pudesse. Nessa temporada, no entanto, ele fedeu muito (bate papo com os Monstars, alguém?) e certamente deixou todos os torcedores do Magic desesperados com a idéia dele arremessar a última bola. Boatos dizem que tentaram colocar o Jameer Nelson em quadra, mesmo numa maca. Mas Turkoglu foi lá e, com bagos de jumentinho, converteu uma desnecessária bola de três pontos com a graça de quem arremessa de mais longe só porque podia. Decidiu o jogo.
Pelo Pistons, quem tentava decidir o jogo, não apenas no domingo mas em toda série, era o zé-ninguém do Will Bynum. E justamente por isso, não posso dizer nada além de um "bem feito" para a eliminação humilhante do Pistons pelo Cavs (quem responder "beija a bunda do prefeito" eu vou ter que ficar de mal). O negócio é o seguinte: Iverson chegou como uma opção para definir jogos, criar jogadas individuais quando necessário, resolver as partidas que o Pistons insistiu em perder no finalzinho nos playoffs mais recentes. O elenco não aceitou a brincadeira, alegou que seu estilo não se encaixava, que a família estava desfeita, que não fazia sentido, rejeitaram o Iverson, apertaram o botão vermelho e chamativo da autodestruição e depois deram a descarga. Uma misteriosa contusão alienigena atacou Iverson, que alegou "não estar em condições de jogar", e o casamento estava desfeito. E aí, contra o Cavs, desesperados por alguém capaz de pontuar e chamar o jogo para si contra uma das melhores defesas da NBA, eles são obrigados a colocar a bola nas mãos do Will Bynum? Vai me dizer que não era melhor ter o Iverson, fosse como fosse? Não quiseram, não aceitaram, o ego falou mais alto. O descontentamento não permitiu que se encontrasse uma maneira de fazer funcionar, e o resultado foi um time experiente e calejado dependendo de um moleque de Liga de Desenvolvimento e tomando de quatro (sem duplo sentido, ou talvez só com um pouco) do Cavs nos playoffs. Ridículo.
Pois bem, para Celtics, Bulls, Magic e Rockets, não faltaram estrelas e nem elencos de apoio, gente menos capacitada disposta a dar uma força, mesmo que seja na unha. Mas para o Pistons, faltaram repentinamente estrelas. Mesmo que, para encontrá-las, bastasse olhar para o banco de reservas, vestindo um terninho e ganhando uma grana preta. Pra ficar parado, assistindo uma das maiores humilhações que eu já vi nos playoffs. Maior até do que a humilhação do Hornets na partida de segunda contra o Nuggets, mas dessa a gente já fala daqui a pouco.
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Danilo
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Estrelas ganham títulos?

A NBA é a liga das estrelas mesmo. Quem joga é o Lakers de Kobe Bryant contra o Utah Jazz de Deron Williams. Todos os times têm esse aposto com o nome de seu jogador principal, são esses nomes que vendem o time. Não era raro ver uns anos atrás mais transmissões na TV do mediano Lakers do Kobe ou do medíocre Cavs do novato do LeBron ao invés de jogos em rede nacional dos fortes, defensivos e coletivos Pistons ou Pacers.
Como a NBA é a liga com mais cara de business no mundo inteiro, é natural que se valorize assim as estrelas, também é mais aceitável porque é na NBA que jogam os melhores jogadores do planeta. Estaríamos aqui metendo o pau no David Stern se ele não estivesse usando Wade, LeBron e cia. pra promover a liga.
Mas tá, usar a imagem dos jogadores como heróis, como ídolos, é muito legal e entendemos os motivos do negócio. Mas o quanto isso vale para o jogo propriamente dito? Essas super estrelas resolvem mesmo? Dá pra ser campeão sem um estrela de primeiro porte no time?
O último sábado me inspirou a falar sobre o assunto porque em todos os jogos tivemos estrelas com atuações muito acima da média. Kobe fez um dos jogos mais impressionantes dos últimos tempos marcando 38 pontos quase que exclusivamente em arremessos de meia distância muito contestados. D-Wade cobrou o escanteio e foi cabecear, já diria minha vó, com pontos de longa distância, com enterradas, tocos, defesa e ainda armou para o resto do time. Chris Paul levou o Hornets, que parece cada vez um time pior, para uma inesperada vitória sobre o Nuggets e por fim o Tony Parker mostrou que o melhor jogador de garrafão de NBA tem 1,90m e é francês.
Dos 4, apenas Tony Parker, que ainda contou com a ajuda de quase um triple-double de Tim Duncan, saiu com a derrota. Kobe, Wade, LeBron e Paul, que não tiveram outra nenhuma atuação espetacular para acompanhá-los, conseguiram vencer.
Ao ver uma atuação brilhante como a do Kobe, por exemplo, pensamos na hora que não dá pra vencer um time com um cara jogando daquele jeito. Parecia que toda vez que o Jazz pensava em fazer alguma coisa pra reagir, o Kobe estava lá pra acabar com eles. Fica a impressão de que o Jazz não vai ganhar nunca porque não tem Kobe Bryant.
Mas ao ver Tony Parker furando a defesa do Dallas o tempo inteiro com as bandejas mais malucas que você pode imaginar e mesmo assim perdendo, você pensa que não adianta nada o cara jogar sozinho se do lado dele tem o Matt Bonner e o Ime Udoka.
A sabedoria popular da NBA diz que um bom jogador ganha um jogo, um bom time vence uma série. E acho que a sabedoria popular acertou dessa vez. Podemos passar horas e horas aqui elogiando cada toco do Wade, cada arremesso impossível do Kobe sobre o coitado do Ronnie Brewer, mas quem vence uma série é sempre o melhor conjunto.
Defenestrado por
Denis
por volta das
15:24
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domingo, 26 de abril de 2009
Falha no Universo
Tudo estava normal com o mundo: o sol brilhando, os pássaros cantando, a Scheila Carvalho posando pelada, a Britney Spears com cabelo, o Nuggets ganhando do Hornets por 22 a 6 no primeiro período, tudo como deveria ser. Foi então que surgiu uma irregularidade: após o Tyson Chandler feder (como sempre) e cometer sua segunda falta na partida, quem entrou em quadra para substituí-lo foi nosso concorrente para o prêmio de "melhor atuação de jogador ruim", Sean Marks. O Universo não contava com essa e ficou confuso, não era uma opção programada. Como se a coesão universal fosse um cobertor curto demais, tornar a entrada de Sean Marks algo "normal" acabou por desestabilizar todo o resto do Universo. Estrelas morreram, a Mari Alexandre disse que nunca mais vai posar nua, o Barrichello terminou a corrida em quinto, e o Denver Nuggets não conseguiu escapar ileso. O jogo já estava praticamente terminado ainda no primeiro quarto, mas então Billups cometeu o primeiro desperdício de bola da série (nos dois jogos anteriores, não cometera nenhum turnover) e, em seguida, errou seu primeiro lance livre do mês. Era óbvio que Sean Marks havia comprometido a estrutura do espaço-tempo, gritando como um maluco em quadra, jogando com força, energia, injetando ânimo num Hornets que praticamente havia desistido da partida no primeiro par de minutos. Pegou rebotes ofensivos, deu tocos e até finalizou com confiança perto da cesta, com um punhado de enterradas. Se no começo do jogo apenas Chris Paul conseguira pontuar, após a entrada de Sean Marks o time inteiro se empolgou e começou a fazer o trabalho direito. Contando isso no chat do Bola Presa para um torcedor que chegou atrasado no jogo ontem, tive medo de que ele me achasse mentiroso.
Qualquer tentativa de recuperar a normalidade da partida era inútil, e Billups terminou o jogo com mais um turnover e mais um lance livre errado, sinal claro de que as coisas não iam bem. Sua pontaria, até então mais do que calibrada, estava um tanto torta. Nada dava certo para o Nuggets, mas ainda assim tiveram a chance de ganhar o jogo, num roubo de bola que deu a eles a última posse do jogo com o time apenas um ponto atrás do placar. Vale dar uma olhada no resumo do jogo e adiantar para o final, apenas para essa jogada:
Carmelo Anthony infiltra no garrafão e tenta um passe para um Chris Andersen livre embaixo da cesta para enterrar. Mas então o passe é interrompido no meio do caminho, e por qual motivo? Isso mesmo, a bola bate num cara branco, careca e desengonçado: Sean Marks! A bola é desviada e sobra para Anthony tentar um último arremesso, forçado, que acabou não caindo.
Ou seja, se o garrafão do Nuggets havia se apresentado como um dos mais fortes da liga com Nenê, Kenyon Martin e Chris Andersen (que vem chutando traseiros), o garrafão do New Orleans acaba de se mostrar ainda superior com Tyson Chandler lixo, David West e o gênio Sean Marks. Detalhe esquisito: no fim da partida, todos os jogadores de garrafão acima mencionados estavam eliminados com 6 faltas, com exceção de Chris Andersen e Sean Marks, que acabou decidindo o jogo na defesa. Se o Univero vai ser pego de calças curtas de novo eu não sei, mas o Hornets ao menos respira na série, Billups tornou-se humano, e o Chris Paul aprendeu a se livrar da marcação do Dahntay Jones (alguém se lembra de um jogador marcando melhor o pobre armador do Hornets?) pelo menos dessa vez, com 32 pontos, 12 assistências, e até acertando alguns arremessos de fora.
Ainda vítima do cobertor curto que não soube lidar com Sean Marks, o Spurs também teve um dia um tanto bizarro. Mas não para Tony Parker, que prova cada vez mais que é o melhor jogador de garrafão da NBA. Se eu tivesse que escolher alguém para acertar uma bola debaixo do aro, deixaria pra lá Dwight Howard, Yao Ming, Shaq, e deixaria com o francês comedor de Evas Longorias. Após acertar quinhentas bandejas seguidas (e, é preciso deixar claro, quase nunca ele faz isso em transição, é tudo em basquete lento de meia-quadra mesmo) começa a surgir espaço para ele arremessar de onde quiser. Com tanto espaço, até ele consegue acertar um arremesso ou outro (para desespero do Popovich, que prefere uma sonda anal do que ver o Parker arremessando) e aí o caminho está aberto para 31 pontos ainda no primeiro tempo, como aconteceu ontem. Duncan também jogou bem, parecia tudo maravilhoso, mas o placar acusava uma derrota para o Mavs - ninguém mais no Spurs conseguia pontuar.
Ao fim do jogo, Parker e Duncan combinaram para 68 pontos dos 90 da equipe. Ao todo, o resto do time acertou apenas 6 arremessos, enquanto Duncan por si só acertou 7 e Parker, usando gameshark de videogame, acertou 18. No entanto, eu ainda não estou pronto para subir no ônibus do "o Spurs é um time velho e por isso todo mundo fede". Para mim, a culpa ainda é do Sean Marks no jogo anterior. Parker e Duncan sempre seguraram as pontas, Ginóbili sempre salvava tudo quando as jogadas davam errado, mas sempre foi o elenco de apoio improvável do Spurs que garantia os anéis. Horry fedia e acertava bolas decisivas, Stephen Jackson de repente não errava bolas de três, Speedy Claxton começava a infiltrar, Francisco Elson pegava uns rebotes ofensivos. Agora, o elenco tem Drew Gooden (que é bem talentoso ofensivamente), Roger Mason (que acertou vários arremessos para decidir jogos durante a temporada), Matt Bonner (e suas bolinhas de três), Ime Udoka (o próximo Bruce Bowen) e até mesmo o novato George Hill (que jogou muito bem durante a contusão do Parker e ontem acertou as duas bolas de três que tentou). Tudo isso além de Michael Finley e Kurt Thomas que, esses sim, estão bem velhos - mas pra mim sempre foram, nasceram com 50 anos. Talvez a idade esteja de fato atrapalhando Tim Duncan, mas ontem com 25 pontos, 10 rebotes e 7 assistências, quem é que perceberia? A culpa foi do resto do time que de velho não tem muita coisa, e que fede um pouco assim como todo "restolho" de qualquer equipe do Spurs sempre fedeu. Francisco Elson tem um anel no dedo, crianças, por que Matt Bonner não poderia ter também? Alegar que esse time é velho é uma desculpa não muito convincente. Os joelhos do Duncan, que - dizem - estão atrapalhando um bocado, não alteram seu jogo que sempre foi pouco físico e muito técnico. Ontem, jogou bem como sempre jogou. Fora o desiquiíbrio que Sean Marks causou, o peso cai mesmo sobre Manu Ginóbili. Com ele em quadra fazendo sua mágica de sempre e tirando o peso do resto do elenco de apoio, é muito mais provável que caras como Drew Gooden e Roger Mason acertem seus arremessos com mais calma e sem tanta obrigação de salvar a equipe do buraco no placar. O argentino faz uma falta gigantesca principalmente quando o Dallas defende bem, complica a jogada programada que o Spurs tenta fazer, e aí com o cronômetro prestes a estourar precisa colocar a bola nas mãos de alguém para que algo aconteça. Ontem, era comum ver o Spurs desesperado, sem saber o que fazer, tacando a bola nas mãos do Parker para um arremesso desequilibrado e desesperado. Achei que morreria sem ver isso, de verdade. Mérito também da defesa do Mavs, que cada vez mais poda as armas principais do time de San Antonio, e até uns jogadores nada-a-ver entram em quadra e surpreendem defensivamente. O Sean Marks do Dallas Mavericks tem nome: o pivô Ryan Hollins. Praticamente nunca joga, fede pra burro, é apenas um corpo grande, mas entrou com tanta força e energia no jogo que acabou fazendo o Spurs se mijar de medo. Pegou vários rebotes ofensivos, distribuiu 3 tocos e ainda enterrou na cabeça do Duncan. Definitivamente, um dia anormal para o Universo.
Já Dwyane Wade e Kobe Bryant não perceberam nada demais, atropelaram seus adversários e deram um bocejo. Alguns, eles nos lembram, simplesmente fazem a própria sorte.
Defenestrado por
Danilo
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sábado, 25 de abril de 2009
Dando um jeito para feder
antes que descubram que ele não merece
Quando a transmissão interrompeu meu sagrado Houston contra Portland para mostrar, ao vivo, os últimos momentos de Magic e Sixers, fiquei imediatamente com dó da equipe de Orlando. Pra mim era claro que eles iriam perder de algum jeito patético e humilhante, e agora todo mundo seria testemunha de como eles são uns derrotados. Se parte do público estivesse assistindo o Houston, pensei, pelo menos a humilhação não seria tão pública.
A situação era a seguinte: perdendo por 2 pontos, 6 segundos para o fim do jogo, o Magic tinha que cobrar um lateral para repor a bola. Esse é o momento que arrepia qualquer torcedor da equipe, no desespero da dúvida sem resposta: quem deveria receber essa bola? Jameer Nelson fora contundido, Hedo Turkoglu perdeu seu talento para os Monstars do Space Jam nessa temporada, Rashard Lewis é o homem mais bem pago da equipe e no entanto é apenas um arremessador, sem um histórico de liderança ou arremessos finais. Na noite de ontem, a bola foi inesperadamente para as mãos de Dwight Howard que, obviamente, recebeu uma falta na hora. Lá se foi o pivô para a linha de lances livres. O aproveitamento na temporada foi abaixo de 60% (ô, mal de pivô) mas, na partida, Howard havia acertado 10 em 12 tentativas. Com a pressão de empatar o jogo, fora de casa, com a torcida na sua orelha, aqueles troços fálicos infláveis balançando atrás da tabela, era a hora de ver se o Dwight já se tornara um hominho. Dá pra confiar nele para dominar jogos, fazer a última cesta, acertar lances livres? Seria uma bela arma para esfregar na cara do Shaquille O'Neal.
Acertou o primeiro. Barulho pra burro, a torcida fazendo escândalo (em Golden State, a torcida do Warriors teria considerado essa comoção "apenas um peidinho"). E aí Dwight Howard acertou também o segundo, empatando o jogo e coroando sua incrível atuação: 36 pontos, 11 rebotes (6 ofensivos), 3 tocos, 12 arremessos certos em 16 tentados, e apenas dois lances livres errados em suas 14 tentativas. Ainda assim, foi para o banco de reservas sem vibrar muito, interagindo timidamente com seus companheiros. De algum modo, ele também sabia que os torcedores que antes viam Houston e Portaland agora veriam seu Magic passar vexame.
Como já tinham tomado uma bola decisiva do Iguodala no primeiro jogo da série e um golpe nunca funciona duas vezes contra um Cavaleiro do Zodíaco, a defesa fez um bom trabalho em negar a bola para o Iggy. O Andre Miller tinha chutado o traseiro do Magic até então, e também lhe negaram muito bem a bola. Sobrou, no desespero, um passe para o pirralho do Thaddeus Young, que é novinho até no nome. Tá certo que ele foi fundamental na classificação e nos playoffs do Sixers na temporada passada, mas não é por isso que alguém em sã consciência iria querer a última bola de um jogo de playoff em suas mãos. Pois o moleque recebeu na zona morta, bateu para dentro do garrafão, quase perdeu a bola de costas para Dwight Howard e, então, girou em cima do pivô para fazer a cesta final sem muita dificuldade.
Não muito longe dali, Shane Battier dava uma risada. "Então esse aí é o Melhor Defensor do Ano?", Battier deve ter se perguntado. Diabos, Dwight! Por que um cara com o troféu de melhor defensor, com quinhentos metros de altura, forte pra burro, se abaixa como uma menininha colhendo amoras ao invés de erguer os braços, trombar fisicamente, tirar o espaço do Thad Young para a cesta? Ainda mais porque, como vim a saber depois, todos os relatórios dos olheiros alertam que o Young só sabe girar para a sua direita, e o Dwight ficou lá na esquerda, todo bobão. Um momento só não faz um homem (a não ser se o momento for ir para a cama com a Alinne Moraes), mas estou seguro de dizer que o Dwight Howard não é um bom defensor no mano-a-mano. Seu talento em desviar arremessos quando a defesa afunila os adversários em sua direção no garrafão não é muito diferente de Yao Ming e Marcus Camby, por exemplo, com a única diferença de que ele é atlético e consegue sair do chão. E todos nós sabemos que Yao e Camby não são nem nunca foram bons defensores individuais. É por isso que esses prêmios são uma piada, eu duvido que qualquer um dos jornalistas e "especialistas" que votam nessas porcarias tenham assistindo o Dwight Howard marcar alguém em suas vidas.
Aliás, as votações para os prêmios esse ano tiveram um punhado de gafes um tanto engraçadas. Para o prêmio de "Melhor Sexto Homem", que o Jason Terry ganhou, alguém votou no Paul Millsap, que não poderia concorrer por não ter vindo mais da metade de seus jogos do banco de reservas. Para o "Melhor Defensor", receberam votos de algum maluco por aí o Turkoglu e o Ronny Turiaf! Seja quem votou no Turiaf, essa pessoa não tem televisão e nunca ouviu falar que a defesa do Warriors é motivo de piada. Mas o pior aconteceu na votação para novato do ano: alguém votou no Robin Lopez como melhor calouro! Isso mesmo, o irmão sem talento do Brook Lopez, o Danny DeVito do Arnold Schwarzenegger, o cara que trocou habilidade por cabelo (ver foto ao lado), o homem que mal entra em quadra como reserva do Shaq e que não faz porcaria nenhuma além de dar um ou outro toco nas raras partidas em que vê a cor da bola. Não tenho dúvida alguma de que o infeliz que deu esse voto simplesmente confundiu os irmão e deveria ser demitido, seja no que ele trabalhar. Lavador de pratos, engenheiro químico, físico de foguetes? Pro olho da rua, mané, não sabe nem diferenciar os irmãos Lopez!Seja como for, o prêmio do Dwight foi dado no escuro e o Magic, não importa o que aconteça, dá um jeito de feder. Cortar o jogo do Houston foi crueldade com o próprio Magic, apontando pra mais gente o fato inquestionável de que eles não conseguem vencer. O time simplesmente tem falhas demais, fragilidades demais, falta um jogador decisivo, falta decidir o que fazer com o Turkoglu (que vai querer um contrato maior mesmo tendo desaprendido a jogar basquete), saber como o Jameer Nelson vai voltar, e como será a evolução constante do próprio Howard. Eu gosto desse time, vejo um futuro brilhante para eles, mas como tanto alertamos (nossos palpites estão disponíveis para todo mundo fuçar até o fim dos tempos), ainda falta alguma coisa para esse time ser levado a sério - não importa o recorde, não importa quão bem eles tenham ido na temporada regular.
No fundo, é o mesmo que acontece na série entre Houston e Portland. O Blazers pode ter ido melhor na temporada regular, pode ter o melhor recorde em casa, pode até ser mais time. Mas ainda falta alguma coisa que meu Rockets, ao contrário, exala pelos poros: experiência. Mesmo quando tudo está dando errado, o Ron Artest não consegue acertar um arremesso sequer, o Yao Ming sequer recebe a bola, ainda há uma sensação estranha de que tudo está sob controle. Em parte isso é a experiência do técnico Rick Adelman, que não teme fazer o que é melhor para equipe. O Yao sofreu com a dura marcação mais uma vez do Blazers, mal tocou na bola, mas quando foi questionado sobre isso ao fim do jogo, apenas afirmou: "Nós vencemos, não? Então não me importo." Para mim é triste, mas não há dúvidas de que o time está fazendo algo inteiramente funcional em quadra, usando o Yao para atrair marcadores enquanto o Luis Scola fica livre, trocando passes velozes bem perto do aro com Yao e Carl Landry, e mantendo uma calma que o Blazers simplesmente não tem, assustados e exageradamente dependentes do astro-cheirando-a-bunda-de-neném Brandon Roy. Engraçado é que, se o T-Mac estivesse em quadra, talvez isso não estivesse acontecendo simplesmente pela sua fama, pela maldição a ele associada. Ninguém quer olhar para um time e pensar que, não importa o que aconteça, eles vão dar um jeito de perder de novo. Não é mais o caso do Houston Rockets mas, infelizmente, é o caso do Orlando Magic. Para a sorte deles, espero que nenhuma transmissão mais seja interrompida para mostrar ao mundo como eles, de um modo ou de outro, fedem.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Prêmios Alternativos do Bola Presa 08-09
Quem acompanha o blog desde a temporada passada deve se lembrar dos Prêmios Alternativos do Bola Presa, certo?
7. Troféu Royal Ivey para jogador titular que jogou menos minutos na temporada:
Na temporada 2005-06, Royal Ivey foi titular em 66 jogos apesar de ter apenas 13 minutos por partida. Por algum motivo ele era titular e aí depois da metade do primeiro período o cara já saia e só voltava se o jogo já estava ganho ou perdido. Alguém entende? Nessa temporada não teve ninguém como o Ivey, mas alguns outros jogadores se destacam por ser titulares que jogam minutos de jogadores de final de banco.
8. Troféu Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça:
No ano passado o DJ Mbenga levou o troféu pelo conjunto da obra. Foram tantas enterradas na cabeça que dava pra perder a conta. Nesse ano os candidatos disputam o troféu Shawn Bradley apenas por uma enterrada sofrida e lque nunca vão esquecer.
9. Troféu Chris Crawford para jogador que desapareceu na temporada:
Alguém se lembra de Chris Crawford, ala do Atlanta Hawks na temporada 2003-04? Com Shareef Abdur-Rahim contundido, Crawford levou o time sozinho depois do intervalo para o All-Star Game, com médias de quase 19 pontos por jogo em 36 minutos por partida (jogava apenas 8 minutos antes do All-Star). Muitos se impressionaram com seu potencial mas na temporada seguinte ele não conseguiu assinar um novo contrato e desapareceu por completo da NBA.
12. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde:
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Denis
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