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quinta-feira, 28 de maio de 2009

O pior melhor jogador da NBA



Provavelmente eu fui apenas um em 100 milhões de pessoas que ontem, mais uma vez, pensou: por que diabos o Lamar Odom não joga assim todo dia? O título é uma frase do Danilo sobre o Odom que eu sou obrigado a concordar.

Pra quem não viu o jogo de ontem, o Kobe não estava em um dia dos mais inspirados e no quarto período se limitou a dar a bola para Gasol e Odom, que venceram o jogo para o Lakers. Odom em especial, com seus 19 pontos, 14 rebotes, 3 assistências e 4 tocos.

Já virou lugar comum dizer que o Lamar é um jogador que não usa todo o talento que tem, mas esse é um dos lugares comuns que mais fazem sentido. Porque não é que ontem ele estava iluminado e tudo o que jogava pra cima caia, não foi um caso especial de ser muito mal marcado, foi um jogo normal onde ele fez jogadas que ele faz todos os jogos, só que fez mais vezes e não ficou apático e apagado do jogo.

Depois dos times empatarem o primeiro, segundo e terceiro períodos, a impressão era de que o quarto iria ficar pau a pau até o finalzinho, mas não foi bem assim. O Lakers venceu o jogo no começo do último quarto quando abriu 11 pontos de diferença. O bom momento veio desde o fim do terceiro período, quando cortaram uma diferença de 7 pontos, o momento da revanche contra o Birdman.

Lembram que no jogo 4 o Chris Andersen deu uma cortada Marcelo Negrão em uma bandeja do Shannon Brown? Ontem ele tentou outro tocaço, mas o Nate Robinson da costa Oeste não foi pra bandeja, foi para uma enterrada. Podemos colocar o Birdman naquela lista de jogadores que não tem medo de subir pra dar tocos mesmo que isso signifique ficar na parte ruim do vídeo no YouTube.



Shannon Brown foi um dos personagens do jogo de ontem. Entrou apenas no segundo tempo, jogou poucos minutos mas foi ele quem começou a virada com essa enterrada insana e depois fez um ótimo trabalho defendendo o Billups no quarto período. Trocar o Radmanovic por esse garoto foi a melhor troca desde a do Brian Cook pelo Trevor Ariza (a troca do Gasol não vale porque provavelmente só deu certo porque se o GM do Grizzlies não fizesse a troca iriam dedurar que ele trai a mulher com a secretária).

Quem também estava devendo uma para o Chris Andersen era o Lamar Odom. Ele tinha tomado esse toco em uma tentativa de enterrada no primeiro tempo e no quarto período tentou de novo e dessa vez conseguiu. Os dois lances estão no vídeo abaixo.



O Denver, assim como no jogo 1, conseguiu chegar no quarto período de um jogo fora de casa com o placar empatado e falhou miseravelmente na hora de conseguir vencer. Foram muitos turnovers em passes simples, arremessos errados de todo mundo que você pode imaginar (JR Smith estava num dos dias em que ele não funciona) e, como sempre, o fator decisivo acabou sendo os rebotes. Odom e Gasol tomaram conta dos rebotes no período final e assim o Lakers tomou conta do jogo. Os dois também deram um show nos tocos, assim como Andersen e K-Mart tinham dado no jogo 4.

Só que esses tocos não deixaram os jogadores do Denver muito animados não, acharam que poderiam ter conseguido mais faltas do que conseguiram e que os juízes estavam favorecendo o Lakers. A reclamação chegou ao extremo nessa coluna do site do jornal Denver Post onde o jornalista diz que um dos jogadores do Nuggets, que, claro, não quis o nome divulgado, teria dito que o Lakers pagou 50 mil pela vitória de ontem.

O colunista, em cima do muro, diz primeiro que o Denver errou arremessos demais e que teria perdido de qualquer forma, depois diz que o Lakers já ter estado em 29 finais de NBA a mais que o Denver dá a entender que o Lakers é favorecido. Sei lá, esse colunista já escreveu merdas antes e não dúvido que esse tal jogador nem exista.

Os juízes estão fedendo um bocado nesses playoffs, isso é verdade. Eles também favorecem algumas estrelas também, fato. Mas é ridículo pensar que eles fazem isso pensando em fazer um time se classificar e outro não. Eles marcam falta no LeBron o tempo inteiro porque são ruins e por hábito.

O LeBron apanha tanto em infiltrações que nas vezes que não toma um tapa, o juiz apita do mesmo jeito imaginando que tenha sido uma jogada igual às outras. Isso acontece em futebol um bocado também, o juiz fica condicionado a marcar alguma coisa e deixa de olhar o jogo direito. Por isso nunca marcam falta no Jorge Henrique mesmo quando ele apanha de verdade, de tão cai-cai que ele é.

Em resposta a essa teoria da conspiração de que a NBA quer favorecer o Lakers (assim como todo ano quer que tal final em especial aconteça), o David Aldridge, jornalista da TNT e que escreve na NBA.com, fez um texto bem bacana explicando porque ele não acredita nisso. Claro que ele não poderia dizer o contrário escrevendo para o site oficial da NBA, mas os argumentos dele são bem válidos.

O principal deles é que o Spurs disputou quatro finais de NBA e ganhou 4 títulos nos últimos 10 anos. O Spurs não tem nenhum jogador idolatrado pela torcida, tem audiências patéticas e ainda foi o pior pesadelo do Phoenix Suns, o time ofensivo, bonito e veloz que cativava torcedores de todos os outros times e rendia audiências altíssimas.

O Aldridge continua seu texto fazendo uma lista de como os times das cidades com mais telespectadores segundo uma pesquisa da Nielsen se sairam nos últimos anos.

A cidade com o maior mercado é Nova York, do Knicks, e não precisa dizer como eles fracassaram desde a última aparição na final em 99, depois vem Los Angeles, esse com uma história recente de mais sucesso mas que perdeu suas duas últimas finais, o Bulls, terceiro maior público, só teve sucesso em toda sua história nos anos de Jordan, San Francisco, onde fica o Warriors, é a sexto maior público e o time fede desde que me conheço por gente.

Boston fica em quinto na lista e antes da final no ano passado tinha passado mais de duas décadas sem dar as caras em uma final. Dallas, sétimo maior mercado, deve ser um dos times que mais reclama de arbitragem na NBA inteira. San Antonio é apenas a cidade de número 37 nessa lista. Salt Lake City, do Jazz, a número 36.

Acredito sim que para o bem da imagem da liga e da audiência, o David Stern queira uma final entre o Lakers do Kobe contra o Cavs do LeBron. E quer que a final seja decidida em um jogo 7 com 3 prorrogações e com 60 pontos para as duas estrelas. Mas pensar que ele manipula resultados é demais, se alguém realmente acredita nisso não deveria nem estar assistindo aos playoffs. Carinha do Denver Post, seu argumento é inválido.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Tudo igual no placar

- Agora sem olhar, mãe


Finalmente conseguimos respirar. O jogo 4 entre Lakers e Nuggets foi o primeiro nas finais de conferências que não foi decidido no último minuto, ufa. Claro que eu estou bravo pra caralho com o Lakers, mas pelo menos não morri do coração. Vou morrer de vez na quarta-feira com o monitor dividido entre um jogo 5 decisivíssimo (se é que essa palavra existe) entre Lakers e Nugets ao mesmo tempo em que assisto o Todo-Poderoso Timão sem Fenômeno enfrentar o Vasco na Copa do Brasil. Quinta-feira apareço aqui pra dizer se estou vivo.

O Denver fez o primeiro jogo fácil da série quando, pela primeira vez, conseguiu dominar os rebotes com sobra, e é no garrafão que eles podem vencer essa série mesmo tendo seus melhores jogadores no perímetro. Assim como eu disse que o Orlando sabe que vai tomar muito ponto do LeBron, o Denver tem que saber que vai tomar muita cesta na cabeça do Kobe, vai e tem que saber ignorar isso e continuar jogando. O Nuggets às vezes parece desesperado demais marcando o Kobe, principalmente o pobre Danthay Jones, que depois de um empurrão à la Junior Baiano no jogo 3 (uma falta tão delicada quanto o Maguila dançando ballet) ontem deu uma rasteira tão discreta e sem querer como a do Miranda no Diego Souza para se consagrar como o Bruce Bowen dos playoffs 2009.

O Nuggets jogou tão bem ontem que nem precisou no Carmelo, que fez provavelmente o seu pior jogo em todos os playoffs. Em compensação, o Billups foi decisivo (fez 6 pontos seguidos no único momento em que o Lakers esboçou uma reação no quarto período) e o JR Smith finalmente jogou em alto nível, o que já era algo anunciado.

Quando se decidiu que Lakers e Nuggets iam se enfrentar, já dava pra saber desde antes pelo menos três coisas:

- Em algum momento o JR Smith vai feder muito e em outro vai decidir algum jogo sozinho como se fosse o cara mais talentoso do mundo

- Em algum momento o trio Andersen-Nene-KMart iria fazer o garrafão do Lakers parecer as meninas super-poderosas (sem os poderes e o Bynum disse que quer ser a Docinho)

- O Kobe vai decidir pelo menos um jogo com uma atuação monstro no quarto período

Até agora as três coisas já aconteceram e a série está praticamente de volta à estaca zero com um empate e com os dois times já tendo provado que podem ganhar jogos fora de casa. E digo "praticamente" não porque estou imitando o Zé do Caixão, mas porque depois de quatro jogos a série só está igual ao começo por causa do empate, na verdade agora os times tem uma bagagem de conhecimento sobre o adversário que faz muita diferença.

Então vamos lá, que ajustes os dois times têm que fazer para essa mini-série de 3 jogos que irá começar?

Lakers
Primeiro eles tem que tentar depender um pouco menos do Kobe nos primeiros três quartos do jogo. O Mamba disse depois do jogo 3 que nunca tinha se sentido tão cansado depois de uma partida e que ao chegar no hotel dormiu 10 horas seguidas. O que pra mim é rotina, pra ele é muito.

Com o Kobe descansado fica mais fácil pra ele atacar a cesta no período decisivo e aí sim fazer a diferença. Para que isso possa acontecer, o time precisa que mais armas ofensivas apareçam. Se o JR Smith finalmente chegou para essa série, que tal o Sasha Vujacic e o Derek Fisher voltarem no tempo e reverem aquela história de vender seu talento em troca da felicidade eterna ou qualquer merda fútil do tipo?

Os arremessos dos dois são importantes porque até agora a estratégia do Nuggets para sobrecarregar o Kobe é a de não deixar a bola chegar no Gasol e no Bynum. O espanhol está com aproveitamento superior a 60% na série mas só arremessa 11 bolas por jogo. A defesa adversária se esforça o máximo que pode para fechar os ângulos de passe pra ele e deixar a bola no perímetro, onde o Lakers tenta, tenta, tenta e não acerta nada de três.

O Bynum consegue receber a bola ainda menos porque não sai tanto do garrafão quanto o Gasol, mas ontem ele até que fez um jogo decente, digno de 1% do salário que irá receber ano que vem. Mas o Bynum é daqueles que se não marca pontos pode compensar de outrar formas, talvez não deixando com que os três jogadores de garrafão adversários consigam mais de 10 rebotes.


Nuggets
Antes de mais nada eles precisam do Carmelo Anthony bom de novo. Esse lixo de jogador que possuiu o corpo dele a partir do segundo tempo do jogo 3 não serve pra nada. Ontem o Billups e o JR Smith deram conta do recado, mas não vão vencer 2 dos próximos 3 jogos, um necessariamente fora de casa, sem o Melo fazendo uma renca de ponto.

Se já era esperado que o JR Smith fizesse um jogo bom, não seria nada mal para o Nuggz se ele fizesse pelo menos mais um até o fim da série. O time tem sido um fracasso nas bolas de 3 pontos e seu melhor arremessador na série, o Linas Kleiza, raramente está em quadra nos momentos decisivos, a responsa fica nas mãos do insano Smith no quarto período.

Por fim eles tem que fazer o que fizeram ontem: jantar o garrafão do Lakers com molho rosé e batatas. Quando Nenê, Kenyon Martin e Andersen (viram o filminho sobre sua carreira ontem na ESPN) dominam Gasol e Bynum pegando todos os tipos de rebote, fica muito díficil para o Lakers ganhar e o Nuggets até se dá ao luxo de se arriscar mais no ataque sabendo do sempre possível rebote ofensivo.

Palpite: Se o Lakers ganhar eu acho que teremos jogo 7, o time é muito acomodado pra conseguir vencer o jogo 6 sabendo que tem um jogo 7 quentinho esperando em casa. Se o Nuggets ganhar, aí acho que eles fecham na partida 6.


Mas jogo decisivo mesmo vamos ter hoje em Orlando. Esse pra mim tem valor de jogo 7. Pensa bem, se o Magic ganha, eles abrem 3 a 1 e colocam a confiança do Cavs num bueiro sujo e cheio de merda. Se o Cavs ganha, eles se vêem de volta pra casa com a vantagem do mando de quadra depois de quase chegar no fundo do poço, seria a reviravolta necessária para as LeBronzetes (os coadjuvantes do Cavs) voltarem a jogar como se fosse temporada regular.

E falando em LeBronzetes, o Mo Williams garantiu vitória do Cavs hoje. Veremos se ele tem o mesmo poder do Rasheed Wallace que nunca perdeu uma partida que tivesse uma garantia de vitória dele, a famosa guaranSheed victory.

Bem interessante uma discussão nos comentários do post de ontem. Concordo perfeitamente com quem celebra o fato do LeBron não ter medo de tomar enterrada na cabeça como as que tomou do Courtney Lee. Sem dúvida são poucas as estrelas na NBA que aceitam correr o risco de ser Mbengado. Coloco nessa lista ainda o Dwyane Wade, o Josh Smith e o Jermaine O'Neal, todos eles sempre pulam para o toco mesmo quando as chances de sucesso são mínimas.

Em homenagem a esses nobres atletas, você pode conferir aqui o Wade tomando uma enterrada do Ronny Turiaf



O Wade (dessa vez no lado bom do vídeo) enterrando sobre o Josh Smith



E por fim, um mix com uma dúzia de negos enterrando sobre o Jermaine O'Neal. Destaque para a do Kenyon Martin, a enterrada na cabeça mais forte que eu já vi alguém não chamado Shawn Kemp fazer.

sábado, 16 de maio de 2009

Milagreiro Billups

O melhor camisa 7 desde Marcelinho Carioca

Aproveitando que não teve nenhum jogo ontem na NBA para comentar, uso o post de hoje para comentar a vitória do Denver Nuggets contra o Dallas Mavericks, que por problemas de tempo não conseguimos comentar no dia seguinte ao jogo.

Esse jogo 5, que finalizou a série, mostrou bem o que ela foi. O Denver é um time fantástico e o Dallas um time bom, que lutou bastante, mas que nunca seria capaz de vencer uma melhor de 7 contra o Nuggets. O Dallas fez o que dava com o time que tem e agora pensa se desmonta o time e recomeça do zero ou se dá mais uma chance à equipe que tem, dilema de pelo menos metade dos eliminados nessas fases mais avançadas dos playoffs.

Mas falemos do Denver Nuggets. Como vocês já devem ter lido por aí, é a primeira vez que o time do Colorado chega a uma final de conferência desde 1985, época da União Soviética, Zico, Jordan em temporada de novato e de um monte dessas coisas que estão voltando à moda por causa dessa mania idiota de revival da década mais trash do século passado.

Como isso faz muito tempo, dá pra entender a festa que estava no ginásio do Denver na última quarta-feira, foi um espetáculo. Mas pensando menos na franquia e mais em quem fez parte dessa campanha, a história fica até mais bonita.

Há um ano atrás o Denver era um grupo de jogadores bons que tinha dado errado. Que estava na situação do Mavs de agora, de ter um bom elenco e não saber se era hora de reconstruir em volta de sua estrela ou de insistir no grupo como um todo.

Eles decidiram continuar, dar mais uma chance ao time que tinha sido humilhado pelo Los Angeles Lakers na primeira rodada dos playoffs, estágio que era o cemitério do time há tantos anos. A única diferença no elenco que começou a temporada era que eles tinham perdido o Marcus Camby e em troca tinham recebido apenas um cartão de Natal e um pacote de bolacha de maizena.

De repente tudo mudou quando, algumas semanas depois de começada a temporada, apareceu a troca de Allen Iverson por Chauncey Billups. Testemunhas dizem ter ouvido um "oooooh" seguido de um arco-íris e anjos na primeira vez que Billups entrou em quadra com seu novo time.

Sabe aquelas pessoas que têm a vida mudada por completo por causa de igreja, mulher ou por que ganhou na loteria? Isso foi a chegada do Billups. Completamente tudo mudou, até coisas que não tem nada a ver com ele, como a saúde de alguns jogadores e a consciência de outros. Olhemos de perto.

JR Smith: O jogador com menor consciência basquetebolística da história do esporte parecia fadado ao rótulo de jogador talentoso que só atrapalha. Nesse ano virou um dos melhores reservas da NBA, um dos melhores arremessadores de 3 da liga e peça essencial em várias vitórias do time. Até o técnico George Karl já disse que não se importa mais com alguns arremessos idiotas do JR Smith porque "sabe que ele precisa desses arremessos pra pegar ritmo". Onde já se viu um técnico dizer isso?

Kenyon Martin: Pra mim ele ia ficar pra sempre como mais uma viúva do Jason Kidd. Um daqueles jogadores limitados mas que até garantiu um All-Star Game porque jogava do lado de um dos maiores armadores da história nos seus melhores anos. Mas nessa temporada o Denver virou um time completo e ele, mesmo limitado, era útil porque só precisava fazer o que sabe: defender, pegar rebotes e finalizar pontes-aéreas.

Nenê: O brazuca já tinha conseguido a fama de um bom jogador que foi sortudo na hora de ganhar um gordo contrato mas azarado porque não conseguia jogar. Depois de machucar o joelho, que já é um fantasma na vida de qualquer atleta, a última coisa que ele precisava era de um câncer. Mas jogou essa temporada como se nunca tivesse tido problema de saúde algum e se tornou o complemento ofensivo de K-Mart no garrafão do time.
Os dois, que até já brigaram em treino, hoje formam uma das duplas de garrafão mais completas da NBA.

Carmelo Anthony: Estava começando a virar um Tracy McGrady depois de tantos anos sem passar da primeira rodada dos playoffs. Além disso, era indisciplinado dentro de quadra, onde não obedecia o técnico e não exercia a liderança que se exigia dele. Nesse ano virou outra pessoa. George Karl certa vez disse que não sabia se tinha sido pela experiência com a seleção americana ou pela influência do Billups, mas que hoje o Carmelo era outra pessoa e um jogador mais completo (ele até passa a bola!).

Chris Andersen: O Birdman para muitos (eu!) tinha encerrado sua carreira após ter sido suspenso da liga por uso de drogas. Geralmente caras secundários que perdem lugar na NBA não costumam conseguir voltar, mas o Denver apostou nele e deu certo. Hoje ele está lá pra pegar os rebotes e os tocos que o Camby dava, mas com muito mais estilo e gel no cabelo.

George Karl: Pessoas que acompanhavam o Denver Nuggets de perto diziam que ninguém respeitava o técnico George Karl dentro do time há um ano. Não obedeciam suas decisões táticas e suas jogadas. Simplesmente ignoravam ele e jogavam naquela correria mal organizada e sem defesa que todos devem lembrar. Um ano depois o Denver tem uma das defesas mais agressivas da NBA e funciona com perfeição no ataque liderado por um armador que é só elogios a seu líder.

Chauncey Billups: Por fim, temos o próprio Mr.Big Shot. Sua chegada no time da sua cidade natal acabou sendo uma mudança para ele mesmo. Depois de tantas derrotas em finais de conferência Leste, parecia que ele e o resto do Pistons estava sem fôlego, ficando sem combustível. Parecia que a carreira do Billups, embora continuasse jogando bem, começaria a entrar em declínio.
A mudança de ares e de companheiros de time rendeu ao Billups possivelmente a melhor temporada da sua carreira e uma vaga no terceiro time da NBA.


Que fique claro que esse não é um texto pra dizer "Que gracinha que vocês chegaram até aqui, mas já tá bom". Se tem um time que jogou bem o bastante nesses playoffs para parecer que tem jogo pra bater o Cavs numa final é o Nuggets, que pra mim entra na final do Oeste como favorito independente de quem enfrentar lá.

E fica a lição para os times que pensam em remontar seus elencos depois de um fracasso. Às vezes basta chegar uma peça certa que arruma todo o time que parecia um desastre do começo ao fim. Boa sorte tentando achar qual diabos é essa peça, Mark Cuban.