quinta-feira, 24 de abril de 2008

A gangue de Robins

Após agarrar as nozes de Chris Kaman e ser suspenso, Reggie Evans ouviu provocações um tanto inusitadas


O Pistons tinha algo a provar na noite de ontem. Em jogo, estava a vergonha equivalente a perder no xadrez para o Kwame Brown. De perder no braço de ferro para o Chris Quinn. De perder no basquete para um elenco com Reggie Evans e Willie Green. E o elenco adversário realmente era formado por Reggie Evans e Willie Green, veja só.

Não foi surpreendente para ninguém ver, depois do fracasso do Jogo 1, um Pistons focado, concentrado, jogando sério um basquete de alto nível. Não foi surpresa o time de Detroit vencer o jogo com quase 20 pontos de vantagem, tendo tempo para descansar os titulares. O surpreendente, ao menos para mim, foi ver o Sixers resistir bravamente no início da partida, mostrar que tem alguns jogadores interessantes, poder de reação, e ainda assim um elenco que fede, fede muito.

É difícil de explicar. O time é assustadoramente limitado, não há ninguém fora de série. Mas mesmo assim, fico surpreendido ao ver Reggie Evans (que deve colecinar boxscores em que fez zero pontos e vinte rebotes) agora pontuando com malícia e habilidade no garrafão. Louis Williams, que não acerta arremessos nem pra salvar a mãe, mostra uma capacidade incrível de bater para dentro e cavar faltas. O Iguodala recebeu forte marcação e mesmo não conseguindo fazer nada, nem sequer coçar o nariz, mostrou que tem visão de jogo e inteligência em quadra. O time fede, mas cada um desses jogadores seria uma excelente peça que falta em times vencedores. Toda equipe precisa de um Reggie Evans, um cara com três bolas no saco (e tentando roubar as bolas do saco de outras pessoas, também) para pular em todos os rebotes, se atirar no chão atrás de bolas, demolir paredes com a cabeça e secar a louça. Todos os times poderiam usar um Louis Williams quando os arremessos não estão caindo, usando-o para mudar o ritmo do jogo e deixar os adversários com problemas de faltas (no maior estilo Corey Maggette). Todos os elencos poderiam usar um Iguodala, um cara para marcar a estrela adversária e jogar no contra-ataque. Pensar que o Kyle Korver, a peça que faltava para o Jazz, veio diretamente do Sixers chega a ser engraçado. O elenco do Sixers parece uma gigantesca caixa de reposição para outros times, lotada com peças interessantes que desempenham bem seus papéis. E embora isso seja muito pouco para levar um título para casa, é o bastante para causar um belo estrago na NBA. O meu Houston Rockets provou que um elenco mixuruca pode, se utilizar as características de cada um, jogando um basquete coletivo, ganhar 22 partidas seguidas. E também provou que isso não significa que o elenco seja bom ou tenha chances de ganhar o Oeste, imagina, o time ainda é uma porcaria e nem o maior fã do Houston tem como negar.

O Sixers tem um elenco recheado de carregadores de piano, jogadores sólidos, competentes, limitados. Um elenco composto apenas de jogadores assim mantém, pela lógica, as mesmas pecularidades: é sólido, competente, mas limitado. Por isso mesmo é que, em condições normais de temperatura e pressão, o Pistons vai escancarar cada pequena limitaçãozinha do Sixers e humilhar o time em rede nacional. Mas mude alguma condição e a equipe da Philadelphia vai fazer a lição de casa. Basta uma bobeada para contar o episódio de ontem da novela e pronto - você está tomando ganchos do Reggie Evans, lances livres de Louis Williams e enterradas de Iguodala. Pergunte quem foi para o paredão do BBB ontem e - bam! - você está atrás no placar.

Se eles podem vencer mais algum jogo da série contra o Pistons? Podem, claro, mas no maior estilo "golpe de Cavaleiro do Zodíaco não funciona duas vezes contra o mesmo adversário", vai ser dificílimo de acontecer. Não tem problema, ter chegado aos playoffs já foi uma odisséia épica, quanto mais vencer o Pistons em casa. Mas, me permitam o desdém e, nem que seja devido a uma derrota num Jogo 7, vamos pensar sobre o que o Sixers vai fazer para a próxima temporada, depois da eliminação dos playoffs, a respeito de Andre Iguodala.

Vou chamá-lo de Iggy, não porque sou íntimo mas porque toda vez que escrevo Iguodala me dá uma vontade estranha de rir, vai dizer que não é um nome engraçado? Nosso caríssimo Iggy verá seu contrato terminar nessa temporada e já avisou que quer ganhar salário de estrela, contratos máximos, essas coisas de quem não tem noção do preço do pãozinho. O Agente Zero, Gilbert Arenas, escreveu há um bom tempo em seu blog sobre como Iggy era um "Pippen", não um "Jordan", e por isso não deveria ganhar um salário de estrela. A afirmação, polêmica, deixou Iggy bastante irritado. Ou seja, o sujeito realmente se acha estrela, não era brincadeira.

O que nos leva a perguntar: deveria o Sixers apostar em Iggy como sua estrela principal? Lhe dar um salário milionário, apostando que sua evolução seja o que falta para levar um elenco de "peças coadjuvantes" rumo ao topo do Leste? Ou dar tamanha grana para o Iggy seria justamente impedir que o time recebesse uma estrela de verdade que seria complementada por esse maravilhoso elenco de apoio? Sejamos honestos: Batman e Robin quebraram a cara de muitos vilões nos bons e velhos tempos do "POF", "SOC" e "POW". Mas o Robin era só um moleque afeminado com uma combinação de cores cafona e as pernas de fora. Nem um grupo de dez Robins conseguiria fazer alguma coisa de relevante. Mas basta um Batman protagonista, embora meio fora de forma e com uma pancinha protuberante, para a Dupla Dinâmica acabar com o império do crime (pelo menos até o próximo episódio). Deu pra sacar o espírito da coisa?

O que estou tentando dizer é que adoro Iggy, acho ele um jogador fora de série, excelente defensor, explosivo e inteligente. Mas suas cuecas pra fora das calças não negam: ele é e sempre será um Robin. Mesmo que ele não queira admitir, é hora de contratar um Batman gordinho para lhe fazer compania. O Andre Miller que me desculpe, mas ele também é Robin. No Sixers, todo mundo é. Dá pra fazer uma gangue de Robins e sair assaltando bancos. O que eles precisam é de um Batman um pouco diferente, alguém decisivo mas que não monopolize o jogo, que entenda o conceito do basquete coletivo que anda se jogando por lá. Com essa campanha impressionante até agora, podendo até mesmo vencer mais algumas partidas do Pistons e (não acredito que vou dizer isso) - vá lá- até mesmo essa série, o que não vai faltar é jogador interessado em ter uma chance por lá. Quem deveria ser abordado? Alguma idéia?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Torne-se lendário

Numa de nossas recentes coberturas ao vivo da série Suns e Spurs, eu e vários leitores aqui do Bola Presa nos deparamos pela primeira vez, através da transmissão americana, com um comercial de uma nova campanha televisiva dos tênis de Michael Jordan. Prometi que iria encontrar a propaganda e colocá-la aqui, acompanhada de mais uma de minhas questionáveis traduções.

Estou aqui para cumprir a promessa. Mas, para minha surpresa, a campanha é composta por quatro propagandas diferentes. Uma mais impressionante do que a outra, aliás. O que mais me fascinou a respeito dessa campanha ("Become Legendary", ou "Torne-se lendário") foi como ela incentiva a descoberta da identidade própria de cada um, não apenas de jogadores, mas de todos os indivíduos. Já bati bastante nessa tecla aqui no Bola Presa: eu fico terrivelmente incomodado em ver como jovens jogadores, novos talentos, são obrigados a perder suas identidades e estilos de jogo porque são exigidos a jogar - seja pelos técnicos, seja por comparações de torcedores ou da mídia - como grandes estrelas do passado. Trata-se de uma eterna busca pelo "vamos ver de novo" ao invés do "vamos ver o novo". Já escrevi aqui sobre como as comparações com o Jordan mudaram de fato o estilo de LeBron James, e postei recentemente sobre como deveríamos aproveitar a chance de ver LeBron jogar ao invés de compará-lo com outros astros. Pois essa campanha do Jordan parece falar justamente sobre isso, motivando cada um a ser único. Pra mim é um apelo, implícito, para que um dia as comparações terminem e possamos degustar a diferença, o novo, o original.

Acho que os comerciais falarão melhor por si mesmos. Para aqueles que em inglês só entendem "Big Mac" e "MVP", deixo aqui minha tradução, mas sempre reiterando que ela tem uma pitada de livre e outra pitada de meia-boca. A gente faz o que pode, né? Abaixo de cada vídeo, portanto, encontra-se sua devida tradução.

Com vocês, Michael Jordan.



"Isso não é sobre os tênis. É sobre saber para onde você vai, sem se esquecer de onde você veio. É sobre ter coragem para falhar. Não quebrar quando você está quebrado. Pegar tudo que lhe foi dado e tornar algo melhor. É sobre trabalho antes da glória, e o que está dentro de você. É fazer o que eles dizem que você não consegue. Isso não é sobre os tênis. É sobre o que você faz neles. É sobre ser quem você nasceu para ser."

...



"Olhe-me nos olhos. Tudo bem se você está assustado, eu também estou. Mas nós estamos assustados por razões diferentes. Eu estou assustado com o que eu não me tornarei, e você está assustado com o que eu poderia me tornar. Olhe pra mim, eu não vou me permitir terminar no lugar de que parti. Não vou me permitir acabar onde eu comecei. Eu sei o que está dentro de mim, mesmo que você não possa ver ainda. Olhe-me nos olhos. Eu tenho algo mais importante do que coragem, eu tenho paciência. Eu me tornarei aquilo que eu sei que sou."

...



"Não existem Cinderelas."

...




"Talvez seja minha culpa. Talvez eu tenha levado vocês a acreditarem que foi fácil, quando não foi. Talvez eu tenha feito vocês pensarem que meus melhores momentos começaram na linha de lances livres, e não no ginásio. Talvez eu tenha feito vocês pensarem que todos os arremessos que dei foram para decidir jogos, que meu jogo foi construído através de flashes, ao invés de fogo. Talvez seja minha culpa que vocês não tenham visto que falhas me deram força, que a dor foi minha motivação. Talvez eu tenha levado vocês a acreditarem que basquete é um talento dado por Deus, e não algo pelo qual trabalhei - todos os dias de minha vida. Talvez eu tenha destruído o jogo. Ou talvez vocês estejam apenas arrumando desculpas."

terça-feira, 22 de abril de 2008

Cobertura ao vivo

Olá, pessoal!

No sábado fizemos a estréia da nossa cobertura ao vivo na primeira partida da série entre Phoenix Suns e San Antonio Spurs. A cobertura deu sorte e foi um jogão, por isso repetimos a idéia. Acessando o seu BOLAPRESA.COM foi possível acompanhar durante a partida nossos comentários e conversar em um chat com outros fãs da NBA, além da cobertura através do nosso Twitter, que serve como um resuminho para quem acabou perdendo a partida.

Se você perdeu a brincadeira e quer dar uma olhada em tudo que rolou, pode ler aqui o chat dos comentários do Bola Presa e aqui o chat de todos os nossos leitores que apareceram. A idéia deu tão certo que o chat aberto para os visitantes vai continuar acessível o tempo inteiro, 24 horas por dia, e você pode dar um pulo aqui no Bola Presa durante todos os jogos dos playoffs para papear com outros fãs bem-humorados. Basta clicar no link "Bola Presa Chat", que também está disponível logo ali, na barra lateral.

Quando a gente do Bola Presa for aparecer também para comentar algum jogo, tentaremos avisar com antecedência e estaremos no nosso chat exclusivo, conversando, retrucando, ironizando e respondendo a todas as perguntas em tempo real.

Mais uma vez, nossos agradecimentos a todos que apareceram, aos nossos leitores fiéis que não nos poupam elogios, e à Alinne Moraes por, bem, por aparecer na TV de vez em quando.

Abraços para todos vocês, aproveitem seu novo canal de discussão - seu chat Bola Presa - e nos vemos em nossa próxima cobertura ao vivo! Até mais!

A série que todo mundo vê


Orra... eu não deixava


Não sei se vocês acham isso também, mas pra mim é bem claro que a série entre Suns e Spurs está bem acima desses simples playoffs. Quando você vê o Celtics passeando sobre o Hawks, o Lakers sobre o Nuggets ou até jogos disputados como o jogo 1 entre Cavs e Wizards ou o Hornets e Mavs, você sente que é um clima diferente da temporada regular, que os times jogam diferente, que o clima da torcida é diferente. Mas quando você assiste a série entre Suns e Spurs, parece algo quase que atemporal. Eles não estão mais disputando uma vaga na segunda rodada ou só respondendo a uma rivalidade ou provocação como Cavs e Wizards. Entre Suns e Spurs já é questão de orgulho, de honra.

O legal é que isso se transmite para quem assiste também, não tem jeito. Eu não torço pro Suns e nem pro Spurs. Não gosto do Spurs porque eles sempre vencem e deixei de ser muito fã do Suns quando eles tiraram meu Lakers dos playoffs por dois anos seguidos. Mas mesmo assim me envolvo demais com essa série e no jogo 1 sofri muito mais do que na partida do Lakers, mesmo quando o Lakers chegou a ficar pra trás no segundo período.

O jogo começou tenso, os problemas de falta do Shaq deixaram tudo mais tenso ainda, mas o Suns soube lidar com isso e ótimas atuações do Amaré e do Diaw, somados a um Spurs um bocado lento, sem engrenar no ataque, resultou em uma boa vantagem para o Suns. Tudo mudou no segundo tempo e em especial no quarto período, quando o Spurs, pela bilionésima vez na sua história, conseguiu empatar o jogo bem quando precisava, no fim da partida. O engraçado é que o Suns não jogou mal no quarto período, pode ter cometido alguns erros no ataque e uns outros na defesa, mas nada de mais, nada que não seja comum de acontecer contra um grande time. O que aconteceu foi que o Spurs jogou muito bem mesmo. Jogos históricos são assim, geralmente entram para a história justamente porque os dois times jogaram bem demais e porque qualquer um poderia vencer.

Odeio quando tentam engrandecer partidas que foram ruins. Muitas vezes o jogo tem prorrogação e é disputado só porque os dois times estão igualmente ruins. E já vi jogo que vai pro tempo extra porque o placar não muda nos últimos 3 minutos de jogo. Mas com Suns e Spurs não é assim, com eles o empate se sustenta porque os dois trocam cestas, uma mais difícil do que a outra, uma mais improvável do que a outra, e isso fez o jogo ser histórico como foi. Isso é que faz um torcedor do Lakers quase perder os cabelos em uma mera partida 1 de uma série que nem envolve seu time.

A carga emocional é tanta nessa série, que minha teoria é de que se o Suns passar pelo Spurs, a moral e confiança deles será tão grande que acho que só o Celtics seria capaz de pará-los, mas também não descartaria a chance do time ter uma recaída logo depois da série, tamanho o alívio e a sensação de dever cumprido que seria para eles finalmente derrotar o Spurs. Mas só vamos saber o que vai acontecer se o Suns realmente ganhar, e para isso não adianta ser questão de honra, ser atemporal ou ter rivalidade, tem que ganhar na quadra.

O que vimos na quadra no primeiro jogo é o que devemos ver no segundo, não espero muitas mudanças das duas equipes. O Suns fez o jogo que planejava, o jogo que fez nos dois últimos jogos da temporada regular que resultaram em vitória do Phoenix. Ritmo lento na maioria dos lances e sempre buscando os pontos no garrafão com Amaré e Shaq. O que deve mudar é a postura dos dois homens de garrafão, os mesmos Amaré e Shaq, para não ficarem com problemas de falta de novo.

Podem até dizer que o Suns estava ganhando o jogo quando o Shaq estava fora no primeiro tempo, mas no final ele não podia ficar no banco tamanha a preocupação com Tim Duncan, e várias vezes o grandalhão do Suns teve que recuar e não ir para o toco para não sair do jogo com 6 faltas. Em um jogo decidido por dois pontinhos, no último segundo da segunda prorrogação, qualquer bandeja que o Shaq deixou de defender fez muita falta. Mas o pior é que essas faltas do Shaq e do Amaré não foram a defesa tentando parar o imparável Tim Duncan, das 11 faltas que os dois fizeram juntos, 5 foram faltas de ataque. Os dois precisam tomar mais cuidado no ataque para gastar as suas faltas na defesa, indo com força para cima dos adversários.

No lado ofensivo, o Suns precisa continuar usando Amaré Stoudemire sempre que possível. Além de ser a melhor arma de ataque do Suns, ele pode causar o problema de faltas no outro time agora, talvez tirando Kurt Thomas ou Duncan da quadra por importantes minutos. Mas quando eu digo "sempre que possível" é justamente para ele não tentar passar por cima de todo mundo e fazer as suas faltas de ataque. Com Amaré funcionando bem, muito espaço será criado para os outros jogadores, que precisam se destacar mais, não podem ser como Boris Diaw, que foi genial no primeiro tempo e patético no segundo. E como eu disse na análise antes do primeiro jogo, o Suns tem que aproveitar todas as chances de correr para correr, os pontos de contra-ataque, pontos fáceis, são essenciais para bater uma defesa forte como a do Spurs.

Acredito que no lado do Spurs a estratégia não irá mudar muito também, até porque é a mesma há alguns anos. O que eles não podem repetir é a mediana atuação que eles tiveram no primeiro tempo do jogo passado, mesmo com o Shaq fora do jogo, o Suns está forte e não é sempre que vai dar essa colher de chá, o Spurs tem que aproveitar suas chances pra não depender de bola de 3 do Duncan em todos os jogos da série. Para uma vitória mais tranquila, o negócio é explorar Tim Duncan sempre que possível lá onde ele tem as manhas, no garrafão, e criar a pior dúvida da história da NBA na defesa do Suns: dobrar ou não dobrar a marcação em cima de Tim Duncan?

É uma pergunta que pode render livros, teses, discussões, brigas e etc. Mas eu tenho a minha opinião e ela é a de que em 90% dos casos você não deve dobrar a marcação nele. Os motivos são simples: o Duncan é um ótimo passador, ele já sabe onde todos estão posicionados e eles geralmente são ótimos arremessadores. Com a marcação dupla sempre vai sobrar alguém livre e o Duncan sempre acha esse alguém. Quando você deixa o Duncan no 1-contra-1, você até pode não levar vantagem já que o cara é um dos melhores da história, mas pelo menos ninguém vai ter arremesso livre, o Duncan pode ter vantagem mas não estará livre, estará com um arremesso contestado. Além disso, você obriga o Duncan a resolver todas as bolas, você não deixa ele envolver os outros no jogo e você não dá ritmo, movimentação de bola e confiança para o Spurs.

Outro motivo para não dobrar a marcação é que o Suns não é um dos times mais espertos na hora de cobrir os espaços abertos pela marcação dupla. Quando é o Spurs que fecha o Amaré ou o Nash com uma marcação dupla, os outros jogadores sabem onde devem estar para minimizar os prejuízos. Resultado de anos de entrosamento defensivo que o Suns não tem. O que o Suns pode fazer, se for esperto, é controlar o relógio de 24 segundos, já que dobrar a marcação quando o relógio estiver próximo do fim pode ser um bom negócio.

Em uma série entre Suns e Spurs, tudo pode acontecer e praticamente tudo já aconteceu nos últimos anos (menos o Suns vencer, isso não acontece nunca!), mas pra hoje espero mais um jogo disputado até o fim como o primeiro. Talvez dois jogos épicos, históricos, clássicos (adicione seu adjetivo cliché aqui), essa série vai ser bem longa, com muitos jogos decididos nos últimos dois minutos de partida e, claro, será bem prazerosa de se assistir.

Ah, e só uma dica pro Sr. Raja Bell: O Ginobili é canhoto. CANHOTO. Mão Esquerda. A que não escreve. Pense duas vezes antes de escolher que lado oferecer para a bandeja. De nada.


Notas:

- Enquanto uns times fazem batalhas antológicas nos playoffs, outros estão de férias. O Bucks, eliminado faz tempo, já trocou de Manager e agora troca de técnico. O novo é Scott Skiles, sim, aquele que ninguém sente falta em Chicago. Vamos ver se ele faz o Ramon Sessions quebrar o recorde do próprio Skiles de 30 assistências em um mesmo jogo.

- O Bulls, por sua vez, dispensou o interino que substituiu Skiles, Jim Boylan, mas ainda não escolheu o técnico novo.

- Isiah Thomas não é mais técnico do Knicks. E em notícia mais surpreendente ainda, a Terra é redonda.

- Kevin Garnett venceu hoje o prêmio de melhor defensor do ano. Cada um que vota escolhe alguém para colocar em primeiro, segundo e terceiro. Além de KG, os outros votados para primeiro lugar foram Camby, Battier e Bowen.

O fim está próximo

Yao Ming só vai ver elenco pior quando for jogar com a seleção chinesa


Já me despedi da temporada do Houston Rockets umas dez vezes só nesse ano. Tô me sentindo aquele cara que fica na Praça da Sé, em São Paulo, andando por aí com uma plaquinha de "O Fim Está Próximo". Contra toda a lógica, o mundo sempre vê o sol nascer outro dia. E o Houston Rockets, não importa o quanto eu avise, sempre arranja um modo surpreendente de se manter vivo na disputa. Mas agora acho que não tem mais jeito. As duas derrotas para o Jazz são uma prova quase tão incontestável para o fim da pós-temporada do Houston quanto o nascimento do bezerro de duas cabeças vai ser uma prova incontestável para o fim do mundo. Aliás, você já disse para os seus pais que os ama hoje?

Frente às duas derrotas para o Jazz e tendo agora obrigatoriamente que vencer o time que mais domina quando joga em casa, vou dar uma de velhinho ranzinza que anuncia o Apocalipse e listar os motivos que levaram meu amado Rockets a durar até agora - e aí então jogar tudo fora.

A temporada parecia perdida desde que começou, na verdade. Fora alguns jogos que cheiravam a vingança (estréia com vitória em cima do Lakers, vitória em cima do Jazz lá em Utah), o time não tinha mais identidade. Eram um time defensivo com um ataque lento de meia quadra até que Rick Adelman chegou querendo implantar um ataque veloz, criativo e de contra-ataque. A primeira coisa que Adelman descobriu foi que o Houston não tinha ninguém veloze, criativo, e que sem focar na defesa o elenco era incapaz de ganhar uma partida sequer. Aos poucos, o time foi pegando o novo estilo de jogo, Yao Ming foi se sentindo mais à vontade, a filosofia defensiva foi retomada e as vitórias surgiram. Aí o Yao se contundiu e, bom, fim de temporada na hora, dizia a lógica. Como é que o time superou a perda de seu pivô? Focando ainda mais na defesa, assimiliando finalmente o que é jogar basquete coletivo, utilizando uma rotação ampla em que todos participam com papéis bem definidos. Jogadores que antes não possuiam minutos receberam funções e participação ativa, Carl Landry mostrou seu potencial, Steve Novak mostrou que é o grande arremessador que T-Mac sempre idolatrou, e até o Mike Harris que foi assinado tardiamente deu aulas de força no garrafão.

O time sempre foi limitado, desde o princípio. Luis Scola não sabe criar suas próprias situações de ponto, é incrivelmente inconsistente tanto no arremesso quanto de costas para cesta, além de ter problemas defensivos. Carl Landry não defende nem ponto de vista. Rafer Alston não tem cabeça para armar o jogo, sendo completamente imprevisível - para o bem ou para o mal. Mutombo ainda é uma força defensiva mas é nulo no ataque, exatamente como Chuck Hayes, que pra piorar tem um metro e meio de altura. Como diabos esse elenco bateu o recorde de 22 vitórias consecutivas? Conhecendo suas limitações, utilizando os pontos fortes de cada um, apertando na defesa. Como o Denis mostrou bem na sua mais recente coluna "8 ou 80", o Houston não ganha de time algum quando toma mais de 100 pontos. Teve atuações péssimas contra times fáceis e só saiu vencedor porque fez o time adversário jogar ainda pior. Até porque o elenco limitado não se dá bem decidindo jogos apertados no finalzinho, não há uma jogada segura para pontuar e já há uns 3 anos o Houston tem problemas gravíssimos cobrando lances livres em jogos importantes. Então era a defesa que garantia a margem no placar. E um improvável mando de quadra que me fez escorrer lágrimas dos olhos.

Então, como o Houston deveria enfrentar o Utah Jazz? Bem, acima de tudo, focando na defesa. Utilizando todo o elenco secundário, Novak, Mike Harris, Carl Landry, Brooks. Tentando se manter fiel à receita que deu milagrosamente certo durante a fase final da temporada regular. Se você encontrasse um perfume que conquistasse a Alinne Moraes, iria trocar para quê?

Mas parece que, para o técnico Rick Adelman, os playoffs são um campeonato diferente. Mais sério, com outras exigências. Então, para vencer essa disputa, seu plano é tacar toda a filosofia que deu certo até agora na privada, dar uma cagada e tentar algo diferente. Sei lá, parece que todos os treinadores tem dentro de si um pouco de Isiah Thomas. Qual é o problema em ser inteligente e consistente? Parece que o único modo de arrumar emprego de técnico na NBA é sendo burro e completamente aleatório, fazendo cada hora um troço mais esquisito e sem sentido. Pelo menos o Kwame Brown, que é burro, é também consistente: ele responderia "três" todas as vezes que você lhe perguntasse quantos lados tem um quadrado.

O Houston enfrentou o Jazz na noite de ontem querendo passar um ar de "experiência" e "seriedade". Não utilizou Novak, não usou Mike Harris, limitou os minutos de Carl Landry, tirou Aaron Brooks de quadra mesmo quando ele estava chutando traseiros. A defesa ainda estava lá, embora um tanto inconsistente, e foi com ela que o jogo ficou disputado até o final. Se não fosse por uma cavada de falta ridícula do Kirilenko, o jogo teria ficado empatado com 1 minuto para terminar. Mas não vou colocar a culpa na arbitragem imbecil, eles são consistentemente imbecis. É o Adelman que não podia se dar ao luxo de ser imbecil depois de ter tido momentos de genialidade durante a temporada.

Na hora da decisão, o Houston não tinha jogo no garrafão. Sobrou para Tracy Mcgrady, que quase fez um triple-double, ficar arremessando do meio da quadra. O coitado sempre acaba tendo que assumir a culpa pela incompetência dos outros. Não me entendam errado, T-Mac não é deus, na verdade é um dos jogadores de arremesso mais imprevisível da NBA. Mas seria legal ter visto ele cumprir o mesmo papel de armação de jogo que fez na temporada regular, passando a bola, criando espaços, ao invés de ter que desempenhar o papel de pontuador decisivo que tacaram em sua cabeça ontem.

Meu rosto, que já não é bonito, está ainda mais deformado com uma expressão de "que diabos?!" que não consigo fazer desaparecer. Ando pelas ruas e as pessoas acham que estou indignada com elas, que estou achando esquisito o jeito como andam, se vestem ou cutucam o nariz. Não, não, cutucar o nariz é normal, cutucar a orelha e ver se tem cera dentro é normalíssimo. O que me espanta é como uma fórmula vitoriosa numa equipe vitoriosa, ainda que meia-boca, possa ser jogada fora em alguns minutos em que um técnico bebeu uma cachacinha marota e achou que era o Isiah Thomas.

É esse o fim da temporada do Houston Rockets. Ainda teremos ao menos mais dois jogos, e vou falar ainda muita merda a respeito desses confrontos até que vocês não aguentem mais e apaguem o endereço do Bola Presa (que agora é www.bolapresa.com) da lista de favoritos. Mas, ainda que eu comente os próximos jogos, a jornada se encerrou ontem.

Meus queridos foguetinhos, descansem em paz. Até a temporada que vem.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Prêmios Alternativos Bola Presa - 07/08

Ramon Sessions surgiu tarde na temporada mas já leva um "Prêmio Bola Presa" para casa


Nossa cobertura dos playoffs está a toda. Se você já está tão acostumado com um post diário no Bola Presa quanto com um cafezinho pela manhã, é hora de descobrir que pode rolar a barra lateral do seu browser até o fim: estamos postando várias vezes por dia! Por enquanto, comentamos sobre os jogos que já aconteceram entre Rockets e Jazz, Cavs e Wizards, e também entre Lakers e Nuggets e Pistons e Sixers, tudo logo abaixo. Se você está sem tempo para assistir aos jogos e para ler tantos posts aqui no Bola Presa, deveria então também reservar um tempinho para ler as dicas do Denis de como aproveitar os playoffs. Se você tem uma namorada, a leitura é essencial.

Enquanto aguardamos os jogos desta noite, vamos atender um pedido. Nossos leitores Renzo e Vitor sugeriram, já faz um tempo, que fizessemos uma premiação alternativa aqui no Bola Presa ao invés dos prêmios tradicionais, ultra-manjados como o de Melhor Sexto Homem do Ano que o Ginóbili acabou de levar para casa mesmo tendo minutos de titular. Então, enquanto Wizards e Cavs não começa, vamos dar uma olhada nos Prêmios Bola Presa que daremos ao fim de cada temporada. Se você tem mais sugestões de prêmios ou discorda dos nossos ganhadores, basta usar a caixa de comentários.

...

1. Jogada "Bola Presa" do ano:

Vejam como nosso grande ídolo Zach Randolph leva o prêmio, mostrando toda sua habilidade no drible, no controle de bola, na distância de arremesso, na frieza para decidir e no talento para envolver seus colegas de equipe. Randolph, o prêmio de jogada do ano vai para você:




2. Troféu Kareem Rush para melhor atuação de um jogador ruim:

Na final do Oeste de 2004, Kareem Rush acertou seis bolas de 3 e com isso deu o título do Oeste para o Lakers em cima do Wolves. Em sua homenagem, damos um troféu homônimo para a melhor atuação de jogador ruim. Com 35 pontos e 9 assistências contra o Warriors, levando nas costas um Bulls completamente desfalcado naquela partida, Chris Duhon leva o prêmio, deixando para atrás nosso desconhecido do mês passado Matt Bonner (25 pontos e 17 rebotes como titular contra o Warriors, substituindo Tim Duncan, contundido). Pensamos em deixar os 41 pontos e 9 rebotes do Linas Kleiza contra o Jazz concorrerem ao prêmio, mas a verdade é que ele é bom demais para isso, como mostrou no Jogo 1 dos playoffs contra o Lakers.

3. Troféu Lonny Baxter para jogador que só jogou na liga de verão:

O Troféu Lonny Baxter, que leva o nome do legendário jogador que sempre teve atuações geniais nas ligas de verão mas que nunca era chamado para jogar por time nenhum na temporada regular, é dado para aquele jogador que se destaca antes da temporada começar e não tem um minutinho sequer quando as coisas estão realmente valendo. Quem leva o troféu para casa é o italiano Marco Belinelli, que teve médias de 22.8 pontos por jogo nas ligas de verão e menos de 3 pontos por partida na temporada regular, passando a maior parte da temporada comendo macarrão no banco de reservas.

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano:

Em homenagem ao homem que fez trocas genias para obter estrelas como Malik Rose, Mo Taylor, Marbury, Steve Francis, Curry e Zach Randolph, enquanto se livrava de trocentas escolhas de draft, Nazr Mohammed, Kurth Thomas, Trevor Ariza e Channing Frye, damos o prêmio que leva seu nome para a melhor troca do ano. O GM do Memphis Grizzlies, Chris Wallace, leva o troféu por mandar Pau Gasol para o Lakers em troca de Kwame Brown, Javaris Crittenton, duas escolhas de primeiro round e Marc Gasol, irmão de Pau. Na cabeça de Chris Wallace, "essa foi a melhor troca que apareceu", e ele diz ter trocado Gasol por, na prática, quatro escolhas de primeiro round e mais um contrato expirante. Uau. Incrível como ninguém percebeu isso, o Lakers foi realmente roubado nessa!

5. Troféu Grant Hill para o bixado do ano:

Grant Hill jogou 4 partidas em sua primeira temporada pelo Orlando Magic, 14 partidas na segunda temporada, 29 na terceira e nenhuma partida na quarta temporada. O troféu que leva o seu nome vai para o jogador que não fica saudável nem com reza brava. Na disputa, Yao Ming, que jogou apenas 55 jogos nessa temporada (e 48 na passada); Elton Brand, que jogou apenas 8 partidas, todas no final da temporada; e Andrew Bynum, que jogou somente 35 jogos. Por ter 20 anos de idade e ter sido anunciado para voltar em 2 meses, depois com 5 jogos antes de terminar a temporada regular, depois com apenas 2 jogos, depois no primeiro round dos playoffs, e agora só numa futura semi-final de Conferência, o prêmio vai para o jogador do Los Angeles Lakers Andrew Bynum! Parabéns!

6. Troféu Darius Miles para atuação surpresa na última semana:

Em 2005, Darius Miles jogou a última partida da temporada depois de sofrer durante todo o ano com contusões. Saiu de quadra com 47 pontos, 12 rebotes, 4 roubos, 5 tocos, apenas um turnover, tendo acertado 19 de 33 arremessos e 8 de 14 lances livres. Depois disso, praticamente nunca mais fez nada relevante, mal conseguindo voltar para a quadra e sendo finalmente liberado pelo Blazers semana passada, possivelmente na última nota de sua carreira. O prêmio baseado na última atuação de Darius Miles em 2005 vai para o novato Ramon Sessions, que chocou a todos com 20 pontos, 8 rebotes e 24 assistências. Outros concorrentes ao prêmio foram Quincy Douby, do Kings, com 32 pontos (11 de 22 arremessos certos, 3 bolas de três pontos e 7 lances livres certos em 7 tentados) além do novato do Bulls Aaron Gray, com 19 pontos, 22 rebotes e todos os 9 de seus lances livres convertidos na última partida da temporada.

7. Troféu Royal Ivey para jogador titular que jogou menos minutos na temporada:

Na temporada 2005-06, Royal Ivey foi titular em 66 jogos apesar de ter apenas 13 minutos por partida. Nessa temporada, quem leva o troféu para casa é Morris Peterson, o armador mequetrefe do Hornets, que foi titular em 76 jogos com médias de apenas 23 minutos. Outros concorrentes incluem o ala do Cavs, Sasha Pavlovic, com 45 jogos como titular em também 23 minutos por partida, e o armador do Sixers, Willie Green, que começou 74 jogos com apenas 26 minutos por partida.

8. Troféu Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça:

Se o Shawn Bradley já foi o melhor pivô para tomar enterradas na cara e viver no YouTube, o atual pivô reserva do Lakers e ex-desconhecido do mês do Bola Presa, DJ Mbenga, quer tomar esse posto para si. Ele leva o prêmio nessa temporada pelo conjunto da obra, tomando cravadas na cabeça toda vez que entra em quadra, e pode até ter seu nome no troféu um dia. Escolhemos, abaixo, a melhor enterrada que ele sofreu para celebrar a entrega do troféu, mas não deixem de ver também as cravadas que tomou de Shaq e Okafor.



9. Troféu Chris Crawford para jogador que desapareceu na temporada:

Alguém se lembra de Chris Crawford, ala do Atlanta Hawks na temporada 2003-04? Com Shareef Abdur-Rahim contundido, Crawford levou o time sozinho depois do intervalo para o All-Star Game, com médias de quase 19 pontos por jogo em 36 minutos por partida (jogava apenas 8 minutos antes do All-Star). Muitos se impressionaram com seu potencial mas na temporada seguinte ele não conseguiu assinar um novo contrato e desapareceu por completo da NBA. Nessa temporada, quem desapareceu foi Tarance Kinsey, do Grizzlies, que perdeu seu contrato e não está mais na NBA depois de ter tido excelentes atuações na segunda metade da temporada passada, incluindo dois jogos em que marcou 28 pontos.

10. Troféu Brad Miller para maior aumento de produção depois de ser escolhido All-Star:

Lembra quando o Brad Miller jogava no Pacers, fedia e todo mundo aloprou o moço quando ele foi escolhido para o All-Star Game? Depois disso ele começou a jogar demais e foi novamente All-Star, só que dessa vez no Oeste com médias absurdas em pontos, rebotes e assistências. O ganhador do troféu nessa temporada é David West, que foi zoado até pela mãe quando foi convocado para o All-Star Game mas desde então subiu todas as suas médias, fazendo quase 23 pontos por jogo com 8.5 rebotes desde que participou da brincadeira em fevereiro.

11. Troféu Ronaldo Fenômeno de volta mais frustrada:

O prêmio, auto-explicativo, vai para o retorno às quadras que deu mais errado na temporada. Os dois concorrentes são Penny Hardaway, que tentou voltar a jogar justo no Miami Heat, e Chris Webber, que tentou correr com a molecadinha do Warriors. Enquanto a do Penny foi mais ridícula porque ele não jogava basquete há anos e foi no maior estilo "não tem mais ninguém então vai você mesmo", ele até que teve umas boas partidas antes de ser mandado para a rua. Já o Chris Webber achou que tinha joelhos para jogar na equipe mais porra-louca da NBA e 15 minutos depois, cuspindo os pulmões para fora, anunciou o fim da sua carreira do modo mais patético possível. O prêmio, então, fica nas mãos do Chris Webber e sua falta de noção de realidade.

12. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde:

O gordinho favorito de 9 entre cada 10 leitores do Bola Presa tinha quase 24 pontos e 10 rebotes de média por jogo pelo Blazers na temporada passada, enquanto seu time tinha apenas 32 vitórias e exorbitantes 50 derrotas. Nessa temporada, o Blazers terminou com 41 vitórias e 41 derrotas, nada mal. O prêmio do cara-de-Quico desse ano vai para Al Jefferson, com médias de 21 pontos e 11 rebotes, enquanto o Wolves acabou com 22 vitórias e 60 derrotas, seguido por Jason Richardson, com médias de 22 pontos e 5 rebotes no Bobcats, que teve 32 vitórias e 50 derrotas.

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Chegamos ao fim da premiação para essa temporada! Voltamos com os mesmos prêmios e mais alguns novos na temporada que vem. Agora, de volta com nossa programação normal de playoffs!