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terça-feira, 14 de abril de 2009

Tatuagens e bolas de 3

Lembram que um tempo atrás eu fiz um post comentando as melhores e piores tatuagens de toda NBA?


Pois é, naquele post eu cometi o terrível erro de não falar nada do JR Smith! Dá uma olhada nessa foto do bonitão:


Reparem na mãe no lado direito do peito, Jesus no lado esquerdo e um monte de rabisco que eu não consigo imaginar o que seja mas que sabemos que não é a sua mãe. Ele também tem estrelinhas no ombro como se fosse uma garotinha de 16 anos que fez tatuagem com autorização por escrito dos pais. Sem dúvida um dos jogadores mais tatuados de toda NBA.

Mas ele entrou nos noticiários ontem não pelas tatuagens, mas porque chegou muito perto de igualar o recorde de bolas de 3 pontos da história da NBA e fez o recorde de bolas de 3 dessa temporada. Ele meteu 11 bolas de longa distância, o recorde é de 12, dividido por dois jogadores.

Quem fez primeiro o recorde foi Kobe Bryant, que acertou 12 dos 18 que tentou (mesmo número de tentativas do JR Smith na noite de segunda-feira) em um jogo contra o Seattle Sonics em 2003. Engraçado é que aquele Sonics tinha o Ray Allen e o Rashard Lewis, se eu tivesse que apostar que alguém naquele jogo quebraria um recorde de bolas de 3 pontos, o Kobe seria apenas minha terceira opção.

Antes do jogo contra o Sonics o Kobe tinha acertado apenas 1 dos últimos 14 arremessos de 3 pontos que tinha tentado nos 3 jogos anteriores e tinham saído algumas matérias na imprensa americana dizendo que ele não deveria continuar arremessando tanto de 3 porque não era o ponto forte do seu jogo. Foi uma bela resposta.

Nesse mesmo jogo o Kobe estabeleceu outro recorde, ele acertou seus 9 primeiros arremessos de 3, fazendo a maior sequência de bolas de 3 sem nenhum erro. Esse recorde foi igualado no mesmo ano pelo Latrell Sprewell e em 2006 pelo Ben Gordon.

Aqui o vídeo dos 12 acertos do Kobe:

O outro detentor do recorde de 12 acertos é ninguém mais ninguém menos que Donyell Marshall! Pois é, pois é, o lixo do Donyell Marshall, o cara que quase entrou em quadra sem o uniforme tem um recorde da NBA. Ele acertou 12 arremessos em 19 tentados em uma partida contra o Philadelphia 76ers. Aqui o vídeo:



Eu acho que esse recorde do Kobe e do Donyell tem tudo para ser conquistado pelo JR Smith. Ele tem o talento, tem uma confiança inabalável no seu próprio chute e tem a liberdade de poder arremessar quando quiser ou se não tem, parece que tem, se o George Karl não libera ele pra arremessar quando dá na telha, o JR Smith tem o desobedecido há alguns anos.

Além disso ele é bem jovem, são anos e anos a frente com inúmeras chances de ficar arremessando como um doido. Nessa temporada, por exemplo, ele teve 7 jogos onde tentou mais de 10 arremessos de 3 e em 10 ele acertou pelo menos 5 arremessos de longa distância! Esse cara é uma aberração. E o que os números não mostram são os tipos de arremesso que ele tenta (e acerta), dá uma olhada nos arremessos que ele fez ontem, o último que ele acertou é simplesmente demente, insano e retardado.



Legal ele ter feito essa atuação também logo depois que eu disse no post anterior que eu achava que com dedicação o JR Smith poderia ter média de mais de 20 pontos por jogo numa boa. Com essa qualidade de arremesso ele pode mesmo, não é nada normal um cara ser capaz de acertar arremessos tão marcado e tão desequilibrado como ele consegue.

E alguém tem algum outro palpite para quem pode também ameaçar esse recorde de 12 bolas de 3? Eu não duvido que o Eddie House possa conseguir ter um jogo assim um dia. Pra quem não lembra, o Eddie House chegou a acertar 8 bolas de 3 em um jogo nessa temporada. Contra o Kings também, claro:



Como eu comecei o post falando de tatuagens só porque achei aquela foto bacana do JR Smith, termino falando de tatuagens também só porque achei uma outra foto legal. Naquele post que eu tinha citado tem uma foto da tatuagem "Chosen One" (o escolhido) que o LeBron tem nas costas. Agora vejam o que o Anderson Varejão tem nas costas.


O Varejão tem 16 tentativas e nenhum acerto de bolas de 3 na sua carreira na NBA.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Trocas de último segundo

LeBron comemora a vinda de Ben Wallace ou a ida de Larry Hughes?


Como tornar um post desatualizado em apenas uma lição básica: finalize-o uma hora antes do horário limite para trocas na NBA. Foi ali, na horinha final, que a maior troca da temporada até agora aconteceu. Não maior em importância, veja bem. Maior em quantidade de jogadores: tem mais gente envolvida do que o Pelé tem de filhos.

Pra não tacar os 11 nomes de uma vez e dar a todos nós um tempo pra respirar, vamos comentar a troca por partes, falando de um time de cada vez. A começar, porque eu quero que seja assim, com o Chicago.

O Bulls tem um problema crônico antigo que incomodou um pouco na temporada passada e simplesmente aniquilou o time nessa temporada. Falta à equipe uma força ofensiva no garrafão e todo mundo que veste um uniforme dos tourinhos fica bem longe do aro chutando de 3 pontos o dia inteiro. Ben Wallace é um jogador espetacular, mas só vai ser efetivo na parte ofensiva no dia em que air ball valer 1 ponto no placar (que tal sugerir essa regra para o David Stern?). A aquisição de Joe Smith foi até motivo de piada na época, porque se ele era a solução dos problemas do time, eu seria a solução para o Grizzlies. Mas a verdade é que o Joe Smith se saiu muito melhor do que se esperava e foi, por longos períodos de tempo, o melhor jogador do Bulls. Não que isso queira dizer alguma coisa, claro. Joe Smith faz pontos mas sua praia não é ficar de costas pra cesta.

Com Tyrus Thomas e Joaquim Noah, caras grandes e de mentalidade defensiva, Ben Wallace e seu contrato tão gordo quanto a pança do Eddy Curry eram dispensáveis - desde que em troca do jogador certo. No caso, talento para o garrafão. Então alguém me explica porque o Bulls mandou o Big Ben junto com um dos poucos pontos positivos dessa temporada, Joe Smith, em troca de Larry Hughes, Drew Gooden, Shannon Brown e Cedric Simmons.

Vamos aos poucos. Shannon Brown mostrou que pertence à NBA quando LeBron saiu machucado, mas seu talento é moderado e ele deve morar no banco de reservas. Cedric Simmons é um cara grande que não causa impacto algum, é só um corpo a mais para abrir o pote de picles, alcançar a panela em cima do armário e fazer faltas no Dwight Howard na hora dos playoffs. Larry Hughes até está em alta, mas é que simplesmente conseguir quicar uma bola de basquete já é alta para ele. Se o sujeito não consegue acertar um arremesso sequer no Cavs há anos, como é que vai acertar arremessos num time que está justamente com a menor porcentagem de aproveitamento nos arremessos em toda a Liga?

E então chegamos ao Drew Gooden. Eu gosto do cara, sabe, desde os tempos de Orlando Magic. Mas jura pra mim que o Bulls acha que o Gooden é o que faltava no garrafão? Um cara que fica dando arremessos de meia distância e que não é tão diferente assim do Joe Smith? Bem, assim é a vida. Uns levam Pau Gasol, outros levam Drew Gooden. Uns tem a Preta Gil, outros a Alinne Moraes. O ruim é se contentar com o Gooden e fingir que, agora, está tudo bem.

Para o Cavs, é tudo um paraíso. Se livrar do Hughes é tipo ganhar na loteria e, fora o Gooden, o Cavs mandou apenas peças de segunda linha de quem ninguém vai se lembrar em alguns meses. Com Gooden indo para o Cavs e Donyell Marshall indo para o Sonics, o Cavs fica com duas duplas interessantes no garrafão: Ben Wallace com Ilgauskas e Varejão com Joe Smith. Ou seja, duplas em que sempre um defende e o outro ataca. Acho muito difícil que Varejão e Big Ben estejam juntos em quadra (seriam recordistas em air ball de lances livres!), mas as quatro peças formam boas combinações, bem equilibradas.

Como se não bastasse, o Cavs ainda recebe o Wally Szcscjlshderbiak e o Delonte West. Vai por mim, o West vai ser titular ainda antes da Sabrina Sato tirar a pinta da testa. O Gibson que me perdoe, mas ele tem "reserva" tatuado na testa em Times New Roman tamanho 20. E o Pavlovic, que desde aquela polêmica com a renovação do contrato vem fedendo pra burro, deve perder mais e mais minutos para o Wally. Apesar de ter uns 70 anos, o veterano acerta arremessos de três pontos até dormindo e vai ser útil pacas no Cavs, além de ser legal ter uma camiseta com um sobrenome ilegível e impronunciável. Agora, LeBron, me escuta: o Kidd não veio mas teu elenco agora é mais completo e profundo do que jamais foi. Hora de ganhar um título!

Assim como naqueles grupos de cinco sujeitos coloridos de roupa colada japoneses, tipo os Power Rangers, em toda a troca tem que ter um participante babaca. Nessa troca, o babaca da vez é o Sonics. Receberam do Cavs o Ira Newble e o Marshall, e do Bulls o Adrian Griffin. O Griffin pode contar para os novatos boas histórias sobre os tempos em que os continentes da Terra ainda eram apenas um, porque o sujeito tem uns 60.000 anos. O Ira Newble fede, e do Marshall eu gosto bastante, mas ele precisa de esquemas favoráveis para seu jogo e de uns 5 anos a menos, coisas que só acontecem em filmes ruins da Sessão da Tarde. Essa troca para o Sonics significa apenas uma coisa: estamos nos livrando de quem não quer ficar, de quem é veterano, vamos perder o máximo possível e pegar uns bons novatos na temporada que vem. Bem, é um plano melhor do que trocar pelo Randolph, convenhamos.

Com toda essa bagunça acontecendo em Chicago e Cleveland, é bem fácil se esquecer de que o Raptors também fez algo para ficar melhor. Sem nenhum pivô reserva desde que draftaram o Baby (provavelmente foi um castigo divino, ou uma maldição indígena) o time da terra do hockey vem improvisando o Humphrey no garrafão. Ele até faz um bom trabalho, mas o Brezec veio do Pistons (e acabara de vir do Bobcats, coitado, deve ter cansado de se mudar) e é um pivô de verdade, capaz de acertar seus arremessos quando necessário. Em troca, o Raptors mandou para Detroit o armador Juan Dixon, amigo do Steve Blake, que é um bom reserva e estava descontente no Canadá, provavelmente porque lá só tem guarda florestal e urso. Ótimo, agora todo mundo fica feliz, mas na minha opinião é a equipe de Toronto que saiu ganhando nessa e agora é ainda mais profundo.

Como nota de rodapé, interessando apenas a mim e ao nosso leitor Rena McGrady, que comentou no post anterior, o Houston mandou o Kirk Snyder em troca do Gerald Green. O Snyder não é tão ruim, sabe? Digamos que ele fede moderadamente, sabe infiltrar e defender melhor do que uma chinchila, por exemplo. Não havia lugar para ele no Rockets mas ele pode ser um bom décimo-segundo reserva em algum lugar por aí, possivelmente na Europa. Já Gerald Green ia ser o novo Kobe uns anos atrás, ganhou conselhos do Bryant em pessoa, então acho que ter ele no time não vai fazer mal a ninguém, vai que de repente ele marca 81 pontos. Na pior das hipóteses, o Green pode ficar brincando de enterrar nos treinos e deixar os outros jogadores entretidos. Já é alguma coisa.

Em breve, vamos dar uma olhada mais uma vez em como cada time se sai com suas caras novas. E lembrando, claro, que o Houston ganhou sua décima partida seguida. O que tem isso a ver com o resto do post? Nada, mas deixa eu ser feliz, tá bom? Meu time não conseguiu nem o Kidd e nem o Gasol, poxa.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ser diferente

Alguém se lembra da época em que o LeBron se atrevia a não dar o último arremesso?


Acho que todos sabemos o quanto nossa sociedade tem problemas com o "diferente". Aquele que não segue os padrões, seja nos atos, na vestimenta ou na ideologia, sempre foi alvo de recriminação e discriminação. Não se preocupe, meu post hoje é um pouco mais sério mas não será um tratado sobre sociologia e nem uma daquelas palestras sobre preconceito e DST que todo mundo tem na 7a série da escola e acaba dormindo. Mas é que os problemas que o "fazer diferente" carregam na vida em sociedade são inúmeros e se arrastam também para o mundo do basquete, o que nos leva ao tema de hoje.

Todo mundo que acompanha NBA (ou seja, todos os jogadores frustrados ou aposentados, tanto leigos quanto especialistas) tem uma idéia de como os grandes jogadores devem ser. Como devem agir, como devem jogar, como devem falar, de que maneira devem dominar o jogo. Essa visão, influenciada aos poucos ao longo dos anos por grandes estrelas do passado, molda o caminho para os jovens que entram anualmente na Liga. Em suma, isso significa que quando o novo astro do colegial entra na NBA, ele é imediatamente "o novo Jordan", não um garoto que deve achar sua própria imagem, sua própria voz e seu próprio estilo. Toda vez que ele "ousa" fazer algo pessoal mas que Jordan jamais faria, imediatamente sai do caminho que lhe foi traçado pelos frustrados fora das quadras. O objetivo é transformar o novo astro numa cópia fiel e segura do antigo, uma repetição daquilo que sabemos que já funcionou antes. O pirralho não pode transformar-se naquilo que é, deve transformar-se em outra pessoa.

Uma cena em particular me vem à cabeça e ilustra isso tudo muito bem. No primeiro jogo das Finais da Conferência Leste entre Pistons e Cavs, a equipe de Cleveland perdia por três pontos nos segundos finais. LeBron James estava com a bola em mãos, partiu para dentro do garrafão e então, de repente, para o espanto de todos, passou a bola para um Donnyell Marshall livre na zona morta. O Marshall errou porque é um grosso e então o mundo, assustado, quis o sangue do LeBron com a mesma intensidade com que o Brasil derrotado na Copa queria o sangue do Roberto "vou arrumar a meia" Carlos. Como assim o LeBron se atreveu a passar a bola para um companheiro livre? O Jordan teria simplesmente deixado a marcação no chão, parado no ar como o Dadá Maravilha e acertado um arremesso no estouro do cronômetro. É assim que os grandes jogadores fazem, quem o LeBron pensa que é para tentar ser diferente? Que idéia estúpida é essa de passar a bola para um companheiro livre na hora que mais importa?

LeBron James foi imediatamente chamado de amarelão, cagão, bunda-mole, esses xingamentos de criança quando o coleguinha não tem coragem de colocar cola na cadeira da professora. Tudo porque o LeBron não assumiu a responsabilidade, não quis decidir. O fato dele passar a bola para um companheiro (que aliás ganha mais de 10 milhões de dólares, dedica a vida a treinar arremessos de 3 pontos e estava livre e bem posicionado) não é importante. Ficou marcado para sempre aquele ato de não-arremessar, simplesmente porque Jordan arremessaria.

Depois de vencer o Pistons com 29 dos últimos 30 pontos do Cavs no jogo, além de ser o único jogador da equipe a pontuar nos últimos 13 minutos de partida e ainda acertar o arremesso da vitória, ninguém mais se lembrava que o LeBron havia, pouco antes, saído do caminho pré-concebido para ele. Com uma atuação digna de Jordan, será lembrado para sempre por aquela partida, e não irá mais passar para um companheiro livre no final do jogo. Antigamente, LeBron passava a bola toda bendita vez em que sofria uma marcação dupla. Vários adversários faziam a marcação no meio da quadra, simplesmente pra tirar a bola das mãos do LeBron. Agora, ele enfrenta na força física os defensores que dobram em cima dele. É um novo homem. É um novo Jordan.

Yao Ming, o chinês favorito de 10 em cada 10 chineses (quer dizer, tirando os milhares de familiares do Yi Jianlian, claro), chegou na NBA com algumas terríveis barreiras: o idioma, a cultura, o preparo físico. Era incapaz de correr para cima e para baixo da quadra durante muito tempo, sofria com o contato no garrafão e o principal: se negava a enterrar, menosprezando o adversário, e se negava a ter um papel na equipe que fosse mais importante do que todos os outros companheiros. Na China, uma equipe não pode ter uma estrela, todos têm valor igual. O Yao poderia ser para sempre um jogador humilde, incapaz de monopolizar o jogo, enterrar e gritar na cara dos outros pivôs. Mas todos os jogadores frustrados que assistem esse esporte esquisito já viram pivôs dominando jogos e sendo campeões antes. E eles fizeram isso de forma física, agressiva, brutal. Shaq quebrou narizes e tabelas em seu caminho para ser um dos jogadores mais imparáveis da história da NBA. O Yao Ming ousava querer dominar os jogos dando arremessos cheios de classe? Esse chinês evita o contato debaixo da cesta e fica arremessando livre de fora do garrafão? Como assim ele não está enterrando na cabeça de todo mundo apesar de ter a altura das pernas da Ana Hickmann?

As críticas mudaram LeBron James no meio de uma série de playoffs. Já Yao Ming, por sua vez, levou anos e anos para largar sua identidade e começar a dar cotoveladas, brigar por posição embaixo da cesta e enterrar na cabeça de um monte de gente. Seu forte nunca foi a explosão (principalmente depois de quebrar uma perna, que nunca foi a mesma desde então) mas a atitude é completamente diferente. Ele grita, berra, enterra e encara. É um tipo importado de Shaq que, estranhamente, acerta lances livres. Defeitos da pirataria.

Eu nunca vou me esquecer da atuação puramente individual do LeBron, e eu vibro com cada enterrada do Yao Ming na cabeça dos desavisados que ainda imaginam que ele só vive de ganchinhos. Mas ao mesmo tempo em que vibro e me divirto, também fico muito triste porque traços únicos de suas personalidades e estilo de jogo foram simplesmente arrancados fora para cumprir os padrões alheios de milhões de torcedores. Todos queremos ver enterradas, arremessos de último segundo, jogadores marcando 81 pontos, todos gritamos e pulamos diante desses feitos. Mas eu, pessoalmente, vou continuar dando meu sorriso, discreto porém profundo, toda vez que uma estrela decidir não dar o último arremesso. Toda vez que o Jason Kidd deixar de fazer um triple double porque não conseguiu chegar aos 10 pontos. Toda vez que o Ben Wallace dominar um jogo sem fazer nenhuma cesta e dando três air balls em lances livres. Toda vez que aquele time resolver contrariar a regra e simplesmente não se importar com essa tal de "defesa". Toda vez que um time for para os playoffs com jogadores problemas que dão tiros para cima, ou apenas com pivetes despreparados. Toda vez que uma estrela der uma resposta desbocada como o Sheed, arremessar esquisito como o Shawn Marion ou não sair nunca do chão como o Nash. Toda vez que um jogador sair dos padrões.

Toda vez que o Yao Ming receber a bola e resolver dar só um ganchinho.