sábado, 16 de fevereiro de 2008

Tony Parker Live 08

Olha a cara do Popovich virtual atrás, nem no mundo dos Games ele gosta de firula


Você é melhor que Tony Parker? Provavelmente não, pelo menos em se falando de basquete. Mas se tinha um lugar em que você teria uma chance era numa festa que a Eletronic Arts fez em New Orleans.

Era um torneio de NBA Live 08. Eu, pessoalmente, acho o jogo muito ruim, é chato, mal feito e o jogo não parece basquete de verdade, parece só um monte de contra-ataque e enterradas estranhas. Mas isso não vem ao caso, sei que muita gente adora e é viciada. No campeonato estavam participando Kevin Durant, LaMarcus Aldridge, Tony Parker, Gerald Green, Brandon Roy, Rudy Gay, Deron Williams e Caron Butler.

O campeão foi Tony Parker. Eu, claro, não vi os jogos virtuais, mas sei que foi uma vitória injusta do cara que mais faz bandejas impossíveis na NBA. E aqui estão meus motivos:

1- Ele não está em nenhum evento do All-Star Weekend, não deveria nem estar lá!
2- Ele jogou usando o Spurs, isso é apelação!
3- Ele é do Spurs e eles já ganham o suficiente na vida real
4 (e o único real motivo) - Ele estava com a Eva Longoria do lado dele. É claro que todo mundo ficava babando naquela mulher ao invés de levar o jogo a sério! Ele apelou de novo!

E com a Eva Longoria do lado, como ele acha motivação pra treinar no video game? Ele disse que joga às vezes com os irmãos dele, mas por que ele vai ver os irmãos se tem a Eva Longoria na cama dele? Não entendo.

Mas para a Eva Longoria ficar na dela e não achar que é tão importante assim, Parker a enfrentou em um jogo antes do campeonato. Ele com o Spurs e ela com o Jazz. Ele deu uma surra nela e mostrou que os machos mandam na relação.

Agora, por que será que ela escolheu o Jazz? Teria algo a ver com essa foto aqui tirada nos playoffs do ano passado entre Jazz e Spurs? Olha o chifre, Tony...



















Temos que concordar que outro motivo que levou à vitória de Parker foi a incompetência dos seus concorrentes. No jogo contra Kevin Durant, o novato escolheu seu Sonics e começou o jogo com Robert Swift como pivô! Robert Swift! Você tava falando sério, Durant?

Se você só entrou hoje no Bola Presa agora, desça mais a barra lateral e leia outros posts, estamos com muitos textos sobre o All-Star Weekend!

Entrevistas e mais entrevistas

Kidd está adorando ser perguntado mil vezes sobre sua troca para o Dallas


Sábado é o dia das entrevistas no All-Star Weekend, é o que eles chamam de Media Day. Cada jogador participante de algum evento do All-Star Weekend e mais os técnicos ficam em suas mesas e, em volta deles, milhares de jornalistas de todos os cantinhos do planeta Terra ficam enchendo com as mesmas perguntas vazias. Não são todos que conseguem uma pergunta, os que conseguem fazem uma ou no máximo duas e, em geral, todos falam sobre a mesma coisa.

Nós do Bola Presa, não sei porque, não estamos lá, então ficamos aqui com as entrevistas e causos contados pelos outros. Pelo o que eu li por aí os assuntos que estão bombando são três: a troca do Gasol, a troca do Shaq e a troca não trocada do Kidd. Muito criativo!

O jogador mais concorrido para entrevistas foi Kobe Bryant. Falaram que a mesa dele já estava lotada antes mesmo dele chegar lá. Seguido dele estavam lotadas as áreas de Allen Iverson, Yao Ming e Steve Nash. Depois, com um pouco menos, LeBron James e Dwyane Wade. O desconhecido entre as estrelas foi David West que, alguns maldosos falaram, tinham menos repórteres em volta que o técnico dele e do Oeste, Byron Scott.

Segundo o site da revista Dime, perguntaram para o LeBron James quem era melhor, ele ou o Kobe (pra vocês verem o nível das perguntas feitas!) e a resposta de LeBron foi curta, simples e, disseram, soou bem real: "Kobe, claro. Ninguém é melhor que o Kobe.".

E se só se falavam em trocas, como você acha que o Kidd se sentiu sendo que entre ele, Shaq, Gasol e Marion, só ele estava lá? Sua entrevista foi concorridíssima e sempre sobre o mesmo assunto. Ao InsideHoops, ele disse:

"Não tenho falado com ninguém. Passei a noite de ontem com a minha família e agora estou aproveitando as festividades do All-Star Weekend. É isso. Sou do Nets até que me digam o contrário."

"Não é a primeira vez que sou trocado, então nada aí realmente me incomoda. É só esperar pra descobrir se terá uma troca ou não. De qualquer forma, o basquete não muda, só talvez será em uma cidade diferente"

Pelo o jeito o Kidd está bem na defensiva, não quer falar nada de muito polêmico já que não há nada decidido. Não quer se queimar com nenhum dos lados. Já ouvi gente dizendo que é só questão de tempo até o Devean George aceitar, e já ouvi que a troca está praticamente morta. Eu, sinceramente, não sei em que lado acreditar.

Nas entrevistas com Kobe Bryant, além das trocas, seu dedinho machucado também foi assunto. Aqui estão algumas das coisas que ele disse:

"Meu dedo está machucado, estou tentando descansá-lo. Fazendo o possivel para ficar o mais saudável possível para a segunda metade da temporada. Não vou operar, o timing é péssimo para isso. Estou jogando com ele assim e já acostumei. Temos uma ótima equipe médica e estaremos cuidando disso."

"A conferência Oeste está muito competitiva. Nunca vi tão disputada como agora. Mas é bom, fica mais interessante e divertido para nós. Toda noite na conferência Oeste é uma batalha."

(perguntado se a troca de Shaq e a quase-troca de Kidd teriam a ver com a troca do Gasol)

"Talvez tenha um pouco. Mas o Dallas já era um time bom, já tinham vencido 67 jogos na temporada passada, o negócio é que um cara como Jason Kidd não dá pra deixar passar. E o Phoenix trouxe um dos melhores jogadores de todos os tempos, mas isso muda o jogo deles um pouco, terão que se adaptar. Mas o que a gente no Lakers pode fazer é nos concentrar no nosso jogo e em como nós jogamos"


Sobre se Kobe vai ou não jogar no domingo, a notícia é que ele está praticamente sendo obrigado a jogar. A regra da NBA diz que um jogador não pode jogar o último jogo de seu time antes do All-Star (Kobe jogou contra o Wolves, na quarta), jogar o primeiro jogo depois do All-Star (terça o Lakers pega o Hawks) e não jogar o All-Star alegando contusão. Isso resultaria numa suspensão para o jogador. Dirigentes do Lakers estão em negociação com a NBA mas é possível que Kobe acabe entrando no domingo e jogando poucos minutos apenas.

Ainda sobre as trocas, Carmelo Anthony disse a sua posição e a do Denver no Oeste:

"Eu estou só esperando meu telefone tocar pra gente ver o que vamos fazer. O Oeste está voltando a ser o que era. A corrida para os playoffs é difícil até pra gente, acho que estamos em nono agora, então estamos tentando pegar a oitava vaga agora, mas a disputa vai até o último dia, pode ter certeza."

"Talvez façamos alguma coisa antes do dia limite para trocas ou talvez não façamos nada. Se não fizermos, vamos com o que temos. Amo o nosso time do jeito que ele é agora, mas se conseguirmos alguém, é uma ajuda. Mas com o time que temos somos capazes de fazer muitas coisas."


Qualquer novidade, boa entrevista ou coisa do tipo, estaremos de volta. Continuem atentos ao Bola Presa! E aproveitem que estão no clima da NBA e leiam a minha coluna no BasketBrasil, nessa semana falei sobre os números em volta da troca de Shaq para o Suns.

O lado D da NBA

O Vince Carter dos pobres


A liga de desenvolvimento da NBA, a D-League, foi criada em 2001 e desde então não pára de crescer. Tudo começou com 8 times e hoje já são 14, David Stern disse que ainda planeja a criação de mais um último time, aí serão 15 na D-League, cada um deles sendo relacionado a dois times da NBA, que tem 30 equipes. Assim dois times da NBA comandariam uma equipe da D-League, podendo mandar seus jogadores mais novos pra lá e podendo pegar jogadores dela para compor o elenco de sua equipe.

Entre o público, a D-League ainda é desconhecida. Poucas pessoas se interessam pelos resultados, pelas equipes, playoffs e tudo mais, mas em compensação cada vez mais as atuações de lá têm sido reconhecidas. Sempre que alguém começa a se destacar (como o novato Morris Almond, do Jazz, que já marcou mais de 50 pontos duas vezes na D-League), alguns jornalistas, comentaristas e fãs já abrem os olhos pensando se o jogador poderia dar certo na NBA. Alguns jogadores que deram ou estão dando certo na liga vieram de lá. Alguns deles são Kelenna Azubuike, do Warriors; Smush Parker, que foi dois anos titular (irgh!) do Lakers; Jamario Moon; Mikki Moore; Matt Carrol, do Bobcats; e o Most Improved Player de 2005, Bobby Simmons.

Mas por que eu estou falando da D-League bem no meio do All-Star Weekend?

Porque desde o ano passado a D-League também faz parte da festa. Para ajudar na popularização da liga, a NBA colocou a sua liga menor pra dar show também. No ano passado foi um jogo das estrelas, que teve Pops Mensah-Bonsu como MVP. Nesse ano foram ainda mais eventos, que aconteceram ontem antes do jogo dos novatos.

O primeiro foi o H.O.R.S.E. Esse é um jogo bem tradicional nos EUA, jogado nas ruas por quem só quer uma diversão, um desafio. O jogo é um duelo de um contra um, em que um dos jogadores faz uma jogada e depois desafia o concorrente a fazer igual. Por exemplo: você arremessa uma bola de três usando a tabela e, se acertar, claro, é a vez do seu concorrente tentar. Se ele conseguir copiar, é a vez dele de criar algo. Se ele errar, ele recebe a letra "H", quando alguém erra cinco vezes, completa a palavra HORSE e é eliminado.
Lance Allred, do Idaho Stampede, foi o vencedor da competição ontem. Ele usou o meu exemplo (ou eu usei o dele?) de arremessar uma bola de três usando a tabela. Mas também tiveram jogadas de arremessar sentado e de costas. Criatividade é tudo, amigos.

O jogo seguinte foi o chamado "Hot-Shot". Nesse jogo participaram quatro jogadores da D-League e cada um deles usou como companheiro uma fã - pelo o que eu vi, em todos os casos, uma criança. Nesse jogo a dupla tem que marcar o maior número possível de pontos em determinado tempo. Pode-se arremessar debaixo da cesta por um ponto, da linha do lance-livre por dois, da linha dos três para três pontos (jura?) ou do meio da quadra valendo cinco. Mas os fãs só podiam arremessar do lugar de valor de um ponto.
O vencedor foi Carlos Powell do atual campeão da D-League, Dakota Wizards. Seu companheiro, o fã Will Clap, ganhou o direito de ser um dos jurados do campeonato de enterradas da D-League.

Depois foi a vez do tradicional campeonato de três pontos. Nesse, nada a ser explicado, são as mesmas regras do torneio da NBA, com as bolas coloridas valendo 2 e tudo. O campeão foi Adam Harrison do Tulsa 66ers, com 19 pontos na final. Lembrando que no ano passado Jason Kapono foi pra final do campeonato de 3 pontos marcando os mesmos 19. Foi só na final que ele deslanchou e marcou o recorde de 24 pontos.

Para terminar a noite, foi a vez do campeonato de enterradas. Não consegui ainda ver todas as enterradas, mas pelo o que eu vi na parte de vídeos da NBA.com, não deixou nada a desejar. Algumas enterradas foram mesmo de tirar o fôlego e mereceriam notas altíssimas mesmo no campeonato da NBA. Uma delas foi essa aqui de Mike Taylor, a única no YouTube até agora. Mas a melhor de todas, que tiraria uma nota máxima de 50 na NBA facilmente, foi do campeão Brent Petway. Ele ficou parado embaixo da cesta, colocou a bola no chão e aí, sem passos de impulsão, pegou a bola no chão, pulou e fez um windmill doentio!

Vou continuar fuçando por aqui até achar mais vídeos dessas competições pra vocês, mas por enquanto podem aproveitar esse vídeo com algumas enterradas do campeão Brent Petway. Dá pra entender porque ele foi o campeão...



E continuem entrando no Bola Presa hoje e amanhã, porque tem muita coisa acontecendo, vai ter texto novo o dia todo!

Os novatos nunca vencem

Daniel Gibson dando uma de Jordan


Eles venceram duas vezes, é verdade, uma na primeira vez que, ao invés de serem dois times de novatos, colocaram os jogadores de segundo ano na parada. Foi no ano 2000 em um jogo que foi até para a prorrogação e teve Elton Brand como MVP. A outra vitória dos novatos foi em 2002, com Jason Richardson como MVP. Essa classe de novatos de 2002, aliás, é a única a ganhar o jogo tanto no ano de novato como no seu segundo ano, e olha que em 2003 eles pegaram pela frente LeBron, Melo, Wade e companhia pela frente!

Mas o jogo de ontem era uma vitória certa dos sophomores, era só olhar o elenco e ver que os novatos não tinham chance. No time dos jogadores de segundo ano você tem um all-star em Brandon Roy e pelo menos mais 5 jogadores que serão votados no prêmio de jogador que mais evoluiu. São eles Rudy Gay, LaMarcus Aldridge, Jordan Farmar, Ronnie Brewer e Rajon Rondo.
Na nossa promoção acho que apenas uma ou no máximo duas pessoas votaram nos novatos, foi um risco que poderia lhes render o prêmio, mas a lógica prevaleceu. O jogo começou estranho, com os times tocando bastante a bola, marcando, jogando forte na defesa e até esperando faltar 5 segundos no relágio de posse de bola pra arremessar, mas depois o pessoal acalmou e o jogo solto imperou.

Que tal o MVP do jogo? Acho que só duas pessoas esperavam que o que aconteceu aconteceria mesmo: o LeBron James e nosso leitor Artur. Só ele colocou Daniel Gibson como MVP do jogo dos novatos e acertou em cheio. Saiu na frente na disputa e talvez isso sirva pra compensar o fato de que ele colocou Kobe Bryant como MVP do jogo de domingo, a notícia é que Kobe pode ficar de fora do jogo pelo motivo que o tirou da disputa dos 3 pontos, o dedinho da mão machucado.

A atuação de Daniel Gibson foi sem dúvida a que mais chamou a atenção. Meter 11 bolas de 3 em um jogo não é fácil nem em jogo de bricadeira! Tenta meter 11 de três no seu clube, parque ou escola na próxima vez em que você for jogar, não vai ser fácil. Ontem até ouvi algumas pessoas criticando a atuação dele, dizendo que ela não teria tanto valor assim devido às 20 tentativas de arremesso de 3 e devido também à fraca marcação. Mas o fato é que dessas 20 bolas, duas foram do meio da quadra no estouro do cronômetro de cada tempo e pelo menos outras duas foram de muito mais longe do que a linha de 3. Além disso, ele acertou sim alguns arremessos bem difíceis, como um no primeiro tempo em que pulou bem desequilibrado, e outro no segundo tempo com Jamario Moon pulando em cima dele pra tentar o toco. O prêmio de MVP foi merecido e foi muito divertido ver o LeBron todo empolgado com o seu companheiro de time!

Outras atuações além da de Gibson merecem destaque:

Rookies:

Kevin Durant - Foi um típico jogo de Seattle Sonics pra ele. Foi fominha, arremessou sempre que teve vontade, foi o cestinha do seu time, teve um aproveitamento baixo nas bolas de longe mas compensou sendo agressivo e mandando umas boas enterradas.

Al Horford - Também um jogo típico dele. Foi o reboteiro e usou sua força para conseguir seus pontos no garrafão. De longe é o melhor reboteiro entre todos que estavam na quadra, melhor até que Paul Millsap. Mas o ruim de Horford é que seu jogo é "só" eficiente, não tem a parte do show que a gente tanto gosta de ver nesses jogos.

Jamario Moon - Mandou umas enterradas que, apesar de não serem dignas de campeonatos de enterradas, já deram pra mostrar que o cara pula demais da conta! Também protagonizou um belo duelo com Daniel Gibson, tentando marcar ele e até arriscando bolas de três na cara do armador do Cleveland.

Sean Williams - Deu pra perceber que era o novato mais afim de jogo. Estava se divertindo e arriscando coisas que não pode fazer em jogos normais: puxou contra-ataque, driblou, deu crossover e pra terminar fez a melhor jogada do jogo, quando jogou a bola na tabela para ele mesmo e enterrou, no maior estilo T-Mac! Sobre a enterrada, depois do jogo ele disse "Eu nem lembro dessa jogada! Verdade, não lembro! Mas agora não vejo a hora de ver o replay!". Será que ele parou com as drogas, mesmo?


Sophomores

Brandon Roy - Ele pegou leve. Não monopolizou o jogo na sua mão como poderia ter feito para se consagrar MVP. Arremessou pouco e mesmo assim fez 17 pontos e deu 7 assistências, incluindo um belo passe para uma ponte aérea com Rudy Gay.

Rudy Gay - Acertou 9 de 11 arremessos. Acertou as duas bolas de 3 que tentou e deu uma renca de enterradas. O que mais poderíamos pedir? Teria sido o MVP se Gibson estivesse numa noite mais fria.

LaMarcus Aldridge - Teve um jogo ótimo com 18 pontos e 9 rebotes, mas apareceu pouco porque seu estilo de jogo não é o de dar show. Pelo menos completou alguns bons passes com enterradas, que é o que esperamos de caras com o tamanho dele.

Jordan Farmar - É o que eu sempre digo, esses jogos de festa, em que queremos ver show vindo de jogadores que nunca jogaram juntos, dependem de um ótimo armador. E Farmar era o melhor armador em quadra ontem. Ele é melhor que Rondo, Gibson e Conley e não é só porque eu torço pro Lakers. Ontem ele mudou o jogo quando entrou, tudo fluiu mais facilmente e o show começou a sair. Suas 12 assistências traduzem bem o que eu quero dizer.

Ronnie Brewer - Tentou seis arremessos (arremessos? Enterradas!) e acertou todas, incluindo um windmill e algumas pontes aéreas. Basta isso pra ser um destaque nesses jogos.


Como destaques negativos vou colocar um jogador de cada time. Pelos novatos fiquei bem decepcionado com Mike Conley Jr, esperava que nesse jogo ele jogaria bem solto e seria o líder do time dos novatos. Mas ao contrário disso parecia nervoso, errou muitos passes, acabou o jogo com 5 turnovers e não deu o show esperado. Como disse acima, esses jogos precisam de bons armadores e os novatos não tiveram nenhum. Navarro jogou bem no final mas ele é um shooting guard com tamanho de armador principal, só isso.

Pelo lado dos sophomores, minha decepção foi Andrea Bargnani. Ele começou o jogo com uma inflitração terminada em enterrada, achei que ia ser a chance de vermos o italiano mostrar seu arsenal de jogo, poderíamos ver ele arriscar coisas novas que não conhecemos de seu jogo e que o fizeram ser uma primeira escolha. Mas ao contrário disso, depois da enterrada ele só ficou na linha de três arremessando e acertando pouco como já faz em Toronto. Uma decepção.
Também esperava mais velocidade e agressividade do Rajon Rondo, mas ele não foi ruim, foi só mediano, a decepção mesmo fica com Bargnani.

Os jogadores que eu não citei (Scola, Yi, Jeff Green e Millsap) simplesmente não apareceram muito no jogo. Jeff Green meteu umas enterradas legais mas nada de estourar os miolos, os outros simplesmente não têm jogo que se destaque na hora do espetáculo, apesar de serem bons e de merecerem o lugar no jogo. Mas pra quem não conhecia deu pra conhecer o suave, delicado e lindo arremesso de Yi Jianlian, já vi gente por aí dizer que só não é mas bonito que o arremesso do Ray Allen. Não sei não, e o Shawn Marion, onde é que fica?

Pra terminar o Top 10 de jogadas do jogo de ontem eleito pela NBA TV. Eu gostei da lista, só achei que a bola de 3 do Gibson que deveria aparecer é a em cima do Moon, não a que quebrou o recorde de bolas de 3 em um desafio dos novatos, que era de Kyle Korver.



Hoje a noite tem o esperado campeonato de enterradas!!! Não vejo a hora! Boa sorte para todos na promoção!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Vai bobear, mané?

Não se esqueça, a promoção do Bola Presa para o All-Star Game se encerra hoje, uma hora antes da partida dos novatos. Não deixe de participar e tentar ganhar um sensacional-porém-ainda-não-decidido DVD da NBA!

Não seja um gordo preguiçoso como o Zach Randolph, nem dê a desculpa do computador ter quebrado, como eu. Envie seu e-mail agora mesmo para o bolapresa@gmail.com e arranque seus cabelos quando perceber que você é um fracassado e não consegue acertar nada!

Desejo boa sorte para todos e um bom fim de semana das estrelas! (parece algo que o Walter Mercado diria)

"Participe djá!"

Os resultados saem na semana que vem, assim que pudermos apurar todos os 8 milhões de e-mails recebidos e fazer uma estatística bacanuda com quais foram os favoritos e os azarões. Então, senhores participantes, tenham paciência e, acima de tudo, divirtam-se!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Tudo como antes

Jason Kidd, na época em que não fazia um triple-double toda vez que ia ao banheiro


Eu costumava ser um rato de boxscores, acordando e correndo para ver como cada jogo havia sido. Então comecei a ler os recaps dos jogos mais importantes, ou seja, os resumos com os detalhes de cada partida. Em breve os recaps passaram a ser pouco profundos e passei a ler notícias em sites especializados o dia inteiro. Quando podia, acompanhava os jogos ao vivo através de um play-by-play, um relato escrito de cada jogada. É bem legal, é como se ao invés de assistir a um filme pornô você lesse um relato minuto-a-minuto de tudo que está acontecendo: "2:33 - Sylvia Saint baixou as calças; 2:34 - Sylvia Saint se apoiou na parede". Uau, realmente muito emocionante e excitante!

Quando, através dos chineses desocupados, os jogos da NBA começaram cada vez mais a serem transmitidos pela internet, ficar acompanhando resumos frios e relatos soltos se tornou completamente sem graça. Sem assistir os jogos, dá para achar que o Zach Randolph é o melhor ala de força do mundo, que o Leandrinho deveria ser titular (se bem que não é hora de entrar nesse assunto) e que o Larry Hughes, que fez 40 pontos, deveria ser All-Star. Pra não cair no conto do vigário, nada melhor do que assistir com seus próprios olhos. E nada mais deprimente do que ter que voltar às informações frias.

Lá estava eu, mudando de casa, levemente desconfiado de que problemas com a internet poderiam me tirar algumas noites de sono. Desceu então uma força divina dos céus, a mesma que diz "acha ruim torcer pro Houston, então experimenta o Knicks", e resolveu aumentar minhas dores de cabeça. Ao invés do meu computador fazer o tradicional "piri-pí" ao ligar, soltou um bruto "tururum" que meu sexto sentido (o mesmo que acha que o Spurs vai ser campeão todo ano) imediatamente reconheceu como a morte do meu HD. Sem computador em plena temporada de NBA?

A vida de um viciado é complicada. Pensei em me internar imediatamente numa clínica de reabilitação, mas quem eu estou querendo enganar? É claro que eu não sobriveria nela se não me mantivessem regularmente informado ao menos sobre os placares. Bolei alguns planos, arranjei alguns lugares e darei um jeito de assistir a vários jogos ainda, não muita coisa vai mudar. Mas os poucos dias em que fiquei de fora da internet, abandonando o Bola Presa e o mundo da NBA, foram o bastante para me deixar em pânico. Que coisas maravilhosas teriam acontecido? Que trocas absurdas teriam sido concretizadas? Quais jogadores teriam sido contundidos pelo Bruce Bowen?

De volta a um computador, é hora de se atualizar. Olha lá, meu Houston continua sendo o time mais quente da NBA, tendo vencido 8 partidas seguidas mesmo ainda jogando mais-ou-menos. O Shaq continua vestindo seu terno no banco de reservas e matando de ansiedade os bilhões de palpiteiros desocupados pelo mundo. O Miami Heat continua fedendo, mesmo com a mudança nos ânimos da equipe. Sheed e Ray Allen vão para o All-Star substituindo Caron Butler e Kevin Garnett, machucados. Ou seja, a NBA continua deixando Turkoglu de fora. Está tudo como antes na NBA, meus dias fora não fizeram muita diferença. A não ser por esse triple-double do Boozer, que não acontece todo dia. Será que o Jazz agora vai? E esse triple-double do Odom! Incrível como ele destrói quando se torna apenas mais uma peça num time e não um jogador fundamental.

E foi então que engasguei e descobri que Jason Kidd quase fora trocado. A troca mais legendária em toda a NBA quase aconteceu bem quando eu não estava aqui acompanhando. Safados!

A tal troca varia um pouco dependendo da fonte, mas seria basicamente Devin Harris, Maurice Ager, Diop, Stackhouse (que seria mandando embora e voltaria para o Mavs), Devean George, duas escolhas de draft de primeiro round e mais toneladas exorbitantes de dinheiro em troca de Kidd e Malik Allen. Alguns dizem que nosso ex-desconhecido do mês, Antoine Wright, também está na bagunça.

A troca só não aconteceu enquanto estive fora por causa do excelentíssimo senhor Devean George, que a vetou. Alguns estão xingando o homem, que impediu uma troca que supostamente tornaria o Mavs um dos maiores candidatos ao título, e outros estão louvando o cara por ter impedido o Dallas de mandar coisas demais em troca de alguém que não se encaixa perfeitamente no esquema da equipe. Questão de opinião. Pra mim, se o Dallas tivesse que mandar o ginásio deles em troca do possivelmente melhor armador das últimas décadas, deveriam fazer na hora.

Fiquei intrigado com as causas e os motivos que levaram George a ter tanto poder nas mãos e usá-lo para acabar com a troca, então fui pesquisar. Eu sou péssimo com matemática (só sei contar usando os dedos), passei na escola de favor, e nunca entendi nem de longe as bilhões de regras que compõe os tetos salariais dos times da NBA, então entendi apenas moderadamente. Parece que surgiu uma regra, anos atrás, permitindo que o Celtics reassinasse Larry Bird mesmo extrapolando o limite salarial da equipe. Desde então, jogadores com mais de 3 anos em suas equipes caem na regra "Larry Bird" e seus times podem reassiná-los por mais grana do que seria permitido. Jogadores que completem 2 anos em suas equipes (ou seja, sem terem sido trocados) caem na regra "Early Bird", ou seja, uma regra parecida com a do Bird mas que acontece mais cedo. Jogadores nessas condições também podem ser reassinados mesmo com seus times extrapolando o limite, embora podendo passar menos do teto estipulado, e também têm a possibilidade de vetar trocas que o envolvam, justamente para manter seus direitos à condição de "early bird".

Ou seja, Devean George bloqueou a troca porque está velho, acabado, lascado e mal pago, está na NBA tão de favor quanto eu quando passei em matemática, e a possibilidade de que seu salário não conte para o limite de cada time é sua esperança de que ele consiga ganhar uma bela duma graninha por mais uns anos. Sendo trocado para o Nets ele teria que aceitar uma mixaria (para seus padrões, claro, eu vivo com 10 reais e a grana do busão) e isso é algo que ele não quis aceitar. O mais ridículo, no entanto, é que o George chegou a pedir para ser trocado nessa temporada por não ter "minutos o bastante em quadra". Mas é óbvio que foi só charminho porque uma troca acabaria com suas chances de ter uma carteira gorda apesar de suas inabilidades, tipo a Luciana Gimenez.

Devean George foi o clássico empata-foda. Em nome de suas verdinhas, não deixou seus amigos se divertirem, ganharem um jogador Hall da Fama e terem chances reais de ganhar um anel de campeão. A troca ainda deve acontecer, vão arranjar outro mané para ir no lugar do George, talvez um pacote de bolachas, o Eddie Jones ou até o Van Horn, que entrou nesse papo mas essa hora deve estar de pijama de bolinhas fazendo palavras-cruzadas e, se entrar em quadra, morre de reumatismo.

O que mais me intriga é justamente qual clima vai reinar em Dallas caso a troca não aconteça, ou ainda caso aconteça mas George continue por lá. Será ele vaiado ou aplaudido? Jogará muitos minutos ou se afundará no banco? Conseguirá ser reassinado como sonha ou, como o bom empata-foda que é, receberá uma fria da NBA nos moldes do Spreewell, que hoje não consegue emprego nem de caixa de supermercado?

Por enquanto, ainda não aconteceu nada, a troca voltou ao estágio da negociação. Mesmo sem computador, vou ficar ligado em tudo e assistir aos jogos de estréia de Shaq no Suns e, quem sabe, de Kidd no Dallas. Como se o Oeste já não fosse forte o suficiente...

Agora, uma última coisa. Você, leitor do Bola Presa, deposite agora mesmo 1 real na conta do Fundo para Blogueiros sem Computador e mantenha os posts do seu blog brazuca favorito de NBA! Mando de brinde a já tradicional máscara do Tim Duncan para Halloween.