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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Resumo da Rodada: O Spurs tira uma folga, Hibbert não é piada

Bem-vindos de volta do Carnaval, ó viajantes desavisados! Na cobertura desses dias de festança, chegamos agora à rodada do dia 21 em nossa missão divina de deixar todo mundo inteirado do que andou acontecendo na NBA enquanto nosso hemisfério mergulhava em caipirinha. Até amanhã alcançaremos a linha de espaço-tempo correta e poderemos nos dedicar integralmente ao All-Star Weekend. O Bola Presa terá muitas novidades nesse fim de semana especial, então vamos cuidar logo das rodadas passadas pra pular no All-Star sem medo de ser feliz. Yay!

Comecemos com Heat e Kings, que foi um jogo inesperadamente difícil levando em consideração que o Heat costuma matar os seus jogos ainda no meio do primeiro quarto. O Isaiah Thomas continua chutando traseiros desde que virou titular e é parada obrigatória no League Pass de qualquer um, ontem ele manteve o Kings no ritmo certo para ficar perto do Heat no placar o jogo inteiro, meteu 5 bolas de três e acabou o jogo com 24 pontos. Mas o mais fantástico a respeito do Isaiah é que o Tyreke Evans vai aos poucos se acostumando a jogar na sua posição natural, de segundo armador, e vai voltando a ser capaz de tirar proveito da sua força, do seu tamanho e da sua visão de jogo. Tyreke teve uma partida fantástica com 21 pontos, 7 rebotes e 10 assistências, e ninguém no Heat conseguiu diminuir o ritmo da dupla de armação. Mas é claro que ninguém no Kings também conseguiu parar o pessoal de Miami: Wade teve provavelmente a sua melhor partida da temporada com 30 pontos, 10 assistências, 3 roubos e 2 tocos, Bosh teve 20 pontos e 10 rebotes, e Mario Chalmers meteu 6 bolas de três para acabar o jogo com 20 pontos. Aliás, foi a primeira vez na temporada que três jogadores do Heat marcaram pelo menos 20 pontos e um deles não era o LeBron - que teve "apenas" 18 pontos, 8 assistências, 2 bolas de três e 2 tocos fenomenais.

Quem acabou vencendo o jogo, no entanto, foi o banco do Heat. No começo do último quarto, com todo mundo cansado pelo ritmo acelerado de jogo, os dois bancos entraram em quadra e os reservas do Miami deram um pau. Norris Cole, Shane Battier e Mike Miller cuidaram do jogo e aí não deu pro Kings correr atrás quando os titulares voltaram. O Kings é um bom time, talentoso, mas precisa de mais profundidade e principalmente precisa saber como se manter no jogo durante o quarto período. Se não bastassem as decisões imbecis nos minutos finais, ainda falta fôlego para a pirralhada.

O Sixers é outro que não deixa de fazer merda no final dos jogos. Perderam todos os jogos da temporada que foram decididos por 4 pontos ou menos e o Iguodala não marcou um único ponto em quartos períodos durante os últimos seis jogos. Seis! Não é à toa que são 4 derrotas seguidas. Na partida contra o Grizzlies, mesmo com o time de Memphis visivelmente exausto, Iguodala voltou a não pontuar no quarto período, Jrue Holiday também não marcou unzinho sequer, e Marc Gasol acabou selando a vitória. Aliás, o Grizzlies fez bem em insistir num garrafão alto apesar da correria, porque quando sofreu contra o meu Houston e tentou uma formação mais baixa, tomou mais pau ainda.

O garrafão alto também garantiu a vitória do Pacers em cima do Hornets, ainda que tenha sido na prorrogação. O Hornets anda dando trabalho pra todo mundo, tornando os jogos difíceis e brigados, mesmo com esse elenco todo lesionado e furado. Mas não conseguiram sobreviver ao Roy Hibbert, com 30 pontos, 13 rebotes, e uma tonelada de pontos na prorrogação vindos de rebotes de ataque. O Hibbert virou piada por ir para o All-Star Game, mas é um dos melhores pivôs da NBA. O problema é seu jogo inconsistente, a mania de jogar como se fosse nanico contra alguns times, querendo só arremessar de fora, mas cada vez mais ele está topando as trombadas e está virando uma versão estranha do Jermaine O'Neal de uns anos atrás. Lembram quando o Brad Miller virou piada por ir para o All-Star no Leste, também pelo Pacers, e depois disso virou estrela e passou a colecionar triple-doubles? Pois dá pra esperar algo bem parecido do Hibbert. Outro membro do Pacers que vai estar no All-Star Game e chutou traseiros foi o Paul George: ele vai jogar com novatos e segundo-anistas na sexta e estará no campeonato de enterradas no sábado. Contra o Hornets foram 20 pontos, 6 rebotes, 6 assistências e uma demonstração de porque estará na competição de enterradas:



Pistons e Cavs, que se enfrentaram, também vão levar um monte de gente para o All-Star na partida de novatos e segundo-anistas. Mas sabe quem com certeza não vai? Ben Gordon. Eu sei, ele teve algumas partidas simplesmente geniais pelo Bulls, já ganhou jogos impossíveis sozinho, mas também já perdeu jogos fáceis sozinho. Essa fama de "cara que sabe decidir" acaba fazendo mal demais para a carreira dele e comeu um pedaço do seu cérebro. Contra o Cavs, no final do jogo, Brandon Knight tinha metido 2 bolas de três seguidas (marcou 24 pontos, acertando 4 de 5 bolas de três), Greg Monroe estava passeando no garrafão (foram 17 pontos, 11 rebotes e 7 assistências), mas com o jogo apertado no final é claro que o Ben Gordon resolveu que iria arremessar todas as bolas sozinho e jogou a partida pela privada. Do outro lado, o Cavs vai se tornando um time fantástico em quartos períodos: Kyrie Irving parece o "Coração Gelado" dos Ursinhos Carinhosos, contra o Pistons ele acertou os lances-livres da vitória pelo que parece ser a centésima vez nessa temporada. Pra termos uma ideia, Irving fez sozinho 17 pontos no quarto período - enquanto Alonzo Gee fez 13 pontos no mesmo período (acabou o jogo com 16 e 11 rebotes). Ou seja, os dois juntos marcaram 30 pontos na fase final enquanto Ben Gordon se achava o fodão. O Pistons tem potencial, mas é preciso se livrar do passado e aceitar algumas verdades. Tayshaun Prince errou 12 arremessos seguidos durante a partida, será que ele não deveria assumir um papel diferente?

Pra fechar, o jogo mais "bleh" da rodada. Com 11 vitórias seguidas e enfrentando um Blazers que anda despencando pela tabela, o Spurs (já desfalcado de Ginóbili e Splitter) resolveu descansar Duncan e Parker e colocou um time de reservas em quadra. Era o oitavo jogo de uma longa viagem de 9 partidas fora de casa, fez sentido deixar as duas estrelas velhinhas no banco, mas o Blazers entrou mordendo e venceu a partida nos primeiros minutos. Fato importante: Raymond Felton tinha acertado um máximo de 2 bolas de três no mesmo jogo durante a temporada, algo que Jamal Crawford - que agora começou como titular - repetiu nos primeiros 4 minutos de jogo. Acabou a partida com 5 bolas de três, todo mundo no Blazers jogou muito e até o Felton desencantou e meteu 4 bolas do perímetro. De bom para o Spurs, apenas mais minutos para a pirralhada: Kawhi Leonard terminou o jogo com 24 pontos, 10 rebotes e 5 roubos de bola. Como diabos esse time sabe draftar tão bem? É ofensivo.

...

Fotos da rodada:

 Drible da foca

 Cara de cachorrinho pego fazendo bobagem

Cabaninha para os recém-casados 

 Roy Hibbert com sua tradicional cara de PhD em Física Nuclear

Camby dá um passe espírita em Leonard

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Resumo da Rodada: Dois jogos fantásticos (sem spoilers), e o primeiro do draft enfrenta o último

O Carnaval continua e todo mundo que não está foragido nas colinas continua fingindo que está se divertindo de montão, mesmo que ninguém saiba explicar o porquê. Enquanto isso a NBA também continua à toda, ainda que eu só perceba volta e meia, quando a internet me deixa. Ainda assim mantemos a promessa de cobrir todos os jogos dessas rodadas pra quem retornar da festança louco pra saber o que andou acontecendo no mundo real. No capítulo de hoje, vamos dar uma olhada - ainda que atrasada - nos jogos do dia 19.

A parte legal de ter League Pass é que você não é mais obrigado a obedecer as leis do espaço-tempo, pode ver os jogos onde estiver e quando quiser, mesmo com alguns dias de atraso. Por isso, se você é dono dessa maravilha e acabou de retornar à civilização depois do feriado, faça um favor a você mesmo e assista a dois jogos da rodada de ontem: Thunder contra Nuggets e depois Knicks contra Mavs. Se você é daqueles que não gosta de spoilers e prefere ver os jogos sem saber o que aconteceu, quem venceu, ou porque foram jogos tão especiais, então pode pular os próximos parágrafos. Pra quem não se importa, lá vai o resumo das duas partidas que, mesmo assim, merecem ser assistidas na íntegra.

[spoilers abaixo]

Primeiro, Thunder e Nuggets. Foi um jogo em alto nível, disputado, com as duas equipes abrindo vantagens que desapareciam logo em seguida. O Nuggets manteve seu jogo coletivo que já é marca registrada, botando todo mundo pra jogar e distribuindo a bola. A equipe de Denver dominou completamente o garrafão, mesmo sem Nenê: Chris Andersen jogou muito bem e até o Kosta Koufos, que só jogou 13 minutos, saiu de quadra com 13 pontos e 9 rebotes. No perímetro, Affalo assumiu a responsabilidade no ataque que seria do contundido Gallinari e acabou o jogo com 25 pontos.
Mas a parte surreal das estatísticas cabe ao Thunder: Kevin Durant saiu de quadra com 51 pontos, recorde da carreira (acertou 19 de 28 arremessos, 5 das 6 bolas de três pontos que tentou, além de 8 rebotes e 4 roubos de bola), Westbrook marcou 40 pontos (além de 9 assistências) e Ibaka conseguiu um triple-double que já se anunciava, com 14 pontos, 15 rebotes (oito deles no ataque) e 11 tocos. Para o Ibaka sequer é estranho dar mais de 10 tocos num jogo, ele está fazendo isso com uma constância bizarra, o estranho mesmo é ele conseguir mais de 10 pontos - quando isso ficar comum, os triple-doubles vão acontecer a rodo.

Essa combinação bizarra de um jogador com 50 pontos, outro com 40 e um um terceiro com um triple-double nunca aconteceu na história da NBA, ver o jogo é como presenciar o nascimento de um cabrito de 4 cabeças. E o mais legal é que o Thunder precisou dessa combinação bizarra de estatísticas para conseguir uma vitória no sufoco, então foi um jogão. Al Harrington meteu duas bolas seguidas de 3 pontos e aumentou a vantagem do Nuggets para 9 pontos no quarto período. O Thunder foi aos poucos cortando a vantagem e, quando perdia por 5 pontos, Durant acertou uma bola de 3 pontos a 30 segundos do final. Posse de bola do Nuggets, defesa completamente impecável do Thunder em todos os sentidos, e eis que o Durant tem então a chance de empatar o jogo com 7 segundos no relógio. Resultado? Foi brincadeira de criança: corta-luz do Ibaka, Durant partiu para a cesta e deu a enterrada mais fácil da carreira. O garrafão do Nuggets até segura as pontas no ataque, mas na defesa sente falta do tamanho de lua pequena do Nenê. Na prorrogação, depois desse balde de água fria, o Nuggets não conseguiu correr atrás de Durant e Westbrook, que marcaram literalmente todos os pontos do Thunder no período extra.

Ainda estou devendo meu post gigante sobre Westbrook e Derrick Rose, que um dia terminarei quando finalmente puder sentar a bunda tranquilo na frente de uma internet que funcione (mudar de casa é um inferno), mas o mais importante é isso: quando Westbrook está num desses dias fantásticos, o resto do Thunder é um time infinitamente melhor e o Durant tem espaço para marcar quantos pontos ele bem entender.

O outro jogo obrigatório no League Pass é Knicks e Mavs, basicamente porque Jeremy Lin voltou a alcançar o Sétimo Sentido e JR Smith finalmente entrou em quadra pelo D'Antoni, o técnico dos seus sonhos. O Knicks chegou a marcar 17 pontos seguidos no primeiro quarto com Lin chutando traseiros e JR Smith metendo 3 bolas de três pontos assim que pisou em quadra, todas bolas idiotas e fantásticas que renderiam surras de chibata de técnicos mais conservadores. JR Smith é o melhor no que faz: dar arremessos de longe pra burro com oito marcadores na sua cara, e dar enterradas violentas contra defesas em que não se deve infiltrar no garrafão. Ele não obedece a desenhos táticos, levou o técnico do Nuggets George Karl à loucura, arremessa quando bem entende, mas ele pode vencer o jogo para um técnico que sabe quando colocá-lo em quadra e quando tirá-lo. Nasceu para vir do banco de reservas e ser comandado por um técnico legal que se limite a controlar seus minutos. É bem simples entender o motivo de ter escolhido o Knicks ao invés de Mavs ou Lakers: JR Smith disse que jogar para o D'Antoni era um sonho antigo, e como se não bastasse ele ainda tem familiares em New York e é amigo do Carmelo. Dá pra perceber logo de cara que esse casamento deu certo: JR Smith jogou minutos limitados, tentou 16 arremessos (só acertou 6), D'Antoni disse que enquanto ele esteve em quadra o Knicks não chamou jogadas, apenas jogou no improviso passando pra ele e vendo a bola ser arremessada sem critério, e que o técnico simplesmente adorou essa possibilidade. Que outro técnico da NBA admitiria que um jogador destrói o sistema tático e ficaria feliz da vida com isso? Coisas de Mike D'Antoni.

Jeremy Lin cuidou do resto quando JR Smith sentou: nossa amante oriental favorita acabou o jogo com 28 pontos (11 de 20 arremessos certos, 3 bolas de três pontos certas em 6 tentadas), 14 assistências, 5 toubos de bola. A parte negativa é que foram 7 turnovers, ele continua perdendo demais a bola especialmente quando força demais as infiltrações usando o pick-and-roll, mas contra o Mavs ele gerou poucos contra-ataques e forçar o pick-and-roll significa que o ataque do Knicks já é duzentas vezes melhor do que era semanas atrás.

Mas o jogo não teve só Knicks: Dirk Nowitzki fez chover com 34 pontos e a defesa do Mavs, se ainda não é consistente como era na temporada passada em que garantiu um anel de campeão, ao menos consegue funcionar em toda sua capacidade durante trechos das partidas. Contra alguns adversários é o bastante, contra o Knicks quase foi. No terceiro quarto o Knicks não conseguiu jogar, a defesa do Mavs sufocou, Shawn Marion fez um bom trabalho em cima do Lin, e parecia que os atuais campeões iriam vencer fácil. Só não conseguiram manter a intensidade defensiva no final do jogo, quando Steve Novak meteu 4 bolas de três pontos e Jeremy Lin meteu outras duas, uma delas na cara do Shawn Marion. O Novak é um dos melhores arremessadores de três da NBA, acompanhei ele muito tempo no meu Houston, mas ele faz apenas isso - é um especialista assim como Jason Kapono e, por isso, ganha poucos minutos de quadra. Mas com o D'Antoni (e um bom armador) qualquer grande arremessador vira um gênio, e o Novak vai se aproveitar disso e deixar todo mundo impressionado. Com um armador de verdade finalmente veremos o que o D'Antoni faz com suas equipes, o elenco inteiro vai crescer muito e carinhas zé-ninguém vão ganhar jogos. O ponto sempre será a defesa e o jogo de garrafão, mas a defesa parece estar funcionando nessa temporada. Parece finalmente um bom momento de ser torcedor do Knicks.

[fim dos spoilers]

Pronto, os dois grandes jogos da rodada já foram, agora você pode jogar tudo para o alto e ir assistí-los no seu League Pass o mais rápido possível. Foi?

Se você ainda não foi é porque não tem League Pass ou então é muito fã do Bola Presa, mora numa cracolândia virtual do basquete, e deveria me dar uns trocados. De todo modo, vamos para o resto da rodada, que também foi bem legal.

Por exemplo, tivemos no dia 19 o fantástico duelo entre a primeira escolha do draft (o armador Kyrie Irving) e a última escolha do draft, a 60 (o armador Isaiah Thomas). Foi apenas o segundo jogo do Isaiah como titular, a equipe técnica já está apaixonada por ele, e agora Tyreke Evans pode finalmente jogar na sua posição natural, que é de SG. Quer saber o porquê de tanta babação no nanico? Esse é um jogo bom para entender: Isaiah teve 23 pontos , 8 rebotes, 11 assistências e controlou muito bem o ritmo do jogo, enquanto Irving teve 23 pontos, 3 rebotes e apenas uma assistência.

Ou seja, o Isaiah ganhou o duelo pessoal, o Cavs está desfalcado do Varejão, DeMarcus Cousins continua jogando muito bem desde que o Paul Westphal foi demitido, e até fez a cesta que colocou o Kings um ponto na frente com menos de 3 segundos para o fim do jogo. Mas, senhoras e senhores, esse é o Kings: Irving teve a última posse de bola, estava batendo todo descontrolado para a cesta, e aí o Tyreke Evans tentou roubar a bola e cometeu uma falta com 0.4 segundos sobrando no relógio. Irving cobrou e converteu os dois lances-livres e o Cavs venceu o jogo. Funhé. O problema dessa Kings sempre foi cabeça, o Cousins é um dos jogadores mais descontrolados da NBA e o Tyreke Evans não fica muito atrás. Eles simplesmente não sabem vencer. Do lado do Cavs, as vitórias improváveis continuam vindo, e com a lesão do Varejão pelo menos está surgindo o Tristan Thompson, jogando cada vez melhor. Dessa vez foram 15 pontos, 12 rebotes e 3 tocos.

Outro time que adora perder no finalzinho é o Sixers. Contra o Wolves foi a terceira derrota seguida (seria culpa do nosso post, na já clássica "Maldição Bola Presa"?), e o mais bizarro, foi a quinta derrota nos 5 jogos decididos por 4 pontos ou menos. Basta o jogo estar realmente disputado e o Sixers não faz a menor ideia do que fazer. O Wolves, por exemplo, estava perdendo por 1 ponto na última posse de bola, Kevin Love bateu para dentro para uma bandeja e o Iguodala fez uma falta muito boba - faltando 0.1 segundos para o fim! O Love começou absurdamente mal, acertou apenas 2 dos primeiros 15 arremessos, mas engrenou no quarto período, fez 12 pontos seguidos e é claro que converteu os dois lances-livres para virar o jogo. Acabou com 20 pontos e 15 rebotes, enquanto o Pekovic teve 17 pontos e 9 rebotes. Mesmo nos dias ruins, um garrafão desses pode vencer o jogo. E é claro que nossa esposa atual, Ricky Rubio, fez a parte dele: na "Jogada Rubio do Dia", vale dar uma olhada em quão simples ele faz esse passe biruta parecer.



Agora para o resto da rodada. O garrafão do meu Houston, que foi engolido pela dupla Love-Pekovic no último jogo, resolveu chamar de volta da D-League o pirralho Greg Smith para dar uma força na defesa embaixo do aro, e dar mais minutos para o Patrick Petterson mostrar sua capacidade como defensor. Deu certo: o Houston tomou 30 pontos no garrafão contra Al Jefferson e Paul Millsap no primeiro tempo, mas apenas 10 pontos no segundo quando a defesa dos dois engrenou. Para selar a vitória, Kyle Lowry meteu 7 bolas de três pontos: foram 32 pontos e 9 assistências. Kevin Martin também jogou bem, mas continua sendo ignorado pela movimentação ofensiva do time e quase não recebe a bola, vai acabar sendo trocado mais cedo ou mais tarde.

Roy Hibbert, o jogador-criticado-da-vez-por-ser-All-Star, chutou o traseiro do Bobcats com 18 pontos e 14 rebotes, e foi uma força defensiva junto com Danny Grenger para fazer o Bobcats passar vergonha. Para se ter ideia, o técnico do Pacers, Frank Vogel, pediu um tempo técnico com só 2 minutos de jogo porque estava descontente com a defesa e o resultado foi que o Pacers começou o jogo vencendo por 21 a 2. O Bobcats chegou a estar perdendo por 44 pontos (quarenta e quatro!) e os titulares da equipe marcaram apenas 25 pontos. Eles meio que fedem.

Outro pivô do Leste ganhou atenção ontem por finalmente voltar às quadras, aliás consideravelmente antes do que se esperava. Trata-se de Brook Lopez, também conhecido como "a chance ambulante do Nets trocar pelo Dwight Howard". Já falei isso num longo post sobre o Magic, acho que o Lopez se daria melhor no Magic do que o Dwight mesmo não tendo sua capacidade atlética ou defensiva, mas dá medo de que ele tenha sido apressado de volta às quadras apenas para que o Magic considere trocar por ele. Ao menos nesse primeiro jogo, em que esteve em quadra por 20 minutos, pareceu não estar sentindo nenhuma lesão: errou muitos lances-livres (sinal de falta de ritmo) e pegou apenas 2 rebotes (sinal de que ele é o mesmo jogador de sempre).

Mas toda a incapacidade de pegar rebotes do Lopez é compensada na balança do Universo pelo Ersan "Lady Gaga" Ilyasova. O ala do Bucks é o jogador mais estranho da NBA, tudo a seu respeito é pouco ortodoxo: a cara de branquelo psicótico, as meias altas, o arremesso torto, os pulos desequilibrados, a intensidade com que joga, mas ele é um defensor espetacular, sabe se posicionar para o rebote, e consegue arrumar pontos na marra de todos os lados da quadra. Contra o Nets foram 29 pontos e 25 rebotes. Vinte. E. Cinco. Treze desses rebotes foram de ataque e garantiram por si só a vitória do Bucks, mesmo que a intensidade necessária para conseguí-los tenha tirado o Ilyasova do jogo com 6 faltas. O Nets precisa ensinar o Brook Lopez a levantar os braços e pegar alguns rebotes, mas o Shelden Williams vai quebrando um belo galho: a menor cabeça do Universo pegou 15 rebotes dessa vez.

Tão ridículos quanto os dois rebotes do Brook Lopez, só a derrota do Celtics para o Pistons - a segunda do Celtics para o Pistons em 5 dias! São agora 3 vitórias seguidas para o Pistons e 3 derrotas seguidas para o Celtics, o bastante para o Universo sair do equilíbrio e morrer de vergonha. O Pistons está mais agressivo, Greg Monroe está fazendo estrago no garrafão (dessa vez foram 17 pontos e 10 rebotes) e aquela filosofia "não temos ninguém muito bom, mas juntos podemos chegar lá" está voltando à cabeça dos jogadores, mas nada disso é motivo para o Celtics tomar pau duas vezes. Dá pra ver que o desespero está batendo em Boston conforme a temporada passa e está faltando cabeça pra lidar com esse trem descarrilhando: sem Garnett, fora por motivos pessoais, o Rondo saiu esbravejando com os juízes até ser expulso no terceiro quarto e jogar na privada as chances do Celtics. Quanto pior vão as coisas por lá, mais desespero bate no time e pior eles jogam. É bola de neve.

Já o Suns não tem desespero nenhum, já que não tem chance nenhuma de coisa nenhuma. Volta e meia eles encaixam uns jogos fantásticos em que dá pra ver o que esse time foi na última década. Dessa vez foi contra o Lakers: Gortat continua um bom cosplayer de Amar'e Stoudemire com 21 pontos e 15 rebotes, Jared Dudley foi bom cosplayer de Joe Johnson com 25 pontos, e a marcação dupla em cima do Kobe (quase sempre feita pelo Grant Hill) foi impecável. Nós já comentamos aqui, o Kobe odeia o Suns e sempre vence os jogos contra eles sozinho, dessa vez foram 32 pontos, 7 rebotes e 5 assistências, mas a marcação dupla tirou ele da zona de conforto, obrigou a bola a rodar e fez com que Kobe cometesse 10 turnovers (foi um double-double maligno). Gasol e Bynum jogaram bem (Bynum com 16 pontos, 10 rebotes, 4 tocos, e Gasol com 17 pontos, 12 rebotes e 6 assistências), mas na correria do Suns não receberam nem metade das bolas que poderiam, o banco do Lakers apagou outra vez e os dois armadores principais (Fisher e Blake) somaram juntos 2 pontos e 4 assistências. Contra um Suns funcionando direitinho, não dá pro cheiro.

Pra terminar o resumo, tivemos o Heat jogando empolgado como sempre e, pra variar, acabando com o jogo logo no primeiro quarto. O Magic até tentou resistir, mas se você começa sendo atropelado desse jeito não tem mais volta e o jogo acaba mais cedo. Não ajudou o fato do Dwight Howard errar 8 dos 10 lances-livres que tentou. Depois tem gente perguntando por que é que ele não recebe mais bolas nos minutos finais de um jogo. Funhé.

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Fotos da rodada
Especial Jeremy Lin:


 O Elvis asiático

 Lin escapa da famosa "Defesa Losango"

 Kidd faz com Lin aquilo que todo mundo faz com o irmão mais novo

 Shawn Marion tem nojo de contato

 Lin chora como a Chiquinha

 Lin dobra o joelho na área

 Lin corre fazendo cara de desenho animado

Trocadilho e pornografia: "Jeremy, quero você dentro de mim".

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Resumo da Rodada duplo:
Lin perde o Sétimo Sentido, Chris Paul faz cagada

Ah, o Carnaval! Aquela gloriosa época do ano em que todo mundo fica preso no trânsito por dias, reclama da chuva, escuta música em volumes que dedam surdez crônica, bebe cerveja até pelas orelhas e acha super normal as mulheres estarem peladas mas usarem penas coloridas na cabeça. Umas quatro pessoas sensatas até resistem e dedicam seus preciosos dias de feriado à nobre tarefa de assistir a todos os jogos das rodadas da NBA, mas todos os outros do planeta voltarão de viagem cheios de areia entre os dedos e desesperados para saber como andou o mundo do basquete nos últimos dias. Não temam então, ó mortais: o Bola Presa vai manter os resumos da rodada para que todos possam retornar às suas vidas e se interar do que andou acontendo nas quadras da NBA. Mas como não somos de ferro, também fomos viajar: o Denis e eu, cada um para um canto, demos um jeito de fugir para as colinas - literalmente. Então pode ser que não consigamos manter os resumos diários, mas mesmo que tenhamos um ou outro dia de intervalo, cobriremos todos os dias de NBA. Combinado? Para provar que não estamos mentindo, o resumo de hoje abrange dois dias para correr atrás do prejuízo!

Vamos começar com os jogos do dia 17, sexta-feira:

Em Cleveland, o Cavs recebeu seu inimigo público número 1, LeBron James. Como todos sabemos, o LeBron abandonou o Cavs, cuspiu no prato que comeu, empurrou velhinhas escada abaixo, trocou todos os potes de manteiga da região por margarina, e além de tudo isso ainda é o culpado pela fome na África. Com tudo isso, é fácil entender o motivo das visitas do Heat a Cleveland serem tão espetaculares: LeBron é vaiado o tempo todo, do aquecimento ao fim do jogo, com as vaias piorando toda vez em que toca na bola. LeBron disse antes da temporada começar que essas vaias constantes tinham feito com que ele acabasse adotando uma postura de vilão de luta-livre, atiçando a torcida, forçando o jogo e saindo do seu natural, da sua zona de conforto. Seu desejo era deixar isso para trás e não cair mais na provocação, não aceitando essa personalidade que tentam lhe enfiar goela abaixo. Dá pra ver que LeBron, e o Heat como um todo, estão realmente mais tranquilos e simplesmente jogando o jogo deles o tempo todo. Mas em Cleveland não é tão fácil manter essa tranquilidade e, embaixo das vaias, o elenco todo jogou com sangue nos olhos. LeBron começou a partida como se quisesse beber o sangue de seus antigos companheiros e o Heat fez 25 a 5 no placar logo de cara. Massacre absoluto e depois disso nunca mais olharam pra trás. Mas que o LeBron esteja avisado de que só foi fácil assim porque o Varejão não jogou, hein? O brazuca não vai precisar de cirurgia, mas mesmo assim só volta no finalzinho de março, na melhor das hipóteses. Depois disso, LeBron James tremerá!

A rodada do dia 17 também foi o fim do Sétimo Sentido do cavaleiro de bronze Jeremy Lin. O Lin até jogou bem, com 26 pontos, 5 assistências e 4 roubos, mas cometeu 8 desperdícios de bola só no primeiro tempo contra o Hornets. Gerando tantos contra-ataques, não deu para o Knicks segurar a onda. No segundo tempo Lin só cometeu um turnover, mas aí o estrago já estava feito. Nossa amante oriental favorita admitiu que é justo que lhe culpem pela derrota assim como lhe culparam pelas outras 7 vitórias seguidas desde que começou a jogar pela equipe, e que precisará tomar mais cuidado com a bola. A verdade é que Lin continua agressivo, inteligente e se entendendo bem com Amar'e Stoudemire (que fez 26 pontos com 12 rebotes), mas cada vez mais parece empolgado com a própria lenda. Antes ele precisava se firmar no time e era mais cuidadoso, agora está confiante e nem sempre isso dá resultados tão bons. Mas o Lin é inteligente, vai saber encontrar um meio termo e continua sendo um excelente Cavaleiro do Zodíaco. O futuro do Knicks agora é subitamente mais brilhante: JR Smith chega à equipe quando acabar a liga chinesa e tanto Carmelo quanto Baron Davis podem jogar já na segunda-feira. Vai caber ao Lin envolver toda essa galera, mas por outro lado essa gente vai tirar um pouco da pressão das costas do armador e permitir que ele realmente possa se concentrar em tomar mais conta da bola.

Pelo Hornets continua a surpresa de Gustavo "Olé" Ayon, que vem chutando traseiros e fez mais um double-double, com 13 pontos e 11 rebotes. Nesse time sem Okafor e Carl Landry, lesionados, Ayon tem sido uma ajuda importante. Além dele, o garrafão teve ajuda de Chris Kaman, que está jogando como se sua vida dependesse disso para que possa ser trocado logo e ir jogar num time minimamente decente. Kaman é um dos melhores pivôs da NBA mesmo que a gente não se lembre disso porque ele se machuca cortando as unhas, mas agora que voltou de contusão está jogando pra valer. Contra o Knicks, mesmo sofrendo com a correria da equipe de D'Antoni, foram 12 pontos, 8 rebotes e 6 assistências. Uma hora ele será trocado de uma vez e libertado desse Hornets amaldiçoado. Pra se ter noção, além das contusões de Landry e Okafor, Eric Gordon não tem previsão de volta e sequer existem dados sobre a gravidade da sua lesão. Dizem as más línguas que ele pode até estar com a carreira em risco.

Por falar em lesões, o Nuggets sem Nenê (que deve saber esses dias qual é a gravidade da sua lesão no calcanhar) e sem Gallinari (fora por no mínimo um mês) quase conseguiu uma virada histórica: perdiam por 23 pontos para o Grizzlies mas reagiram e passaram à frente nos segundos finais. Culpa basicamente de Corey Brewer, que parece estar se aproximando do potencial que todo mundo sabia que ele tinha, e que meteu 26 pontos com 5 bolas de três. Mas aí na posse de bola final Rudy Gay foi tentar o seu milésimo arremesso da vitória (ele é um dos melhores finalizadores da NBA), errou e Dante Cunningham estava lá para dar o tapinha no rebote ofensivo para virar o jogo e vencer por um pontinho. Vale ver o lance no vídeo abaixo:



Como diria Ivan Zimmerman em seus gloriosos dias de transmissão de NBA na ESPN, "dói, um tapinha não dói". É duro para o Nuggets, numa fase tão complicada, perder um jogo porque não conseguiu impedir um rebote ofensivo desses. O pirralho Kenneth Faried está quebrando um bom galho no garrafão, acabou o jogo com 18 pontos e 10 rebotes, mas falta força física para lidar com o garrafão do Grizzlies. Mesmo sem Randolph (que deve voltar no começo de março), Marc Gasol teve 16 pontos, 14 rebotes, 8 assistências e 3 tocos. Engoliu o Nuggets vivo, é All-Star e um dos melhores no que faz. Vamos voltar no tempo e tentar não rir na minha cara quando eu disse que ele seria foda?

Ainda no tema de garrafões que engolem times vivos, que tal o Kevin Love e Nikola Pekovic somando 63 pontos e 29 rebotes na vitória do Wolves em cima do meu Houston? Tá bom que o Scola é a maior mãe na defesa, ele serve biscoitinhos e pede para seus adversários vestirem casacos quentinhos, mas Love e Pekovic merecem crédito pelo que estão fazendo. O Wolves sente bastante falta do Darko Milicic na defesa, por mais estranho que essa frase pareça, mas no ataque o Pekovic é genial e abre muito espaço para o Love. Quando o jogo estava apertado, Rick Adelman começou a colocar a bola nas mãos dos dois, às vezes perto da cesta, às vezes longe, e a defesa do Rockets quebrou em mil pedacinhos. Foram 33 pontos (e 17 rebotes) para o Love e 30 pontos (e 12 rebotes) para o Pekovic. Tudo, claro, orquestrado pelo nosso marido Ricky Rubio. Pra ele não ficar com ciúmes da nossa babação no Lin, vamos todos juntos dar as mãos e pagar pau para esse passe do espanhol:



No resto da rodada, o Al Jefferson engoliu o Wizards sozinho com 26 pontos no primeiro tempo e 34 pontos totais na partida. Esse garrafão do Jazz dá trabalho pra qualquer um e é prova de que não importa o seu time, suas deficiências ou suas limitações, ter um garrafão de ponta simplesmente estraçalha outros times menores. Já na partida entre Lakers e Suns, o garrafão de Gasol e Bynum até fez sua parte, mas quem acabou com o jogo foram os 36 pontos do Kobe, que continua sendo o maior inimigo do Suns, e os 17 pontos do Matt Barnes vindo do banco. Isso é oitenta vezes mais do que o banco inteiro do Lakers costumava fazer em 10 partidas! Se o banco engrenar, a equipe de Los Angeles vira outro time.

No duelo "B" entre Raptors e Bobcats, o Leandrinho conseguiu perder a bola duas vezes em bandejas que deveriam ter sido fáceis no final do jogo e, apesar dos 16 pontos, deu a vitória para a equipe de Charlotte - que vinha de 16 derrotas seguidas. O Raptors está sem a Dedé Bargnani, mas nada justifica perder para o Bobcats, mesmo que Reggie Williams esteja voltando aos seus bons tempos de Warriors (foram 22 pontos com 4 bolas de três) e que Bismack Biyombo esteja virando um monstro na defesa (foram 13 rebotes e 7 tocos). O Raptors deveria ficar de castigo e passar uma semana jogando NBB até aprender a fazer melhor.

O Kings também merecia alguma punição por perder para o Pistons. Foram 23 pontos e 10 assistências do novato Brandon Knight e 36 pontos do Rodney Stuckey, ou seja, o Kings oficialmente não defende nem ponto de vista. DeMarcus Cousins continua um monstro que come ônibus escolares no café da manhã, foram 26 pontos e 15 reboets, mas o Kings precisa respirar fundo e pensar em mudanças táticas rápido. Tomar duas bolas de três seguidas nos segundos finais (uma de Knight, outra de Stuckey) para perder o jogo é falta de qualquer esquema defensivo.

Pra fechar a rodada, o Thunder venceu o Warriors no jogo da porra-louquice mesmo sem o Westbrook, com Durant (23 pontos, 10 rebotes) e James Harden (25 pontos) dando conta sozinhos de todo o ataque da equipe. O Magic venceu o Bucks marcando 17 pontos seguidos sem tomar nenhum para terminar o jogo, com 26 pontos e 20 rebotes do Dwight Howard, mas só venceram mesmo porque o ataque do Bucks - que passou a ser genial nos últimos tempos - não sobrevive a um dia em que o Jennings só acerta 4 de 20 arremessos tentados. E pra terminar, o Mavs venceu o Sixers após estar perdendo por 14 no intervalo mas só tomar 8 pontos no 3o quarto e 16 pontos no último período. Dirk está voltando à forma, foram 28 pontos e 12 rebotes, mas o que está fazendo a diferença é a defesa do Mavs que volta a funcionar aos poucos depois de ter sido aniquilada pela saída de Tyson Chandler.



Agora a micro-rodada do dia 18. Vamos começar com o Spurs, que vem de uma fase fantástica analisada no post do Denis, fase tão boa, mas tão boa, que até vence quando não deveria. Com a vitória em cima do Clippers são agora 10 vitórias seguidas, mas essa vitória simplesmente não fez nenhum sentido! O Clippers vencia por 3 pontos faltando 9 segundos para o fim do jogo, e ainda por cima tinha a posse de bola, repondo um lateral. Bastava que Chris Paul recebesse a bola para sofrer uma falta e cobrar os lances-livres, ou então que ele recebesse a bola na quadra de defesa para sair driblando um pouco e queimar segundos do cronômetro. Mas na prática deu tudo errado: Chris Paul passou correndo para receber o passe do Ryan Gomes na quadra de defesa para queimar uns segundos, mas Ryan Gomes passou a bola cedo demais, quando Paul ainda estava na quadra de ataque. No embalo da corrida, Chris Paul percebeu que iria acabar indo parar na quadra de defesa e seria uma violação, então ele soltou a bola como um idiota nas mãos de Gary Neal, do Spurs, que meteu uma bola fácil - e livre - de três pontos. Funhé. Nas palavras do Chris Paul, a pior jogada de sua vida, prorrogação para a partida e derrota vinda na prorrogação para - adivinhem! - outra bola de 3 pontos do Gary Neal.



Chris Paul é um dos jogadores mais decisivos da NBA, Randy Foye está - como previu o Denis - tapando muito bem o buraco do Billups (ontem foram 21 pontos para ele), Blake Griffin teve o primeiro vinte-vinte da sua carreira (foram 22 pontos e 20 rebotes), Tiago Splitter jogou 2 minutos e logo machucou o calcanhar, Ginóbili também saiu contundido apenas 4 jogos depois de voltar da fratura na sua mão, Duncan foi dominado na defesa por Kenyon Martin, mas nada disso foi o bastante para dar a vitória para o Clippers. A fase do Spurs é absurdamente boa, a cagada na cobrança de lateral deu uma chance para o Gary Neal (que agora é a mistura do Bruce Bowen com o Robert Horry), e não tem ninguém na NBA jogando melhor do que o Tony Parker nesse momento. Foram 30 pontos e 10 assistências para ele, que voltou a jogar como se nenhuma defesa existisse. Gênio.

Se o Clippers não vai engolir essa derrota tão cedo, o que dizer então do Bulls, que perdeu ontem para o - irgh! - Nets? Foi a primeira vitória da equipe de New Jersey nesse mês. Deron Williams marcou 29 pontos, Kris Humphries continua chutando traseiros mesmo sem ser notado com 23 pontos, 18 rebotes e 5 assistências, e até o Shelden Williams (dono da menor cabeça da NBA desde Nesterovic) pegou 14 rebotes. Eu até gosto do Shelden, acho ele bom reboteiro e defensor, mas se um zé ninguém desses pega 14 rebotes contra o Bulls é porque o troço tá feio. É claro que o Bulls ainda sente falta de Derrick Rose, lesionado, mas no começo é mais fácil suprir a falta de uma estrela. Armadores genéricos taparam bem o buraco, Luol Deng cumpre oito papéis ao mesmo tempo, mas quanto mais tempo passa mais os jogadores vão sentindo a pressão e sentindo falta do Rose. Aliás, curiosidade aleatória do dia: na lista de armadores genéricos o Bulls já usou John Lucas III e agora acabou de chamar Mike James, ou seja, estão colecionando ex-armadores do Houston Rockets. Será que o próximo será meu "queridinho" Rafer Alston?

No jogo entre Grizzlies e Warriors, tivemos repeteco do jogo anterior do Grizzlies, pode ir lá ler o resumo no começo do post. Rudy Gay errou de novo o arremesso da vitória mas tinha um jogador do Grizzlies lá para um tapinha no rebote para virar o jogo - dessa vez foi o Tony Allen! (Allen é raça!) Dá pra ver o lance nas melhores jogadas da rodada de ontem. O garrafão do Grizzlies de novo vai ganhando jogos e OJ Mayo está voltando a liderar o banco de reservas, o que faz muita diferença para eles. Foi o bastante para vencer o Warriors apesar de ser um jogo em que tanto Ellis quanto Curry ganharam no palitinho: foram 36 pontos e 6 assistências para Stephen Curry e 33 pontos e 6 assistências para Monta Ellis, somando 10 bolas de três pontos com os dois. Sem garrafão não dá.

No último jogo da rodada, o Blazers saiu da pindaíba vencendo fácil o Hawks. Batum marcou 22 pontos, comandando de vez o ataque do Blazers, e LaMarcus Aldridge, que deveria ficar um tempo fora lesionado, voltou pra quadra e mandou 19 pontos e 10 rebotes. Será que ele é tão bom que ficou imune à maldição de jogadores de garrafão lesionados do Blazers? Com ele de volta, Camby saudável e Batum de titular, o Blazers é não apenas um time super versátil, mas também um time enooorme, alto pra valer. Josh Smith jogou bem pelo Hawks, foi um quase-triple-double com 14 pontos, 10 rebotes e 9 assistências, mas ele tentou duas bolas de 3 pontos ridículas (duas focas foram mortas em represália) e não conseguiu lidar com o tamanho do Blazers.

Ufa, foi isso. Voltamos nos próximos dias com o resumo das próximas rodadas! Usem camisinha!

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Fotos da(s) rodada(s):

 É só comparar, Shelden Williams tem a menor cabeça do planeta

 Nem interessa se jogam bem, Yao e Lin são importantes 
para trazer à NBA a torcida mais biruta do universo

 É fácil confundir a cabeça do Taj Gibson com a bola, mas a cabeça 
minúscula do Shelden Williams no fundo é inconfundível 

 Deron Williams: fotogênico

 Todo homem só quer colo de mãe

 Agradeço a deus a graça alcançada

Lionel Hollins, técnico do Grizzlies, quebra um dedo sozinho no banco 

Flopar, verbo intransitivo: agir como Manu Ginóbili 

Jogo de vôlei: um dá de manchete, o outro tenta um bloqueio

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Resumo da Rodada
Bulls vence sem Rose, Chris Paul decide no último quarto

Pela segunda vez na semana tivemos um confronto entre Chicago Bulls e Boston Celtics. Derrick Rose, que diziam que poderia voltar ontem, acabou não jogando por ainda sentir dores nas costas, mas não foi problema. O Bulls se vingou da derrota do último confronto e agora tem 7 vitórias e só 2 derrotas nos jogos que Rose não atuou na temporada.

Assim como na última partida do Bulls, muito do ataque passou pelas mãos do Luol Deng, que tem se mostrado simplesmente bom em tudo. Como disse o técnico Tom Thibodeau essa semana, Deng faz qualquer coisa que pedirem pra ele: defesa, rebotes, pontos, assistências, qualquer posição, qualquer estilo. É a prostituta que pedimos aos céus. Ontem ele fez 23 pontos (com 3 bolas de 3 pontos) e 10 assistências. Outro que foi muito bem foi Carlos Boozer, com 25 pontos em 11/15 arremessos. Confesso que fazia algum tempo que eu não via o Boozer tão à vontade e confiante atacando a cesta, mesmo marcado pelo Kevin Garnett ele não teve medo e se contentou com seu arremesso de meia distância, bom de ver e importante demais para o time.

O estranho desse jogo foi a discrepância entre os quartos. O Celtics perdeu o jogo por 9 pontos, mas venceu o 1º e 3º quarto por 24-18 e 24-16, respectivamente. Se não tivesse tomado uma surra nos outros, tinha levado esse jogo pra casa.

Um jogo muito esperado em New Jersey: O Nets vinha de 7 derrotas seguidas e enfrentava o Pacers, que tinha 5 derrotas seguidas. Já dá pra sentir o gostinho de playoff no ar, né? No fim das contas deu Pacers, que venceu do seu jeitinho todo especial. Jogo amarrado, acertou apenas 39% de seus arremessos (29% no 2º tempo), mas saiu com a vitória. Devem muito ao Danny Granger, que voltou de contusão e fez 32 pontos, sem ele dava pra imaginar um dia de Orlando Magic para o Pacers. Alguma coisa esse time precisa fazer para ajeitar esse ataque, não vão jogar contra o Nets todas as noites. Do lado perdedor, os destaques de sempre: 29 pontos para Deron Williams, 24 pontos, 10 rebotes e 3 tocos para Kris Humphries. O pobre ex-Kardashian poderia ser uma sensação da liga se jogasse em um time um pouco mais relevante.

O jogo foi tão feinho que até momento de basquete amador teve:



O último jogo da curtinha rodada de quinta-feira foi entre o Los Angeles Clippers e o Portland Trail Blazers. Esse não foi muito mais bonito que o jogo do Nets, mas pelo menos bem emocionante. O Blazers, jogando em casa seu 3º jogo de um back-to-back-to-back, começou inspirado e mesmo sem o machucado LaMarcus Aldridge chegou a abrir 18 pontos de vantagem. Até enterrada do zé ninguém Elliot Williams na cara do Kenyon Martin tava rolando.



Mas aí começou o 4º período e o espírito amarelão que havia desaparecido na vitória de quarta-feira sobre o Warriors voltou à tona. O ataque foi um lixo no último período, tomaram de 22-11 o quarto final e perderam o jogo por 74-71. Em todo o último período apenas Wes Matthews (7 pontos) e Jamal Crawford (4 pontos) marcaram para o Blazers, foram 4 arremessos acertados e dois lances-livres. Na última posse de bola o Wes Matthews sofreu a falta, acertou o 1º lance-livre, errou o 2º, pegou o próprio rebote e teve a chance de empatar, mas o arremesso forçado não entrou.

Eu avisei nesse post que o Chris Paul era decisivo, lembram? Ontem ele não jogou nada por 3 períodos, estava zeradíssimo, aí chegou no último quarto e fez todos os seus 13 pontos e conseguiu 2 de seus 4 roubos. De algum jeito, sei lá como, ele sempre acorda quando o jogo importa. É o anti-Blazers.

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Fotos da Rodada
Especial: Qual seu estilo de técnico favorito?

"Eu grito vocês fingem que obedecem" de Vinny Del Negro?

"Vou parecer magoado para vocês correrem por mim" de Doc Rivers?

"O pai bravo" de Tom Thibodeau?

ou o "Carmen Miranda" de Avery Johnson?
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Em nome do pai, do filho e de Kenyon Martin, amém. 

Tem hora e lugar pra dança contemporânea, Asik

Tudo sem querer

Luol Deng faz tudo e ainda beija a bola. Sem frescura.

"Ele é nosso e vocês não podem tê-lo de volta"
Com a foto do Scalabrine.
Atrás do banco do Celtics.
Usando um terno.
Benny The Bull é o MVP dos mascotes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Resumo da Rodada
Spurs não para de vencer, Thunder empaca no final

Estou começando a ficar com dó do Toronto Raptors. Poucos times tem jogado com tanto esforço quanto eles (nível compatível a empolgação dos narradores locais) e isso em um momento onde eles tinham todos os motivos para estarem de cabeça baixa. Já perderam seu melhor jogador, Andrea Bargnani, contundido. Estão sem Jerryd Bayless, que estava em bom momento, e no jogo contra o New York Lins viram Linas Kleiza, que também estava melhorando bastante, torcer o pé. É uma contusão atrás da outra, sempre acompanhada de derrota apertada. Depois de perder para Knicks e Lakers na última bola, ontem perderam para o San Antonio Spurs também no finalzinho. Créditos para Jose Calderon, Amir Johnson e DeMar DeRozan (27 pontos, cestinha do time), que foram ótimos na noite de ontem. E curioso que uma das razões para a melhora do Raptors é sua defesa, que vive bom momento, mas ontem mesmo tomando uma porrada de pontos conseguiram se manter no jogo. Impressionante.

Não deu porque o Spurs é o time mais quente da NBA no momento. São 9 vitórias seguidas, 5 delas fora de casa. Manu Ginóbili está de volta, novamente é importante 6º homem e o time está bem entrosado e achou sua rotação. Todo mundo joga um pouco, no maior estilo Europeu também usado pelo Sixers, e todos marcam seus pontos. A exceção é, ironia, o europeu do time. Tony Parker tem mais tempo de quadra e total liberdade para arremessar mais que os outros. Ontem fez 34 pontos e deu 14 assistências. Quem está bem também é Tiago Splitter, que marcou 8 de seus 13 pontos no 4º período. Mesmo que não seja titular e que não receba tantos passes no ataque, dá pra perceber a importância do brazuca porque ele sempre está na quadra nos momentos críticos do jogo. Greg Popovich teve muita paciência na adaptação demorada de Splitter e tem dado resultado. De pouco em pouco e o Spurs já está em 2º no Oeste!



O Spurs encostou ainda mais no líder Oklahoma City Thunder, que ontem perdeu para o Houston Rockets. É possível um jogo bem apertado e decidido nas bolas finais ser ruim? É, esse foi, e nem compensou com emoção, os minutos finais foram vergonhosos mesmo. Nos últimos 2:30 de jogo, o Rockets precisava de 4 pontos para virar, e foi o que fez. Primeiro com uma cesta de Kyle Lowry, que pegou um estranho rebote ofensivo depois que um arremesso de meia distância de Samuel Dalembert (!!) deu airball. Bolas que não batem no aro ferram com qualquer pivô e Lowry deu sorte. Depois Kevin Martin, que se recuperou de seu primeiro jogo zerado em 6 anos com 32 na noite de ontem, conseguiu cavar uma falta estúpida do Kendrick Perkins para virar o jogo nos lances-livres. Até o que deu certo foi feio.

Mas e o Thunder, não atacou nesse tempo todo? Sim. E bastante. Primeiro Russell Westbrook tomou um belo toco de Dalembert, depois James Harden forçou um arremesso de 3 pontos, Kevin Durant, nesse período todo, tentou um arremesso de 3 pontos e mais 2 de meia distância e uma bandeja. Nada caiu. Na maioria das vezes o Thunder se dá bem em finais de jogos porque eles tem jogadas fáceis. Ao contrário de times como o Sixers ou o Wolves, que precisam construir jogadas, eles podem simplesmente apelar para a individualidade. E ontem isso nem parecia uma má ideia, afinal James Harden era marcado por Kevin Martin, que não é nenhum monstro defensivo e Kevin Durant, um dos jogadores ofensivos mais completos da NBA, estava encarando a marcação do novato-com-espinha-na-cara Chandler Parsons. O pivete jogou bem (14 pontos, 7 rebotes), mas em teoria deveria ter sido um massacre de Durant.

Após o jogo choveram críticas no Twitter de jornalistas gringos sobre o ataque do Thunder, inexistente na opinião deles, nos minutos finais de jogo. Concordo e discordo. Concordo que ontem em especial foi bem ruim, mas não que o problema sejam as isolações, mas sim as decisões que cada jogador tomou individualmente nesse caso. Está certo deixar Durant se virar contra um novato, mas aí o ala do Thunder precisa fazer sua parte e criar um arremesso decente, não forçar uma bola lá do quinto dos infernos. Ter uma ou outra jogada desenhada ou ensaiada não iria atrapalhar, é até obrigação, mas não vejo como um desastre também. Tem dado bem certo até agora, acho.

O Boston Celtics continua sua temporada de altos e baixos. Em alguns momentos ainda são a melhor defesa da NBA, aí de repente tomam uma renca de pontos de contra-ataque do Pistons e perdem para um dos piores times da NBA em casa. Vai entender. Ontem nem Paul Pierce (3/11 arremessos, 10 pontos) ou Ray Allen (1/5 arremessos, 10 pontos) conseguiram se achar no jogo, sobrou para Rajon Rondo fazer o máximo de pontos da sua carreira, 35, para pelo menos deixar o time na disputa. Mas algumas bolas de 3 de Ben Gordon no último período decidiram. E Greg Monroe foi até discreto com 22 pontos em 11/14 arremessos e 9 rebotes. Pelo Celtics estar sem o Garnett, machucado, achei que era dia pra ele meter uns 30.

Depois daquela semana de recordes desastrosos, o Orlando Magic aos poucos vai engrenando de novo. Difícil apostar se o time está bem mesmo ou só se despedindo com carinho de Dwight Howard, mas é fato que conseguiram ontem sua 3ª vitória seguida, esta sobre o forte Philadelphia 76ers. Em dias que o Magic roda bem a bola e acerta 15/25 bolas de 3 pontos fica difícil segurá-los para qualquer defesa. Ryan Anderson foi o cestinha com 27 pontos e espetacular aproveitamento de 7/10 em bolas de 3 pontos. Foi o jeito dele comemorar o fato de que estará disputando o torneio de 3 pontos no All-Star Weekend desse ano. Junto dele estarão o atual campeão James Jones além de Mario Chalmers, Anthony Morrow, Kevin Love e Joe Johnson.

Lembra que o Ricky Rubio disse que o Wolves deveria ser mais agressivo no início dos jogos? Não foram. Perderam o primeiro quarto e o primeiro tempo para o lixo do Charlotte Bobcats. Por sorte o Charlotte Bobcats é um lixo (já disse isso?) e deu pra virar. Nikola Pekovic jogou bem de novo, assim como sempre joga Kevin Love, mas a defesa do time caiu muito desde a saída de Darko Milicic e o time tem sentido o baque. Em compensação lembra que eu disse ontem que o Blazers tinha recorde de 1 vitória e 9 derrotas em jogos decididos por 5 pontos ou menos? E que aí questionei o Jamal Crawford? Ontem derrotaram o Warriors por 2 pontinhos e os últimos 5 pontos do time foram do Crawford. Em tempos de Jeremy Lin é bom ver pelo menos alguma coisa voltando a fazer sentido.

E por falar em Jeremy Lin, ontem ele resolveu mostrar que não é só de marcar pontos. A maior sensação da NBA deu 13 assistências na fácil vitória sobre o Sacramento Kings. Dessas 13, 4 foram em ponte-aérea, uma delas é uma das jogadas mais bonitas dos últimos tempos. Tanta gente odeia o Mike D'Antoni, mas ele cria umas coisas lindas no ataque. Amar'e Stoudemire recebe a bola, solta a bola para Jeremy Lin, como se fossem fazer um pick-and-roll, mas do outro lado da quadra Tyson Chandler está fazendo um bloqueio para a infiltração de Landry Fields, que recebe o passe. Simplesmente perfeito.



O Troféu Maria da Penha do dia é uma difícil decisão. Indiana Pacers ou Denver Nuggets? O Pacers perdeu do Cavs de apenas 11 pontos, mas isso porque se recuperaram no final, chegaram a apanhar de 20 de diferença no meio do 3º período e deram apenas 9 assistências o jogo todo! E foi contra o Cavs! Na temporada passada inteira em apenas 6 ocasiões um time falhou em dar pelo menos 10 assistências em uma partida, nesse ano é a 4ª vez que isso acontece, segunda do Indiana Pacers (Heat e Nets são os outros). Por outro lado o Nuggets precisou vencer o último período por 11 pontos para se dar ao luxo de dizer que perdeu só de 18 de diferença para o Dallas Mavericks. A ESPN brazuca sempre dá azar nos jogos que passa de quarta-feira. Teria sido até melhor ter transmitido o "Jogo-que-ninguém-assistiu-da-rodada", um clássico Bucks e Hornets, que foi decidido no final quando Ersan Ilyasova errou uma bandeja não muito difícil que poderia ter empatado o jogo. Vitória do Hornets com double-double do mexicano Gustavo Ayon, 12 pontos e 12 rebotes. 

Em New Jersey o Nets teve a chance de derrotar o Grizzlies, mas dos 26 pontos de Deron Williams, nenhum aconteceu no último período. Em compensação Marreese Speights mostrou a que veio e jogou alguma coisa. Quer dizer, jogou pra caralho: 20 pontos, 18 rebotes (6 ofensivos) e foi decisivo no 4º período. Jogada da partida: Tony Allen abraça e beija Deron Williams após acertar um tapa na cara dele.



Estamos terminando. Em Phoenix o Suns chegou a abrir mais de 10 pontos sobre o Atlanta Hawks, mas é o Suns, 10 pontos de vantagem pra eles é como se fossem só 3 para um time comum. O Hawks respondeu com um gazilhão de jogadas boas do Josh Smith, incluindo até aquelas bolas de 3 e arremessos longos de 2 que eu abomino. Bom para o meu fantasy que ele acertou e acabou o jogo com 30 pontos, 17 rebotes, 7 assistências e 4 roubos. E me oferecem cada merda em troca dele que vocês não acreditam. O Suns ainda reagiu no final e Channing Frye teve um arremesso sem marcação para empatar o jogo no final, mas errou por muito. Para fechar teve a vitória do Lob Angeles Clippers sobre o Washington Wizards. Não vou gastar caracteres descrevendo ponte-aérea, vocês podem ver tudo no Top 10 da Rodada.




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Fotos da Rodada

Kirk Hinrich nunca será respeitado com esses óculos

Eles não parecem se divertir com isso

É o co-fundador do YouTube assistindo o Warriors, mas pra gente é só alguém querendo parecer o Jeremy Lin

60% dos estupros são feitos por uma pessoa conhecida da vítima

Sou da Paz

Por que difícil segurar bola?

Um momento digno da beleza desses uniformes

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Resumo da Rodada
Lin e Wallace na noite dos não draftados, Blazers passa vergonha

Tudo se encaminhava para que a Linsanity se acalmasse um pouco. Jeremy Lin (27 pontos, 11 assistências) não estava jogando mal na na noite de ontem contra o Raptors, mas parecia, finalmente, um jogador comum. Isso quer dizer que errou muitos arremessos, tomou decisões erradas e como todo pirralho armador em começo de carreira, cometeu muitos turnovers (8) durante o jogo. Ao mesmo tempo ele não foi bem na defesa sobre Jose Calderón ou mesmo Leandrinho, como o próprio Lin admitiu após o jogo: "Fiz um trabalho horrível marcando os dois". Mas quando o momento é mágico, é mágico.

Faltando 1:30 para o fim do jogo, Iman Shumpert, excelente defensor, roubou a bola de Calderón e foi para a enterrada, cortando a vantagem do Raptors para 3 pontos. No ataque seguinte Jeremy Lin, mesmo com todos os erros, bateu pra dentro, sofreu a falta e fez a cesta. Jogo empatado. Aí Tyson Chandler, sim, o pivô gigante, fez uma defesa fora de série em cima do Leandrinho, acompanhando ele como se fosse jogador de perímetro, forçando o brazuca a um arremesso desastrado de 3 pontos que não caiu. Com a chance de finalmente passar na frente nos segundos finais, Shumpert arremessou de novo, mas errou. Sorte dele e do Knicks que Chandler pegou mais um rebote de ataque (o 3º dele, 11º do Knicks no jogo) e deu a bola para Jeremy Lin. Aí o resto é história.



Parabéns à TV canadense que escolheu muito bem a câmera para deixar o arremesso ainda mais foda. Acertar um chute da vitória desse tipo já é algo especial, fazer com todo mundo olhando no meio dessa loucura que está sendo o momento de Lin, eleito jogador da semana no Leste, é surreal. Não dá pra cansar de dizer que há pouco mais de uma semana só um punhado de pessoas conhecia Jeremy Lin e nenhuma, digo com certeza, NENHUMA, apostava que ele fosse fazer metade do que tem feito. E o quanto é legal ter escrito tudo isso sobre o Knicks sem nem sequer citar Carmelo Anthony, Amar'e Stoudemire ou Baron Davis? Desses só Stoudemire jogou ontem, foi meio mal no começo, mas engrenou depois e se aproveitou de alguns bons passes de Lin. Essa dupla dá caldo! Com Carmelo é que ainda teremos que esperar e ver.

Como vocês já devem ter enjoado de ouvir, Jeremy Lin não foi draftado. Ele tentou no ano passado, mas passou as 60 escolhas sem ser chamado ao palco. Ele não é o primeiro undrafted a brilhar na NBA, e ontem um deles, Ben Wallace, se tornou o jogador não-draftado com mais partidas jogadas na história da liga: 1.054, superando o recorde de Avery Johnson. Foi em um jogo justamente contra o ex-time de Johnson, o Spurs, e pra comemorar Big Ben foi muito bem. Entrou no lugar de Greg Monroe, que estava sendo anulado por Tim Duncan e contribuiu com excelente defesa em TD, 9 pontos, 5 rebotes, 2 assistências e, preparem-se, uma bola de 3 pontos! A sétima da sua carreira. Pior que nem foi tão no desespero assim, ainda faltavam 4 segundos de posse de bola, ele poderia ter infiltrado, passado a bola, sei lá o que se passou naquela cabeça.



Para segurar a reação fulminante do Pistons, Greg Popovich apelou. Começou a brincar de Hack-a-Ben, fazendo faltas intencionais em Ben Wallace para que ele cobrasse lances-livres. Big Ben se saiu até que bem, acertando 4/8, mas certamente deu uma esfriada no time. O Pistons chegou perto de vencer, mas no final o Spurs se salvou com boa defesa de perímetro sobre Rodney Stuckey e duas bandejas de Tony Parker. Sabem como é, né? Ele bate pra dentro, não sai do chão e não há ser humano no mundo que seja capaz de pará-lo. Irritantemente eficiente.

Você sabe que a crise está feia quando toma 124 pontos do Washington Wizards. Em casa. O Portland Trail Blazers chegou a ter 11 vitórias e só 1 derrota em casa em determinado momento da temporada, agora perdeu 3 seguidas em seus domínios e despenca na tabela do Oeste. Tomar tantos pontos do Wizards, incluindo 33 de Nick Young, é uma vergonha para um time que tem pelo menos 3 especialistas em defesa como Nicolas Batum (que foi bem no ataque com 33 pontos e essa enterrada), Gerald Wallace e Wesley Matthews. Mas espera aí que a coisa piora: Segundo Marcus Camby o time foi derrotado porque perdeu a cabeça depois que LaMarcus Aldridge saiu machucado no 1º quarto e não voltou mais. Funhé. Uma curiosidade numérica sobre o Blazers. Em saldo de pontos eles são o 5º melhor time da NBA! Estão tão mal na tabela porque estão com só 1 vitória e 9 derrotas em jogos decididos por 5 pontos ou menos. Cadê o Jamal Crawford decidindo os jogos?

Jogo feio ontem no Staples Center. O Lakers pareceu preguiçoso durante todo o tempo e o Hawks pareceu apenas ruim mesmo. Andrew Bynum (15 pontos) no primeiro tempo e Pau Gasol (20 pontos, 15 rebotes) no segundo ganharam o jogo para o time da casa, que teve Kobe Bryant com apenas 10 pontos, seu mínimo desde dezembro de 2010. Não precisaram dele e isso diz muito sobre a fase do Hawks.

A história do Lakers no jogo aconteceu antes da partida, quando o outrora conhecido como Ron Artest fez as pazes com o técnico Mike Brown. Nem sabia que eles estavam brigados? Explicamos. Após o jogo contra o Knicks, ex-Artest disse que o seu técnico era um "cara de estatísticas, que antes de ser técnico era analista de vídeo ou algo do tipo" e que ele não jogava nos minutos finais dos jogos só por causa desses benditos números, mas que quando ganhava a chance, como contra o Celtics, ele defendia bem e o time ganhava. "Ele estava preocupado com eu errar arremessos ou lances-livres no fim dos jogos, mas eu não poderia me importar menos com isso. Eu vou conseguir parar qualquer adversário no fim dos jogos. Vou vencer". Os números que preocupam Mike Brown são os seguintes: 16% (!) de aproveitamento em bolas de 3 na temporada (9/55) e 50% de lances-livres. Compreensível, não é? O técnico respondeu dizendo que ele não é um cara de estatísticas, "Se eu me baseasse em estatísticas ele não entraria em quadra". Touché.

Em Chicago o Bulls resolveu brincar de não defender o Sacramento Kings. Fugindo de qualquer sinal do estilo de jogo de seu técnico Tom Thiboudeau, o time da casa jogou e deixou jogar. Tyreke Evans (27), DeMarcus Cousins (28) e Marcus Thornton (23) passaram dos 20 pontos e deram canseira, mas nunca controlaram o jogo e perderam no finalzinho. Luol Deng impressionou comandando boa parte do ataque e terminando com 11 assistências, nada mal para quem era apenas um arremessador anos atrás. O outro líder de conferência também ganhou, o Thunder dominou o jogo inteiro e encerrou a sequência de back-to-back-to-back com a segunda derrota seguida do Utah Jazz.

Pela primeira vez desde 2006 o ala Kevin Martin saiu zerado de um jogo. Bem ele que tinha média de mais de 25 pontos contra o adversário de ontem, o Memphis Grizzlies. Saíram com uma derrota, claro. Como disse o pessoal da NBA.com hoje, o Heat não está apenas vencendo, está "despachando os adversários com uma precisão metódica típica de quem está em uma missão". Que poeta eles contrataram para escrever resuminho de jogo? Mas pior que é verdade. O Heat tem entrado nos jogos focado e querendo resolver tudo logo, ontem abriram 29 pontos de diferença no primeiro tempo e não deram chance. Isso porque o Pacers, em casa, deveria ser um desafio considerável.

O último jogo da noite é uma vitória do Denver Nuggets, milagre. Para sorte deles enfrentaram o pobre Phoenix Suns, que estava sem Steve Nash. É como enfrentar uma dupla de tênis que está sem um jogador, não tem como perder. Foi a primeira vitória do Nuggets em casa depois de uma sequência de 5 derrotas seguidas. Destaque para o garrafão: Como titular, o novato Kenneth Faried anotou 13 pontos e 9 rebotes, vindo do banco Chris Andersen fez 16 pontos e 7 rebotes.


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Fotos da Rodada

Marvin Williams vence Erick Dampier no quesito esforço

No quesito tatuagem e estilo, Chris Andersen  já venceu faz tempo

A cara do Gortat diz tudo sobre o Birdman: "que porra é essa, viado?"

Faried, Robin Lopez e Childress leva o nível de Força Capilar dessa foto a 2.000

"Eu quero o Nash" é o novo "Eu quero a minha mãe"

As mãos divinas por trás de Jeremy Lind

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Resumo da Rodada
Clippers quase repete a dose, Heat não é mais freguês

Antes do jogo de ontem entre Clippers e Mavericks em Dallas, o pivô DeAndre Jordan disse que iria tirar muito sarro de seu companheiro de time Caron Butler se ele chorasse durante a entrega do seu anel de campeão. Butler se segurou, pareceu emocionado mas foi poupado do companheiro de time. A emoção dele só teria sido maior se duas horas depois Butler tivesse acertado o arremesso de 3 pontos que poderia ter dado a vitória de virada para seu Clippers. Mas deu aro e o Mavs venceu mais uma em sua impressionante ascensão.

A história desse arremesso foi boa. Depois de um jogo que ficou amarrado durante quase todos os 48 minutos, o Mavs acertou alguns bons arremessos nos últimos minutos para abrir boa vantagem. Curioso que várias das jogadas foram assistências para jogadores embaixo da cesta, pouco comum para um time que gosta de isolações para Dirk Nowitzki e Jason Terry nos momentos finais dos jogos. Mas deu certo e eles venciam por 5 faltando 21 segundos para o fim do jogo. Mas lembram que nesse post sobre a ausência do Chauncey Billups eu disse que o Chris Paul era um dos caras mais decisivos da NBA desde que entrou para a liga em 2005? Então, ele acertou um impossível arremesso de três, dando um passo e saltando para trás com a marcação na cara. Na jogada seguinte roubou a saída de bola do Mavs, num passe arriscado do Jason Kidd e achou Caron Butler equilibrado e bem posicionado para virar o jogo. Por questão de centímetros CP3 não faz história.

Detalhe que na última partida entre os dois times o Clippers havia vencido com uma bola de Chauncey Billups de 3 pontos no último segundo. Seria maldade demais com o pobre Mavs, que tem melhorado muito defensivamente nas últimas rodadas. No vídeo abaixo os melhores momentos do jogo, lá tem a bola fantástica de Chris Paul, o roubo dele e até uma enterrada fantástica do Vince Carter. Não exatamente como nos velhos tempos, mas nada mal para um cara de 35 anos.



O Bucks tinha 3 confrontos com Miami Heat em toda a temporada. Venceu os dois primeiros, chamou o Heat de freguês e foi com tudo para varrer a série ontem. Estava conseguindo até o fim do 2º quarto, mas  um trator chamado LeBron James passou por cima de tudo, cuspiu em cima e dançou na cara deles. O King James passou 33 minutos em quadra, fez 35 pontos e deu algumas daquelas enterradas que a gente até pisca quando vê de tão violentas. Soma-se isso a uma defesa pressionada que finalmente limitou o ataque do Bucks abaixo dos 100 pontos e temos uma vitória. Destaque do time da casa foi Carlos Delfino com 24 pontos. É estranho como o ala argentino sempre tem uns jogos mais ou menos e de repente explode numa partida qualquer. Ontem estava metendo bola de 3 na cara de Wade e LeBron como se fossem dois manés.

O Minnesota Timberwolves estava se baseando em duas coisas para fazer o time dar certo. Uma era velocidade: é o time que joga no segundo ritmo mais rápido da NBA, o segundo que tem mais posses de bola por jogo, atrás apenas do Denver Nuggets. Outra coisa era a defesa, 12ª mais eficiente da liga. Pois nos últimos jogos, incluindo a derrota de ontem para o Orlando Magic, nada disso funcionou. Poucas jogadas de transição, jogo amarrado e complicado de meia quadra e uma defesa bem mais ou menos. Como disse Ricky Rubio (11 pontos, 8 assistências, 5 turnovers), o time está esperando demais ao invés de começar o jogo agredindo como fazia antes. E times jovens definitivamente não sabem jogar atrás no placar. Pelo Orlando Magic, o que dizer do 1/10 arremessos do Glen Davis até em dia que dá tudo certo para o resto do time? O Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu na temporada está quase nas mãos dele já.

Um novato de 26 anos já não é normal. Um novato mexicano de 26 anos menos ainda. Mas essa raridade existe na NBA e atende pela boa força nominal de Gustavo Ayón. O ala do New Orleans Hornets foi contratado meio às pressas antes do início da temporada por causa do elenco magro do time. Acabou ficando e ontem fez contra o Jazz o seu 4º jogo como titular. Jogou muito bem, fez 13 pontos, 9 rebotes e 3 tocos. Vamos ficar de olho nele. Melhor que o chicano só seu companheiro de garrafão, Chris Kaman se esforça para ser uma peça de troca mais valiosa e ontem meteu 27 pontos e 13 rebotes contra um dos melhores garrafões da NBA. Com o Jazz perdendo e jogando mal, o técnico Tyrone Corbin deu uma de Greg Popovich: Tirou 4 titulares da quadra (Millsap, Jefferson Harris e Bell) e jogou o último período todo com os reservas. Derrick Favors (14 pontos) e Enes Kanter (6 pontos, 12 rebotes) se destacaram, mas não conseguiram virar o jogo.

Para fechar a rodada, mais dois bons confrontos. Em Charlotte o Bobcats fez jogo duro para o meu querido e delicioso Philadelphia 76ers, embalando uma reação graças à boa defesa do novato Bismack Biyombo e de bolas de 3 do outro novato Kemba Walker. Mas o Sixers foi frio e soube decidir com seu próprio rookie. O pivô Nikola Vucevic (8 pontos, 10 rebotes) fez ótima partida tanto no ataque como na defesa e foi premiado com a chance de estar em quadra nos minutos finais. Retribuiu o técnico Doug Collins com uma bonita cesta e uma assistência no último minuto para tirar qualquer chance de virada do Bobcats. Destaque também para Thaddeus Young, o cara que chamou a responsa nos momentos mais críticos do jogo. Estão lembrados que ele é o pontuador mais eficiente da NBA?

O último jogo foi entre Suns e Warriors, o antigo maior clássico da correria gratuita quase teve nenhum dos dois times passando dos 100 pontos, uma tristeza. Quem passou, por pouco, foi o Warriors, com 102 pontos e a vitória. Foi o terceiro resultado positivo do time de Mark Jackson, não por coincidência também o terceiro double-double seguido de David Lee (28 pontos, 12 rebotes). Faz diferença ter alguém no garrafão para complementar os sempre perigosos Ellis e Curry. A jogada mais estranha do jogo foi no finalzinho: Warriors vencendo por apenas 3, 35 segundos restantes na partida. Monta Ellis passa (uau!) para Epke Udoh e logo já pede de volta em posição de chute. Mas Udoh, sei lá com o que na cabeça, decide ir sozinho, gira e faz uma cesta tão difícil quanto improvável.



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Fotos da Rodada

38 anos. Nenhuma falta cometida na carreira.

Como o juiz apita essas lutas sem usar luvinha? Absurdo!

Não é hora e lugar de fazer a dança do robô, Dirk

Mais feio que o uniforme do Hornets só o uniforme no Chris Kaman

Bela composição formando um triângulo no lado superior da  imagem.  Arte.

Facepalm of the night: Paul Silas, técnico do Bobcats

LeBron James tem problemas em achar a bola

LeBron é perseguido pela bola
LeBron desiste