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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Pré-Olímpico 2007


Jogo 1
Uruguai 88 x 84 Panamá

Confesso que não assisti esse jogo completo. Por obra do destino, só pude ver o primeiro tempo da partida e o que eu vi não vale nada já que no primeiro tempo o Uruguai jogava muito mal e o Panamá não dava show mas comandva o jogo. Como o placar diz, tudo mudou e eu perdi um belo de um jogo. Esteban Batista arrebentou e o Uruguai venceu na prorrogação.

Jogo 2
México 100 x 89 Porto Rico
Melhor seria eu ter perdido esse jogo ao invés do jogo do Uruguai. O jogo foi muito, muito feio e cheio de erros. A intenção era boa, os dois times jogavam e deixavam jogar com esquemas (ou a falta de um) que favoreciam a velocidade, o contra-ataque, o placar alto. Mas uma coisa que todo aprendiz de técnico tem que aprender: só mande seu time correr o tempo todo e jogar quase que no improviso se eles forem talentosos!
Uma coisa é um time correr com Nash, Leandrinho, Amaré e Shawn Marion, outra é correr com um bando de jogador mais ou menos e sem nenhum entrosamento. Uma coisa é run'n'gun e outra coisa é ser porra louca!

PS1: Arroyo e Ayuso ganharam o troféu Troy Murphy de como esquecer como se joga basquete de uma hora pra outra.
PS2: Lembram do Uruguaio do handbol que ficou famoso no Pan porque era muito gordo? O mexicano Llamas não fica muito atrás dele.


Jogo 3
Brasil 75 x 67 Canadá
O jogo poderia ter sido muito mais tranquilo mas acabou até no sufoco. Enquanto o Brasil defendeu bem, o Canadá ficou, por falta de talentos individuais, sem saída e cometeu muitos erros, os quais o Brasil respondeu com um forte contra-ataque. Quando o Canadá trocava melhores passes e a defesa brasileira se perdia, o Canadá marcava seus pontos e obrigava o Brasil a atacar cinco contra cinco. Aí se repete tudo aquilo que falamos desde a época em que o Varejão da seleção era o Sandro: muita individualidade, arremessos precipitados, nenhum jogo no garrafão, falta de jogadas desenhadas. E dessa vez nem Valtinho salvou, a bola mal ficava na mão dele e o jogo foi muito mal organizado. Por sorte, dessa vez essa geração até se garante na individualidade e em vários jogos Leandrinho pode levar o time nas costas, marcar 30 pontos e garantir a vitória. Mas é bom não contar com isso, tem dia que a bola não cai.

PS1: Fiz a piadinha aí em cima mas a verdade é que nem temos um Varejão na seleção dessa vez, maldito Cleveland!
PS2: Vou esperar mais jogos pra comentar da volta do Nenê, mas o começo não foi muito bom, muita reclamação, lentidão e poucas boas jogadas. Mas vamos dar tempo ao cara.

Jogo 4
EUA 112 x 69 Venezuela

Mamata. Difícil julgar a seleção americana ou a Venezuelana por esse jogo porque o nível técnico era muito diferente, mas pelo menos vou dizer o que parece que vai acontecer.
A estratégia americana pra superar a defesa por zona que tanto a atrapalha é marcar muito forte na defesa e fazer a maioria dos pontos em contra-ataques originados de erro da equipe adversária. Acho que assim eles vencem esse pré-olímpico sem muita dificuldade. O problema que vemos é a longo prazo: nas Olimpiadas, contra Espanha, a Argentina com o time completo, Itália, Grécia, França, será que isso funciona? A defesa americana funcionar contra a Venezuela não quer dizer que funcionará contra os experientes times europeus.

Sobre a Venezuela, prefiro esperar um jogo mais equilibrado pra dizer algo, mas fiquei feliz ao ver a atitude deles, jogaram com vontade no ataque e na defesa o jogo todo como se não soubessem o placar. Mas peçam para aquele cara com o cabelo igual ao do Joakim Noah parar de dar toco na descendente, deixa a gente ver a bola entrar!