sexta-feira, 20 de julho de 2007

Muy hermano


Luis Scola joga até que bem... para um argentino

Os torcedores do Magic vibram com a aquisição de Rashard Lewis, os do Knicks rezam para o experimento Randolph-Curry dar certo, os do Celtics sonham com a chuva de 3 pontos de Paul Pierce e Ray Allen, os do Lakers se contentam (fazer o quê) com a volta de Derek Fisher.
Enquanto isso eu, como bom torcedor do Houston Rockets, comemoro de fininho: meu time pode ter conseguido, sem alarde, as melhores aquisições até agora.

Eu sei, você está revirando os olhos e achando que eu sou apenas um fã cego e apaixonado. Que a troca de Juwan Howard pelo Mike James, um armador engolidor de bolas no circo, não foi nada demais. Que o Houston draftou mais um armador, o Aaron Brooks, num elenco com tantos jogadores dessa posição que seria possível formar um time de futebol com titulares, reservas e cheerleaders. E que agora recebe de volta Steve Francis, mais um armador, só que em fim de carreira e com tendinite nos dois joelhos.

A lista de armadores principais no Houston é imensa: Rafer Alston, Mike James, Aaron Brooks, Luther Head, John Lucas, Steve Francis e Vassilis Spanoulis.

Pra começar a alegria do Houston, Aaron Brooks foi escolhido o melhor novato das summer leagues, ficando na briga para MVP e sendo facilmente a maior surpresa do draft até agora. Ele é um armador pontuador extremamente veloz, excelente em penetrações e com um jumper de meia distância mortal. Seu papel deve ser fundamental no novo Houston de Rick Adelman, em que o ataque deve ser veloz e os contra-ataques brutais.

Para o Brooks ter espaço, é fundamental que alguns outros armadores sejam mandados para empilhar coquinho na descida. Estava pessoalmente torcendo para a ida do Rafer Alston. O "Skip to my lou", a grande lenda da And1, é com certeza o jogador mais desinteressante da NBA. Só passa a bola para o lado, arremessa só quando toma tapas na cabeça, e é um grande medroso de pontaria quase sempre infeliz.
Ainda estou torcendo para que ele e seus 5 milhões de salário dêem o fora, mas enquanto isso o Houston fez a troca mais surpreendente até o momento:

Vassilis Spanoulis por Luis Scola.

Spanoulis já foi chamado de "o novo Ginobili" e foi uma grande esperança do Rockets durante uns 3 dias, até o então técnico Van Gundy descobrir q o V-Span não sabia defender nem a mãe e afundar ele no final do banco, fazendo tricô.
Abandonado à própria sorte e implorando pra poder voltar a jogar na Grécia, o Houston conseguiu enviá-lo para o Spurs, o time cosmopolita.
Mas não perca seu tempo se preocupando com o Spurs ter agora dois Ginobilis, ou então tentando decorar o nome do grego (que eu possivelmente posso ter escrito errado). Isso porque o armador da Grécia já pediu oficialmente ao San Antonio para retornar ao seu país natal e, definitivamente, não deve jogar nunca mais na NBA. (E justamente por isso não merece sequer ter seu nome conferido por mim no Google!)

Isso quer dizer, meninos e meninas, que o Houston conseguiu o Scola basicamente em troca de um cacho de bananas.

O Houston Rockets se viu com uma infinidade de armadores e com apenas um ala de força. E acabou conseguindo para reforçar a posição possivelmente o melhor ala disponível no momento, um jogador inteligente, bom passador e com boa presença no garrafão. E, o principal: com todos os fundamentos e inteligência necessárias para virar uma engrenagem fundamental no esquema de Rick Adelman, que adora ver as bolas chegando nas mãos dos jogadores de garrafão para que dali saiam passes e se iniciem as jogadas.

Roubar um jogador desse nível das mãos (cheias de anéis) do Spurs?
Alegria em dobro. Até esqueço que o cara é argentino.

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